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Hidroquímica e aspectos diagenéticos dos sistema aqüífero Bauru na região sudoeste do estado de São Paulo /Stradioto, Marcia Regina. January 2007 (has links)
Orientador: Chang Hung Kiang / Banca: Alexandre Campane Vidal / Banca: Osmar Sinelli / Resumo: O presente trabalho tem como objetivos estudos petrológicos e hidroquímicos em área de ocorrência dos sedimentos do Grupo Bauru, na região sudoeste paulista. A análise petrográfica e a evolução diagenética foram realizadas com a utilização de microscopia óptica, microscopia eletrônica de varredura e difratometria de Raios X. Para caracterização hidroquímica foram realizadas análises físico-químicas. A análise hidroquímica apontou o predomínio das águas bicarbonatadas cálcicas e sódicas e, secundariamente aparecem as clorosulfatadas cálcicas e as cloretadas sódicas. As águas bicarbonatadas sódicas concentram-se na porção leste, nordeste e central da área, enquanto as bicarbonatadas cálcicas distribuem-se por toda a área, com discreto predomínio na porção central. Quanto à composição detrítica, os arenitos do Grupo Bauru são constituídos essencialmente por quartzo e feldspatos e em menor quantidades aparecem os fragmentos líticos e os minerais acessórios. Os principais processos diagenéticos identificados nos arenitos analisados foram dissoluções de minerais pesados, fragmentos líticos e aluminossilicatos; cimentação por calcita microcristalina, formação de argilominerais, cimentação por calcita em mosaico e tardia e cimentação por zeólitas. / Abstract: The present research has as objective petrologic and hydrochemical studies in area of occurrence of the sediments of the Bauru Group, in the São Paulo southwestern region. Optical microscopy, scanning electron microscopy and X-ray diffraction were applied in the petrographic analysis and the diagenetic evolution. To the hydrochemical characterization was used physical-chemical analyses. The hydrochemical analysis revealed the predominance of bicarbonated calcic and sodic waters and secundarily appear chlorosulphated calcic and the sodic chlorinated. The bicarbonated sodic waters concentrate in the east, northeast and central portion of the area, while the bicarbonated calcic are distribute for all the area, with discrete predominance in the central portion. How much to the detritic composition, the sandstone of Bauru Group are constituted essentially by quartz and feldspars and in minor amounts appear the lytic fragments and the accessory minerals. The main diagenetic processes identified in the sandstone analyzed had been heavy mineral, lytic fragments and aluminossilicate dissolutions, cementation by microcrystalline calcite, formation by clay minerais, cimentation by recrystallized calcite and cimentation by zeolite. / Mestre
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Caracterização petrológica, geoquímica e geocronológica (U/Pb e Ar/Ar) do maciço sararé Nova Lacerda-MT /Ruiz, Larissa Marques Barbosa de Araújo. January 2003 (has links)
Resumo: O Maciço Sararé, pertencente ao Terreno Santa Helena no Cráton Amazônico, situa-se a cerca de 60 Km a norte da cidade de Pontes e Lacerda, sudoeste de Mato Grosso, apresentando o contato leste e nordeste recoberto pelas rochas sedimentares da Bacia Cretácica Parecis. Encontra-se intrusivo em rochas metamórficas do Complexo Vulcano-sedimentar Pontes e Lacerda em gnaisses e migmatitos ortoderivados (Complexo Metamórfico Alto Guaporé, Maciço Sapé e Anhanguera) de idades mesoproterozóicas. Compreende um corpo de 80 Km2, constituído por três fácies petrográficas graníticas principais, cujos contatos são transicionais. As rochas apresentam composição monzogranítica, são inequigranulares a localmente porfiríticas, granulação dominantemente média, constituídas por microclínio, quartzo, oligoclásio límpido ou saussuritizado , abundantes placas de muscovita (primárias ou secundárias), rara biotita cloritizada e fluorita metassomática, além de titanita e minerais opacos. A Fácies Biotita Monzogranito é dada por rochas equigranulares de granulação média-fina, cor avermelhada, leucocráticas, isotrópicas que ocorrem na porção sul do corpo. A Fácies Muscovita Monzogranito é representada por rochas inequigranulares, granulação média-grossa, cor rósea, hololeucocráticas e isotrópicas, que ocorrem na porção norte e central da intrusão. A ocorrência principal da Fácies Monzogranito aflora no extremo norte da área de forma isolada, como um "plug" granítico e dentro do maciço como diques aplíticos tardios. São constituídas por rochas leucocráticas, róseas, isotrópicas, ineqüigranulares a porfiríticas de granulação fina a média. A tectônica regional com direção NW-SE controla e define a forma alongada do Maciço Sararé acompanhando o trend regional de suas encaixantes. Tardiamente, uma tectônica rúptil manifestada através de fraturas...(Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo) / Abstract: The Sararé Granite belongs to the Santa Helena Terrain within the Amazonian Craton and is located about 60 km north of the city of Pontes and Lacerda, of southwest Mato Grosso. The east and northeast contacts of the body are marked by the sedimentary rocks of the Cretaceous Parecis Basin, while its remaining intrusive contacts are the metamorphic rocks of the Pontes and Lacerda volcano-sedimentary complex and orthogneisses and migmatites (Alto Guaporé Metamorphic Complex, Sapé and Anhangüera Massifs) of Mesoproterozoic age. The areal extent of the instrusion is approximately 80 km2 and is constituted by three major monzogranitic petrographic facies (biotite monzogranite, muscovite monzogranite and monzogranite) whose contacts are transitional. These rocks present monzogranitic composition, are unequigranular to locally porphyritic with medium grain size, constituted by microcline, quartz, oligoclase, abundant muscovite, rare cloritized biotite and metassomatic fluorite plus titanite and opaque minerals. Biotite monzogranitic facies is represented by equigranular of medium to small grain size, red-colored, leucocratic and isotropic rocks, that crop out in the southern portion of the body. The facies of muscovite monzogranite is represented by medium to coarse inequigranular textures, rose-colored, hololeucocratic and isotropic rocks that occur in the north and central portion of the intrusion. Monzogranite facies crops out in its main occurrence in the north end of the area and are interpreted as late-stage granitic plugs, constituted by inequigranular of medium to small grain size to porphyritic leucocratic rosy isotropic rocks. Their occurrence is characterized as localized intrusive bodies, including late aplite dikes, into the other ...(Complete abstract click electronic access below) / Orientador: Antonio Misson Godoy / Coorientador: Maria Zélia Aguiar de Souza / Banca: Tamar Milca Bortolozzo Galembeck / Banca: Mauro Geraldes / Mestre
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Estudo petrográfico e geoquímico do embasamento e dos granitóides San Ignácio e Sunsás da região San Ramon, Concepción, SW do cráton amazônico da Bolívia. / Petrografic and geochemistry study of the embasament and San Ignácio and Sunsás granitic rocks of the San Ramon, Concepción region, SW Amazonian Craton of BolíviaGabriela Libertad Vargas Mattos 06 March 2006 (has links)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / O presente trabalho teve por objetivo a caracterização petrográfica e geoquímica das rochas graníticas formadas durante o evento Sunsás e de seu embasamento no SW do Craton Amazônico na Bolívia. As unidades estudadas compreendem, além dos granitóides da Orogenia Sunsás (1,30 Ga-950 Ma), o embasamento (> 1400 Ma) representado por gnaisses La Chiquitania, enderbitos e gnaisses Lomas Maneches e granitóides San Ignácio (1400-1300 Ma). A área de estudo encontra-se no extremo leste da Bolívia envolvendo os estados de Santa Cruz de La Sierra e Beni. A justificativa para este estudo é a ausência de trabalhos desde a década dos oitenta, quando foi mapeado o pré- Cambriano boliviano pelo Serviço Geológico da Bolívia com o Serviço Geológico Britânico. Para o embasamento, a unidade La Chiquitania apresenta rochas como ortognaisses de composição granítica além de litotipos granadíferos. A unidade Lomas Maneches apresenta enderbitos e rochas graníticas metaluminosas a debilmente peraluminosas. O ambiente tectônico no qual foi formada varia desde pré-colisional a tardi-orogênico com rochas preferencialmente graníticas e os ETR sugerem um processo de fracionamento magmático para a geração das rochas. Os granitóides San Ignácio incluem as intrusões graníticas San Andrés, El Refugio e San Ramón. Segundo a química, estas rochas variam de metaluminosa a debilmente peraluminosa. Os diagramas tectônicos indicam ambientes que variam de pré-colisionais a post-orogênicos e os padrões de ETR sugerem a existência de dois grupos provavelmente originados de fontes diferentes ou a partir de processos de fracionamento diferentes. Os granitóides Sunsas incluem as intrusões Talcoso, Cachuela, Naranjito, Taperas e Primavera. Os estudos petrográficos dos primeiros 3 granitóides permitem classificá-los como granitos, sendo que os últimos dois foram classificados como granodioritos. Os resultados geoquímicos dos ETR permitem sugerir que estes granitóides apresentam um comportamento metaluminoso, com afinidade pós-orogênica. Neste sentido, os granitos Naranjito, Primavera e Talcoso são produto de uma cristalização fracionada. O granito Cachuela é o representante mais primitivo e o granito Taperas tem posição intermédia no processo de fracionamento magmático. A partir dos resultados apresentados e com os dados da literatura pode-se sugerir que os gnaisses La Chiquitania e do Lomas Maneches foram resultado de um importante evento acrecionário na região (Orogênese Lomas Maneches). Ocorrido por volta de 1680-1660 Ma. Seguindo o tempo geológico foi registrado o evento San Ignácio, de idade entre 1,34 Ga e 1,33 Ga, cujo ambiente tectônico mais provável foi um arco magmático continental. Para o evento Sunsas, os corpos graníticos são classificados como granitos tipo I, resultando do estabelecimento de um arco magmático continental por volta de 1,07 Ga. Os elementos terras-raras permitem sugerir que estes granitóides foram gerados em um processo de fracionamento magmático, provavelmente de origem mantélica, durante o processo de subducção que terminou na colisão Greenviliana que, conforme a literatura, resultou na aglomeração do supercontinente Rodínia.
Palavras-chave: Pré-cambriano; Bolívia / The main objectives of this work were the petrographic characterization and geochemistry studies of the Sunsas granitic intrusions and their country rocks in the Bolivian sector of the SW Amazonian craton. The studied units comprise the Sunsas Orogeny granitoids (1,30 Ga-950 Ma), the basement (>1400 Ma) including La Chiquitania gneiss, enderbitic and granitic gneiss of the Lomas Maneches unit and San Ignacio granitoids (1400-1300 Ma). The studied area is located in the west sector of Bolivia and involves the Santa Cruz de La Sierra and Beni states. The justificative for this study is the absence of investigation focusing the area since the 1980 decade, when the Bolivian Geological Survey with the Geological British Survey mapped the Bolivian pre-Cambrian. The Lomas Maneches unit comprises enderbitic and granitic gneiss from metaluminous to peraluminous composition. The tectonic setting indicated by the tectonic diagrams suggest late-orogenic to post-tectonic origin and the REE patterns suggest fractional crystallization processes for the rocks formation. The La Chiquitania unit presents two types of rocks (granitic gneiss and the garnet gneiss) here interpreted as similar to the Lomas Maneches rocks. The San Ignácio granitoids include San Andrés, El Refugio and San Ramon granites. According to the geochemistry results the rocks are characterized as metaluminous and peraluminous and the tectonic setting where the rocks were formed vary from pre-collision to post-orogenic and the REE patterns suggest the existence of two groups of rocks originated in different sources or as result of different processes of magma fractionation.The Sunsas granitoids here studied included the Talcoso, Cachuela, Naranjito, Taperas and Primavera intrusions. The petrography study allowed to classificate the first three granitoids as granites and the other two as granodiorite. The geochemical study of all the granites indicates metaluminous trend and according to the REE patterns, the Naranjito, Primavera and Talcoso granites are product of the fractional crystallization processes; the Cachuela granite represents the more primitive, and the Taperas granite with intermediate position in the magmatic fractional processes.The present study and previously works suggest that the La Chiquitania paragneiss were formed as result of erosion and sedimentation from sources dating at 1,76
Ga. At about 1680-1660 occurred an important accretionary event in this region
(here defined as Lomas Maneches Orogeny). Following the geological time, the San Ignácio event was recorded by granitogenesis ca. 1,34 Ga and 1,33 Ga, whose tectonic environment probably is related to a continental magmatic arc. The Sunsas event granitoids may be classificated as I-type granites, resulted of the continental magmatic arc setting at 1,07 Ga. The REE patterns allow to suggest these granites were generate from a magmatic fractionating processes, with mantelic source during which subduction finished with the Grenvillian collision, according to the literature, responsible for the Rodinia supercontinent assembly.
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Associação de fácies, padrões de vesiculação e Petrologia dos derrames básicos da Formação Serra Geral na ombreira sul da Calha de Torres (RS)Barreto, Carla Joana Santos January 2016 (has links)
A investigação foi realizada no extremo sul do Brasil, nos derrames básicos da Formação Serra Geral, entre os municípios de Santa Cruz do Sul-Herveiras e Lajeado. Na área estão expostas sucessões de derrames baixo Ti com morfologias pahoehoe e rubbly, pertencentes a Província Ígnea Paraná-Etendeka. Na sequência de derrames em Santa Cruz do Sul-Herveiras foram identificadas 16 litofácies e três associações de litofácies 1- pahoehoe composta inicial, 2- pahoehoe simples inicial e 3- rubbly simples tardia. Nos derrames pahoehoe compostos (< 1m espessura), o rápido resfriamento permitiu a geração de pipe vesículas e vesículas V1. Nos derrames pahoehoe simples (2-6 m de espessura), uma grande quantidade de estruturas de segregação foi gerada: proto-cilindros e cilindros; pods; camadas de vesículas S1 e S2 e camadas de cilindros; pipes, vesículas V1 e gigantes. Nos derrames rubbly (> 30m espessura), apenas vesículas tipo V1 e gigantes são preservadas. Estudos petrográficos indicaram que os processos de dissolução de cristais e liberação de gás originaram porosidades primárias, enquanto processos de alteração e fraturamento geraram uma grande quantidade de porosidades secundárias. No entanto, a precipitação de minerais secundários nos poros tende a reduzir o espaço disponível para armazenamento de fluidos, demonstrando que apenas a existência de poros é insuficiente para a existência de um reservatório vulcânico. Geoquimicamente, todos os derrames estudados podem ser classificados como do tipo Gramado. As composições variam de basaltos a andesito basálticos de afinidade toleítica nos perfis Santa Cruz e Lajeado, enquanto na área do Morro da Cruz, os derrames do tipo ponded pahoehoe exibem composições de andesitos. A assimilação crustal sugerida para estas sequências vulcânicas permite explicar as altas razões isotópicas iniciais de Sr (0,707798–0,715751), e os valores baixos de Nd (-8,36 a -5,41), com associadas variações isotópicas de Pb (18,42 <206Pb/204Pb< 18,86; 15,65 <207Pb/204Pb< 15,71; 38,62 <208Pb/204Pb< 39,37). A evolução magmática dos derrames básicos de Santa Cruz do Sul-Herveiras e Lajeado iniciou com o armazenamento de líquidos máficos durante um curto período em câmaras magmáticas rasas, associados a um processo de contaminação crustal significativo, o qual permitiu a ascensão de magmas com composição de olivina basaltos, os quais exibem morfologia pahoehoe composta em superfície. A contínua cristalização fracionada dentro da câmara magmática concomitante com assimilação em graus variáveis de distintos contaminantes com idades Paleoproterozoica e Neoproterozoica, somada a uma contribuição significativa de recarga de magma permitiu a ascensão de magma com composição andesito basáltica, o qual exibe morfologia pahoehoe simples em superfície. A contínua recarga de magma na câmara magmática concomitante a graus mais elevados de assimilação levaram a formação de lavas andesito basálticas com assinaturas isotópicas mais contaminadas e que exibem na superfície morfologia rubbly pahoehoe. Processos de diferenciação dos líquidos concomitantes as maiores taxas de assimilação de distintos contaminantes durante um período prolongado em um câmara magmática rasa, a qual é distinta daquela onde os magmas de Santa Cruz do Sul-Herveiras e Lajeado estavam armazenados, favoreceu a formação dos andesitos do Morro da Cruz, que exibem as assinaturas mais contaminadas da ombreira sul da Sinclinal de Torres. / This study was performed in the southern Brazil, in the basic lava flows of the Serra Geral Formation, between the localities of Santa Cruz do Sul- Herveiras and Lajeado. Low Ti lava flow successions with pahoehoe and rubbly morphologies occur in the study area, which belong to Paraná-Etendeka Igneous Province. In the volcanic sequence of the Santa Cruz do Sul-Herveiras, the basaltic lava flows were divided into 16 lithofacies and grouped into three lithofacies associations: 1- early compound pahoehoe, 2- early simple pahoehoe, and 3- late simple rubbly. In the compound pahoehoe lava flows (< 1m thickness), the fast cooling allowed the generation of pipe vesicles and V1- type vesicles. In the simple pahoehoe lava flows (2-6 m thickness), a large amount of segregation structures were generated: proto-cylinder, cylinder, pods, S1 and S2-type vesicle sheets, pipe vesicles, V1-type and giant vesicles. In the rubbly pahoehoe lava flows (> 30 m thickness), just V1-type and giant vesicles are preserved. Petrographic studies indicate that the dissolution of deuteric crystals and gas releasing processes formed the primary porosities, while processes such as alteration and fracturing generated the secondary porosities. However, the precipitation of secondary minerals in vesicles and cavities decreases the available space for fluid storage, which suggest that the existence of pores alone is insufficient for creating volcanic reservoirs. Geochemically, all the studied lava flows could be classified in the Gramado type. The geochemical compositions in the Santa Cruz do Sul-Herveiras and Lajeado profiles range from basalt to basaltic andesites with tholeiitic affinity, while in the Morro da Cruz area, the ponded pahoehoe lava flows exhibit andesite compositions. The process of crustal assimilation suggested for these volcanic sequences allow explains the high and widespread initial Sr isotopic ratios at 0.707798–0.715751 and the low εNd at −8.36 to −5.41, with associated Pb isotopic variations (18.42 < 206Pb/204Pb < 18.86; 15.65 < 207Pb/204Pb <15.71; 38.62 < 208Pb/204Pb < 39.37). The magmatic evolution of the SCSH and LJ basic lava flows begins with the storage of mafic liquids during a short period at shallow-level magma chamber, associated to significant crustal contamination that allowed the magma ascent with composition of olivine basalts that exhibit compound pahoehoe morphology at surface. The continuous fractional crystallization within the magma chamber coupled with variable assimilation degrees of distinct contaminants with Paleoproterozoic and Neoproterozoic ages, in addition to significant contribution of magma recharge led to magma ascent with basaltic andesite composition that display at surface the simple pahoehoe morphology. The continuous magma recharge in the magma chamber coupled with higher assimilation degree allowed the formation of basaltic andesite lavas with more contaminated isotopic signatures that exhibit rubbly morphology at the surface. Differentiation process of liquids coupled with the highest assimilation degrees of distinct contaminants during longer time in a shallow-level magma chamber, which is distinct from that where SCSH and LJ magmas have been stored, led to formation of andesites of the Morro da Cruz that exhibit the most contaminated isotopic signatures of south hinge of the Torres Syncline.
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Implicações paleoambientais da siderita eodiagenética nos depósitos do complexo deltaico do Rio Paraíba do Sul, Rio de JaneiroRodrigues, Amanda Goulart January 2015 (has links)
A composição das águas aprisionadas nos poros dos sedimentos passa por sistemáticas mudanças durante o soterramento inicial, profundamente relacionadas à diagênese da matéria orgânica e à ação de específicos grupos de bactérias. Isso leva a uma sucessão de processos da decomposição da matéria orgânica por meio da oxidação, redução do nitrato, Mn, Fe e sulfato, e fermentação metanogênica em diferentes ambientes geoquímicos. Os principais produtos dessas reações são carbonatos, sulfetos e fosfatos diagenéticos. As composições elementares e isotópicas da siderita eodiagenética (FeCO3) podem ser usadas para identificar a composição original das águas contidas nos poros, como também para discriminar ambientes marinhos e não marinhos. O objetivo desse estudo foi identificar a composição precoce das águas contidas nos poros e suas implicações para os ambientes deposicionais do Complexo Deltaico do Rio Paraíba do Sul (RJ) com base nas composições elementares e isotópicas, hábitos e relações paragenéticas das sideritas dos testemunhos do poço UFRJ-2-MU-1-RJ. As rochas estudadas foram separadas composicionalmente em siliciclásticas, híbridas e carbonáticas, com base na proporção relativa do total de constituintes carbonáticos intrabaciais contemporâneos (TCIc), total de constituintes não-carbonáticos extrabaciais não-contemporâneos (TNCEnc) e o total de constituintes não-carbonáticos intrabaciais contemporâneos (TNCIc). As rochas siliciclásticas sofreram processos pedogenéticos que atuaram logo após a deposição, incluindo: iluviação de argilas, bioturbação por plantas, dissolução de feldspatos e precipitação de óxidos/hidróxidos de ferro. Os principais produtos diagenéticos são sideritas e piritas em diversos hábitos. Outros produtos diagenéticos incluem caulinita, esmectita, pseudomatriz carbonática e argilosa, crescimentos de quartzo, mineral de titânio diagenético, jarosita e óxidos/hidróxidos de ferro. Quatro grupos de sideritas foram reconhecidos. As sideritas esferulíticas a macrocristalinas do grupo 1 são quase puras (94.69%FeCO3; 1.19%MgCO3; 2.27%CaCO3; 1.85%MnCO3). Foram precipitadas por águas meteóricas em condições subóxicas, em rochas siliciclásticas continentais (δ18O de -10.28 a -5.57 ‰ e δ13C de -12.68 a -4.33‰.). As sideritas romboédricas do grupo 2, ocorrentes em packstones e wackestones, são zonadas e apresentam grande substituição por Ca e Mg (média de 78.51%FeCO3; 4.22%MgCO3; 15.72%CaCO3; 1.56%MnCO3 no centro e 74.06%FeCO3; 9.19%MgCO3; 15.63%CaCO3; 1.12%MnCO3 nas bordas), além de valores relativamente positivos de δ13Cvpdb (+0.17‰) e δ18Ovpdb (-1.96‰). Esses dados sugerem que as sideritas formaram-se em condições subóxicas e a partir de águas marinhas. O grupo 3 consiste em sideritas esferulíticas com moderada substituição por Ca e Mg (composição média 80.16%FeCO3; 7.91%MgCO3; 11.34%CaCO3; 0.59%MnCO3) e valores de δ18Ovpdb variando de -5.96 a -7.61‰ e δ13Cvpdb variando de -5.15 a -10.41‰. O grupo 4 é representado por sideritas microcristalinas, ricas em magnésio (pistomesitas média 57.31%FeCO3; 31.40%MgCO3; 9.58%CaCO3; 1.71%MnCO3, δ13Cvpdb +1.43‰ e δ18Ovpdb -14.09‰). As sideritas do grupo 3 e 4 formaram-se de águas salobras e em condições subóxicas, em rochas híbridas e em siliciclásticas. As variações nas composições elementares e isotópicas das sideritas estão relacionadas a dinâmica do Rio Paraíba do Sul, variações no nível do mar, mudanças climáticas e tectônicas. / The composition of porewaters in the sediments undergo to systematic changes during the initial burial, deeply related to organic matter diagenesis and to action of specific bacteria groups. This leads to a succession of decomposition processes of organic matter by oxidation, reduction of nitrate, Mn, Fe and sulphate and methanogenic fermentation in different geochemical environments. The main diagenetics products of these reactions are carbonates, sulphides and phosphates. The elemental and isotopic compositions of eodiagenetic siderite (FeCO3) can be used to identify the original porewaters composition, as well as to discriminate marine and non-marine environments. The aim of this study was to identify the early porewaters composition and their implications to depositional environments of Deltaic Complex of Paraíba do Sul (RJ), based in elementary and isotopic compositions, habits and siderites paragenetic relationships of cores from UFRJ-2-MU-1-RJ. The rocks studied were compositionally separated in siliciclastics, hybrids and carbonatics, based on the relative proportion of total carbonate intrabasinal coeval constituents (TCIc), total non-carbonate extrabasinal non-coeval constituents (TNCEnc) and total non-carbonate intrabasinal coeval constituents (TNCIc). The siliciclastic rocks underwent pedogenetic processes that acted after the deposition, including clay illuviation, plant bioturbation, and feldspar dissolution and iron oxides/hydroxides precipitation. The main diagenetic products are siderites and pyrites in several habits. Other diagenetic products include kaolinite, smectite, carbonate and argillaceous pseudomatrix, quartz overgrowths, diagenetic titatium mineral, jarosite and iron oxides/hydroxides. Four siderites groups were recognized. The spherulitic to macrocrystalline siderites from group 1 are almost pures (94.69%FeCO3; 1.19%MgCO3; 2.27%CaCO3; 1.85%MnCO3). They were precipitated from meteoric porewaters under suboxic conditions, in continental siliciclastic rocks (δ18O of -10.28 to -5.57 ‰ and δ13C of -12.68 to -4.33‰.). The rhombohedral siderites from group 2, occurring in packstones and wackestones, are zoned and presented wide substitution by Ca and Mg (average composition 78.51%FeCO3; 4.22%MgCO3; 15.72%CaCO3; 1.56%MnCO3 in the cores and 74.06%FeCO3; 9.19%MgCO3; 15.63%CaCO3; 1.12%MnCO3 in the edges), and relatively positive values of δ13Cvpdb (+0.17‰) and δ18Ovpdb (-1.96‰). These data suggest siderites were formed in suboxic conditions from marine waters. The group 3 consist in spherulitic siderites with moderate substitution by Ca and Mg (average composition 80.16%FeCO3; 7.91%MgCO3; 11.34%CaCO3; 0.59%MnCO3) and δ18Ovpdb values of -5.96 to -7.61‰ and δ13Cvpdb of -5.15 to -10.41‰. The group 4 is represented by microcrystalline siderites, rich in magnesium (pistomesites, average composition 57.31%FeCO3; 31.40%MgCO3; 9.58%CaCO3; 1.71%MnCO3, δ13Cvpdb +1.43‰ and δ18Ovpdb -14.09‰). Siderites from group 3 and 4 formed from brackish porewaters and under suboxic conditions, in hybrid and siliciclastic rocks. The variation of elemental and isotopic siderites compositions are related to Paraíba do Sul dynamic, sea level chances, and climatic and tectonic changes.
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Petrologia e metalogenia do depósito primário de nióbio do complexo carbonatítico-foscorítico de Catalão I, GOCordeiro, Pedro Filipe de Oliveira 24 April 2009 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, 2009. / Submitted by Luiza Moreira Camargo (luizaamc@gmail.com) on 2011-07-04T19:23:03Z
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2009_PedroFilipeOliveiraCordeiro.pdf: 5047271 bytes, checksum: b63973c4a7ca5d06dc6e31fb4a414b47 (MD5) / O Complexo Carbonatítico-Foscorítico de Catalão I é parte da Província Ígnea do Alto Paranaíba (PIAP) e consiste de um corpo intrusivo formado por rochas da série-bebedourítica (piroxenitos) na borda, e das séries carbonatíticas e foscoríticas no centro. As rochas da série-foscorítica apresentam apatita, magnetita e silicatos magnesianos (flogopita e/ou olivina) e se subdividem em foscoritos (P1), e nelsonitos ricos em apatita (P2) e magnetita (P3). P2 e P3 hospedam a mineralização de Nb+P+Fe do Complexo de Catalão I. Dolomita carbonatito (DC) ocorre associado com P2 e P3 formando associações de carbonatito-foscorito. A composição da mica muda de flogopita em P1 para núcleos de flogopita com bordas de tetra-ferriflogopita em P2 até tetra-ferriflogopita em P3 e DC, similar ao decréscimo de Al observado em micas de foscoritos de outros complexos. Apesar de todas as unidades apresentarem apatitas enriquecidas em ETR, as de P1 são ricas em Si enquanto as de P2, P3 e DC são enriquecidas em Sr. Núcleos de apatita e flogopita mostram uma tendência composicional consistente com a evolução de P1 para DC, corroborando com as variações observadas nos elementos maiores. Relações núcleo-borda de cristais, por sua vez, são mais complexas e evidenciam que a extração de DC em P2 foi menos expressiva quando comparada com a ocorrida em P3. Dolomita primária em DC contém alto-Sr e apresenta-se límpida e coesa, enquanto a secundária ocorre como cristais turvos e friáveis com baixo-Sr. Em termos de isótopos de carbono e oxigênio, enquanto os carbonatos primários apresentam assinatura ígnea, os carbonatos secundários têm δ18OSMOW mais alto e não apresentam variações significativas em δ13CPDB. Além disso, os carbonatos preservam também indicativos de desgaseificação, alteração por fluidos de baixa temperatura e hidrotermais. Pirocloro ocorre em P2, P3 e DC, e origina um trend composicional ígneo de pirocloros enriquecidos em Ca para enriquecidos em Na. Observa-se também um trend de alteração, marcado pela substituição de Ca-Na por Ba, culminando com a formação de bariopirocloro. ETR normalizados à composição do magma primitivo (flogopita-picrito) mostram padrões tetrad tipo-M em rochas foscoríticas e o padrão complementar, tipo-W, nos bebedouritos, sugerindo que os dois grupos estão relacionados entre si por imiscibilidade de líquidos a partir de um magma parental silico-carbonatado. Padrões normalizados de ETR entre rochas da série-foscorítica e DC são paralelos e sugerem que a associação em pares carbonatito-foscorito é gerada por filter pressing. A dissolução dos bolsões de DC e a conseqüente geração de porosidade secundária permitiram o enriquecimento residual do depósito primário de nióbio associado aos nelsonitos, em função da formação de solos profundos e ricos em minerais resistentes ao intemperismo, dentre eles o bariopirocloro. A ocorrência de rochas ferro-fosfáticas de origem ígnea em Catalão I demonstra a existência de magmas de composição semelhante e sugere que rochas com apatita e óxidos de ferro em outros ambientes geológicos podem ter sido geradas por cristalização de magmas ferro-fosfáticos. _________________________________________________________________________________ ABSTRACT / The Catalão I carbonatite-phoscorite complex is part of the Alto Paranaíba Igneous Province (APIP) and consists of a multi-intrusion body zoned from bebedourite-(piroxenite)-series rocks in the border to carbonatite- and phoscorite-series rocks in the core. The phoscorite-series rocks consist of apatite, magnetite and a Mg-silicate (phlogopite or olivine) and were subdivided into early-stage, olivine-bearing (P1) and more evolved, olivine-lacking rocks, dominated either by apatite (P2) or magnetite (P3). P1 rocks are typical phoscorites, whereas P2 and P3 are petrographically classified as nelsonites. These latter two units host the Nb+P+Fe mineralization of the Catalão I Complex. Dolomite carbonatite (DC) occurs in association with both P2 and P3, forming paired phoscorite-carbonatite sets, and may also be mineralized in niobium, though at lower grade and volume. Mica composition changes from phlogopite in P1 through phlogopite cores with tetra-ferriphlogopite rims in P2 to tetra-ferriphlogopite in P3 and DC, which is similar to the Al-depletion seen in micas in phoscorites from the Kovdor and Sokli complexes, in the Kola Peninsula. Apatite from P1 is enriched in Si, whereas those from P2, P3, and DC are Sr-rich. Core compositions from both apatite and phlogopite crystals show a composition trend which is consistent with evolution from P1 to DC, further supported by composition variations in whole-rock major oxides. Core-to-rim relationships, on the other hand, are more complex and show that the DC extraction from P2 is less expressive compared to that of P3. Primary carbonate in DC has high-Sr and is clear and cohesive, whilst secondary carbonate occurs as turbid brittle crystals with low-Sr. The C-O isotopes show that whereas the primary carbonate is igneous, secondary carbonate has higher δ18OSMOW and no variation in the δ13CPDB. Furthermore, DC carbonates also indicates degassing, hydrothermal and meteoric alteration events. P2, P3 and DC pyrochlore points to an igneous trend from Ca-rich toward Narich pyrochlore. The substitution of Ca-Na by Ba defines the alteration trend toward the bariopyrochlore composition. REE normalized to the primitive magma composition (phlogopite-picrite) show M-type tetrad patterns in phoscoritic-rocks and the mirrored W-type in bebedourites, suggesting that the two groups are related by liquid immiscibility from a common, parental carbonated-silicate magma. Normalized parallel REE patterns between phoscorites and DC suggest that the carbonatite-phoscorite sets are generated by filter pressing. The dissolution of the DC pockets and the generation of secondary porosity allowed the residual enrichment of niobium over the primary niobium deposit related to nelsonites. The weathering originated thick soils with resistant minerals enrichment, as bariopyrochlore, thus forming the residual higher-niobium grade deposit. The occurrence of igneous iron-phosphate rocks supports the existence of magmas of similar composition in Catalão I and suggests that iron-oxide-apatite rocks from other geological settings can be generated by crystallization of iron-phosphate magmas.
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Petrologia e metalogenia do depósito de cobre Bom Jardim de Goiás (GO)Guimarães, Stella Bijos 06 July 2007 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, 2007. / Submitted by Luiza Moreira Camargo (luizaamc@gmail.com) on 2011-07-05T15:03:37Z
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2007_StellaBijosGuimaraes.pdf: 29091550 bytes, checksum: b15b14a57539c9b922e0b7ba3f2cc39d (MD5) / O Depósito de cobre Bom Jardim de Goiás situa-se no extremo oeste do Estado de Goiás, na borda oeste do Arco Magmático de Arenópolis. O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) definiu uma reserva de 4.575.660t de minério, com teor médio de 0,92% de cobre. As rochas hospedeiras da mineralização são vulcanoclásticas atribuídas à Formação Córrego da Aldeia do Grupo Bom Jardim de Goiás, de idade interpretada como próxima de 900 Ma. Caracterizam-se por presença de cristais, de fragmentos líticos, cinza vulcânica e pumices. Foram classificadas como tufo cristalino e tufo cinerítico e são comumente cortadas por veios e vênulas sem orientação preferencial, contendo os seguintes minerais hidrotermais: biotita, quartzo, clorita, calcita, pirita, calcopirita, titanita, actinolita, epidoto, plagioclásio e magnetita. Os tufos são cálcio-alcalinos e possuem composição predominantemente riodacítica a dacítica e características geoquímicas de magmas de arcos vulcânicos. A biotita magmática dos tufos possui composição intermediária entre annita e flogopita (Mg/(Mg+Fe) ~ 0,5; Al ~ 2,5) e características químicas de biotitas de suítes orogênicas cálcio-alcalinas. Os valores de εNd(t) situam-se entre +3,5 e +7,4 e a idade-modelo varia de 0,8 e 1,1 Ga, coerentes com magma juvenil gerado em ambientes de arcos magmáticos. Afloram a leste do Depósito Bom Jardim dois tipos de hornblenda-biotita Monzogranito, rosa e branco, interpretados como Granito Serra Negra. Os granitos são isótropos, equigranulares, de granulação média. A oeste do depósito ocorre biotita sienogranito grosso, vermelho, interpretado como Granito Macacos. Os granitos possuem idade provavelmente em torno de 580 – 600 Ma. O Granito Serra Negra contém enclaves de máficos, resultantes provavelmente de mistura de magmas do tipo mixing. Os granitos possuem características geoquímicas de granitos cálcio-alcalinos, do tipo I, gerados em ambiente pós-colisional. A biotita do Granito Macacos encontrase cloritizada, enquanto a do Granito Serra Negra possui composição intermediária entre annita e flogopita (Mg/(Mg+Fe) ~ 0,4; Al ~ 2,2) e características químicas de biotitas de suítes intra-placa. Os valores de TDM situam-se entre 1,1 a 1,9 Ga e podem representar a idade de formação de crosta continental (Nd(t) = -5 a -2) ou mistura de fontes de idades diferentes. Os dados isotópicos são coerentes com os dados de litogeoquímica e química mineral. Rochas básicas afaníticas ocorrem intercaladas às rochas vulcanoclásticas do depósito e como diques cortando os granitos. O basalto intercalado aos tufos possui xii composição de basaltos de arcos vulcânicos, enquanto os diques que cortam os granitos têm composição de basaltos toleíticos intra-placa. Os valores de εNd(t) e de idademodelo são respectivamente +3 - +4 e 1,1 - 1,2 Ga para as rochas básicas analisadas. O Depósito Bom Jardim de Goiás não apresenta halos de alteração. São reconhecíveis apenas uma zona de intensa silicificação associada às vênulas mineralizadas e zona de cloritização mais externa, com epidotização localizada. A mineralização de cobre de Bom Jardim de Goiás ocorre disseminada e confinada ao sistema de venulações nos tufos, sem qualquer relação com os granitos que afloram na região do Depósito. O minério compreende principalmente pirita e calcopirita e é representada pela paragênese de minério: pirita + calcopirita ± electrum ± pirrotita ± magnetita ± esfalerita ± ilmenita ± hematita. Embora não haja expressiva zona de sulfetos maciços no depósito, as características do depósito permitem sugerir que a mineralização ocorre em uma zona de stockwork rica em vênulas com pirita e calcopirita, podendo ser comparada a depósitos do tipo sulfeto maciço vulcanogênico. _________________________________________________________________________________ ABSTRACT / The Bom Jardim de Goiás Deposit is located at western Goiás State, on the western border of the Arenópolis magmatic arc. A reserve of 4,575,660 t, containing 0,92% Cu, was estimated by Serviço Geológico do Brasil (CPRM). The country rocks comprise vulcanoclastic rocks assigned to the Córrego da Aldeia formation from the Bom Jardim de Goiás Group, with age interpreted as close to 900 Ma. The rocks as characterized by the presence of crystals, lithic fragments, ash and pumices. They were classified as crystalline and cineritic tuffs and are commonly cut by veins and veinlets without a preferential orientation, containing the following hydrothermal minerals: biotite, quartz, chlorite, calcite, pyrite, chalcopyrite, titanite, actinolite, epidote, plagioclase and magnetite. The tuffs are calc-alkaline and have composition predominately riodacitic to dacitic and geochemical characteristics of magmas from volcanic arcs. The magmatic biotite from the tuffs has composition intermediary between annite and phogopite ((Mg/(Mg+Fe) ~ 0.5; Al ~ 2.5) and chemical characteristics of biotites from orogenic calc-alkaline suites. εNd(t) values lie between +3.5 and +7.4 and the model ages vary from 0.8 to 1.1 Ga. These values are coherent to juvenile magmas generated in volcanic arcs settings. Two types of hornblende-biotite monzogranite outcrop east of the deposit, pink and white. Both are interpreted as Serra da Negra granites. The monzogranites are equigranular and medium grained. West of the deposit a biotite sienogranite was identified. The granite, interpreted as Macacos Granite, is red, isotropic and coarse grained. The granites ages are probably about 580-600 Ma. The Serra Negra granite contains mafic enclaves, which probably resulted from magma mixing. The granites have geochemical characteristics of I-type calc-alkaline granites, formed in postcollisional setting. The biotite from the Macacos Granite is completely transformed to chlorite, while the biotite from the Serra da Negra Granite has composition intermediary between annite and phogopite ((Mg/(Mg+Fe) ~ 0.4; Al ~ 2.2) and chemical characteristics of biotites from intra-plate suites. The TDM values lie between +1.1 and +1.9 Ga and may represent either the formation of the continental crust (εNd(t) = -5 to -2) or mixing of sources of different ages. The isotopic data are coherent with the geochemical data. Afanitic basic rocks occur either intercalated with the vulcanoclastic rocks from the deposit or as dikes cutting the granites. The basalt from the deposit has composition similar to those of tholleitic basalts from volcanic arc settings, while the dikes have composition of intra-plate tholleitic basalts. The εNd(t) and TDM values are respectively +3 to +4 and 1.1-1.2 Ga for the analyzed basic rocks. The Bom Jardim de Goiás Deposit does not contain alteration halos. Only a zone of intense silicification associated with the mineralized veinlets and an external zone of choritization with restricted epidote, are recognized. The copper mineralization occurs disseminated and confined to the veins and veinlets in the tuffs, with no relationship with the granites that outcrop in the deposit region. The ore is mainly pyrite and chalcopyrite and is represented by the following ore paragenesis: pyrite + chalcopyrite ± pirrotite ± gold electrum ± esfalerite ± magnetite± ilmenite ± hematite. Although there is no expressive zone of massive sulfide in the deposit, its characteristics allow suggest that the mineralization occurs in a stockwork zone rich in veinlets filled by pyrite and chalcopyrite, comprising a deposit similar to volcanic massive sulfide deposits.
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Proveniência e idades de deposição dos sedimentos auríferos da Bacia de Jacobina : implicações sobre a evolução da bacia durante o paleoarqueano e a gênese da mineralizaçãoTeles, Guilherme dos Santos 13 September 2013 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2013. / Submitted by Jaqueline Ferreira de Souza (jaquefs.braz@gmail.com) on 2014-01-14T10:49:35Z
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2013_GuilhermedosSantosTeles_Parcial.pdf: 4656093 bytes, checksum: f6d62748b56db1e5d9946217d65d93b4 (MD5) / A Bacia de Jacobina é caracterizada por conter depósitos de ouro associados a pirita preferencialmente em conglomerados fluviais. Estudos de sedimentologia, estratigrafia, petrologia sedimentar e datação U-Pb e Lu-Hf em zircão foram realizados para definir as principais áreas fonte e idade máxima de deposição de todo o pacote sedimentar da bacia. Química mineral nas piritas foi realizada para caracterizar os seus tipos e sua gênese. As camadas de metaconglomerados e quartzitos compõem-se dominantemente de quartzo, fuchsita e pirita, apresentam características geoquímicas similares a de sedimentos Arqueanos, e refletem a composição de fontes graníticas e tonalíticas típicas do Arqueano. A camada conhecida como “Xisto-Guia” possui composição ácida e padrão de elementos terras raras semelhante aos riodacitos Paleoarqueanos do Greenstone Belt Mundo Novo, e é interpretada por ter contribuição vulcânica. Idades U-Pb concordantes de 496 grãos de zircão da seção completa da Bacia de Jacobina, incluindo os depósitos aluviais e marinho raso, variam entre 3.2 e 3.5 Ga, enquanto o ”Xisto-Guia” contém zircões de idade em torno de 3.38 Ga. A assinatura isotópica de Lu-Hf em zircão (εHf(t) = -0.1 a -5.6) caracteriza uma fonte de zircões com alguma contaminação crustal, provavelmente formados em ambiente de arco magmático continental. Aspectos minerográficos e de química mineral permitem diferenciar pelo menos dois tipos de pirita, uma de provável origem detrítica e outra hidrotermal (pós-sedimentar). Os dados apresentados sugerem que esta bacia formou-se durante o Paleoarqueano (~3.3 Ga) em um ambiente rifte, a qual foi deformada no Paleproterozóico (2.0-1.9 Ga), tornando-se assim uma das bacias auríferas e uraníferas com piritas detriticas mais antiga da Terra. Estudos futuros serão importantes para caracterizar aspectos de tectônica da bacia e processos da mineralização aurífera, assim como a atmosfera e os processos de intemperismo, erosão e transporte no Paleoarqueano. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT / The Jacobina Basin is a gold-bearing deposit associated with pyrite mainly in fluvial conglomerates. Sedimentological, stratigraphic, sedimentary petrological studies and U-Pb and Lu-Hf zircon dating were carried out to define the main source areas and maximum age of deposition of the sedimentary basin. Chemical characterization of in pyrite was investigated to characterize the types and their genesis. The layers of metaconglomerates and quartzites are composed dominantly by quartz, fuchsite and pyrite, have similar geochemical characteristics of Archean sediments, and reflect the composition of tonalitic and granitic sources typical of Archean. The layer know as “Schist-Guide” has acid composition and pattern of rare earth elements similar to Paleoarchean rhyodacites of the Mundo Novo Greenstone Belt, and is interpreted to have volcanic contribution. U-Pb concordant ages of 496 zircon grains from the entire section of the Jacobina Basin, including shallow marine and alluvial deposits, vary between 3.2 and 3.5 Ga, while the “Schist-Guide” contains zircon with ages of ca. 3.38 Ga. The isotopic signature of Lu-Hf zircon (εHf(t) = -0.1 to -5.6) features a source of zircons with some crustal contamination, probably formed in continental magmatic arc environment. Textural aspects and mineral chemistry allow to differentiate at least two types of pyrite, one of probable detrital origin and other hydrothermal (post-sedimentary). The data suggest that this basin formed during the Paleoarchean (~3.3 Ga) in a rift environment, which has been deformed during the Paleproterozoic (2.0 to 1.9 Ga), thus making it one of oldest sedimentary basins in the Earth with auriferous and uraniferous detrital pyrite. Future studies will be important to characterize aspects of basin tectonics and mineralization processes, as well as the atmosphere and processes of weathering, erosion and transport in Paleoarchean.
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Geologia da Folha de Cássia-MG, e petrologia de seus anfibolitosCiro Teixeira Correia 15 December 1986 (has links)
A geologia da região da Folha topográfica de Cássia-MG, na escala 1:50.000, revela a presença de três unidades metamórficas. Rochas gnáissicas granodioríticas a tonalíticas ortoderivadas e gnaisses migmatíticos, representam o embasamento do Grupo Araxá. Xistos, quartzitos, gnaisses e subsidiariamente metatexitos, meta-ultramafitos, anfibolitos, protominérios de Mn e rochas cataclásticas, constituem o Grupo Araxá. Filitos e quartzitos pertencem ao Grupo Canastra. Estruturas superpostas indicam no mínimo três fases deformacionais para as rochas do embasamento e duas para as rochas do Grupo Araxá e Canastra. Análises radiométricas mostram idades transamazônicas ou mais antigas para a rochas do embasamento. Idades brasilianas, Rb-Sr, de 760 m.a., refem-se aos metexitos do Araxá, enquanto que o padrão K-Ar obtido data entre 580 e 644 m.a o fechamento dos sistemas minerais para difusão do Ar, ou para difusão isotópica a nível de rocha total, para o sistema Rb-Sr. O estudo das paragêneses minerais revela condições metamórficas de fácies anfibolito para as rochas do Grupo Araxá e de seu embasamento. No Grupo Canastra o metamorfismo atingiu o fácies xisto verde. Nota-se que o metamorfismo progride em direção as porções N-NE da área. Dados geotermométricos indicam temperaturas de 650° C a pouco superiores 725° C para o evento térmico culminante durante o ciclo Brasiliano. Indiretamente são estimadas condições mínimas de pressão equivalentes a 6,5 kbar atuantes durante este evento. Dados químicos de elementos maiores e menores, associados com parâmetros de Niggli, mostram origem ortometamórfica para os anfibolitos do Grupo Araxá em Cássia. Indicam ainda que estas rochas se originaram a partir de magmas basálticos, provavelmente não cogenéticos. Quando comparados com basaltos formados em ambientes modernos, possuem similaridades com os formados em margens de placas. / The Cássia region (SW State of Minas Gerais) has been mapped at a scale of 1:50.000. Geologically, the area consists of three metamorphic sequences. Granodioritic and tonalitic gneisses of igneous parentage and migmatic gneisses form the basement of the Araxé Group, which is mainly made up of schists, quartzites, and gneisses with subordinate metatexites, metaultramafites, amphibolites, manganese protores and cataclasites. The third unit is the Canastra Group, comprising phyllites and quartzites. The basement rocks were affected by at least tree deformational phases, whereas the Araxá and Canastra Groups show the effect of at least two deformational events. Radiometric data on the basement rocks point to minimum ages corresponding to the Transamazonic cycle (~ 1, 800 m. y.). Some of the data indicate the effects of the Brasiliano Cycle. For exemple, metatexites of the Araxá Group yield an age of 760 m.y. (Rb-Sr isochron), and the closure of the systems for Ar diffusion out of minerals and Sr diffusion within the whole rock occurred between 580 and 644 m.y. The basement rocks and the Araxá Group belong to the amphibolite facies. The Canastra Group is, on the other hand, characterized by the greenschist facies. Metamorphic grade increases towards the north and northeast. The temperatures obtained through geothermometry vary from 650° C to slightly greater than 725° C for the culmination of the metamorphic event of the Brasiliano Cycle. Minimum pressures are estimated at around 6.5 kbar. Chemical data for major and trace elements and the relationships between the Niggli numbers indicate that the amphibolites of the Araxá Group in the Cássia region are of igneous parentage. They probably were derived from several non cogenetic types of basaltic magmas. When compared to basalts belonging to modern environments, they show similarities with those formed at phate margins.
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Mineralogia e petrologia da associação alcalina de sienitos e granitos de Tipo-A do Maciço Corupá (SC) / Not available.Yuri Garin 18 September 2002 (has links)
O Maciço Corupá aflora na região N-NE do estado de Santa Catarina, por uma área aproximada de 50 Km², com forma semi-anelar, intrusivo em rochas gnáissico-granuliticas da Microplaca Luis Alves, no extremo meridional da Província Serra do Mar constituída de sienitos e granitos neoproterozóicos de Tipo-A. O maciço é constituído de rochas sieníticas, que compreendem seis fácies petrográficas, rochas graníticas, dioríticas, híbridas, além de enclaves monzoníticos associados a variedade de sienito róseo de granulação média. A variedade de sienito de coloração verde apresenta granulação que varia de média a grossa, já o sienito de coloração rósea apresenta granulações finas, médias e grossas. O álcali-feldspato sienito supersaturado, hipersolvus, de coloração verde (5<IC<15), é constituído por clinopiroxênio hedenbergítico, anfibólio cálcico a cálcio-sódico, olivina faialítica. As variedades de coloração rósea (5< IC <15) são predominantes no maciço, e são compostas por clinopiroxênio hedenbergítico a aegirina-augítico e anfibólio cálcico a cálcio-sódico. Em todas as variedades sieníticas, os acessórios típicos incluem chevkinita, ilmenita, apatita e zircão. O álcali-feldspato melasienito (IC > 50) é saturado, com clinopiroxênio hedenbergítico, olivina ferro-hortonolítica, biotita, ilmenita, magnetita, apatita e zircão. Álcali-feldspato granitos hipersolvus (IC ~ 5) são subordinados, e afloram principalmente nas áreas centrais do anel sienítico. Apresentam, entre os minerais máficos, anfibólio cálcio-sódico a sódico, chevkinita, zircão, apatita e fluorita. Rochas dioríticas equigranulares de granulação média (10 < IC < 15), com clinopiroxênio diopsídico, anfibólio cálcico, biotita, magnetita, ilmenita, apatita e zircão) aparecem sob a forma de diques sin-plutônicos de dimensões métricas e em pequenos corpos irregulares. Enclaves híbridos de composições monzodioríticas a monzoníticas ocorrem associados aos sienitos róseos de granulação média. Os álcali-feldspato sienitos e melasienitos são metaluminosos (tipos mais máficos, 0,61<A/CNK<0,88 e 1,02< A/NK <1,13, 0,16< mg# <0,37; os melasienitos chegam a apresentar 20 % em peso de \'Fe IND.2\'\'O IND.3\') a peralcalinos (tipos mais félsicos, 0,82 <A/CNK < 0,84 e A/NK = 0,96, 0,10<mg#<0,13), enquanto os álcali-feldspato granitos são tipicamente peralcalinos (A/CNK=0,86 e A/NK=0,94, mg#=0,08). As rochas dioríticas são metaluminosas, com 0,50 <mg#<0,55 (11,60%<\'Fe IND.2\'\'O IND.3\'<13,50%, 6,10% < \'Na IND.2\'O+\'K IND.2\'O< 7,80% e 1,85% <\'K IND.2\'O< 2,80%). Os enclaves híbridos, principalmente os de composição mozonítica, apresentam valores intermediários entre os dioritos e os sienitos. As relações petrográficas e o quimismo de rochas e minerais sugerem que as rochas sieníticas estão relacionadas por processos simples de cristalização fracionada em condições de oxidação inferiores as do tampão QFM, a partir de um magma parental sienítico, através principalmente do fracionamento de fases minerais máficas (acessórios, olivina faialita, clinopiroxênio hedenbergítico e, por último, anfibólio cálcio-sódico), cujos liquidus residuais finais estariam cristalizariam discretamente como álcali-feldspato granitos peralcalinos. As rochas dioríticas constituem uma associação contemporânea, contrastada, não fazendo parte da mesma linhagem evolutiva das rochas sieníticas e graníticas. Estas rochas foram originadas a partir de magmas básico-intermediários cristalizados sob condições mais oxidantes com magnetita estável. Estudos mais recentes em outros maciços da província mostram que este magmatismo bimodal é comum e indicam fontes contrastadas do manto e da crosta continental na sua gênese. / The Corupá Massifi outcrops in the N-NE region of Santa Catarina State, occupying a semi-ring shaped area of 50 Km², being intrusive in gneissic-granulitic rocks of the Luis Alves microplate, in the southernmost end of the Serra do Mar Province, which is made up by neoproterozoic A-Type syenites and granites. The massif is constituted by syenitic rocks, that comprehend six petrographic facies, as well as granitic, dioritic and hybrid rocks, besides monzodioritic to monzonitic enclaves associated to the rosy syenite of medium granulation. The green-coloured syenite presents glanulation varying from medium from to coarsed-grained. The supersatured, hypersolvus green-coloured alkali-feldspar syenite (5 <1C <15) is constituted by hedenbergitic clinopyroxene, calcic to sodic-calcic amphibole and fayalitic olivine. The rosy-coloured varieties (5 <lC <l5) are predominant in the massif, and are composed by hedenbergitic to aegirine-augitic clinopiroxene and calcic to sodic-calcic amphibole. In all syenitic varieties the typical accessory minerals include chevkinite, ilmenite, apatite and zircon. The alkali-feldspar melasyenite (lC> 50) is saturated, with hedenbergitic clinopyroxene, ferrohortonolitic olivine, biotite, ilmenite, magnetite, apatite and zircon. Hypersolvus alkali-feldspar granites (lC -~ 5) are subordinated, and they appear mainly in the central areas of the syenitic ring. They present, among the mafic minerals, sodic-calcic to sodic amphibole, chevkinite, zircon, apatite and fluorite. Dioritic equigranular rocks of medium granulation (10 <lC <15, with diopsidic clinopyroxene, calcic amphibole, biotite, magnetite, ilmenite, apatite and zircon appear as syn-plutonic dykes of metric dimensions and as small irregular bodies. Hybrid enclaves of monzodioritic to monzonilic compositions occur associated with the rosy syenites of medium granulation. The syenitic rocks are typically metaluminous. The metasyenite presents A/CNK=0,60 and mg#0,37, with \'Fe IND. 2\'\'O IND. 3\' reaching up to 20% in weight, while the other syenites have 0,80 <A/CNK <0.90, 0.96 <A/NK <1.09 and 0.10 <mg#<0.29 (5.20%<\'Fe IND. 2\' \'O IND. 3\' <6.25%) and 10.80%<Na2O+K2O <11.70%. The alkali-feldspar granites are, on the other hand, peralkaline (A/CNK=0,86 and A/NK <0.94), with mg#=0.08 (2.80%<Fe2O3 <3.00%) and 9.00%<Na2O+K2O <9.70%. The dioritic rocks are metaluminous, with 0.50 < mg# < 0.55 (11.60%<Fe2O3 <13.50%) and 6.10% <Na2O+K2O <7.80% (1.85%<K2O <2.80%), while the hybrid enclaves present values intermediate between those of the syenites and diorites. The petrographic relationships and the chemical characteristics of these rocks and minerals suggest that the syenitic rocks were brought about by a simple processes of fractional crystallization under oxidation conditions below the QFM buffer, starting from a parental syenitic magma, mainly, trough the fractionation of the mafic mineral phases (accessories, fayalite, calcic-sodic clionopyroxene and, finally, sodic-calcic amphibole), with the final residues crystallizing as discreet alkali-feldspar peralcaline granites. The dioritic rocks constitute a contemporaneous, but very contrasted association, originated initially from basic-intermediate magmas under more oxidizing conditions, with stable magnetite. Studies in other massifs show that this bimodal magmatism is common in the Serra do Mar Province and it indicates contrasted mantle and contintal crust sources in their genesis.
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