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Geologia, petrologia e metalogenia da sequência vulcano-sedimentar de Alpinopolis, Minas Gerais / Not available.Carvalho, Sebastião Gomes de 23 August 1990 (has links)
A Sequência Vulcano-Sedimentar de Alpinópolis é uma, entre várias outras sequências correlatas no sudoeste do estado de Minas Gerais, que integram o Greenstone belt \"Morro de Ferro\". Essas sequências como um todo encontram-se embutidas tectonicamente, por falhas ou estruturas sinformais em um embasamento granítico-migmatítico gnáissico regionalmente denominado de Complexo Campos Gerais. Através de furos de sondagens na Sequência Vulcano Sedimentar Alpinópolis foram identificada a presença de vários corpos sulfetados (disseminados, semimaciços e maciços) em profundidade, hospedados em diferentes tipos litológicos (metavulcânicas e metassedimentos). O estudo desses corpos e de suas encaixantes mostrou que os eventos tectono metamórficos com caráter policíclico que atuaram regionalmente, resultou numa geologia local extremamente complexa, afetando a sua distribuição e configuração especial. Apesar disso, os estudos geológicos, petrológicos, petrográficos e petroquímicos realizados permitiram identificar nas hospedeiras e corpos sulfetados, diversas feições geológicas, destacando-se: 1º) a presença de uma suíte metaultrabásica/metaultramáfica, constituída por clorita-tremolita-xisto (com pseudomorfos de olivinas e textura spinefex), sepertinito, talco-xisto e hornblenda xisto, que originalmente corresponderiam a peridotitos e piroxenitos de composição komatiíca; 2º) uma suíte de rochas metabásicas/metamáficas com composição de basaltos, formada por plagioclásio-hornblenda-tremolita xisto, anfibolito e albitas-anfibolito; 3º) uma suíte metassedimentar encerrando granada-biotita-xisto, (contendo ou não sillimanita, estaurolita e antofilita) e clinozoisita-actinolita-fels, que originariamente corresponderiam respectivamente a possíveis sedimentos pelíticos, margosos e tufaceos. 4º) ocorreram dois eventos metamórficos na área. O primeiro teve como limite inferior temperaturas da ordem de 520 C marcada pela assembléia granada/sillimanita/estaurolita. O segundo evento e retrogressivo na fácies xisto verde, afeta esta mesma área causando nas rochas extensivas modificações mineralógicas. Os dados químicos obtidos através do estudo das fases mineralógicas metamórficas incluindo anfibólio, serpentina, olivina, feldspato, clorita, mica, granada e piroxênio, são compatíveis com aqueles obtidos através de estudos petrográficos e químicos. Os anfibólios, por exemplo são essencialmente magnesianos (na suíte metaultramáfica) apresentam forte variação ferro-magnesiana na suíte metabásica e ampla variação nos teores de cálcio na suíte metassedimentar. Os corpos de sulfetos apresentam-se tectonicamente controlado (zonas de cisalhamento), e estão alojados em diversos litotipos (metaultramáficos, metaultrabásicas, metassedimentos). Suas espessuras são variáveis e ostentam formato lenticular. Sua composição mineralógica é simples, predominando em termos de abundância pirrotita, pirita e secundariamente esfalerita, calcopirita, pentlandita e milerita. Essa mineralogia resulta nos baixos teores de Ni,Cu, Zn, presente nos corpos. Foram identificados quatro associações mineralógicas sulfetadas nesses corpos, registrando os sucessivos eventos geológicos, incluindo: 1º) uma assembléia original atualmente representada por pirita, pirrotita, pentlandita e millerita, 2%) uma assembléia dominada por pirrotita,pirita, gerada durante o evento metamórfico de alto grau, 3º) uma associação mineralógica caracterizada por pirita e pirrotita recristalizadas, com exsoluções de calcopirita e pentlandita; 4º) uma associação com pirita e pirrotita com formas édricas e secundariamente esfaleritas e calcopiritas em fraturas. O tectonismo intenso que afetou toda a área, obliterou e modificou a assembléia sulfetada original, dificultando o estabelecimento de uma hipótese genética para a mineralização sulfetada, optando-se tentativamente pelo modelo vulcânico-exalativo. / The Alpinopolis Volcano Sedimentary Sequence is, among several others correlated sequences in the southeastern part of Minas Gerais, State, an integrated portion of the \"Morro do Ferro\" Greenstone Belt. The sequences show, as a general feature, ubiquitons tectonically disturbed zones, where faulting and folding are pervasive processes. The local basement can be characterized as an ancient granite-migmatite complex, regionally recognized and defined as \"Campos Gerais\" Complex. Diamond drlling surveys were carried out in the regard of defining the stratigraphic pile, and with this approach, several kinds of sulphide bodies were identified (disseminated, semimassive and massive), closely associated with different lithotypes (metavolcanic, and metasedimentary rocks). The study of these bodies, and of their host rocks displayed that these tectonic metamorphic events, with polycyclic regional character, resulted in a inextricable local geology, affecting its distribution and special configuration. Moreover the geological, petrological, petrographic and petrochemical studies carried out permit us to identify, in the host rocks and ores, several geological features; namely: 1º) the existence of an, metaultrabasic/metaultramafic suit, constituted of clorite-tremolite-schists with pseudomorphsed olivine, and spinifex textures, serpentinite, talc-schists and hornblende-schist, which originally could correspond to komatiitic periodotites and piroxenites; 2º) a metabasic/metamafic suit, composed of plagiclase-hornoblende-tremolite schists, anfibolites and albite-anfibolitic; 3º) a metassedimentary suit embracing garnet-biotite schists and clinozoisite-actinolite-fels, which originally could correspond respectivelly to, pelitic marly (margosos) and tuffaceous sediments; 4º) two main metamorphic events occurred in the área: The former showed lower temperatures at 520°C assigned by garnet-sillimanite-staurolite parageneses. The latter, with conspicous retrogressive character, conducted to a reequilibrated mineralogical assemblage. The chemical data obtained by the study of mineralogical phases, including anfibolis, supentine, olivine, feldspar, clorite, mica, garnet and piroxene are compatible with that obtained by chemical and petrographic approchs. The anfibolis, as a good example are essentially magnesian when in the metaultramafic suit; show strong iron-magnesian grade variations when in the metabasic suit and show very, strong variations, in the calcic grade when in the metassedimentary suit. The sulphide bodies make themselves tectonically controlled and define true shear zones. They are locatted in the core several lithotypes, namely: metaultramafic, metaultrabasic and metassedimentary rocks. Their thickness are very variable and exhibit lenticular shapes. Their mineralogical compositions show marrow variations and can include predominantely, pirrotite and pyrite and secondarily, esphalerite, chalocopyrite, pentlandite and millerite decreasing in abundannce. These mineralogical groups explain the lower Ni, Cu, Zn grades. Four mineralogical assemblages were identified recording the successive geological events, that is to say: 1º) a primeval assemblage comprised by pyrite, pirrotite, pentlandite e millerite; 2º) an assemblage dominated by pirrrotite, pyrite spring up during. The hight grade metamorfic event. 3º) an mineralogical association characterized by recrystallized pyrite and pirrotite, showing chalcopyrite and pentlandite exsolutions; 4º) an association making up pyrite and pirrotite with euhedrical shapes and accessorily esphalerites and chalcopyrites filling fractures. The high tectonic disturbing events affected the whole area, masqueraded and modified the primeval sulfide (sulfidic) assemblage preventing us propose a clear genetic hypotheses to sulphide mineralizations and, alternatively, allow us only suppose an volcano-exhalative model .
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Aplicação do sensoreamento remoto e aerogamaespectrometria ao estudo do controle estrutural dos granitos estaníferos de Rondônia / not availableOkida, Rosana 08 October 2001 (has links)
A compreensão do controle tectônico-estrutural do alojamento dos maciços graníticos, bem como das mineralizações associadas, constitui uma aquisição de conhecimento importantíssima, que somada a outros dados, como geocronológicos, petrográficos, geofísicos, geoquímicos, etc., possibilitam uma avaliação adequada dos depósitos minerais primários e secundários existentes. Este trabalho teve como propósito, caracterizar os controles, regionais, dos plutons graníticos e das mineralizações estaníferas associadas, da porção central da Província Estanífera de Rondônia, que é uma das mais importantes províncias estaníferas à escala global. Para tal, foram utilizados dados de sensoriamento remoto, aerogamaespectrométricos, geocronológicos, petrográficos, geoquímicos e tectono-estruturais, além de informações de campo. As técnicas empregadas foram, basicamente, as de sensoriamento remoto, com interpretação das imagens TM-Landsat-5 e produtos integrados derivados de dados TM-5, RADARSAT-1 e aerogamaespectrométricos. Os resultados revelaram uma boa correlação dos mapeamentos geológicos pré-existentes com os dados aerogamaespectrométricos e de campo. As anomalias radiométricas foram relacionadas aos corpos graníticos mineralizados e não deformados de forma dúctil-rúptil, bem como aos litotipos alterados hidrotermalmente. A imagem RADARSAT-1 não foi eficiente, especificamente na região estudada, devido à área apresentar um relevo arrasado, topografia plana, uso extensivo do solo (agropecuária) e umidade na data de aquisição (05/07/97), que acarretaram um comportamento especular. As imagens TM, por outro lado, foram muito úteis na definição das principais zonas de cisalhamento, porque são mais antigas (anos de 84, 85 e 86) que a RADARSAT e, portanto, não apresentam um uso do solo tão extensivo. As interpretações dessas imagens junto com os dados de campo, possibilitaram estabelecer a hierarquia dos movimentos transpressivos-transtensivos que atuaram na região em três fases de movimentação progressiva, relacionadas aos intervalos de tempo: anterior à 1,69, 1,69 a 1,41 e 1,40 Ga ao Paleozóico. A fase 2 exerceu indubitável controle no alojamento do Maciço União, enquanto a Fase 3 nos maciços pertencentes à Suíte Intrusiva Santa Clara e aos Younger Granites de Rondônia. Tais alojamentos ocorreram em estruturas do tipo releasing bends e rhombo-chasms, formadas a partir das principais linhas de fraquezas crustais. Na segunda fase, linhas com orientações em torno de NNW-SSE e NW-SE, proporcionaram o adelgaçamento crustal, onde ocorreu o alojamento do Maciço União. Na terceira fase, o controle foi exercido pelas direções WNW-ESE e NE-SW. A mineralização secundária encontra-se em baixos estruturais, apresentando como áreas-fontes os maciços graníticos alterados hidrotermalmente, situados em altos estruturais; enquanto a mineralização primária encontra-se relacionada as mesmas direções de fraquezas crustais, que condicionaram o alojamento dos plutons graníticos. A sistemática adotada mostrou-se bastante eficiente, devido à minimização dos custos com os trabalhos de campo e, principalmente, por proporcionar uma visão regional integrada, que facilitou a identificação dos controles tectônicos e permitiu a escolha de pontos-chaves para serem verificados nos trabalhos de campo. / The understanding of structural-tectonic control of the granitic massif emplacement as well as of the associated mineralizations proved to be one of the most important knowledge acquisions which, with other data, such as, geochronologic, petrographic, geophysic, geochemistric data, etc., make easy the appropriate evaluation of the existent mineral deposits, primary and secundary. This work had as a purpose, to characterize the regional controls of granitic massifs and the associated mineralizations in the central part of the Rondônia Tin Province, one of the most important tin provinces in a global scale. Remote sensing, airbone gamma-ray spectrometrics, geochronologics, petrographics, geochemistrics and tectonic-structural data, as well as field data, were used here. The techniques employed were, basically, remote sensing, with interpretation of TM-Landsta-5 images and integrated products of TM-5, RADARSTA-1 and airborne gamma-ray spectrometrics. The results showed a good correlation between pre-existent geologic mapping with the airborne gamma-ray spectrometric and field data. The radiometric anomalies are the granitic bodies mineralized and non-deformed of ductilebrittle mode, and litotypes with hydrothermal alteration. The RADARSAT-1 image was not efficient, specifically in the study area, because the area shows a raze relief, plane tophography, extensive use of soil (farming and cattle raising) and humidity in the date of this acquisition (05/july/97), producing specular behavior. The TM images, on the other hand, were very useful for the definition of the main shear zones, because they are older than RADARSAT (years 84, 85 and 86) and, consequently, do not show such a large use of the soil. The interpretation of those images together with field data, made possible to establish the hierarchy of transpressive-transtensive movements which actuated in the region, in three stages of progressive movimentation, related to periods of time: before 1.600 Ma, 1.600 to 1.500 Ma and 1.400 to 970 Ma. The Stage 2 controlled the emplacement of the Union Massif, while 3 controlled massifs belonging to Santa Clara Intrusive Suite and Younger Granites of Rondônia. This emplacement occurred in releasing bends and rhombo-chasms structures, formed by main lines of crustal weakness. In the second stage, lines with orientation towards +/- NNW-SSE and +/- NW-SE, caused the crustal thinning. Afterwards it was followed by the emplacement of younger suites. The third stage was controlled by the directions WNW-ESE and NE-SW. The secondary mineralization is in low structural. The primary mineralization is found in the same directions of altered, found in high structural. The primary mineralization is found in the same directions of crustal weakness that conditioned the emplacement of granitic massifs. The systematic used here is very efficient, due to the low price of the field work and mainly because it offers a regional integrated vision, that makes easy the identification of tectonic controls and allows the choosing of key-points that will be examined in the field work.
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Petrologia, geoquímica e geocronologia dos diques máficos da região de Crixás-Goiás, porção Centro-Oeste do Estado de Goiás / Not available.Costa, Paulo Cesar Correa da 24 November 2003 (has links)
Na região centro-oeste do Estado de Goiás ocorrem um dos mais expressivos enxames de diques máficos pré-cambrianos do Brasil. Estes diques afloram nos terrenos granito-gnáissicos do Maciço de Goiás em duas direções principais de intrusões (NE e NW). Em função dos aspectos petrográficos os diques foram divididos em três grupos: diabásios, metabasitos e anfibolitos. Os diabásios exibem texturas ofíticas a subofíticas e intercrescimentos granofíricos. Os metabasitos têm texturas sobofíticas a ofíticas. Os anfibolitos apresentam texturas granonematoblásticas. Em alguns diques mais espessos (~100 metros) nota-se clara variação textural, variando de ofítica a subofítica no centro a granonematoblástica nas bordas. Tal fato, aliado à semelhança geoquímica entre os diversos litotipos, levou-nos a considerá-los como de mesma idade de cristalização. Em linhas gerais, os diques máficos possuem afinidades toleíticas e composição basáltica. Apenas os diabásios apresentam uma ligeira variação composicional para andesitos basálticos. Estes diques mostram diferenças importantes nas suas composições químicas e foram divididos com base nos seus conteúdos de Ti\'O IND.2\' em: 1 - diques de alto Ti\'O IND.2\' (para teores de Ti\'O IND.2\' > 1,5%) e 2 - diques de baixo Ti\'O IND.2\' (para teores de Ti\'O IND. 2\' < 1,5%). De modo geral, os diques de alto Ti\'O IND.2\' ocorrem predominantemente na porção sul da área investigada, enquanto, que os diques de baixo Ti\'O IND.2\' ocorrem tanto na porção norte como na porção sul. Nos diques de baixo Ti\'O IND.2\' o índice de diferenciação mg# varia de 0,49 a 0,31. No grupo de alto Ti\'O IND.2\' esse valor varia de 0,33 a 0,18. Em ambos os casos com a diminuição de mg# ocorre um aumento de \'Fe IND.2\'\'O IND.3\'T, \'P IND.2\'\'O IND.5\', \'K IND.2\'O, \'Na IND.2\'O, Zr, Y, La, Nb, Ba, Zn e Ce, e diminuição de \'Al IND.2\'\'O IND.3\', CaO, Cr e Ni. O Sr é praticamente constante. Os diques de alto e baixo Ti\'O IND.2\' diferem no conteúdo de elementos incompatíveis principalmente dos grupos LILE (K, Rb e Ba) e elementos terras raras leves (La e Ce). Tais elementos são sempre mais abundantes no grupo de alto Ti\'O IND.2\'. Análises pelo método Rb-Sr em rocha total e Ar-Ar em anfibólios mostram que os terrenos granito-gnáissicos do Maciço de Goiás, foram seccionados por uma geração de diques máficos de aproximadamente 2.400 Ma. As razões iniciais de \'87 ANTPOT Sr\'/\'86 ANTPOT Sr\' e \'143 ANTPOT Nd\'/\'144 ANTPOT Nd\', e valores de \'épsilon\'(Sr) e \'épsilon\'(Nd) para a época de formação destas rochas (2.400 Ma), mostraram que grande parte das amostras situam-se próximas à \"Terra Global\". Para avaliar a interrelação entre os grupos de diques de alto e baixo Ti\'O IND.2\', foram testados quatro mecanismos teoricamente possíveis: cristalização fracionada, contaminação crustal, diferentes graus de fusão a partir de fonte homogênea e fonte heterogênea. O resultado desses estudos indicam a presença de fonte mantélica heterogênea. As semelhanças geoquímicas e isotópicas com diques das regiões de Uauá no Cráton São Francisco e Carajás no Cráton Amazônico indicam que a colocação dos diques de Goiás ocorreu num ambiente continental intracratônico. / Precambrian mafic dyke swarms occur in the center-western region of Goiás State, Brazil. These dykes intrude granite-gneiss terrains of the Goiás Massif along two main trends (NE and NW). The dykes were subdivided in three groups based on their petrographic aspects: diabases, metabasites and amphibolites. The diabases are caracterized by ophitic to subophitic textures and granophyric intergrowths. Metabasites present subophitic to ophitic textures. Amphibolites show granonematoblastic textures. ln some of the thicker dykes (~100 meters) a clear textural variation from ophitic to subophitic at the centre to granonematoblastic at the rims is observed. Such a fact, together with the similarity of geochemical characteristics between the lithotypes, lead to the conclusion that these dykes have the same crystallization age. The mafic dykes have tholeiitic affinities and basaltic composition. Only diabases have a slight composicional variation to basaltic andesite. These dykes show important chemical differences and were divided into two rock-types by their TiO2 contents: 1 - high TiO2 > 1,5%) and; 2 - low TiO2 (TiO2 < 1,5%). ln general, the high TiO2 type occurs predominantly in the southern portion of the investigated area, while the low TiO2 type occurs in both northern and southern portions. The low TiO2 type has mg# values that range from 0,49 to 0,31. ln the high TiO2 type the mg# value ranges from 0,33 to 0,18. ln both cases, with decreasing mg# occur increases of Fe2O3T, P2O5, K2O, Na2O, Zr, Y, La, Nb, Ba,Zn, Ce and decrease of Al2O3, CaO, Cr and Ni. Sr is often constant. The high and low TiO2 dykes differ in the contents of incompatible elements mostly of the LILE (K, Rb and Ba) and light rare earth element (La and Ce) groups. Such elements are always more abundant in the high TiO2 group. Rb-Sr whole-rock and Ar-Ar (amphibole) analyses show that the granite-gneiss terrains of the Goiás Massif, are crosscut by mafic dykes of 24OO Ma. The \'ANTPOT.87Sr\'/ \'ANTPOT.86Sr\' and \'ANTPOT. 143Nd\'/ \'ANTPOT.144Nd\' initial ratios, and values of \'épsilon\'(Sr) and \'épsilon\'(Nd) calculated to 2400 Ma, show that most of the samples plot near to the Bulk Earth composition. To evaluate the relationship among high and low TiO2 dyke groups, four theoretically possible mechanisms were tested: fractional crystallization, crustal contamination, variable degrees of melting of homogeneous source, and heterogeneous source. The result of these studies indicate the presence of an heterogeneous mantle source. The geochemical and isotopic similarities with São Francisco and Amazonia Craton dykes show that the emplacement of the Goiás dykes occurred in an intracratonic continental environment.
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As formações superficiais do Noroeste do Paraná e sua relação com o arenito Caiuá / not availableGasparetto, Nelson Vicente Lovatto 01 September 1999 (has links)
As formações superficiais de textura arenosa que recobrem o Arenito Caiuá, na região noroeste do Paraná, têm sido consideradas como de origem coluvial e formadas durante o predomínio de climas semi-áridos desenvolvidos no Quaternário. Estudos detalhados realizados em três áreas (topossequências do sítio Três Leões, de Sumaré e de Umuarama) permitiram verificar suas relações com o Arenito Caiuá. Pelas análises das topossequências, ficou comprovado que existe íntima relação entre a morfologia e a dinâmica da cobertura pedológica. Nas vertentes longas e pouco inclinadas, encontram-se latossolos profundos, enquanto, nas vertentes mais curtas e mais dissecadas, ocorrem solos mais rasos, que se tornam menos espessos em direção a jusante. Nos dois casos, os volumes pedológicos são concordantes com a superfície do terreno. As análises micromorfológicas mostram que, ao longo das sequências, ocorre transferência de matéria. O desmantelamento da estrutura porfírica, que se transforma em quitônica, enaúlica e mônica pela remobilização do plasma; fissuração, fragmentação e deslocamento de pequenos fragmentos de cutãs e de nódulos ferruginosos; presença de domínios, nos horizontes superiores, com perdas acentuadas de argila; dissolução do esqueleto são feições que indicam perda e remobilizações de materiais. Ao contrário, a transformação por acumulação de argila das estruturas quitônica e enaúlica em porfírica; preenchimento dos poros maiores, dando origem a cutãs; redução acentuada da porosidade, são resultantes de ganhos e reorganizações dos materiais. Essas mudanças caracterizam coberturas superficiais em transformação, pois é visível a mudança do B latossólico em B textural, a partir da média alta-vertente e, deste, em areias quatzosas no final da vertente. O quartzo é o mineral predominante tanto nos solos como no arenito sotoposto, associado com a caulinita e óxidos de ferro. A assembléia de minerais pesados é formada de minerais opacos, como hematita, magnetita, ilmenita e leucoxênio, e não-opacos, como estaurolita, turmalina, zircão e rutilo. A matriz do arenito e o plasma das formações superficiais apresentam a mesma composição química, constituída basicamente por caulinita pobremente cristalizada e por hidróxidos de ferro. As vertentes onde foram analisadas as topossequências estão relacionadas a uma superfície de erosão definida por Bigarella et al. (1965) como Pd1, a qual, desde o final do período Terciário, vem sendo remodelada sob condições climáticas que, durante o Quaternário, se alternaram entre períodos mais secos e períodos mais úmidos. Contudo, as oscilações climáticas não deixaram nesses materiais vestígios claros. As variações laterais observadas na organização da cobertura pedológica são resultantes do recuo das cabeceiras de drenagem sobre os interflúvios e do aprofundamento dos vales. Os mecanismos que controlam esse recuo e o aprofundamento podem ser de origem climática e tectônica. Acredita-se, portanto, que as formações superficiais ocorrentes na região noroeste do Paraná são originadas do Arenito Caiuá por alteração in situ, e que, se houve retrabalhamentos de materiais ao longo das vertentes, estes são de difícil identificação. Quando ocorrem, estão relacionados a fundos de vales, nichos de nascentes e pequenas bacias de recepção. No entanto, a mobilidade de materiais torna-se clara quando há depósitos coluviais, de origem antrópica, formados após a retirada da mata. / The sandy surface formations that re-cover Caiuá sandstone, in the northwestern area of the state of Paraná, Brazil, have been considered as of colluvial origin formed during the predominance of dry climates occurring over the Quaternary. Detailed studies carried out in the three different areas (Três Leões, in the municipality of Cianorte, Sumaré, in the municipality of Paranavaí, and in the municipality of Umuarama toposequences) made it possibile to verify their relationship with Caiuá sandstone. These toposequences analyses demonstrated the existence of a close relationship between the morphology and the dynamics of the pedological cover. In long and gentle slopes there are deep latosols while in shorter and steeper slopes there are shallower soils that become thinner downstream. In both cases the pedological volumes are in harmony with the soil surface. The micromorphological analyses showed that there occurs a transference of material along the toposequences. Porphyric structure dismantling, which is transformed into chitonic, enaulic and monic structure through plasma reworking, fissuration, fragmentation and displacement of small fragments of coatings and ferruginous nodules, presence of dominions on the upper horizons with severe losses of clay and skeleton dissolution are all forms that indicate loss and reworking of materials. On the contrary, the transformation through clay accumulation of chitonic and enaulic into porphyric structure, the fulfillment of bigger pores originating coatings and intense porosity decrease are resultant from material gain and rearrangement. These reorganizations characterize changing surface covers because the transformation of latosol B into textural soil B, at the upper half of the slope, and then into quartzose sands, at the lower part of the slope, is visible. Quartz is the prevailing mineral both in soil and in the underlying sandstones, associated with kaolinite and iron oxides. The assembly of heavy minerals is constituted by opaque minerals such as hematite, magnetite, ilmenite and leucoxene and transparent minerals such as staurolite, tourmaline, zircon an rutile. The sandstone matrix and the plasma of the suface formations show to have the same chemical composition constituted basically by kaolinite poorly cristallized and by iron hydroxides. The slopes in which the toposequences were analyzed are related to erosive surface defined by Bigarellas et al. (1965) as Pd1, which from the final part of the Terciary has been remodeled under alternate dry and wet climatic conditions during the Quaternary. These climatic oscallations, however, have not left clear indices in these materials. The lateral variations verified in pedological cover formation result from the draining slopes receding towards the watershed and from the valley deepening. The controlling mechanisms of this recession and deepening may be of climatic and tectonic origin. It is believed, therefore, that the surface formation verified in the northwestern area of the state of Paraná were originated from Caiuá sandstone through in situ alterations and that the possible reworkings of materials along the slopes are difficult to be identified. But when occurring they are related to the foot of the valley slopes, to underground water sources and to small reception basins. But the movability of materials becomes evident when there are colluvial deposits, of anthropological origin, formed after the forest cover removal.
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Associações metamórficas de alta pressão: nappes neoproterozóicas a sul do Cráton São FranciscoGarcia, Maria da Gloria Motta 05 April 2001 (has links)
A área estudada é caracterizada por um conjunto de unidades estruturalmente relacionadas transportadas grosseiramente para E-NE em direção à borda sul do Cráton São Francisco. A Nappe Socorro-Guaxupé (NSG), a oeste, representa a unidade mais superior, sendo composta por assembléias minerais nas facies anfibolito e granulito que mostram uma trajetória P-T compatível com uma evolução metamórfica inicial envolvendo magmatismo na base da crosta antes e durante seu soterramento. Este gradiente térmico anômalo foi responsável pela geração de metamorfismo granulítico anidro, sugestão corroborada pela heterogeneidade das composições isotópicas de oxigênio. As unidades subjacentes ocorrem como uma grande pilha metassedimentar organizada como uma nappe superior formada por Ky/Sill granulitos (Nappe Três Pontas-Varginha - NTPV), na qual um padrão metamórfico invertido foi reconhecido, e uma nappe inferior constiruída por Ky xistos e gnaisses (Nappe Carmo Cachoeira - NCC), separados por uma descontinuidade tectônica. Na NTPV, trajetórias P-T tipo IBC horárias, típicas de ambientes colisionais, foram definidas para os Ky e Sill granulitos. Os Ky granulitos basais mostram uma trajetória no campo de estabilidade da Ky, enquanto os dados para os Sill granulitos superiores sugerem uma evolução próxima ao limite Sill/Ky, fato que ilustra as diferenças entre a evolução metamórfica dos dois tipos de granulitos e demonstra as condições de temperatura decrescentes em direção à base da unidade. Na NCC a trajetória tipo ITD exibe uma tendência para a depressão das paleogeotermas em direção às temperaturas mais baixas, o que está relacionado ao underthrusting de litosfera fria em zonas de subducção. As diferenças verificadas entre as trajetórias P-T da NTPV e NCC podem ser o resultado do espessamento crustal que normalmente acompanha um episódio de subducção. Os contrastes entre os valores de \'delta POT. 18\'O da NTPV e NCC, além das diferenças internas entre as amostras e as fases minerais, são consistentes com a preservação da composição isotópica anterior ao metamorfismo, e sugerem uma fonte altamente heterogênea para estas rochas. Dados litoquímicos nestes metassedimentos confirmam esta afirmação. As baixas razões A/R (0,6-0,9) nas rochas cálciossilicáticas da NTPV indicam que a milonitização ocorreu sob condições quase anidras, e processos aquosos tiveram um papel apenas secundário. As relativamente pequenas diferenças observadas nos valores \'delta POT. 18\'O do espécime cálciossilicático indeformado para o deformado (\'DA ORDEM DE\' 1,6%o) sugere que a composição isotópica do fluido associado aos processos de milonitização era muito semelhante àquele em equilíbrio com a assembléia metamórfica. Estimativas da composição isotópica de oxigênio nos equivalentes indeformados e inalterados da NTPV e NCC apontam para valores de \'delta POT. 18\'O de até 18%o. A comparação entre estes valores e aqueles obtidos nas rochas granitóides do embasamento (8,267-8,490%o) exclui a possibilidade destes últimos serem possíveis fontes para os metapelitos. A NCC superpõe-se, a nordeste, a uma seqüência quartzítica e a metassedimentos de baixo grau, e a oeste a rochas do embasamento, parte do Cráton São Francisco. As temperaturas isotópicas de oxigênio mostram uma redução em direção à base do pacote como um todo, o que é consistente com o padrão metamórfico invertido previamente reconhecido. O contato tectônico da unidade mais basal e o embasamento é caracterizado por um alto gradiente de temperatura, sugerindo que cavalgamento sob baixa temperatura tenha atuado como processo tectônico dominante. / The area studied is characterised by a set of structurally related units roughly transported to E-NE towards the southern edge of the São Francisco Craton. The Socorro-Guaxupé Nappe (SGN) represents the western and uppermost terrain made up of both amphibolite and granulite facies mineral assemblages, showing a P-T trajectory compatible with an initial metamorphic evolution involving magmatic heating of the lower crust before and during its burial. This anomalous thermal gradient generated water-absent granulitic metamorphism, a suggestion also indicated by the heterogeneous oxygen isotopic compositions. The underlying units occur as a large metasedimentary pile structurally organised as an upper Ky/Sill-bearing granulitic Três Pontas-Varginha Nappe (TPVN), in which an inverted metamorphic pattern was recognised, and a lower Ky-bearing schistose and gneissic Carmo da Cachoeira Nappe (CCN), separated by a tectonic discontinuity. In the TPVN, crockwise, IBC-type P-T paths typical in many collisional settings were defined for both Ky- and Sill-type granulites. The entire basal Ky granulites trajectory lies in the Ky stability field, whilst data from the upper Sill granulites suggest an evolution towards the Sill/Ky boundary. These distinct paths testify the differences between the metamorphic evolution of the two types of granulites, and demonstrate the decreasing temperature conditions towards the base of the unit. In the CCN the ITD-type P-T path exhibits a tendency for the depression of the paleogeotherm pattern toward lower temperatures related to underthrusting of cold lithosphere in subduction zones. The differences verified between the TPVN and CCN P-T paths may result from the normal thickening event that follows a subduction episode. The contrasts between the \'delta POT. 18\'O values from TPVN and CCN, as well as the internal differences among both samples and mineral phases, are consistent with a general preservation of isotopic composition prior to metamorphism, and argue for a highly heterogeneous source for these rocks. Lithochemical data on these metasediments corroborate this suggestion The low TPVN calc-silicate W/R ratios (0.6-0.9) indicate that mylonitisation occurred under prevalent rock-dominated conditions, and fluid-related processes played only a minor role. The relatively small differences observed in the \'delta POT. 180\'O values from the undeformed to the deformed calc-silicate specimen (\'DA ORDEM DE\' 1.6%o) suggest that the \'delta POT. 18\'O composition of the fluid associated with the mylonitisation processes was close to that in equilibrium with the metamorphic assemblage. Estimation of the oxygen isotopic composition of both TPVN undeformed and CCN unaltered equivalents points to \'delta POT. 18\'O values of up to 18%o. Comparison between these values and those achieved from the basement granitoid rocks (8.267 -8.490%o) argues against the latter as possible sources for the metapelites. To the north, the CCN lays over a quartzitic sequence superposed, in its eastern portion, on low-grade metasediments, and in the west on rocks from the basement, part of the São Francisco Craton. Oxygen isotope thermometry shows a temperature decrease towards the base of the whole system, which is consistent with the previously recognised inverted metamorphic pattern. The tectonic contact of the most basal unit and the basement is characterised by a steep temperature gradient suggesting low-temperature thrusting acting as a dominant tectonic process.
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Geologia e evolução petrogenética do Maciço Alcalino de Itatiaia, MG-RJ / not availableRosa, Pedro Augusto da Silva 15 September 2017 (has links)
O Maciço Alcalino de Itatiaia (MAI) representa uma das maiores ocorrências alcalinas mesocenozóicas do Brasil, com aproximadamente 215 km², situado entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ocorre como um corpo alongado com 30 km de comprimento por 4,5 a 11,5 km de largura, orientado segundo SE-NW, e alojado ao longo de zonas de acomodação do Rifte Continental do Sudeste Brasileiro, em metapelitos, ortognaisses e granitos dos cinturões dobrados Ribeira e Brasília. Novos dados de mapeamento geológico sugerem que o maciço evoluiu segundo um centro magmático, que migrou de sudeste para noroeste, gerando um complexo anelar com sucessivas intrusões em forma de meia lua, com idades variando de 71,3 a 67,5 Ma (U-PB em zircão). O MAI pode ser estruturalmente dividido em três setores: Sudeste (S-SE), Central (S-C) e Noroeste (S-NW). Esses setores possuem características litológicas e geomorfológicas distintas, sugerindo diferentes origens e/ou estágios de evolução. O S-SE consiste de nefelina sienitos miaskíticos a agpaíticos onde ocorrem diques de fonolito afíricos, porfiríticos (alguns com pseudoleucita) ou brechóides, além de nefelinitos. A fácies mais insaturada encontra-se na borda em contato com as encaixantes regionais, sendo localmente peraluminosa, com a presença de coríndon modal e hercinita. O S-C é representado por nefelina sienitos miaskíticos a agpaíticos, pulaskitos, nordmarkitos, quartzo álcali feldspato sienitos, um pequeno corpo granítico (alaskito) e traquitos porfiríticos a brechóides. Diques sin-plutônicos de traquitos sustentam o anel externo e diques de traquito e riolito ocorrem em diversos lugares pela área. O S-NW apresenta nefelina sienitos e nordmarkitos, e localmente melagabro cumulático e biotita monzonito. Em sua parte central ocorre traquitos porfiríticos a brechóide e traquibasalto porfirítico. As variedades litológicas nos três setores apresentam-se como possíveis intrusões distintas, cada uma com diferentes características petrográficas, assim podendo ser divididas em cinco grupos: 1) nefelina sienitos sem plagioclásio, caracterizados por uma forte insaturação em sílica e uma tendência de evolução tardi-magmática agpaítica (comumente com låvenita, hiortdahlita, rinkite, dentre outros minerais); 2) nefelina sienitos/pulaskitos com plagioclásio, que mostram-se menos insaturados em sílica e mais máficos, com diopsídio largamente substituído por magnésio-hastingsita e presença de plagioclásio (normalmente com textura anti-rapakivi); 3) série nordmarkito-granito, onde álcali feldspato quartzo sienitos e granito mostram uma variação progressiva nos teores de quartzo, índice de cor e granulação, enquanto os nordmarkitos não mostram uma clara ralação evolutiva; 4) associação anti-rapakivi, caracterizado pela textura porfirítica a glomeroporfirítica antirapakivi nas rochas e presença ocasional de enclaves microgranulares máficos arredondados; a 5) rochas básicas representadas pela ocorrência de um melagabro metassomatizado e um traquibasalto não mostrando relações geológicas claras com os sienitos. Essas rochas foram originadas através da evolução de dois magmas parentais mantélicos distintos, por diferenciação fracionada e com alguma participação de processos de contaminação crustal: I) ankaratrito/basanito, que deram origem aos nefelinitos por fracionamento de diopsídio e aos nefelina sienitos do S-SE por fracionamento de diopsídio, apatita e ±anfibólio; II) basanito/álcali basalto que geraram os traquibasaltos por fracionamento de diopsídio e os sienitos dos S-C e S-NW por fracionamento de plagioclásio, diopsídio e apatita, que por sua vez a) evoluíram para nefelina sienitos e b) para sienitos com quartzo, ultrapassando a barreira termal por processos assimilação crustal. / The Itatiaia alkaline massif (IAM) comprises some of the largest Meso-Cenozoic alkaline igneous occurrences in Brazil, covering over 215 km2 between Minas Gerais and Rio de Janeiro states. It appears as an elongated, 30 km long and 4.5 -11.5 km wide SE-NW-trending body emplaced along accommodation zones of the Continental Rift of Southern Brazil, intruding metapelites, orthogneiss and granites of the Brasília and Ribeira fold belts. New data and geological mapping suggest that the massif evolved from a migratory magmatic center that manifested as ring structures and successive moon-shaped intrusions from SE to NW in three sectors: Southeastern (SE-S), Central (C-S) and Northwestern (NW-S). The distinct lithological and geomorphological characteristics of these sectors could be related to different origin and/or evolution stages. SE-S consists of miaskitic to agpaitic nepheline syenites with dykes of aphiric, porphyritic (some with pseudoleucite) and breccioid phonolites and nephelinites. Its most silica-undersaturated units are in contact with the basement, being locality peraluminous with modal hercynite and corundum. C-S is represented by miaskitic to agpaitic nepheline syenites, pulaskites, nordmarkites, quartz alkali feldspar syenites, a small alaskite body and porphyritic to breccioid trachytes. Sin-plutonic trachytes sustain the external ring and dykes of trachyte and rhyolite occur throughout this sector. NW-S presents nepheline syenites and nordmarkites and locality cumulatic melagabro and biotite monzonite. In its central parts, porphyritic to breccioid trachytes and a trachybasalt body occur. The lithological variants in the three sectors present themselves as discrete intrusive bodies, each one characterized by distinct petrographical features that correspond to five distinct petrographic sets: 1) plagioclase-free nepheline syenites, characterized by strong silica-undersaturation and late agpaitic tendency (commonly with låvenite, hiortdahlite and/or rinkite); 2) plagioclase-bearing nepheline syenite and pulaskite showing weak silica-undersaturation and increased mafic content, with widespread diopside replaced with magnesio-hastingsite and presence of plagioclase (usually with anti-rapakivi texture); 3) a nordmarkite-granite series in which alkali feldspar quartz syenite and granite show progressive variation in quartz content, color index and granulation, whereas nordmarkites do not show a clear common evolution; 4) a quartz syenite association characterized by anti-rapakivi porphyritic to glomeroporphyritic texture and occasional presence of rounded mafic enclaves; and 5) basic rocks represented by metasomatized melagabbro and trachybasalt, with an unclear geological relation to the syenites. These rocks originated through the evolution of two distinct mantellic parental magma, which had some involvement of crustal contamination processes: I) ankaratrite/basanite, which generated the nephelinites of SE-S by fractional crystallization of diopside and the nepheline syenites by fractionation of diopside, apatite and ±amphibole; II) basanite/alkali basalt, with generated the trachybasalt by fractionation of diopside and the syenites of C-S and NW-S by fractionation of plagioclase, diopside, and apatite, which evolved to a) nepheline-bearing syenites and b) quartzbearing syenites, crossing the thermal barrier though crustal assimilation processes.
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Carbonatito de Jacupiranga, Estado de São Paulo / Not availableMelcher, Geraldo Conrado 06 March 1962 (has links)
O distrito magmático alcalino de Jacupiranga constitui a ocorrência brasileira clássica de rochas alcalinas e ultrabásicas. Mencionado pela primeira vez por Bauer (1877) como jazida de minério de ferro, tornou-se conhecido através da descrição de Derby (1891), que propôs o termo jacupiranguito para as rochas alcalinas piroxeníticas aí correntes. Na mesma época, Hussak (1892, 1895, 1904) publicou descrições de minerais associados ao minério de ferro. Numerosas referências a Jacupiranga são encontradas na literatura especializada e de acordo com as preferências dos diversos autores e as tendências de cada época, o distrito foi citado como exemplo das mais variadas teorias petrogenéticas, principalmente da hipótese de Daly e Shand. Entretanto, a região nunca foi objeto de investigação realmente minuciosa. Por várias razões justifica-se um enxame e a descrição detalhada do carbonatito de Jacupiranga. Sob ponto de vista petrológico, as concepções sobre a gênese de rochas carbonáticas associadas a alcalinas evoluíram consideravelmente nos últimos anos. Numerosos estudos tendem a demonstrar o caráter magmático desses carbonatos, porém muitas de suas feições ainda permanecem sem explicação satisfatória. A descrição da localidade em questão visa contribuir para o acúmulo de observações necessárias à elaboração de hipóteses petrogenéticas, embora o estudo atual de nossos conhecimentos sobre a evolução dos magmas alcalinos ainda não permite a formulação de interpretações definitivas. Sob o ponto de vista industrial e econômico, um levantamento exato do carbonatito e dos minerais a ele associados é essencial. A interpretação correta da origem dos fosfatos residuais permite sua pesquisa e lavra racionais. Além disso, ocorre vultuosa reserva de carbonato de cálcio, fosfatos, óxidos de ferro e de titânio. O aproveitamento dessas matérias primas depende de sua caracterização geológica e mineralógica, tanto para a comprovação ) de toneladas exploráveis, como para o desenvolvimento de processos tecnológicos de concentração. No presente trabalho são apresentadas, as observações que pareceram de maior interesse geológico e econômico. Durante vários anos o autor teve oportunidade de realizar numerosas visitas à jazida de Jacupiranga e acompanhar o seu desenvolvimento. Recentemente, a lavra do minério residual e eluvial permitiu observações mais detalhadas do calcário não meteorizado, revelando sua extensão e riqueza em apatita. Pareceu então justificado sugerir à SERRANA SOCIEDADE ANÔNIMA DE MINERAÇÃO, concessionária do depósito, uma pesquisa preliminar da massa de carbonatito. Esse trabalho vem sendo executado de acordo com as recomendações do autor e consta de um levantamento a prancheta em escala 1:500 com intervalo de 1 metro entre curvas de níquel, coleta de aproximadamente 400 amostras na superfície do carbonatito, abertura de galerias de pesquisa e sondagens. Muitas centenas de análises químicas permitem a determinação exata dos teores dos principais elementos constituintes. Para os estudos mineralógicos foi examinada uma centena de lâminas delgadas e o resíduo insolúvel de 200 amostras de calcário. A granulação e a textura da rocha foi observada em algumas dezenas de amostras coloridas diferencialmente. Numerosos ensaios de cominuição, determinação dos teores nas frações granulométricas, de separação magnética e por líquidos pesados foram ainda realizados para a obtenção de elementos necessários aos estudos sobre processos de concentração industrial de apatita. Embora a pesquisa ainda não esteja concluída, seus resultados parciais são promissores. Verificou-se a existência de concentrações de apatita com dimensões de muitas dezenas de metros e teores acima de 15% de fosfato. Comprovou-se ainda grande tonelagem de calcário praticamente isento de sílica, com teor de magnésia inferior a 1.5%. Simultaneamente, as informações obtidas através dessa pesquisa permitem a caracterização da constituição química e litológica do carbonatito com precisão provavelmente superior à de qualquer ocorrência congênere. / Not available
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Geologia e petrologia da ilha de São Sebastião (Estado de São Paulo) / Not availableFreitas, Ruy Osorio de 13 May 1947 (has links)
A ilha de São Sebastião consta principalmente de rochas alcalinas que formam um maciço de 300 km2 aproximadamente, constituindo o terceiro em área no Brasil. Apresenta-se em um "stock" alongado segundo NE-SW, encaixado em estruturas de gnais. As formações geológicas encontradas consistem em 1 - Granitos e Gnais (ARQUEANO), 2 - Eruptivas básicas (RÉTICO), 3 - Eruptivas alcalinas (JURÁSSICO) e 4 - Depósitos recentes (HOLOCENO). O método de estudo empregado foi o petrográfico e a coluna geológica estabelecida em base de dados petrográficos, tectônicos e fisiográficos. O arqueano é determinado por definição dos seus tipos petrográficos (1- gnais facoidal, 2- oligoclásio-gnais, 3- hornblenda-gnais, 4- biotita-gnais e 5- microlina-granito) idênticos aos concorrentes no considerado arqueano do Brasil meridional. O triássico (rético) é conferido às rochas básicas (diabásios e basaltos) pela sua semelhança tectônica e petrográfica com as congêneres que cortam de maneira semelhante o arqueano no continente. A "mise-en-place" das eruptivas alcalinas (1- Nordmarkito, 2- Biotita-pulaskito, 3- Pulaskito, 4- Nefelina-sienito, 5- Foiaito, 6- Essexito-foiaito, 7- Essexito e 8- Teralito) pode ser considerada jurássica devido suas relações com as eruptivas básicas referidas réticas, pois na praia do Bonete (foto 14) observa-se um dique de nordmarkito cortando outro de diabásio. As eruptivas quartzo-dioríticas (quartzo-microdiorito e quartzo-andesito) cortam as alcalinas no cume do Zabumba, indicando sua idade mais moderna que estas. Além deste fato, preenchem linhas de fraturas tectônicas recentes, como as falhas ao longo do canal de São Sebastião, indicando que a topografia deveria ser a mesma que a atual para permitir rios efusivos ao nível do canal ou que pelo menos toda a zona de extrusão estivesse, como hoje está, em superfície. Os depósitos aluviais marinhos e continentais são considerados recentes, (holocênicos) pelo favor da topografia onde se dispõe, ocupando o fundo os vales e os bordos do atual modelado costeiro, idade esta conferida em base fisiográfica. A tectônica que afetou a ilha de São Sebastião participa da que atuou em todo o litoral meridional brasileiro. Pode-se distinguir duas fases distintas: na primeira ocorreram as erupções básicas e as alcalinas subsidiárias e na segunda deram-se os falhamentos escalonados em blocos basculados para NW, com as fraturas de tensão preenchidas pelas eruptivas quartzo-dioríticas. Toda a atividade tectônica foi regulada pela direção NE-SW privilegiada da estrutura do arqueano, correspondente a antigos eixos dos dobramentos laurencianos e huronianos. A geomorfologia da ilha consta de uma antiga superfície de erosão rematada até a senilidade, - o peneplano cretáceo, hoje reduzida às cristas culminares do maciço alcalino e às satélites das estruturas gnáissicas, desnivelada pelo falhamento em blocos e ligeiramente adernada para NW devido ao basculamento. Ao lado desta topografia vestigial existe o modelado atual da ilha caracterizado por uma juventude do estágio evolutivo. Esta escultura foi inaugurada com os últimos levantamentos epirogênicos que ascenderam as eruptivas alcalinas plutônicas a mais de 1.300 m sobre o nível do mar. O modelado costeiro apresenta uma costa típica de submergência com esculturas em rias, no estágio da juventude. A presença de terraceamentos marinhos de abrasão, atualmente elevados cerca de 20 a 30 m, lembra as oscilações epirogênicas ou eustáticas do litoral. / S. Sebastião Island is principally comprised of alkaline rocks which form a massif of some 300 km2, thus being the third in size in Brazil. They are developed as a stock, elongated in a NE-SW direction, and enclosed in gneissic structures. The geologic formations encountered consist of 1 - granites and gneisses (Archean), 2 - Basic rocks (Rhaetic), 3 - Alkaline rocks (Jurassic), 4 - Quartz-diorite eruptives (Post-Jurassic), and 5 - Recent deposits (Holocene). The method of study is petrographic and the geologic column is established on the basis of petrographic, tectonic and physiographic data. The Archean is determined by its petrographic aspects (facoidal-gneiss, oliclasse-gneiss, hornblend-gnaiss, biotite-gneiss and microline-granite) which is identical with that currently considered Archean in Southern Brazil. Triassic (Rhaetic) age is assigned to the basic rocks (diabase and basalt) because of their tectonic and petrographic similarity to the basalts which cut the continental Archean in a similar manner. From their mise-en-place" the alkaline rocks (1 - Nordmarkite, 2 - Biotite-pulaskite, 3 - Pulaskite, 4 - Nepheline-syenite, 5 - Foyaite, 6 - Essexite-foyaite, 7 - Essexite and 8 - Theraline) might to be considered Jurassic due to their relations to the basic rocks of presumed Rhaetic age. In the Bonete beach area (photo 14) a dike of normarkite was observed cutting one of diabase. The quartz-diorite eruptives (mainly quartz-andesite) cut the alkalines in the peak of Zabumba, thus indicating a more recent age. Moreover, they fill recent fracture lines, such as the faults along the S. Sebatião canal. This fact indicates that the topography in that epoch must have been the same as the present level. The alluvial deposits, both marine and continental, are considered on the basis of physiographic evidence to be Recent (Holocene). They occupy the bottom of the present valleys and the flanks of the cut coast-line. The tectonics which affected São Sebastião Island were part of those influencing the whole southern littoral of Brazil. Two distinct phases can be distinguished: in the first, basic rocks and the subsidiary alkalines, were formed and in the second, came the serial block faulting and tilting toward the NW, during which tension fractures were filled by quartz-diorite eruptives. All the tectonic activity was controlled by the previous NE-SW direction of the Archean structure, corresponding to ancient fold axes of the Laurentian and Huronian diastrophism. The geomorphology of the island comprises an ancient erosion surface reduced to senility, - Cretaceous peneplain, which is today found on the topmost crests of the alkaline massif and the satellite gneissic structures, where it has been lowered by serial block faulting, and is slightly inclined to the NW due to the tilting. In addition to this vestigial topography, there exists the present youthful sculpturing of the island. This cycle was inaugurated with the last stage of epeirogenic uplift which raised the alkaline plutonic eruptive rocks to more than 1.300 m. above sea level. The coastline is youthful and typically one of submergence, with "ria" structure. The existence of marine-cut terraces, at present elevated between 20 to 30 m, recalls the very recent epeirogenic and or eustatic oscillations of the littoral.
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Petrologia e geocronologia do magmatismo granítico do Cinturão AraguaiaSILVA NETO, Juvenal Juarez Andrade da 28 November 2017 (has links)
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Previous issue date: 2017-11-28 / CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / Na porção leste do Cinturão Araguaia (CA), Estado do Tocantins, são identificados corpos graníticos de dimensões relativamente pequenas, merecendo destaque os plútons Ramal do Lontra (GRL), Presidente Kennedy (GPK), Barrolândia (GBR) e Santa Luzia (GSL), os quais são o registro de um importante evento de granitogênese relacionado à evolução do CA no fim do Neoproterozoico. As poucas ocorrências conhecidas e os dados geológicos existentes sobre esses corpos não estavam sistematizados e organizados de maneira que possibilitasse uma compreensão integral e correlativa das várias áreas onde esses granitos afloram. Vale ressaltar que, embora este magmatismo seja espacialmente pouco representativo, ele tem grande importância para o entendimento da evolução crustal do CA, pois, seu alojamento estaria relacionado à fase principal do metamorfismo regional, tendo em vista que os corpos ocorrem nos domínios de maior grau metamórfico desta unidade geotectônica. Este trabalho está voltado à interpretação petrológica e à geocronologia do magmatismo granítico do Cinturão Araguaia, tendo em vista o seu conhecimento não-articulado e seu importante significado geotectônico na evolução desse segmento crustal, a partir da caracterização petrográfica e litogeoquímica desses corpos; da definição da idade dos episódios magmáticos que formaram esses granitos através da datação U-Pb em zircão; e da investigação das possíveis fontes e tempos de residência crustal através de idades modelo TDM (Sm-Nd) e parâmetro Nd. Os granitos estudados constituem stocks em formas levemente ovaladas com dimensões variáveis entre 3 a 6 km no eixo maior por 2-4 km, encaixados em micaxistos e quartzitos do Grupo Estrondo. Em campo, notaram-se algumas feições importantes como a ausência de metamorfismo de contato e de xenólitos nas encaixantes, inexistência de margens de resfriamento no corpo, presença de pequenas massas graníticas nos xistos encaixantes e concordância estrutural entre as foliações das encaixantes e do corpo granítico. Esses corpos são caracterizados petrograficamente como metagranitos de duas micas com pequenas variações mineralógicas, pobres em minerais máficos (<6%), hololeucocráticos, equigranulares de granulação média, apresentando texturas granoblásticas, predominantemente, com textura reliquiar granular hipidiomórfica. No diagrama QAP de Streckeisen os corpos GRL, GBR e GSL plotam dominantemente no campo do monzogranito, ou na fronteira dos campos monzogranito a granodiorito, enquanto o GPK no campo do granodiorito. O conteúdo mineralógico essencial é formado por oligoclásio, quartzo e microclina, seguido de biotita e muscovita, e os minerais acessórios reúnem apatita, zircão, alanita, granada, monazita e minerais opacos. Do ponto de vista geoquímico, os granitos desses quatro corpos são muito similares, mostrando riqueza em SiO2, variando entre 71 e 74% e em Al2O3, 13 a 15%. Os teores de Na2O e K2O são levemente maiores no GRL e no GPK, o que provavelmente reflete na relação A/CNK que os enquadra como os tipos mais peraluminosos. Os teores de MgO, TiO2, Fe2O3Total e CaO são, no geral, baixos, o que indica tratar-se de granitos pouco fracionados. O estudo dos elementos-traços mostrou que há pequenas variações composicionais entre as rochas dos diferentes corpos. O comportamento dos ETR demonstrou um fracionamento médio a acentuado dos leves em relação aos pesados com razão (La/Yb)N igual a 11,8-72,8 e pequenas anomalias negativas de Eu (Eu/Eu*= 0,5-1,3). Nos diagramas de discriminação de ambiente tectônico os granitos situam-se dominantemente no campo sin-colisional. Os estudos geocronológicos realizados pelo método U-Pb em zircão via SHRIMP, forneceram idades médias de 542,7 ± 1,9 Ma (GPK), 541,5 ± 1,8 Ma (GBR) e 546,4 ± 2,3 Ma (GSL); interpretadas como as idades de cristalização do zircão, permitindo, assim, posicioná-los no final do Neoproterozoico. A idade obtida no GRL foi de 615,7 ± 26 Ma, o que destoa dos dados já conhecidos e merecerá reanálise dos dados. Os resultados isotópicos de Sm-Nd para os quatro corpos graníticos forneceram idades modelo (TDM) que variam de 1,69 a 1,84 Ga e valores de Nd negativos entre -12,18 e -6,21. No diagrama Nd vs. tempo, as amostras indicam uma fonte dominantemente crustal de idade estateriana para os magmas parentais. A análise integrada dos dados de campo, petrográficos, geoquímicos e geocronológicos, permite afirmar que, os plútons graníticos estudados são correlatos, tendo sua origem associada a um mesmo evento de granitogênese; as idades U-Pb em zircão de 541 a 546 Ma, interpretadas como idades de cristalização dos granitos GPK, GBR e GSL, estão relacionadas à fase principal do metamorfismo do CA; o alojamento desses corpos está associado à fase orogenética colisional do CA no fim do Neoproterozoico; os dados de Sm-Nd sugerem que a geração destes granitos pode estar relacionada a processos de anatexia de duas fontes crustais distintas, propiciando a agregação de líquidos graníticos, ascensão e o alojamento tardio desses magmas à tectônica principal do Cinturão Araguaia. / In the eastern region of the Araguaia Belt (AB), in Tocantins State, four relatively small granitic bodies are identified: Ramal do Lontra (GRL), Presidente Kennedy (GPK), Barrolândia (GBR) e Santa Luzia (GSL). These rocks represent the record of an important granitogenesis event that is related to the evolution of the AB at the later Neoproterozoic. The few geological data on these bodies were poorly organized which precluded an integrated understanding and the correlation with other outcropping areas. This magmatism is not spatially very representative, but it is important due to the relationship of the granitic emplacement with the main phase of the regional metamorphism. This work is focused on the petrological and geochronological interpretation of granitic magmatism of the AB, especially on the petrographic and geochemical characterization of the main bodies, definition of ages of the magmatic episodes by zircon U-Pb dating and investigation of sources and time of crustal residence by TDM model ages (Sm-Nd) and Nd values. The studied bodies comprise stocks with slightly oval shapes and size that varies from 3 to 6 km on the major axis and 2-8 km on the smaller one, which are emplaced on micaxistes and quartzites of the Estrondo Group. In field stage, some important features were noted, such as the lack of the contact metamorphism and xenoliths on the country rocks, as well as the lack of the cooling borders, presence of granitic portions on the country rocks and the structural concordance between the foliations of the country rocks and the granitic body. The rocks were classified as two-mica meta-granites with low mineralogical variation, low mafic mineral content (<6%), hololeucocratic, medium grained and equigranular features, and granoblastic and relic granular hypidiomorphic textures. On the QAP diagram, the GRL, GBR and GSL plotted on the monogranite field or on the limits between the monzogranite and granodiorite fields, whereas, the GPK felt on the granodiorite field. The essential mineralogical content is formed by oligoclase, quartz and microcline, followed by biotite and muscovite. The accessory minerals are represented by apatite, zircon, allanite, garnet, monazite and opaque minerals. The granitic rocks are geochemically similar with SiO2 content from 71% to 74%, and Al2O3 between 13% and 15%. The Na2O and K2O contents are slightly higher in the GRL and GPK, which reflect on the A/CNK ratio, plotting on the peraluminous field. The low content of MgO, Fe2O3Total and CaO indicate these rocks are low fractionated. The trace elements also pointed out small compositional variations on the rocks of the different bodies. The REE patters demonstrated a medium to strong fractionation of the light REE in relation to the heavy REE, showing (La/Yb)N values between 11.8 and 72.8 and week Eu anomalies (Eu/Eu* = 0.5-1.3). The zircon U-Pb dating by SHRIMP reveled ages of 542.7 ± 1.9 Ma (GPK), 541.5 ± 1.8 Ma (GBR) and 546.4 ± 2.3 Ma (GSL). These ages were interpreted as zircon crystallization at the later Neoproterozoic. The age obtained for the GRL was slightly older (615,7 ± 26 Ma) with a higher MSWD errors. The Sm-Nd isotopic results for the four bodies reveled TDM model ages between 1.69 and 1.84 Ga and Nd values from -12.18 to -6.21. On the Nd versus time diagram, the plots indicate a dominantly Statherian crustal sources for the parental magmas. The integrated data analysis allows us to suggest that the granitic bodies are correlated, which their origin is associated to a same granitogenesis event. The U-Pb ages between 541 and 546 Ma, interpreted as crystallization of the GPK, GBR and GSL, are related to the main metamorphic phase of the AB. The emplacement of this bodies is associated to the orogenic collisional phase of the AB at the later Neoproterozoic. The Sm-Nd data suggest that the studied rocks were generated by anatexia of at least two different sources, which favored the aggregation of granitic melts, rising and late emplacement of these magma at the main phase of the Araguaia Belt.
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Caracterização e cronologia das tufas calcárias da fazenda Aurora, Ourolândia - BA /Toledo, Sérgio Leandro Vieira de. January 2016 (has links)
Orientador: Lucas Veríssimo Warren / Coorientador: Rosemeire Rohn / Banca: Paulo César Boggiani / Banca: Rogério Schiffer de Souza / Resumo: Este trabalho caracterizou e buscou a compor o quadro paleoambiental em que se formou o depósito paludal de tufas calcárias num pequeno paleovale (72.000 m²) na Fazenda Aurora, em Ourolândia, centro-norte do Estado da Bahia, Brasil. Neste intuito, optou-se por uma abordagem multi-indicadores (multy-proxy), baseada na descrição e análise integrada da petrografia e ultraestruturas das tufas, além de dados de geoquímica isotópica de carbono e oxigênio e cronologia a partir de datações pelo método LOE (Luminescência Opticamente Estimulada). O depósito de Ourolândia é composto por tufas microdetríticas, com idade de 29.293±4.347 anos, desenvolvidas nas margens norte e sul, e tufas fitoermais do tipo boundstone e framestone, com idade de 16.631±4.319 anos, formadas sobre surgências alinhadas ao longo do fundo plano do paleovale. As tufas estudadas contêm moldes de plantas aquáticas, semiaquáticas e terrestres, além de abundantes moldes de cianobactérias das espécies cf. Phormidium incrustatum e cf. Phormidium foveolarum, que indicam evolução do sistema em condições de água rasa, doce e à temperatura ambiente. A excelente preservação de algumas tufas, de acordo com imagens de Microscópio Eletrônico de Varredura, permitiu reconhecer Extracellular Polymeric Substances e a ultraestrutura dos carbonatos (desde nanocristais até microcolunas). Os valores isotópicos de δ13C indicam fonte predominante de carbono derivado de matéria orgânica vegetal, com contribuição de plantas C3 ligeiramen... (Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo) / Abstract: This research characterizes and reconstructs paleoenvironments of paludal tufas in a small paleovalley (72,000 m2) at Ourolândia, State of Bahia, Northeast Brazil, applying a multiproxy approach based on petrography and ultrastructure analyses, in addition to carbon and oxygen isotope geochemistry and tufa geochronology by Optically Stimulated Luminescence -OSL. The deposit consists of 29,293±4,347 microdetritic tufas, formed on the northern and southern margins, and 16,631±4,319 boundstone and framestone tufas, edified on aligned springs along the flat bottom of the paleovalley. The tufas contain aquatic, semi-aquatic and terrestrial plant molds, as well as abundant cyanobacterial molds of cf. Phormidium incrustatum and cf. Phormidium foveolarum, indicating the evolution of the system under shallow, fresh water conditions at ambient temperature. The preservation of some tufas on Scanning Electronic Microscope images enabled clear recognition of Extracellular Polymeric Substances and the ultrastructure of carbonates (from nanocrystals to microcolumns). The isotopic values of δ13C indicate a predominant source of carbon derived from organic matter, with a contribution of C3 plants possibly slightly higher than C4 plants in the second depositional event (-8.52 and -10.40 ‰ VPDB, respectively). The δ18O isotopic values suggest that the water in the paleoenvironment was mainly of meteoric origin and the pluviometric index was higher in the second depositional period (-4.41 and -6... (Complete abstract click electronic access below) / Mestre
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