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Petróleo e segurança internacional : aspectos globais e regionais das disputas por petróleo na África SubsaarianaOliveira, Lucas Kerr de January 2007 (has links)
A importância do petróleo tem sido revisada nos últimos anos, principalmente pelo reconhecimento de sua função estratégico-militar, tanto no século XX, onde o controle sobre este recurso permitiu a ascensão de grandes potências, como em alguns dos conflitos atuais. Estes passaram a incluir a África nas disputas globais por petróleo. O contexto mundial se torna complexo com o aprofundamento da crise petrolífera mundial, em meio a crise de acumulação de capitais e hegemonia, ambas iniciadas nos anos 1970. O aumento dos conflitos regionais e a intensa competição entre as grandes potências por recursos energéticos cada vez mais escassos, passam a ser variáveis essenciais para a análise dos problemas de Segurança Internacional. Neste contexto o continente africano, responsável por 12% da produção petrolífera mundial, ganha ainda maior relevância global por ter dobrado o volume de suas reservas, que na porção subsaariana aumentou quase três vezes desde os anos 1980. As disputas por petróleo se misturam em meio a conflitos históricos ampliando-os e gerando novos ciclos de violência. Nos maiores produtores subsaarianos como Angola, Nigéria e Sudão, ampliam e criam novas disputas entre governo e províncias produtoras. No nível global, corporações estadunidenses e chinesas passam a disputar diretamente o acesso ao petróleo africano, apoiados pelos respectivos governos que intensificam sua presença regional na forma de investimentos, acordos comerciais, diplomáticos e militares, de treinamento e defesa, transferência de armas e instalação de bases militares. Assim, o petróleo se torna central, tanto para entender a atual dinâmica destes conflitos subsaarianos, no nível regional, como nas disputas por influência no subcontinente envolvendo China e Estados Unidos. / The importance of oil has been revised in the latest years, mainly due to its strategic-military function, not only in the twentieth century, when control over this resource allowed the rise of great powers, but also in current conflicts. The latest included Africa in the global disputes over oil. Global context becomes complex as the world-wide oil crisis gets deeper, during the crisis of capital accumulation and hegemony, both having started in the 1970s. The intensification of regional conflicts and intense competition among great powers over increasingly scarce energetic resources are essential variables to the analysis of International Security problems. In this context, the African continent, responsible for 12% of world oil production, becomes globally more relevant for having doubled its reserves volume. In the subsaharan portion it has almost tripled since the 1980s. Disputes over oil make historical conflicts greater and create new cycles of violence. In the greatest sub-shaharan oil producers, such as Angola, Nigeria and Sudan these conflicts create new disputes between government and producing provinces. In a global level, North-American and Chinese corporations compete directly for access to African oil, supported by the respective governments that intensify their regional presence in the form of investments, commercial, diplomatic and military agreements, training and defense agreements, transference of weapons and installation of military bases. Thus, oil becomes central to understand the current dynamics of these sub-saharian conflicts in the regional level as well as the disputes for influence on the subcontinent involving China and United States of America.
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Petróleo e segurança internacional : aspectos globais e regionais das disputas por petróleo na África SubsaarianaOliveira, Lucas Kerr de January 2007 (has links)
A importância do petróleo tem sido revisada nos últimos anos, principalmente pelo reconhecimento de sua função estratégico-militar, tanto no século XX, onde o controle sobre este recurso permitiu a ascensão de grandes potências, como em alguns dos conflitos atuais. Estes passaram a incluir a África nas disputas globais por petróleo. O contexto mundial se torna complexo com o aprofundamento da crise petrolífera mundial, em meio a crise de acumulação de capitais e hegemonia, ambas iniciadas nos anos 1970. O aumento dos conflitos regionais e a intensa competição entre as grandes potências por recursos energéticos cada vez mais escassos, passam a ser variáveis essenciais para a análise dos problemas de Segurança Internacional. Neste contexto o continente africano, responsável por 12% da produção petrolífera mundial, ganha ainda maior relevância global por ter dobrado o volume de suas reservas, que na porção subsaariana aumentou quase três vezes desde os anos 1980. As disputas por petróleo se misturam em meio a conflitos históricos ampliando-os e gerando novos ciclos de violência. Nos maiores produtores subsaarianos como Angola, Nigéria e Sudão, ampliam e criam novas disputas entre governo e províncias produtoras. No nível global, corporações estadunidenses e chinesas passam a disputar diretamente o acesso ao petróleo africano, apoiados pelos respectivos governos que intensificam sua presença regional na forma de investimentos, acordos comerciais, diplomáticos e militares, de treinamento e defesa, transferência de armas e instalação de bases militares. Assim, o petróleo se torna central, tanto para entender a atual dinâmica destes conflitos subsaarianos, no nível regional, como nas disputas por influência no subcontinente envolvendo China e Estados Unidos. / The importance of oil has been revised in the latest years, mainly due to its strategic-military function, not only in the twentieth century, when control over this resource allowed the rise of great powers, but also in current conflicts. The latest included Africa in the global disputes over oil. Global context becomes complex as the world-wide oil crisis gets deeper, during the crisis of capital accumulation and hegemony, both having started in the 1970s. The intensification of regional conflicts and intense competition among great powers over increasingly scarce energetic resources are essential variables to the analysis of International Security problems. In this context, the African continent, responsible for 12% of world oil production, becomes globally more relevant for having doubled its reserves volume. In the subsaharan portion it has almost tripled since the 1980s. Disputes over oil make historical conflicts greater and create new cycles of violence. In the greatest sub-shaharan oil producers, such as Angola, Nigeria and Sudan these conflicts create new disputes between government and producing provinces. In a global level, North-American and Chinese corporations compete directly for access to African oil, supported by the respective governments that intensify their regional presence in the form of investments, commercial, diplomatic and military agreements, training and defense agreements, transference of weapons and installation of military bases. Thus, oil becomes central to understand the current dynamics of these sub-saharian conflicts in the regional level as well as the disputes for influence on the subcontinent involving China and United States of America.
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Análise empírica da (in)segurança africana: pesquisando dados com o apoio de algoritmosMigon, Eduardo Xavier Ferreira Glaser 30 June 2016 (has links)
Submitted by Eduardo Xavier Ferreira Glaser Migon (eduardomigon@gmail.com) on 2017-01-31T12:35:08Z
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Previous issue date: 2016-06-30 / It is a thesis that aims to explore the possibilities of applying algorithms of structural data analysis recently introduced in the literature. In conceptual terms, the research is exploratory, insofar as the techniques used are still in the earliest stage of implementation and the approach used is unprecedented, and applied, as a consequence of being an empirical effort to extract real data. Methodologically, the research is mixed, with quantitative preponderance, as a consequence of the research techniques used, the algorithms Affinity Propagation (FREY; DUECK, 2007b) and Kemp & Tenenbaum (KEMP; TENENBAUM, 2008a), and the database Fragile (Failed) States Index (FSI). The thesis is structured in three articles, being the first of these of introduction to the techniques and the others of application of the technique. Therefore, the feasibility study associated to the use of the algorithms, in the context where the presentation of the algorithms is done, starts the description of the methodology and the analysis of them, and is concluded by the validity of the research instruments. Then, and in articles independent of each other, the methodology and application procedures used are exposed, as well as the results achieved. It is concluded with the general perception that both instruments are viable, with suggestive evidence that the Kemp & Tenenbaum (KT) algorithm is more useful to the concrete case studied, while suggesting further research efforts with Affinity Propagation (AP). / Trata-se de tese que tem por finalidade explorar as possibilidades de aplicação de algoritmos de análise estrutural de dados recentemente introduzidos na literatura. Em termos conceituais, a pesquisa é exploratória, na medida em as técnicas utilizadas ainda estão em fase mais inicial de implementação e que a abordagem utilizada é inédita, e aplicada, em consequência de tratar-se de esforço empírico de extração de dados reais. Em termos metodológicos a pesquisa é mista, com preponderância quantitativa, consequência das técnicas de investigação utilizadas, os algoritmos Affinity Propagation (FREY; DUECK, 2007b) e Kemp & Tenenbaum (KEMP; TENENBAUM, 2008a), e da base de dados pesquisada, o Fragile (Failed) States Index (FSI). A tese está estruturada em três artigos, sendo o primeiro destes de introdução às técnicas e os demais de aplicação da técnica. Inicia-se, portanto, com o estudo de viabilidade associado à utilização dos algoritmos, em contexto onde se faz a apresentação destes, a descrição da metodologia e a análise dos mesmos, concluindo-se pela validade dos instrumentos de pesquisa. Em seguida, e em artigos independentes entre si, expõe-se a metodologia e procedimentos de aplicação utilizados, assim como se discutem os resultados alcançados. Conclui-se com a percepção geral de que ambos os instrumentos são viáveis, havendo indícios sugestivos de que o algoritmo Kemp & Tenenbaum (KT) é de maior utilidade ao caso concreto estudado, ao mesmo tempo em que se sugere esforços de prosseguimento quanto à pesquisa com o Affinity Propagation (AP).
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Petróleo e segurança internacional : aspectos globais e regionais das disputas por petróleo na África SubsaarianaOliveira, Lucas Kerr de January 2007 (has links)
A importância do petróleo tem sido revisada nos últimos anos, principalmente pelo reconhecimento de sua função estratégico-militar, tanto no século XX, onde o controle sobre este recurso permitiu a ascensão de grandes potências, como em alguns dos conflitos atuais. Estes passaram a incluir a África nas disputas globais por petróleo. O contexto mundial se torna complexo com o aprofundamento da crise petrolífera mundial, em meio a crise de acumulação de capitais e hegemonia, ambas iniciadas nos anos 1970. O aumento dos conflitos regionais e a intensa competição entre as grandes potências por recursos energéticos cada vez mais escassos, passam a ser variáveis essenciais para a análise dos problemas de Segurança Internacional. Neste contexto o continente africano, responsável por 12% da produção petrolífera mundial, ganha ainda maior relevância global por ter dobrado o volume de suas reservas, que na porção subsaariana aumentou quase três vezes desde os anos 1980. As disputas por petróleo se misturam em meio a conflitos históricos ampliando-os e gerando novos ciclos de violência. Nos maiores produtores subsaarianos como Angola, Nigéria e Sudão, ampliam e criam novas disputas entre governo e províncias produtoras. No nível global, corporações estadunidenses e chinesas passam a disputar diretamente o acesso ao petróleo africano, apoiados pelos respectivos governos que intensificam sua presença regional na forma de investimentos, acordos comerciais, diplomáticos e militares, de treinamento e defesa, transferência de armas e instalação de bases militares. Assim, o petróleo se torna central, tanto para entender a atual dinâmica destes conflitos subsaarianos, no nível regional, como nas disputas por influência no subcontinente envolvendo China e Estados Unidos. / The importance of oil has been revised in the latest years, mainly due to its strategic-military function, not only in the twentieth century, when control over this resource allowed the rise of great powers, but also in current conflicts. The latest included Africa in the global disputes over oil. Global context becomes complex as the world-wide oil crisis gets deeper, during the crisis of capital accumulation and hegemony, both having started in the 1970s. The intensification of regional conflicts and intense competition among great powers over increasingly scarce energetic resources are essential variables to the analysis of International Security problems. In this context, the African continent, responsible for 12% of world oil production, becomes globally more relevant for having doubled its reserves volume. In the subsaharan portion it has almost tripled since the 1980s. Disputes over oil make historical conflicts greater and create new cycles of violence. In the greatest sub-shaharan oil producers, such as Angola, Nigeria and Sudan these conflicts create new disputes between government and producing provinces. In a global level, North-American and Chinese corporations compete directly for access to African oil, supported by the respective governments that intensify their regional presence in the form of investments, commercial, diplomatic and military agreements, training and defense agreements, transference of weapons and installation of military bases. Thus, oil becomes central to understand the current dynamics of these sub-saharian conflicts in the regional level as well as the disputes for influence on the subcontinent involving China and United States of America.
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The road to peace: exploring the economic programs of counterinsurgency strategy as a method to achieve peace in areas of armed internal conflict / O caminho à paz: explorando os programas econômicos da estratégia contra-insurgência como um método para alcançar paz nas áreas do conflito interno armadoDavis, Jason Cameron Mcmichael 08 June 2018 (has links)
This article uses the counterinsurgency framework of Nathan Leites and Charles Wolf, Jr. to analyze a case study of Plan Colombia from 2000-2011. In particular, it studies the impacts of Plan Colombia-funded economic programs and their relationship to violence in the Colombian conflict. Previous academic works have looked at efficacy of counter-insurgency and the impacts of strategies from a \"hearts and minds\" approach, while this article attempts to look at the efficacy from a systemic approach. This systemic approach views insurgencies as a system that requires inputs, conversion of these inputs and the outputs or activities. Leites and Wolf further highlight that this capacity is incumbent upon: 1) the government\'s adherence to law and order in contrast to the insurgency and 2) its ability to demonstrate that it can govern and complete programs and activities. With this theoretical framework, there is also an assumption that increases in government effectiveness and control increase legitimacy in said areas and thus blunt insurgent activities. Thus, in order to relate this framework, this research uses a logical approach by linking the Leites and Wolf framework to the concepts laid out by Galula regarding counterinsurgency and the importance of the populace. This article studies the trend between the change in economic values and the change in insurgent activity. This research does not try to show a causal relationship between the two datasets, but only that there is a relationship between the increase in economic indicators and a decrease in events and attacks that can be associated the overall effects of the two economic programs. This article suggests that there is an inconclusive relationship and although there is drop in insurgency attacks and events, more research is necessary to ascertain the actual correlation between the effect of economic programs on insurgency attacks and events. / Este artigo usa a estrutura de contra-insurgência de Nathan Leites e Charles Wolf, Jr. para analisar um estudo de caso do Plano Colômbia de 2000-2011. Em particular, estuda os impactos dos programas econômicos financiados pelo Plano Colômbia e sua relação com a violência no conflito colombiano. Trabalhos acadêmicos anteriores analisaram a eficácia da contra-insurgência e os impactos das estratégias de uma abordagem \"corações e mentes\", enquanto este artigo tenta analisar a eficácia a partir de uma abordagem sistêmica. Essa abordagem sistêmica considera as insurgências como um sistema que requer entradas, conversão dessas entradas e saídas ou atividades. Leites e Wolf destacam ainda que essa capacidade se deve a: 1) a adesão do governo à lei e à ordem em contraste com a insurgência e 2) sua capacidade de demonstrar que pode governar e concluir programas e atividades. Com esse arcabouço teórico, também existe uma suposição de que aumentos na eficácia e no controle do governo aumentam a legitimidade em tais áreas e, assim, embotam as atividades insurgentes. Assim, para relacionar este arcabouço, esta pesquisa utiliza uma abordagem lógica, ligando o arcabouço de Leites e Wolf aos conceitos apresentados por Galula sobre a contra-insurgência e a importância da população. Este artigo estuda a tendência entre a mudança nos valores econômicos e a mudança na atividade insurgente. Esta pesquisa não tenta mostrar uma relação causal entre os dois conjuntos de dados, mas apenas que existe uma relação entre o aumento nos indicadores econômicos e uma diminuição nos eventos e ataques que podem ser associados aos efeitos gerais dos dois programas econômicos. Este artigo sugere que há uma relação inconclusiva e, embora haja queda nos ataques e eventos da insurgência, mais pesquisas são necessárias para averiguar a correlação real entre o efeito dos programas econômicos nos ataques e eventos da insurgência.
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Liberdade religiosa e segurança internacional: desafios e perspectivasLima, Clarisse Laupman Ferraz 19 February 2016 (has links)
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Clarisse Laupman Ferraz Lima.pdf: 2544299 bytes, checksum: 56692cd3ba6f4ddcf9603879fd8c8139 (MD5)
Previous issue date: 2016-02-19 / The objective of the present study is to analyse the observance of religious
freedom as it pertains to the current international security situation around the
world. Recognizing the fact that historically, religion and law coexisted along a
fine line. Religions have been responsible for the power construction of
relationships throughout human history. It is considered within the
international panorama that the topic of religious freedom and the need for
security threaten each other boundaries. Terrorism has brought fear and the
need for security. The question to tackle is how much freedom is humanity to
lose in the name of security. This study will be disseminated in three parts.
First, it examines the problematic relationship between religion and political
power, in regards to religious people. Secondly, the theoretical and doctrinal
aspects are presented as relevant to the construction of religious freedom,
highlighted by a Laicity, and the formation of international security. Finally, in
the third part, investigates the challenges and perspectives between o
religious freedom and the need for security in the current world. This work
seeks to demonstrate that religious freedom was a determinant achievement
of international law, and this law should not be revoke dues to the fear
currently prevalent in world. We envisage an international collective action
paragraph perpetuate the idea of religious freedom and security are parts for
the ear gear, working of the greater purpose: world peace / O presente estudo tem como objetivo principal analisar a observância da
liberdade religiosa diante das questões de segurança internacional
suscitadas no mundo atual. Reconhece-se que, historicamente, religião e
direito coexistiram sob limites tênues, sendo os atores religiosos
responsáveis pela construção das relações de poder na história da
humanidade. Considera-se no panorama internacional que o tema da
liberdade religiosa e da necessidade de segurança vem tomando dimensões
vultosas. O terrorismo nos trouxe o medo e com ele a necessidade de
ficarmos seguros. O que nos interessa neste trabalho é discutir a questão de
quanto de liberdade estamos dispostos a perder em nome do sentimento de
segurança. Para tanto, o estudo se desenvolverá em três etapas. Na
primeira, examina-se a problemática da relação entre religião e poder político,
a partir do referencial do homem religioso. Na segunda, são apresentados os
aspectos teóricos e doutrinários mais relevantes na construção da liberdade
religiosa, com destaque para a laicidade, e na formulação internacional de
segurança. E, finalmente, na terceira etapa, investigam-se os desafios e as
perspectivas para essa relação de liberdade religiosa e necessidade de
segurança diante do mundo atual. Procura-se demonstrar que a obtenção da
liberdade religiosa foi uma conquista determinante do direito internacional, e
que não devemos retroceder desse direito por conta do medo instalado em
nosso tempo. Para tanto, sugerimos uma ação coletiva internacional para
perpetuar a ideia de que a liberdade religiosa e a segurança são peças de
uma mesma engrenagem, fazendo parte do objetivo maior: a paz mundial
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A flexibilização da competência e do processo normativo em relação à segurança e a proteção radiológica / The flexibility of competence and regulatory process regarding safety and radiation protectionAna, Vanessa da 09 December 2016 (has links)
O uso e a aplicação cada vez mais constante da tecnologia nuclear consistente em áreas relacionadas à saúde, energia, industrial, bélica, agrícola, entre outras, faz com que haja a necessidade de uma regulamentação de acordo com os padrões de segurança e proteção radiológica internacionais. Dessa forma, utilizando-se de conceitos provenientes do Direito Constitucional, do Direito Ambiental e do Direito do Trabalho, o enfoque da presente pesquisa foi investigar a difícil questão da competência nuclear e a competência ambiental, a impossibilidade de legislar dos Estados, bem como a falta de regulamentação sobre Rejeitos radioativos. Para tanto, foram atualizados e revisados critérios e métodos de interpretação constitucional para solucionar possíveis antinomias jurídicas advindas de múltipla positivação de normas pelos entes federados que dificultam tanto o asseguramento quanto o aprimoramento da Proteção radiológica do trabalhador e do meio ambiente. Finalmente, a hipótese considerada demonstrou que as mudanças na estrutura legislativa nas três esferas de poderes são necessárias, visando à aplicabilidade de responsabilidade legal na esfera nuclear, principalmente no que se refere às entidades administrativas e estatais. / The use and increasingly steady application of consistent nuclear technology in areas related to health, energy, industrial, war, agriculture, among others, means that there is a need for regulation in accordance with the safety standards and international radiological protection . Thus, using concepts from the Constitutional Law, Environmental Law and Labor Law, the focus of this research was to investigate the difficult issue of nuclear competence and environmental responsibility, the impossibility of legislating states, as well as the lack of regulation on radioactive waste. Therefore, it has been updated and revised criteria and methods of constitutional interpretation to solve possible legal antinomies arising from multiple positivation of the federal entities rules that hinder both the assurance and the improvement of radiation protection of workers and the environment. Finally, the working hypothesis has shown that changes in the legislative framework in the three spheres of power is needed in order to applicability of legal liability in the nuclear sphere, especially with regard to administrative and state entities
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Do político à segurança e de volta outra vez: Carl Schmitt nos estudos críticos de segurançaCampos, Rodrigo Duque Estrada 19 April 2017 (has links)
Submitted by Filipe dos Santos (fsantos@pucsp.br) on 2017-04-29T19:33:28Z
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Previous issue date: 2017-04-19 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / This dissertation thesis analyses the process of intellectual reception of Carl Schmitt in Critical Security Studies. Drawing upon the methodological discussion on the history of ideas, we question the typical bifurcation between textualism and contextualism as univocal principles of interpretation of the meaning of texts. Relevant to our analysis is not only to identify what the controversial German jurist really meant to say in his texts, but that its meaning is also conditioned by the use that is made out of it, of what one can make Schmitt “say” concerning the reception of his thought. What have been the uses of Carl Schmitt in Critical Security Studies and what structure of presuppositions and interests condition the social reading of the thinker in the area? To answer such questions, the first chapter offers a brief introduction to Schmitt’s thought, with a special attention to his “international” thinking. The second chapter analyses the first reception venue of Schmitt in Critical Security Studies, where it developed a negative hermeneutics in the debates about securitization theory and the normative need to depart from the ‘Schmittean logic’ of security; the second chapter analyses the second reception venue, which involves the critique to a universal and intrinsic concept of security. To the authors of this line of interpretation, the critique of Schmitt’s theoretical framework on sovereign decisionism and the concept of the political would allow to shift the fixed grammar of security towards a more progressive and emancipative terms; the last chapter analyses the individual appropriation of Schmitt by Andreas Behnke, who developed the last reception venue until the present moment. Escaping the negative hermeneutics, Behnke builds a new Schmittean analytical framework for security, which expands on Schmitt’s bibliographical horizon and criticizes the predominantly liberal premises of Critical Security Studies / A dissertação analisa o processo de recepção de Carl Schmitt nos Estudos Críticos de Segurança. Com base na discussão metodológica da história das ideias, problematizamos a bifurcação típica entre textualismo e contextualismo como princípiosunívocosde interpretação do significado dos textos. Relevante para nossa análise não é identificar apenas o que o controverso jurista alemão realmente quis dizer em seus textos, mas ofato de que o significado de suaobra está também condicionado ao uso que se faz dela, e do que se pode fazê-la“falar” com base na recepção do pensamentode Schmitt. Quais os usos de Carl Schmitt nos Estudos Críticos de Segurança e que estruturas de pressuposições e interesses condicionam a leitura do pensador na área? Para responder tal pergunta, o primeiro capítulo oferece uma breve introdução ao pensamento de Schmitt, com especial atenção ao seu ‘pensamento internacional’. O segundo capítulo analisa a primeira via de recepção de Schmitt nos Estudos Críticos de Segurança, onde se construiu uma hermenêutica negativa no âmbito dos debates sobre a teoria da securitização e a necessidade normativa de se afastar da “lógica schmitteana” da segurança; o terceiro capítulo analisa a segunda via de recepção de Schmitt, que envolve críticas a uma concepção universal e intrínseca da segurança. Para os autores desta linha interpretativa, a crítica ao arcabouço teórico de Schmitt sobre o decisionismo soberano e o conceito do político permitiria deslocar a gramática fixa da segurança em termos mais progressistas e emancipadores; o último capítulo analisa a apropriação individual de Andreas Behnke da obra de Schmitt, que constitui a última via derecepção (até o presente momento) do autor nos ECS. Fugindo da hermenêutica negativa, Behnke critica o que considera a leitura reducionistade Schmitt nos ECS e constrói um novo marco analítico schmitteano da segurança, que expande o lequebibliográfico de Schmitt e critica as premissas liberais da maior parte dos ECS
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Terrorismo e sociedade de controleDuarte, João Paulo Gusmão Pinheiro 20 October 2011 (has links)
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Previous issue date: 2011-10-20 / Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / This research, located in the field of international relations, discusses the forthcoming of contemporary trans-territorial terrorism and the so-called War on Terror, as an international political commitment of States seeking to contain the current terrorism and promote safety on a planetarium level. Through inquiry methods that tend to rescue origins and development of policies seeking to regulate and circumscribe war, establishing an international security, there is the current War on Terror inserted into a logic of social control that articulates combined actions of armed conflict, gross states of exception and the formalization of new rights. In this questioning, is observed the investment in the fight against terrorism through control and disciplinary mechanisms, internationalized, establishing a governmentality based on the resizing of biopolitics wich materializes it self through the implementation of preventive wars, by the use of Guantanamo Bay prison, through operationalized military interventions, by the effectiveness of many migration containment policies, by policing and monitoring of "danger zones", through the election of new permanent enemies of society. At the same time, terrorism is appointed as a political act embedded within a certain correlation of forces, which in its current resizing, articulates another authoritarian power which selects and kills. Terrorism and counter-terrorism are analyzed, therefore, from the conception of politics as war, setting the current international environment / Esta pesquisa, situada no campo das relações internacionais, aborda a emergência do terrorismo transterritorial contemporâneo e da chamada Guerra ao Terror, como um engajamento político internacional de Estados que busca conter os atuais terrorismos e promover a segurança em nível planetário. Por meio de investigação que resgata procedências e emergências das políticas que buscam regular, regulamentar e circunscrever a guerra e estabelecer um domínio da segurança internacional, observa-se a atual Guerra ao Terror inserida em uma lógica de controle social que articula ações combinadas entre conflitos armados, flagrantes estados de exceção e a formalização de novos direitos. Com tal problematização, observa-se o investimento no combate ao terrorismo através de dispositivos disciplinares e de controle internacionalizados, estabelecendo uma governamentalidade baseada no redimensionamento da biopolítica que se materializa através da execução de guerras preventivas, do uso da prisão de Guantánamo, da operacionalização de intervenções militares, da efetivação de inúmeras políticas de contenção migratória, de policiamento e monitoramento de zonas perigosas , da eleição permanente de novos inimigos da sociedade. Ao mesmo tempo, o terrorismo é apontado como um ato político inserido dentro de certa correlação de forças, mas que em seu atual redimensionamento articula outro poder autoritário que seleciona e mata. Terrorismos e contraterrorismos são analisados, portanto, a partir da concepção de política como guerra, configurando o atual ambiente internacional
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Terrorismo e sociedade de controleDuarte, João Paulo Gusmão Pinheiro 20 October 2011 (has links)
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Previous issue date: 2011-10-20 / Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / This research, located in the field of international relations, discusses the forthcoming of contemporary trans-territorial terrorism and the so-called War on Terror, as an international political commitment of States seeking to contain the current terrorism and promote safety on a planetarium level. Through inquiry methods that tend to rescue origins and development of policies seeking to regulate and circumscribe war, establishing an international security, there is the current War on Terror inserted into a logic of social control that articulates combined actions of armed conflict, gross states of exception and the formalization of new rights. In this questioning, is observed the investment in the fight against terrorism through control and disciplinary mechanisms, internationalized, establishing a governmentality based on the resizing of biopolitics wich materializes it self through the implementation of preventive wars, by the use of Guantanamo Bay prison, through operationalized military interventions, by the effectiveness of many migration containment policies, by policing and monitoring of "danger zones", through the election of new permanent enemies of society. At the same time, terrorism is appointed as a political act embedded within a certain correlation of forces, which in its current resizing, articulates another authoritarian power which selects and kills. Terrorism and counter-terrorism are analyzed, therefore, from the conception of politics as war, setting the current international environment / Esta pesquisa, situada no campo das relações internacionais, aborda a emergência do terrorismo transterritorial contemporâneo e da chamada Guerra ao Terror, como um engajamento político internacional de Estados que busca conter os atuais terrorismos e promover a segurança em nível planetário. Por meio de investigação que resgata procedências e emergências das políticas que buscam regular, regulamentar e circunscrever a guerra e estabelecer um domínio da segurança internacional, observa-se a atual Guerra ao Terror inserida em uma lógica de controle social que articula ações combinadas entre conflitos armados, flagrantes estados de exceção e a formalização de novos direitos. Com tal problematização, observa-se o investimento no combate ao terrorismo através de dispositivos disciplinares e de controle internacionalizados, estabelecendo uma governamentalidade baseada no redimensionamento da biopolítica que se materializa através da execução de guerras preventivas, do uso da prisão de Guantánamo, da operacionalização de intervenções militares, da efetivação de inúmeras políticas de contenção migratória, de policiamento e monitoramento de zonas perigosas , da eleição permanente de novos inimigos da sociedade. Ao mesmo tempo, o terrorismo é apontado como um ato político inserido dentro de certa correlação de forças, mas que em seu atual redimensionamento articula outro poder autoritário que seleciona e mata. Terrorismos e contraterrorismos são analisados, portanto, a partir da concepção de política como guerra, configurando o atual ambiente internacional
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