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Aplicabilidade do Software Auxiliar na Reabilitação de Distúrbios Auditivos (SARDA) em crianças com deficiência auditiva / Applicability of SARDA (Hearing Disorders Rehabilitation Auxiliary Software) in children with hearing impairmentMariane Perin da Silva 15 July 2011 (has links)
A utilização do computador na terapia fonoaudiológica faz parte do processo terapêutico, possibilitando o treinamento das habilidades auditivas por meio de softwares. Para tanto, esta pesquisa teve como objetivo verificar a aplicabilidade do Software Auxiliar na Reabilitação de Distúrbios Auditivos (SARDA) em crianças com deficiência auditiva. A amostra foi formada por 17 crianças com deficiência auditiva, sendo 10 usuárias de Implante Coclear (IC) e sete usuárias de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). O estudo foi realizado em três etapas: 1) avaliação da percepção da fala no silêncio e no ruído; 2) 30 minutos de estimulação com o SARDA, duas vezes por semana, durante o tempo necessário para a criança finalizar as estratégias; 3) reavaliação dos quesitos testados na primeira etapa. O teste de percepção da fala utilizado foi o Hearing in Noise Test (HINT). Para a análise estatística dos dados foram utilizados os testes t de Student para dados pareados e independentes e o teste de Correlação de Pearson. As crianças usuárias de IC necessitaram em média 12,2 dias para a finalizarem os jogos e as crianças usuárias de AASI em média 10,14 dias. Os dois grupos apresentaram diferença estatisticamente significante entre as avaliações pré e pós no silêncio e no ruído. A média do Limiar de Reconhecimento de Sentenças (LRS) do grupo de usuários de IC foi de 62,5 dB na avaliação pré e 55,28 dB na avaliação pós e a média da relação Sinal/Ruído (S/R) foi de 5,19 dB na avaliação pré e 1,34 dB na avaliação pós. A média do LRS do grupo de usuários de AASI foi de 61,8 dB na avaliação pré e 55,27 dB na avaliação pós e a relação S/R foi de 5,89 dB na avaliação pré e 2,43 dB na avaliação pós. Na análise do desempenho das crianças nas estratégias, notou-se uma gradativa diminuição no tempo dispensado para a conclusão das etapas. As crianças mais novas necessitaram de mais tempo para a conclusão do treinamento ou não conseguiram finalizar as estratégias; contudo, não houve correlação estatística entre a idade e o desempenho nas estratégias. Pode-se concluir que o treinamento auditivo com o SARDA foi eficaz, pois os resultados indicaram uma melhora da habilidade de percepção da fala no silêncio e no ruído das crianças com deficiência auditiva. / The use of computers in audio and speech therapy is part of the therapeutic process, enabling the training of auditory skills through software. Thus, this study aimed at verifying the applicability of SARDA (Hearing Disorders Rehabilitation Auxiliary Software) in children with hearing impairment. The sample comprised 17 children with hearing impairment, being 10 users of a Cochlear Implant (CI) and seven users of a Hearing Aid (HA). The study was carried out in three phases: 1) speech perception assessment in silence and noise; 2) 30 minutes of SARDA stimulation, twice a week, during the necessary time for the child to finish the strategies; 3) reassessment of the requirements tested in the first phase, being the Hearing in Noise Test (HINT), the speech perception test utilized. Student´s t test, for paired and independent data, and Pearson´s Correlation test, were used in the statistical analysis. The children fitted with a CI needed, in average, 12.2 days to finish the games, and those using a HA, 10.14 days. The two groups presented a statistically significant difference between pre and post-assessments in silence and noise. The mean of Sentence Recognition Threshold (SRT) for the group of CI users was 62.5 dB in the pre-assessment and 55.28 dB in the post-assessment; the mean for signal to noise (S/N) ratio was 5.19 dB in the pre and 1.34 dB in the post-assessment. The mean SRT for the group of HA users was 61.8 dB in the pre and 55.27 dB in the post-assessment and the S/N ratio was 5.89 dB in the pre and 2.43 dB in the post-assessment. The analysis of how the children performed in the strategies, showed a gradual decrease in the time spent to complete the phases. Younger children needed more time to finish the training or were unable to complete the strategies; nevertheless, no statistical correlation between age and the performance in the strategies was seen. It can be concluded that the auditory training with SARDA was effective, for the results showed an improvement in the speech perception skills, in silence and in noise, for the children with hearing impairment.
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Didrogesterona versus progesterona como suporte de fase lútea: revisão sistematizada e meta-análise de ensaios clínicos randomizados / Dydrogesterone versus progesterone for luteal-phase support: systematic review and meta-analysis of randomized controlled trialsMarina Wanderley Paes Barbosa 16 August 2017 (has links)
Justificativa: Há evidências de que o uso de progesterona para suporte de fase lútea melhora os resultados reprodutivos em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida (TRA). Há várias hipóteses para justificar a deficiência de fase lútea após a estimulação ovariana controlada (EOC) para TRA. Atualmente, acredita-se que os níveis supra-fisiológicos de esteroides alcançados durante a EOC persistem após a aspiração folicular, graças à formação de múltiplos corpos lúteos. Dessa forma, ocorre um feedback negativo prematuro na secreção de hormônio luteinizante (LH), causando um defeito da fase lútea e baixos níveis de progesterona. A progesterona natural por via intramuscular ou vaginal apresenta efeitos comparáveis sobre os parâmetros de gravidez clínica e gravidez em curso, embora as pacientes possam apresentar vários efeitos colaterais, como dor e abscesso local com a progesterona intramuscular, e corrimento vaginal, irritação perineal e interferência com o coito com a progesterona vaginal. Desta forma, a didrogesterona, uma progesterona sintética com boa biodisponibilidade oral, vem sendo estudada como uma alternativa para suporte de fase lútea em mulheres submetidas à TRA. Objetivo: Comparar a didrogesterona oral com a progesterona vaginal como suporte de fase lútea em ciclos de reprodução assistida. Métodos de busca: As buscas por ensaios clínicos randomizados (ECRs) foram realizadas nos principais bancos eletrônicos de dados; além disso, examinamos manualmente as listas de referências dos estudos incluídos em revisões semelhantes. A última busca eletrônica foi feita em 18 de outubro de 2015. Critérios de Seleção: Apenas estudos verdadeiramente randomizados que comparassem o uso da didrogesterona com a progesterona como suporte de fase lútea foram considerados elegíveis. Os estudos que permitiam a inclusão de uma mesma paciente duas vezes foram incluídos apenas se os dados do primeiro ciclo estivessem disponíveis. Coleta e Análise de Dados: Dois revisores avaliaram, independentemente, a elegibilidade dos estudos, extração de dados e os riscos de vieses dos estudos incluídos. Quaisquer discordâncias foram resolvidas por consenso. Quando necessário, os autores dos estudos incluídos foram contatados para maiores informações. Resultados: A busca selecionou 343 registros, 8 dos quais eram elegíveis. Nenhum estudo relatou nascidos vivos. Não há diferença relevante entre didrogesterona oral e progesterona vaginal para gravidez em curso, (RR 1.04, IC 95% 0.92 a 1.18, I² = 0%, p = 0.53, 7 ECRs, 3,134 mulheres), gravidez clínica (RR 1.07, IC 95% 0.93 a 1.23, I² = 34%, p = 0.35, 8 ECRs, 3,809 mulheres), e para abortamento (RR 0.77, IC 95% 0.53 a 1.10, I² = 0%, p = 0.15, 7 ECRs, 906 gestações clínicas). Três estudos reportaram o grau de insatisfação com o tratamento. Dois deles mostraram uma redução importante na insatisfação entre as mulheres que utilizaram didrogesterona em comparação com a progesterona vaginal: didrogesterona oral = 2/79 (2.5%) vs. progesterona vaginal em cápsulas = 90/351 (25.6%), e didrogesterona oral = 19/411 (4.6%) vs. progesterona vaginal em gel = 74/411 (18.0%); o outro estudo não mostrou diferença na taxa de insatisfação: didrogesterona oral = 8/96 (8.3%) vs. progesterona vaginal em cápsulas = 8/114 (7.0%). Conclusão: As evidências atuais sugerem que o uso de didrogesterona oral é tão eficaz quanto a progesterona vaginal como suporte de fase lútea em ciclos de reprodução assistida. Em relação ao grau de satisfação com o tratamento, a didrogesterona oral parece causar menos insatisfação entre as pacientes, em comparação ao uso de progesterona vaginal. / Background: There is evidence that using progesterone for LPS improves the reproductive outcomes in women undergoing ART. There are several hypotheses to justify the lutheal phase deficiency (LPD) after controlled ovarian stimulation (COS) for ART. Currently, it is believed that the supra-physiological levels of steroids achieved during COS and sustained after oocyte aspiration by the multiple corpora lutea causes a prematurely negative feedback in pituitary LH secretion, consequently causing a luteal phase defect and low progesterone levels. Both intramuscular and vaginal routes of natural progesterone exhibit comparable effect on the endpoints of clinical pregnancy and ongoing pregnancy, although patients may exhibit multiple side effects, such as pain and local abscess with intramuscular progesterone, and vaginal discharge, perineal irritation and interference with coitus with vaginal progesterone. In this way, dydrogesterone, a synthetic progesterone with good oral availability, has being studied as an alternative for LPS in women undergoing ART. Objectives: To compare dydrogesterone and progesterone for luteal-phase support in women undergoing assisted reproduction technique. Search methods: The searches for randomized controlled trials (RCT) were performed in the main electronic databases; in addition, we handsearched the reference lists of included studies and similar reviews. We performed the last electronic search on October 18, 2015. Selection criteria: Only truly randomized controlled trials comparing oral dydrogesterone to vaginal progesterone as luteal phase support were considered eligible. We included studies that permitted the inclusion of the same participant more than once (cross-over or \'per cycle\' trials) only if data regarding the first treatment of each participant were available. Data collection and analysis: Two reviewers independently performed study eligibility, data extraction, and assessment of the risk of bias and we solved disagreements by consensus. We corresponded with study investigators in order to resolve any queries, as required. Results: The search retrieved 353 records; eight studies were eligible. No study reported live birth. There is evidence of no relevant difference between oral dydrogesterone and vaginal progesterone on ongoing pregnancy (RR 1.04, 95% CI 0.92 to 1.18, I² = 0%, 7 RCTs, 3,134 women), on clinical pregnancy (RR 1.07, 95% CI 0.93 to 1.23, I² = 34%, 8 RCTs, 3,809 women), and on miscarriage (RR 0.77, 95% CI 0.53 to 1.10, I² = 0%, 7 RCTs, 906 clinical pregnancies). Three studies reported dissatisfaction rate with the treatment. Two of them reported a large reduction in dissatisfaction among women using oral dydrogesterone than among women using vaginal progesterone: oral dydrogesterone = 2/79 (2.5%) vs. vaginal progesterone capsules = 90/351 (25.6%), and oral dydrogesterone = 19/411 (4.6%) vs. vaginal progesterone gel = 74/411 (18.0%). The other included study showed no difference in the dissatisfaction rate: oral dydrogesterone = 8/96 (8.3%) vs. vaginal progesterone capsules = 8/114 (7.0%). Authors\' conclusions: Oral dydrogesterone is as effective as vaginal progesterone for luteal-phase supplementation in ART cycles. Regarding dissatisfaction with treatment, oral dydrogesterone seems to cause less dissatisfaction among patients, in comparison to vaginal progesterone.
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Análise da movimentação das paredes do esfíncter velofaríngeo, por meio de um modelo computacional, como auxílio na avaliação vocal e da deglutição / Dynamic analysis of the velopharyngeal shincter walls with the aid of a computational model to improve vocal and swallowing evaluationsDornelles, Silvia January 2009 (has links)
Introdução: O esfíncter velofaríngeo compreende uma cinta muscular localizada entre a orofaringe e a nasofaringe, caracterizando-se como uma região anatômica tridimensional virtual, de difícil acesso. Falhas em seu fechamento acarretam disfunções importantes na fala e deglutição. Objetivo: Melhorar o entendimento da fisiologia do esfíncter, com o auxílio de uma nova ferramenta que utiliza um modelo computacional de análise de imagens. Métodos: Estudo transversal, comparativo e contemporâneo. Foram estudados dois grupos distintos: um de 55 pacientes sem alterações anatomofuncionais no esfíncter velofaríngeo, e outro grupo de 45 pacientes portadores de fissuras labiopalatinas operados. Todos os pacientes realizaram exame de videonasofibroscopia. As imagens dinâmicas de ações motoras do esfíncter velofaríngeo realizadas nessa avaliação (repouso, deglutição, sopro e fonema /s/) foram armazenadas em DVD. Posteriormente, se submeteu essas imagens ao software adaptado para este estudo, onde foi eleito o melhor momento de fechamento do mecanismo velofaríngeo e congelou-se a imagem. Na obtenção da melhor imagem estática, foram empregados os aplicativos de mensuração de percentual de movimentação para as paredes do esfíncter velofaríngeo. A análise foi feita para um eixo horizontal (fechamento lateral) e eixo vertical (fechamento antero-posterior), mediante a seleção de quatro pontos na região estudada (paredes laterais da faringe, direita e esquerda; parede posterior da faringe e palato mole). Resultados: O eixo horizontal, referente ao fechamento lateral do esfíncter velofaríngeo, mostrou-se com percentual menor de ação que o eixo vertical (fechamento antero-posterior) para quase todas as ações motoras solicitadas em ambos os grupos. A ação motora de deglutição apresenta percentual de fechamento no eixo antero-posterior, maior que nas demais ações motoras no grupo de casos. Conclusão: o software adaptado para mensurações de percentual de movimentação de paredes do esfíncter velo faríngeo, mostra-se uma ferramenta de avaliação que contribui para um melhor entendimento da fisiologia dessa região anatômica. / Introduction: The velopharyngeal closure valve is a three-dimensional mechanism localizated between nasopharynx and oropharynx. Velopharingeal sphyncter causes severe dysfunction in speech and deglutition. Objective:To obtain a better understanding of velopharingeal sphyncter physiology, using as a new program a computerized model of image analysis. Method: Transversal, comparative contemporary study of two groups of patients: 55 with no previous history of velopharyngeal sphyncter dysfunction and 45 with cleft lip and palate operated. All patients were submitted to videonasoendoscopy. Dynamic images obtained (in repose, deglutition, blowing and fricative/s/) were stored in DVD and submitted to a software specially adapted for the study. The best dynamic image of the velopharyngeal sphyncter closure was freezed. In order to obtain the best static image, applicatives to measure percentage of movement of velopharingeal spynchter walls were used. Analysis was made using a horizontal axle (lateral closure) and a vertical axle (anterior-lateral closure). Four points of the region under study were selected: right and left lateral pharyngeal walls, posterior pharyngeal wall and soft velum. Results: Horizontal axle, referring to lateral closure of velopharingeal sphyncter showed a lesser percentage of movement thant that of the vertical axle (anteriorposterior closure) in almost all actions performed by the two groups. Deglutition showed a greater percentage of closure in the anterior posterior axle than in other actions. Conclusion: The software specially adapted to measure movement percentage in velopharyngeal spynchter walls has proven to be a valid evaluation tool that contributes to a better understanding of the physiology of this anatomic region.
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Os sentidos atribuídos à juventude, à violência e à justiça por jovens em liberdade assistida em São Paulo/SP / The meanings to youth, violence and justice attributed by youths in supervised freedom in São Paulo/SPLarissa Nóbrega Delgado 02 May 2013 (has links)
Esse trabalho buscou questionar o nível de percepção de jovens em Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida quanto às relações sociais que implicam em sua condição. Também procurou saber se as relações de não reconhecimento e não redistribuição de bens materiais perpassam essa percepção. O objetivo da pesquisa foi compreender os sentidos atribuídos à juventude, à violência e à justiça por jovens nessa condição. A metodologia utilizada foi entrevistas semiestruturadas, grupos de produção de fanzines e observações. Participaram 14 jovens, de 15 à 18 anos, moradores de distritos da periferia de São Paulo/SP. A partir das categorias de análise (juventude, violência e justiça), se identificou que as falas sobre a própria juventude estiveram relacionadas a estereótipos e a percepção de outras pessoas. O desejo de consumo foi referência para a vivência da juventude. Interpretou-se esse desejo como uma busca por respeito e estima. Os sentidos sobre violência e justiça/injustiça foram diversificados, mas alguns se sobressaíram nas falas dos jovens. A violência policial foi interpretada como a mais marcante; os jovens mostraram saber da violação de seus direitos, mas as falas apresentam um sentimento de impotência. Não houve referência à percepção do motivo pelo qual os direitos são violados. Quanto à justiça e a injustiça, não há menção à percepção em termos cognitivos de condições de injustiça, mas se fez presente o sentimento de indignação. Considera-se que as relações de não reconhecimento estiveram mais presentes nas falas do que as de não redistribuição / This work aims to question about the level of perception of youth in supervised freedom about the social relations that imply their condition. It also questioned about if the relations of no recognition and no redistribution pervades this perception. The objective of the research was to understand the meanings attributed by youth in this condition to youth, violence and justice. The methodology includes semi-structured interview, fanzine groups and observations. 14 youths participated. They are 15 to 18 years old and they live in outskirts of São Paulo. Through the categories of analysis (youth, violence and justice) we identified that the speeches about their own youth were related to stereotypes and with peoples perception. The consume desire was a reference to youth experience. We interpreted this desire as they are looking for respect and esteem. The meanings about violence and justice/injustice were diversified, but some of them stood out. Police violence was understood as the most outstanding; youths showed to know about the violation of their rights, but their speeches presented a feeling of impotence. There was no reference to the perception of the reason of their violated rights. About justice and injustice, there was no mention to the perception in cognitive terms about injustice conditions, but there was a feeling of indignation. It is considered that the no recognition relations were more present in the speeches than no redistribution relations
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Viuvez e reprodução assistida "Post-Mortem": um processo de luto e de decisão / Post-Mortem assisted reproduction: a bereavement and decision processMoreira, Marta Nascimento 03 December 2012 (has links)
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Previous issue date: 2012-12-03 / Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / Post-Mortem Assisted Reproduction is a subject that belongs to the contemporary world, brought to reality with the biotechnology development and reproduction medicine field progress, which made possible the conception after an individual s death. This subject brings many ethic, political, religious and economic issues that are discussed worldwid, including questions about parenthood, family, life and death. This qualitative research aimed at understanding the meanings given by a widow to her decision about what to do with the deceased husband s cryopreserved genetic material and also to analyze the relation between this decision and the bereavement process. This discussion includes two human relationship domains: the making and the breaking of an affective bond. Therefore, Attachment Theory and the Dual Process Model of Grief were used as background of this research, giving support to its analysis. A widow has willingly accepted to contribute for this study. By means of a semi-structured interview, it was possible to understand her relation with the deceased, the context in which the sperm was collected, the husband s death story and the widow s decision on what to do with the semen. Three important experiences affected her decision: her husband s struggle against cancer; after the husband s death; living a new loving relationship. The widow s decision was taken along with the bereavement process, during her husband s illness and death, and were understood as indicators of the bereavement process. Meanings attached to her bereavement process were identified, such as a possibility even with the partner s death, the product of a built loving relation and failure in accomplish the parental project / A Reprodução Assistida Post-Mortem é um assunto que pertence ao mundo contemporâneo, sendo real a partir do desenvolvimento das biotecnologias e avanços no campo da medicina reprodutiva, que tornaram possível a concepção de um filho após a morte de um indivíduo. O tema proporciona questionamentos éticos, jurídicos, políticos, religiosos, econômicos e envolve valores acerca da parentalidade, família, da vida e da morte. Esta pesquisa qualitativa teve por objetivo compreender os significados atribuídos pela viúva à sua decisão sobre o que fazer com o material genético criopreservado do cônjuge falecido e analisar a relação desta decisão com o processo de luto. Esta discussão abrange dois domínios das relações humanas: a formação de um vínculo e seu rompimento. A Teoria do Apego e a perspectiva do Modelo Dual do Luto fundamentaram teoricamente esta pesquisa, oferecendo respaldo para a análise. Participou desta pesquisa uma viúva, residente do estado da região sul do Brasil, que participou voluntariamente da pesquisa. Foi realizada uma entrevista semi-estruturada sendo possível compreender a relação com o falecido, o contexto em que o sêmen foi coletado e criopreservado, a história da morte do cônjuge e a decisão da viúva sobre o que fazer com o sêmen. A decisão da viúva perpassou três contextos importantes: o enfrentamento do câncer do cônjuge; após a morte do cônjuge; a vivência de outra relação amorosa. A decisão da viúva ocorreu de maneira processual, acompanhando o processo de luto vivenciado pelo adoecimento e morte do cônjuge, funcionando como indicadores do processo de luto. Foram identificados significados como vida, em meio a possibilidade de morte do cônjuge, fruto de uma relação construída e fracasso pela não realização do projeto parental
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Grafos de avaliação : um modelo conceitual para avaliação escolar apoiada por computador / Evaluation graphs : a conceptual model to help the assessment of studentsMizusaki, Lucas Eishi Pimentel January 2016 (has links)
Seja por meio de novas metodologias, por novas ferramentas, ou pela simples presença nas salas de aula, as Tecnologias de Informação e Comunicação estão alterando profundamente as práticas educativas. Este trabalho se debruça sobre a interação entre as teorias de aprendizagem e as diferentes ferramentas computacionais para educação. Apontando uma incompatibilidade metodológica entre os modelos de avaliação do aluno existentes em Learning Management Systems e em ontologias computacionais frente a metodologias de ensino cognitivistas, propõe-se um novo modelo computacional de avaliação para representar aspectos cognitivos e comportamentais dos alunos. Chamado de grafos de avaliação, é um modelo baseado na área de sistemas de suporte à tomada de decisões em grupo, desenvolvida usando uma metodologia orientada ao consenso junto ao Projeto Amora do Colégio de Aplicação da UFRGS. Espera-se que esse trabalho possa servir de base para a construção de ferramentas de avaliação computacional adequadas para essas metodologias. / Through the use of new methodologies and tools, or by its simple presence in classrooms, Information and Communication Technologies are radically changing educational practices. In this context, this work focuses on issues manifested in computational tools through the scope of different learning theories. It points out a methodological incompatibility among traditional student assessment tools available in current Learning Management Systems and some Computational Ontologies concerning cognitivist learning theories. Therefore, a new computational technique is proposed to evaluate cognitive and behavioral aspects of students. Called evaluation graphs, it is a Decision Support System developed as a consensus-driven methodology to be used in the AMORA project that is being conducted in the application school at UFRGS. It is expected that this new model will serve as the basis to build new student assessment tools compatible with these methodologies.
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Ultrassom para monitorização da estimulação ovariana controlada: revisão sistematizada e metanálise de estudos randomizados controlados / Ultrasound for monitoring controlled ovarian stimulation: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trialsDias, Clarissa Vilela Rodrigues Vieira de Carvalho 06 January 2016 (has links)
Justificativa: As técnicas de reprodução assistida (TRA), usadas para o tratamento de infertilidade/subfertilidade, incluem manipulação in vitro de oócitos e esperma, ou embriões, com o objetivo de alcançar gravidez e nascimentos vivos. O recrutamento de múltiplos folículos é fundamental para o aumento das taxas de gravidez, e isso é alcançado por meio do estímulo ovariano controlado (EOC). A monitorização do EOC é realizada por contagem de folículos ovarianos e medidas ultrassonográficas, associadas ou não à dosagem hormonal. Justificase monitorar a fase folicular para decisões a respeito da dose de gonadotrofinas administradas, detecção do risco de ocorrência da síndrome de hiperestímulo ovariano (SHO) e do planejamento do triggering da maturação final; porém a necessidade da monitorização intensiva da EOC é controversa, pois a combinação dos métodos consome mais tempo, recursos e está associada com maior desconforto para a paciente. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança da monitorização da EOC em ciclos de reprodução assistida, usando somente ultrassonografia (US). Métodos de busca: As buscas por estudos randomizados foram realizadas nos principais bancos de dados eletrônicos. Além disso, foram examinadas, manualmente, as listas de referências dos estudos incluídos em revisões semelhantes. A última busca eletrônica foi realizada em 12 de março de 2015. Critérios de Seleção: Apenas estudos verdadeiramente randomizados, que comparassem a monitorização do EOC por US associado à dosagem hormonal e US isoladamente, monitorização do EOC por US2D e US3D, bem como US2D e telemonitorização endovaginal operada pela própria paciente (SOET), foram considerados elegíveis. Os estudos que permitiam a inclusão de uma mesma paciente duas vezes foram incluídos apenas se os dados do primeiro ciclo estivessem disponíveis. Coleta e Análise de Dados: Dois revisores avaliaram, independentemente, a elegibilidade, extração de dados e os riscos de viéses dos estudos incluídos. Quaisquer discordâncias foram resolvidas em consulta com um terceiro revisor. Quando necessário, os autores dos estudos incluídos foram contatados para maiores informações. Resultados: Foram selecionados 1717 registros, 10 dos quais eram elegíveis. Nenhum estudo relatou nascidos vivos. Seis estudos compararam a monitorização do EOC por US isolada com US associada à dosagem hormonal. Os intervalos de confiança (IC) foram extensos e não permitiram concluir a existência de benefício nem prejuízo associado ao uso de US isolada, em relação aos desfechos SHO (odds ratio - OR=1.03, IC95% 0.48 a 2.18, p=0.95) e abortamento (risco relativo - RR=0.37, IC95% 0.07 a 1.79, p=0.21). Para gravidez clínica, o IC foi compatível com pequeno benefício a pequeno prejuízo (RR=0.96, IC95% 0.80 a 1.16, p=0.70). Para número de oócitos captados, o IC foi compatível com apreciável benefício a não efeito (Diferença média MD=0.92 oócitos captados, CI95% -0.19 a 2.04, p=0.70). Dois estudos compararam US3D e US2D e os IC foram extensos e não permitiram concluir pela existência de benefício nem prejuízo associado à monitorização por US3D para os desfechos: gravidez clínica (RR=1.00, IC95% 0.58 a 1.73) e número de oócitos captados (MD= -0.37 oócitos, IC95% -3.63 a Resumo 2.89). Apenas um estudo comparou monitorização por US2D convencional com SOET, e o IC observado foi amplo e não permitiu concluir pela existência de benefício nem prejuízo associado à SOET, considerando se gravidez clínica (RR=0.95, IC 95% 0.52 a 1.75) e número de oócitos captados (MD=0.50, CI 95% - 2.13 a 3.13). Conclusão: No que concerne à eficácia, as evidências atuais sugerem que monitorizar o EOC apenas com US não deva alterar, substancialmente, as chances de se alcançar gravidez clínica. O número de oócitos captados é similar ao se comparar com a monitorização por US associada à dosagem hormonal. Quanto à segurança, também não houve aumento no risco de desenvolvimento de SHO. Contudo, a interpretação dos resultados deve ser realizada com cautela, já que para todos os desfechos e todas as comparações, os dados disponíveis são inconclusivos, pois a qualidade de evidência foi comprometida por imprecisão e falha dos estudos em relatar a metodologia aplicada. Por isso acredita-se que serão necessários mais estudos avaliando o procedimento ideal para monitorização da EOC / Background: The assisted reproductive techniques (ART) for the treatment of infertility/subfertility, include in vitro handling of both human oocytes and sperm or of embryos with the objective of achieving pregnancy and live birth. The recruitment of multiple follicles is often necessary for better results in pregnancy rates and it\'s achieved by performing controlled ovarian stimulation (COS). COS monitoring is performed by ovarian follicle counting and ultrasonography measurements and / or hormones dosage. It is appropriate to monitor the follicular phase for decisions regarding administered of gonadotropin dose, to assess the risk of ovarian hyperstimulation syndrome (OHSS), to determine the best time to trigger final follicular maturation. However, the need for intensive COS monitoring is controversial: the combination of the methods adds costs and discomfort for the woman who is undergoing ART and requires additional time. Objectives: To evaluate the efficacy and safety of monitoring controlled ovarian stimulation by ultrasound in assisted reproduced tecniques. Search Methods: The searches for randomized controlled trials (RCT) were performed in the main electronic databases; in addition, we hand searched the reference lists of included studies and similar reviews. We performed the last electronic search on March 29, 2015. Selection Criteria: Only truly randomized controlled trials comparing COS monitoring by ultrasonography and/or hormonal assessment, as studies comparing COS monitoring by 2DUS and 3DUS were considered eligible. We included studies that permitted the inclusion of the same participant more than once (cross-over or \'per cycle\' trials) only if data regarding the first treatment of each participant were available. Data Collection and Analysis: Two reviewers independently performed study eligibility, data extraction, and assessment of the risk of bias and we solved disagreements by consulting a third reviewer. We corresponded with study investigators in order to resolve any queries, as required. Results: The search retrieved 1717 records; ten studies were eligible. No study reported live birth. Six studies compared US only vs. US + Hormones. The confidence intervals (CI) were large and did not allow us conclude benefit or harm associated with the US Only for both OHSS (Odds ratio - OR=1.03, 95%CI 0.48 to 2.18, P=0.95), and miscarriage (relative risk - RR=0.37, 95%CI 0.07 to 1.79, P=0.21). For clinical pregnancy, the CI was compatible with small benefit to small harm (RR=0.96, 95%CI 0.80 to 1.16, P=0.70). For the number of oocytes retrieved, the CI was compatible with appreciable benefit to no effect (Mean difference - MD=0.92 oocytes, 95%CI -0.19 to 2.04, P=0.70). Two studies compared 3DUS vs. 2DUS: the confidence intervals (CI) were large and did not allow us conclude benefit or harm associated with 3DUS regarding clinical pregnancy (RR=1.00, CI95% 0.58 to 1.73) and number of oocytes retrieved (MD= -0.37 oocytes, 95%CI -3.63 to 2.89). One study compared 2DUS vs. SOET, the CI was large and did not allow us conclude benefit or harm associated with SOET regarding clinical pregnancy (RR=0.95, 95%CI 0.52 a 1.75) and number of oocytes retrieved (MD=0.50, 95%CI -2.13 a 3.13). Authors\' Conclusions: Regarding effectiveness, current evidence suggests that monitoring COS only by US only should not change substantially the chances of achieving clinical pregnancy. The number of retrieved oocytes is similar to compare with the monitoring by US associated with hormonal assessment. security also seems not to increase the risk of developing OHSS. However the interpretation of results should be performed with caution, since for all outcomes and comparisons, the available data are inconclusive because the quality of evidence was compromised by inaccuracy and poor reporting of study methodology. So we believe that further studies evaluating the ideal procedure for monitoring the COS are needed
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Estudo comparativo entre a ceratectomia fotorrefrativa e a ceratomileusis in situ a laser guiadas pela análise de frente de onda / Comparative study between wavefront-guided photorefractive keratectomy (PRK) and laser in situ keratomileusis (LASIK)Barreto Júnior, Jackson 11 June 2010 (has links)
OBJETIVO: Comparar os resultados de duas técnicas cirúrgicas guiadas pela análise de frente de onda, a ceratectomia fotorrefrativa (PRK) e a ceratomileusis in situ a laser (LASIK), para correção da miopia baixa a moderada, associada ou não ao astigmatismo. LOCAL: Setor de Cirurgia Refrativa da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. MÉTODOS: Estudo prospectivo randomizado envolvendo 70 olhos (35 pacientes) submetidos ao LASIK personalizado em um olho e PRK personalizado no olho contralateral para correção de miopia até 5 dioptrias (D) e astigmatismo até 1,5D. Avaliou-se acuidade visual não-corrigida (AVNC), melhor acuidade visual corrigida (MAVC), resultados refratométricos, aberrometria, sensibilidade ao contraste fotópico e mesópico, acuidade visual de baixo contraste (AVBC), qualidade da imagem retiniana (Função de Transferência Modular e Strehl ratio) e espalhamento intraocular de luz (EIL) no período pré-operatório e no 1o, 3o, 6o e 12o mês pós-operatório. RESULTADOS: O equivalente esférico (EE) médio pré-operatório foi -2,57 ± 0,95D no grupo LASIK e, no grupo PRK, -2,52 ± 0,90D (p = 0,722). No 12o mês pósoperatório (PO), EE foi -0,06 ± 0,33D e -0,12 ± 0,41D, respectivamente (p = 0,438). No grupo LASIK, 60,0% dos olhos apresentaram AVNC 20/16 e 96,7% 20/20, e no grupo PRK, 66,6% e 96,7%, respectivamente (p = 0,667). No período pré-operatório, o total das aberrações de alta ordem (HOAs) foi 0,37 ± 0,09 m no grupo LASIK e 0,36 ± 0,11m no grupo PRK (p = 0,752). No 12o mês PO, o total das HOAs foi 0,46 ± 0,21m no grupo LASIK e 0,42 ± 0,14m no grupo PRK (p = 0,438). Tanto o teste de sensibilidade ao contraste fotópico como o mesópico apresentaram resultados semelhantes entre as técnicas, exceto pela freqüência 1,5 ciclos por grau (cpg) do teste mesópico no 12o mês PO, a favor do grupo PRK. Os índices de qualidade da imagem retiniana mostraram comportamento similar entre as técnicas ao longo do seguimento. Não houve aumento significativo do espalhamento intraocular da luz em ambos os grupos, quatro olhos cursaram com aumento transitório. CONCLUSÃO: Dentro das condições deste estudo, ambas as técnicas apresentaram excelentes resultados refratométricos e função visual semelhante. Apesar do tratamento personalizado guiado pela análise de frentes de onda, houve indução das HOAs, de forma similar, tanto no LASIK como no PRK. / PURPOSE: To compare clinical results of two wavefront-guided treatments, photorefractive keratectomy (PRK) and laser in situ keratomileusis (LASIK), for low to moderate myopia correction, with or without astigmatism. SETTING: Refractive Surgery Service, General Hospital, University Of São Paulo, São Paulo, Brazil. METHODS: Prospective randomized study of 70 eyes (35 patients) submitted to custom LASIK and custom PRK (contralateral eye) for myopia up to 5D and astigmatism up to 1,5D. Uncorrected visual acuity (AVNC), best-corrected visual acuity (MAVC), refractive results, wavefront analysis, photopic and mesopic contrast sensitivity, low contrast visual acuity (AVBC), retinal image quality (Modulation Transfer Function and Strehl ratio) and intraocular straylight (EIL) were performed preoperatively and at one, three, six and twelve months postoperatively. RESULTS: The mean preoperative spherical equivalent (EE) was -2,57 ± 0,95D in the LASIK group and -2,52 ± 0,90D in the PRK group (p = 0,722). At twelve months postoperatively (PO), the mean EE was -0,06 ± 0,33D and -0,12 ± 0,41D, respectively (p = 0,438). In the LASIK group, 60,0% had AVNC 20/16 and 96,7% 20/20, and in the PRK group, 66,6% e 96,7%, respectively (p = 0,667). The mean pre-treatment total high-order aberrations (HOAs) was 0,37 ± 0,09 m in the LASIK group and 0,36 ± 0,11m in the PRK group (p = 0,752). At twelve months PO, the mean total HOAs was 0,46 ± 0,21m in the LASIK group and 0,42 ± 0,14 m in the PRK group (p = 0,438). No significant difference in photopic and mesopic contrast sensitivity between groups was noted, apart from the 1,5 cpg frequency of the mesopic test, favoring PRK, at the 12th month PO. Similar results were found for retinal image quality metrics during the follow-up. No significant increase of the intraocular straylight was found for both techniques, four eyes presented transitory elevations. CONCLUSION: In the conditions of this study, both techniques had excellent refractive results and similar visual function. In spite of the wavefront-guided treatments, HOAs were induced similarly after LASIK and PRK
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Didrogesterona versus progesterona como suporte de fase lútea: revisão sistematizada e meta-análise de ensaios clínicos randomizados / Dydrogesterone versus progesterone for luteal-phase support: systematic review and meta-analysis of randomized controlled trialsBarbosa, Marina Wanderley Paes 16 August 2017 (has links)
Justificativa: Há evidências de que o uso de progesterona para suporte de fase lútea melhora os resultados reprodutivos em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida (TRA). Há várias hipóteses para justificar a deficiência de fase lútea após a estimulação ovariana controlada (EOC) para TRA. Atualmente, acredita-se que os níveis supra-fisiológicos de esteroides alcançados durante a EOC persistem após a aspiração folicular, graças à formação de múltiplos corpos lúteos. Dessa forma, ocorre um feedback negativo prematuro na secreção de hormônio luteinizante (LH), causando um defeito da fase lútea e baixos níveis de progesterona. A progesterona natural por via intramuscular ou vaginal apresenta efeitos comparáveis sobre os parâmetros de gravidez clínica e gravidez em curso, embora as pacientes possam apresentar vários efeitos colaterais, como dor e abscesso local com a progesterona intramuscular, e corrimento vaginal, irritação perineal e interferência com o coito com a progesterona vaginal. Desta forma, a didrogesterona, uma progesterona sintética com boa biodisponibilidade oral, vem sendo estudada como uma alternativa para suporte de fase lútea em mulheres submetidas à TRA. Objetivo: Comparar a didrogesterona oral com a progesterona vaginal como suporte de fase lútea em ciclos de reprodução assistida. Métodos de busca: As buscas por ensaios clínicos randomizados (ECRs) foram realizadas nos principais bancos eletrônicos de dados; além disso, examinamos manualmente as listas de referências dos estudos incluídos em revisões semelhantes. A última busca eletrônica foi feita em 18 de outubro de 2015. Critérios de Seleção: Apenas estudos verdadeiramente randomizados que comparassem o uso da didrogesterona com a progesterona como suporte de fase lútea foram considerados elegíveis. Os estudos que permitiam a inclusão de uma mesma paciente duas vezes foram incluídos apenas se os dados do primeiro ciclo estivessem disponíveis. Coleta e Análise de Dados: Dois revisores avaliaram, independentemente, a elegibilidade dos estudos, extração de dados e os riscos de vieses dos estudos incluídos. Quaisquer discordâncias foram resolvidas por consenso. Quando necessário, os autores dos estudos incluídos foram contatados para maiores informações. Resultados: A busca selecionou 343 registros, 8 dos quais eram elegíveis. Nenhum estudo relatou nascidos vivos. Não há diferença relevante entre didrogesterona oral e progesterona vaginal para gravidez em curso, (RR 1.04, IC 95% 0.92 a 1.18, I² = 0%, p = 0.53, 7 ECRs, 3,134 mulheres), gravidez clínica (RR 1.07, IC 95% 0.93 a 1.23, I² = 34%, p = 0.35, 8 ECRs, 3,809 mulheres), e para abortamento (RR 0.77, IC 95% 0.53 a 1.10, I² = 0%, p = 0.15, 7 ECRs, 906 gestações clínicas). Três estudos reportaram o grau de insatisfação com o tratamento. Dois deles mostraram uma redução importante na insatisfação entre as mulheres que utilizaram didrogesterona em comparação com a progesterona vaginal: didrogesterona oral = 2/79 (2.5%) vs. progesterona vaginal em cápsulas = 90/351 (25.6%), e didrogesterona oral = 19/411 (4.6%) vs. progesterona vaginal em gel = 74/411 (18.0%); o outro estudo não mostrou diferença na taxa de insatisfação: didrogesterona oral = 8/96 (8.3%) vs. progesterona vaginal em cápsulas = 8/114 (7.0%). Conclusão: As evidências atuais sugerem que o uso de didrogesterona oral é tão eficaz quanto a progesterona vaginal como suporte de fase lútea em ciclos de reprodução assistida. Em relação ao grau de satisfação com o tratamento, a didrogesterona oral parece causar menos insatisfação entre as pacientes, em comparação ao uso de progesterona vaginal. / Background: There is evidence that using progesterone for LPS improves the reproductive outcomes in women undergoing ART. There are several hypotheses to justify the lutheal phase deficiency (LPD) after controlled ovarian stimulation (COS) for ART. Currently, it is believed that the supra-physiological levels of steroids achieved during COS and sustained after oocyte aspiration by the multiple corpora lutea causes a prematurely negative feedback in pituitary LH secretion, consequently causing a luteal phase defect and low progesterone levels. Both intramuscular and vaginal routes of natural progesterone exhibit comparable effect on the endpoints of clinical pregnancy and ongoing pregnancy, although patients may exhibit multiple side effects, such as pain and local abscess with intramuscular progesterone, and vaginal discharge, perineal irritation and interference with coitus with vaginal progesterone. In this way, dydrogesterone, a synthetic progesterone with good oral availability, has being studied as an alternative for LPS in women undergoing ART. Objectives: To compare dydrogesterone and progesterone for luteal-phase support in women undergoing assisted reproduction technique. Search methods: The searches for randomized controlled trials (RCT) were performed in the main electronic databases; in addition, we handsearched the reference lists of included studies and similar reviews. We performed the last electronic search on October 18, 2015. Selection criteria: Only truly randomized controlled trials comparing oral dydrogesterone to vaginal progesterone as luteal phase support were considered eligible. We included studies that permitted the inclusion of the same participant more than once (cross-over or \'per cycle\' trials) only if data regarding the first treatment of each participant were available. Data collection and analysis: Two reviewers independently performed study eligibility, data extraction, and assessment of the risk of bias and we solved disagreements by consensus. We corresponded with study investigators in order to resolve any queries, as required. Results: The search retrieved 353 records; eight studies were eligible. No study reported live birth. There is evidence of no relevant difference between oral dydrogesterone and vaginal progesterone on ongoing pregnancy (RR 1.04, 95% CI 0.92 to 1.18, I² = 0%, 7 RCTs, 3,134 women), on clinical pregnancy (RR 1.07, 95% CI 0.93 to 1.23, I² = 34%, 8 RCTs, 3,809 women), and on miscarriage (RR 0.77, 95% CI 0.53 to 1.10, I² = 0%, 7 RCTs, 906 clinical pregnancies). Three studies reported dissatisfaction rate with the treatment. Two of them reported a large reduction in dissatisfaction among women using oral dydrogesterone than among women using vaginal progesterone: oral dydrogesterone = 2/79 (2.5%) vs. vaginal progesterone capsules = 90/351 (25.6%), and oral dydrogesterone = 19/411 (4.6%) vs. vaginal progesterone gel = 74/411 (18.0%). The other included study showed no difference in the dissatisfaction rate: oral dydrogesterone = 8/96 (8.3%) vs. vaginal progesterone capsules = 8/114 (7.0%). Authors\' conclusions: Oral dydrogesterone is as effective as vaginal progesterone for luteal-phase supplementation in ART cycles. Regarding dissatisfaction with treatment, oral dydrogesterone seems to cause less dissatisfaction among patients, in comparison to vaginal progesterone.
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Using external sources of bilingual information for word-level quality estimation in translation technologiesEsplà-Gomis, Miquel 25 January 2016 (has links)
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