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Atividade sexual dos pacientes submetidos à cirurgia de valvopatia / Sexual activity of patients submitted to the surgery of valvopathy

Vanessa Mendonça Lima 29 October 2009 (has links)
O objetivo desse trabalho foi investigar a atividade sexual dos pacientes submetidos à cirurgia de valvopatia e compreender as repercussões emocionais desses dois eventos. Para sua realização foram convidados funcionários e pacientes dos hospitais Instituto do Coração, localizado na cidade de São Paulo e Cirurgia em Aracaju no Estado de Sergipe. A amostra da pesquisa foi composta por 35 sujeitos portadores de valvopatia de ambos os sexos, entre 20 e 45 anos, que tinham sido submetidos apenas a uma cirurgia de correção dessa enfermidade, alfabetizados e que não tinham apresentado disfunção sexual antes da cirurgia. Foi também realizado um grupo controle com 35 funcionários pertencentes aos hospitais citados e que até o momento da realização da pesquisa não eram portadores de doenças crônicas. Os participantes responderam perguntas sobre atividade sexual e também criaram quatro histórias, a partir da apresentação das imagens contidas nas Pranchas (4, 10, 13HF, 16) do Teste de Apercepção Temática (TAT). Os resultados da pesquisa apontaram, na comparação entre os grupos, para uma presença estatisticamente significante (p<0,05), no grupo de pacientes, da ansiedade como interferência negativa para o desempenho sexual e de medos como não ser aceito e não ter excitação pelo parceiro, além de não satisfazer sexualmente o parceiro. Este grupo também afirmou que houve mudanças nos seus relacionamentos familiares, sociais e amorosos após a cirurgia. O TAT apontou para uma maior intensidade das necessidades emocionais de planejar e manter uma atividade sexual, apoio e afiliação no grupo de pacientes. Sugere-se que, em estudos posteriores, inclua-se o parceiro na amostra a ser pesquisada, uma vez que suas respostas podem complementar os achados do estudo e também se inclua as entrevistas em outros momentos como o pré-cirúrgico, o que contribuirá para uma melhor interpretação na análise da situação-problema. / The objective of this study was to investigate the sexual activity of patients submitted to the surgery of valvopathy and understand the emotional repercussions of these two events. For its realization were invited hospital staff and patients from the hospitals Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, and Hospital Cirurgia in Aracaju, both located in Brazil. The research sample consisted of 35 citizens of both gender who are affected by a valvopathy, between 20 and 45 years, that had been submitted only to a one surgery of correction of this disease, literate and that they have not presented some sexual dysfunction before the surgery. It also held a control group with 35 employees belonging to the hospitals cited and that until the completion of the research were not carriers of chronic diseases. The participants had answered questions about sexual activity and also created four stories from the presentation of the images contained in plates 4, 10, 13HF and 16 of the Thematic Apperception Test (TAT). The research results had pointed, in the comparison between groups, a statistically significant (p < 0.05) presence, in the group of patients, of the anxiety as a negative interference for the sexual performance, and the presence of sexual fears such as not be accepted by the partner, not be excited about the partner, and not sexually satisfy your partner. This group also affirmed that it had changes in its familiar, social and love relationships after the surgery. The TAT pointed a greater intensity of emotional needs to plan and maintain a sexual activity, support and membership in the group of patients. It is suggested that in further studies the partner should be included in the sample to be investigated, since their responses can complement the findings of the study and also includes interviews at other times as the pre-surgical, which must contribute to a better interpretation and analysis of the situation-problem
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Vulnerabilidade ao HIV de homens que fazem sexo com homens usuários de aplicativos geossociais para encontros / HIV vulnerability of men who have sex with men users of geossocial dating applications

Artur Acelino Francisco Luz Nunes Queiroz 06 September 2017 (has links)
Homens que fazem sexo com homens (HSH) são uma população desproporcionalmente mais afligidos pela infecção do HIV. A alta prevalência da infecção entre essa população, evidencia a necessidade de acompanhar novos comportamentos, no qual se destaca o uso das redes sociais móveis para agilizar o ato sexual ocasional. Assim, nosso estudo teve como objetivo analisar as vulnerabilidades de homens que fazem sexo com homens, usuários de aplicativos geossociais de encontro, à infecção por HIV. Para isso foram realizadas duas etapas sequenciais: 1ª- Revisão integrativa da literatura e 2ª - Estudo descritivo e exploratório. A pesquisa obedeceu as diretrizes éticas sobre pesquisas com seres humanos, reguladas pela resolução 466/12 e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /USP (1.921.265/2017). A revisão foi guiada pela questão: o uso de aplicativos de geossociais de encontro para encontrar parceiros sexuais aumenta o comportamento de risco para a infecção pelo HIV por HSH? Pesquisamos as bases de dados PubMed, Web of Science, CINAHL e LILACS, considerando estudos primários publicados até dezembro de 2015, sem restrições de tempo. O conhecimento sintetizado guiou a estruturação e interpretação da próxima etapa. O estudo exploratório objetivou avaliar o conhecimento de homens que fazem sexo com homens usuários de aplicativo de encontro baseado em geolocalização, sobre o HIV/aids e implicações no estabelecimento de parcerias. Realizou-se entrevistas com 30 usuários do Hornet® recrutados no aplicativo pela técnica Time-Location Sampling (TLS). Os depoimentos gerados tiveram tratamento estatístico no software IRaMuTeQ, posteriormente analisados pela Classificação Hierárquica Descendente. A coleta de dados foi propiciada pela TLS modificada a realidade virtual. Na coleta de dados utilizouse a técnica Computer-Assisted Interview (CASI). A coleta foi realizada por dois pesquisadores devidamente treinados, que se registraram no aplicativo para ter acesso aos usuários e criaram um perfil público. Foram abordados os primeiros usuários online, que registraram em seu perfil o status sorológico atual para o HIV/aids. Usuários de aplicativos possuem conhecimento insuficiente sobre medidas de prevenção do HIV/aids, principalmente quando se descarta o preservativo masculino. O sexo com os parceiros encontrados por meio de aplicativos foi caracterizado como ocasional, imediato, desprotegido, associado ao uso de drogas e sem informações sobre o status de HIV dos parceiros. As relações estabelecidas pelos aplicativos revelam novos padrões de comportamento e relacionamento, colocando HSH frente a situações com alto risco de infecção pelo HIV e diferentes formas de proteção, que podem ocorrer simultaneamente / Men who have sex with men (MSM) are a population disproportionately more afflicted by HIV infection. The high prevalence of infection among this population evidences the need to follow new behaviors, in which the use of mobile social networks is emphasized to accelerate the occasional sexual act. Thus, our study aimed to analyze the vulnerabilities of men who have sex with men, users of geossocial applications against HIV infection. For this, two sequential steps were performed: 1st - Integrative literature review and 2nd - Descriptive and exploratory study. The research obeyed the ethical guidelines on research with human beings, regulated by resolution 466/12 and approved by the Committee of Ethics and Research of the School of Nursing of Ribeirão Preto/USP (1.921.265/2017). The review was guided by the question: does using geossocial dating applications to find sexual partners increase the risk behavior for HIV infection by MSM? We searched the databases PubMed, Web of Science, CINAHL and LILACS, considering primary studies published until December 2015, without time restrictions. The synthesized knowledge guided the structuring and interpretation of the next step. The exploratory study aimed to evaluate the knowledge of men who have sex with men using geolocation-based dating software, about HIV/aids and implications for establishing partnerships. Interviews were conducted with 30 Hornet® users recruited in the application using the Time-Location Sampling (TLS) technique. The statements generated had statistical treatment in the IRaMuTeQ software, later analyzed by the Descending Hierarchical Classification. The data collection was provided by the modified TLS virtual reality. The Computer-Assisted Interview (CASI) technique was used for data collection. The collection was performed by two properly trained researchers, who registered in the application to have access to the users and created a public profile. The first online users, who recorded the current HIV/aids serological status in their profile, were discussed. Application users have insufficient knowledge about HIV/aids prevention measures, especially when discarding the male condom. Sex with partners found through applications was characterized as casual, immediate, unprotected, associated with drug use, and without information about partners\' HIV status. The relationships established by the applications reveal new patterns of behavior and relationships, placing MSM in situations of high risk of HIV infection and different forms of protection, which may occur simultaneously
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Atividade sexual dos pacientes submetidos à cirurgia de valvopatia / Sexual activity of patients submitted to the surgery of valvopathy

Lima, Vanessa Mendonça 29 October 2009 (has links)
O objetivo desse trabalho foi investigar a atividade sexual dos pacientes submetidos à cirurgia de valvopatia e compreender as repercussões emocionais desses dois eventos. Para sua realização foram convidados funcionários e pacientes dos hospitais Instituto do Coração, localizado na cidade de São Paulo e Cirurgia em Aracaju no Estado de Sergipe. A amostra da pesquisa foi composta por 35 sujeitos portadores de valvopatia de ambos os sexos, entre 20 e 45 anos, que tinham sido submetidos apenas a uma cirurgia de correção dessa enfermidade, alfabetizados e que não tinham apresentado disfunção sexual antes da cirurgia. Foi também realizado um grupo controle com 35 funcionários pertencentes aos hospitais citados e que até o momento da realização da pesquisa não eram portadores de doenças crônicas. Os participantes responderam perguntas sobre atividade sexual e também criaram quatro histórias, a partir da apresentação das imagens contidas nas Pranchas (4, 10, 13HF, 16) do Teste de Apercepção Temática (TAT). Os resultados da pesquisa apontaram, na comparação entre os grupos, para uma presença estatisticamente significante (p<0,05), no grupo de pacientes, da ansiedade como interferência negativa para o desempenho sexual e de medos como não ser aceito e não ter excitação pelo parceiro, além de não satisfazer sexualmente o parceiro. Este grupo também afirmou que houve mudanças nos seus relacionamentos familiares, sociais e amorosos após a cirurgia. O TAT apontou para uma maior intensidade das necessidades emocionais de planejar e manter uma atividade sexual, apoio e afiliação no grupo de pacientes. Sugere-se que, em estudos posteriores, inclua-se o parceiro na amostra a ser pesquisada, uma vez que suas respostas podem complementar os achados do estudo e também se inclua as entrevistas em outros momentos como o pré-cirúrgico, o que contribuirá para uma melhor interpretação na análise da situação-problema. / The objective of this study was to investigate the sexual activity of patients submitted to the surgery of valvopathy and understand the emotional repercussions of these two events. For its realization were invited hospital staff and patients from the hospitals Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, and Hospital Cirurgia in Aracaju, both located in Brazil. The research sample consisted of 35 citizens of both gender who are affected by a valvopathy, between 20 and 45 years, that had been submitted only to a one surgery of correction of this disease, literate and that they have not presented some sexual dysfunction before the surgery. It also held a control group with 35 employees belonging to the hospitals cited and that until the completion of the research were not carriers of chronic diseases. The participants had answered questions about sexual activity and also created four stories from the presentation of the images contained in plates 4, 10, 13HF and 16 of the Thematic Apperception Test (TAT). The research results had pointed, in the comparison between groups, a statistically significant (p < 0.05) presence, in the group of patients, of the anxiety as a negative interference for the sexual performance, and the presence of sexual fears such as not be accepted by the partner, not be excited about the partner, and not sexually satisfy your partner. This group also affirmed that it had changes in its familiar, social and love relationships after the surgery. The TAT pointed a greater intensity of emotional needs to plan and maintain a sexual activity, support and membership in the group of patients. It is suggested that in further studies the partner should be included in the sample to be investigated, since their responses can complement the findings of the study and also includes interviews at other times as the pre-surgical, which must contribute to a better interpretation and analysis of the situation-problem
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Adolescência e infecção pelo HIV : situações de risco e proteção, autoconceito e sintomatologia psiquiátrica

Bassols, Ana Margareth Siqueira January 2003 (has links)
Esta dissertação tem como objetivo identificar, através de um estudo transversal, associações entre as características demográficas, comportamentos de risco sexual e por drogas, sintomatologia psiquiátrica e autoconceito em uma amostra de adolescentes, comparando-os pela soropositividade HIV. Foram entrevistados 388 adolescentes entre 13 e 20 anos que procuraram espontaneamente o Centro de Triagem e Avaliação (CTA) Paulo César Bonfim para realizar o teste anti-HIV. Foram utilizados os questionários CRA (Comportamentos de Risco para AIDS), SCL-90-R (The Symptom Check-List-90-R) e EFA (Escala Fatorial de Autoconceito). A média da idade foi de 17,7 anos (±2,0). A maioria da amostra era do sexo feminino, solteiro ou sem companheiro/a fixo/a, sem trabalho, com baixas escolaridade e renda familiar. Em relação ao teste sorológico, 73% estavam realizandoo pela primeira vez, e a soropositividade geral da amostra foi de 6,2%. A escolaridade foi significativamente mais baixa em soropositivos (OR= 7,8) e não houve diferença estatística entre os grupos nas demais variáveis demográficas. Houve associação direta entre soropositividade e precocidade de início da vida sexual (OR= 3,6), história de gravidez (OR=4,7), prática de aborto prévio (OR= 5,9) e relação sexual com parceiro sem preservativo (OR=3,2). Do total da amostra, 8% dos adolescentes recebeu dinheiro em troca de relação sexual, e isto foi associado à soropositividade (OR=4,5). O mesmo ocorreu nos 13,2% que tiveram relação sexual com paceiro/a possivelmente soropositivo (OR=8,3). Apenas 18,9% da amostra afirmaram usar preservativos nos 6 meses prévios à coleta e 81,4% da amostra não haviam usado preservativo nas relações sexuais ao longo da vida. A prevalência geral de uso de drogas no mês anterior à coleta foi alta, com relato freqüente de uso de múltiplas drogas, sendo as mais freqüentes o álcool (71,6 %), maconha (24,7%), cocaína intranasal (12,4%) e solventes (9,3 %). A soropositividade foi mais alta nos usuários recentes de maconha (OR= 2,8), estimulantes (OR=2,9) e solventes (OR= 7,5). A freqüência a local específico para uso de drogas ocorreu em 22,5% do total da amostra e foi estatisticamente maior nos soropositivos (OR=2,6). Os adolescentes soropositivos apresentaram siginficativamente mais sintomatologia psiquiátrica em todas as dimensões avaliadas. Não houve diferença nas dimensões de autoconceito. O Tamanho de Efeito Padronizado foi maior nas variáveis da sintomatologia psiquiátrica do que nas do autoconceito. Os resultados indicam que os adolescentes estudados ainda não possuem cuidados preventivos suficientes para diminuir o contágio pelo vírus da AIDS. São indivíduos sob risco constante por apresentarem maior freqüência de exposição ao HIV associada à baixa escolaridade, comportamento sexual, uso de drogas e sintomatologia psiquiátrica. A falta de diferenças no autoconceito dos adolescentes soropositivos e soronegativos pode estar associada ao senso de invulnerabilidade próprio da faixa etária. Os achados apontam para a necessidade de programas específicos de prevenção para adolescentes. Medidas de intervenção futuras deverão levar em conta a interação de fatores individuais, ambientais, comportamentais e psicológicos, com o objetivo de implementar mudanças efetivas no comportamento de risco para que se detenha o avanço da epidemia nessa faixa etária. / This dissertation aims at identifying, by means of a cross-sectional study, the association between demographic characteristics, sexual and drug risk behaviors, psychiatric symptomatology and self concept versus HIV seropositivity in a sample of adolescents. 388 adolescents between 13 and 20 years old were interviewed at the Centro de Triagem e Avaliação (CTA) Paulo César Bonfim, which they had sought to have free HIV testing. The Risk Behavior Assessment (RAB), the Symptom Check-List-90-R (SCL-90-R) and the Factorial Scale for Self-concept (EFA) were used to collect data. Their mean age was of 17.7 (±2.0), and the majority of the sample was comprised of single, female subjects, with no work and with low schooling and income. With regard to the HIV test, 73% were taking it for the first time, and the overall seropositivity of the sample was 6.2%. Schooling was significantly lower in the seropositives (OR= 7.8) and there was no statistical difference between groups in the other demographic variables. A direct association was found between seropositivity and early beginning of sex life (OR= 3.6), history of pregnancy (OR=4,7), previous abortions (OR= 5.9) and sex without a condom (OR=3.2). Out of the total sample, 8% of the adolescents received money in exchange of sex, which as associated to seropositivity (OR=4.5). The same happened with the 13.2% who had had sex with a potentially seropositive partner (OR=8.3). Only 18.9% of the sample reported using condoms in the six months prior to interview and 81.4% had not used condoms in their lifetime. The overall prevalence of drug use in the month prior to interview was high, with frequent reports o multiple drug use, among them alcohol (71.6 %), marijuana (24.7%), snorted cocaine (12.4%) and solvents (9.3 %). Seropositivity was higher among recent users of marijuana (OR= 2.8), stimulants (OR=2.9) and solvents (OR= 7.5). Being at a drug-using place occurred in 22.5% of the sample and was statistically higher among the seropositives (OR=2.6). Seropositive adolescents presented significantly more psychiatric symptomatology in all dimensions ascertained. There were no differences in the dimensions of self-concept. The standard effect size was higher in psychiatric symptom variables, when compared to self-concept. The data suggest that these adolescents still do not have enough preventive care to lower their potential contact with the AIDS virus. They are individuals under constant risk, and are exposed to risk due to their low schooling, sexual behavior, drug use and psychiatric symptomatology. The lack of differences in the self-concept variables may be associated to a sense of being invulnerable that is typical of this age group. The findings point toward the need for specific preventive programs for adolescents. Future intervention approaches will have to take into account the interaction between individual, environmental, behavioral and psychological factors, aiming at implementing effective change in these risk behaviors so that the development of the epidemic in this age group could be stopped.
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Adolescência e infecção pelo HIV : situações de risco e proteção, autoconceito e sintomatologia psiquiátrica

Bassols, Ana Margareth Siqueira January 2003 (has links)
Esta dissertação tem como objetivo identificar, através de um estudo transversal, associações entre as características demográficas, comportamentos de risco sexual e por drogas, sintomatologia psiquiátrica e autoconceito em uma amostra de adolescentes, comparando-os pela soropositividade HIV. Foram entrevistados 388 adolescentes entre 13 e 20 anos que procuraram espontaneamente o Centro de Triagem e Avaliação (CTA) Paulo César Bonfim para realizar o teste anti-HIV. Foram utilizados os questionários CRA (Comportamentos de Risco para AIDS), SCL-90-R (The Symptom Check-List-90-R) e EFA (Escala Fatorial de Autoconceito). A média da idade foi de 17,7 anos (±2,0). A maioria da amostra era do sexo feminino, solteiro ou sem companheiro/a fixo/a, sem trabalho, com baixas escolaridade e renda familiar. Em relação ao teste sorológico, 73% estavam realizandoo pela primeira vez, e a soropositividade geral da amostra foi de 6,2%. A escolaridade foi significativamente mais baixa em soropositivos (OR= 7,8) e não houve diferença estatística entre os grupos nas demais variáveis demográficas. Houve associação direta entre soropositividade e precocidade de início da vida sexual (OR= 3,6), história de gravidez (OR=4,7), prática de aborto prévio (OR= 5,9) e relação sexual com parceiro sem preservativo (OR=3,2). Do total da amostra, 8% dos adolescentes recebeu dinheiro em troca de relação sexual, e isto foi associado à soropositividade (OR=4,5). O mesmo ocorreu nos 13,2% que tiveram relação sexual com paceiro/a possivelmente soropositivo (OR=8,3). Apenas 18,9% da amostra afirmaram usar preservativos nos 6 meses prévios à coleta e 81,4% da amostra não haviam usado preservativo nas relações sexuais ao longo da vida. A prevalência geral de uso de drogas no mês anterior à coleta foi alta, com relato freqüente de uso de múltiplas drogas, sendo as mais freqüentes o álcool (71,6 %), maconha (24,7%), cocaína intranasal (12,4%) e solventes (9,3 %). A soropositividade foi mais alta nos usuários recentes de maconha (OR= 2,8), estimulantes (OR=2,9) e solventes (OR= 7,5). A freqüência a local específico para uso de drogas ocorreu em 22,5% do total da amostra e foi estatisticamente maior nos soropositivos (OR=2,6). Os adolescentes soropositivos apresentaram siginficativamente mais sintomatologia psiquiátrica em todas as dimensões avaliadas. Não houve diferença nas dimensões de autoconceito. O Tamanho de Efeito Padronizado foi maior nas variáveis da sintomatologia psiquiátrica do que nas do autoconceito. Os resultados indicam que os adolescentes estudados ainda não possuem cuidados preventivos suficientes para diminuir o contágio pelo vírus da AIDS. São indivíduos sob risco constante por apresentarem maior freqüência de exposição ao HIV associada à baixa escolaridade, comportamento sexual, uso de drogas e sintomatologia psiquiátrica. A falta de diferenças no autoconceito dos adolescentes soropositivos e soronegativos pode estar associada ao senso de invulnerabilidade próprio da faixa etária. Os achados apontam para a necessidade de programas específicos de prevenção para adolescentes. Medidas de intervenção futuras deverão levar em conta a interação de fatores individuais, ambientais, comportamentais e psicológicos, com o objetivo de implementar mudanças efetivas no comportamento de risco para que se detenha o avanço da epidemia nessa faixa etária. / This dissertation aims at identifying, by means of a cross-sectional study, the association between demographic characteristics, sexual and drug risk behaviors, psychiatric symptomatology and self concept versus HIV seropositivity in a sample of adolescents. 388 adolescents between 13 and 20 years old were interviewed at the Centro de Triagem e Avaliação (CTA) Paulo César Bonfim, which they had sought to have free HIV testing. The Risk Behavior Assessment (RAB), the Symptom Check-List-90-R (SCL-90-R) and the Factorial Scale for Self-concept (EFA) were used to collect data. Their mean age was of 17.7 (±2.0), and the majority of the sample was comprised of single, female subjects, with no work and with low schooling and income. With regard to the HIV test, 73% were taking it for the first time, and the overall seropositivity of the sample was 6.2%. Schooling was significantly lower in the seropositives (OR= 7.8) and there was no statistical difference between groups in the other demographic variables. A direct association was found between seropositivity and early beginning of sex life (OR= 3.6), history of pregnancy (OR=4,7), previous abortions (OR= 5.9) and sex without a condom (OR=3.2). Out of the total sample, 8% of the adolescents received money in exchange of sex, which as associated to seropositivity (OR=4.5). The same happened with the 13.2% who had had sex with a potentially seropositive partner (OR=8.3). Only 18.9% of the sample reported using condoms in the six months prior to interview and 81.4% had not used condoms in their lifetime. The overall prevalence of drug use in the month prior to interview was high, with frequent reports o multiple drug use, among them alcohol (71.6 %), marijuana (24.7%), snorted cocaine (12.4%) and solvents (9.3 %). Seropositivity was higher among recent users of marijuana (OR= 2.8), stimulants (OR=2.9) and solvents (OR= 7.5). Being at a drug-using place occurred in 22.5% of the sample and was statistically higher among the seropositives (OR=2.6). Seropositive adolescents presented significantly more psychiatric symptomatology in all dimensions ascertained. There were no differences in the dimensions of self-concept. The standard effect size was higher in psychiatric symptom variables, when compared to self-concept. The data suggest that these adolescents still do not have enough preventive care to lower their potential contact with the AIDS virus. They are individuals under constant risk, and are exposed to risk due to their low schooling, sexual behavior, drug use and psychiatric symptomatology. The lack of differences in the self-concept variables may be associated to a sense of being invulnerable that is typical of this age group. The findings point toward the need for specific preventive programs for adolescents. Future intervention approaches will have to take into account the interaction between individual, environmental, behavioral and psychological factors, aiming at implementing effective change in these risk behaviors so that the development of the epidemic in this age group could be stopped.
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Adolescência e infecção pelo HIV : situações de risco e proteção, autoconceito e sintomatologia psiquiátrica

Bassols, Ana Margareth Siqueira January 2003 (has links)
Esta dissertação tem como objetivo identificar, através de um estudo transversal, associações entre as características demográficas, comportamentos de risco sexual e por drogas, sintomatologia psiquiátrica e autoconceito em uma amostra de adolescentes, comparando-os pela soropositividade HIV. Foram entrevistados 388 adolescentes entre 13 e 20 anos que procuraram espontaneamente o Centro de Triagem e Avaliação (CTA) Paulo César Bonfim para realizar o teste anti-HIV. Foram utilizados os questionários CRA (Comportamentos de Risco para AIDS), SCL-90-R (The Symptom Check-List-90-R) e EFA (Escala Fatorial de Autoconceito). A média da idade foi de 17,7 anos (±2,0). A maioria da amostra era do sexo feminino, solteiro ou sem companheiro/a fixo/a, sem trabalho, com baixas escolaridade e renda familiar. Em relação ao teste sorológico, 73% estavam realizandoo pela primeira vez, e a soropositividade geral da amostra foi de 6,2%. A escolaridade foi significativamente mais baixa em soropositivos (OR= 7,8) e não houve diferença estatística entre os grupos nas demais variáveis demográficas. Houve associação direta entre soropositividade e precocidade de início da vida sexual (OR= 3,6), história de gravidez (OR=4,7), prática de aborto prévio (OR= 5,9) e relação sexual com parceiro sem preservativo (OR=3,2). Do total da amostra, 8% dos adolescentes recebeu dinheiro em troca de relação sexual, e isto foi associado à soropositividade (OR=4,5). O mesmo ocorreu nos 13,2% que tiveram relação sexual com paceiro/a possivelmente soropositivo (OR=8,3). Apenas 18,9% da amostra afirmaram usar preservativos nos 6 meses prévios à coleta e 81,4% da amostra não haviam usado preservativo nas relações sexuais ao longo da vida. A prevalência geral de uso de drogas no mês anterior à coleta foi alta, com relato freqüente de uso de múltiplas drogas, sendo as mais freqüentes o álcool (71,6 %), maconha (24,7%), cocaína intranasal (12,4%) e solventes (9,3 %). A soropositividade foi mais alta nos usuários recentes de maconha (OR= 2,8), estimulantes (OR=2,9) e solventes (OR= 7,5). A freqüência a local específico para uso de drogas ocorreu em 22,5% do total da amostra e foi estatisticamente maior nos soropositivos (OR=2,6). Os adolescentes soropositivos apresentaram siginficativamente mais sintomatologia psiquiátrica em todas as dimensões avaliadas. Não houve diferença nas dimensões de autoconceito. O Tamanho de Efeito Padronizado foi maior nas variáveis da sintomatologia psiquiátrica do que nas do autoconceito. Os resultados indicam que os adolescentes estudados ainda não possuem cuidados preventivos suficientes para diminuir o contágio pelo vírus da AIDS. São indivíduos sob risco constante por apresentarem maior freqüência de exposição ao HIV associada à baixa escolaridade, comportamento sexual, uso de drogas e sintomatologia psiquiátrica. A falta de diferenças no autoconceito dos adolescentes soropositivos e soronegativos pode estar associada ao senso de invulnerabilidade próprio da faixa etária. Os achados apontam para a necessidade de programas específicos de prevenção para adolescentes. Medidas de intervenção futuras deverão levar em conta a interação de fatores individuais, ambientais, comportamentais e psicológicos, com o objetivo de implementar mudanças efetivas no comportamento de risco para que se detenha o avanço da epidemia nessa faixa etária. / This dissertation aims at identifying, by means of a cross-sectional study, the association between demographic characteristics, sexual and drug risk behaviors, psychiatric symptomatology and self concept versus HIV seropositivity in a sample of adolescents. 388 adolescents between 13 and 20 years old were interviewed at the Centro de Triagem e Avaliação (CTA) Paulo César Bonfim, which they had sought to have free HIV testing. The Risk Behavior Assessment (RAB), the Symptom Check-List-90-R (SCL-90-R) and the Factorial Scale for Self-concept (EFA) were used to collect data. Their mean age was of 17.7 (±2.0), and the majority of the sample was comprised of single, female subjects, with no work and with low schooling and income. With regard to the HIV test, 73% were taking it for the first time, and the overall seropositivity of the sample was 6.2%. Schooling was significantly lower in the seropositives (OR= 7.8) and there was no statistical difference between groups in the other demographic variables. A direct association was found between seropositivity and early beginning of sex life (OR= 3.6), history of pregnancy (OR=4,7), previous abortions (OR= 5.9) and sex without a condom (OR=3.2). Out of the total sample, 8% of the adolescents received money in exchange of sex, which as associated to seropositivity (OR=4.5). The same happened with the 13.2% who had had sex with a potentially seropositive partner (OR=8.3). Only 18.9% of the sample reported using condoms in the six months prior to interview and 81.4% had not used condoms in their lifetime. The overall prevalence of drug use in the month prior to interview was high, with frequent reports o multiple drug use, among them alcohol (71.6 %), marijuana (24.7%), snorted cocaine (12.4%) and solvents (9.3 %). Seropositivity was higher among recent users of marijuana (OR= 2.8), stimulants (OR=2.9) and solvents (OR= 7.5). Being at a drug-using place occurred in 22.5% of the sample and was statistically higher among the seropositives (OR=2.6). Seropositive adolescents presented significantly more psychiatric symptomatology in all dimensions ascertained. There were no differences in the dimensions of self-concept. The standard effect size was higher in psychiatric symptom variables, when compared to self-concept. The data suggest that these adolescents still do not have enough preventive care to lower their potential contact with the AIDS virus. They are individuals under constant risk, and are exposed to risk due to their low schooling, sexual behavior, drug use and psychiatric symptomatology. The lack of differences in the self-concept variables may be associated to a sense of being invulnerable that is typical of this age group. The findings point toward the need for specific preventive programs for adolescents. Future intervention approaches will have to take into account the interaction between individual, environmental, behavioral and psychological factors, aiming at implementing effective change in these risk behaviors so that the development of the epidemic in this age group could be stopped.
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Impulso sexual excessivo e comportamento barebacking em homens que fazem sexo com homens / Compulsive sexual behavior and barebacking in men who have sex with men

Maria Luiza Sant\'Ana Do Amaral 16 April 2014 (has links)
O comportamento \"barebacking\" é definido como o intercurso sexual anal entre homens que fazem sexo com homens (HSH) que decidem intencionalmente não usar preservativos, no contexto de risco do HIV. O comportamento sexual compulsivo (CSC) pode agir na motivação do comportamento \"barebacking\", aumentando o risco de transmissão do HIV, sendo que no Brasil a prevalência do HIV entre HSH é de 10,5%. Objetivos: estimar a frequência do comportamento \"barebacking\" nos HSH compulsivos sexuais, e investigar a associação do comportamento \"barebacking\" com: infecção pelo HIV; comportamento sexual de risco; severidade do CSC; transtorno associado ao uso de álcool e drogas; grau de otimismo em relação ao tratamento do HIV; capacidade de vinculação afetiva tipo segura; consolidação da identidade; e as seguintes dimensões de personalidade: busca de novidades, esquiva ao dano, dependência de gratificação e autodirecionamento. Métodos: estudo transversal realizado em amostra de HSH que buscaram tratamento para o CSC. Participaram 55 homens compulsivos sexuais, sendo que 21 apresentavam o comportamento \"barebacking\" e 34 não. Foram avaliados em entrevista psiquiátrica para verificação dos critérios de elegibilidade (critérios de dependência de sexo e de Impulso Sexual Excessivo, diagnósticos de exclusão, nível cognitivo). Todos responderam os seguintes instrumentos: Inventário de Consolidação de Identidade, Escala de Vinculação de Adulto, Escala de Compulsividade Sexual, Escala de Otimismo/Ceticismo no contexto dos tratamentos do HIV, Inventário de Temperamento e Caráter, Instrumento de Avaliação de Risco no Comportamento Sexual, além de questões complementares quanto ao comportamento \"barebacking\" e HIV. Ainda participaram de entrevista com a pesquisadora, que teve a finalidade de investigar a intencionalidade do não uso do preservativo. Resultados: 38% da amostra apresentaram comportamento \"barebacking\", sendo que 64% apresentaram orientação homossexual e 36% bissexual, e o comportamento \"barebacking\" associou-se à homossexualidade (p < 0,05). Comparando-se indivíduos com e sem o comportamento \"barebacking\", não se encontrou diferença em relação: a transtornos relacionados ao uso de álcool e/ou drogas, ao otimismo quanto ao tratamento do HIV, à vinculação afetiva, às dimensões de personalidade esquiva ao dano e dependência de gratificação. Houve uma tendência à associação à severidade do CSC, à consolidação da identidade e à busca de novidades. Houve associação negativa com a dimensão de personalidade autodirecionamento (p < 0,001). A prevalência do HIV foi de 20% na amostra total e de 43% dentre os participantes com comportamento \"barebacking\" (p < 0,05). Conclusões: a orientação homossexual e o baixo autodirecionamento foram preditores de comportamento \"barebacking\" neste estudo, sugerindo menor autonomia, reduzida força de vontade, desorganização, baixa capacidade de controle interno, baixa autoaceitação e baixa autoestima, como característica de personalidade dos que apresentam comportamento \"barebacking\" / The barebacking behavior is defined as anal intercourse among men who have sex with men (MSM) who intentionally decide do not to use condoms in the context of HIV risk. Compulsive sexual behavior (CSB) can act in motivating the barebacking behavior increasing the risk of HIV transmission, whereas in Brazil the prevalence of HIV among MSM is 10.5%. Goals: To estimate the frequency of barebacking behavior in sexually compulsive MSM, and to investigate the association of barebacking behavior with: HIV infection, sexual risk behavior, severity of CSB; substance disorders; degree of optimism regarding the treatment of HIV; ability to develop secure emotional attachment type, identity consolidation, and the following personality dimensions: novelty seeking, harm avoidance, reward dependence and self-directedness. Methods: Cross-sectional study in a sample of MSM who sought treatment for CSB. 55 sexually compulsive men participated, of whom 21 presented the barebacking behavior and 34 do not. All of them were underwent to psychiatric interview for verification of eligibility criteria (criteria for sex addiction and Excessive Sexual Drive, exclusion psychiatric diagnosis, and cognitive level). All answered the following instruments: Identity Consolidation Inventory, the Adult Attachment Scale, Scale of Sexual Compulsivity, Scale Optimism/Scepticism in the context of HIV treatments, Temperament and Character Inventory, Instrument Risk Assessment in Sexual Behavior, plus additional questions regarding the barebacking behavior and HIV. They were also interviewed by the researcher, whose purpose was to investigate the intentionality of not using condoms. Results: 38% of the sample presented barebacking behavior, whereas 64% were gay and 36% bisexual, and barebacking behavior was associated with being gay (p < 0.05). Comparing subjects with and without the barebacking behavior no difference was found in relation to: substance disorders, optimism regarding the treatment of HIV, adult attachment, personality dimensions harm avoidance and reward dependence. There was a trend toward association with severity of CSB, and the consolidation of identity and novelty seeking. There was a negative association with the personality dimension self-directedness (p < 0.001). HIV prevalence was 20% in the total sample and 43% among participants with barebacking behavior (p < 0.05). Conclusions: gay and low self-directedness predicted barebacking behavior in this study, suggesting low autonomy, reduced willpower, disorganization, low ability for internal control, low self-acceptance and low self-esteem, as personality characteristics from those presenting barebacking behavior
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Impulso sexual excessivo e comportamento barebacking em homens que fazem sexo com homens / Compulsive sexual behavior and barebacking in men who have sex with men

Do Amaral, Maria Luiza Sant\'Ana 16 April 2014 (has links)
O comportamento \"barebacking\" é definido como o intercurso sexual anal entre homens que fazem sexo com homens (HSH) que decidem intencionalmente não usar preservativos, no contexto de risco do HIV. O comportamento sexual compulsivo (CSC) pode agir na motivação do comportamento \"barebacking\", aumentando o risco de transmissão do HIV, sendo que no Brasil a prevalência do HIV entre HSH é de 10,5%. Objetivos: estimar a frequência do comportamento \"barebacking\" nos HSH compulsivos sexuais, e investigar a associação do comportamento \"barebacking\" com: infecção pelo HIV; comportamento sexual de risco; severidade do CSC; transtorno associado ao uso de álcool e drogas; grau de otimismo em relação ao tratamento do HIV; capacidade de vinculação afetiva tipo segura; consolidação da identidade; e as seguintes dimensões de personalidade: busca de novidades, esquiva ao dano, dependência de gratificação e autodirecionamento. Métodos: estudo transversal realizado em amostra de HSH que buscaram tratamento para o CSC. Participaram 55 homens compulsivos sexuais, sendo que 21 apresentavam o comportamento \"barebacking\" e 34 não. Foram avaliados em entrevista psiquiátrica para verificação dos critérios de elegibilidade (critérios de dependência de sexo e de Impulso Sexual Excessivo, diagnósticos de exclusão, nível cognitivo). Todos responderam os seguintes instrumentos: Inventário de Consolidação de Identidade, Escala de Vinculação de Adulto, Escala de Compulsividade Sexual, Escala de Otimismo/Ceticismo no contexto dos tratamentos do HIV, Inventário de Temperamento e Caráter, Instrumento de Avaliação de Risco no Comportamento Sexual, além de questões complementares quanto ao comportamento \"barebacking\" e HIV. Ainda participaram de entrevista com a pesquisadora, que teve a finalidade de investigar a intencionalidade do não uso do preservativo. Resultados: 38% da amostra apresentaram comportamento \"barebacking\", sendo que 64% apresentaram orientação homossexual e 36% bissexual, e o comportamento \"barebacking\" associou-se à homossexualidade (p < 0,05). Comparando-se indivíduos com e sem o comportamento \"barebacking\", não se encontrou diferença em relação: a transtornos relacionados ao uso de álcool e/ou drogas, ao otimismo quanto ao tratamento do HIV, à vinculação afetiva, às dimensões de personalidade esquiva ao dano e dependência de gratificação. Houve uma tendência à associação à severidade do CSC, à consolidação da identidade e à busca de novidades. Houve associação negativa com a dimensão de personalidade autodirecionamento (p < 0,001). A prevalência do HIV foi de 20% na amostra total e de 43% dentre os participantes com comportamento \"barebacking\" (p < 0,05). Conclusões: a orientação homossexual e o baixo autodirecionamento foram preditores de comportamento \"barebacking\" neste estudo, sugerindo menor autonomia, reduzida força de vontade, desorganização, baixa capacidade de controle interno, baixa autoaceitação e baixa autoestima, como característica de personalidade dos que apresentam comportamento \"barebacking\" / The barebacking behavior is defined as anal intercourse among men who have sex with men (MSM) who intentionally decide do not to use condoms in the context of HIV risk. Compulsive sexual behavior (CSB) can act in motivating the barebacking behavior increasing the risk of HIV transmission, whereas in Brazil the prevalence of HIV among MSM is 10.5%. Goals: To estimate the frequency of barebacking behavior in sexually compulsive MSM, and to investigate the association of barebacking behavior with: HIV infection, sexual risk behavior, severity of CSB; substance disorders; degree of optimism regarding the treatment of HIV; ability to develop secure emotional attachment type, identity consolidation, and the following personality dimensions: novelty seeking, harm avoidance, reward dependence and self-directedness. Methods: Cross-sectional study in a sample of MSM who sought treatment for CSB. 55 sexually compulsive men participated, of whom 21 presented the barebacking behavior and 34 do not. All of them were underwent to psychiatric interview for verification of eligibility criteria (criteria for sex addiction and Excessive Sexual Drive, exclusion psychiatric diagnosis, and cognitive level). All answered the following instruments: Identity Consolidation Inventory, the Adult Attachment Scale, Scale of Sexual Compulsivity, Scale Optimism/Scepticism in the context of HIV treatments, Temperament and Character Inventory, Instrument Risk Assessment in Sexual Behavior, plus additional questions regarding the barebacking behavior and HIV. They were also interviewed by the researcher, whose purpose was to investigate the intentionality of not using condoms. Results: 38% of the sample presented barebacking behavior, whereas 64% were gay and 36% bisexual, and barebacking behavior was associated with being gay (p < 0.05). Comparing subjects with and without the barebacking behavior no difference was found in relation to: substance disorders, optimism regarding the treatment of HIV, adult attachment, personality dimensions harm avoidance and reward dependence. There was a trend toward association with severity of CSB, and the consolidation of identity and novelty seeking. There was a negative association with the personality dimension self-directedness (p < 0.001). HIV prevalence was 20% in the total sample and 43% among participants with barebacking behavior (p < 0.05). Conclusions: gay and low self-directedness predicted barebacking behavior in this study, suggesting low autonomy, reduced willpower, disorganization, low ability for internal control, low self-acceptance and low self-esteem, as personality characteristics from those presenting barebacking behavior
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Avaliação da qualidade de vida de pacientes adultos com distúrbio do desenvolvimento sexual (DDS) 46,XX e 46,XY em uma larga coorte de um único centro terciário / Quality of life in a large cohort of adult Brazilian patients with 46,XX and 46,XY disorders of sex development (DSD) from a single tertiary centre

Rita de Cássia do Amaral 24 July 2015 (has links)
Introdução: As doenças crônicas que envolvem tratamento clínico e cirúrgico podem comprometer a qualidade de vida. Poucos estudos analisam a qualidade de vida de pacientes com distúrbios do desenvolvimento sexual (DDS). O objetivo foi avaliar a qualidade de vida de pacientes com DDS com o diagnostico etiológico estabelecido, seguidos até a idade adulta em um único centro terciário. Pacientes e Métodos: 144 pacientes adultos com DDS (56 pacientes com DDS 46,XX - 49 com sexo social feminino e 7 com o sexo social masculino, bem como, 88 pacientes com DDS 46,XY - 54 com sexo social feminino e 34 com sexo social masculino). Instrumento: A avaliação da qualidade de vida foi realizada através do questionário WHOQOL-Bref. Resultados: Os pacientes com DDS 46,XX e 46,XY apresentaram escores de qualidade de vida semelhante e comparáveis aos escores da população brasileira geral. Os pacientes com DDS do sexo social masculino tiveram melhores escores no domínio psicológico do que os pacientes do sexo social feminino, da mesma forma que a população geral brasileira. Dentro do grupo DDS 46,XY, também os pacientes com o sexo social masculino tiveram melhores escores de qualidade de vida em comparação aos do sexo social feminino. Para avaliar o impacto na qualidade de vida dos pacientes com DDS 46,XY criados no sexo social feminino, foi comparado os escores de qualidade de vida nos pacientes registrados no sexo social masculino com aqueles dos pacientes registrados no sexo social feminino e que mudaram para o sexo social masculino. Ambos os grupos apresentaram escores semelhantes de qualidade de vida. Comparou-se ainda, a qualidade de vida de pacientes com DDS 46,XY com deficiência de 5alfa-RD2 e pacientes com DDS, devido à defeitos na secreção ou ação da testosterona. Ambos os grupos apresentaram qualidade de vida semelhante entre si para as questões gerais e nos quatro domínios. A maioria das variáveis que influenciaram a qualidade de vida foram saúde geral, sentimentos positivos e espiritualidade, religião e crenças pessoais, cada um deles contribuindo com 18% da variabilidade da pontuação da qualidade de vida geral. O desempenho sexual teve pouca interferência na qualidade de vida geral, explicando apenas 4% da variabilidade deste escore. O tratamento tardio foi associado negativa e significativamente com pior qualidade de vida geral. Conclusão: Esta larga coorte de pacientes adultos com DDS, que foi seguida por uma equipe multidisciplinar em um único centro terciário, teve boa qualidade de vida na idade adulta. Ressalta-se que o tratamento tardio comprometeu a qualidade de vida dos pacientes com DSD, ao passo que o desempenho sexual teve pouca influência na qualidade de vida geral / Objective: Chronic diseases involving medical and surgical treatment may compromise the quality of life. Few studies have focused on the quality of life of patients with disorders of sex development (DSD). The aim was to evaluate quality of life in DSD patients with defined diagnoses followed until adulthood in a single tertiary centre. Patients and Methods: 144 Adult DSD patients (56 patients with 46,XX DSD - 49 with female social sex and 7 with male social sex as well as 88 patients with 46,XY DSD - 54 with female social sex and 34 with male social sex). Measurements: Quality of life using WHOQOL-Bref questionnaire Results: Both 46,XX and 46,XY DSD patients had similar quality of life scores on the WHOQOL-Bref, comparable to the scores of the Brazilian general population. Male social sex DSD patients had better scores on the psychological domain than female social sex DSD patients, as found in the Brazilian general population. In addition, among the 46,XY DSD group, the male social sex patients had better quality of life compared to the female social sex patients. To estimate the impact on quality of life of patients with DDS 46, XY raised in females social sex, we analyzed the quality of life scores of patients raised with male social sex with those patients registered with female social sex who changed to male social sex. Both groups had similar quality of life. We also evaluate the impact of testosterone in the quality of life of patients with 46,XY DSD with 5alfa-RD2 deficiency and patients with DSD due to testosterone secretion or action defects. Both groups showed similar quality of life. The most influencing variables on quality of life of all group of patients were general health, positive feelings and spirituality, religion and personal beliefs, each of them contributing with 18% of the variability of the general quality of life score. There was a positive and significant correlation between sexual performance and general quality of life, although it explained only 4% of the variability of the general quality of life score. Late treatment was associated negatively and significantly with poorer overall quality of life. Conclusion: This large cohort of adult DSD patients, which was followed by a multidisciplinary team in a single tertiary centre, had good quality of life in adulthood; in addition, late treatment compromised the quality of life of DSD patients, whereas sexual performance had little influence on quality of life
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Avaliação da qualidade de vida de pacientes adultos com distúrbio do desenvolvimento sexual (DDS) 46,XX e 46,XY em uma larga coorte de um único centro terciário / Quality of life in a large cohort of adult Brazilian patients with 46,XX and 46,XY disorders of sex development (DSD) from a single tertiary centre

Amaral, Rita de Cássia do 24 July 2015 (has links)
Introdução: As doenças crônicas que envolvem tratamento clínico e cirúrgico podem comprometer a qualidade de vida. Poucos estudos analisam a qualidade de vida de pacientes com distúrbios do desenvolvimento sexual (DDS). O objetivo foi avaliar a qualidade de vida de pacientes com DDS com o diagnostico etiológico estabelecido, seguidos até a idade adulta em um único centro terciário. Pacientes e Métodos: 144 pacientes adultos com DDS (56 pacientes com DDS 46,XX - 49 com sexo social feminino e 7 com o sexo social masculino, bem como, 88 pacientes com DDS 46,XY - 54 com sexo social feminino e 34 com sexo social masculino). Instrumento: A avaliação da qualidade de vida foi realizada através do questionário WHOQOL-Bref. Resultados: Os pacientes com DDS 46,XX e 46,XY apresentaram escores de qualidade de vida semelhante e comparáveis aos escores da população brasileira geral. Os pacientes com DDS do sexo social masculino tiveram melhores escores no domínio psicológico do que os pacientes do sexo social feminino, da mesma forma que a população geral brasileira. Dentro do grupo DDS 46,XY, também os pacientes com o sexo social masculino tiveram melhores escores de qualidade de vida em comparação aos do sexo social feminino. Para avaliar o impacto na qualidade de vida dos pacientes com DDS 46,XY criados no sexo social feminino, foi comparado os escores de qualidade de vida nos pacientes registrados no sexo social masculino com aqueles dos pacientes registrados no sexo social feminino e que mudaram para o sexo social masculino. Ambos os grupos apresentaram escores semelhantes de qualidade de vida. Comparou-se ainda, a qualidade de vida de pacientes com DDS 46,XY com deficiência de 5alfa-RD2 e pacientes com DDS, devido à defeitos na secreção ou ação da testosterona. Ambos os grupos apresentaram qualidade de vida semelhante entre si para as questões gerais e nos quatro domínios. A maioria das variáveis que influenciaram a qualidade de vida foram saúde geral, sentimentos positivos e espiritualidade, religião e crenças pessoais, cada um deles contribuindo com 18% da variabilidade da pontuação da qualidade de vida geral. O desempenho sexual teve pouca interferência na qualidade de vida geral, explicando apenas 4% da variabilidade deste escore. O tratamento tardio foi associado negativa e significativamente com pior qualidade de vida geral. Conclusão: Esta larga coorte de pacientes adultos com DDS, que foi seguida por uma equipe multidisciplinar em um único centro terciário, teve boa qualidade de vida na idade adulta. Ressalta-se que o tratamento tardio comprometeu a qualidade de vida dos pacientes com DSD, ao passo que o desempenho sexual teve pouca influência na qualidade de vida geral / Objective: Chronic diseases involving medical and surgical treatment may compromise the quality of life. Few studies have focused on the quality of life of patients with disorders of sex development (DSD). The aim was to evaluate quality of life in DSD patients with defined diagnoses followed until adulthood in a single tertiary centre. Patients and Methods: 144 Adult DSD patients (56 patients with 46,XX DSD - 49 with female social sex and 7 with male social sex as well as 88 patients with 46,XY DSD - 54 with female social sex and 34 with male social sex). Measurements: Quality of life using WHOQOL-Bref questionnaire Results: Both 46,XX and 46,XY DSD patients had similar quality of life scores on the WHOQOL-Bref, comparable to the scores of the Brazilian general population. Male social sex DSD patients had better scores on the psychological domain than female social sex DSD patients, as found in the Brazilian general population. In addition, among the 46,XY DSD group, the male social sex patients had better quality of life compared to the female social sex patients. To estimate the impact on quality of life of patients with DDS 46, XY raised in females social sex, we analyzed the quality of life scores of patients raised with male social sex with those patients registered with female social sex who changed to male social sex. Both groups had similar quality of life. We also evaluate the impact of testosterone in the quality of life of patients with 46,XY DSD with 5alfa-RD2 deficiency and patients with DSD due to testosterone secretion or action defects. Both groups showed similar quality of life. The most influencing variables on quality of life of all group of patients were general health, positive feelings and spirituality, religion and personal beliefs, each of them contributing with 18% of the variability of the general quality of life score. There was a positive and significant correlation between sexual performance and general quality of life, although it explained only 4% of the variability of the general quality of life score. Late treatment was associated negatively and significantly with poorer overall quality of life. Conclusion: This large cohort of adult DSD patients, which was followed by a multidisciplinary team in a single tertiary centre, had good quality of life in adulthood; in addition, late treatment compromised the quality of life of DSD patients, whereas sexual performance had little influence on quality of life

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