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Hannah Arendt : uma filosofia da fragilidade

Bosch, Alfons Carles Salellas January 2017 (has links)
Instigada pelos acontecimentos a dar resposta à experiência do totalitarismo, cujas consequências ela padeceu em primeira pessoa, a obra de Hannah Arendt é uma crítica categórica da filosofia política tradicional, iniciada por Platão. Resposta à negação da política que representaram os regimes totalitários do século XX e crítica à retirada da dignidade da política por parte da filosofia, que a submeteu à sua tutela. Segura de encontrar os fundamentos da política além do seu próprio âmbito, a tradição filosófica ocidental substituiu a reflexão e o exercício da liberdade, verdadeiro sentido da política segundo Arendt, por uma teoria do governo e da dominação que esconde a fragilidade inerente ao domínio dos assuntos humanos. Pretendemos defender que o pensamento político arendtiano tem como pressuposto básico e necessário o reconhecimento da fragilidade constitutiva da política, sem que isso implique qualquer paradoxo. Para tanto, seguimos o rastro dessa fragilidade num conjunto selecionado de textos da autora e defendemos que sua reflexão entra no campo do pósfundacionalismo. Como corolário, sugerimos que, apesar dos depoimentos da própria interessada, Hannah Arendt escreveu uma obra de filosofia política, alternativa à grande tradição, que nós chamamos de filosofia da fragilidade. / Prompted by events to give response to the experience of totalitarianism the consequences of which she suffered in first person, the work of Hannah Arendt is a categorical critique of the great tradition of political philosophy initiated by Plato. Response to the negation of politics that represented the twentieth century totalitarian régimes and critique of the withdrawal of the dignity of politics practiced by philosophy that submitted it under tutelage. Sure to find the foundations of politics beyond its own realm, the Western tradition of philosophy replaced the reflection and the exercise of freedom, the true sense of politics according to Arendt, by a theory of government and domination that hides away the inherent frailty of the realm of human affairs. We intend to defend that Arendt’s political thinking has its basic and necessary requirement in the recognition of the constitutive frailty of politics, without this incurring in any paradox. Therefore, we follow the trail of this frailty across a selected set of the author's texts and argue that her reflection enters in the postfoundational field. As a corollary, we suggest that, despite her own testimony, Hannah Arendt wrote a work of political philosophy, an alternative one to the great tradition, that we may call philosophy of frailty.
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Compreensão e política em Hannah Arendt

Monti, Gil Moraes January 2017 (has links)
O mote deste trabalho se constrói a partir da noção de compreensão (understanding) em Hannah Arendt, que é trazida para o primeiro plano dos seus escritos. Esta noção não aparece de forma evidente em seus escritos, mas manifesta-se como uma linha guia que conduz seus pensamentos. Dar evidencia a tal termo não tem como razão apresentar um conceito, mas busca revelar uma atividade que se manifesta enquanto um gesto filosófico que busca dotar o mundo de sentido. A compreensão é tematizada frente ao totalitarismo, um fenômeno que rompeu com as categorias políticas de seu tempo, é a partir dele que a compreensão busca reconciliar pensamento e realidade, revelando assim o cerne do pensamento político de Arendt. No primeiro capítulo é demostrado como a compreensão se manifesta como uma forma própria de narrar os acontecimentos, e é a partir dela que busco criar uma ponte entre pensamento e realidade, retomando uma forma de filosofar que deriva de nossas experiências de mundo, e remonta um debate o qual Arendt se insere entre filosofia e política. No segundo capítulo esta perspectiva é posta frente à realidade do totalitarismo e contrastada a sua sistemática, como um fenômeno que esvazia o espaço público e destitui os indivíduos da capacidade de se reconectar com um mundo vazio de sentido. A compreensão também é contrastada com Eichmann, revelando assim essa dupla face do totalitarismo, que ao eliminar os espaços de interação, também elimina a capacidade do indivíduo exercer sua singularidade em meio à pluralidade. Este exame busca evidenciar a relevância de tal noção dentro dos escritos de Arendt revelando uma postura política que deriva de um significado gerado no mundo, mas também destacá-la como uma postura política pertinente frente a demandas políticas da modernidade. / The motto of this work is built on the notion of understanding, which is brought by Hannah Arendt to the forefront of her writings. This notion does not appear clearly in her writings, but manifests itself as a guiding line leading her thoughts. The reason for giving evidence to such a term is not to present a concept, but to reveal an activity that manifests itself as a philosophical gesture, which seeks to provide meaning to the world. Understanding is thematized in view of totalitarianism, a phenomenon that broke through political categories of its time. It is from it that understanding seeks to reconcile thought and reality, thus revealing the core of Arendt's political thinking. In the first chapter it is shown how understanding manifests itself as a proper way of narrating events, and it is based on this idea that I seek to create a bridge between thought and reality, retaking a form of philosophizing that derives from our experiences of the world, going back to a debate in which Arendt is in between philosophy and politics. In the second chapter this perspective is confronted with the reality of totalitarianism and contrasts its systematics as a phenomenon that empties public space and deprives individuals of the capacity to reconnect with a world that is empty of meaning. Understanding is also contrasted with Eichmann, thus revealing this double aspect of totalitarianism, which by eliminating spaces of interaction, also eliminates the individual's ability to exert his singularity amidst plurality. This examination seeks to highlight the relevance of such a notion within Arendt's writings by revealing a political stance derived from a meaning generated in the world, but also to highlight it as a pertinent political stance in the face of the political demands of modernity.
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What does it mean to be a pariah? : assimilation, depersonalization and uniqueness in the thought of Hannah Arendt

Kasper, Rafael Lembert January 2018 (has links)
Esta tese pergunta pelo sentido do pária na obra de Hannah Arendt, buscando compreende-lo dentro do sentido mais amplo do pensamento político da autora. A pesquisa teve como ponto de partida artigos reunidos na coletânea Escritos Judaicos, em que a autora tratou do pária pelo viés de experiências dos judeus europeus, sobretudo entre o século 19 e o século 20; passou por Origens do Totalitarismo (1951), texto em que Arendt definiu o movimento de exclusão e destruição de párias europeus, em especial os judeus, como o “agente catalítico” do colapso da Europa; chegando a textos como A Condição Humana (1958), em que Arendt apresentou a pluralidade e a unicidade como novos princípios requeridos pela reconstrução da dignidade humana num contexto póstotalitário. Articulando-se de forma não-monística, este texto tem, como eixos, temas da obra de Arendt como a assimilação, tentativa de absorção de judeus e outros párias pelo “social”; a despersonalização, movimento radical de dissolução da personalidade e alienação do “eu” em favor de forças históricas; e a unicidade, como condição básica de seres humanos plurais e insubstituíveis. O trabalho sustenta, de forma geral, que a experiência do pária, levando em conta sua exclusão, desaparecimento e tentativa de reaparecimento, é um exemplo fundamental para a ação e o pensamento políticos na contemporaneidade. / This dissertation questions the meaning of the pariah in Hannah Arendt’s work, aiming at its comprehension within the broader context of Arendt’s political thought. The research departed from articles published in the anthology The Jewish Writings, in which Arendt approached the pariah relying on experiences of European Jews, mainly between the 19th and the 20th centuries; dealt with The Origins of Totalitarianism, text in which she defined the exclusion and destruction of European pariahs, specially Jews, as the “catalytic agent” of Europe’s broader collapse; arrived at texts such as The Human Condition (1958), in which Arendt presented plurality and uniqueness as new principles required by the reestablishment of human dignity in a post-totalitarian world. Developed in non-monistic lines, this text deals with topics of Arendt’s work, as assimilation, the attempt of absorption of Jews and other pariahs by the “social”; depersonalization, the radical movement of dissolution of personality and alienation of the ego towards historical forces; and uniqueness, as a basic condition of plural and irreplaceable human beings. It holds, in broad terms, that the pariah’s experience, its exclusion, disappearance and attempt of reappearance, is a fundamental example for acting and thinking politically in the present world.
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Escola! Cuidado crianças : o cotidiano escolar e as (im)possibilidades de educação libertadora

Souza, José Messias Eiterer 14 December 2017 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, 2017. / Submitted by Raquel Almeida (raquel.df13@gmail.com) on 2018-03-29T17:15:28Z No. of bitstreams: 1 2017_JoséMessiasEitererSouza.pdf: 1631947 bytes, checksum: 1edf4072d9a8ba9393fcf5298dd6cb84 (MD5) / Approved for entry into archive by Raquel Viana (raquelviana@bce.unb.br) on 2018-04-10T20:00:12Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2017_JoséMessiasEitererSouza.pdf: 1631947 bytes, checksum: 1edf4072d9a8ba9393fcf5298dd6cb84 (MD5) / Made available in DSpace on 2018-04-10T20:00:12Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2017_JoséMessiasEitererSouza.pdf: 1631947 bytes, checksum: 1edf4072d9a8ba9393fcf5298dd6cb84 (MD5) Previous issue date: 2018-04-10 / Esta tese investiga as possibilidades e as impossibilidades do estabelecimento de princípios de educação libertadora em escolas brasileiras e tem como ponto de partida as concepções de Paulo Freire acerca da educação libertadora em oposição à educação bancária. Adota como referencial para análise o conceito de Liberdade explicitado por Hannah Arendt, além das concepções relativas a tal conceito enunciadas por Vilém Flusser e Martin Buber, dos quais são retirados, também, elementos para análise da configuração social contemporânea em face da desumanização das relações consequente ao modo de produção capitalista. Apresenta um registro da evolução histórica e social da instituição escolar, desde sua gênese na Grécia antiga, passando pelo advento de sua conformação contemporânea no período de transição entre a Alta Idade Média e a Baixa Idade Média, por sua chegada às terras brasileiras e sua evolução neste país ao longo dos séculos, até a configuração atual da escola brasileira. Na parte empírica da pesquisa são descritas duas escolas da rede pública de ensino da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, nas quais a coleta de dados foi realizada durante o período do ano letivo de 2016, com uso intenso de observações livres, entrevistas semiestruturadas ou livres, análise documental e, também, por meio de completamento de frases. Dos dados levantados emergiram cinco categorias de análise: finalidade, comportamento, alternativas, violência e burocracia, esta como um apêndice da categoria violência. Com isso é apresentada uma análise das concepções comuns de escolarização que têm estudantes e docentes e com as quais são desenvolvidas relações no ambiente escolar. É relatado, então, o quadro de opressão comum em escolas e são apontadas alternativas com vistas à superação de sua atual configuração, no sentido de permitir às novas gerações o enfrentamento das dificuldades associadas à atual sociedade da informação. / This thesis investigates the possibilities and impossibilities of establishing principles of liberating education in Brazilian schools and it has, as its starting point, the conceptions of Paulo Freire about liberating education as opposed to banking education. It adopts the concept of Freedom explicited by Hannah Arendt as reference for the analysis, in addition to the related conceptions enunciated by Vilém Flusser and Martin Buber, from which it also derives elements for analysing contemporary social configuration in the face of the dehumanization of relations caused by the capitalist mode of production. It registers the historical and social evolution of the school, from its genesis in ancient Greece, through the advent of its contemporaneous conformation during the transition period between the High Middle Ages and the Late Middle Ages, and through its arrival in Brazil and its evolution in this country over the centuries, to the current configuration of the Brazilian school. The empirical part of the research describes two public schools belonging to the State Department of Education of Distrito Federal. The data collection was carried out in these schools during the period of the academic year of 2016, with intense use of free observations, semi-structured interviews and free interviews, documentary analysis and, also, by completing sentences. From the collected data, five categories of analysis emerged: purpose, behavior, alternatives, violence and bureaucracy, the last one as an appendage of the category titled violence. This has provided a analysis of the common conceptions of schooling that students and teachers share and based on which relationships are developed in the school environment. A picture of common oppression in schools is then reported and alternatives are suggested, in order to overcome its current configuration so as to allow/help the new generations to cope with the difficulties associated d with the current information society.
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Um olhar sobre a indisciplina escolar: o que ela nos revela da educação moderna

Felipe Sobrinho, Larissa Maria [UNESP] 24 January 2014 (has links) (PDF)
Made available in DSpace on 2014-06-11T19:28:17Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2014-01-24Bitstream added on 2014-06-13T20:37:00Z : No. of bitstreams: 1 000739793.pdf: 389830 bytes, checksum: b44a76f2a284819a1d1d96a8554fe330 (MD5) / A indisciplina escolar se tornou objeto de variados campos de estudo nas últimas três décadas. Mesmo que haja uma hegemonia de publicações da área da Psicologia, é consenso entre a maioria dos pesquisadores de que se trata de um problema cuja complexidade exige o olhar de diferentes referenciais teóricos. No entanto, chama a atenção o fato de que, apesar da importante contribuição da Filosofia com sólidos embasamentos conceituais às muitas das pesquisas que se debruçam sobre o tema, a discussão em torno da indisciplina escolar pelo viés filosófico tem sido quase nula. Diante desta constatação, esta pesquisa se propôs a analisar o problema da indisciplina escolar à luz da Filosofia da Educação por acreditar que o pensar filosófico permite o estabelecimento de um contraponto às verdades absolutas do discurso pedagógico e, portanto, deve ter participação relevante nas discussões sobre o tema. Nesse sentido, este trabalho optou por fazer uma genealogia da indisciplina escolar como ponto de partida para se pensar o que este problema pode nos dizer sobre a educação moderna. Buscou-se, de certo modo, desconstruir o conceito de indisciplina da maneira como o conhecemos hoje e é consenso entre os estudiosos do tema. Para tanto, recorremos à obra de Hannah Arendt e Michel Foucault a fim de encontrar os subsídios teóricos necessários para a problematização em questão, tendo em vista que os dois autores empreenderam, cada um a seu tempo, uma importante ontologia crítica do presente. Por fim, trouxemos o pensamento de Richard Sennett para nosso diagnóstico da educação moderna a partir das pistas levantadas pelo problema da indisciplina. / The school indiscipline has become object of many fields of study in the last three decades. Even though there is a hegemony of publications in the field of Psychology, there is a consensus among most researchers that this is a problem whose complexity requires the look of different theoretical frameworks. However, it is noteworthy the fact that, despite the important contribution of Philosophy with solid conceptual emplacements to much of the research that focus on the topic, the discussion of school indiscipline by the philosophical view has been almost nil. Given this finding, this study aimed to analyze the problem of school indiscipline in the light of the Philosophy of Education for believing that philosophical thinking allows the establishment of a counterpoint to the absolute truths of pedagogic discourse and therefore must have a relevant participation in discussions the theme. Accordingly, this study chose to make a genealogy of school indiscipline as a starting point for thinking what this problem can tell us about the modern education. We attempted to, in a sense, deconstruct the concept of indiscipline in the way we know it today and the consensus among scholars on the subject. For that, we turn to the work of Hannah Arendt and Michel Foucault in order to find the necessary theoretical basis for questioning in question, given that the two authors have undertaken, each in his own time, an important critical ontology of the present. Finally, we brought the thought of Richard Sennett to our diagnosis of modern education based on the problem of indiscipline.
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Hannah Arendt : uma filosofia da fragilidade

Bosch, Alfons Carles Salellas January 2017 (has links)
Instigada pelos acontecimentos a dar resposta à experiência do totalitarismo, cujas consequências ela padeceu em primeira pessoa, a obra de Hannah Arendt é uma crítica categórica da filosofia política tradicional, iniciada por Platão. Resposta à negação da política que representaram os regimes totalitários do século XX e crítica à retirada da dignidade da política por parte da filosofia, que a submeteu à sua tutela. Segura de encontrar os fundamentos da política além do seu próprio âmbito, a tradição filosófica ocidental substituiu a reflexão e o exercício da liberdade, verdadeiro sentido da política segundo Arendt, por uma teoria do governo e da dominação que esconde a fragilidade inerente ao domínio dos assuntos humanos. Pretendemos defender que o pensamento político arendtiano tem como pressuposto básico e necessário o reconhecimento da fragilidade constitutiva da política, sem que isso implique qualquer paradoxo. Para tanto, seguimos o rastro dessa fragilidade num conjunto selecionado de textos da autora e defendemos que sua reflexão entra no campo do pósfundacionalismo. Como corolário, sugerimos que, apesar dos depoimentos da própria interessada, Hannah Arendt escreveu uma obra de filosofia política, alternativa à grande tradição, que nós chamamos de filosofia da fragilidade. / Prompted by events to give response to the experience of totalitarianism the consequences of which she suffered in first person, the work of Hannah Arendt is a categorical critique of the great tradition of political philosophy initiated by Plato. Response to the negation of politics that represented the twentieth century totalitarian régimes and critique of the withdrawal of the dignity of politics practiced by philosophy that submitted it under tutelage. Sure to find the foundations of politics beyond its own realm, the Western tradition of philosophy replaced the reflection and the exercise of freedom, the true sense of politics according to Arendt, by a theory of government and domination that hides away the inherent frailty of the realm of human affairs. We intend to defend that Arendt’s political thinking has its basic and necessary requirement in the recognition of the constitutive frailty of politics, without this incurring in any paradox. Therefore, we follow the trail of this frailty across a selected set of the author's texts and argue that her reflection enters in the postfoundational field. As a corollary, we suggest that, despite her own testimony, Hannah Arendt wrote a work of political philosophy, an alternative one to the great tradition, that we may call philosophy of frailty.
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Compreensão e política em Hannah Arendt

Monti, Gil Moraes January 2017 (has links)
O mote deste trabalho se constrói a partir da noção de compreensão (understanding) em Hannah Arendt, que é trazida para o primeiro plano dos seus escritos. Esta noção não aparece de forma evidente em seus escritos, mas manifesta-se como uma linha guia que conduz seus pensamentos. Dar evidencia a tal termo não tem como razão apresentar um conceito, mas busca revelar uma atividade que se manifesta enquanto um gesto filosófico que busca dotar o mundo de sentido. A compreensão é tematizada frente ao totalitarismo, um fenômeno que rompeu com as categorias políticas de seu tempo, é a partir dele que a compreensão busca reconciliar pensamento e realidade, revelando assim o cerne do pensamento político de Arendt. No primeiro capítulo é demostrado como a compreensão se manifesta como uma forma própria de narrar os acontecimentos, e é a partir dela que busco criar uma ponte entre pensamento e realidade, retomando uma forma de filosofar que deriva de nossas experiências de mundo, e remonta um debate o qual Arendt se insere entre filosofia e política. No segundo capítulo esta perspectiva é posta frente à realidade do totalitarismo e contrastada a sua sistemática, como um fenômeno que esvazia o espaço público e destitui os indivíduos da capacidade de se reconectar com um mundo vazio de sentido. A compreensão também é contrastada com Eichmann, revelando assim essa dupla face do totalitarismo, que ao eliminar os espaços de interação, também elimina a capacidade do indivíduo exercer sua singularidade em meio à pluralidade. Este exame busca evidenciar a relevância de tal noção dentro dos escritos de Arendt revelando uma postura política que deriva de um significado gerado no mundo, mas também destacá-la como uma postura política pertinente frente a demandas políticas da modernidade. / The motto of this work is built on the notion of understanding, which is brought by Hannah Arendt to the forefront of her writings. This notion does not appear clearly in her writings, but manifests itself as a guiding line leading her thoughts. The reason for giving evidence to such a term is not to present a concept, but to reveal an activity that manifests itself as a philosophical gesture, which seeks to provide meaning to the world. Understanding is thematized in view of totalitarianism, a phenomenon that broke through political categories of its time. It is from it that understanding seeks to reconcile thought and reality, thus revealing the core of Arendt's political thinking. In the first chapter it is shown how understanding manifests itself as a proper way of narrating events, and it is based on this idea that I seek to create a bridge between thought and reality, retaking a form of philosophizing that derives from our experiences of the world, going back to a debate in which Arendt is in between philosophy and politics. In the second chapter this perspective is confronted with the reality of totalitarianism and contrasts its systematics as a phenomenon that empties public space and deprives individuals of the capacity to reconnect with a world that is empty of meaning. Understanding is also contrasted with Eichmann, thus revealing this double aspect of totalitarianism, which by eliminating spaces of interaction, also eliminates the individual's ability to exert his singularity amidst plurality. This examination seeks to highlight the relevance of such a notion within Arendt's writings by revealing a political stance derived from a meaning generated in the world, but also to highlight it as a pertinent political stance in the face of the political demands of modernity.
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Nos limites da política : um estudo dos conceitos Action e Work em Hannah Arendt

Kasper, Rafael Lembert January 2013 (has links)
Resumo não disponível
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Fronteiras da narrativa : ficção, história, testemunho

Rodrigues, Maria Madalena 08 1900 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Teoria Literária, 2006 / Submitted by Alaíde Gonçalves dos Santos (alaide@unb.br) on 2013-05-28T10:16:34Z No. of bitstreams: 1 2006_MariaMadalenaRodrigues.pdf: 1649901 bytes, checksum: e953c907fa0211b097dcb431ee872e04 (MD5) / Approved for entry into archive by Guimaraes Jacqueline(jacqueline.guimaraes@bce.unb.br) on 2013-06-03T14:15:51Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2006_MariaMadalenaRodrigues.pdf: 1649901 bytes, checksum: e953c907fa0211b097dcb431ee872e04 (MD5) / Made available in DSpace on 2013-06-03T14:15:51Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2006_MariaMadalenaRodrigues.pdf: 1649901 bytes, checksum: e953c907fa0211b097dcb431ee872e04 (MD5) / Esta tese contém a análise do romance O leitor, de Bernhard Schlink, com o qual são confrontadas outras duas narrativas: Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt e É isto um homem?, de Primo Levi, todas relacionadas à Shoah. Categorias da análise narratológica são empregadas no diálogo entre as obras, permitindo ampliar a compreensão da narrativa ficcional em suas fronteiras com a narrativa histórica e de testemunho. _______________________________________________________________________________________ ABSTRACT / This dissertation aims at analysing the novel The reader, by the German writer, Bernhard Schlink, in a comparative approach with two other narratives: Eichmann in Jerusalem, by Hannah Arendt, and Survival in Auschwitz (Se questo è un uomo), by Primo Levi. All three narratives are concerned with the Shoah. Categories from narratology are employed to enable the dialogue among the novel and the two other works, thus allowing a further understanding of fiction in its boundaries with history and testimony
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A inclusão política e a salvaguarda de direitos humanos de pessoas presas no Brasil / The political inclusion and the human rights safeguard of imprisoned persons in Brazil

Dias, Anna Caroline Queiroz 09 November 2018 (has links)
Submitted by Liliane Ferreira (ljuvencia30@gmail.com) on 2018-12-04T14:50:44Z No. of bitstreams: 2 Dissertação - Anna Caroline Queiroz Dias - 2018.pdf: 2575144 bytes, checksum: 6485f70351943c9aa22d944d707909fc (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) / Approved for entry into archive by Luciana Ferreira (lucgeral@gmail.com) on 2018-12-05T10:22:31Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Dissertação - Anna Caroline Queiroz Dias - 2018.pdf: 2575144 bytes, checksum: 6485f70351943c9aa22d944d707909fc (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) / Made available in DSpace on 2018-12-05T10:22:31Z (GMT). No. of bitstreams: 2 Dissertação - Anna Caroline Queiroz Dias - 2018.pdf: 2575144 bytes, checksum: 6485f70351943c9aa22d944d707909fc (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Previous issue date: 2018-11-09 / The present study seeks to understand why the human rights of prisoners in Brazil are not fulfilled even in the face of extensive domestic legislation and international oversight of bodies such as the Inter-American Court of Human Rights. The hypothesis raised in the study is that one of the reasons justifying the numerous attacks on specific rights of people imprisoned in Brazil is in the fact that these people, in committing their crimes and being imprisoned, have their character of belonging in the original political community denied. In order to understand these processes, a historical retrospective of the sedimentation of the prison sentence was carried out in the period of Western modernity, and it was found that this penalty served not only to attend to liberal discourses of humanity, but also to a utilitarian discipline of bodies for a new society supported by values of the bourgeoisie that required an economy of punitive power. The discourse that the prison sentence from then on removed only the right of "freedom", dialogues with the liberal political philosophy in vogue in the eighteenth century. However, not only the withdrawal of individual liberty was in check in prison, but also political freedom. The effects of this suppression of political freedom in correspondence with the decadence of the individual as a citizen sustained by contractualist theories, for which the criminal would be a traitor or enemy, generated effects of exclusion that transcend the punitive segregation of prison bars. To analyze this, an Arendtian re-interpretation was proposed to understand how the human condition of action, dialogue and plurality is obstructed in the prison context and how the internal expulsion of the political community itself corresponds to the expulsion of humanity itself, leaving the person in prison in a state of abstract nudity. Finally, considering the Arendtian concept that there is no human life when it cannot be lived among men, a brief reflection was proposed in Putnam on the mitigation of the effects of political exclusion through associativism and fomenting a virtuous circle that can instill cooperation and mutual trust between prisoners and nonprisoners and between society at large. / O presente estudo busca compreender a razão pela qual direitos humanos de pessoas presas no Brasil não são efetivados mesmo diante de uma extensa legislação interna e vigilância internacional de órgãos como a Corte Interamericana de Direitos Humanos. A hipótese levantada no estudo é de que uma das razões justificadoras dos inúmeros ataques a direitos específicos de pessoas presas no Brasil está no fato de que estas pessoas, ao cometerem seus delitos e serem aprisionadas, tem sua qualidade de pertencimento na comunidade política originária negada. Para entender este processo foi realizada uma retrospectiva histórica da sedimentação da pena de prisão no período da modernidade ocidental e ali se constatou que esta pena serviria não só para atender discursos liberais de humanidade, como também de disciplina utilitarista de corpos para uma nova sociedade sustentada pelos valores da burguesia que requeria uma economia do poder punitivo. O discurso de que a pena de prisão a partir de então retirava apenas o direito de “liberdade”, dialoga com a filosofia política liberal em voga no século XVIII. No entanto, não apenas a retirada da liberdade individual se via em xeque na prisão, mas também a liberdade política. Os efeitos desta supressão da liberdade política em correspondência à decadência do indivíduo em sua qualidade de cidadão, sustentada por teorias contratualistas, para as quais o criminoso seria um traidor ou inimigo, gerou efeitos de exclusão que transcendem a segregação punitiva das grades das prisões. Para analisar isto foi proposta uma releitura arendtiana para se compreender como a condição humana da ação, do diálogo e da pluralidade é obstruída no contexto prisional e como a expulsão interna da própria comunidade política corresponde à própria expulsão da humanidade, deixando a pessoa presa na condição de abstrata nudez. Por fim, considerando o conceito arendtiano de que não há vida humana quando esta não pode ser vivida entre os homens, propôs-se uma breve reflexão em Putnam sobre a mitigação dos efeitos da exclusão política através de associativismos e fomento de círculo virtuoso que possa incutir a cooperação e a confiança recíproca entre os cidadãos presos e não presos, e entre a sociedade em geral.

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