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Fatores ambientais e vulnerabilidade ao transtorno de personalidade borderline : um estudo caso-controle de traumas psicológicos precoces e vínculos parentais percebidos em uma amostra brasileira de pacientes mulheres

Schestatsky, Sidnei Samuel January 2005 (has links)
Introdução: O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um transtorno mental grave e complexo, caracterizado por um padrão difuso de instabilidade na regulação das emoções, auto-imagem, controle dos impulsos e dos relacionamentos interpessoais. Estima-se que ocorra entre 1% a 2% da população geral, sendo o mais comum dos transtornos de personalidade em contextos clínicos, afetando cerca de 10% de todos os pacientes psiquiátricos ambulatoriais e 15% a 20% dos internados. Caracteriza-se por grave incapacitação profissional, substancial utilização dos sistemas de saúde mental e uma taxa de mortalidade por suicídio de 10%, cinqüenta vezes maior do que a da população geral. A co-ocorrência do TPB com patologias do Eixo I é comum, como os Transtornos do Humor, Transtornos Ansiosos, Transtornos Alimentares e Abuso de Álcool/Drogas, tornando piores o tratamento, a evolução e o prognóstico destes quadros. No entanto, não há nenhum estudo com estes pacientes – que tenham sido criteriosamente diagnosticados e usados instrumentos padronizados – em populações clínicas ou não-clínicas de língua portuguesa no Brasil ou na América do Sul. Objetivos: 1) descrever, do ponto de vista clínico e demográfico, a presença desta patologia no nosso meio, e 2) avaliar a existência ou não de fatores de risco ambientais, na infância e adolescência (situações traumáticas e disfunção parental percebida), que se associem com o diagnóstico de TPB na idade adulta, em pacientes internados e de ambulatório, de três centros de referência nas cidades de Porto Alegre e Novo Hamburgo (RS/Brasil). Material e Métodos: Desenvolveu-se, primeiro, um estudo transversal (N=26), para caracterizar descritivamente a população clínica em estudo. Depois, um estudo caso-controle pareado (N=23), tendo como desfecho o diagnóstico de TPB e como fatores de exposição a ocorrência de eventos traumáticos precoces (abusos emocional, físico, sexual e negligências física e emocional) e a percepção dos vínculos familiares na infância (afeto e controle). Constituíu-se uma amostra de conveniência de 26 casos para o estudo transversal e de 23 pares de casos (pacientes com TPB) e controles (pessoas normais), para o estudo caso-controle. Todos os casos foram, por acaso, do sexo feminino, e idade entre 18 e 60 anos (média 33.6 ± 10.6 anos). Foram diagnosticados tendo pelo menos cinco dos critérios para TPB (DSM-IV) e escore ³ 8 na Entrevista Diagnóstica para Borderline - Revisada (DIB-R). Sujeitos com inteligência clinicamente abaixo da média, diagnósticos de quadros orgânicocerebrais agudos ou crônicos e Esquizofrenia ou Transtorno Bipolar I presentes, foram excluídos. Os controles, para serem incluídos, tiveram escores iguais ou abaixo de sete no DIB-R, escores abaixo de sete no Self-Report Questionnaire e nenhum diagnóstico presente na versão brasileira do Mini International Neuropsychiatric Interview (MINI). A amostra (N=23) foi pareada por sexo, idade (± 1 ano), escolaridade e classe sócio-econômica. Coletaram-se informações clínicas e demográficas com Protocolo padronizado e desenvolvido para o estudo. Dados sobre comorbidade foram colhidos pelo MINI. Evidências sobre abusos (emocionais, físicos e sexuais) e negligências (emocional e física) foram obtidas através da Entrevista sobre Experiências Familiares (FEI) e pelo Questionário de Traumas na Infância (CTQ). As percepções que casos e controles tinham dos seus vínculos maternos e paternos na infância foram obtidas pelo “Parental Bonding Instrument”. Resultados: O grupo de casos constituíu-se de pacientes gravemente doentes, com início precoce dos sintomas (16 ± 8.9 anos de idade) e uma média de 4.3 ± 3.4 internações psiquiátricas ao longo da vida. Sintomas mais freqüentes foram instabilidade afetiva (96.1%), sentimentos crônicos de vazio (92.3%), crises de raiva intensas e injustificadas (84.6%), reações desesperadas frente a abandonos (84.6%) e automutilações (84.6%). Apresentaram importante risco de suicídio (84.6%), 76.9% com tentativas prévias e 3.8% (N=1), mesmo em tratamento, cometeu suicídio durante o estudo. Os casos tiveram taxas altas de comorbidade com Transtornos do Humor (76.9%) e Ansiosos (69.2%) e menores com Transtornos Alimentares (30.7%) e Abuso de Álcool/Drogas (23.1%). A média de comorbidades foi de 2.1 ± 0.9 diagnósticos do Eixo I por caso de TPB. Os casos estavam bastante incapacitados funcionalmente: 69.3% desempregados, afastados há 19 ± 20.7 meses do trabalho e 11.3% precocemente aposentados por doença. A incapacitação global dos casos foi significativamente maior que dos controles, quando medida pelo GAF (Global Assessment Function), e similar aos índices mencionados na literatura. Cerca de 80% dos casos estava ou esteve em psicoterapia individual, com freqüência de uma vez por semana (85.7%), durante mais de dois anos (26.3 ± 31.8 meses de duração). Vinte e quatro (92.3%) vinha também em tratamento psicofarmacológico de longa duração. Quanto às situações traumáticas precoces, os casos estiveram significativamente mais expostos a abusos emocionais, abusos físicos, abusos sexuais e negligência emocional, antes dos 16 anos de idade. Em relação a eventos traumáticos em geral, os pacientes com TPB estiveram mais expostos em todas as faixas etárias: antes dos 12 anos, dos 13 aos 16 anos e após os 17 anos. Nenhum dos casos, nem dos controles, deixou de estar exposto a pelo menos um evento traumático ao longo da vida. Quanto aos vínculos familiares percebidos, observaram-se, nos casos, diferenças significativas tanto na presença de escores inferiores de afeto materno e superiores de controle paterno, como na predominância de pais e mães do “tipo Três” (restrição de liberdade + controle sem afeto) (Parker, 1979). Houve também associação entre a ocorrência de abusos e negligência na infância com a percepção de pais menos afetivos e mais controladores. Conclusões: 1) a amostra sul-brasileira de pacientes com TPB foi basicamente semelhante às apresentações clínico-demográficas tradicionalmente descritas para o TPB em outras populações clínicas, o que é mais uma contribuição para a validação transcultural desta categoria nosográfica; 2) as evidências de maior exposição, por parte dos pacientes com TPB, a eventos traumáticos na infância e adolescência, especialmente abusos emocionais, físicos e sexuais, confirmam a hipótese, para esta amostra, da associação destas variáveis ambientais como fatores de risco para o aumento de sua vulnerabilidade à psicopatologia borderline na idade adulta; e 3) esta maior exposição a eventos traumáticos ocorreu dentro de uma matriz familiar percebida como disfuncional., o que poderia apontar para duas hipóteses: (a) um efeito aditivo da ocorrência de traumas precoces com a disfunção nos vínculos parentais no desenvolvimento da futura psicopatologia, ou (b) a possibilidade de que o impacto das situações traumáticas possa ser mediado pela qualidade e intensidade da disfunção familiar, seja aumentando os fatores de vulnerabilidade ou, ao contrário, fortalecendo os fatores de resiliência da criança nas famílias percebidas como menos disfuncionais. Estes achados foram redigidos sob a forma de dois artigos, onde se salientaram as principais contribuições do estudo: 1) a primeira descrição clínica detalhada de uma amostra de língua portuguesa de pacientes com TPB criteriosamente diagnosticados; 2) a primeira observação da associação de situações traumáticas na infância e adolescência com psicopatologia borderline na idade adulta em uma população de pacientes de língua portuguesa; e 3) a primeira constatação, em pacientes com TPB de língua portuguesa, da associação entre situações adversas precoces e a percepção de vínculos parentais disfuncionais.
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Bullying na adolescência : associação entre práticas parentais de disciplina e comportamento agressivo na escola

Zottis, Graziela Aline Hartmann January 2012 (has links)
Bullying é o comportamento agressivo, ofensivo, repetitivo e frequente, perpetrado por uma pessoa ou grupo contra outra ou outros, com a intenção de ferir e humilhar, em uma relação desigual de poder. O bullying está associado a uma série de transtornos mentais, com repercussões importantes na vida adulta tanto das vítimas como dos agressores. O envolvimento com a prática de bullying na escola por crianças e adolescentes demonstra uma falha no processo de socialização, do desenvolvimento de empatia e de autocontrole, que uma disciplina parental apropriada deveria prover. Assim, torna-se importante compreender como as práticas utilizadas pelos pais para disciplinar estão associadas à prática de bullying na escola, de forma que intervenções mais abrangentes, além do âmbito escolar, possam ser implementadas. O presente estudo teve como objetivo verificar como práticas usualmente utilizadas pelos pais para disciplinar e controlar o comportamento de seus filhos estão associadas à prática de bullying por seus filhos, comparados com o grupo de adolescentes que não praticam bullying. Tanto práticas punitivas e assertivas, quanto práticas indutivas, positivas, foram investigadas. Especificamente, buscou-se verificar a associação entre o uso parental de punições corporais e agressão psicológica e a prática de bullying por seus filhos no ambiente escolar. Os participantes do estudo foram randomicamente selecionados a partir de uma amostra comunitária de 2.457 adolescentes que participaram do Projeto Transtornos de Ansiedade da Infância e Adolescência (PROTAIA), realizado em seis escolas públicas pertencentes à área de abrangência da Unidade Básica de Saúde Santa Cecília, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, realizado entre 2008 e 2009. Como critérios de inclusão do estudo atual, os adolescentes deveriam ter entre 10 e 15 anos, estarem ainda estudando nas escolas onde foram anteriormente avaliados e estarem presentes na escola no dia da coleta de dados. Uma versão brasileira para o Questionário de Bullying de Olweus foi utilizada para medir a frequência de bullying entre os alunos. O Dimensions of Discipline Inventory (DDI) – Child Report foi utilizado para avaliar a frequência de utilização de práticas parentais de disciplina punitivas e indutivas. Os instrumentos foram respondidos pelos adolescentes após a autorização dos pais. A associação entre prática de bullying e práticas parentais de disciplina foi verificada através de regressão logística. Dos 247 adolescentes avaliados, 98 (39,7%) praticavam bullying na escola uma ou mais vezes por semana, 107(43,3%) informaram terem sido fisicamente punidos no último ano e, destes, 38 (35,5%) referiram receber punições uma ou mais vezes por semana. A maior frequência de utilização de práticas punitivas, tanto pela mãe, quanto pelo pai, mostrou-se significativamente associada à prática de bullying por seus filhos. As mães que mais frequentemente utilizavam punição como disciplina apresentaram quatro vezes maior chance de ter um filho que pratica bullying na escola (OR= 4,36; IC95%= 1,87-10,16; p<0,001). Entre as diversas práticas de disciplina assertiva e punitiva, a agressão psicológica e as punições corporais foram as que apresentaram maior odds ratio; porém, a disciplina indutiva não apresentou associação. Os adolescentes que identificaram a figura paterna como não sendo o pai biológico apresentaram o dobro de chance de praticar bullying (OR=2,21; IC95%=1,25-3,91; p=0,009). O estudo demonstrou que práticas punitivas, usualmente utilizadas pelos pais com o objetivo de disciplinar e controlar o comportamento dos filhos, estão associadas à prática de bullying. Pesquisas que visem identificar por quais processos os diferentes membros da família influenciam o comportamento de bullying são necessárias. / Bullying is conceptualized as repeated behaviors performed by individuals with the intention of imposing psychological and physical harms to, or social isolation for, less powerful peers, through physical, verbal, and relational aggression for an extended period of time. It is associated with mental health problems and it has major consequences through the lifetime. Bullying perpetration at school reveals an impairment in both socialization process and development of empathy and self-control skills; characteristics that a good range of parental discipline should provide. Understanding how parental discipline practices are associated with bullying perpetration may furnish grounds for broader interventions involving families. The present study aimed to investigate the association between common parental discipline practices, either power assertive/punitive or inductive, and adolescent bullying perpetration, compared to students who were not classified as being bullies. Specifically, we looked for associations of corporal punishment and psychological aggression by parents with bullying at school. A random list of adolescents was created out of the database of 2,457 participants from the community screening phase of the PROTAIA Project (Childhood and Adolescence Anxiety disorders Project) , involving six schools of the catchment area of the Primary Care Unit of Hospital de Clínicas de Porto Alegre. The study was carried out between 2008 and 2009. In order to be eligible, participants should still be attending the same school where they were previously assessed, should be present at school on the day of the current data collection, and at an age between 10 to 15 years old. A Brazilian modified version of the Olweus Bully Victim Questionnaire was used to measure the frequency of bullying behavior. The Dimensions of Discipline Inventory (DDI) – Child Report was used to assess the frequency of the parental discipline practices, either power assertive/punitive or inductive. Students completed the questionnaires after parental authorization through a dissent form approach. Associations between the independent variables and the outcome were tested using binary logistic regression. The final sample consisted of 247 students, from which 98 (39.7%) had bullied others at school at least once a week in the current year, and were classified as bullies. Nearly half (n=107; 43.3%) reported having been physically punished in the current year, whereas 38 (35.5%) reported parental corporal punishment at least once a week. The usage of power assertive/punitive discipline, either by the mother or by the father, was significantly associated with their children’s bullying behavior at school. Mothers who mostly used power assertion and punishment as discipline were 4.36 (CI95%: 1.87-10.16; p<.001) times more likely of having a child who bullied others at school. Inductive discipline was not overall associated with bullying (p>.05). Examining each specific parental method within the power assertive/punitive discipline scale, mild forms of corporal punishment, such as spanking, and psychological aggression, either by the mother or the father, had the highest odds ratios. Being disciplined by a father figure who was not the biological father had more than twice the odds (OR=2.21; IC95%=1.25-3.91; p=.009) of the adolescent being a bully. Our study showed that bullying perpetration is strongly associated with common punitive practices used by parents to control their children’s behavior. More research is needed to identify the precise mechanisms by which family member may influence children's bullying behavior.
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Associação entre vínculo parental na infância, padrão de relações objetais na idade adulta e fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF)

Cordini, Kariny Larissa January 2012 (has links)
Introdução: Apesar das evidências teóricas e da importância para psicoterapia psicodinâmica, a associação de constructos psicanalíticos, como a qualidade dos cuidados parentais na infância e as relações objetais desenvolvidas na idade adulta, ainda é pouco estudada no contexto da pesquisa científica. E apesar do amplo desenvolvimento da pesquisa na área neuropsiquiátrica, pouco também se tem escrito sobre a relação de parâmetros biológicos, como a neurotrofina BDNF, e constructos psicanalíticos como estes. Este estudo foi realizado, portanto, no contexto de tentativa de aproximação das visões psicodinâmica e neurobiológica. Nosso objetivo foi avaliar a associação entre qualidade do vínculo parental na infância e as relações objetais e os níveis de BDNF em indivíduos adultos. A escolha da amostra incluindo um grupo de pacientes psiquiátricos com indicação de psicoterapia psicodinâmica, que compreende indivíduos com diferentes doenças de Eixo I e indivíduos sem diagnóstico, de acordo com o DSM-IV (chamados neuróticos), e indivíduos resilientes expostos a pelo menos um trauma maior ao longo da vida, teve como objetivo investigar essas associações dentro de um continuum saúde-doença. Métodos: Este é um estudo transversal no qual foram avaliados 63 pacientes com indicação de psicoterapia psicodinâmica e 22 indivíduos resilientes através do 'Parental Bonding Instrument' (PBI) e do 'Bell Object Relations and Reality Testing Inventory – Form O' (BORRTI-O). Todos os participantes tiveram seus níveis séricos de BDNF dosados pelo método Elisa no momento da inclusão no estudo. Resultados: PBI e BORRTI-O foram correlacionados em toda a amostra. Indivíduos resilientes apresentaram maiores escores de afeto materno (p<0.001) do que pacientes de psicoterapia; e maiores escores de afeto paterno (p=033) do que pacientes de psicoterapia com diagnóstico de Eixo1. Quanto ao padrão das relações de objeto, pacientes de psicoterapia apresentaram maiores índices de 'egocentrismo' (p=0.013) e 'vínculo inseguro' (p<0.001); e pacientes de psicoterapia com diagnóstico psiquiátrico de Eixo 1 apresentaram maiores índices de 'alienação' (p<0.001), 'incompetência social' (p=0.024) e ainda, maiores níveis de BDNF (p=0.026) do que indivíduos resilientes. Houve menor prevalência dos tipos de parentagem com afeto (p<0.001) e maior prevalência do tipo de parentagem sem afeto/com controle (p<0.001) nas mães dos pacientes de psicoterapia. O BDNF foi inversamente correlacionado com 'cuidado materno' (p=0.01) na amostra total. Discussão: Este estudo sugere que a qualidade do vínculo parental na infância está relacionada com a qualidade das relações objetais na idade adulta, assim como aponta a literatura psicanalítica. E embora não seja possível fazer hipóteses definitivas, devido às limitações do estudo, a associação entre cuidado materno e baixos níveis de BDNF em adultos expostos a estresse, pode representar um dos múltiplos mecanismos potencialmente envolvidos no impacto das primeiras experiências interpessoais na capacidade de adaptação na vida adulta, incluindo a qualidade das relações interpessoais e a resiliência diante de situações estressoras. Essa hipótese para o BDNF é bem preliminar e se constitui numa primeira tentativa de correlacionar uma variável biológica com o impacto das relações precoces na vida adulta e num estímulo para novos estudos. / Introduction: Despite theoretical evidences and importance for psychodynamic psychotherapy, the association of psychoanalytic constructs such as quality of parental bonding in childhood and object relations developed in adulthood is still poorly studied in the context of scientific research. And despite the extensive development of neuropsychiatric research, too little has been written about the relationship of biological parameters such as the BDNF neurotrophin and psychoanalytic constructs like these. This study was conducted, therefore, in the context of approximation of psychodynamic and neurobiological insights. Our aim was to evaluate the association between quality of parental bonding in childhood and object relations, and BDNF levels in adulthood. The choice of the sample including a group suitable for PP, which comprises individuals with different diseases of Axis I and individuals with no diagnoses according to DSMIV (being so-called neurotic), and a group of resilient individuals exposed to at least one major trauma throughout life, aimed to investigate these associations within a healthillness continuum. Methods: This is a cross-sectional study which evaluated 63 patients referred for psychodynamic psychotherapy and 22 resilient individuals through 'Parental Bonding Instrument' (PBI) and 'Bell Object Relations and Reality Testing Inventory - Form O' (BORRTI-O). All participants had their serum BDNF levels measured by sandwich- Elisa at enrollment in the study. Results: PBI and BORRTI-O were correlated. Resilient group presented higher scores in 'maternal care' (p<0.001) than psychotherapy patients; and higher scores in 'paternal care' (p=0.033) than psychotherapy patients with Axis 1 diagnosis. Regarding pattern of object relations, psychotherapy patients presented higher rates of 'egocentricity' (p=0.013) and 'social incompetence' (p=0.024); and psychotherapy patients with Axis 1 diagnosis presented higher rates of 'alienation' (p<0.001), 'insecure attachment' (p<0.001), as well as higher BDNF levels (p=0.026) than resilient group. Considering the mothers, 'optimal parenting' (p<0.001) and 'affectionate constraint' (p<0.001) types of parenting had higher prevalence, and 'affectionless control' (p<0.001) had lower prevalence in resilient group. BDNF levels were inversely correlated with 'maternal care' (p=0.01) within the total sample. Discussion: This study suggests that the quality of parental bonding in childhood is related to object relations quality in adulthood, as reported in the psychoanalytic literature. And although one cannot make definitive hypotheses due to the limitations of the study, the association between high maternal care and low BDNF levels in adults exposed to stress can represent one of the multiple mechanisms potentially involved in the impact of early interpersonal experiences in the adjustment capacity in adulthood, including the quality of interpersonal relations and resilience when facing stressful situations. This hypothesis for BDNF is very preliminary and constitutes a first attempt to correlate a biological variable with the impact of early relationships in adult life, and a stimulus for further studies.
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Associação entre percepção da qualidade do vínculo com os pais, gravidade da dependência e da prevalência de violência e de problemas legais em uma amostra de usuários de crack e não usuários de Porto Alegre

Pettenon, Marcia Izabel Rodzinski January 2012 (has links)
Objetivo: este estudo teve como objetivo investigar a percepção de estilos parentais de usuários de crack, em particular sobre a qualidade do afeto e o controle dos pais, avaliar a gravidade da dependência e da prevalência de violência e problemas legais e comparar com a percepção de não usuários de substâncias ilegais. Método: participaram do estudo 198 usuários de crack internados e 104 não usuários de drogas (controles). Os participantes foram avaliados por meio do Parental Bonding Instrument, do Addiction Severity Index 6, Escala de Inteligência de Adultos de Wechsler (WAIS III) e do MINI International Neuropsychiatry Interview. Resultados: A análise específica sobre a percepção dos vínculos parentais mediante Regressão Logística Ajustada demonstrou que usuários de crack têm 9,68 vezes mais chance (ORadj= 9,68; IC 95%, 2,82;33,20) de perceberem suas mães como Negligentes e também 4,71 vezes mais chance (ORadj: 4.71, IC 95%: 2.17,10.22) de perceberem seus pais com estilo de vínculo controlador e sem afeto, em comparação com a percepção de vínculo Ótimo predominante no grupo de não usuários de drogas ilícitas. Conclusões: a percepção de carências afetivas maternas e a autoridade sem afeto paterna podem estar associadas a uma tendência do indivíduo a reagir com menos segurança diante de eventos estressores, em função de precárias relações familiares, recorrendo ao uso de crack. Estão em processo de construção as análises sobre as questões relacionadas à violência e aos problemas legais.
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Avaliação da presença de trauma e da qualidade do apego em pacientes com transtorno do pânico

Seganfredo, Ana Carolina Gaspar January 2008 (has links)
A presença de trauma e a qualidade do apego têm sido freqüentemente estudadas nos transtornos de ansiedade, em especial no Transtorno de Pânico (TP). Diversos estudos têm utilizado instrumentos para avaliar esses dois fatores de forma mais específica. A mensuração da qualidade do apego, descrevendo o tipo de parentagem, pode ser realizada através do Parental Bonding Instrument (PBI) e as características das situações traumáticas podem ser medidas através do Childhood Trauma Questionnaire (CTQ). Ambos os instrumentos possuem boa confiabilidade interna. Diversos estudos têm sugerido que pacientes com TP apresentam pais mais superprotetores e pouco afetivos, e que estes mesmos apresentam maior número de situações traumáticas na infância e na adolescência. Na primeira etapa deste estudo participaram 123 pacientes com TP e 123 controles sem transtornos psiquiátricos em Eixo I. Os dois grupos foram avaliados através do M.I.N.I. (Mini International Neuropsychiatric Interview – Brazilian version 5.0 – DSM IV): uma entrevista estruturada que avalia de modo padronizado os principais transtornos psiquiátricos do Eixo I, de acordo com os critérios do DSM-IV. Para a avaliação do apego foi utilizado o PBI que divide o tipo de parentagem em dois aspectos: afeto e superproteção. Para a avaliação do trauma foi utilizado o CTQ que divide as situações traumáticas em 5 itens: abuso emocional, abuso físico e abuso sexual, negligência emocional e negligência física. O objetivo desta avaliação seria o de observar as diferenças existentes entre pacientes e controles em relação ao tipo de parentagem e trauma. Os pacientes apresentaram pais mais superprotetores em comparação ao grupo controle. Além disso, pode-se constatar que mulheres com TP apresentaram pais mais superprotetores, ao passo que homens com TP apresentaram mães mais superprotetoras. Em relação ao trauma, foi encontrada maior freqüência de abuso emocional entre os pacientes com TP comparados ao grupo controle. Em uma segunda etapa deste estudo, participaram 87 mulheres com TP pareadas por idade e nível socioeconômico com um grupo controle de 87 mulheres sem patologias psiquiátricas. Os grupos foram avaliados da mesma forma que na etapa anterior, utilizando-se o M.I.N.I., o PBI e o CTQ. Neste estudo de interação entre apego e trauma no TP pôde ser observado que em mulheres traumatizadas que apresentaram mães superprotetoras não se observou uma associação com TP na vida adulta, enquanto que em mulheres não traumatizadas, na presença de mães superprotetoras, observou-se uma maior chance de TP na vida adulta. Este estudo sugeriu que a presença de trauma e de um padrão de apego superprotetor está associada ao TP, com diferenças entre os gêneros. Por outro lado, também estas duas variáveis (trauma e apego) interagem, podendo modificar esta associação com TP na vida adulta. Portanto, estes fatores devem ser considerados durante o processo de avaliação e diagnóstico dos pacientes assim como durante o planejamento terapêutico.
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A guarda compartilhada sob a ótica dos operadores do Direito e da díade parental : um estudo exploratório

Costa, Lila Maria Gadoni January 2014 (has links)
Este trabalho investigou o instituto da guarda compartilhada, a partir de uma revisão de literatura e dois estudos empíricos. No primeiro estudo empírico, realizou-se um estudo de caso coletivo com onze operadores do Direito do Rio Grande do Sul. Buscou-se investigar a perspectiva desses profissionais sobre a guarda compartilhada, a partir de sua prática. Os resultados indicaram que a guarda compartilhada parece ser o modelo que melhor atende aos interesses da criança, por considerar a participação conjunta dos genitores, embora ainda seja considerada polêmica quando há litígio entre os pais. No segundo estudo empírico, foi realizado um estudo de casos coletivos com quatro famílias que optaram pela guarda compartilhada. As díades parentais responderam a uma entrevista semiestruturada baseada na literatura e no Modelo da Estrutura Interna e Contexto Ecológico da Coparentalidade de Feinberg (2003), além da Escala de Relação Coparental (ERC), para pais e mães separados/divorciados. Entre os achados foi possível constatar que a aplicação da guarda compartilhada foi considerada como a melhor opção, embora também tenham sido constatadas dificuldades. A coparentalidade entre as díades parentais se revelou positiva na maior parte do tempo, sendo importante no ajustamento dos filhos após a separação. Diversos aspectos dos dois estudos estão em consonância, entre os quais, a dificuldade dos profissionais da área jurídica em orientar seus clientes sobre as diferentes modalidades de guarda. Entre as díades parentais foi possível identificar que a guarda compartilhada vinha sendo possível, mesmo em relacionamentos difíceis. O papel do pai, em relação às décadas anteriores, como mais participante e engajado na educação e nos cuidados com a prole, também apareceu como ponto em comum nos dois estudos empíricos. Destaca-se a importância de ampliar o debate sobre essa modalidade de guarda, bem como buscar alternativas para intervenções junto às famílias em parceria com o judiciário. / This study investigated joint custody, from a literature review and two empirical studies. In the first empirical study, there was a collective case study with eleven law professionals from Rio Grande do Sul. We sought to investigate these professionals perspectives on joint custody, from their practice. The results indicated that joint custody seems to be the model that fits better the interests of the child, considering the joint participation of the parents, although it is still considered controversial when there is a dispute between them. In the second empirical study, a study of collective cases was conducted with four families in joint custody. Parental dyads responded to a semi structured interview based on the literature and the Internal Structure and Ecological Context of Coparenting (Feinberg, 2003), and the Coparenting Relationship Scale (CRS) for separated/divorced parents. Among the results it was found that the application of joint custody was considered as the best option, although they have also been observed difficulties. Coparenting among parental dyads resulted positive in most of the cases, being important in the adjustment of children after divorce. Several aspects of the two studies are congruent, including the difficulty of the law professionals to advise their clients on the different types of custody. Among parental dyads it was identified that joint custody was being possible even in difficult relationships. The father's role as participant and more engaged in education and care to the child also appeared as a common point in the two empirical studies. The present study highlights the importance of broadening the debate on this type of custody and seek alternatives for interventions with families in partnership with the judiciary.
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As vivências da família no retorno ao lar com o primeiro filho

Medeiros, Cássia Regina Gotler January 2001 (has links)
Esta é uma pesquisa do tipo qualitativo, que tem como objetivo conhecer as vivências da família quando retorna ao lar após o nascimento do primeiro filho. No Referencial Teórico, são abordados os seguintes temas: a família, a família em fase de expansão, a família na situação do nascimento do primeiro filho e a interação da enfermeira com a família nesta fase do ciclo vital. Os sujeitos deste estudo são cinco famílias residentes em Erechim, intencionalmente escolhidas, a partir de alguns critérios previamente estabelecidos. A metodologia utilizada é o estudo Descritivo-exploratório. Para a coleta de dados, os instrumentos utilizados são a Entrevista Semi-estruturada e a Observação Participante. Os dados são agrupados em seis categorias preestabelecidas por cada questão norteadora, utilizando a análise de conteúdo: Mudanças na família, Organização no cotidiano da família, Cuidado entre os membros da família, Sentimentos e percepções da família, Relações da família, Necessidades da família. Foi possível constatar que os novos papéis desempenhados pelos pais exigiram alguns ajustes e negociações, principalmente no que se referiu ao papel paterno. A adaptação ao bebê foi considerada difícil, devido aos cuidados e disponibilidade exigidos por este e ao aleitamento. A família extensa foi o principal elemento de apoio para a família nuclear. As mães foram quem mais sentiram as mudanças, tendo dificuldades para reorganizar seu cotidiano e preocupando-se com o retorno ao trabalho. As dificuldades para o cuidado ao bebê relacionaram-se ao choro, manipulação, higiene e aleitamento. O auxílio nas tarefas domésticas apareceu como importante para a recuperação da mãe e para a tranqüilidade desta, neste período. Muitos mitos e crendices populares estiveram presentes nas famílias. A labilidade emocional apareceu nas mães, justificada por elas devido ao estresse de ficar todo o tempo disponível para o bebê e por se sentirem despreparadas e surpresas com a situação vivenciada, tendo receio de não retomarem a vida anterior ao nascimento do bebê. Os serviços de saúde negligenciaram as necessidades de acompanhamento das famílias no pós-parto, sendo procurados por elas somente em caso de doença. Observou-se um bom relacionamento entre a família nuclear e a extensa. As maiores necessidades observadas junto às famílias foram financeiras e de educação em saúde. A maior fonte de informações que tiveram foi da rede de apoio social. Percebeu-se a necessidade da educação antecipatória a fim de proporcionar segurança e tranqüilidade para as famílias e prevenir inúmeras intercorrências através do estabelecimento do vínculo destas famílias com a rede de saúde. / This is a qualitative research, which aims to unveil the life experiences of families when they return home after the birth of their first child. The theoretical model approaches issues related to the thematic area: the family, the family in the expansion stage, the family in the position of the birth of their first child, and the interaction of the nurse in this stage of the child’s life. The subjects of this investigation, intentionally chosen upon the criteria previously established, were five families residing in Erechim. The design of this case study was descriptive exploratory. Tools used for data collection were semi-structured interview and participated observation. From data analysis through the content analysis, six categories were established: changes in the family, organization of their daily activities, care among family members, perception and feelings of the family, their relationships, their needs. It was possible to verify that the new roles performed by the parents required some adjustments and negotiations, especially in regards to the paternal role. Due to the need for care, for parents’ availability and for the nursing required, the adaptation to the baby was considered difficult. The extended family was the main component of support to the nuclear family. The mothers were the most affected ones in regards to the changes, for they had difficulties in reorganizing their daily routine and were concerned about their return to work. The difficulties in relation to the babies were in regards to crying, handling, hygiene and nursing. The assistance received by the mothers in domestic tasks was considered important for their tranquillity and recovery during this period. Many myths and popular beliefs were present in the families. The mothers showed emotional insecurity and this was justified by them due to the stress of being available to the baby at all times. They also felt unprepared and surprised with the situation experienced as well as feeling uncertain of being able to resume their life prior to the baby’s birth. The health services neglected general assistance to the family during the after-birth, being present only in case of illness. A good relationship was perceived between the nuclear and the extended family. The greatest needs observed in the families were in health education and financial resources. The greatest source of information the families had was from the social support system. It was noticed the need for prior education as to provide assurance and tranquility for the families and prevent countless conflicts/dissonancesthrough the establishment of a bond between these families and the health system. / Esta es una investigación del tipo cualitativa, que tiene por objetivo conocer las experiencias de la familia cuando vuelve al hogar después del nacimiento del primer hijo. En el Referencial Teórico son abordados los siguientes aspectos: la familia, la familia en fase de expansión, la familia en la situación del nacimiento del primer hijo y la interacción de la enfermera con la familia en esta fase del ciclo vital. Los sujetos de este estudio son cinco familias que viven en Erechim, intencionalmente elegidas, partiendo de algunos criterios previamente establecidos. La metodología utilizada es el estudio Descriptivo-exploratorio. Para la coleta de datos, las herramientas utilizadas son la Cita Medio estructurada y la Observación Participante. Los datos son agrupados en seis categorías preestablecidas por cualquier cuestión generadora, utilizando el análisis del contenido: Cambios en la familia, organización del día a día de la familia, Cuidado entre los miembros de la familia, sentimientos y percepciones de la familia, Relaciones de la familia, Necesidades de la familia. Fue posible constatar que los nuevos papeles desempeñados por los padres exigieron algunos ajustes y negociaciones, principalmente en el que se refiere a al función del padre. La adaptación del nene fue considerada difícil debido a los cuidados y disponibilidad exigidos por este y al amamantamiento. La familia extensa fue el principal elemento de apoyo para la familia nuclear. Las madres fueran las que más sintieron los cambios, teniendo dificultades para ordenar su rutina y preocupándose con la vuelta al trabajo. Las dificultades para el cuidado con el bebe se relacionan al lloro, manipulación, higiene, amamantamiento. El auxilio en las tareas domésticas surgió como siendo muy im portante para la recuperación de la madre y para la tranquilidad de ella durante este periodo. Muchos mitos y creencias populares estuvieran presentes en las familias. La labilidad emocional surgió en las madres, justificada por ellas debido al estrese de se quedar todo el tiempo disponible con el bebe y por no se sintieron preparadas y sorpresas con la situación vivida, teniendo miedo de no regresaren a la vida anterior al nacimiento del bebe. Los servicios de salud no ayudaran en el acompañamiento de las familias en el posparto, siendo procurados por ella sólo en casos de enfermidad. Se constató una buena relación entre la familia nuclear y la extensa. Las mayores necesidades fueron observadas junto a la familia fueron de finanzas y de educación en salud. La mayor fuente de informaciones que tuvieron fue de la red de apoyo social. Se percibió la necesidad de educación anticipada, para así proporcionar seguridad y tranquilidad para las familias y prevenir muchas ocurrencias por medio del establecimiento del vínculo de estas familias con la red de salud.
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Proposta de incentivo à participação do homem no processo da amamentação

PONTES, Cleide Maria 30 August 2006 (has links)
Submitted by Irene Nascimento (irene.kessia@ufpe.br) on 2016-10-19T18:34:25Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) CLEIDE MARIA PONTES ENVIADA 19.10.16.pdf: 1706853 bytes, checksum: cfdcf95f7e1bb2b1f4282dcdeb6881f3 (MD5) / Made available in DSpace on 2016-10-19T18:34:25Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) CLEIDE MARIA PONTES ENVIADA 19.10.16.pdf: 1706853 bytes, checksum: cfdcf95f7e1bb2b1f4282dcdeb6881f3 (MD5) Previous issue date: 2006-08-30 / CNPQ / Esta tese tem o objetivo de elaborar e propor estratégias para que o homem participe do processo da amamentação, desde criança até tornar-se pai. Realizamos um estudo bibliográfico para nos apropriar do contexto e buscar o referencial teórico — a construção histórica, social e cultural da paternidade — fundamentado em vários autores, que ancorou toda a tese. Analisando as implicações desta construção no modelo de participação do pai na amamentação, foi percebido que desde a pré-história, os meninos e, consequentemente, os homens foram alijados do mundo feminino, incluindo o aleitar. Os três outros estudos foram conduzidos pela pesquisa qualitativa, que nos possibilitou a mergulhar no universo de significados, adequando-se ao objeto da tese. Nestes estudos, para coleta de informações, optamos pelas técnicas de grupo de discussão e da entrevista semi-estruturada. As informações obtidas foram analisadas através da análise de conteúdo, na modalidade temática, e da análise do conteúdo manifesto. Os participantes foram 11 homens e nove mulheres que estavam presentes no seminário sobre amamentação, promovido pela UFPE, e 17 casais, residentes na favela do Bode, Recife-PE. Da análise das informações emergiram oito temas: envolvimento no ciclo grávido-puerperal e no processo da amamentação; significados e sentimentos sobre amamentação; significados do ato de amamentar em público; maneiras do pai tornar-se aliado no processo da amamentação; recordações ambíguas/esmaecidas sobre amamentação durante a infância; conhecimento sobre amamentação centrado na saúde da criança, responsabilidade da mulher e economia para o pai; diferentes comportamentos apresentados pelo pai durante a sua participação no ciclo grávido-puerperal direcionada à amamentação; sentimentos entrelaçados de fragilidades ao amamentar e a sexualidade do casal; além disso, os eixos norteadores (família, escola e instituição de saúde) e os subsídios (conhecimento sobre amamentação; participação do pai desde o pré-natal; ações do profissional, da companheira de acolhimento durante o amamentar e estratégias para envolver 13 o pai nesta prática), que proporcionaram a construção da proposta. Esta proposta de intervenção está centrada na implantação do ambulatório de amamentação, que compreende consulta à família, desde o pré-natal até os seis meses de vida da criança, e no projeto de socialização de meninos e meninas pró-amamentação. O desenvolvimento desta proposta, como projeto piloto, deverá acontecer numa instituição de saúde e escola, respectivamente. Desta forma, acreditamos que a sua essência irá contribuir para transformar a cultura da amamentação, onde homens e mulheres irão compartilhar os sucessos e as dificuldades, advindos desta prática milenar. Isto poderá ser um dos caminhos para aumentar a duração mediana da amamentação. / This thesis aims to develop and propose some strategies in order to include men into the breastfeeding process, since childhood. We performed a bibliographical research in order to be proficient in the context and to look for a theoretical constructo - the historical, social and cultural construction of fatherhood – based on several authors, that has permeated the entire work. Analyzing the implications of that constructo, in a model for the participation of the father in breastfeeding , we noticed that since pre-history boys, and consequently men, have been sent apart from the feminine world, including breastfeeding. Three other studies have been conducted through a qualitative research, what made it possible to enter the universe of meanings intended for the thesis. In those studies, in order to collect data, we chose the group of discussion and the semi-structured interview techniques. The results have been analyzed through content analysis, in thematic modality, and manifested content analysis. Eleven men and nine women that participated voluntarily in a seminar on breastfeeding, promoted by the Federal University of Pernambuco, and seventeen couples that lived in a peripheral region (Favela do Bode) of Recife, capital of the State of Pernambuco, Brazil, were the subjects of the research. Eight themes have emerged from the analysis: involvement in pregnancypuerperal cycle and breastfeeding, meaning and feeling concerning breastfeeding; meaning of breastfeeding in public; how to turn a father into a breastfeeding ally; ambiguous/faded memories about breastfeeding during childhood; knowledge about breastfeeding centered on the child's health, the mother's responsibility and the father's savings; different father behaviors towards breastfeeding, during his participation in the pregnancy-puerperal cycle; mixed feelings between emotional weaknesses towards breastfeeding and the couple sexual behavior. Besides, there also emerged some guiding axis (school, family and health institutions), and some basic concepts (knowledge on breastfeeding; father participation since pre-natal care; actions from the health staff, the companion, and actions to include during 15 breastfeeding, besides the strategies to involve the father on that practice) that have helped to build the proposal. This interventional proposal is centered in building an outpatient breastfeeding unit that encompasses the family, since pre-natal care till the child is six months old and a socialization program for boys and girls pro-breastfeeding. The development of the proposal, as a pilot project, should happen respectively in institutions that offer health assistance and education. We believe that this format will contribute to transform the breastfeeding culture, where men and women will share the success and the problems that happen in that ancient practice. That could be one of the ways to improve the median durations of breastfeeding.
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Discurso e identidade: os filhos adotivos em relatos da mídia e de grupos de apoio à adoção

DUQUE, Amanda Marques 27 April 2016 (has links)
Submitted by Fabio Sobreira Campos da Costa (fabio.sobreira@ufpe.br) on 2017-06-01T13:12:44Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5) TeseCompleta_AMADA.pdf: 1792118 bytes, checksum: f2bea5662ee9619c00105a395cd039ce (MD5) / Made available in DSpace on 2017-06-01T13:12:44Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5) TeseCompleta_AMADA.pdf: 1792118 bytes, checksum: f2bea5662ee9619c00105a395cd039ce (MD5) Previous issue date: 2016-04-27 / FACEPE / O objetivo deste estudo é identificar e analisar os conteúdos e a organização retórica mobilizados, em relatos da mídia e de militantes da causa da adoção, na construção discursiva da identidade dos filhos adotivos. Baseados nos teóricos da Psicologia Social Discursiva e em teóricos pós-estruturalistas que estudam a relação entre discurso e identidade, partimos do pressuposto de que as identidades são construídas por práticas sociais e discursivas e são objetos negociados e disputados por diferentes discursos. Para a realização deste estudo, entrevistamos militantes de dois grupos de apoio à adoção, coletamos o material discursivo disponibilizado no site da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (ANGAAD) e matérias do Jornal Folha de S. Paulo veiculadas durante o período de 2009 a 2014. Para a análise desse material discursivo, utilizamos o referencial teórico-metodológico da Psicologia Social Discursiva, a qual dispensa uma especial atenção às ações realizadas com o uso da linguagem. Os resultados mostram que diferentes atributos são mobilizados para construir a identidade do filho adotivo. Um deles, mobilizado pela mídia, de maneira sutil, é a suposta periculosidade do filho adotivo. Esse atributo é combatido pelos militantes da causa da adoção. Denunciam a assimetria existente entre filhos adotivos e biológicos nesses relatos. Outro atributo é o abandono, apresentado pela mídia, e de maneira ambígua pelos militantes, como um atributo central dos filhos adotivos. A ideia de que os filhos adotivos têm uma predisposição para apresentarem distúrbios psicológicos e problemas de conduta também esteve presente, mas foi mais combatida do que endossada. Outra maneira de identificar os filhos adotivos consiste em afirmar que eles são filhos autênticos porque passaram pela via da adoção. Por fim, outro atributo presente diz respeito aos candidatos a futuros filhos adotivos. Eles são representados fundamentalmente a partir de características biológicas e sociais negativas. / The aim of this study is to identify and analyse the construction of identity discourses in media and adoption support groups reports regarding adoptive children. Taking in account the theories of Social Psychology and Post-structuralism, in which the relationship between discourse and identity is studied, it is argued that identities are constructed and negotiated by social practices and discourses. For this study we interviewed supporters of two adoption groups, also analysed discursive material available on the National Association of Adoption Support Groups (ANGAAD) site and finally news published by the newspaper Folha de S. Paulo from 2009 to 2014. An analytical framework was developed based on the theories of Discursive Psychology, taking in account the use of language in relation to social actions. The findings demonstrate that different attributes are negotiated to construct the adopted children identity. One of them, underlined by the media, subtly, is the supposed to the dangerousness of the adopted child. This discourse is contested by the supporters of the adoption groups, who underline the inequality between adoptive and biological children. Another attribute presented by the media and also by the adoption supporters, the latest in an unclear discourse, is related to rejection. The idea that the adoptive children have a predisposition to develop psychological disorders and behavioural problems was also present in the interviewees and media reports analysis. However, this perspective was more criticized than used to characterize the adoptive children. Another way to identify the adoptive children is to state that they are ‘true children’ because they have been through the adoption process. Finally, another attribute presented in the findings is related to the candidates to prospective adoptive children. These are mainly represented by using biological and social negative attributes.
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Vulnerabilidade de genero na sexualidade e na paternidade adolescente

Almeida, Anecy de Fatima Faustino 25 November 2005 (has links)
Orientador: Ellen E. Hardy / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas / Made available in DSpace on 2018-08-05T09:10:04Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Almeida_AnecydeFatimaFaustino_D.pdf: 1113483 bytes, checksum: c1d39be70514d850bb2064f45649c1bb (MD5) Previous issue date: 2005 / Resumo: OBJETIVO: Desvelar características de masculinidade, relacionadas à vulnerabilidade de gênero para a paternidade, identificadas na socialização e no exercício da sexualidade de homens-pais adolescentes. MÉTODOS: Estudo qualitativo realizado em Campo Grande-MS, do qual participaram 13 adolescentes com menos de 20 anos, com um único filho de até 11 meses, cuja mãe estava na mesmafaixa etária do pai. Realizaram-seentrevistas semi-estruturadas,gravadas e transcritas. Procedeu-se à análise temática de conteúdo. RESULTADOS: As características da masculinidade relacionadasà vulnerabilidade de gênero para a paternidadeforam o exercíciona infância,por meio de brincadeiras,e reafirmação na adolescência das funções de pai, provedor e ativo sexualmente; bem como a rejeição de ser cuidador. A liderança dos adolescentes prevaleceu no relacionamento com a mãe de seu filho, notadamente na iniciativa das relações sexuais e no controle do uso de contraceptivos. A gravidez foi considerada por eles como "por acaso" e inesperada. O trabalho remunerado proporcionou aos adolescenteso status de homem adulto e provedor. A paternidade foi vivenciada por eles como a prova final e decisiva de virilidade e masculinidade. CONCLUSÃO: A vulnerabilidade de gênero para a paternidade foi construída a partir da inexistência da aprendizagem para ser cuidador de si próprio e da parceira, agravada pela socialização do corpo para o prazer, com a omissão de atividades preventivas. Emerge a necessidade de promover e intervir sobre o desenvolvimento dos adolescentes, principalmente quanto ao pensamento crítico e à auto-estima, para que possam questionar apropriadamente a ordem social e decidir sobre suas escolhas afetivas e sexuais / Abstract: OBJECTIVE: To unveil characteristics of masculinity associated to gender vulnerability for parenthood, identitied in the socialization and practice of sexuality of male adolescents who were fathers. METHODS: A qualitative study was carried out in Campo Grande (Mato Grosso do Sul state, Brazil). Participants were 13 male adolescents under20 years of age, fathers of an only child up to 11 months of age, whose mother was in he same age bracket as the father. Semi-structured interviews were carried out, tape recorded and transcribed. The thematic analysis of content was carried out. RESULTS: The masculine characteristics associated to gender vulnerability for parenthood were: the practice during childhood, and reassertment during adolescence, of the father, provider and sexually active roles; as well as the rejection of being caretakers. The adolescents' leadership prevailed in the relationship with the mother of their child, specifically in the initiative to have sexual intercourse and in the use of contraceptives. The pregnancy was considered "an accident" and unexpected by the adolescents. Paid work provided them with the status of an adult man and of a provider. Parenthood was experienced as a final and decisive proof of virility and masculinity. CONCLUSION: Gender vulnerabilityfor parenthoodwas constructed from the inexistence of learning to take care, aggravated by the socialization of the body for pleasure and the omission of preventive measures. The need to promote and intervene on the development of adolescents emerges, mainly regarding criticaI thinking and self esteem, so that they may appropriately question the social order and decide on their affective and sexual choices / Doutorado / Ciencias Biomedicas / Doutor em Tocoginecologia

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