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Pesquisa de Rickettsia sp. e Ehrlichia spp. em canídeos e felídeos selvagens de vida livre e cães domésticos da região do Parque Nacional das Emas, Goiás / Survey of Rickettsia sp. and Ehrlichia spp. in free ranging wild canids and felids and domestic dogs in the region of Emas National Park, Goiás, Brazil

Vanessa Miranda Reis 06 February 2013 (has links)
Este estudo teve como objetivo pesquisar a presença de Rickettsia sp. e Ehrlichia sp. em canídeos e felídeos selvagens de vida livre e cães domésticos da região do Parque Nacional das Emas (PNE), Goiás. Os anticorpos detectados através da Reação de Imunofluorescência Indireta utilizando 6 espécies de riquétsias. Amostras de soros de canídeos (140) e felídeos (38) selvagens de vida livre, incluindo lobos-guarás (76), cachorros-do-mato (57), gatos-palheiros (19), jaguatiricas (10), raposinhas-do-campo (7), onças-pintadas (4), onças-pardas (4), gato-mourisco (1), e cães domésticos (134) das propriedades rurais do entorno do PNE. Para a detecção de Ehrlichia sp. foi realizada a técnica de PCR, utilizando amostras de sangues totais de canídeos selvagens (44), sendo cachorros-do-mato (26), lobos-guarás (16) e raposinhas-o-campo (2) e cães domésticos (17). Amostras de lobos-guarás (29), cachorros-do-mato (12), onças-pardas (2), gatos-palheiros (2), raposinha-do-campo (1) e cachorro doméstico (1) apresentaram títulos para uma ou mais riquétsias testadas. Para Ehrlichia sp., 6 cães domésticos apresentaram resultados positivos, com Ehrlichia canis com semelhança de 100% com a cepa Uberlândia, pelo sequenciamento do gene dsb. Este é o primeiro relato de detecção de anticorpos, sugerindo provável exposição a R. amblyommii, R. rickettsii e R. parkeri em lobos-guarás, cachorros-do-mato e onças-pardas; R. parkeri em raposinhas-do-campo; R. amblyommii e R. parkeri em gatos-palheiros; R. amblyommii, R. rickettsii e R. rhipicephali em jaguatiricas. Não houve evidências que comprovassem ou mesmo sugerissem a transmissão desses patógenos entre animais silvestres e domésticos. / This study aimed to investigate the presence of Rickettsia sp. and Ehrlichia sp. in free-ranging wild canids and felids, and domestic dogs in the region of Emas National Park (ENP), Goiás. The antibodies were detected through Immunofluorescence Assay using 6 rickettsiae species. Serum samples of free-ranging wild canids (140) and felids (38), including maned wolves (76), crab-eating foxes (57), pampas cats (19), ocelots (10), hoary foxes (7), jaguars (4), pumas (4) and jaguarondi (1), and domestic dogs (134) from surrounding farms were tested. For detection of Ehrlichia sp., PCR was performed on whole blood samples of canids (44), among crab-eating foxes (26), maned wolves (16) and hoary foxes (2), and domestic dogs (17). Samples of maned wolves (29), crab-eating foxes (12), pumas (2), pampas cats (2), hoary fox (1) and domestic dog (1) presented one or more antibody titers for rickettsiae testing. For Ehrlichia spp. detection, 6 domestic dogs showed positive results for Ehrlichia canis with 100% similarity to the Uberlândia strain, by sequencing of dsb gene. This is the first report of antibodies detection, suggesting probable exposure to R. amblyommii, R. rickettsii, R. parkeri in maned wolves, crab-eating foxes and pumas; R. parkeri in hoary foxes; R. amblyommii and R. parkeri pampas cats; R. amblyommii, R. rickettsii, R. rhipicephali in ocelots. There was no evidence to conclusively prove or even suggest the transmission of pathogens between wild and domestic animals.
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Infecção experimental de equinos por Rickettsia rickettsii e avaliação da transmissão para carrapatos Amblyomma cajennense / Experimental infection of horses with Rickettsia rickettsii and evaluation of transmission to ticks Amblyomma cajennense

Tatiana Evelyn Hayama Ueno 01 August 2014 (has links)
Rickettsia rickettsii é uma bactéria intracelular obrigatória e agente etiológico da febre maculosa brasileira, uma grave enfermidade para humanos. Na América do Sul, o principal vetor para o agente é o carrapato Amblyomma cajennense. Alguns animais exercem um papel importante na manutenção da bactéria na natureza, uma vez que a mantêm em níveis altos na corrente sanguínea por alguns dias ou semanas, garantindo que novos carrapatos se infectem. Os equinos são um dos principais hospedeiros para A. cajennense, porém sua importância como hospedeiro amplificador de R. rickettsii ainda não havia sido estudada. Objetivou-se no presente trabalho detectar, em equinos experimentalmente infectados com R. rickettsii, possíveis alterações clínicas, ocorrência e duração de riquetsemia e ocorrência de transmissão da bactéria dos equinos para carrapatos A. cajennense, além de observar a curva de anticorpos IgG anti-R. rickettsii nestes animais. Para tanto, quatro equinos foram infectados com a amostra Taiaçu de R. rickettsii, sendo dois por meio de infestação com carrapatos A. cajennense infectados e dois por meio de inoculação intraperitoneal. Durante 30 dias, os animais foram examinados diariamente e amostras de sangue foram coletadas a cada dois dias para realização de hemograma, PCR em tempo real do sangue para detecção de Rickettsia e inoculação do sangue em cobaias. Adicionalmente, exames bioquímicos foram realizados a cada seis dias e RIFI para detecção de anticorpos IgG foi realizada até os animais se tornarem soronegativos. Para verificar a capacidade de transmissão para carrapatos, os equinos foram infestados com larvas, ninfas e adultos de A. cajennense não infectados. Após serem retirados dos equinos, estes carrapatos foram alimentados em coelhos e/ou testados pela PCR em tempo real e PCR convencional para detecção de Rickettsia. Os equinos não apresentaram sinais clínicos nem alterações significativas no hemograma e testes bioquímicos. Todas as amostras de sangue foram negativas na PCR em tempo real e nenhuma cobaia inoculada com sangue dos equinos apresentou sinais clínicos compatíveis com infecção por R. rickettsii, nem soroconversão. Os equinos apresentaram anticorpos detectáveis a partir de 10 ou 12 dias pós-inoculação ou infestação e permaneceram soropositivos por no mínimo 177 dias. Nenhum coelho infestado com carrapatos previamente alimentados nos equinos apresentou sinais clínicos ou soroconversão após 21 dias da infestação. Apenas um carrapato, originário de um equino infectado via carrapatos infectados, foi positivo concomitantemente na PCR em tempo real e PCR convencional. Conclui-se que equinos experimentalmente infectados com uma amostra brasileira de R. rickettsii não apresentam alterações clínicas nem bacteremia detectável e transmitem a bactéria para uma quantidade ínfima de carrapatos, porém desenvolvem boa resposta humoral. Pode-se inferir que, em condições naturais, equinos não são importantes como hospedeiros amplificadores para R. rickettsii. / Rickettsia rickettsii is an obligate intracellular bacterium and the etiological agent of Brazilian spotted fever, a severe illness of humans. In South America, the main vector for the agent is the tick Amblyomma cajennense. Some animals play an important role in maintenance of the bacterium in nature, since they develop high levels of bacteremia for a few days or weeks, ensuring that new ticks become infected. Horses are one of the major hosts for A. cajennense, but its importance as an amplifier host for R. rickettsii had not yet been studied. This study aimed to evaluate possible clinical changes, the occurrence and duration of rickettsemia, and the occurrence of transmission of the bacterium from horses to A. cajennense ticks in horses experimentally infected with R. rickettsii, in addition to observe the kinetics of anti-R. rickettsii IgG antibodies. Therefore, four horses were infected with R. rickettsii strain Taiaçu, two by infestation with infected A. cajennense ticks and two by intraperitoneal injection. For 30 days, the animals were examined daily and blood samples were collected every two days for hemogram, real-time PCR of whole blood for the detection of Rickettsia, and inoculation of guinea pigs with blood. Additionally, biochemical tests were performed every six days and IFA test for detection of IgG antibodies was performed until the animals become seronegative. In order to verify the ability of the horses to transmit the infection to ticks, horses were infested with uninfected A. cajennense larvae, nymphs and adults. After being removed from horses, these ticks were fed on rabbits and/or tested by real-time PCR and conventional PCR. The horses showed no clinical signs or significant changes in the blood count and biochemical tests. All blood samples were negative in the real-time PCR and no guinea pig inoculated with the horse blood showed clinical signs consistent with infection by R. rickettsii, neither seroconversion. Horses had detectable antibodies from 10 or 12 days post-inoculation or infestation and remained seropositive for at least 177 days. None of the rabbits infested with ticks previously fed on the horses showed clinical signs or seroconversion after 21 days of infestation. Only one tick fed on a horse infected by infected ticks was positive in the real-time PCR and conventional PCR. The results allows to conclude that horses, experimentally infected with a Brazilian strain of R. rickettsii, do not exhibit clinical changes or detectable bacteremia, and transmit the bacterium to a very small amount of ticks, but develop good humoral response. We can infer that horses are not important as amplifiers hosts for R. rickettsii under natural conditions.
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Efeito da fragmentação florestal na infestação por carrapatos (Acari: Ixodidae) em aves e infecção de carrapatos por Rickettsia spp no Pontal do Paranapanema, SP / The effect of the forest fragmentation on the infestation of wild birds with ticks and infection by Rickettsia spp in the region Pontal do Paranapanema, SP

Maria Halina Ogrzewalska 28 August 2009 (has links)
A fragmentação do habitat causa a redução na diversidade de espécies, afetando as relações entre os hospedeiros vertebrados e os parasitos. Neste estudo se verificou se o tamanho do fragmento florestal influencia a diversidade das aves silvestres o que poderia afetar a prevalência dos carrapatos nas aves. As aves foram capturadas através de redes de neblina em 12 áreas florestais: quarto fragmentos pequenos (80-140 ha); quatro grandes (480-1850 ha) e quatro controles, no Parque Estadual Morro do Diabo (~36000 ha). Adicionalmente foram coletados também carrapatos de vida livre através de arrasto com a flanela branca ao longo de trilhas. A infecção de carrapatos por riquétsias foi avaliada atrvés de PCR. No total foram capturadas 1745 aves representando 80 espécies de 24 famílias. 223 (13%) das aves foram encontradas parasitadas por formas imaturas de carrapatos: 1800 larvas e 539 ninfas. A espécie mais comum parasitando aves foi Amblyomma nodosum. Outras espécies: Amblyomma coelebs, Amblyomma cajennense, Amblyomma ovale, Amblyomma longirostre, Amblyomma calcaratum, e Amblyomma naponense foram achados nas aves esporadicamente. Entre os carrapatos de vida livre, A. cajennense foi a espécie mais comum, seguindo A. coelebs, A. naponense, Amblyomma brasilense e Haemaphysalis juxtakochi. De dois carrapatos A. nodosum foram isoladas bactérias do gênero Rickettsia em células Vero. Os isolados foram caracterizados por PCR e os fragmentos dos genes gltA, htrA sequenciados, e quando possível ompA e ompB. Um isolado foi identificado como Rickettsia bellii e o segundo, como R. parkeri. Dos 174 A. nodosum testados para a presença de riquétsia, 41 (23.6%) foram infectados por R. parkeri e 10 (5.7%) por R. bellii. A diversidade de aves era maior em áreas do controle, mas varias espécies as aves e também dos carrapatos responderam ao fragmentaço em modo diferente. A. nodosum parasitando as aves era mais abundante em áreas pequenas, enquando A. cajennense encontrado nas aves e em vida livre, era mais abundante em áreas do controle e em áreas grandes. Essas differencias de occorencia dos carraptos podem ser relacionadas com a abundância dos hospedeiros principais e fatores ambientais como temperatura e humidade nas áreas amostradas. Isso é um resultado da fragmentação do habitat que ilustra a falta de equilíbrio entre relações de parasitos, hospedeiros e ambiente. / Habitat fragmentation causes reduction in species diversity, affecting the relationships between vertebrate hosts and parasites. We tested if patch size has influence on forest birds diversity, which could affect the prevalence of ticks on wild birds. During two years we conducted a bird survey, using mist net in 12 areas: four small patches (80-140 ha), four large ones (480-1850 ha) and four control areas within the Morro do Diabo State Park (~36000 ha). Free living ticks were also collected through dragging the vegetation. Identified ticks were tested in the laboratory for the presence of Rickettsia. A total of 1,745 birds were captured representing 80 species from 24 families. A total of 223 (13%) birds were found infested by immature forms of ticks: 1,800 larvae and 539 nymphs. The most common tick parazitizing birds was Amblyomma nodosum. Other species, Amblyomma coelebs, Amblyomma cajennense, Amblyomma ovale, Amblyomma longirostre, Amblyomma calcaratum, and Amblyomma naponense were found sporadically. Among free-living ticks collected in the environment, A. cajennense was the most common followed by A. coelebs, A. naponense, Amblyomma brasilense and Haemaphysalis juxtakochi. From two individuals of A. nodosum ticks, rickettsiae were isolated in Vero cell culture and the isolates were molecularly characterized using the rickettsial genes gltA, htrA, and when possible also ompA and ompB. The first isolate was identified as Rickettsia bellii and the second isolate, was identified as R. parkeri. Among 174 A. nodosum tested, 41 (23.6%) were found to be infected by R. parkeri and 10 (5.7%) were infected with R. bellii strain Pontal. Bird diversity was higher in control and large areas, but various species of birds and also ticks responded in different way for fragmentation. A. nodosum parasitizing birds was more abundant in small patches, while A. cajennense found on birds and in the environment was more abundant in control and large areas. These differences of the occurrence of ticks could be related with the abundance of main vertebrate hosts, or environmental conditions such as temperature and humidity in sampled areas. This is a result of fragmentation of habitat and shows the lack of balance between the environment-host-parasite relationships.
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Avaliação da infecção por Rickettsia spp. em Amblyomma triste Koch (Acari: Ixodidae) e em algumas espécies de Ornithonyssus Sambon (Acari: Macronyssidae) / Evaluation of Rickettsial infection in Amblyomma triste Koch (Acari: Ixodidae) and in some species Ornithonyssus spp. Sambon (Acari: Macronyssidae)

Fernanda Aparecida Nieri Bastos 09 March 2012 (has links)
O gênero Rickettsia compreende bactérias intracelulares obrigatórias e há por enquanto 22 espécies que, comprovadamente, são patogênicas ao homem. A transmissão da maioria das espécies de riquétsias está associada a carrapatos, mas também podem ser veiculadas por pulgas, piolhos e ácaros. O presente estudo teve por objetivos avaliar a infecção de Rickettsia parkeri em carrapatos da espécie Amblyomma triste (Acari: Ixodidae) e também avaliar a infecção de Rickettsia spp. em algumas espécies de Ornithonyssus Sambon (Acari: Macronyssidae). Foram obtidas fêmeas de A. triste de um cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) atropelado e as posturas testadas por PCR para o estabelecimento de uma colônia naturalmente infectada com R. parkeri (grupo infectado) e outra livre de infecção (grupo controle). Para avaliar a infecção de Rickettsia spp. em ácaros foram realizadas 15 campanhas de capturas de pequenos mamíferos terrestres nos estados de São Paulo e Paraná. Após anestesisa e escovação, os ácaros foram removidos dos hospedeiros e mantidos em nitrogênio líquido para a tentativa de isolamento através da técnica de shell vial. Foram estudadas quatro gerações de A. triste infectada e não infectada com R. parkeri. Os resultados revelaram que R. parkeri é moderadamente patogênica para A. triste e a fase do ciclo biológico do carrapato mais sucetível ao efeito deletério da bactéria é o estágio ninfal. Foram capturados 165 mamíferos silvestres das seguintes espécies: Akodon cursor, Akodon montensis, Didephis aurita, Euryzoryzomys russatus, Metachirus nudicaudatus, Monodelphis sp., Nectomys squamipes, Oecomys sp., Oligoryzomys sp, Oxymycterus sp., Sciurus aestuans and Thaptomys nigrita. Destes, somente 13 estavam infestados com três espécies de Ornithonyssus spp. Foi obtido um isolado de O. vitzthumi que parasitavam Oxymycterus sp., contudo não foi possível sua caracterização, pela não amplificação pelos marcadores clássicos para o gênero Rickettsia. / The genus Rickettsia comprises obligate intracellular bacteria and there are so far 22 species that are proven to be pathogenic to humans. The transmission of most species of rickettsiae is associated with ticks, but also can be transmitted by fleas, lice and mites. The present study aimed to evaluate the infection of Rickettsia parkeri in Amblyomma triste. (Acari: Ixodidae) and also to evaluate the infection of Rickettsia spp. in some species of Ornithonyssus spp. Sambon (Acari: Macronyssidae). A. triste females were obtained from a marsh deer (Blastocerus dichotomus). Through PCR on their offspring, it was established of a colony naturally infected with R. parkeri (infected group) and another colony uninfected (control group). To assess the infection of the Rickettsia spp. in mites, 15 capture campaigns of small terrestrial mammals were performed in the states of São Paulo and Paraná. After anesthesia and brushing, the mites were removed from hosts and kept in liquid nitrogen for isolation of rickettsiae using the shell vial technique. Four consecutive generations of A. triste were studied in the laboratory. The results showed that R. parkeri is moderately pathogenic to A. triste, especially to the nymphal stage. A total of 165 wild small mammals of the following species were captured: Akodon cursor, Akodon montensis, Didephis aurita, Euryzoryzomys russatus, Metachirus nudicaudatus, Monodelphis sp., Nectomys squamipes, Oecomys sp., Oligoryzomys sp, Oxymycterus sp., Sciurus aestuans and Thaptomys nigrita. Of these, only 13 were infested with three species of Ornithonyssus spp. A bacterial isolate was obtained from mites removed from a Oxymycterus sp. However, it was not possible the molecular characterization by classical markers for the genus Rickettsia.
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Estudo epidemiológico de Rickettsia felis em áreas endêmicas e não-endêmicas para febre maculosa no Estado de São Paulo / Epidemiologic study of Rickettsia felis in endemic and nonendemic areas for spotted fever in the State of São Paulo

Mauricio Claudio Horta 18 May 2006 (has links)
Estudos recentes demonstraram a existência de Rickettsia felis, riquétsia do Grupo da Febre Maculosa, em sangue de pacientes com quadro clínico compatível com a doença e em pulgas infectadas. Este projeto visa determinar a prevalência de R. felis em vetores (pulgas e carrapatos) e em potenciais reservatórios (gambás, cães, gatos, eqüinos e humanos), procedentes de áreas endêmicas (Mogi das Cruzes, Pedreira, Piracicaba e São Paulo), e não endêmicas (Pirassununga) para FM no Estado de São Paulo. Foram utilizados métodos moleculares (reação em cadeia pela polimerase e sequenciamento de DNA), diagnóstico sorológico e cultivo celular. Em gambás capturados (Didelphis aurita e Didelphis albiventris) foram colhidas 312 pulgas, pertencentes às Famílias Pulicidae (141), Rhopalopsyllidae (170) e Ctenophthalmidae (1) e 709 carrapatos (Amblyomma spp e Ixodes loricatus). Nos cães foram colhidos 212 pulgas (Ctenocephalides felis felis) e 115 carrapatos (Amblyomma cajennense, Amblyomma aureolatum e Rhipicephalus sanguineus). Nos gatos foram colhidos 66 pulgas (59 C. felis felis e 7 Rhopalopsyllus lutzi lutzi) e 10 carrapatos (R. sanguineus e Amblyomma spp). A colheita de sangue foi realizada em 94 gambás, 55 cães, 25 gatos, 85 eqüinos e 238 humanos. Rickettsia felis foi detectada em 42-45,8% das pulgas C. felis felis de gambás, cães e gatos; em 4% das pulgas Polygenis (N) atopus de gambás e em 1,8% e 0,7% de carrapatos I. loricatus e Amblyomma spp, respectivamente, colhidos de gambás. Rickettsia bellii foi detectada em carrapatos I. loricatus (59,1%), A. dubitatum (8,7%) e Amblyomma spp (0,9%) e em uma pulga P. (N.) atopus (1%). Não foi possível a detecção de infecção por Rickettsia spp em sangue dos animais e humanos. Contudo, constatou-se presença anticorpos frente aos antígenos de Rickettsia rickettsii, Rickttesia parkeri, R. felis e R. bellii nas áreas estudadas. A titulação obtida sugere infecção por R. rickettsii em gambás, cães, eqüinos e humanos e por R. parkeri em gambás, cães e eqüinos. R. felis e R. bellii foram isoladas e cultivadas com a utilização de células C6/36 e VERO, respectivamente. / Recent studies have showed the presence of Rickettsia felis, a spotted fever group Rickettsiae, in human blood with clinical signs compatible with spotted fever and in infected fleas. This work aims to determine the prevalence of R. felis in potential vectors (fleas and ticks) and reservoirs (opossums, dogs, cats, equines and humans) from endemic (Mogi das Cruzes, Pedreira, Piracicaba e São Paulo), and non-endemic (Pirassununga) areas for spotted fever in the State of São Paulo. Molecular probes (polimerase chain reaction and DNA sequencing), serologic diagnoses and cell culture were used. From trapped opossums (Didelphis aurita and Didelphis albiventris) a total of 312 fleas, belonging to Family Pulicidae (141), Rhopalopsyllidae (170) and Ctenophthalmidae (1) and 709 ticks (Amblyomma spp and Ixodes loricatus) were collected. On dogs a total of 212 fleas (Ctenocephalides felis felis) and 115 ticks (Amblyomma cajennense, Amblyomma aureolatum and Rhipicephalus sanguineus) were collected. On cats, 66 fleas (59 C. felis felis and 7 Rhopalopsyllus lutzi lutzi) and 10 ticks (R. sanguineus and Amblyomma spp) were collected. Blood samples were collected from 94 opossums, 55 dogs, 25 cats, 85 equines and 238 humans. Rickettsia felis was detected in 42-45,8% of the C. felis felis collected on opossums, dogs and cats. This same Rickettsia species was detected in 4% of Polygenis (N.) atopus fleas, and 1,8% and 0,7% of I. loricatus and Amblyomma spp ticks, respectively, collected from opossums. Rickettsia bellii was found in ticks I. loricatus (59,1%), A. dubitatum (8,7%) and Amblyomma spp (0,9%) and in a flea P. (N.) atopus (1%). No Rickettsia DNA was detected in animal or human blood samples. However antibodies against Rickettsia rickettsii, Rickettsia parkeri, R. felis and R. bellii were detected in all locations. The titers suggest infection by R. rickettsii in opossums, dogs, equines and humans and by R. parkeri in opossums, dogs and equines. R. felis and R. bellii were isolated and cultivated with the C6/36 and VERO cells, respectively.
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Tempo mínimo de parasitismo de carrapatos Amblyomma aureolatum infectados, para que ocorra a transmissão de Rickettsia rickettsii, agente etiológico da febre maculosa brasileira, para hospedeiros vertebrados / Minimum feeding period of Rickettsia rickettsii-infected Amblyomma aureolatum ticks to transmit the bacterium to vertebrate hosts

Saraiva, Danilo Gonçalves 20 December 2012 (has links)
Rickettsia rickettsii é uma bactéria Gram-negativa, intra-celular obrigatória, causadora de uma grave riquetsiose em humanos, chamada no Brasil de Febre Maculosa Brasileira (FMB). Os carrapatos vetores de R. rickettsii para humanos, conhecidos até o momento no Brasil são Amblyomma cajennense e Amblyomma aureolatum. O presente estudo avaliou o tempo mínimo de parasitismo de A. aureolatum (ninfas não-alimentadas, machos adultos em jejum e pré-alimentados), infectadas por R. rickettsii, para que ocorra a transmissão da bactéria para o hospedeiro vertebrado. Para a produção de ninfas infectadas, foi mantida uma colônia de carrapatos em laboratório, infectados por R. rickettsii através de infestação em cobaias (Cavia porcellus) inoculadas por essa bactéria (Cepa Taiaçu). Para os experimentos com as ninfas de A. aureolatum, dividiram-se as cobaias em dez grupos de duas, sendo essas infestadas com dez ninfas cada uma. Após 2 horas da infestação (fixação da primeira ninfa), o primeiro grupo (G1) teve todas suas ninfas removidas. Após 4 horas de infestação, um segundo grupo (G2) de cobaias teve todas suas ninfas removidas de forma semelhante. Este procedimento foi repetido com os demais grupos, cada um em um determinado número de horas após a infestação: após 6 (G3), 8 (G4), 12 (G5), 18 (G6), 24 (G7), 36 (G8) e 48 (G9) horas. Para um último grupo (G10), as ninfas foram deixadas em parasitismo até seu desprendimento natural (cerca de 10 dias). Os experimentos realizados com carrapatos machos adultos em jejum seguiram os mesmos períodos utilizados para as ninfas, para fixação e retirada de carrapatos, assim como o número de cobaias. Nos experimentos com carrapatos machos adultos previamente alimentados - 48 horas em coelhos (Oryctolagus cuniculus), utilizaram-se os períodos de fixação e retirada de carrapatos idênticos aos experimentos anteriores, e além desses foi necessária a utilização de períodos menores de fixação de A. aureolatum, variando entre um minuto e uma hora. As cobaias foram avaliadas clinicamente todos os dias, e sacrificadas 21 dias após a infestação. Amostras de sangue foram colhidas e testadas para presença de anticorpos anti-R. rickettsii. Carrapatos retirados das cobaias de todos os grupos foram testados por PCR, a fim de se certificar que estavam infectados por R. rickettsii. De acordo com os resultados obtidos, ninfas não alimentadas de carrapatos A. aureolatum, infectados por R. rickettsii, necessitam realizar o repasto sanguíneo por um período mínimo de 12 horas, para que ocorra a transmissão da bactéria ao hospedeiro vertebrado; carrapatos adultos não alimentados, infectados por R. rickettsii, necessitam realizar o repasto sanguíneo por um período mínimo de 10 horas, para que ocorra a transmissão da bactéria ao hospedeiro vertebrado; e carrapatos adultos infectados por R. rickettsii e pré-alimentados em coelhos por 48 horas, necessitam realizar o repasto sanguíneo por um período mínimo de 10 minutos, para que ocorra a transmissão da bactéria ao hospedeiro vertebrado, utilizando-se cobaias como modelo experimental. / Rickettsia rickettsii is the causative agent of the most severe rickettsiosis, known in Brazil as Brazilian Spotted Fever (BSF). Tick vectors of R. rickettsii to humans in Brazil are Amblyomma cajennense and Amblyomma aureolatum. The present study determined the minimum feeding period required for A. aureolatum-infected unfed nymphs, unfed adults, and fed adults to transmit infective forms of R. rickettsii to naïve guinea pigs. For this purpose, we used nymphs and adults of a laboratory colony of A. aureolatum, previously shown to be 100% infected by R. rickettsii strain Taiaçu. Infected nymphs were allowed to infest 10 groups of hosts, each containing 2 guinea pigs, with each individual guinea pig receiving 10 infected. After two hours of parasitism (counting from the moment when the first infected nymph attached to the skin), this group had all infected nymphs manually removed and saved for further molecular analysis. After 4 hours of infection, guinea pigs of a second group had all their nymphs similarly removed. This procedure was repeated with the other groups, each at a given number of hours after infestation: 6, 8, 12, 18, 24, 36, and 48h. For an additional group, nymphs were allowed to complete feeding period (96-120h). In another experiment, this whole procedure was performed with adult ticks, being one infected male tick per naïve guinea pig. In a third experiment, adult male ticks were pre-fed on rabbits for 48h before allowing to feed on naive guinea pigs for 1, 3, 5, 10, 20, 40 or 60 minutes, and then for 2 to >48h. Clinical signs and rectal temperature were evaluated daily in each guinea. Blood samples were collected at 21 days after infestation, and tested for presence of anti-R. rickettsii antibodies. All removed ticks in all groups showed to contain rickettsial DNA by PCR. According to the results, unfed nymphs of R. rickettsii-infected A. aureolatum ticks must feed for a minimum of 12 hours to transmit the bacterium to the vertebrate host; unfed R. rickettsii-infected adult ticks must feed for a minimum of 10 hours for transmission to occur, while previously fed adult ticks must feed for a minimum of 10 minutes to transmit R. rickettsii to vertebrate hosts, using guinea pigs as experimental model.
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Revisão taxonômica das espécies do gênero Ornithonyssus (Acari: Macronyssidae) parasitos de pequenos mamíferos terrestres no Brasil e avaliação da infecção desses ácaros por Rickettsia spp / Taxonomic revision of species of the genus Ornithonyssus (Acari: Macronyssidae) on small wild mammals from Brazil and the rickettsial infection evaluation in these mites

Bastos, Fernanda Aparecida Nieri 31 January 2008 (has links)
Até a metade do século passado o gênero Ornithonyssus Sambon (Acari: Macronyssidae) no Brasil estava representado por 12 espécies, sendo 7 espécies de pequenos mamíferos terrestres, 1 espécie de morcego e 4 espécies de aves. Nos anos 80 as espécies brasileiras de Ornithonyssus de roedores e marsupiais foram sinonimizadas e reduzidas a quatro somente, O. bacoti (Hirst), O. matogrosso (Fonseca), O. pereirai (Fonseca) e O. wernecki (Fonseca). O presente estudo reuniu informações sobre a morfologia dessas espécies a partir de tipos e material depositados na Coleção Acarológica do Instituto Butantan, bem como, de espécimes recentemente coletado em pequenos mamíferos terrestres. Para dar suporte à morfologia, estudos de biologia molecular foram conduzidos a fim de esclarecer o status taxonômico desse gênero. Adicionalmente foi investigada a presença de bactérias do gênero Rickettsia no material coletado. Os caracteres morfológicos foram estudados através de microscopia óptica e eletrônica de varredura. Para a taxonomia molecular o DNA foi extraído e a região 16SrDNA do gene mitocondrial foi seqüenciada, incluindo espécimes dos Estados Unidos e Peru. Na pesquisa de Rickettsia foi utilizada a técnica da PCR para dois genes, citrato sintase (gltA) e proteína externa de membrana A (ompA), além de seqüências obtidas do gene gltA para análises de distância. Os estudos de morfologia e molecular sugerem a ausência de O. bacoti no Brasil, e a incerteza da validade de registros na América Latina. Das sinonímias previamente propostas, nenhuma delas é válida com exceção de O. lutzi (Fonseca) que é de fato sinonímia de O. monteiroi (Fonseca). As outras 6 espécies brasileiras de Ornithonyssus, O. brasiliensis, O. matogrosso, O. monteiroi, O. pereirai, O. vitzthumi (Fonseca) e O. wernecki, estão taxonomicamente confirmadas, e uma chave dicotômica ilustrada para a identificação dessas espécies, foi proposta. A presença de Rickettsia foi detectada em 45 (57%) e em 3 (3,8%) das 79 amostras de ácaros testadas para os genes gltA e ompA, respectivamente. A análise de distância das 17 seqüências obtidas para o gene gltA revelou similaridade da maioria das amostras com o Grupo da Febre Maculosa. A alta porcentagem de positividade encontrada para Rickettsia foi inesperada, uma vez que a taxa no vetor (carrapato) naturalmente infectado, é baixa. This fact suggest / Until meddle of last Century the Ornithonyssus Sambon genus (Acari: Macronyssidae) in Brazil was represented by 12 species, with 7 species from small wild land mammals, 1 species from bat, and 4 species from birds. Unfortunately in the 80\'s the Brazilian species of Ornithonyssus from rodents and marsupials were synonymyzed and reduced into four species only, O. bacoti (Hirst), O. matogrosso (Fonseca), O. pereirai (Fonseca), and O. wernecki (Fonseca). The present study joins information about their morphology from types and material deposited at the Coleção Acarológica do Instituto Butantan as well as from specimens recently collected on small wild land mammals. Molecular biology was conducted to clarify the taxonomic status of this genus in order to support the morphology studies. In addition, the presence of bacteria of the genus Rickettsia in the collected material was investigated. The morphologic characters were studied under optical and scanning electron microscopy. The DNA was extracted and the region of the mitochondrial gene 16SrDNA was sequenced for the molecular taxonomy, including specimens from North America and Peru. It was used the PCR technique for two genes, citrato sintase (gltA) and outer membrane protein A (ompA) in the rickettsial research, besides of the sequences from gltA gene to analyze the distance between them. The morphology and molecular studies suggest the absence of O. bacoti in Brazil, and the validity of the records from Latin America is uncertainness. From those synonymies, no one of them is valid, except for O. lutzi (Fonseca) that is in fact a synonym of O. monteiroi (Fonseca). The other six Brazilian species of Ornithonyssus, O. brasiliensis, O. matogrosso, O. monteiroi, O. pereirai, O. vitzthumi (Fonseca) and O. wernecki, are taxonomically confirmed, and a dichotomic key for these species is proposed. Among the 79 mite samples the rickettsial infection was detected in 45 (57%) and 3 (3.8%), to gltA and ompA genes, respectively. The distance between 17 analyzed sequences to gene gltA showed similarity to the Maculosa Fever Group for most of them. The high percentage of positiveness was not expected once the naturally infected vector rate (ticks) is low. This fact suggests new hypothesis about the enzootic cycle maintenance and rickettsial transmission.
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Efeitos da infecção por Rickettsia rickettsii sobre o perfil de expressão gênica do carrapato vetor Amblyomma aureolatum. / Effects of the infection with Rickettsia rickettsii on the gene expression profile of the tick vector Amblyomma aureolatum.

Malossi, Camila Dantas 09 December 2013 (has links)
Rickettsia rickettsii é o agente etiológico da Febre Maculosa das Montanhas Rochosas, que no Brasil é transmitida pelos carrapatos Amblyomma cajennense e A. aureolatum. Para elucidar os mecanismos de virulência sobre seus vetores, construímos bibliotecas subtrativas utilizando RNA de A. aureolatum infectados ou não com o patógeno. Com a análise bioinformática, foram obtidas 56 sequências únicas com expressão induzida e 12 com expressão reprimida pela infecção. Após a validação dos dados por RT-qPCR 3 genes foram caracterizados por RNAi: uma hebraeína, uma proteína dissulfeto isomerase (PDI) e uma proteína com domínio Kunitz-type. Um maior número de carrapatos adquiriu R. rickettsii quando a expressão gênica da hebraeína e da PDI foi silenciada, sugerindo que elas participam na defesa do carrapato contra a infecção. Nenhum efeito foi observado sobre a transmissão da bactéria para o hospedeiro ou sobre o fitness de carrapatos nos três genes analisados. O presente estudo apontou genes importantes que possibilitam uma melhor compreensão da relação carrapato-riquétsia. / Rickettsia rickettsii is the etiological agent of Rocky Mountain Spotted Fever and, in Brazil, it is transmitted by Amblyomma cajennense and A. aureolatum. To elucidate mechanisms of virulence to its vectors, we construct cDNA libraries with RNA of ticks A. aureolatum infected or not with this pathogen. After bioinformatic analysis, 56 unique sequences were obtained representing up-regulated genes and 12 down-regulated by infection. After data validation by RT- qPCR, 3 genes were characterizated by RNAi: a hebraein, a protein disulfide isomerase (PDI), and a protein with Kunitz-type domain. A higher number of ticks acquired R. rickettsii when the gene expression of hebraein and PDI was silenced, suggesting that both proteins participate in the defense of the tick against infection. No effect on the transmission of the bacterium to the host or on the fitness of ticks was observed after knockdown of the 3 analyzed genes. Data obtained by the present study pointed out important genes that provide information to better understand of the tick-rickettsia relationship.
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Perfil sorológico e molecular de zoonoses transmitidas por carrapatos em humanos e animais domésticos oriundos de seis municípios do Estado do Espírito Santo / Serological and molecular profile of tick-borne diseases in humans and domestic animals from six municipalities in the State of Espírito Santo

Spolidorio, Mariana Granziera 03 December 2009 (has links)
O estudo objetivou realizar um levantamento de doenças transmitidas por carrapatos em amostras de humanos e animais domésticos oriundos do Estado do Espírito Santo. Foram estudadas as Riquétsioses, Erliquiose, Babesiose, Borreliose, e especificamente em cães a Hepatozoonose canina. Três expedições científicas foram realizadas, onde foram coletadas amostras de sangue de humanos (n=201), cães (n=92) e eqüídeos (n=27). As amostras foram testadas utilizando-se os ensaios de Imunofluorescência Indireta (RIFI) e ELISA Indireto, dependendo do antígeno de eleição. A Reação em Cadeia de Polimerase (PCR) foi realizada utilizando primers específicos para os gêneros dos agentes pesquisados. Foi possível concluir que os municípios estudados podem ser considerados endêmicos para as zoonoses pesquisadas / This study aimed to perform a survey on tick-borne diseases in blood samples from humans and domestic animals from the State of Espírito Santo. The following diseases were studied: Rickettsiosis, Ehrlichiosis, Babesiosis, Borreliosis, and specifically in dogs, Canine Hepatozoonosis. Three scientific expeditions were performed, where blood samples from humans (n=201), dogs (n=92) and equids (n=27) were collected. Samples were tested using Indirect Immunofluorescence Assays (IFA) and Indirect ELISA, depending on the antigen. Polymerase Chain Reactions (PCR) were performed using specific primers to the genera of the surveyed agents. We concluded that the studied municipalities can be considered endemic areas to the surveyed zoonosis
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Avaliação da infecção por Rickettsia spp. em Amblyomma triste Koch (Acari: Ixodidae) e em algumas espécies de Ornithonyssus Sambon (Acari: Macronyssidae) / Evaluation of Rickettsial infection in Amblyomma triste Koch (Acari: Ixodidae) and in some species Ornithonyssus spp. Sambon (Acari: Macronyssidae)

Bastos, Fernanda Aparecida Nieri 09 March 2012 (has links)
O gênero Rickettsia compreende bactérias intracelulares obrigatórias e há por enquanto 22 espécies que, comprovadamente, são patogênicas ao homem. A transmissão da maioria das espécies de riquétsias está associada a carrapatos, mas também podem ser veiculadas por pulgas, piolhos e ácaros. O presente estudo teve por objetivos avaliar a infecção de Rickettsia parkeri em carrapatos da espécie Amblyomma triste (Acari: Ixodidae) e também avaliar a infecção de Rickettsia spp. em algumas espécies de Ornithonyssus Sambon (Acari: Macronyssidae). Foram obtidas fêmeas de A. triste de um cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) atropelado e as posturas testadas por PCR para o estabelecimento de uma colônia naturalmente infectada com R. parkeri (grupo infectado) e outra livre de infecção (grupo controle). Para avaliar a infecção de Rickettsia spp. em ácaros foram realizadas 15 campanhas de capturas de pequenos mamíferos terrestres nos estados de São Paulo e Paraná. Após anestesisa e escovação, os ácaros foram removidos dos hospedeiros e mantidos em nitrogênio líquido para a tentativa de isolamento através da técnica de shell vial. Foram estudadas quatro gerações de A. triste infectada e não infectada com R. parkeri. Os resultados revelaram que R. parkeri é moderadamente patogênica para A. triste e a fase do ciclo biológico do carrapato mais sucetível ao efeito deletério da bactéria é o estágio ninfal. Foram capturados 165 mamíferos silvestres das seguintes espécies: Akodon cursor, Akodon montensis, Didephis aurita, Euryzoryzomys russatus, Metachirus nudicaudatus, Monodelphis sp., Nectomys squamipes, Oecomys sp., Oligoryzomys sp, Oxymycterus sp., Sciurus aestuans and Thaptomys nigrita. Destes, somente 13 estavam infestados com três espécies de Ornithonyssus spp. Foi obtido um isolado de O. vitzthumi que parasitavam Oxymycterus sp., contudo não foi possível sua caracterização, pela não amplificação pelos marcadores clássicos para o gênero Rickettsia. / The genus Rickettsia comprises obligate intracellular bacteria and there are so far 22 species that are proven to be pathogenic to humans. The transmission of most species of rickettsiae is associated with ticks, but also can be transmitted by fleas, lice and mites. The present study aimed to evaluate the infection of Rickettsia parkeri in Amblyomma triste. (Acari: Ixodidae) and also to evaluate the infection of Rickettsia spp. in some species of Ornithonyssus spp. Sambon (Acari: Macronyssidae). A. triste females were obtained from a marsh deer (Blastocerus dichotomus). Through PCR on their offspring, it was established of a colony naturally infected with R. parkeri (infected group) and another colony uninfected (control group). To assess the infection of the Rickettsia spp. in mites, 15 capture campaigns of small terrestrial mammals were performed in the states of São Paulo and Paraná. After anesthesia and brushing, the mites were removed from hosts and kept in liquid nitrogen for isolation of rickettsiae using the shell vial technique. Four consecutive generations of A. triste were studied in the laboratory. The results showed that R. parkeri is moderately pathogenic to A. triste, especially to the nymphal stage. A total of 165 wild small mammals of the following species were captured: Akodon cursor, Akodon montensis, Didephis aurita, Euryzoryzomys russatus, Metachirus nudicaudatus, Monodelphis sp., Nectomys squamipes, Oecomys sp., Oligoryzomys sp, Oxymycterus sp., Sciurus aestuans and Thaptomys nigrita. Of these, only 13 were infested with three species of Ornithonyssus spp. A bacterial isolate was obtained from mites removed from a Oxymycterus sp. However, it was not possible the molecular characterization by classical markers for the genus Rickettsia.

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