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Efeitos de diferentes protocolos de treinamento de alta intensidade sobre indicadores de saúde e desempenho em jovens adultos

Okamura, Alexandre Basseto January 2017 (has links)
Introdução: Baixos níveis de atividade física vêm sendo constatados nas diversas classes e faixas etárias da população brasileira, inclusive entre os jovens que anualmente se alistam para ingressar nas Forças Armadas. Este quadro compromete diretamente a saúde e a qualidade de vida destes jovens adultos, enquanto a realização de uma rotina de treinamento físico está relacionada com a prevenção de diversas doenças. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) é um método que tem demostrado ser eficiente para melhorar os níveis de aptidão e atividade física, bem como de indicadores de saúde como % gordura, % massa magra, aptidão cardiorrespiratória (VO2pico), perfis lipídico e glicêmico, em diversas populações. Partindo desta premissa, o presente estudo teve por objetivo analisar e comparar os efeitos crônicos de diferentes protocolos de treinamento de alta intensidade sobre indicadores de saúde e desempenho em jovens adultos militares. Metodologia: Dois grupos, compostos por militares homens entre 18 e 20 anos, foram submetidos durante 12 semanas, três vezes por semana, a dois diferentes protocolos de treinamento de HIIT previstos nos manuais do Exército: o treinamento intervalado aeróbio (TIA), e a corrida variada (CV). Os indivíduos foram avaliados pré e pósintervenção, sendo analisadas variáveis cardiorrespiratórias, antropométricas, glicêmicas e lipídicas relacionadas à saúde e ao desempenho, bem como teste de Cooper e salto vertical em plataforma de força. Resultados: Observou-se em ambos os grupos uma redução das dobras cutâneas (-12,7% e -7,1%, respectivamente para os grupos TIA e CV, p=0,002), assim como um aumento da massa livre de gordura (MLG) (TIA = 4,0%, CV = 2,2%), com esta diferença sendo significativamente maior para o grupo TIA (p=0,045). Também foi verificada uma melhora pós-intervenção no VO2pico (p=0,028), tanto para o grupo TIA (2,9%) como para o grupo CV (5,5%), havendo diferença significativa em favor do grupo CV (p=0,013). Da análise bioquímica, constatou-se que os dois treinamentos foram capazes de aumentar os níveis de HDL (TIA=10,3% e CV=20,7%, p=0,001) e diminuir a glicemia de jejum (TIA=-4,23% e CV=-4,33%, p=0,025). Adicionalmente, o grupo TIA apresentou um aumento significativo no teste squat jump (10,5%, p=0,011) e na potência de membros inferiores (8,1%, p=0,016). Os dois protocolos apresentaram um ganho significativo e tamanho de efeito muito grande no teste de Cooper (p<0,001, TIA d=1,865 e CV d=1,394), assim como um aumento significativo e tamanho de efeito grande para velocidade de segundo limiar ventilatório (vLV2) (p=0,001, TIA d=1,016 e CV d=1,173), velocidade deVO2pico (vVO2pico) (p<0,001, TIA d=1,047 e CV d=0,885) e velocidade máxima no teste ergométrico (vMáx) (p<0,001, TIA d=0,875 e CV d=0,773). Conclusão: Ambos os protocolos de treinamento foram efetivos em promover a melhora da composição corporal, do perfil lipídico e glicêmico, contribuindo para uma manutenção dos indicadores de saúde, sendo o treinamento intervalado mais eficaz no ganho de massa livre de gordura. Além disso, os dois tipos de treino parecem influenciar positivamente nas variáveis de desempenho, com destaque para a CV no ganho cardiorrespiratório, e para o TIA no aumento da potência de membros inferiores. / Introduction: Low levels of physical activity have been observed in the different groups of the Brazilian population, including the young people who annually join the Armed Forces. This framework influence directly health and quality of life of those young adults, while the carrying out of a physical training is related to prevention of various diseases. High intensity interval training (HIIT) is a method that has been shown to be efficient in improving fitness and physical activity levels, as well as health indicators such as fat mass, lean mass, cardiorespiratory fitness (VO2peak), lipid profile and glycemic control in several populations. Based on this premise, this study aimed to analyze and compare the chronic effects of different high intensity training protocols on health and performance indicators in young military adults. Methods: Two training groups, consisting of military men between the ages of 18 and 20, underwent two different HIIT protocols, foreseen in the Army manuals: aerobic interval training (TIA), and varied running (CV). Individuals were evaluated before and after the intervention period, in cardiorespiratory, anthropometric, glycemic and lipid parameters related to health and performance, as well as the Cooper’s test and vertical jump tests in force platform. Results: There was a reduction of skin folds in both groups (-12.7% and - 7.1%, respectively for TIA and CV groups, p = 0.002), as well as an increase in free fat mass (MLG) (TIA = 4.0%, CV = 2.2%), with significant difference for TIA group (p = 0.045). VO2peak improvement (p = 0.028) was also observed for both TIA group (2.9%) and CV group (5.5%), with significant difference in favor of CV group (p = 0.013). From blood analysis, it was found that both training protocols were able to increase HDL levels (TIA = 10.3% and CV = 20.7%, p = 0.001) and to decrease fasting glycaemia (TIA = -4, 23% and CV = -4.33%, p = 0.025). In addition, TIA group showed a significant increase in squat jump test (10.5%, p = 0.011) and lower limbs power (8.1%, p = 0.016). The two protocols showed a significant improve and very large effect size in Cooper's test (p <0.001, TIA d = 1.865 and CV d = 1.394), as well as a significant increase and large effect size for second ventilatory threshold speed (vLV2) (p = 0.001, TIA = 1.016 and CV d = 1.173), VO2peak speed (vVO2peak) (p <0.001, TIA d = 1.047 and CV d = 0.885) and ergometric test maximum speed vMáx (p <0.001, TIA d = 0.875 and CV d = 0.773). Conclusion: Both training protocols are effective in improve body composition, lipid and glycemic profile, contributing to maintain health indicators, with TIA method being more effective in free-fat mass increase. Besides, the two training seem to influence positively the performance variables, with emphasis on CV method in cardiorespiratory improvement, and on TIA method in lower limbs power increase.
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Demanda energética e cardiorrespiratória de diferentes exercícios de jiu-jitsu brasileiro

Silveira, Felipe Pereira da January 2018 (has links)
Introdução: O Jiu-Jitsu Brasileiro (BJJ, do inglês Brazilian Jiu-Jitsu) é uma modalidade de esporte de combate de característica acíclica, com períodos de esforço de alta intensidade alternados com ações de baixa intensidade. Poucos estudos se voltaram para os aspectos do treinamento físico na modalidade. As evidências disponíveis recomendam, dentre outras condutas, a prática de exercícios intervalados a fim de condicionar atletas de BJJ. Contudo, faltam evidências que suportem essa prática. Até o presente momento, o estudo que avaliou o efeito do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) em atletas de BJJ demonstrou melhores resultados em testes funcionais, quando comparado a um grupo que realizou o treinamento da forma tradicional. Entretanto, os autores não caracterizaram os exercícios utilizados durante o treinamento, nem testaram diferente intervalos de esforço Objetivo: Descrever e comparar a demanda cardiorrespiratória (VO2 e FC), a percepção subjetiva de esforço (PSE) e a contribuição dos sistemas energéticos (aeróbio, anaeróbio alático) durante a realização de três intervalos distintos (30 s, 60 s e 90 s) de três exercícios de BJJ (Arm Lock, Entrada de Queda e Passagem de Guarda) realizados em intensidade máxima. Métodos: A amostra foi composta de atletas de BJJ das faixas roxa, marrom e preta, sexo masculino de 20 – 45 anos, com participação em competições de nível nacional. O consumo máximo de oxigênio (VO2máx) e o débito de oxigênio (VO2deb) foram mensurados através de testes em esteira, objetivando a avaliação da capacidade aeróbia máxima e EPOC após esforço supramáximo, respectivamente. Os participantes realizaram três protocolos de diferentes exercícios com distintas durações, todos de maneira all-out. A ordem dos protocolos foi definida por sorteio. O VO2 e a FC foram avaliados ao longo de todo o protocolo de exercício e a PSE foi avaliada após cada exercício. A contribuição dos sistemas energéticos foi calculada através do software GEDAE-Lab que leva em consideração o VO2 durante o exercício e no período de recuperação. Estatística: Para comparação do efeito modo e duração de esforço foram realizados dois testes de análise de variância de uma via (ANOVA-one way), com post-hoc de Tukey. O tamanho de efeito foi calculado através teste d de Cohen. Foi adotado um nível de significância de 5%. Resultados: O VO2 sofreu efeito da manipulação do modo e duração do esforço. A intensidade atingida (VO2esf) em 60 e 90 s foi superior a 30 s. O aumento da duração de esforço gerou incremento progressivo no consumo total de oxigênio (VO2total), conduzido por um aumento da contribuição aeróbia (VO2aer). Contudo, não houve incremento no VO2deb em resposta ao aumento da duração de esforço. Entre os exercícios, o ArmLock (AL) apresentou valores de VO2esf inferiores a Entrada de Queda (EQ) e Passagem de Guarda (PG). O VO2total também foi maior nos exercícios EQ e PG. O VO2deb do exercício EQ foi superior ao AL em 60 s. Conclusão: O consumo de oxigênio de exercícios realizado de pé foi superior ao exercícios realizado em decúbito dorsal. Entretanto, o EPOC entre os exercícios foi semelhante. Além disso, a demanda energética aumentou com incrementos na duração do esfoço. Esse incremento ocorre em paralelo a um incremento na contribuição aeróbia. / Introduction: Brazilian Jiu-Jitsu (BJJ) is an acyclic combat sports modality, with high intensity efforts interspected by low intensity recovery periods. Few studies have looked at the physical training aspects on this modality. Based on the current evidences, guidelines of conditioning for BJJ athletes recomend, among others, the practice of intermittent exercise. However, there is a lack of evidence to support this approach. Until the moment, the study that looked towards the effects of High Intensity Intervaled Training (HIIT) has shown that this type of training resulted in better, physical tests scores than traditional BJJ training. However, the authors did not characterized the exercises that they used during the training. Understanding the physiological demand of each exercise is importante in order to rank them by intensity, helping coaches to apply each exercise on the best moment of training programs. Goals: The aim of this study was to describe the physiological demand (VO2 and HR), the rate of perceived exertion (RPE) and the energy system contribution (aerobic and alactic anaerobic) during the completion of the three different protocols of technical BJJ exercises. Methods: The sample was composed of male BJJ athletes, age 20 – 45 years old, graded as purple, brown and black belt, that competed in national level. Maximal Oxygen Consumption (VO2max) and Oxygen Debt (VO2deb) were measured to determine maximal aerobic and EPOC response to supramaximal effort. The subjects performed three distinct protocols for each exercise, the order was randomly determined. VO2 and HR were measured through the whole protocol, RPE was measured after each exercise interval. The software GEDAE-Lab was used to calculate the energy systems contribution, considering the VO2 during the protocol. Statistics: Two independent ANOVA-one way tests were used to check the effort mode and duration effect, with Tukey test post-hoc. Cohen’s d test was used to analyse the effect size, the alpha was equal or more 0.05. Results: VO2 was affected by mode and duration of exercise. The intensity (VO2esf) reached during 60 and 90 s effort was greater than 30 s. There was a main effect of increasing the duration over the total oxygen consumption (VO2total), driven by the increase of aerobic contribution (VO2aer). However, the VO2deb was similar between the interval durations tested. Between the exercises, Arm Lock (AL) presented lower VO2esf values than Entrada de Queda (EQ) e Passagem de Guarda (PG). The VO2total was also greater in EQ and PG than AL. In 60 s EQ presented greater values than AL for VO2deb. Conclusion: The oxygen consumption on exercises performed in stand positions was higher than exercises perfomed on the ground. However, the EPOC between the exercises was similar. Moreover, the energetic demand increased with increments in exercise duration. This increment was associated with an increase in aerobic contribution.
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A influência da cirrose hepática pelo vírus da hepatite c sobre o consumo máximo de oxigênio, a capacidade funcional e a qualidade de vida

Vieira, Rodrigo Casales da Silva January 2013 (has links)
Introdução: A cirrose é uma hepatopatia crônica e progressiva que constitui um estágio irreversível ou lentamente reversível de disfunção hepática, caracterizada pela formação de nódulos de fibrose no tecido hepático. Investigações devem ser realizadas para avaliar essa população a fim de que se tenha um diagnóstico mais preciso dos efeitos da doença sobre a função cardiopulmonar, a funcionalidade e a qualidade de vida desses indivíduos. Objetivo: Investigar a influência da cirrose hepática pelo vírus da hepatite C (VHC) no consumo máximo de oxigênio (VO2max.), a capacidade funcional e a qualidade de vida em indivíduos cirróticos. Materiais e métodos: Foram avaliados 36 indivíduos(18 cirróticos e 18 controles) de ambos os sexos, maiores de 18 anos. Foram avaliados e comparados entre os grupos, o consumo máximo de oxigênio através da ergoespirometria em bicicleta, a capacidade funcional pelo teste de caminhada de seis minutos e pelo time up and go test, a força do aperto de mão, a antropometria e a qualidade de vida. Foram feitas correlações em pacientes cirróticos, entre a força do aperto de mão e o VO2max e o TC6, o VO2max e o teste de caminhada de 6 minutos e a qualidade de vida e o TC6. Resultados: Os grupos doença e controle foram pareados pelo sexo e pela idade, não havendo diferença significativa entre os grupos quanto à idade e o sexo. Não foram encontradas diferenças significativas entre cirróticos e controles quanto ao Time Up And Go Test. Quanto ao Teste de Caminhada de Seis Minutos a distância percorrida foi significativamente menor nos cirróticos em comparação aos controles. Não houve diferença entre os grupos para a distância percorrida predita para cirróticos e controles. Não foi encontrada diferença para a força do aperto de mão (HGS) entre cirróticos e controles. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos para avaliação antropométrica em nenhum dos itens que a contemplam. Na avaliação da qualidade de vida foram encontradas diferenças significativas entre os grupos para todos os seus domínios. O consumo máximo de oxigênio VO2max apresentou valores inferiores no grupo doença. Houveram correlações em pacientes cirróticos entre a capacidade funcional e o VO2max. e a qualidade de vida. Conclusão: Foram encontradas diferenças entre cirróticos e controles quanto ao VO2max., a capacidade funcional e a qualidade de vida. As correlações encontradas nesse estudo devem ser exploradas em novas pesquisas envolvendo esses pacientes. / Introduction: Cirrhosis is a chronic progressive liver disease is a slowly reversible or irreversible stage of liver dysfunction, characterized by the formation of nodules of fibrosis in liver tissue. investigations should be performed to evaluate this population so that it has a more accurate diagnosis of disease effects on cardiopulmonary function, functionality, and quality of life of these individuals. Objective: To investigate the influence of liver cirrhosis due to hepatitis C virus (HCV) on maximal oxygen consumption (VO2máx.), functional capacity and quality of life in individuals with cirrhosis. Materials and methods: We evaluated 36 patients (18 cirrhotic patients and 18 controls) of both sexes, aged 18 years. Were evaluated and compared between groups, the maximal oxygen uptake by cardiopulmonary exercise test on bicycle, on functional capacity by testing six-minute walk and the time up and go test, the strength of the handgrip, anthropometry and quality of life. Correlations were in cirrhotic patients, between the strength of the handshake and VO2max and 6MWT, VO2max test and 6-minute walk and the quality of life and 6MWT. Results: The disease and control groups were matched by sex and age, no significant difference between groups with respect to age and sex. No significant differences were found between cirrhotic patients and controls regarding Time Up And Go Test. How to Walk Test Six Minutes distance traveled was significantly lower in cirrhotic patients compared to controls. There was no difference between groups for the distance predicted for cirrhotic patients and controls. No difference was found for the strength of the handgrip (HGS) between cirrhotic patients and controls. No significant differences were found between groups in anthropometric assessment in any of the items that come. In assessing the quality of life were significant differences between groups for all domains. The maximal oxygen consumption VO2max values were lower in the disease group. There were correlations in cirrhotic patients between functional capacity and VO2max. and quality of life. Conclusion: We found differences between cirrhotic patients and controls regarding VO2max., Functional capacity and quality of life. The correlations found in this study should be explored in further studies involving these patients.
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Efeitos da administração de uma fração antioxidante de Schinus terebinthifolius sobre parâmetros nociceptivos e de estresse oxidativo em sistema nervoso central de ratos submetidos a um modelo de dor neuropática

Scheid, Taina January 2014 (has links)
O tratamento da dor neuropática, uma condição clínica que resulta de lesão ao sistema somatossensorial, é ainda um grande desafio. O envolvimento das espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ERONs) na fisiopatologia desta dor aponta para o potencial de moléculas antioxidantes como novas abordagens terapêuticas. Schinus terebinthifolius é uma planta tradicionalmente usada no tratamento de condições dolorosas e seus extratos apresentam variados compostos fenólicos, moléculas com potencial antioxidante. Assim, o presente estudo teve como objetivos, primeiramente, determinar o potencial antioxidante de diferentes frações obtidas das folhas de Schinus terebinthifolius, a fim de selecionar aquela com melhor desempenho antioxidante. Para isso foram medidos o potencial reativo antioxidante total (TRAP) e as atividades sequestradoras dos radicais DPPH (2,2-difenil-1- picril-hidrazila) e hidroxil das frações hexano (HeF), diclorometano (DcF), acetato de etila (EtF) e metanol (MeF). Também foi realizada uma triagem fitoquímica destas frações, por cromatrografia em camada delgada (CCD), e a medida da concentração de fenóis totais. Após, a fração selecionada, MeF, foi diluída em solução salina e administrada intraperitonealmente (20 mg/kg, 10 dias) em ratos com lesão nervosa por compressão do nervo isquiático (CCI), um modelo de dor neuropática, e lesão tecidual pelo isolamento desse nervo (sham), para avaliação de seus efeitos sobre a sensibilidade mecânica e térmica, e sobre a atividade das enzimas superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), glutationa peroxidase (GPx) e glutationa transferase (GST), e as concentrações de ácido ascórbico (AA), tióis totais (T-SH), peróxido de hidrogênio e hidroperóxidos lipídicos (LPO), na medula espinal lombossacral e todo o córtex cerebral. Ainda, foram avaliados possíveis efeitos desta fração sobre comportamentos locomotores e do tipo ansiedade (teste do campo aberto e labirinto em cruz elevado), e sobre as enzimas aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), -glutamil transpeptidase (GGT) e bilirrubina e suas frações, além da massa corporal, em ratos sem qualquer intervenção cirúrgica. A CCI induziu o desenvolvimento de hiperalgesia térmica e mecânica nos ratos tratados com salina, e a administração de MeF preveniu estes eventos. Diferentes parâmetros de estresse oxidativo apresentaram-se alterados na medula espinal e córtex cerebral dos animais com lesão CCI e sham, e a administração de MeF foi capaz de modificar alguns destes parâmetros, particularmente nos animais sham aos três dias. Em relação aos possíveis efeitos adversos da administração de MeF, não foram observadas diferenças significativas nos comportamentos locomotores e do tipo ansiedade, nos parâmetros plasmáticos e na massa corporal. Estes resultados demonstram que a MeF de Schinus terebinthifolius possui propriedades antinociceptivas e é capaz de alterar parâmetros de estresse oxidativo no SNC em animais sham e CCI. Possivelmente estes, e outros mecanismos relacionados à atividade anti-inflamatória já descrita para componentes de Schinus terebinthifolius, estejam contribuindo para a ação antinociceptiva da fração. Assim, considerando este potencial e a ausência de efeitos adversos sobre os parâmetros estudados, a MeF pode ser um candidato no tratamento para condições dolorosas. / The management of neuropathic pain, a clinical condition that results of somatosensory system injury, is still a major challenge to clinicians. The implication of reactive oxygen species in the development of this pain type points to antioxidant molecules as new approaches in the management of pain. Schinus terebinthifolius is traditionally used to treat wounds and painful conditions and it was related that is rich in phenolic compounds, antioxidant molecules. So, in this study it was determined the antioxidant potential of different fractions of leaves of Schinus terebinthifolius to select the fraction with the best antioxidant performance. For this purpose, Total reactive antioxidant potential (TRAP), DPPH and hydroxyl scavenging activities of hexane (HeF), dichloromethane (DcF), ethyl acetate (EtF) and methanol (MeF) fractions were measured. It was also performed a qualitative screening of these fractions, by thin layer chromatography (TLC) and the measure of total phenolic content. After, the selected fraction, MeF was diluted in saline and administered (20 mg / kg, i.p., 10 days) in rats with peripheral injury by chronic constriction injury (CCI), a model of neuropathic pain, and tissue injury by isolation of this nerve (sham), to evaluate their effects on mechanical and thermal sensitivity, and on the activity of superoxide dismutase (SOD), catalase (CAT), glutathione peroxidase (GPx) and glutathione transferase (GST), and the concentrations of ascorbic acid (AA), total thiols (T-SH), hydrogen peroxide and lipid hydroperoxide (LPO) in the lumbosacral spinal cord and the cerebral cortex. Still, we evaluated possible effects of this fraction on locomotor and anxiety-like behaviors (open field and elevated plus maze tests), and on the enzymes aspartate aminotransferase (AST), alanine aminotransferase (ALT), -glutamyl transpeptidase (GGT), birrubin and on body weight in naïve rats. CCI significantly induced thermal hyperalgesia and mechanical allodynia in animals treated with saline. The administration of MeF prevented the development of thermal hyperalgesia and increased mechanical threshold. Different oxidative stress parameters were altered in spinal cord and cerebral cortex of animals with sham CCI surgery, and the administration of MeF was able to modify some of these parameters, particularly in sham at three days. No significant differences were observed in locomotor and anxiety-like behaviors, plasma parameters and body weight. These results demonstrate that the MeF of Schinus terebinthifolius has antinociceptive properties and is able to change parameters of oxidative stress in the CNS in sham and CCI animals. Possibly these and other related anti-inflammatory activity, already described for components of Schinus terebinthifolius, are contributing to the antinociceptive fraction mechanisms. So, considering this potential and the absence of side effects related to the parameters studied, MeF may be a candidate for the treatment for painful conditions.
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Efeito dos hormônios da tireoide sobre o estresse oxidativo, a biodisponibilidade de óxido nítrico e a expressão de proteínas pró-apoptóticas no coração de ratos infartados

Castro, Alexandre Luz de January 2015 (has links)
Introdução: Após o infarto agudo do miocárdio, inicia no coração um processo de remodelamento mal-adaptativo, ocasionando dilatação ventricular, perda da espessura de parede e prejuízo na função cardíaca. Este quadro culmina com o desenvolvimento de insuficiência cardíaca. Nesse processo, ocorre um aumento na geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), uma diminuição na biodisponibilidade do óxido nítrico (NO) e uma maior expressão de proteínas pró-apoptóticas no tecido cardíaco. Em relação a isso, muitos estudos demonstram um efeito benéfico dos hormônios da tireoide, atenuando os mecanismos envolvidos na progressão do infarto para a insuficiência cardíaca. No entanto, não existem trabalhos avaliando se estes hormônios poderiam modular a geração de EROs ou a biodisponibilidade de NO no tecido cardíaco infartado. Não existem também dados na literatura avaliando se estes hormônios poderiam modular o processo de apoptose em um período após o infarto. Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da administração dos hormônios da tireoide sobre a morfologia e a função cardíaca, sobre parâmetros de estresse oxidativo e sobre parâmetros que avaliam a biodisponibilidade do NO, ao longo de 28 dias após o infarto. Além disso, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos dos hormônios da tireoide sobre a morfologia e a função cardíaca, sobre parâmetros de estresse oxidativo e sobre a expressão de proteínas relacionadas ao processo de apoptose no tecido cardíaco aos 14 dias pós-infarto. Materiais e Métodos: Ratos Wistar machos foram divididos em quatro grupos: grupo sham (SHAM), grupo infarto (IAM), grupo sham tratado (SHAMT) e grupo infarto tratado (IAMT). Os animais dos grupos IAM e IAMT foram submetidos à cirurgia de infarto através da ligadura da artéria coronária, ao passo que e os animais dos grupos SHAM e SHAMT foram submetidos a todas as etapas da cirurgia exceto à ligadura da artéria coronária. Os grupos SHAMT e IAMT receberam T3 e T4 nas doses de 2 e 8 μg/100g por dia, respectivamente, por gavagem, enquanto que os animais dos grupo SHAM e IAM receberam apenas salina. Aos 14 ou aos 28 dias após a cirurgia, os animais foram avaliados por ecocardiografia, foi realizada a coleta de sangue e os mesmos foram eutanasiados. O coração foi retirado para realização de análises morfométricas, bioquímicas e moleculares. Análise estatística: ANOVA de uma ou duas vias seguida dos pós-teste de Student-Newmann-Keuls. O projeto para a realização deste estudo foi aprovado pela Comissão de Ética No Uso de Animais da UFRGS sob o número de 23262. Resultados e Discussão: Os animais do grupo IAM apresentaram, tanto aos 14 como aos 28 dias pós-infarto, dilatação da câmara cardíaca, perda da espessura de parede e diminuição da fração de ejeção, indicando o desenvolvimento de um remodelamento cardíaco mal-adaptativo. Em relação aos parâmetros de estresse oxidativo, 28 dias pós-infarto, os animais infartados apresentaram um aumento de 38% nos níveis de EROs, além de desequilíbrio redox e dano oxidativo à lipídios. Analisando os parâmetros de biodisponibilidade do NO, não houve modificações na atividade da enzima óxido nítrico sintase (NOS), na expressão da isoforma endotelial desta enzima (eNOS) e nem nos níveis de nitritos no coração destes animais. Já aos 14 dias pós-infarto, os animais IAM apresentaram um aumento de 111% e de 71% na expressão das proteínas pró-apoptóticas p53 e JNK, respectivamente, indicando uma maior sinalização para a morte celular. A administração dos hormônios da tireoide no grupo IAMT promoveu efeitos benéficos sobre o remodelamento cardíaco, prevenindo a dilatação cardíaca e a perda da espessura de parede aos 28 dias pós-infarto. Além disso, o tratamento hormonal promoveu uma melhora em parâmetros de função cardíaca aos 14 e aos 28 dias pós-infarto. Em relação às análises de estresse oxidativo, o grupo IAMT não apresentou aumento nos níveis de EROs nem no dano oxidativo à lipídios. Nestes animais houve diminuição da expressão da enzima xantina oxidase, uma importante fonte de EROs no coração, 28 dias após o infarto. Além disso, este grupo apresentou aumento da atividade da NOS, bem como da expressão da eNOS, ocasionando um aumento nos níveis de nitritos no coração. O aumento nos níveis de NO juntamente com a diminuição nos níveis de EROs pode indicar uma melhora na biodisponibilidade do NO no coração dos animais IAMT, aos 28 dias pós-infarto. Além disso, estes animais apresentaram maior expressão da proteína PGC-1α, um importante fator regulador do metabolismo mitocondrial no coração. Já aos 14 dias, os animais IAMT apresentaram menor expressão das proteínas p53 e JNK no tecido cardíaco, indicando um efeito benéfico dos hormônios da tireoide sobre a sinalização para apoptose. Conclusão: O presente estudo demonstrou, pela primeira vez, que a administração dos hormônios da tireoide em ratos, ao longo de 28 dias após o infarto, apresenta efeitos positivos sobre parâmetros de estresse oxidativo no tecido cardíaco, além de melhorar parâmetros morfológicos e funcionais. Além disso, estes hormônios promovem um aumento na biodisponibilidade do NO no coração. Já em um período mais precoce pós-infarto (14 dias), essa administração hormonal também apresenta efeitos positivos sobre a morfologia e a função cardíaca, além de diminuir a expressão de proteínas envolvidas com a sinalização para apoptose. Estes resultados corroboram estudos prévios que demonstram efeitos benéficos da administração dos hormônios da tireoide no período pós-infarto. / Introduction: Myocardial infarction causes a remodeling process in the heart, leading to cardiac dilatation, loss of ventricular wall thickness and prejudice in the function. This scenario leads to the development of heart failure. In this process, there are an increased reactive oxygen species (ROS) levels, a decreased nitric oxide (NO) bioavailability and an induction of proapoptotic proteins expression in the heart. Several studies have demonstrated a positive effect of thyroid hormones, attenuating the progression of myocardial infarction to heart failure. However, there are no studies evaluating whether these hormones could modulate ROS generation or NO bioavailability in the heart tissue. Besides that, there are no data in the literature evaluating whether these hormones could affect the apoptotic process in an early period after infarction. Aim: The aim of the present study was to evaluate the effect of thyroid hormones administration on parameters of cardiac morphology and function, on oxidative stress and on NO bioavailability parameters, 28 days after myocardial infarction in rats. Besides that, this study also aims to evaluate the effect of thyroid hormones on parameters of cardiac morphology and function, on parameters of oxidative stress and on the expression of proapoptotic proteins in the heart tissue, 14 days after myocardial infarction. Material and Methods: Male Wistar rats were divided into four groups: Sham-operated (SHAM), infarcted (AMI), sham-operated + TH (SHAMT), and infarcted + TH (AMIT). The animals from SHAMT and AMIT received T3 (2 μg/100 g/day) and T4 (8 μg/100 g/day) by gavage. SHAM and AMI groups received saline by gavage. Echocardiographic parameters were assessed 14 and 28 days after the surgery. Blood was collected for hormonal measurements and heart was collected for morphometric, biochemical and molecular analisys. Statistic analysis: One or two way ANOVA with Student-Newmann-Keuls post-hoc test. The study and animal care procedures were approved by the Ethics Committee for animal research at UFRGS; process number 23262. Results and Discussion: The animals in the AMI group showed cardiac dilatation, loss of ventricular wall thickness and decreased ejection fraction, in 14 and 28 days after infarction, indicating the development of a maladaptive cardiac remodeling. Regarding oxidative stress parameters, AMI animals showed increased ROS levels (38%), redox imbalance and oxidative damage to lipids, 28 days after the injury. In terms of NO bioavailability parameters, there were no changes in nitric oxide synthase (NOS) enzymatic activity, in the endothelial isoform of NOS (eNOS) expression or in nitrites levels in the heart of these animals. In 14 days post-infarction, AMI animals showed an increase in p53 (111%) and JNK (71%) expression, indicating higher signaling for cell death. In AMIT rats, thyroid hormones administration promoted benefic effects on cardiac remodeling, preventing the dilatation and the loss of ventricular wall thickness, 28 days post-infarction. In addition, the hormonal treatment promoted an improvement in cardiac function parameters, 14 and 28 days post-infarction. In relation to oxidative stress, the AMIT group did not show increase in ROS levels or in oxidative damage to lipids, 28 days after the infarction. These animals showed decreased xanthine oxidase expression, which is an important source of ROS in the heart. In addition, these animals present an increase in NOS activity and in eNOS expression, leading to higher nitrite levels in the heart. The increase in NO and the decrease in ROS levels may indicate an improvement in NO bioavailability in the heart of AMIT animals at 28 days post-infarction. Moreover, these animals showed increased PGC-1α expression, which is an important factor related with mitochondrial metabolism in the heart. In 14 days after the infarction, the AMIT group showed lower expression of p53 and JNK proteins in the cardiac tissue, indicating a benefic effect of thyroid hormones on signaling to apoptosis. Conclusion: The present study showed, for the fist time, that thyroid hormones administration has positive effects in terms of oxidative stress in the heart tissue and improve morphological and functional parameters. In addition, these hormones promote and increase in NO bioavailability in the heart, 28 days after the infarction. In an early period of cardiac injury (14 days), the hormonal administration presents positive effects in terms of cardiac morphology and function and decrease proapoptotic proteins expression. These results corroborate previous studies that showed a benefic effect of thyroid hormones after myocardial infaraction.
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Influência do ciclismo na eficiência e economia de corrida em triatletas

Rosa, Rodrigo Gomes da January 2014 (has links)
O triatlo é um esporte composto por natação, ciclismo e corrida. Embora existam evidências que apontem influência do ciclismo prévio à corrida, mecanismos que expliquem fatores bioenergéticos e biomecânicos na corrida após o ciclismo não são completamente compreendidos. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos do ciclismo prévio, sobre a corrida, em triatletas de nível médio nos seguintes parâmetros: economia de corrida (ECO), eficiência mecânica (Eff), trabalho mecânico (Wmec), rigidez do membro inferior e do sistema massa-mola (Kleg e Kvert) e comprimento e frequência de passada (CP e FP). Participaram do estudo 14 triatletas de nível médio (média ± DP; VO2max = 65,3 ± 2,7 ml.kg-1.min-1, idade = 30 ± 5 anos; tempo de prática = 6,8 ± 3,0 anos). Os atletas realizaram quatros testes: 1) um teste máximo de corrida, 2) um teste máximo de ciclismo, randomizados, 3) um teste de ECO de 20 minutos a 14km.h-1 com coleta cinemática e do consumo de O2 em quatro momentos, e 4) o mesmo teste após pedalar durante 30 minutos na potência equivalente a 80% do 2° limiar ventilatório (2ºLMV), realizados de forma randomizada. A ECO não presentou diferença quando realizada após o ciclismo em relação a corrida sem corrida isolada, assim como o Wmec que foi menor ao final do teste de corrida isolada (p<0,05). A Eff no teste com ciclismo prévio no último momento foi maior que a corrida isolada (0,60 x 0,52) e o contrário ocorreu com Kleg (20,2 x 24,4 kN.m-1) e Kvert (7,1 x 8,2k N.m-1, p<0,05). FP foi maior e CP menor em todos os momentos da corrida com ciclismo prévio p<0,05. A ECO, Wmec, Kleg e Kvert são mantidos ao longo do teste de velocidade constante quando realizado ciclismo em intensidade moderada, demonstrando que o ciclismo prévio à corrida pode contribuir para a manutenção da Eff em triatletas, porém ajustes ocorrem no CP e FP para manutenção da ECO. / The triathlon is composed of swimming, cycling and running. Although there are evidences indicating the influence of cycling prior to running, bioenergetics and biomechanics mechanisms describing the effects on running are not completely understood. The aim of this study was to investigate the effects of cycling on running economy (RE), mechanical efficiency (Eff), mechanical work (Wmec), spring stiffness (Kleg e Kvert) stride frequency and length (SF and SL). Fourteen intermediate level triathletes (mean ± SD: maximum oxygen uptake, VO2max = 65.3 ± 2.7ml.kg-1.min-1, age = 30 ± 5 years, practice time = 6.8 ± 3.0 years) performed four tests: 1) running maximal oxygen uptake test and 2) cycling maximal oxygen uptake test (VO2max) randomized and 3) running economy test of 20 minutes at 14 km.h-1 with kinematic and oxygen consumption data collected in four moments and 4) the same test after 30 minutes on the power equivalent to 80% of 2º ventilatory threshold (VT2) randomized. No differences were observed post cycling in ECO or Wmec that was lower at the end of isolated running (p<0.05). The Eff in running test post cycling at the last moment was greater than the isolated run (0.60 x 0.52) and opposite was observed with Kleg (20.2 x 24.4 kN.m-1) and Kvert (7.1 x 8.2 kN.m-1, p<0.05). SF was higher and SL smaller all the moments in the running post cycling p<0.05). The RE, Wmec, Kleg e Kvert are maintained throughout the constant speed test when performed at moderate intensity cycling. Therefore, we concluded that prior cycling race contributes to the maintenance of Eff in triathletes, and adjusts occur in CP and FP for maintenance of ECO.
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Efeitos do sulforafano sobre o remodelamento do ventrículo direito e estado redox em modelo de hipertensão arterial pulmonar

Conzatti, Adriana January 2016 (has links)
A hipertensão arterial pulmonar (HAP) é uma doença grave, caracterizada pelo aumento na resistência vascular pulmonar, elevando a pós-carga imposta ao ventrículo direito. Na tentativa de compensar o aumento da pós-carga, o ventrículo direito desenvolve hipertrofia, que pode evoluir para dilatação e insuficiência, síndrome conhecida como Cor pulmonale. Alterações no estado redox estão presentes na HAP e estão relacionadas ao remodelamento e insuficiência do ventrículo direito. Desta forma, as espécies reativas de oxigênio podem ser alvos terapêuticos interessantes na HAP. O sulforafano é um fitoquímico que vem sido largamente estudado pelo seu potencial de indução de enzimas antioxidantes. Dessa forma, este estudo analisou a influência do tratamento com sulforafano sobre o remodelamento do ventrículo direito e estado redox em um modelo experimental de HAP induzido por monocrotalina. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Animais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e aprovado sob o número 26270. Foram utilizados ratos Wistar machos, separados em quatro grupos (n=10-12 animais/grupo): controle (C); Controle + Sulforafano (CS); Monocrotalina (M); Monocrotalina + Sulforafano (MS). A indução da HAP foi realizada por meio de uma dose única de monocrotalina (60 mg/kg – i.p.). O tratamento com sulforafano (2,5 mg/kg i.p.) foi iniciado no 7º dia após a injeção de monocrotalina até 20º dia. Após 21 dias da indução da HAP, os ratos foram anestesiados e foi realizada ecocardiografia, cateterismo e eutanásia dos animais. Os resultados foram analisados através de ANOVA de duas vias e pós-teste de Student Newman Keuls (nível de significância P <0,05). Os resultados serão apresentados na versão completa desta dissertação. / Pulmonary arterial hypertension (PAH) is a serious disease characterized by an increase in pulmonary vascular resistance, increasing afterload imposed on the right ventricle. In an attempt to offset the increased afterload, right ventricular hypertrophy develops, which may progress to dilatation and failure, syndrome known as Cor pulmonale. Alterations in redox state are present in PAH and are related to remodeling and right ventricular failure. Thus, reactive oxygen species may be interesting drug targets in PAH. Sulforaphane is a phytochemical that has been widely studied for its potential induction of antioxidant enzymes. Thus, this study examined the influence of treatment with sulforaphane on the remodeling of the right ventricle and redox state in an experimental model of PAH-induced monocrotaline. The project was submitted to the Comitê de Ética em Pesquisa com Animais of the Universidade Federal do Rio Grande do Sul and approved under number 26270. Male Wistar rats were divided into four groups (n = 10-12 animals/group): Control (C); Control + Sulforaphane (CS); Monocrotaline (M); Sulforaphane + Monocrotaline (MS). Induction of PAH was performed by a single dose of monocrotaline (60 mg/kg - i.p.). The treatment with sulforaphane (2.5 mg/kg i.p.) was initiated on day 7 after injection of monocrotaline to 20 days. After 21 days of induction of PAH, rats were anesthetized and was performed echocardiography, catheterization and euthanasia of the animals. Results were analyzed by two-way ANOVA and Student Newman Keuls post-test (significance level P <0.05). Results will be presented in the full version.
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Efeitos do transporte de carga sobre parâmetros cardiorrespiratórios e na economia de corrida em corredores de aventura

Fagundes, Alex de Oliveira January 2013 (has links)
A corrida de aventura (CA) é um esporte multiesportivo que vem adquirindo cada vez mais adeptos no mundo todo. A corrida é uma das etapas da prova de CA, e para tanto os atletas devem transportar mochilas de diferentes massas (kg) com os equipamentos obrigatórios. Entretanto, sabe-se pouco sobre os efeitos da carga transportada nos parâmetros cardiorrespiratórios e economia de corrida (Eco). O objetivo do presente estudo foi verificar e analisar os efeitos do transporte de carga referentes a 0%, 7% e 15% da massa corporal (MC) em parâmetros cardiorrespiratórios: consumo máximo de oxigênio (VO2max), frequência cardíaca (FC) e limiares ventilatórios (LV’s), taxa de troca respiratória (RER), taxa de percepção de esforço (RPE) e Eco, em corredores de aventura. A amostra foi constituída por 12 atletas corredores de aventura que realizaram três testes máximos e submáximos de forma randomizada. Para todos os testes máximos de corrida os indivíduos realizaram aquecimento prévio de 5 minutos em velocidade constante de 6 km.h-1, com incremento de 1 km.h-1 a cada minuto até a exaustão para fins de registro das variáveis cardiorrespiratórias e da velocidade correspondente ao VO2máx, primeiro limiar ventilatório (LV1) e segundo limiar ventilatório (LV2).. Para se obter os valores da Eco foram realizados três testes submáximos na esteira rolante durante 6 minutos, com velocidade constante referente a 10% abaixo do LV2, a partir dos dados dos testes máximos, com cargas referente a 0, 7 e 15% da MC, e o intervalo entre cada teste era de aproximadamente 10 minutos. Para análise estatística foi utilizado o pacote SPSS versão 18.0 com aplicação do teste de ANOVA de medidas repetidas para as variáveis analisadas. Os resultados mostraram que não houve diferenças estatísticas na maioria das variáveis. No entanto, o teste ANOVA (F, efeito geral da carga) de vLV2, vVO2máx, LV1% e vLV1% apresentam diferenças estatísticas significativas, indicando que os atletas reduziram as velocidades em valores absolutos referente ao LV2 e VO2max e em percentual do LV1 e da velocidade do LV1. Desta forma, os achados desse estudo indicam que os parâmetros cardiorrespiratórios e Eco não foram afetados pelo transporte de carga. / Adventure running (AR) is a multi-sport which has more and more adepts worldwide. Running is one of the steps of the AR competition and the athletes must carry backpacks of different masses (kg) with the required equipment. However, little is known about the effects of the load carried on the cardiorespiratory parameters and running economy (Eco). The aim of this study was to identify and analyze the effects of load transportation with 0%, 7% and 15% of body mass (BM) on cardiorespiratory parameters: maximal oxygen uptake (VO2max), heart rate (HR) and ventilatory thresholds (VT), respiratory exchange ratio (RER), rate of perceived exertion (RPE) and Eco in adventure running athletes. The sample consisted of 12 athletes who performed three submaximal and maximal tests randomly. For all maximal running tests subjects had a warm up on the treadmill for 5 minutes at a constant speed of 6 km.h-1. For the test the speed increased by 1 km.h-1 every one minute and subjects ran until exhaustion to record the cardiorespiratory variables and the speed corresponding to VO2máx, first ventilatory threshold (VT1) and second ventilatory threshold (VT2). To obtain the values of Eco three submaximal tests on the treadmill were performed for six minutes with constant speed corresponding to 10% below the VT2, obtained from the maximum test with load transport corresponding to 0, 7 and 15% BM, and the interval between each test was approximately 10 minutes. For statistical analysis we used SPSS version 18.0 with application of ANOVA test of repeated measures for the variables analyzed. The results showed no statistical differences in most variables. However, the ANOVA (F, overall effect of the load) of sVT2, sVO2max, VT1% and sVT1% presented statistical significant differences, indicating that athletes reduced absolute running speeds for the VT2 and VO2max and percentage of VT1 and sVT1, so the findings of this study indicate that the Eco cardiorespiratory parameters were not affected by transportation load.
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Efeito da suplementação isocalórica de sacarina e sacarose no ganho de peso, ingestão calórica, tolerância à glicose e consumo basal de oxigênio em ratos Wistar

Pinto, Denise Entrudo January 2014 (has links)
Introdução: O uso de adoçantes não calóricos (ANC) pode interferir na regulação do apetite, promovendo maior ingestão alimentar, maior ganho de peso (GP) e maior adiposidade. Em estudos anteriores, do nosso grupo, os resultados mostraram que os animais que consumiram iogurte com sacarina e aspartame tiveram um maior ganho de peso comparado ao grupo que usou sacarose. Porém, como o consumo calórico total foi semelhante entre os grupos, o aumento de peso não pôde ser explicado pelo aumento de ingestão calórica. Concluímos, então, que o aumento de peso poderia estar associado à redução do gasto energético induzido pelo adoçante artificial. Estudos anteriores já sugeriram que a sacarina poderia induzir um aumento de peso, porém nenhum estudo até o momento avaliou o consumo de oxigênio basal dos animais. Nesse sentido, é possível que a sacarina possa estar determinando a redução do gasto energético e possivelmente contribuindo para um aumento na glicemia. Desse modo, o presente estudo contempla analisar o efeito da sacarina no consumo basal de oxigênio. Materiais e Métodos: Foi realizado um experimento controlado com 37 ratos Wistar machos adultos pesando entre 180 e 220 g, que foram divididos aleatoriamente em três grupos de acordo com o tipo de exposição tanto para adoçante não calórico (sacarina-SAC), adoçante calórico (sacarose-SUC) ou controle (CONT). Os suplementos foram oferecidos diariamente durante um período de 12 semanas. O ganho de peso, ingestão calórica e controle hídrico foram determinados semanalmente, o consumo basal de oxigênio determinado em repouso (VO2) e RER foram medidos no início do estudo, 5 e 12 semanas, e o teste de tolerância à glicose oral foi determinada nas semanas 6 e 12. Resultados: O uso de sacarina promoveu maior ganho de peso que a sacarose (p=0,031). A ingestão calórica total (kcal/g) diferiu entre os grupos (p=0,029). Os animais que consumiram sacarina ingeriram mais ração. Os grupos apresentaram diferenças quanto à ingestão hídrica, sendo o grupo sacarina com o maior consumo (ml/g) (p=0,018). Entretanto, o consumo de oxigênio e o quociente respiratório não foram significativos. Conclusão: O ganho de peso cumulativo nos animais que consumiram sacarina não pode ser atribuído a uma redução no dispêndio de energia, medida pelo consumo de oxigênio, mas sim pelo aumento da ingestão alimentar e hídrica. / Introduction: The use of non-caloric sweeteners (ANC) can interfere with the regulation of appetite, promoting greater food intake, greater weight gain (WG) and increased adiposity. In previous data, the results showed that the animals that consumed yogurt saccharin and aspartame had a greater increase in weight compared to the group using sucrose. However, as the total calorie intake was similar between the groups, the weight increase could not be explained by the increase in caloric intake. We concluded that weight gain may be associated with decreased energy expenditure induced by artificial sweetener. Previous studies have suggested that saccharin could induce weight gain, but no study to date has evaluated the consumption of oxygen basal animals. In this sense, it is possible that saccharin may be determining reduction in energy expenditure and possibly contributing to an increase in blood glucose. Thus, this study include saccharin analyze the effect on basal oxygen consumption. Materials and Methods: We conducted a controlled experiment with 37 adult male Wistar rats weighing 180-220 g were randomly divided into three groups according to the type of exposure for both non-caloric sweetener (sugar-SAC), calorie sweetener (sucrose-SUC) or control (CONT). The supplements were given daily over a period of 12 weeks. Weight gain, food intake and water control were determined weekly, basal oxygen consumption determined at rest (VO2) and RER were measured at baseline, 5 and 12 weeks and tolerance test oral glucose was determined at week 6 and 12. Results: The use of saccharin promoted greater weight gain than sucrose (p =0.031). The total caloric intake (kcal/g) differ between the groups (p = 0.029), the animals that consumed saccharin ate more food. The groups differed in water intake, and the sugar group with the highest consumption (ml/g) (p = 0.018). However, the oxygen consumption and the respiratory exchange ratio were not significant. Conclusion: The cumulative weight gain in the animals fed saccharin can not be attributed to a reduction in energy expenditure, measured by oxygen consumption, but can be explained by increased food and water intake.
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Efeitos da administração in vivo do ácido fitânico sobre parâmetros de homeostase redox em cerebelo de ratos jovens

Borges, Clarissa Günther January 2015 (has links)
O ácido fitânico (Fit) é um ácido graxo saturado de cadeia ramificada que se acumula em diversas doenças peroxissomais, como na síndrome de Zellweger (SZ) e particularmente na doença de Refsum (DR). Essas doenças podem ocorrer devido a defeitos na biogênese do peroxissomo ou em alguma proteína peroxisomal envolvida na β ou α-oxidação de ácidos graxos. Os pacientes afetados geralmente apresentam disfunções neurológicas, incluindo anormalidades cerebelares. Considerando que a patogênese das alterações cerebelares nas doenças peroxisomais onde o Fit se acumula ainda é pouco conhecida, o presente trabalho se propôs a investigar os efeitos ex vivo de injeção intracerebelar aguda do ácido Fit sobre a homeostase redox e imunohistoquímica em cerebelo de ratos jovens. Os parâmetros de estresse oxidativo determinados foram o dano oxidativo lipídico através dos níveis de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBA-RS), o dano oxidativo proteico através do conteúdo de sulfidrilas e da formação de carbonilas, as defesas antioxidantes através dos níveis de glutationa total (tGS) e glutationa reduzida (GSH) e da atividade das enzimas antioxidantes glutationa-peroxidase (GPx), glutationa-redutase (GR), glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD), superóxido-dismutase (SOD) e catalase (CAT), bem como a produção de espécies reativas através da formação de nitratos e nitritos (produtos do óxido nítrico, NO•) e da oxidação de 2,7-diclorofluoresceína diacetato (DCF-DA). Além disso, foram feitas análises imunohistoquímicas para avaliar alterações morfológicas, bem como avaliar marcadores de estresse oxidativo no cerebelo dos animais. Nossos resultados demonstraram que o Fit aumentou significativamente a formação de TBA-RS em cerebelo, indicando dano oxidativo lipídico. Além disso, verificamos que os níveis de GSH diminuíram e a produção de óxido nítrico aumentou, demonstrando que esse ácido graxo diminui as defesas antioxidantes e aumenta os níveis de espécies reativas de nitrogênio. Verificamos ainda que a administração prévia de L-NAME preveniu o aumento de TBA-RS e de óxido nítrico, bem como a diminuição de GSH causados pelo Fit em cerebelo. As análises imunohistoquímicas indicaram que o Fit causa astrogliose e dano oxidativo por espécies reativas de nitrogênio, além de demonstrarem que o L-NAME diminui a astrogliose e o dano oxidativo causados pelo Fit. Em resumo, concluímos que o Fit induz dano oxidativo, diminuição das defesas antioxidantes e astrogliose, provavelmente através do aumento das espécies reativas de nitrogênio. Assim, presumimos que as alterações no estado redox celular podem representar um mecanismo patológico que contribui, pelo menos em parte, para a patofisiologia da DR e de outras desordens em que esse ácido graxo se acumula. / The phytanic acid (Phyt) is a branched chain saturated fatty acid that accumulates in various peroxisomal diseases such as Zellweger syndrome (ZS) and particularly in Refsum disease (RD). These diseases may occur due to defects in peroxisome biogenesis or some peroxisomal protein involved in β or α-oxidation of fatty acids. Affected patients usually present neurological disorders, including cerebellar abnormalities. Whereas the pathogenesis of cerebellar changes in peroxisomal diseases where Phyt accumulates is still unknown, the present study aimed to investigate the ex vivo effects of an acute intracerebellar injection of Phyt on redox homeostasis and immunohistochemistry in cerebellum of young rats. The oxidative stress parameters determined were the lipid oxidative damage through the levels of thiobarbituric acid (TBA-RS), the protein oxidative damage through the sulfhydryl content and carbonyl formation, antioxidant defenses through the levels of total (tGS) and reduced glutathione (GSH) and activity of the antioxidant enzyme glutathione peroxidase (GPx), glutathione reductase (GR), glucose-6-phosphate dehydrogenase (G6PD), superoxide dismutase (SOD) and catalase (CAT), and the production of reactive species by forming nitrates and nitrites (nitric oxide product, NO) and the oxidation of 2,7-dichlorofluorescein diacetate (DCF-DA). In addition, immunohistochemical analyzes were performed to assess morphological changes and to assess oxidative stress markers in the animals cerebellum. Our results showed that Phyt significantly increased TBA-RS formation in the cerebellum, indicating lipid oxidative damage. In addition, we found that GSH levels decreased and nitric oxide production increased, demonstrating that this fatty acid decreases the antioxidant defenses and increases the levels of reactive nitrogen species. We also found that the prior administration of L-NAME prevented the increase of TBARS and nitric oxide, as well as the decrease of GSH caused by Phyt in cerebellum. Immunohistochemical analyzes indicated that Phyt caused astrogliosis and oxidative damage by reactive nitrogen species, and showed that L-NAME decreased astrogliosis and oxidative damage caused by Phyt. In summary, we conclude that the Phyt induces oxidative damage, decreased antioxidant defenses and astrogliosis, probably by increasing reactive nitrogen species. Thus, we assume that changes in the cellular redox state can represent a pathological mechanism that contributes at least in part to the pathophysiology of RD and other disorders where this fatty acid accumulates.

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