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Evolução metamórfica dos terrenos granulíticos de Socorro e Caconde (SP e Cambuí (MG) / Not available.

Freitas, Fernando Camargo 05 April 2006 (has links)
Os terrenos granulíticos de Caconde, Socorro e Cambuí apresentam diferentes evoluções metamórficas cujas relações podem ser compreendidas dentro do contexto dos processos tectônicos que atuaram na região. Estas áreas situam-se em dois domínios estruturais distintos dentro da mesma unidade tectônica. A região de Caconde está localizada na porção centro-norte do Maciço de Guaxupé e as áreas de Socorro e Cambuí a sul deste maciço. Essas últimas foram afetadas por zonas de cisalhamento de baixo ângulo e, subseqüentemente, por intenso cisalhamento transcorrentes de direção N-NE. As rochas granulíticas de Socorro apresentam uma evolução metamórfica caracterizada por um caminho metamórfico em sentido horário, iniciado a partir de uma crosta relativamente fria, cujas condições de sua porção inferior são registradas por granulitos básicos equilibrados a temperaturas em torno de 800°C e 13.5 kbar de pressão. Estas rochas sofreram descompressão com um inicial aumento de temperatura com pico térmico em torno de 850°C a 11 kbar, e posterior resfriamento e exumação em um ambiente de alto gradiente geotérmico, definindo desta forma uma trajetória típica de ambiente de colisão continental. Neste processo o metamorfismo progressivo atuou sobre rochas gnáissicas promovendo fusão em diferentes condições de temperatura e fase fluida, resultando em sobreposição de processos metamórficos à diferenciação ígnea. Gnaisses charnockíticos a enderbíticos, afetados por este processo metamórfico, guardam ainda o registro de sua origem ígnea associada a uma série tipicamente cálcio-alcalina originada em ambiente de arco magmático. Na literatura estas rochas são atribuídas ora ao Complexo Socorro ora ao Complexo Paraisópolis, porém apresentam características litológicas, geoquímicas e evolução metamórfica distinta dos granitóides do Complexo Socorro, a leste, das rochas granulíticas de Cambuí, também atribuídas ao Complexo Paraisópolis, e das rochas do Grupo Amparo, situado a oeste, cabendo então a designação dessas rochas como uma unidade litoestratigráfica distinta. As rochas de Cambuí foram metamorfisadas em regime de alta temperatura e pressão intermediária com pico térmico de aproximadamente 850°C e 8 kbar, sofrendo leve compressão antes do subseqüente resfriamento e descompressão em um caminho metamórfico em sentido anti-horário, desenhando um looping fechado no campo PT onde a porção retrógrada do caminho metamórfico passa em condições de pressão e temperatura próximas às atuantes durante o metamorfismo progressivo. A evolução metamórfica desta área é típica de ambiente tectônico de arco magmático e deve estar associado ao magmatismo granítico presente na área. Em Caconde, as rochas granulíticas apresentam uma trajetória em sentido horário com pico bárico em torno de 11 kbar, registrado tanto em granulito básico como em paragnaisse. Tais rochas sofreram descompressão aproximadamente isotérmica e foram reequilibradas junto à grande maioria das rochas da área em condições de aproximadamente 850°C e 8 kbar, caracterizando uma evolução metamórfica típica de ambiente de colisão continental, porém em um regime térmico de alta temperatura que pode ser associado a um estágio pré-colisional de arco magmático ou mesmo a uma anomalia geotérmica gerada no próprio ambiente colisional. / The high-grade metamorphic terrains of Caconde, Socorro and Cambui related to the São Paulo Plate or the Socorro-Guaxupé Nappe. SE Brazil, reveal distinct P-T evolutions, whose relationship can be understood within the regional tectonic setting. These terrains are located in two different structural domains placed within the same tectonic unit. Caconde is located in the center-north portion of the Guaxupé Massif, whereas Socorro and Cambuí occur at south of this massif. The latter were affected intensely by low angle shear zones and subsequently by NNE-SSW-striking transcurrent faults. The Socorro granulitic rocks evidence a metamorphic evolution characterized by clock-wise P-T path defined by heating of a cold crust and later decompression, which is typical of continental collision setting. Progressive metamorphism up to the granulite-facies, at distinct temperature and fluid phase conditions, promoted partial melting of the Socorro gneissic rocks resulting in overprint of metamorphic process and magmatic differentiation. Charnockitic to enderbitic gneisses affected by these processes still record their magmatic geochemical signature related to the calc-alkaline series, reflecting, probably , a origin associated with the magmatic arc evolution. THE Socorro granulitic rocks have been attributed to the Socorro or the Paraisópolis complexes. However, their distinct metamorphic evolution and lithological and geochemical characteristics in relation to those from these complexes imply in the designation of a different stratigraphic unit for these rocks. The Cambui rocks were metamorphosed at high temperature and intermediate pressure, with thermal peak at 850°C and 8kbar pressure. These rocks suffered a slight compression before the subsequent cooling and descompression in a counter-clockwise P-T path that draws a closed looping in which the retrograde path occurred at temperature and pressure conditions close to those experimented at the progressive metamorphism recorded in the Socorro rocks. Thus, the Cambui metamorphic evolution was typical of a tectonic magmatic arc and could be associated to the granitic magmatism present in this terrain. In the Caconde region, the granulitic rocks show a clockwise P-T path where the highest pressure was approximately 11 kbar, registered in basic granulite and paragneisse. These rocks suffered near isothermal decompression and were reequilibrated in conditions of 850°C and 8 kbar, characterizing a typical metamorphic evolution of continental collision, however in a geothermal regime of high temperature, which might be associated with a former pre-collisional magmatic arc or even with a geothermic anomaly generated within the collisional setting.
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Geologia e petrologia do enxame de diques de Florianópolis na parte norte da Ilha de Santa Catarina / not available

Natasha Sarde Marteleto 29 May 2017 (has links)
O Enxame de Dique de Florianópolis (EDF) é parte do sistema de alimentação das lavas da Província Magmática Paraná-Etendeka (PEMP), de idade eocretácea, que constitui a segunda maior província de basaltos continentais do mundo em área preservada. Nas exposições do extremo norte da Ilha de Santa Catarina, predominam largamente diques básicos (microgabros) de direção NNE, quimicamente equivalentes aos basaltos do tipo Urubici, do qual devem constituir o sistema de alimentação, como indicado por evidências estruturais, geoquímicas e geocronológicas. Esses diques são cortados por diques mais jovens e menos espessos (em parte de direção NNW), mas também existem diques NNW que não mostram relações de corte. Foram considerados parte de um mesmo sistema conjugado de fraturas, o que está em conformidade com a interpretação de reativação de estruturas prévias do embasamento. A componente principal de maior compressão, ?1, tem direção NE-SW. Cálculos da dilatação crustal realizados neste trabalho indicam valores mínimos em torno de 5,4% quando da colocação dos diques (~ 134 Ma). Outros tipos de diques básicos menos expressivos podem ser distinguidos especialmente pelos conteúdos de P2O5(%) e Sr (ppm), e são semelhantes ao magma-tipo Pitanga, do qual no entanto se diferenciam por razões de elementos traço, como (Tb/Yb)N levemente mais alto, em relação ao magma-tipo em sua área de ocorrência. Diques ácidos de composição dacítica são subordinados, e ocorrem no centro de diques compostos, cujas bordas podem ser de microgabros tipo Pitanga ou, em um caso, andesito. Os dacitos mostram semelhanças com rochas vulcânicas Chapecó, que se diferenciam por razões de elementos traço e isotópicas, por exemplo, maiores razões (La/Yb)N e maiores 87Sr/86Sr(i). Modelagem geoquímica de elementos traços mostram que os dacitos podem ser geneticamente associados aos microgabros por processos de fracionamento de ca. 65-70% de um cumulato com ~45% de plagioclásio, ~40% de clinopiroxênio e ~15% de magnetita acompanhados de assimilação (massa de assimilado/cristalizado= 0,1) de granitos neoproterozoicos encaixantes. Os melhores resultados são obtidos para os microgabros que formam borda dos diques compostos, caracterizados por teores intermediários de Sr e altos de P2O5, mas os testes com outras composições de microgabros, incluindo o tipo de alto Sr-P2O5 (Urubici), também proporcionaram resultados satisfatórios. / The Florianópolis Dike Swarm (FDS) is part of the lava feeding system of the Paraná-Etendeka Magmatic Province (PEMP), of eocretaceous age, which is the second largest province of continental basalts in the world in preserved área. The northern part of the Santa Catarina Island show basic dikes (microgabbros) of NNE-trends, chemically equivalent to basalts of Urubici type, which should constitute the feeding system, as indicated by structural, geochemical and geochronological evidences. These dikes are cut by lower occurence younger dikes (in part of NNW direction), but there are also NNW dikes that do not show crosscut relations. They were considered part of the same conjugate system of fractures, which is in accordance with the interpretation of reactivation of previous structures of the basement. The main component of higher compression, ?1, has NE-SW direction. Calculations of the crustal dilation, performed in this study, indicate minimum values of around 5.4% (~ 134 Ma). Other types of less expressive basic dikes can be distinguished specially by the contents of P2O5 (%) and Sr (ppm). They are similar to the Pitanga magma-type, but differ on ratios of trace elements such as (Tb/Yb)N slightly higher, relative to the magma-type in its area of occurrence. Acidic dykes of dacitic composition are subordinate and occur in the center of composite dikes, whose borders may be of Pitanga type of microgabbro or, in one case, andesite. Dacites show similarities with Chapecó volcanic rocks, but they differ for ratios of trace and isotopic elements, for example, higher ratios (La / Yb)N and higher 87Sr / 86Sr(i). Geochemical modeling of trace elements shows that dacites can be genetically associated to microgabbros by fractionation processes of 65-70% of a cumulus with ~ 45% of plagioclase, ~ 40% of clinopyroxene and ~ 15% of magnetite accompanied by assimilation (assimilated / crystallized mass = 0.1) of host neoproterozoic granites. The best results are obtained from microgabbros that form the edge of the composite dikes, characterized by intermediate levels of Sr and high P2O5. However, the tests with other compositions of microgabbros, including the type of high Sr-P2O5 (Urubici), also yielded satifactory results.
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Petrogênese e evolução tectônica de rochas graniticas da região de Garzón, Cordilheira Oriental da Colômbia / not available

Garcia Chinchilla, Daniel Alejandro 18 May 2018 (has links)
Granitos e rochas associadas aos Maciços Plutônicos de Algeciras, Altamira e Sombrerillo, na cordilheira Oriental da Colômbia, fazem parte de um dos maiores eventos magmáticos dos Andes do Norte, acontecido durante o Jurássico. Estes maciços formados principalmente por hornblenda, biotita hornblenda e biotita monzogranitos, hornblenda biotita granodioritos, quartzo monzodioritos e quartzo monzonitos com dois piroxênios, leuco granitos e uma serie de rochas subvulcânicas como pórfiros dacíticos e riolíticos e diques máficos-intermediários, que atravessam as facies intrusivas. Estas rochas têm afinidades geoquímicas cálcio-alcalinas com concentrações relativamente altas em potássio (3,3 < K2O wt.% < 6,2), principalmente metaluminosas e magnesianas; as rochas mais félsicas apresentam tendências levemente peraluminosas e ferroanas (0,67 <= ASI <= 1,01 e 0,66 <= fe# <= 0,94). Os padrões das REE mostram um enriquecimento das LREE sobre as HREE (7,7-8,7 <= LaN/YbN <= 18,8-22,4; 5,5-7,0 <= LaN/SmN <= 3,4-5,8 and 0,2-1,6 <= GdN/YbN <= 1,3- 2,6), com anomalias negativas do Eu (Eu/Eu* <= 0,6), que comparado com outros maciços Jurássicos dos Andes do Norte, sugerem uma contribuição do componente crustal maior na Cordilheira Oriental, ao leste. Anfibólio e biotita são os minerais máficos principais. Magnesiohornblenda é a variedade mais comum nas facies intrusivas e os pórfiros riolíticos; enquanto magnésiohastingsita a edenita dominam nos dacitos e diques máficosintermediários. Flogopita é variedade de mica comum em todas as rochas, exceção das rochas félsicas que apresentam um enriquecimento em alumínio (siderofilita). Por sua vez, o Sombrerillo é o único dos três complexos estudados que apresenta facies graníticas com augita e/ou enstatita, esta última característica de cristalização a temperaturas elevadas, sob condições crustais relativamente anidras, similares as de rochas graníticas que afloram na Cordilheira Central. Datações U-Pb em zircão por LA-ICP-MS revelam que o intervalo de geração dos principais produtos magmáticos dos Maciços Plutônicos de Algeciras e Altamira ficam entre 176 e 170 Ma, posteriores aos gerados na parte oeste na Cordilheira Central e no Complexo Plutônico de Sombrerillo (189 a 183 Ma). Estes dados sugerem migração da frente do arco 30 a 50 km ao leste, relacionada com processos de erosão por subducção. Dados isotópicos em zircão (- 6,3 > \'épsilon\'Hf(t) > -1,3, TDM = 870 a 1300 Ma), indicam contribuições crustais significativas, de fontes similares ao embasamento cristalino regional. Os produtos magmáticos finais, subvulcânicos, se colocaram por volta de 165 Ma e foram gerados possivelmente em ambientes de relaxamento tectônico, associado a um retrocesso da frente do arco da Cordilheira Oriental para a Central. Apresentam características isotópicas (+5,0 > \'épsilon\'Hf(t) > +14,6; TDM = 221 a 830 Ma) indicativas de contribuições de fontes mantélicas juvenis. Estimativas geotermobarométricas apontam temperaturas de cristalização magmática entre 700 e 930°C, sob condições de baixa pressão, ca. 1.5 \'+OU-\' 0.5 kbar, em ambientes relativamente oxidantes (+1 <= \'delta\'QFM <= +3) para as rochas graníticas, representativas de níveis superiores da crosta (3 a 5 km). Núcleos de fenocristais de rochas subvulcânicas apresentam composições compatíveis com condições mais elevadas de temperatura entre 800 e 1050°C e pressões até 5,1 kbar, evidenciando cristalização em maiores profundidades (ca. 12 a 23 km), enquanto que as composições de borda sugerem condições compatíveis com as rochas graníticas hospedeiras (ca. 0,8-1,7 kbar e 760°C). / Granites and associated rocks from the Algeciras, Altamira and Sombrerillo Plutonic Massifs, Eastern Cordillera of Colombia, represent one of the main magmatic events in the Northern Andes at Jurassic times. They are mainly made up by mainly hornblende, biotite hornblende and biotite monzogranites, hornblende biotite granodiorites, two pyroxene-bearing quartz monzodiorites and quartz monzonites, leuco granites, cross cut by subvolcanic rocks as felsic porphyries and intermediate-mafic dikes. They are high K calc-alkaline (3.3 < K2O wt.% < 6.2), mainly metaluminous and magnesian rocks; some felsic varieties present slightly peraluminous and ferroan signatures (0.66 <= fe# <= 0.94 e 0.67 <= ASI <= 1.01). REE patterns show LREE enrichment over HREE (7.7-8.7 <= LaN/YbN <= 18.8-22.4; 5.5-7.0 <= LaN/SmN <= 3.4-5.8 and 0.2-1.6 <= GdN/YbN <= 1.3-2.6) with negative Eu anomalies (Eu/Eu* <= 0.6). As a whole, Jurassic magmatism in northern Andes is characterized by increasing crustal contributions eastwards, becoming higher in Eastern Cordillera. Amphibole and biotite are the main mafic minerals. Magnesiohornblende is the most common variety in intrusive facies and rhyolite porphyries, while magnesiohastingsite and edenite predominate in dacite and intermediate-mafic dikes. Phlogopite is the main mica variety except for the more felsic rocks, which present a relatively Al-rich biotite (syderophillite). Some petrographic facies from the Sombrerillo Plutonic Massif present augite and/or enstatite. The later suggests high crystallization temperatures, under anhydrous conditions, which maybe related to similar rocks in Central Colombian Cordillera. U-Pb zircon ages by LA-ICPMS analysis indicate that the main magmatic products of Altamira and Algeciras Plutonic Massifs had emplaced between 176 and 170 Ma, after the emplacement of the main granites in Central Cordillera and in the Sombrerillo Plutonic Massif (189 to 183 Ma). This suggests a front arc migration to the east (ca. 30 to 50 km), associated with subduction erosion phenomena. \'épsilon\'Hf(t)-inzircon (- 6,3 > \'épsilon\'Hf(t) > -1,3, TDM = 870 a 1300 Ma) point to significant crustal contributions, similar to the enclosed crystalline basement, to the studied granites. The last magmatic, subvolcanic, products were emplaced at ca. 165 Ma in a possible tectonic extensive environment, created by retreat of the front arc from Eastern Cordillera to Central Cordillera. \'épsilon\'Hf(t)-in-zircon reveal contrasted young mantle sources (+5,0 > \'épsilon\'Hf(t) > +14,6; TDM = 221 a 830 Ma). Geothermobarometric estimative points to crystallization temperatures from 700 to 930°C, under low pressures (ca. 1.5 \'+OU-\' 0.5 kbar) under relatively oxidized (+1 <= \'delta\'QFM <= +3) conditions in the case of the main granitic rocks. Amphibole phenocryst cores present compositions compatible with higher temperatures (800 to 1050°C) and pressures (up to 5.1 kbar), suggesting crystallization at deep crustal levels (ca.12 to 23 km) while crystal rims are equilibrated at shallow crustal levels, comparable with those obtained for the granite hosts (ca.0.8 a 1.7 kbar e 760°C).
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As rochas alcalinas de Cananéia, litoral sul do Estado de São Paulo: estudos mineralógicos, geoquímicos e isotópicos / Alkaline rocks of Cananéia, south coast of the state of São Paulo: mineralogy, geochemistcal and isotopical studies

Fernando Pelegrini Spinelli 14 December 2007 (has links)
A ocorrência alcalina de Cananéia, SE do Brasil, situada na parte meridional da ilha homônima, é uma intrusão subcircular com área de 1,8 km2 (Morro de São João) e 137 m de altura. Um corpo satélite (Morrete) de menor dimensão e petrografia similar é encontrado na adjacente Ilha Comprida. Geomorfologicamente, ela está inserida na Planície Costeira Cananéia-Iguape. Apresenta-se coberta por sedimentos quaternários e tem como encaixante rochas do embasamento cristalino (Grupo Açungui), que afloram a alguns quilômetros de distância, já no continente. Quanto ao condicionamento tectônico, a exemplo dos complexos alcalino-carbonatíticos vizinhos de Jacupiranga, Juquiá e Pariquera-Açu, a intrusão está relacionada ao Lineamento de Guapiara, uma das principais feições estruturais associadas ao Arco de Ponta Grossa. A ocorrência é constituída exclusivamente por rochas de natureza sienítica, com álcali feldspato sienitos e quartzo-álcali feldspato sienitos representando os tipos litológicos principais, além de microssienitos na forma de pequenos diques e veios. Do ponto de vista mineralógico, essas rochas contêm feldspato alcalino (mesopertita) como fase mais abundante. A mesopertita é do tipo dominantemente hipersolvus, em geral presente junto às litologias mais evoluídas. Plagioclásio tem ocorrência restrita e quartzo é o segundo mineral félsico em importância. Clinopiroxênio e anfibólio, com ampla variação composicional, correspondem às fases máficas mais comuns, aparecendo subordinadamente biotita e olivina. Os principais acessórios incluem apatita, titanita, opacos e zircão. As condições de cristalização apontam para temperaturas de formação em torno de 950°C para os álcali feldspato sienitos e ao redor de 800°C para os quartzo-álcali feldspato sienitos, associadas, respectivamente, a um ambiente levemente oxidado e menos oxidado sob baixa pressão (<1 kbar). Dados geoquímicos atestam o caráter saturado a supersaturado em SiO2 das rochas de Cananéia, a afinidade potássica e o seu alto grau de evolução. Os diagramas multielementares reunindo elementos maiores e traços com a concentração de sílica são indicativos de que processos de cristalização fracionada exerceram papel importante na sua formação. A distribuição normalizada dos elementos incompatíveis mostra anomalias negativas pronunciadas em Sr, P e Ti e subordinadas em Ba. Zr e Nd exibem visíveis anomalias positivas, estas menos evidentes para o La, Y e Ba. Em geral, o comportamento é comparável àquele observado em outras ocorrências alcalinas brasileiras do Cretáceo Superior, contendo essencialmente rochas evoluídas. A distribuição normalizada dos padrões de ETR indica alta concentração desses elementos e fracionamento das TRL em relação às TRP. A forte anomalia negativa registrada para o Eu poderia ser devida a processo de remoção de feldspato ou a possível assimilação de material granítico da encaixante. Determinações radiométricas pelo método Ar/Ar realizadas em concentrados de biotita mostram uma idade de 83,6,9±0,9 Ma para as rochas sieníticas, similar à obtida a partir de uma isócrona interna de Rb-Sr, apresentando valor de 83,5±2,2 Ma e razão inicial 87Sr/86Sr de 0,70686. As razões iniciais 87Sr/86Sr(83,6 Ma) (R0) variam entre 0,7065 e 0,70700 para os litotipos menos diferenciados e entre 0,70538 e 0,70777 para os mais evoluídos. As razões elevadas das rochas de Cananéia, em geral superiores a 0,706, indicam claramente que processos de assimilação e contaminação crustal participaram da sua formação, como sugerido no gráfico R0 versus SiO2, com os valores mais altos correspondendo às variedades com maior quantidade em sílica, e no diagrama Fernando Pelegrini Spinelli (2007) 5 normativo nefelina-quartzo-kalsilita (sistema petrogenético residual). Estudos isotópicos (Sr-Nd) e comparações com outras ocorrências alcalinas do SE do Brasil sugerem que as rochas de Cananéia provavelmente se desenvolveram a partir de um magma parental de natureza basanítica. Acredita-se, ainda, que a sua formação tenha envolvido a ação de processos de enriquecimento metassomático do manto ocorridos no Proterozóico, além de contado com a contribuição de fontes do tipo HIMU e EMI. Cálculos para a idade modelo (TDM) apresentam valores muito superiores aos disponíveis para outras ocorrências da região sudeste, exceção feita aos dois complexos de Santa Catarina (Anitápolis e Lages). A idade média obtida (1400±200 Ma) é, por sua vez, apenas comparável àquela relativa às ocorrências alcalinas potássicas da borda ocidental da Bacia do Paraná, em território paraguaio (1500±200 Ma). Estudo comparativo com outras ocorrências alcalinas brasileiras formadas quase que exclusivamente de litologias sieníticas permite reconhecer similaridades entre as rochas de Cananéia e aquelas de alguns maciços da Província da Serra do Mar (Serra da Mantiqueira: Itatiaia, Passa Quatro e Morro Redondo; ilhas oceânicas: Vitória, Monte de Trigo, Búzios e São Sebastião), da Província do Arco de Ponta Grossa (Tunas) e da intrusão de Ponta do Morro, no Mato Grosso, particularmente quanto às características geoquímicas (comportamento dos elementos incompatíveis e Terras Raras) e idade (Cretáceo Superior). / The alkaline occurrence of Cananéia, SE Brazil, lying in the southern part of the homonymous island, is a subcircular intrusion 1.8 km² in area (Morro de São João) and 137 m high. A small and petrographically similar satellite body (Morrete) is found in the adjacent Ilha Comprida. Geomorphologically, it belongs to the Cananéia-Iguape Coast Plain. It is covered by Quaternary sediments and is enclosed into the crystalline basement (Grupo Açungui), which outcrops some kilometers away, in the continental area. Regarding tectonical control, together the neighboring alkaline-carbonatitic complexes of Jacupiranga, Juquiá and Pariquera-Açu, the intrusion is related to the Guapiara Lineament - one of the major structural features associated with the Ponta Grossa Arch. The occurrence is constituted exclusively by syenitic rocks, with alkali feldspar syenites and quartz-alkali feldspar syenites representing the main lithologies, besides microsyenites as small dikes and veins. From the mineralogical point of view, these rocks have alkaline feldspar (mesoperthite) as the major abundant phase. The mesoperthite belongs to the hypersolvus type, being in general present in the more evolved rock types. Plagioclase is scarce and quartz corresponds to the second felsic mineral in importance. Clinopyroxene and amphibole widely variable in composition are the most common mafic phases whereas biotite and olivine occur subordinately. Main accessory minerals include apatite, titanite, opaques and zircon. The crystallization conditions point to formation temperatures around 950°C for the alkali-feldspar syenites and 800°C for the quartz-alkali feldspar syenites, associated with a slightly oxidized environment and a less oxidized one under low pressure (<1 kbar), respectively. Geochemical data confirm the saturated to oversaturated in SiO2 nature of the Cananéia rocks, the potassic affinity and their high degree of evolution. The multielemental diagrams relating major and trace element contents against silica concentration indicate that fractional crystallization processes have played an important role on its formation. The normalized distribution of the incompatible elements show pronounced negative anomalies in Sr, P and Ti and subordinate in Ba. Zr and Nd display visible positive spikes, which are less evident in La, Y and Ba. In general, the behavior is quite comparable to that recognized for other Late Cretaceous Brazilian alkaline occurrences, mainly consisting of evolved rocks. The normalized distribution of the REE patterns point to their high concentration and to the enrichment of LREE in relation to HREE. The strong Eu negative anomaly could be due to feldspar removal process or to a possible assimilation of granitic material from the country rocks. Ar/Ar radiometric determinations carried out on biotite separates provide an age of 83.6±0.9 Ma for the syenitic rocks, which is similar to that given by an internal Rb-Sr isochronous, showing a value of 83.5±2.2 Ma and 87Sr/86Sr initial ratio of 0.70686. The 87Sr/86Sr(83,6 Ma) initial ratios (R0) vary between 0.7065 and 0.70700 for the less differentiated lithotypes and between 0.70538 e 0.70777 for the most evolved ones. The high values of the Cananéia rocks, in general over 0.706, clearly indicate that assimilation and crustal contamination processes have participated of its formation, as it is suggested in the R0 versus SiO2 graph, where the highest values correspond to the varieties having the largest amounts of silica, and in the normative nepheline-quartz-kalsilite diagram (petrogenetical residual system). Isotopical studies (Sr-Nd) and comparison with other alkaline occurrences of SE Brazil suggest Fernando Pelegrini Spinelli (2007) 7 that the Cananéia rocks probably developed from a parental magma of basanitic nature. Also, it is believed that its formation has involved metasomatic enrichment processes of the mantle occurred in Proterozoic times as well as the contribution of HIMU and EMI source types. Model age (TDM) calculations give values higher than those available for other alkaline occurrences of the southern region, except for the two Santa Catarina complexes (Anitápolis and Lages). The average age (1400±200 Ma) is only comparable to that shown by the alkaline potassic occurrences from the western side of the Paraná Basin, in Paraguayan territory (1500±200 Ma). Comparative study with other Brazilian alkaline occurrences almost exclusively formed of syenitic lithologies allows recognize similarities between the Cananéia rocks and those of some massives of the Serra do Mar (Serra da Mantiqueira: Itatiaia, Passa Quatro e Morro Redondo; oceanic islands: Vitória, Monte de Trigo, Búzios e São Sebastião) and Ponta Grossa Arch (Tunas) Provinces and of the Ponta do Morro intrusion in the Mato Grosso State, especially regarding geochemical characteristics (behavior of incompatible and Rare Earth elements) and age (Late Cretaceous).
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Petrologia dos basaltos toleíticos de 2.1 GA do Greenstone Belt Vila Nova, Escudo das Guianas, Amapá, Brasil

Hoffmann, Itiana Borges January 2017 (has links)
O significado da idade do magmatismo, reconhecimento das séries magmáticas e ambientes tectônicos que controlaram a origem das rochas metavulcânicas do Greenstone Belt da Vila Nova (GBVN), é uma importante ferramenta para entender a evolução do Escudo das Guianas durante o Paleoproterozóico. Este trabalho apresenta novos dados geoquímicos de rochas metavulcânicas e de U/Pb em zircão (LA-MC-ICPMS), que foram suplementados por petrografia, dados estratigráficos e estruturais obtidos através de mapeamento geológico e descrição de furos de sondagem. Na região de Vila Nova, as unidades do GBVN repousam sobre o embasamento Arqueano composto por ortognaisses, metagranitos e anfibolitos do Complexo Tumucumaque. A base do GBVN é composta por metabasaltos e metabasaltos andesíticos, sotoposto por um domínio superior metassedimentar com rochas químico exalativas e metavulcânicas subordinadas. As rochas metavulcânicas incluem anfibolitos e anfibólio xistos, cujos corpos estão alongados segundo a xistosidade regional de direção NW-SE. A geocronologia pelo método U-Pb em zircão mostra uma idade de 2.154 ± 6 Ma para um meta-andesito da porção inferior do GBVN. O evento de metamorfismo orogênico esteve associado a três eventos deformacionais. Os eventos D1 e D2 formaram a xistosidade (S1), preservada como dobras intrafoliais (F2) e a clivagem de crenulação (S2), originadas a partir de movimentos de cavalgamento. O pico metamórfico (M1) está marcado pela assembleia plagioclásio+hornblenda+granada e, plagioclásio+hornblenda+diopsídio, indicando temperaturas entre 450 e 650 °C e pressão entre 4 e 6 kbares. Os metabasitos compreendem Fe-toleítos e Mg-toleítos com afinidade komatitica, composições geoquímicas enriquecidas em LILE e ETR e empobrecidas em HFSE (com anomalias negativas de Nb, Ti e P) e padrões de ETR semelhantes ao MORB. As características observadas indicam um magmatismo toleítico relacionado à bacias de retro-arco e arco de ilhas de 2.15 Ga no Escudo das Guianas. / The significance of the age of magmatism, magma series and tectonic settings that controls the origin of metavolcanic rocks of Vila Nova Greenstone Belt (VNGB) is an important issue in order to understand the evolution of Guiana Shield in Paleoproterozoic times. This work presents new U-Pb LA-ICP-MS geochronological and geochemical analyzes carried out on zircon grains and metavolcanic rocks of the Vila Nova greenstone belt (VNGB) which were supplemented by petrography, and stratigraphic and structural data acquired through description of boreholes and field work. In the Vila Nova region, the VNGB units rest on the Archaean basement composed of orthogneisses of the Tumucumaque Complex. The lower portion of the VNGB is composed of metabasalts and andesitic metabasalts, supported by an upper metasedimentary domain with exhalative chemical rocks and subordinate metavolcanic rocks. The metavolcanic rocks include amphibolites and amphibole schists, whose bodies are elongated according to the regional NW-SE schistosity. U-Pb zircon geochronology data showed an age of 2154 ±6 Ma for a meta-andesite of the lower portion of VNGB. Orogenic metamorphism event followed by three deformation events were recognized. The D1 and D2 events formed the schistosity (S1), preserved as intrafolial folds (F2) and the crenulation cleavage (S2), derived from thrust movements. The assemblages plagioclase + hornblende + garnet and plagioclase + hornblende + diopside define the metamorphic peak (M1-M2) with temperatures from 450-650 °C and lithostatic pressure between 4 and 6 kbars. The metabasites comprise Fe-tholeiites and Mg-tholeiites with komatiitic affinity, geochemical compositions enriched in LILE and REE and depleted in HFSE (with negative Nb, Ti and P anomalies) and MORB-like REE patterns. The observed features indicate an expressive magmatism related to back-arc basins and island arcs at 2.15 Ga in Guiana Shield.
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Heterogeneidade mantélica na Região Sul do Brasil evidenciada por mineraloquímica de kimberlitos

Carniel, Larissa Colombo January 2017 (has links)
Kimberlitos são rochas vulcânicas que, frequentemente, contêm diamante, grafite e/ou carbonato, sendo a presença destes componentes diretamente influenciada pela variabilidade da fugacidade de oxigênio (fO2) do magma durante a sua ascenção. Segundo Chakhmouradian and Mitchell (2000), CaTiO3-perovskitas podem ser usadas para revelar as condições de alguns dos múltiplos estágios de cristalização da história magmática destas rochas. No intuito de estabelecer a fugacidade de oxigênio de magmas kimberlíticos naturais, CaTiO3-perovskitas foram cristalizadas experimentalmente em equilíbrio com um líquido kimberlítico sintético em altas temperaturas e diferentes condições de pressão e de fugacidade de oxigênio. Os experimentos mostraram que a perovskita incorporou maiores quantidades de Fe3+ com o aumento da fO2. A equação do oxigênio barômetro desenvolvida neste estudo pode ser aplicada em rochas kimberlíticas de diferentes condições de fO2, que contêm CaTiO3-perovskita e olivina. Na presente pesquisa, nós aplicamos este oxigênio barômetro em amostras do kimberlito Rosário do Sul, que é um kimberlito transicional localizado no limite sudoeste da Bacia do Paraná. Os dados de minerais deste kimberlito sugerem que sua fonte é um produto da reação de um líquido silicático-carbonatítico com o manto. Idades U-Pb de ~ 128Ma em CaTiO3-perovskitas (Conceição et al., in prep.) revelam que o kimberlito Rosário do Sul provavelmente entrou em erupção logo após o vulcanismo da Província Paraná-Etendeka. Temperaturas de cristalização, pressões e fO2 dos kimberlitos Rosário do Sul e Alfeu-I, outro importante kimberlito situado no sul do Brasil, foram calculadas. As condições de suas fontes foram estimadas usando diferentes métodos a partir das composições de olivinas, espinélios, CaTiO3-perovskitas, granadas, ortopiroxênios e clinopiroxênios. As temperaturas, pressões e condições de fO2 dos kimberlitos Rosário do Sul e Alfeu-I sugerem que eles foram transportados para a superfície em condições nas quais fluidos ricos em CO2 podem reagir com o manto silicático e produzir carbonatos. A composição mineral e as condições de formação do kimberlito Rosário do Sul indicam que a sua fonte pode ter sido metassomatizada por fluidos provenientes da reciclagem de uma placa oceânica subductada durante a quebra do Gondwana e abertura do Atlântico Sul, logo depois do vulcanismo da Província Paraná-Etendeka. As condições de formação dos kimberlitos Rosário do Sul e Alfeu-I são usadas também para estimar o potencial destes kimberlitos em preservar diamantes. / Kimberlites are volcanic rocks which often contain diamonds, graphite and/or carbonate, and the stability of these minerals is directly influenced by the variability of oxygen fugacity (fO2) of the magma during its ascent. Second Chakhmouradian and Mitchell (2000), CaTiO3-perovskites may be used to unravel the conditions of some of the multiple stages of crystallization in the magmatic history of these rocks. In order to establish oxygen fugacities of natural kimberlititic magmas, we experimentally equilibrated CaTiO3-perovskites with synthetic kimberlitic melts at high temperatures, different oxygen fugacities and different pressures. The experiments show that perovskite incorporates increasing amounts of Fe3+ with increasing fO2. The oxygen barometer equation developed in this study can be applied in kimberlite rocks that contain CaTiO3-perovskite and olivine from different fO2 conditions. In the present research, we applied this oxygen barometer in the Rosário do Sul kimberlite samples, which is a transitional kimberlite located in the southwestern edge of the Paraná Basin. The mineral data of this kimberlite suggest that its source is a product of the reaction of a silicate-carbonate liquid in the mantle. U-Pb ages of ~ 128 Ma on CaTiO3-perovskites (Conceição et al., in prep.) reveal that the Rosário do Sul kimberlite probably erupted just after the volcanism of Paraná-Etendeka Province. We calculated crystallization temperatures, pressures and oxygen fugacities (fO2) of Rosário do Sul and Alfeu-I kimberlites, another important kimberlite situated in the South of Brazil. Their source conditions are estimated using different methods from olivines, spinels, CaTiO3-perovskites, garnets, orthopyroxenes and clinopyroxenes compositions. The calculated temperature, pressure and fO2 values of Rosário do Sul and Alfeu-I kimberlites suggest that they were transported to the surface under fO2 conditions in which CO2-rich fluids may react with mantle silicates to produce carbonates. The mineral composition and fO2 conditions of Rosário do Sul kimberlite indicate that its source may have been metasomatized by fluids generated from the recycling of a subducted oceanic plate during the Gondwana breakup and the South Atlantic opening, just after the Paraná-Etendeka Province volcanism. The source conditions of Rosário do Sul and Alfeu-I kimberlites are also used to estimate the potential of these kimberlites to preserve diamonds.
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Análise petrográfica e proveniência do Arenito Pedreira, Grupo São Bento, Jurássico Superior da Bacia do Paraná, Sul do Brasil

Bruckmann, Matheus Philipe January 2017 (has links)
Na região leste do RS, porção sul da Bacia do Paraná, ocorre uma unidade do Jurássico Superior denominada de Arenito Pedreira. Para definir as relações estratigráficas e caracterizar esta unidade foram avaliados dois furos de sondagem para pesquisa de carvão, situados na região de Osório. Foram coletadas amostras representativas para análise petrográfica e contagem modal dos minerais constituintes para definição da proveniência dos sedimentos. Esta unidade está depositada entre à Formação Botucatu por desconformidade sobreposta e a Formação Rio do Rastro, com a qual tem contato erosivo. O Arenito Pedreira é composto por uma sucessão de ciclos granodecrescentes constituídos por arcóseos líticos e conglomerados arcoseanos clasto-suportados e polimíticos com grânulos e seixos subangulosos de varias litologias, que sucedem para pacotes de arenitos médios a grossos com estratificação cruzada tangencial e de baixo ângulo, finalizando em arcóseos com marcas de ondas e pelitos laminados no topo. Os litoclastos analisados representam rochas metamórficas de alto e baixo grau, granitoides, rochas sedimentares e vulcânicas básicas. As feições diagenéticas observadas caracterizam condições de eodiagenese e mesodiagenese, indicando ukm ambiente de clima continental seco. Os litoclastos descritos representam fontes associadas a um arco magmático dissecado e mostram características petrográficas semelhantes aquelas encontradas em rochas do Terreno Tijucas e do Batólito Pelotas, do Cinturão Dom Feliciano no RS. Estes dados sugerem uma área fonte próxima a área de deposição. A porção norte da estrutura soerguida do Arco de Rio Grande de direção NW-SE, representa a área fonte dos sedimentos que constituíram o Arenito Pedreira. / In the eastern part of the State of Rio Grande do Sul, in the southern portion of the Paraná Basin, there is a Upper Jurassic unit informally called Pedreira Arenite. In define the stratigraphic relations and to characterize this unit, a description of the two drilling holes associated to coal research work situated in the Osório region. It was collected representative samples to petrographic analysis and the modal count of the constituent minerals was carried out to define the provenance and origin of the sediments. This unit is deposited under Botucatu Formation by to unconformity and over Rio do Rastro Formation, with which it has erosive contact. The Pedreira Arenite is composed of a succession of granodecrescent cycles consisting of lithic arkoses and conglomerate sandstones, clast-supported and polymitic with subangular granules and pebbles of various lithologies, which succeed for medium to thick sandstone packages with tangential and low angle cross-stratification. This package ending in marks of waves arkoses and laminated mudstones at the top. The analyzed lithoclasts are represented by high and low metamorphic rocks, granitoids, sedimentary and volcanic rocks. The diagenetic features found characterize conditions of eodiagenesis and mesodiagenesis, where the environment present features of continental dry climate environment. The provenance studies highlight sources associated with dissected magmatic arc and shows petrographic features similiar to the rocks founded in Tijucas Terrane and Pelotas Batholith, of the Dom Feliciano Belt in the RS State. This data refers to a source area very close to the deposition area. The north portion of the positive structure of NW-SE direction called Rio Grande Arch,represent the source area of the sediments that generated the Pedreira Arenite.
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Caracterização petrográfica, química e tecnológica dos quartzitos do centro produtor de São Thomé das Letras no sudoeste do Estado de Minas Gerais /

Fernandes, Tânia Maria Gomes. January 2002 (has links)
Resumo: O Centro Produtor de São Thomé das Letras abrange duas áreas testes, denominadas respectivamente de área I (São Thomé das Letras) e área II (Luminárias). Nas respectivas áreas foram selecionadas para estudo seis variedades de quartzitos (Branco, Amarelo, Róseo, Carrancas, Carranquinha e Luminárias). Com os propósitos de otimizar e valorizar o uso dessas rochas em revestimento externo e interno nas obras civis se fez necessário, um estudo de caracterização geológica e tecnológica. Os estudos petrográficos revelaram diferenças significativas em suas composições mineralógicas e texturais, principalmente com relação às quantidades de quartzo, muscovita e minerais opacos. As análises do MEV, químicas de rocha total e mineral, confirmaram que as variações nas cores dos quartzitos estudados são determinadas pelas alterações dos minerais opacos e pela variação da quantidade de ferro e titânio nas moscovitas. O levantamento estrutural realizado na Área I, em São Thomé das Letras, e Área II, região de Luminárias, definiram respectivamente quatro e cinco famílias principais de fraturas cortando os corpos rochosos, gerando áreas com espaçamentos variáveis e heterogêneos entre as famílias. No local onde o fraturamento é mais intenso, ocorre uma taxa de recuperação muito baixa na lavra, em torno de 10 a 15%, gerando uma maior quantidade de rejeito. A qualificação tecnológica dos quartzitos estudados incluiu uma série de ensaios físicos, mecânicos e químicos. Os resultados dos índices físicos, quando comparados aos valores de limites especificados pela norma ASTM C 616 - 89 (> 95 % de SiO2 e Ab < 01 %), apresentaram desempenho satisfatório. Os valores obtidos para resistência à flexão atestam a qualidade dessas rochas na ornamentação. A resistência ao ataque químico nas variedades testadas, mostrou bons resultados para os ácidos utilizados...(Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo) / Abstract: The productive center of São Thomé das Letras there are two tests areas, called area I (São Thomé das Letras) and area II (Luminárias). In these areas were selected six different types of quartzites (White, Yellow, Pink, Carrancas, Carranquinha and Luminárias). With the purpose of a better and value way to use these rocks in exterior and interior construction work, it was necessary a nice study of geological and technological caracterization. The petrographic studies found out significant diferences in their mineral and texture composition, specially related in their quartzites quantity, muscovite and dull minerals. The MEV analyses, total chemical and mineral of the rock, they confirm that the variety of colors from the quartzites researched, are determined from dull minerals alterations and variation of quantity of the iron and titanium in the muscovite. The structural research made in area I, in São Thomé das Letras, and area II, Luminárias region, define respectively four and five main families of cutting fracture rocky structure, giving spacious areas differently and heterogeneous between families. In the areas where fracture is very intense, occur a low recuperation tax in the grub, around 10 to 15%, resulting a high quantity of reject components. The technological quality of the quartzites studied, inclue many physic analisys, mechanics and chemicals. The results of physics degree when compared with specifics limits from ASTM C 616 - 89 norms (> 95% de SiO2 and Ab < 1,0%), shows satisfactory results. The flexibility resistence results agree about the quality of ornamental rocks for revestments. The chemical attack resistence of the variety tested, showed good results to the acids used. The results of stain resistence were very satisfactory, observing from the most analisys some stain presence. / Orientador: Antônio Misson Godoy / Coorientador: Eleno de Paula Rodrigues / Banca: Antonio Carlos Artur / Banca: Tamar Milca Bortolozzo Galembeck / Banca: Mirian Cruxên Barros de Oliveira / Banca: Antenor Braga Paraguassu / Doutor
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Bacia de Campo Alegre-SC: aspectos petrológicos, estratigráficos e caracterização geotectônica / not available

Sérgio Brandolise Citroni 20 July 1998 (has links)
A Bacia de Campo Alegre situa-se no nordeste do Estado de Santa Catarina, cobrindo uma área de cerca de 500 \'km POT.2\'. É preenchida por sedimentos epiclásticos, piroclásticos e por grande volume de lavas básicas e ácidas, principalmente de composição traquítica. As litologias presentes foram agrupados em dez formações: * Formação Papanduvinha, correspondendo a conglomerados de leques aluviais.* Formação São Bento do Sul, formada por conglomerados e arenitos subordinados de ambiente fluvial entrelaçado. * Formação Rio do Bugre, com arenitos e pelitos fluviais e de ambiente subaquático ainda não determinado. * Formação Corupá, turbiditos e arenitos, restrita à Sub-bacia de Corupá; estas quatro primeiras formações são agrupadas dentro do Grupo Bateias. * Formaçào Rio Negrinho, constituída por lavas basálticas, andesíticas e traquíticas, intercaladas com pelitos laminados, as lavas básicas apresentam-se localmente como derrames subaquosos. 8 Formação Avenca Grande, formada por fluxos ignimbríticos ácidos, parcialmente intercalados aos basaltos e parcialmente aos pelitos da Formação Rio Negrinho. * Formação São Miguel, principal unidade vulcânica, com lavas traquíticas, quartzo-traquíticas e riolíticas, além de ignimbritos. * Formação Fazenda Uirapuru, brecha piroclástica recoberta por derrames de lavas ácidas; essas quatro formações foram reunidas dentro do Grupo Campo Alegre. * Formação Rio do Turvo, sedimentos pelíticos com forte contribuição de tufosvítreos finos, depositados em ambiente subaquoso, com intercalações de ignimbritos e lavas riolíticas muito subordinadas. * Formação Arroio Água Fria, unidade constituída por lavas riolíticas vítreas, tufos e ignimbritos subordinados. A Bacia do Campo Alegre insere-se nos terrenos do embasamento Pré-cambriano dos estados de Santa Catarina e Paraná. Sua gênese e desenvolvimento relacionam-se com a colisão entre as microplacas Curitiba e Luís Alves, estando situada na margem norte dessa última, ativada pela colisão. A sucessão estratigráfica registra as fases finais desse processo colisional. Os leques aluviais da Formação Papanduvinha derivaram da cadeia montanhosas, situada a norte, elevada nessa colisão, os depósitos fluviais da Formação São Bento correspondem a um sistema aluvial entrelaçado correndo perpendicularmente a esses leques, de leste para oeste. A composição dos clastos desses conglomerados indica procedência a partir do norte, onde edifícios vulcânicos estavam sendo desmantelados. Esse vulcanismo possivelmente estava associado à colisão. A compressão com direção aproximada NW-SE gerada pela convergência entre as microplacas produziu um esforço distensivo em sito ângulo, materializados em falhas de direção NNW, responsáveis pela individualização e configuração da Bacia de Campo Alegre e condicionaram a direção de colocação das lavas, especificamente das pertencentes à Formação Rio Negrinho. Após a deposição da Formação Rio Negrinho a evolução da Bacia passa a ser controlada pela atividade vulcânica. O vulcanismo da Formação São Miguel é acompanhado pelo soerguimento regional, com progressivo abatimento de uma caldeira central. O evento explosivo associado à Formação Fazenda Uirapuru parece representar uma aceleração brusca no abatimento da caldeira, com a formação de um lago de cratera, onde teve lugar a deposição da Formação Rio do Turvo. As lavas mais ácidas, ignimbritos e tufos da Formação Arroio Água Fria são os produtos da fase final do vulcanismo na Bacia de Campo Alegre. Análises geoquímicas sugerem que o magmatismo da Bacia de Campo Alegre evoluiu de lavas mais básicas para mais ácidas, principalmente através de processos de cristalização fracionada, processos de contaminação crustal parecem terem sido subordinados. Idades modelos Sm-Nd sugerem que os magmas das lavas da Bacia de Campo Alegre e de vários maciços graníticos vizinhos derivaram da fusão do manto litosférico, diferenciado da astenosfera por volta de 2,0 Ga. As idades obtidas para a cristalização das lavas ácidas da Formação Rio Negrinho pelos métodos U-Pb em zircões e Rb-Sr isocrônico são coincidentes em torno de 570 \'+OU\'- 30 Ma. / The Campo Alegre Basin is located in the northeastern part of the Santa Catarina State, covering an area of 500 km2. The basin is filled by epiclastic and pyroclastic sediments, and a large volume of basic to acid lavas, mainly of trachytic composition. The observed lithologies was grouped in ten formations: * Papanduvinha Formation, with conglomerates from alluvial fans. * São Bento do Sul Formation, conglomerates and subordinate sandstones of a braided fluvial environment. * Rio do Bugre Formation, with fluvial sandstones and pelites of a subaqueous environment, not yet discriminated. * Corupá Formation, turbidites and subaqueous sandstones, restricted to the Corupá sub-basin; these four formations compose the Bateias Group. * Rio Negrinho Formation, basaltic, andesitic and trachytic lavas, interlayered with subaqueous laminated pelites, the basic lavas was locally deposited as subaqueous flows. * Avenca Grande Formation, acidic ignimbritic flows, partly interlayered with the basalts and partly with the politic sediments of the Rio Negrinho Formation. * São Miguel Formation, the main volcanic unit, with trachytic, quartz-trachytic and rhyolitic lavas, also with ignimbrites. * Fazenda Uirapuru Formation, pyroclastic breccia covered by acid lava flows; these four units are grouped in the Campo Alegre Group. * Rio do Turvo Formation, politic sediments with a large vitreous pyroclastic fall contribution (tuffs and tuffites) and intercalations of ignimbrites and very subordinate rhyolitic lavas. * Arroio Água Fria Formation, unit composed by vitreous rhyolitic lavas and subordinate tuffs and ignimbrites. The Campo Alegre Basin is inserted in the Precambrian basement terranes of Paraná and Santa Catarina States. Its genesis and evolution are related with the collision between the Curitiba and Luís Alves Microplates, the basin being located in the activated northern border of the latter. The stratigraphic succession records the latter stages of the collisional process. The alluvial fans of the Papanduvinha Formation were derived from the northern mountains formed during the collision, the braided fluvial deposits of the São Bento do Sul Formation correspond to a perpendicular fluvial system, running from west to east. The composition of the clasts of these conglomerates point to a source in the north, where a volcanic edifice was being eroded. It is possible that this volcanic area was related to the collisional process. The NW-SE compression produced by the convergence between the microplates has produced a high angle distensional stress, developing NNW faults, associated to the individualization of Campo Alegre Basin, and conditionating the lava ascent, specifically of the Rio Negrinho flows and dikes. After the deposition of the Rio Negrinho Formation, the basin control and evolution was conditioned by the volcanic activity. The volcanism of the São Miguel Formation was followed by the regional uplift, with the progressive central caldera subsidence. The explosive event associated with the Fazenda Uirapuru Formation may represent a sudden collapse of the caldera, with the formation of a crater lake, where the Rio do Turvo Formation was deposited. The more acidic lavas and tuffs of the Arroio Água Fria Formation were the products of a later stages of the Campo Alegre Basin volcanism. Geochemical analysis suggest that the Campo Alegre Basin magmatism evolved from basic to acidic lavas mainly by fractional crystallization processes , crustal contamination played a subordinate role. Sm-Nd model ages indicate that the Campo Alegre Basin magmas and also the associated alkaline-peralkaline granitoids of the Serra do mar Suite were derived from a lithospheric mantle, differentiated from the asthenosphere around 2.) Ga. The U-Pb and Rb-Sr data indicate an age of 570 \'+OU-\' 30 Ma in the crystallization of the volcanic rocks.
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Petrogênese e evolução tectônica de rochas graniticas da região de Garzón, Cordilheira Oriental da Colômbia / not available

Daniel Alejandro Garcia Chinchilla 18 May 2018 (has links)
Granitos e rochas associadas aos Maciços Plutônicos de Algeciras, Altamira e Sombrerillo, na cordilheira Oriental da Colômbia, fazem parte de um dos maiores eventos magmáticos dos Andes do Norte, acontecido durante o Jurássico. Estes maciços formados principalmente por hornblenda, biotita hornblenda e biotita monzogranitos, hornblenda biotita granodioritos, quartzo monzodioritos e quartzo monzonitos com dois piroxênios, leuco granitos e uma serie de rochas subvulcânicas como pórfiros dacíticos e riolíticos e diques máficos-intermediários, que atravessam as facies intrusivas. Estas rochas têm afinidades geoquímicas cálcio-alcalinas com concentrações relativamente altas em potássio (3,3 < K2O wt.% < 6,2), principalmente metaluminosas e magnesianas; as rochas mais félsicas apresentam tendências levemente peraluminosas e ferroanas (0,67 <= ASI <= 1,01 e 0,66 <= fe# <= 0,94). Os padrões das REE mostram um enriquecimento das LREE sobre as HREE (7,7-8,7 <= LaN/YbN <= 18,8-22,4; 5,5-7,0 <= LaN/SmN <= 3,4-5,8 and 0,2-1,6 <= GdN/YbN <= 1,3- 2,6), com anomalias negativas do Eu (Eu/Eu* <= 0,6), que comparado com outros maciços Jurássicos dos Andes do Norte, sugerem uma contribuição do componente crustal maior na Cordilheira Oriental, ao leste. Anfibólio e biotita são os minerais máficos principais. Magnesiohornblenda é a variedade mais comum nas facies intrusivas e os pórfiros riolíticos; enquanto magnésiohastingsita a edenita dominam nos dacitos e diques máficosintermediários. Flogopita é variedade de mica comum em todas as rochas, exceção das rochas félsicas que apresentam um enriquecimento em alumínio (siderofilita). Por sua vez, o Sombrerillo é o único dos três complexos estudados que apresenta facies graníticas com augita e/ou enstatita, esta última característica de cristalização a temperaturas elevadas, sob condições crustais relativamente anidras, similares as de rochas graníticas que afloram na Cordilheira Central. Datações U-Pb em zircão por LA-ICP-MS revelam que o intervalo de geração dos principais produtos magmáticos dos Maciços Plutônicos de Algeciras e Altamira ficam entre 176 e 170 Ma, posteriores aos gerados na parte oeste na Cordilheira Central e no Complexo Plutônico de Sombrerillo (189 a 183 Ma). Estes dados sugerem migração da frente do arco 30 a 50 km ao leste, relacionada com processos de erosão por subducção. Dados isotópicos em zircão (- 6,3 > \'épsilon\'Hf(t) > -1,3, TDM = 870 a 1300 Ma), indicam contribuições crustais significativas, de fontes similares ao embasamento cristalino regional. Os produtos magmáticos finais, subvulcânicos, se colocaram por volta de 165 Ma e foram gerados possivelmente em ambientes de relaxamento tectônico, associado a um retrocesso da frente do arco da Cordilheira Oriental para a Central. Apresentam características isotópicas (+5,0 > \'épsilon\'Hf(t) > +14,6; TDM = 221 a 830 Ma) indicativas de contribuições de fontes mantélicas juvenis. Estimativas geotermobarométricas apontam temperaturas de cristalização magmática entre 700 e 930°C, sob condições de baixa pressão, ca. 1.5 \'+OU-\' 0.5 kbar, em ambientes relativamente oxidantes (+1 <= \'delta\'QFM <= +3) para as rochas graníticas, representativas de níveis superiores da crosta (3 a 5 km). Núcleos de fenocristais de rochas subvulcânicas apresentam composições compatíveis com condições mais elevadas de temperatura entre 800 e 1050°C e pressões até 5,1 kbar, evidenciando cristalização em maiores profundidades (ca. 12 a 23 km), enquanto que as composições de borda sugerem condições compatíveis com as rochas graníticas hospedeiras (ca. 0,8-1,7 kbar e 760°C). / Granites and associated rocks from the Algeciras, Altamira and Sombrerillo Plutonic Massifs, Eastern Cordillera of Colombia, represent one of the main magmatic events in the Northern Andes at Jurassic times. They are mainly made up by mainly hornblende, biotite hornblende and biotite monzogranites, hornblende biotite granodiorites, two pyroxene-bearing quartz monzodiorites and quartz monzonites, leuco granites, cross cut by subvolcanic rocks as felsic porphyries and intermediate-mafic dikes. They are high K calc-alkaline (3.3 < K2O wt.% < 6.2), mainly metaluminous and magnesian rocks; some felsic varieties present slightly peraluminous and ferroan signatures (0.66 <= fe# <= 0.94 e 0.67 <= ASI <= 1.01). REE patterns show LREE enrichment over HREE (7.7-8.7 <= LaN/YbN <= 18.8-22.4; 5.5-7.0 <= LaN/SmN <= 3.4-5.8 and 0.2-1.6 <= GdN/YbN <= 1.3-2.6) with negative Eu anomalies (Eu/Eu* <= 0.6). As a whole, Jurassic magmatism in northern Andes is characterized by increasing crustal contributions eastwards, becoming higher in Eastern Cordillera. Amphibole and biotite are the main mafic minerals. Magnesiohornblende is the most common variety in intrusive facies and rhyolite porphyries, while magnesiohastingsite and edenite predominate in dacite and intermediate-mafic dikes. Phlogopite is the main mica variety except for the more felsic rocks, which present a relatively Al-rich biotite (syderophillite). Some petrographic facies from the Sombrerillo Plutonic Massif present augite and/or enstatite. The later suggests high crystallization temperatures, under anhydrous conditions, which maybe related to similar rocks in Central Colombian Cordillera. U-Pb zircon ages by LA-ICPMS analysis indicate that the main magmatic products of Altamira and Algeciras Plutonic Massifs had emplaced between 176 and 170 Ma, after the emplacement of the main granites in Central Cordillera and in the Sombrerillo Plutonic Massif (189 to 183 Ma). This suggests a front arc migration to the east (ca. 30 to 50 km), associated with subduction erosion phenomena. \'épsilon\'Hf(t)-inzircon (- 6,3 > \'épsilon\'Hf(t) > -1,3, TDM = 870 a 1300 Ma) point to significant crustal contributions, similar to the enclosed crystalline basement, to the studied granites. The last magmatic, subvolcanic, products were emplaced at ca. 165 Ma in a possible tectonic extensive environment, created by retreat of the front arc from Eastern Cordillera to Central Cordillera. \'épsilon\'Hf(t)-in-zircon reveal contrasted young mantle sources (+5,0 > \'épsilon\'Hf(t) > +14,6; TDM = 221 a 830 Ma). Geothermobarometric estimative points to crystallization temperatures from 700 to 930°C, under low pressures (ca. 1.5 \'+OU-\' 0.5 kbar) under relatively oxidized (+1 <= \'delta\'QFM <= +3) conditions in the case of the main granitic rocks. Amphibole phenocryst cores present compositions compatible with higher temperatures (800 to 1050°C) and pressures (up to 5.1 kbar), suggesting crystallization at deep crustal levels (ca.12 to 23 km) while crystal rims are equilibrated at shallow crustal levels, comparable with those obtained for the granite hosts (ca.0.8 a 1.7 kbar e 760°C).

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