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Efeito do extrato aquoso da casca de Hancornia speciosa Gomes (mangabeira) sobre a obesidade induzida em camundongos / Effect of aqueous extract of bark of Hancornia speciosa Gomes ( Mangabeira ) on obesity induced in mice

Cercato, Luana Mendonça 28 April 2015 (has links)
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / Nowadays, obesity is an endemic condition of great importance and the treatment of obesity includes many pharmacological or non-pharmacological alternatives. Medicinal plants are found between these alternatives and many plants are used for this purpose in Brazil, but the ethnobotanical studies are restricted to isolated regions and no study was performed to integrate these information, in order to give direction to scientific studies. In this context, in the present study it was conducted a systematic review about the use of medicinal plants in Brazil for obesity and weight loss. We have used the terms ethnobotanical , obesity , weight loss , Brazil and their variations in English and Portuguese for searching for papers in scientific databases. Thirty-one studies were identified and indicated 43 species popularly utilized to this purpose. The main species found were Baccharis trimera (Less.) DC. ( carqueja , 14 citations), Annona muricata L. ( graviola , 6 citations) and Hancornia speciosa Gomes ( mangabeira , 4 citations). Scarce scientific evidence was found for the majority of plants referred by the ethnobotanical surveys, which strengthened the need for more studies in this field. Interestingly, H. speciosa was the third plant more cited and the ethnobotanical surveys have demonstrated that the bark of H. speciose is the part of the plant that is popularly used to treat obesity or induce body weight loss. As there are no study that support the possible actions of this plant on obesity and/or weight loss, the present study aimed to investigate the therapeutic potential of aqueous extract of the stem bark of H. speciosa (AEHS) on the glycemic and adipogenic profiles of obese mice. For this purpose, Swiss mice were divided into four groups that received standard diet (SD), standard diet plus AEHS (SDE), high-fat diet (HD) and high-fat diet plus AEHS (HDE). The EAHS was administered in the drinking water for the last 8 weeks of a total period of 18 weeks that animals received their diets. At the end of the experiment, the water and food intake, body weight, weight of adipose tissue pads, blood glucose levels, insulin sensitivity and glucose tolerance were evaluated. Data demonstrated the development of obesity in animals of group HD, which was associated to insulin resistance and glucose intolerance, since this group showed increased area over the curve for insulin (p < 0.01) and glucose (p < 0.001) tolerance tests, along with augmented fasting blood glucose levels (p < 0.05) when compared to SD group. Besides, HD group showed increased weight of retroperitoneal (p < 0.05), perirenal (p < 0.001) and periepididymal (p < 0.05) adipose pads, as well as augmented the adiposity index (p < 0.05), in comparison with SD group. The addition of AEHS to mice did not changed the liquid or food intake, but it was not possible to observe difference between HD and HDE groups in the majority of the parameters evaluated. This treatment only caused a reduction in the weight of perirenal adipose pad, without affection the adiposity index. In this way, AEHS did not change the effects caused by the induction of obesity in mice, in contrast to ethnobotanical studies that indicate the use of the bark of H. speciosa in obesity and body weight loss. / A obesidade é uma condição endêmica, de grande importância nos dias atuais e para seu tratamento muitas alternativas farmacológicas ou não-farmacológicas são utilizadas. Dentre estas alternativas, encontram-se as plantas medicinais. Várias plantas são utilizadas para este fim no Brasil, mas os estudos etnobotânicos são restritos a regiões isoladas e não há na literatura estudos integrando estas informações para direcionar os estudos científicos. Neste contexto, no presente estudo foi realizada uma revisão sistemática sobre o uso de plantas medicinais no Brasil para a obesidade e perda de peso. Foram feitas buscas em bases de dados científicos com os termos ethnobotanical , obesity , weight loss , Brazil e suas variações em inglês e português e foram identificados 31 estudos que indicaram 43 espécies utilizadas popularmente para o fim proposto. As principais espécies encontradas foram Baccharis trimera (Less.) DC. ( carqueja , 14 citações), Annona muricata L. ( graviola , 6 citações) e Hancornia speciosa Gomes ( mangabeira , 4 citações). Poucas evidências científicas foram encontradas para a maioria das plantas citadas nos estudos etnobotânicos, alertando para a necessidade de pesquisas para este fim. De forma interessante, a H. speciosa foi a terceira planta mais citada e os estudos etnobotânicos têm demonstrado que a casca do caule desta planta é a parte utilizada pela população para tratar a obesidade ou produzir perda de peso corpóreo. Como não há estudos que comprovem as ações desta planta sobe a obesidade e/ou perda de peso, o presente trabalho teve como objetivo principal investigar o potencial terapêutico do extrato aquoso da casca do caule da H. speciosa (EAHS) no perfil glicêmico e adipogênico de camundongos obesos. Para cumprir este objetivo, foram utilizados camundongos Swiss divididos em 4 grupos que receberam dieta padrão (DP), dieta padrão associada ao EAHS (DPE), dieta hiperlipídica (DH) e dieta hiperlipídica associada ao EAHS (DHE). O EAHS foi administrado na água de beber durante as 8 últimas semanas de um período total de 18 semanas em que os animais receberam as respectivas dietas. Ao final do experimento foram avaliados o consumo hídrico e de ração, peso corporal, peso dos coxins adiposos, glicemia, sensibilidade à insulina e tolerância à glicose. Foi observado o desenvolvimento de obesidade nos animais do grupo DH, associado à resistência à insulina e intolerância à glicose, pois este grupo apresentou maior área sob a curva nos testes de tolerância à insulina (p < 0,001) e à glicose (p < 0,001), além de maior glicemia de jejum (p < 0,05), quando comparado ao grupo DP. Além disso, o grupo DH mostrou aumento da massa dos coxins retroperitoneal (p < 0,05), perirenal (p < 0,001) e periepididimal (p < 0,05), bem como elevou o índice de adiposidade (p < 0,05) em comparação ao grupo DP. A adição do EAHS não alterou a ingestão hídrica ou consumo de ração dos animais, porém não foi possível observar diferença entre os grupos DH e DHE na grande maioria dos parâmetros avaliados. Este tratamento apenas reduziu significativamente a massa do coxim adiposo perirenal, sem afetar o índice de adiposidade. Dessa forma, o EAHS não alterou os efeitos causados pela indução da obesidade em camundongos, contrastando com os estudos etnobotânicos que indicam o uso da casca da H. speciosa na obesidade e na perda de massa corpórea.
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Câncer de mama e associação com composição corporal, prática de atividade física, resistência à insulina e perfil lipídico: estudo caso-controle / Breast cancer and association with body composition, physical activity, insulin resistance and lipid profile: case-control study

Mota, Jordana Carolina Marques Godinho 29 February 2016 (has links)
Submitted by Luciana Ferreira (lucgeral@gmail.com) on 2016-08-17T14:43:27Z No. of bitstreams: 2 Dissertação - Jordana Carolina Marques Godinho Mota - 2016.pdf: 2179770 bytes, checksum: ddd02849e0b098a68f95355680a5c702 (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) / Approved for entry into archive by Luciana Ferreira (lucgeral@gmail.com) on 2016-08-17T14:45:26Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Dissertação - Jordana Carolina Marques Godinho Mota - 2016.pdf: 2179770 bytes, checksum: ddd02849e0b098a68f95355680a5c702 (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) / Made available in DSpace on 2016-08-17T14:45:26Z (GMT). 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Data were collected using a pre-tested and standardized questionnaire, body composition assessed by radiographic absorptiometry method dual beam (DXA) and blood samples were collected to characterize glycemic and lipid profiles. Database was structured in double entry in Epi-InfoTM 2014 and statistical analysis were performed using Stata for Windows (version 12.0). Comparisons of differences in means between groups were analyzed using Mann Whitney U-test for categorical variables we used the chi-square Pearson, later the odds ratio was estimated using logistic regression. The results were divided according to menopausal status. In analyzes by menopausal status it was found that premenopausal women have higher lean body mass percentage and those who were physically active was inversely associated with breast cancer diagnosis. On the other hand, having a high percentage of total body fat and android, assessed by DXA, increased the odds 2.17 (CI 95% = 1.04 - 4.52) and 2.27 (CI 95% = 1.09 4.74) times, respectively. In postmenopausal physically active women reduced the chances in half of having breast cancer (0R = 0.51; CI 95% = 0.29 - 0.92). Among the glycemic profile, lipid and body fat markers were directly linked to breast cancer fasting plasma glucose, insulin, homeostasis model assessment-insulin resistance (HOMA-IR) and Visceral Adiposity Index (VAI). Only HDL cholesterol was inversely associated with breast cancer in the total sample. Physically inactive women with higher conicity index have a greater chance of developing breast cancer. In addition, insulin resistance values above the 50th percentile for the VAI and HDL cholesterol below 50 mg / dL were also associated with breast cancer outcome. / O câncer de mama é a neoplasia não melanoma mais comum e a principal causa de morte entre mulheres brasileiras, com etiologia multi-causal. Diante da sua crescente incidência e da complexidade dos seus fatores de risco objetivou-se comparar entre mulheres com e sem câncer de mama a prática de atividade física, composição corporal, perfis glicêmico e lipídico de mulheres goianas. Trata-se de um estudo caso-controle com 90 mulheres recém-diagnosticadas com câncer de mama e 164 controles, realizado entre agosto/2014 a janeiro/2016. Os dados foram coletados utilizando-se um questionário pré-testado e padronizado, a composição corporal avaliada por meio do método absorciometria radiológica de feixe duplo (DXA) e amostras de sangue foram coletadas para caracterizar os perfis glicêmico e lipídico. Banco de dados estruturado em dupla entrada no Epi-InfoTM 2014 e as analises estatísticas realizadas no software Stata for Windows (versão 12.0). As comparações das diferenças das médias entre os grupos foram analisadas pelo teste U- Mann Whitney, para as variáveis categóricas utilizou-se o qui-quadrado de Pearson, posteriormente, estimou-se o Odds Ratio através da regressão logística. Os resultados foram divididos conforme estado menopausal. Nas analises por estado menopausal obteve-se que na pré-menopausa possuir maior percentual de massa corporal magra e ser fisicamente ativa foi inversamente associado ao diagnostico de câncer de mama. Por outro lado, possuir um elevado percentual de gordura corporal total e androide, avaliado pelo DXA, aumentou as chances em 2,17 (IC95%= 1,04-4,52) e 2,27 (IC95%= 1,09-4,74) vezes, respectivamente. Na pós-menopausa mulheres fisicamente ativas reduziram pela metade as chances de apresentarem câncer de mama (0R= 0,51; IC95%= 0,29-0,92). Entre o perfil glicêmico, lipídico e os marcadores de gordura corporal foram diretamente associados ao câncer de mama a glicemia de jejum, insulina, Homeostasis model assessment–insulin resistance (HOMA-IR) e Índice de Adiposidade Visceral (VAI). Apenas o HDL-colesterol foi inversamente associado ao câncer de mama, na amostra total. Mulheres fisicamente inativas, com um maior índice de conicidade apresentam maior chance de desenvolver câncer de mama. Além disso, resistência à insulina, valores superiores ao percentil 50 para o VAI e HDL-colesterol abaixo de 50 mg/dL também foram associados ao desfecho câncer de mama.
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O SP1 (transcription factor Sp1) participa da regulação transcricional do Slc2a4 mediada pelo receptor  de estrógeno ER-alfa em adipócitos 3T3-L1 / SP1 (transcription factor Sp1) participates in the transcriptional regulation of Slc2a4 mediated by estrogen receptor ER-alpha in 3T3-L1 adipocytes

João Nilton Barreto Andrade 15 May 2018 (has links)
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é caracterizado pela presença de resistência à insulina, a qual pode ser modulada pelo estrógeno, tanto em fêmeas como em machos. Nesse processo, o transportador de glicose GLUT4 (gene Slc2a4, solute carrier family 2 member 4) desempenha papel importante, pois aumento da expressão do GLUT4 melhora o controle glicêmico. Estradiol (E2) regula a expressão do Slc2a4 por meio do balanço dos efeitos contrários de seus receptores (ERs): ER-alfa estimula e ER-beta inibe a expressão. Efeitos transcricionais dos ERs envolvem a participação de co-reguladores, destacadamente o SP1 (transcription factor Sp1), potente estimulador do Slc2a4. Entretanto, o papel do SP1 na regulação do Slc2a4 mediada pelos ERs é desconhecido; e este foi o objetivo do presente estudo. Investigou-se adipócitos maduros 3T3-L1, tratados por 24 horas com E2, agonista de ER-alfa (PPT) ou agonista de ER-beta (DPN). Avaliou-se: a expressão gênica (RT-qPCR) de Slc2a4 e Sp1; o conteúdo (Western blotting) total de GLUT4 e o nuclear de ER-alfa/beta e SP1; a atividade de ligação do SP1 no Slc2a4 (ensaio de mobilidade eletroforética); e a formação de complexos SP1/ER-alfa (imunoprecipitação). Os resultados confirmaram que E2 aumenta a expressão de Slc2a4/GLUT4 pela ação preponderante do ER-alfa. O agonista PPT aumentou: o conteúdo nuclear de SP1, a interação SP1/ER-alfa e a atividade de ligação do SP1 no Slc2a4. O agonista DPN indicou que a ação repressora do ER-beta não envolve o SP1. Conclui-se que o efeito estimulador do ER-alfa na expressão do Slc2a4 envolve mecanismo de transativação gênica via SP1. Essas observações colocam a cooperação ER-alfa/SP1 como um novo alvo para o desenvolvimento de medidas terapêuticas para resistência à insulina e diabetes mellitus tipo 2 / Type 2 diabetes mellitus (T2DM) is characterized by insulin resistance, which can be modulated by estrogen in both females and males. In this process, the glucose transporter GLUT4 (solute carrier family 2 member 4 gene - Slc2a4) plays an important role, since increasing GLUT4 expression improves glycemic control. Estradiol (E2) regulates the expression of Slc2a4, by a mechanism in which estrogen receptors (ERs) play opposite effects: ER-alpha stimulates, whereas ER-beta inhibits the expression. Transcriptional effects of ERs involve co-regulators, notably the transcription factor SP1, a powerful enhancer of Slc2a4. However, the role of SP1 in the ERs-mediated regulation of Slc2a4 is unknown; and that was the aim of the present study. Differentiated adipocytes 3T3-L1 were treated (24 hours) with E2, ER-alpha agonist (PPT) or ER-beta agonist (DPN). It was analyzed: gene expression (RT-qPCR) of Slc2a4 and Sp1; total content o GLUT4 and nuclear content of ER-alpha/beta and SP1 (Western blotting); binding activity of SP1 into Slc2a4 promoter (electrophoretic mobility shift assay); and content of nuclear SP1/ER-alpha complexes (immunoprecipitation). Results confirmed that E2 increases the expression of Slc2a4/GLUT4, by the dominant effect of ER-alpha. The ER-alpha agonist PPT increased the nuclear content of SP1, the interaction of SP1/ER-alpha, and the binding activity of SP1 into the Slc2a4. The agonist DPN evinced that ER-beta activity does not involve the SP1. In conclusion, the enhancer effect of ER-alpha upon Slc2a4 gene expression involves a transactivation mechanism via SP1. This observation point outs the cooperation of ER-alpha/SP1 as a new target for the development of approaches to treat insulin resistance and T2DM
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RBP urinária e sérica: associação com doença renal crônica e fatores de risco cardiovascular / Urinary and serum RBP: relationship with chronic kidney disease and cardiovascular risk factors

Maria Alice Muniz Domingos 21 January 2016 (has links)
A RBP urinária tem seu papel bem definido como marcador de progressão de doença renal em tubulopatias, em glomerulopatias e em pacientes transplantados. No entanto, seu papel em DRC lato senso foi pouco estudado. Por sua vez, a dosagem de RBP sérica, caracterizada recentemente como biomarcador de resistência insulínica, também não teve seu papel esclarecido em população portadora de DRC. O objetivo do presente estudo foi avaliar a relação entre a RBP (urinária e sérica) e a função renal, assim como sua relação com fatores de risco cardiovascular em população de DRC. Para tanto, foram analisados os dados da linha de base da Coorte PROGREDIR, constituída por 454 participantes portadores de DRC, oriundos do Hospital das Clínicas, São Paulo. Inicialmente, além de estar inversamente relacionada às medidas de depuração de creatinina, a RBP urinária mostrou-se relacionada a diversos fatores de risco cardiovascular e variáveis associadas à função renal, como proteinúria, metabolismo ósseo, anemia, acidose, albumina, RPB sérica, Hb glicada, HOMA, lípides, velocidade de onda de pulso (VOP), átrio esquerdo (ECO AE), diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo (ECO-Ddve), diâmetro sistólico do ventrículo esquerdo (ECO-Dsve) e fração de ejeção (ECO-Fe). Entretanto, após diversos modelos de regressão, permaneceram como variáveis independentemente associadas à RBP urinária a função renal, a pressão arterial sistólica, a albuminúria, a acidose e a medida do AE. Esse resultado se manteve quando o modelo foi repetido mediante estratificação por albuminúria, sugerindo que mesmo em população normoalbuminúrica a RBP urinária correlacione-se inversamente com função renal. Além disso, a relação inversa de RBP urinária com dilatação cardíaca sugere que, em população com DRC já estabelecida, a RBP urinária possa ter um papel em identificar mecanismos etiológicos, possivelmente por distinguir mecanismos hemodinâmicos daqueles onde há uma patologia renal intrínseca. Por sua vez, a RBP sérica relacionou-se inversamente à função renal e idade, e positivamente a triglicérides, albumina e potássio. Curiosamente, a RBP sérica não se mostrou associada às medidas de metabolismo de carboidrato, sugerindo que seu papel como biomarcador de resistência insulínica seja atenuado na DRC. Também não foram encontradas relações entre RBP urinária ou sérica e calcificação coronária ou espessura de carótidas. Nossos resultados sugerem que a RBP urinária deva ser melhor explorada como marcador de função renal e, possivelmente, como marcador de risco de progressão da DRC / The role of urinary RBP as a biomarker of tubular injury and CKD progression in tubulopathies, glomerulopathies and in transplantation is well established. However, its role in CKD is less studied. In addition, serum RBP has been recently characterized as an insulin resistance marker, but controversial results have been shown. The aim of the study was to evaluate the association of both urinary RBP and serum RBP with kidney function and other variables related to the uremic syndrome and cardiovascular risk in a CKD population. We used the baseline data from the PROGREDIR Cohort, which comprehends 454 participants with CKD, recruited from Hospital das Clínicas, Sao Paulo. In univariate analysis, urinary RBP was inversely related to renal function. In addition, it was also related to albuminuria, SBP, anemia, mineral metabolism, acidosis, albumin, serum RPB, glycated hemoglobin, HOMA, lipids, pulse-wave velocity, left atrium diameter, left ventricle diastolic diameter, left ventricle systolic diameter and ejection fraction. However, in the multivariate analysis, only SBP, albuminuria, acidosis, left atrium diameter and renal function remained significantly associated to urinary RBP. After stratification for albuminuria levels, the same relationship was observed, suggesting that even in the normoalbuminuric population urinary RBP is significantly related to renal function. Interestingly, the inverse association between urinary RBP and cardiac dilation suggests that urinary RBP may play a role in identifying mechanisms related to CKD, by differentiating vascular/cardio-renal conditions versus more intrinsic kidney disease and possibly tubule-interstitial fibrosis. The serum RBP was positively related to renal function, triglycerides, albumin, age and potassium, but not to measurements of carbohydrate metabolism. No relationship between urinary or serum RBP and coronary calcification or carotid thickness was found. Our results suggest that urinary RBP should have its role as a marker of CKD and CKD progression further explored
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Mecanismos fisiopatológicos do remodelamento vascular associado à  calcificação em camundongos com obesidade e resistência à insulina / Mechanisms of vascular remodeling associated with calcification in obesity and insulin resistance

Luciana Simão do Carmo 12 December 2017 (has links)
O remodelamento vascular é uma resposta adaptativa a estímulos específicos, participando da fisiopatologia de diversas doenças cardiovasculares. Devido à intersecção de fatores de risco cardiovasculares relacionados tanto ao remodelamento vascular como à calcificação vascular (CV), propomos a investigação de mecanismos que inter-relacionam tais condições. Postulamos que camundongos ob/ob com obesidade e resistência à insulina têm resposta exacerbada de remodelamento vascular associado à CV quando comparado aos camundongos controles C57BL/6 (C57) após estímulo com vitamina D3 (VD) in vivo. Camundongos C57 e ob/ob (OB) machos foram injetados com 8x103 UI/kg de vitamina D3 intraperitoneal (IP) ou solução fisiológica (CT) durante 14 dias (n=6). Houve aumento da circunferência da lâmina elástica externa da aorta, determinando aumento da área circunferencial do vaso em camundongos OBVD. A hipervitaminose D aumentou o comprimento da lâmina elástica interna da aorta, aumentando o lúmen vascular em camundongos OBVD. Ocorreu também diminuição da espessura da parede do vaso em camundongos OBVD, caracterizando remodelamento vascular positivo hipotrófico. Observamos ainda maior deposição de colágeno na parede do vaso e elastólise em camundongos OBVD. O remodelamento vascular positivo em camundongos OBVD se correlacionou diretamente com o aumento da calcificação na aorta (R2=0,8; p < 0,003). Aortas de camundongos OBVD apresentaram aumento na expressão de espécies reativas de oxigênio (ERO), que foi associado a aumento da atividade de metaloproteinases de matriz (MMP). Estes resultados fornecem evidências que camundongos obesos, insulino-resistentes, e com diabetes tipo 2 desenvolveram remodelamento vascular positivo hipotrófico correlacionado diretamente com calcificação vascular em camundongos OBVD após estímulo com vitamina D3. O desenvolvimento de remodelamento vascular positivo hipotrófico neste modelo murino é possivelmente mediado pela ativação de MMP na parede da aorta e a geração de ERO pode ter contribuído para a ativação de MMP no nosso modelo / Vascular remodeling is a vessel response to mechanical and hemodynamic stimuli, which is a major determinant of changes in vessel lumen caliber. The mechanisms that influence arterial remodeling include calcification. We hypothesized that ob/ob mice develop positive vascular remodeling associated with calcification. We quantify and assess mechanisms of vascular remodeling and vascular calcification in ob/ob mice (OB) after vitamin D3 stimulation (VD) or phosphate buffered saline (CT), compared with (C57BL/6) mice. Both ob/ob (OBVD) and C57BL/6 (C57VD) mice received 8x103 IU/day of (IP) vitamin D3 for 14 days. Control ob/ob (OBCT) and C57BL/6 (C57CT) mice received IP phosphate buffered saline (PBS) for 14 days (n=6). Hypervitaminosis D increased the external and internal elastic length in aortas from OB mice, resulting in increased total vascular area and lumen vascular area respectively, which characterizes positive vascular remodeling. OBVD mice decreased the aortic wall thickness, resulting in hypotrophic vascular remodeling. We demonstrated increases in collagen deposition, elastolysis and calcification in the aortas of OBVD mice. These results showed a positive correlation between expansive vascular remodeling and vascular calcification in OBVD mice (R2=0,8; p < 0,003). Furthermore, aorta from OBVD increased oxidative stress, coincidently with augmented metalloproteinase activity. Our data provide evidence that obese type 2 diabetes mellitus and insulin-resistant mice (ob/ob) developed positive hypotrophic vascular remodeling correlated directly with increased vascular calcification in OBVD mice after chronic vitamin D3 stimulation. The development of positive hypotrophic vascular remodeling in this mouse model is possibly mediated by the activation in the aortic wall of MMP and ROS may have contributed to the activation of MMP in our model
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Estimativas do consumo de sódio no Brasil, revisão dos benefícios relacionados à limitação do consumo deste nutriente na Síndrome Metabólica e avaliação de impacto de intervenção no local de trabalho / Estimates of sodium consumption in Brazil, review of benefits related to limiting the consumption of this nutrient in the Metabolic Syndrome and assessment of impact of intervention at the workplace

Flavio Sarno 05 October 2010 (has links)
Introdução: O consumo excessivo de sódio tem se associado com vários efeitos prejudiciais à saúde, como aumento da pressão arterial (PA) e doença cardiovascular. Objetivos: Os objetivos da tese foram avaliar a disponibilidade de sódio no Brasil, analisar os efeitos de dietas com teores reduzidos de sódio em indivíduos com Síndrome Metabólica (SM) ou resistência à insulina (RI) e avaliar o impacto de uma intervenção que promoveu a redução da adição de sal aos alimentos. Sujeitos e métodos: A tese está composta de três artigos. O primeiro deles avaliou as aquisições de alimentos e bebidas realizadas pelos domicílios na Pesquisa de Orçamento Familiar de 2002/2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O segundo artigo revisou a literatura de forma sistemática acerca dos ensaios clínicos realizados em adultos entre anos de 2004 e 2008. E o último artigo avaliou o impacto de uma intervenção, baseada no modelo ecológico de promoção de saúde, na redução da adição de sal nos alimentos consumidos por trabalhadores de empresas da cidade de São Paulo. Resultados: A quantidade diária de sódio disponível para consumo nos domicílios brasileiros foi de 4,7 g per capita e para uma ingestão diária de 2.000 kcal. A maior parte do sódio disponível para consumo proveio do sal de cozinha e de condimentos à base desse sal (76,2%). A fração proveniente de alimentos processados com adição de sal representou 9,7por centodo total de sódio no quinto inferior da distribuição da renda per capita e 25,0por centono quinto superior. A restrição no consumo de sódio associou-se ao aumento da RI em dois artigos e à diminuição em três outros. Em sete dos nove artigos, uma dieta com teor reduzido de sódio determinou redução da PA e em dois artigos ocorreram efeitos adversos em marcadores da SM. Nas análises multivariadas, homens (IRR = 0,51) e aqueles considerados normotensos (IRR = 0,61) alocados no grupo intervenção no momento final apresentaram taxas menores de adição de sal ao prato quente. Conclusões: O consumo de sódio no Brasil excede largamente a recomendação máxima para esse nutriente. A maioria dos estudos da revisão sistemática mostrou efeitos benéficos da restrição moderada de sódio da dieta, associada ou não a outras modificações nutricionais ou ao aumento da atividade física. A intervenção realizada no ambiente de trabalho reduziu a taxa de relato de adição de sal no prato quente entre trabalhadores do sexo masculino e entre aqueles categorizados como normotensos / Introduction: The excess of sodium consumption has been associated with several adverse health effects, such as increased of blood pressure (BP) and cardiovascular disease. Objectives: Evaluate the availability of sodium in Brazil, analyze the effects of diets with reduced sodium content in subjects with Metabolic Syndrome (MS) or insulin resistance (IR) and evaluate the impact of an intervention which promoted the reduction of adding salt to foods. Subjects and Methods: The thesis is composed of three articles. The first one assessed the food and beverage purchases made by households in the Household Budget Survey of 2002/2003, by the Brazilian Institute of Geography and Statistics. The second article reviewed the literature in a systematic way about clinical trials performed in adults between the years 2004 and 2008. And the last paper assessed the impact of an intervention, based on the ecological model of health promotion, in reducing the added salt to foods consumed by employees of Sao Paulo based companies. Results: The daily amount of sodium available in Brazilian households was 4.7 g daily per person for 2,000 kcal intake. Most of the sodium available for consumption comes from the salt and salt based seasonings (76.2 per cent). The fraction derived from processed foods with added salt represented 9.7 per cent of total sodium intake at the bottom of per person income distribution and 25.0 per cent at the top fifth. The restriction in sodium intake was associated with increased IR in two articles and the decrease in three others. In seven of the nine articles, the salt intake restriction had caused decreased in BP and in two articles have occurred adverse effects on markers of MS. In multivariate analysis, men (IRR = 0.51) and those considered normotensive (IRR = 0.61) allocated in the intervention group at the final moment had lower rates of salt addition in the hot meal. Conclusions: The results indicate that sodium intake in Brazil far exceeds the maximum recommended intake for this nutrient. Most studies have shown beneficial effects of a diet with moderate sodium restriction, with or without other nutritional modifications or increased physical activity. The intervention carried out at the workplace reduced the reporting rate of salt addition in the hot meal by male workers and those categorized as normotensive
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Avaliação da gordura visceral e subcutânea em pacientes portadores de doença gordurosa não alcoólica do fígado (DHGNA): correlação com a resistência insulínica, medidas antropométricas, síndrome plurimetabólica e hábitos alimentares / Visceral and subcutaneous fat in patients with NAFL: correlation with insulin resistance, presence of metabolic syndrome, anthropometric measurements and dietary intake

Lisis Karine Vilar 12 January 2007 (has links)
Introdução: O aumento alarmante da obesidade em todo mundo é um fator independente para o aumento da prevalência de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão arterial e doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). A DHGNA engloba um amplo espectro de doença desde esteatose simples sem sinais inflamatórios, evoluindo para esteatohepatite (ENA) e até cirrose. Por ser uma patologia multifatorial sua patogênese e terapêutica ainda apresentam pontos obscuros. A resistência à insulina é um dos fatores que já foram determinados como importantes na fisiopatogênese da DHGNA e, está diretamente relacionado ao estilo de vida e hábitos alimentares. Objetivo: Avaliar a correlação entre a presença da gordura visceral e subcutânea à resistência insulínica, síndrome metabólica, medidas antropométricas e hábitos alimentares em pacientes portadores DHGNA. Resultados: Sessenta por cento dos pacientes com DHGNA apresentavam Síndrome Plurimetabólica de acordo com os critérios do ATP III. Dentre os critérios mais prevalentes da síndrome metabólica, níveis baixos HDL e circunferência de cintura (CC) aumentada ocorreram em 56%. Ao dividirmos os pacientes em grupos, os critérios se modificaram. Nos pacientes portadores de esteatose simples, o critério mais prevalente foi CC 77%. Já naqueles com ENA o aumento do nível de triglicérides ocorreu em 68% dos pacientes, sendo o de maior prevalência. As correlações entre CT e IMC (p=0,001), CC (p=0,003) e percentual de massa gorda (p=0,031), apresentam significância estatística negativa entre os pacientes com DHGNA. Não houve significância estatística entre CT e HOMA, ingestão total de energia, proteínas, carboidratos e lipídios nestes pacientes mesmo quando foram divididos de acordo com o grau de inflamação, esteatose e ENA. Por outro lado, a CC ao ser correlacionada com IMC (p=0,000), HOMA (p=0,049), ingestão total de energia (p=0,043), lipídios e dos ácidos graxos mono (p=0,020) e poliinsaturados (0,045) apresentaram significância estatística nos pacientes com DHGNA. Quando divididos segundo o grau de esteatose houve correlação positiva entre CC e HOMA (p=0,045) nos pacientes com esteatose simples. Já nos pacientes portadores de ENA houve correlação positiva entre CC e ingestão total de calorias (p=0,031). Houve diferença estatística positiva quanto ao consumo de lipídios totais (p=0,005) entre o grupo de esteatose e ENA, onde os pacientes com ENA, tinham um maior consumo de lipídios. Conclusões: A circunferência de cintura se mostrou melhor parâmetro de diagnóstico complementar ao ser comparado com a tomografia computadorizada em pacientes com DHGNA. Ao associarmos o IMC com a CC conseguimos obter uma avaliação nutricional mais fidedigna dos riscos de doenças decorrentes da síndrome metabólica. O alto consumo de lipídios apresentou correlação positiva com maior grau de inflamação em pacientes com DHGNA. / Introduction: The dramatic increasing of obesity in the world is a predictive factor to increase the prevalence of chronic diseases, as type II diabetes, hypertension and Nonalcoholic fatty liver disease (NAFLD). It is part of large spectrum of liver damage ranging from simple steatosis and cirrhosis. The pathogenesis of NAFLD is multifactorial and some points in the mechanisms and therapeutic still unknown. The insulin resistance is the major risk factors, recognized in the pathophysiology of NAFLD and it is strongly related with life style and diet. Objective: Evaluate the correlation between visceral and subcutaneous fat with insulin resistance, presence of metabolic syndrome, anthropometric measurements and dietary intake in patients with NAFLD. Results: Sixty percent of patients with NAFLD, classified by ATPIII criteria, had the metabolic syndrome. Waist circumference and low HDL -C were the most positive criteria, observed in 56% of total cases. However the criteria modifies when the group were divided. In patients with simple steatosis WC was the most prevalent criteria 77%, where as in NASH patients the high level of TGL 68%, was the most prevalent. Correlations between CT and BMI (p=0,001), WC (p=0,033) and fat mass (p =0,031) had a negative statistic significant correlation in all cases of NAFLD. No significant associations were found between CT (umbilical circumference) and fat mass, WC, HOMA, Intake of calories, carbohydrates, proteins, lipids and fat acids in patients divided in steatosis and NASH patients. The correlation between Waist circumference (WC) with BMI (p=0,000), HOMA (p:0,049), total of energy intake (p=0,043) , monounsaturated (p:0,020) and polyunsaturated (p:0,045) fat acids intake showed a statistic significance in all cases of NAFLD. Significant different correlations were found as the group were divided in steatosis and NASH cases. The values of fat mass correlated with WC was (p: 0,045) in the steatosis group where as in NASH patients the only correlation found was WC and total consumption of daily energy (p=0,031). NASH patients showed a statistic higher intake of lipids (p=0,005), compared with steatosis patients. Conclusions: CT measurement of visceral fat did not contribute to differential diagnosis as much as WC in patients with NAFLD. The use of both measurements BMI and WC showed to be a better predictor of the risks of Metabolic Syndromes. NASH subjects had a higher intake o total fat as well as of lipid fractions.
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Avaliação do metabolismo e atividade inflamatória nas diversas formas evolutivas da doença de Chagas: correlação com disfunção autonômica / Evaluation of metabolism and inflammatory activity in different forms of Chagas\' disease: correlation with autonomic dysfunction

João Marcos Bemfica Barbosa Ferreira 29 November 2013 (has links)
INTRODUÇÃO: A cardiopatia chagásica crônica (CCC) apresenta características específicas, tais como: disfunção autonômica e atividade inflamatória exacerbada. Esta fisiopatologia sugere que alguns parâmetros metabólicos podem estar alterados em pacientes chagásicos. O objetivo deste estudo foi avaliar os parâmetros metabólicos e inflamatórios nas diversas formas evolutivas de doença de Chagas e sua correlação com medidas de avaliação do Sistema Nervoso Autônomo (SNA). MÉTODOS: Foram avaliados 60 indivíduos divididos em 4 grupos (n=15): Grupo controle (GC), Grupo FI - forma indeterminada, Grupo ECG- cardiopatia chagásica com alteração eletrocardiográfica sem disfunção ventricular e Grupo IC - cardiopatia chagásica com disfunção ventricular e insuficiência cardíaca. Todos os grupos foram pareados de acordo com sexo, idade e índice de massa corporal. Os pacientes realizaram dosagens sanguíneas de insulina, leptina, adiponectina, interleucina-6 (IL- 6) e fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa) pelo método de ELISA. O SNA foi avaliado através da variabilidade da frequência cardíaca no holter 24 horas e no teste de inclinação postural. Os valores de RMSSD, pNN50 e do componente alta frequência (AF) foram utilizados como estimativa da atividade parassimpática. Os valores do componente de baixa frequência (BF) estimaram a atividade simpática. A análise estatística foi feita utilizando-se a ANOVA ou teste de Kruskal-Wallis para a comparação entre os grupos, o coeficiente de Spearman para a análise das correlações e a regressão linear múltipla para a análise multivariada. RESULTADOS: A leptina e insulina não apresentaram diferenças significativas entre os grupos [Leptina: GC=3,42 (7,43); FI=3,03 (6,53); ECG=5,56 (6,2); IC=2,86 (2,67) ng/ml; p=0,626. Insulina: GC=3,41 (1,98); FI=4,31 (2,85); ECG=4,30 (3,06); IC=4,58 (2,88) ng/ml; p=0,901] A adiponectina apresentou níveis maiores nos grupos ECG e IC [GC=4766,5 (5529,5); FI= 4003,5 (2482,5); ECG= 8376,5 (8388,5); IC= 8798 (4188) ng/ml; p < 0,001]. IL-6 e TNF-alfa foram maiores no Grupo IC [IL-6: GC=1,85 (6,41); FI=1,58 (1,91); ECG=1,0 (1,57); IC= 31,44 (72,19) pg/ml; p=0,001. TNF-?: GC=22,57 (88,2); FI=19,31 (33,16); ECG=12,45 (3,07); IC=75,15 (278,57) pg/ml; p=0,04]. A insulina, leptina e TNF-alfa não apresentaram correlações significativas com medidas de avaliação do SNA. A adiponectina apresentou correlação positiva com o componente AF (r= 0,336; p= 0,009) e correlação negativa com o componente BF (r= -0,336; p= 0,009). A interleucina-6 apresentou correlação positiva com o componente AF (r= 0,419; p=0,004) e correlação negativa com o componente BF (r= -0,393; p= 0,007). Porém, na análise multivariada apenas a adiponectina apresentou correlação significativa com medidas de função do SNA. CONCLUSÃO: A adiponectina foi maior nos grupos ECG e IC. A IL-6 e o TNF-alfa foram maiores no grupo IC. O aumento dos níveis de adiponectina esteve associado a diminuição da atividade simpática e predomínio da atividade parassimpática. / BACKGROUND: Chagas disease (CD) has specific characteristics such as autonomic dysfunction and increased inflammatory activity. This pathophysiology suggests that metabolic parameters can be altered in patients with CD. The aim of this study was to evaluate the metabolic and inflammatory parameters in different forms of CD and their correlation with Autonomic Nervous System (ANS) measures. METHODS: We evaluated 60 subjects divided into 4 groups (n=15): control group (CG), group IF (indeterminate form); group ECG (ECG abnormalities and normal left ventricular function in echocardiogram) and HF group (heart failure with left ventricular dysfunction). All groups were matched for age, sex and body mass index. The patients underwent insulin, adiponectin, leptin, interleukin-6 (IL-6) and tumor necrosis factor-alfa (TNF-alfa) measurements by ELISA. The Autonomic Nervous System was assessed by heart rate variability in 24-hour Holter and tilt test. RMSSD, pNN50 and High Frequency (HF) component values were used to estimate parasympathetic activity and low frequency (LF) components were used to estimate sympathetic activity. Statistical analyses were performed using ANOVA or Kruskal- Wallis tests to compare groups. Spearman coefficient was used for correlation analysis and linear regression for multivariate analysis. RESULTS: No significant differences were observed in leptin and insulin levels between groups. [Leptin: CG=3.42 (7.43); IF=3.03 (6.53); ECG=5.56 (6.2); HF=2.86 (2.67) ng/ml; p=0.626. Insulin: CG=3.41 (1.98); IF=4.31 (2.85); ECG=4.30 (3.06); HF=4.58 (2.88) ng/ml; p=0.901]. Adiponectin was higher in ECG and HF groups. [CG=4766.5 .(5529.5); IF= 4003.5 (2482.5); ECG= 8376.5 (8388.5); HF= 8798 (4188) ng/ml; p < 0.001)]. IL-6 and TNF-alfa were higher in HF group. [IL-6: CG=1.85 (6.41); IF=1.58 (1.91); ECG=1.0 (1.57); HF= 31.44 (72.19) pg/ml; p=0.001. TNF-alfa: CG=22.57 (88.2); IF=19.31 (33.16); ECG=12.45 (3.07); HF=75.15 (278.57) pg/ml; p=0.04]. Insulin, leptin and TNF-alfa did not correlate with autonomic dysfunction. Adiponectin correlated positively with HF component (r=0.336; p= 0.009) and inversely with LF component (r= -0.336; p=0.009). IL-6 correlated positively with HF component (r= 0.419; p=0.004) and inversely with LF component (r= -0.393; p= 0.007). However, in multivariate analysis only adiponectin correlated significantly with ANS measures. CONCLUSION: Adiponectin levels were higher in ECG and HF groups. IL-6 and TNF-alfa were higher in HF group. Higher levels of adiponectin were associated with reduced sympathetic activity and predominance of parasympathetic activity
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Mediadores inflamatórios e metabólicos em pacientes com miocardiopatia dilatada idiopática e chagásica: correlação com disfunção autonômica / Metabolic and inflammatory mediators in patients with idiopathic dilated cardiomyopathy and Chagas\' disease: correlation with autonomic dysfunction

Dabarian, André Luiz 14 December 2017 (has links)
Alterações metabólicas, inflamatórias e do sistema nervoso autônomo estão presentes em pacientes com insuficiência cardíaca. No entanto, não há até o momento, consenso de que tais alterações são decorrentes da disfunção ventricular ou da síndrome de insuficiência cardíaca. Objetivo: Avaliacão do metabolismo e atividade inflamatória em pacientes com miocardiopatia dilatada chagásica e idiopática e sua correlação com medidas de funcão do sistema nervoso autônomo. Casuística: Foram avaliados 46 pacientes divididos em três grupos: pacientes com miocardiopatia dilatada idiopática, chagásica e controle, pareados entre si de acordo com sexo e idade e índice de massa corpórea. Critérios de inclusão: miocardiopatia chagásica com sorologia positiva em dois métodos diferentes (imunofluorescência indireta e ELISA) e miocardiopatia dilatada idiopática com idade superior a 18 anos; ambos os sexos; Índice de massa corporal (IMC) entre 18,5 e 25 kg/m2 e fração de ejeção < 40% pelo método de Simpson ao ecocardiograma. Metodologia: Todos pacientes foram submetidos a medidas antropométricas: índice de massa corporal e medida da porcentagem de gordura corporal através de bioimpedância. Coletado sangue para dosagens sanguíneas de leptina, adiponectina, interleucina-6, fator de necrose tumoral, glicose, insulina, colesterol total, HDL-Colesterol, LDL-Colesterol e triglicerídeos após jejum de 12 horas e realizados: Holter de 24 horas para avaliação da função autonômica, ecocardiograma transtorácico bidimensional complementado com modo-M, Doppler pulsátil, tecidual e colorido. Resultados: Não houve diferenças entre os grupos com relação a dosagem de glicemia, colesterol total, LDL-colesterol, HDL-colesterol e triglicerídeos. Com relação à leptina e adiponectina e o índice HOMA-IR, não houve diferença entre os grupos. As dosagens de insulina foram menores no grupo chagásico em comparação ao grupo controle e de idiopático (5,4; 8,0; 9,9) respectivamente (p = 0,007). As dosagens de interleucina-6 e fator de necrose tumoral-alfa foram maiores no grupo chagásico em relação aos outros grupos. A insulina correlacionou positivamente no grupo chagásico com leptina (r = 0,579; p = 0,024) e sistema nervoso autônomo ( atividade simpática) BF/AF ( r = 0,562; p = 0,029) e BF (r = 0,562; p = 0,029) e negativamente com adiponectina (r = -0,603; p = 0,017). Na análise multivariada, apenas a adiponectina foi significante. A adição de uma unidade de adiponectina reduziu a média de insulina em 0,332. Conclusões: Os níveis de insulina foram menores nos pacientes com miocardiopatia chagásica em comparação aos pacientes com miocardiopatia dilatada idiopática e controle. Os níveis das citocinas inflamatórias (TNF-alfa e interleucina-6) foram maiores nos pacientes com miocardiopatia chagásica em comparação aos pacientes com miocardiopatia dilatada idiopática e controle. A insulina correlacionou negativamente no grupo chagásico com adiponectina / Metabolic, inflammatory and autonomic nervous system changes are present in patients with heart failure. However, there is so far, consensus that these changes are due to ventricular dysfunction or heart failure syndrome. Objective: Evaluation of metabolism and inflammatory activity in patients with Chagas\' disease and idiopathic dilated cardiomyopathy and its correlation with user function measures the autonomic nervous system. Patients: A total of 46 patients divided into three groups: patients with idiopathic dilated cardiomyopathy, Chagas and control, matched each other according to sex and age and body mass index. Inclusion criteria: serology for Chagas\' disease in two different methods (indirect immunofluorescence and ELISA); idiopathic dilated cardiomyopathy; older than 18 years; both sexes; Body mass index (BMI), ie between 18.5 and 25 kg / m2 and ejection fraction < 40% by Simpson method by echocardiography. Methods: All patients underwent anthropometric measurements: body mass index and measure the percentage of body fat by bioimpedance. Blood was collected for blood leptin dosages, adiponectin, interleukin-6, tumor necrosis factor, glucose, insulin, total cholesterol, HDLcholesterol, LDL-cholesterol and triglyceride levels after fasting for 12 hours and performed: 24 hours for evaluation Holter autonomic function, two-dimensional transthoracic echocardiography complemented by M-mode, pulsed Doppler, tissue and colorful. Results: There were no differences between groups with respect to blood glucose levels, total cholesterol, LDL-cholesterol, HDLcholesterol and triglycerides. With respect to leptin and adiponectin and HOMAIR, there was no difference between groups. Insulin doses were lower in the chagasic group compared to the control group and Idiopathic: 5.4; 8.0; 9.9, respectively (p = 0.007). Dosages of interleukin-6 and tumor necrosis factoralpha were higher in the chagasic group compared to other groups. Insulin positively correlated in the chagasic group with leptin (r = 0.579; p = 0.024) and autonomic nervous system (sympathetic activity) LF / HF (r = 0.562; p = 0.029) and BF (r = 0.562; p = 0.029) and negatively with adiponectin (r = -0.603; p = 0.017). In multivariate analysis, only adiponectin was significant. The addition of an adiponectin unit reduced the average insulin 0.332. Conclusions: Insulin levels were lower in patients with Chagas\' heart disease compared to patients with idiopathic dilated cardiomyopathy and control. The levels of inflammatory cytokines (TNF-alpha and interleukin-6) were higher in patients with Chagas\' heart disease compared to patients with idiopathic dilated cardiomyopathy and control. Insulin negatively correlated with adiponectin in the chagasic group
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Restrição no consumo de sódio durante a gestação é responsável pelo baixo peso ao nascimento e pela resistência à insulina da prole na idade adulta: estudo do mecanismo epigenético por metilação do DNA / Sodium intake restriction during pregnancy is responsible for low birth weight and the insulin resistance of offspring in adulthood: a study of epigenetic mechanism by DNA methylation

Siqueira, Flavia Ramos de 14 May 2014 (has links)
Sabe-se que algumas alterações nutricionais maternas durante o período perinatal estão associadas com doenças metabólicas na vida adulta das proles, tais como diabetes melito tipo 2, resistência à insulina, obesidade e hipertensão arterial. O período da gestação em que estas alterações nutricionais influenciam a prole na idade adulta ainda não está elucidado. Modificações epigenéticas têm sido propostas como mecanismos responsáveis por estas desordens metabólicas. Ratas Wistar de doze semanas de idade foram alimentadas com dieta com conteúdo baixo (HO - 0,15% NaCl) ou normal (NR - 1,3% NaCl) de sódio desde o primeiro dia de gestação até o nascimento da prole ou HO durante a primeira (HO10) ou segunda (HO20) metade da gestação. O peso corpóreo e a ingestão de água e ração foram avaliados semanalmente durante a gestação. Teste de tolerância à insulina (ITT) e à glicose (GTT) e HOMA-IR foram realizados nas proles adultas. Expressão gênica por qRT-PCR e metilação do DNA na região promotora dos genes foram mapeadas utilizando tratamento com bissulfito de sódio e avaliadas por pirosequenciamento. O ganho de peso materno foi menor no HO e HO20 na terceira semana de gestação em comparação com NR e HO10. O peso ao nascimento da prole foi menor em machos e fêmeas dos grupos HO e HO20 em relação ao NR e HO10. O HOMA-IR foi maior nos machos com 12 semanas de idade do grupo HO em comparação com NR e com 20 semanas de idade do grupo HO10 em comparação com NR e HO20. Nas fêmeas com 12 semanas de idade o HOMA-IR foi maior no HO10 comparado com HO. Os níveis de insulina no soro foram maiores tanto nos machos com 20 semanas de idade do grupo HO10 comparado com NR quanto nas fêmeas com 12 semanas de idade do grupo HO10 comparado com HO. A área sob a curva do GTT indicou intolerância à glicose nos machos do grupo HO. A porcentagem de metilação das ilhas CpG no promotor dos genes de Igf1, Igf1r, Ins1, Ins2 e Insr no fígado de machos e fêmeas neonatais e no fígado, tecido adiposo branco e músculo em machos com 20 semanas de idade foi influenciada pela baixa ingestão de sal durante a gestação. Nenhuma destas alterações foi identificada nas fêmeas com 20 semanas de idade. Em conclusão, a baixa ingestão de sal na segunda metade da gestação é responsável pelo baixo peso ao nascimento em ambos os sexos. A intolerância à glicose observada na prole adulta ocorreu somente se a dieta hipossódica é dada durante a gestação inteira. Por outro lado, a resistência à insulina em resposta ao consumo de dieta hipossódica durante a gestação está relacionada com o momento em que ocorre este insulto e com o envelhecimento da prole. Também foi observado que alterações na metilação do promotor do gene Igf1 está correlacionado com o baixo peso ao nascimento em resposta a ingestão de dieta hipossódica durante a gestação / It is known that some maternal nutritional alterations during pregnancy are associated with metabolic disorders in adult offspring, such as insulin resistance, type 2 diabetes mellitus, obesity and arterial hypertension. The period of pregnancy in which these nutritional alterations influence adult offspring remains uncertain. Epigenetic changes are proposed to underlie these metabolic disorders. Twelve-week-old female Wistar rats were fed a low-salt (LS - 0.15% NaCl) or normal-salt (NS - 1.3% NaCl) diet since the first day of gestation until delivery or LS during the first (LS10) or second (LS20) half of gestation. Body weight, food and water intake were weekly evaluated during gestation. Blood glucose, insulin (ITT) and glucose (GTT) tolerance tests, HOMA-IR were performed in adult offspring. Gene expression and DNA methylation were mapped using bisulfite treatment evaluated by pyrosequencing in the male and female neonates and adult offspring. Weight gain was lower in LS and LS20 dams than in NS and LS10 dams in the third week of pregnancy. Birth weights were lower in male and female LS20 and LS rats compared with NS and LS10 neonates. HOMA-IR was higher in 12-week-old LS males compared with NS and in 20-week-old male LS10 rats compared with NS and LS20 rats. In 12-week-old LS10 females, HOMA-IR was higher than in LS. Serum insulin levels were higher in 20 week-old LS10 male compared with NS rats and in 12-week-old LS10 female compared to LS rats. The area under the curve of GTT indicated glucose intolerance in 12- and 20-week-old LS male. Methylation of CpG islands of the Insr, Igf1, Igf1r, Ins1 and Ins2 genes in liver in neonates male and female offspring and liver, white adipose tissue and muscle in 20-week-old male offspring were influenced by low-salt intake during pregnancy. None of these alterations was identified in 20-week-old females. In conclusion, low-salt diet consumption in the second half of pregnancy can result in low birth weights in the males and females offspring. Glucose intolerance observed in adult offspring occurred only if low salt intake was given throughout pregnancy. However, insulin resistance in response to low salt intake during pregnancy is related to the time at which this insult occurs and to the age of the offspring. Alterations in the DNA methylation of Igf1 were observed to be correlated with low birth weight in response to low salt feeding during pregnancy

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