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Expressão de proteinas de choque termico 70 (HSP70) nas celulas uNK de camundongos na gestação normal e sob estresse induzido pela lesão embrionaria / Heat shock protein 70 (HSP70) expression in the mouse uNK cells in normal pregnancy and under stress induced by embryon injuryLima, Patricia Daniele Azevedo, 1984- 29 February 2008 (has links)
Orientador: Aureo Tatsumi Yamada / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia / Made available in DSpace on 2018-08-10T22:06:48Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2008 / Resumo: Durante a gestação em animais que possuem placentação hemocorial, a hipóxia no primeiro terço da prenhez é um dos fatores cruciais para indução da angiogênese e o adequado desenvolvimento da placenta. Contudo, esta hipóxia se contrapõe à intensa atividade das células que requerem elevado metabolismo, gerando um estresse fisiológico para estas células presentes na interface materno-fetal. Presume-se que estas células necessitem de mecanismos apropriados de citoproteção para sua sobrevida enquanto comprometidos ativamente no suporte funcional do útero gestante. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo investigar a expressão e a distribuição da proteína de choque térmico 70 (HSP70) na interface materno-fetal durante a gestação normal em camundongos e a sua possível variação em condição de estresse adicional induzido experimentalmente através da lesão embrionária. Sítios de desenvolvimento embrionário/fetal de camundongos prenhes do dia de gestação (dg) 6 ao 17 e, após 30 minutos, 1, 6 e 12 h dos animais submetidos à lesão cirúrgida do embrião (LCE) no dg 9 foram coletados para: - processamento histotécnico convencional de embebição em parafina destinados às análises citoquímicas (lectina DBA e reação de TUNEL) e imunocitoquímicas (anti-HSP72/73, anti-PCNA); - embebição em resina Lowilcryl- K4M para imunocitoquímica ultraestrutural (anti-HSP72/73); - obtenção de homogenados teciduais destinados à SDS-PAGE das frações protéicas e Westernblot (anti-HSP72/73) e, - extração de RNA de homogenados teciduais e de células uNK isoladas para análise de transcritos (HSP72 e 73) com amplificação pelo RTPCR. As análises imunocitoquímicas demonstraram que as células uNK eram as únicas células que expressavam de forma constante as isoformas HSP72/73 ao longo da gestação, sendo confirmada a expressão dos transcritos gênicos das isoformas HSP72/73 nas células uNK isoladas pelo RT-PCR. A imunomicroscopia eletrônica detectou marcação conspícua nas mitocôndrias das células uNK. A análise quantitativa demonstrou que a lesão do embrião reduz o número de células uNK positivas para HSP72/73 e, o SDS/PAGE/Western-blotting identificou as isoformas HSP72 e 73 presente nos homogenados teciduais do útero com uma perceptível redução na intensidade da banda correspondente ao HSP73 nas amostras de pós-lesão, sem afetar significativamente a isoforma HSP72. As análises realizadas com a dupla marcação de TUNEL e PCNA demonstrarm redução de células uNK PCNA positivas no útero submetido a lesão embrionária e aumento de núcleos marcadas positivamente pelo TUNEL. Estes resultados demonstram de forma inédita a expressão de HSP72/73 nas células uNK, sendo inédita também a constatação em leucócitos, sugerindo um papel citoprotetor para estas células importantes na manutenção da gestação. A redução de células uNK HSP72/73 positivas no útero gestante desencadeada pela lesão embrionária, consubstancia a hipótese da atuação da HSP 72/73 como chaperona citoprotetora nas células uNK sendo crítica a atuação da isoforma HSP73 presente na mitocôndria através da regulação negativa das vias de morte celular por apoptose nas células uNK / Resumo: Durante a gestação em animais que possuem placentação hemocorial, a hipóxia no primeiro terço da prenhez é um dos fatores cruciais para indução da angiogênese e o adequado desenvolvimento da placenta. Contudo, esta hipóxia se contrapõe à intensa atividade das células que requerem elevado metabolismo, gerando um estresse fisiológico para estas células presentes na interface materno-fetal. Presume-se que estas células necessitem de mecanismos apropriados de citoproteção para sua sobrevida enquanto comprometidos ativamente no suporte funcional do útero gestante. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo investigar a expressão e a distribuição da proteína de choque térmico 70 (HSP70) na interface materno-fetal durante a gestação normal em camundongos e a sua possível variação em condição de estresse adicional induzido experimentalmente através da lesão embrionária. Sítios de desenvolvimento embrionário/fetal de camundongos prenhes do dia de gestação (dg) 6 ao 17 e, após 30 minutos, 1, 6 e 12 h dos animais submetidos à lesão cirúrgida do embrião (LCE) no dg 9 foram coletados para: - processamento histotécnico convencional de embebição em parafina destinados às análises citoquímicas (lectina DBA e reação de TUNEL) e imunocitoquímicas (anti-HSP72/73, anti-PCNA); - embebição em resina Lowilcryl- K4M para imunocitoquímica ultraestrutural (anti-HSP72/73); - obtenção de homogenados teciduais destinados à SDS-PAGE das frações protéicas e Westernblot (anti-HSP72/73) e, - extração de RNA de homogenados teciduais e de células uNK isoladas para análise de transcritos (HSP72 e 73) com amplificação pelo RTPCR. As análises imunocitoquímicas demonstraram que as células uNK eram as únicas células que expressavam de forma constante as isoformas HSP72/73 ao longo da gestação, sendo confirmada a expressão dos transcritos gênicos das isoformas HSP72/73 nas células uNK isoladas pelo RT-PCR. A imunomicroscopia eletrônica detectou marcação conspícua nas mitocôndrias das células uNK. A análise quantitativa demonstrou que a lesão do embrião reduz o número de células uNK positivas para HSP72/73 e, o SDS/PAGE/Western-blotting identificou as isoformas HSP72 e 73 presente nos homogenados teciduais do útero com uma perceptível redução na intensidade da banda correspondente ao HSP73 nas amostras de pós-lesão, sem afetar significativamente a isoforma HSP72. As análises realizadas com a dupla marcação de TUNEL e PCNA demonstrarm redução de células uNK PCNA positivas no útero submetido a lesão embrionária e aumento de núcleos marcadas positivamente pelo TUNEL. Estes resultados demonstram de forma inédita a expressão de HSP72/73 nas células uNK, sendo inédita também a constatação em leucócitos, sugerindo um papel citoprotetor para estas células importantes na manutenção da gestação. A redução de células uNK HSP72/73 positivas no útero gestante desencadeada pela lesão embrionária, consubstancia a hipótese da atuação da HSP 72/73 como chaperona citoprotetora nas células uNK sendo crítica a atuação da isoforma HSP73 presente na mitocôndria através da regulação negativa das vias de morte celular por apoptose nas células uNK / Abstract: During the pregnancy of animals developing hemochorial placenta, the hypoxia in the first third of pregnancy is one of the crucial factor for induction of angiogenesis and adequate placental development. However, this hypoxia is contradictory to the great dynamism and metabolism of cells required in the pregnant uterus, conditioning a physiological stress for the cells present at the maternal-fetal interface. It is presumed these cells demand appropriate cytoprotective mechanism for their survival while are committed to actively support the pregnancy. In this way, the present work aimed to investigate the expression and distribution of the chapelone isoforms heat shock protein 72 and 73 (HSP72/73) at the maternal fetal-interface through the pregnancy in mice and its possible variations under additional stressing condition induced experimentally by embryo lesion. Embryo/fetus developing sites of pregnant mice from gestational days (gd) 6 to 17 and, after 30min, 1h and 6h of surgical embryo lesion (SEL) on gd 9 mice, were collected for: - conventional paraffin embedding for cytochemical (DBA lectin and TUNEL reaction) and immunocytochemical (anti-HSP72/73, anti-PCNA) analysis; - LR-white resin embedding for ultrastructural immunocytochemistry (anti- HSP72/73); - uterine tissue homogenates for SDS-PAGE of proteins fractions and Western-blot (anti-HSP7273) and; - RNA extratction form uterine tissue homogenates and isolated uNK cells for transcripts (HSP72 and 73) amplification by RT-PCR. The immunocytcchemical analysis showed the uNK cells as the only cell expressing constantly the HSP72/73 isoforms throughout the gestation, being confirmed the expression of both gene isoforms by RT-PCR in uNK cells. The immunoelectron microscopy detected conspicuous labeling in the mitochondria of uNK cells. The quantitative analysis demonstrated that embryo-lesion reduced the number of HSP72/73 positive uNK cells in the uterus and, SDS/PAGE and Westernblot identified the HSP72 and 73 isoforms present in the tissue homogenates with low reactive intensity of the band corresponding to HSP73 in the after-lesion samples, without affecting significantly the HSP72 isoform. The analysis of TUNEL and PCNA double labelling showed decreasing of PCNA positive-uNK cells in the uterus after embryo-lesion and increasing of TUNEL positive nuclei. These results confirms the expression of HSP72 and HSP73 isoforms in the uNK cells through the gestation and to date, this is also the first report showing HSP70 in leukocytes, suggesting a cytoptotective function to this cell while working actively as important cells supporting the pregnancy. The decreasing of HSP72/73 positive uNK cells in the pregnant uterus triggered by embryo lesion consubstantiate the hypothesis of HSP72/73 working as cytoprotective chaperone in the uNK cells, and the HSP73 isoform in the mitochondria seems to be critical on down-regulation of apoptotic cell depth pathway / Abstract: During the pregnancy of animals developing hemochorial placenta, the hypoxia in the first third of pregnancy is one of the crucial factor for induction of angiogenesis and adequate placental development. However, this hypoxia is contradictory to the great dynamism and metabolism of cells required in the pregnant uterus, conditioning a physiological stress for the cells present at the maternal-fetal interface. It is presumed these cells demand appropriate cytoprotective mechanism for their survival while are committed to actively support the pregnancy. In this way, the present work aimed to investigate the expression and distribution of the chapelone isoforms heat shock protein 72 and 73 (HSP72/73) at the maternal fetal-interface through the pregnancy in mice and its possible variations under additional stressing condition induced experimentally by embryo lesion. Embryo/fetus developing sites of pregnant mice from gestational days (gd) 6 to 17 and, after 30min, 1h and 6h of surgical embryo lesion (SEL) on gd 9 mice, were collected for: - conventional paraffin embedding for cytochemical (DBA lectin and TUNEL reaction) and immunocytochemical (anti-HSP72/73, anti-PCNA) analysis; - LR-white resin embedding for ultrastructural immunocytochemistry (anti- HSP72/73); - uterine tissue homogenates for SDS-PAGE of proteins fractions and Western-blot (anti-HSP7273) and; - RNA extratction form uterine tissue homogenates and isolated uNK cells for transcripts (HSP72 and 73) amplification by RT-PCR. The immunocytcchemical analysis showed the uNK cells as the only cell expressing constantly the HSP72/73 isoforms throughout the gestation, being confirmed the expression of both gene isoforms by RT-PCR in uNK cells. The immunoelectron microscopy detected conspicuous labeling in the mitochondria of uNK cells. The quantitative analysis demonstrated that embryo-lesion reduced the number of HSP72/73 positive uNK cells in the uterus and, SDS/PAGE and Westernblot identified the HSP72 and 73 isoforms present in the tissue homogenates with low reactive intensity of the band corresponding to HSP73 in the after-lesion samples, without affecting significantly the HSP72 isoform. The analysis of TUNEL and PCNA double labelling showed decreasing of PCNA positive-uNK cells in the uterus after embryo-lesion and increasing of TUNEL positive nuclei. These results confirms the expression of HSP72 and HSP73 isoforms in the uNK cells through the gestation and to date, this is also the first report showing HSP70 in leukocytes, suggesting a cytoptotective function to this cell while working actively as important cells supporting the pregnancy. The decreasing of HSP72/73 positive uNK cells in the pregnant uterus triggered by embryo lesion consubstantiate the hypothesis of HSP72/73 working as cytoprotective chaperone in the uNK cells, and the HSP73 isoform in the mitochondria seems to be critical on down-regulation of apoptotic cell depth pathway / Mestrado / Histologia / Mestre em Biologia Celular e Estrutural
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Estudo das células Natural Killer (NK) em biópsias de transplante renal com diagnóstico de rejeição aguda C4d positiva ou negativa / Study of Natural Killer cells (NK) in renal transplant biopsies with positive or negative C4d acute rejection.Daniela Cristina dos Santos 26 September 2016 (has links)
INTRODUÇÃO: O objetivo do estudo foi avaliar o perfil de marcadores imuno-histoquímicos relacionados às células NK em biópsias de aloenxertos renais com diagnóstico anatomopatológico de rejeição aguda (mediadas por células T ou anticorpos) e estabelecer relações desses marcadores com parâmetros morfológicos de lesão à microcirculação e sobrevida do enxerto. MÉTODOS: Estudo retrospectivo histórico que revisou 74 biópsias realizadas entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, de pacientes com rejeição aguda mediada por células T (n=36), rejeição aguda mediada por anticorpos com expressão positiva (n=19) ou negativa (n=19) para o marcador C4d, juntamente com levantamento de dados clínicos e laboratoriais pertinentes ao estudo. Foram realizadas reações imuno-histoquímicas, para os marcadores CD56, CD57, CD16, CD68, CD3, CD8 e CD4 com ênfase para os marcadores CD56 e CD16. Foi feita análise das células positivas em toda a cortical da biópsia nos compartimento intersticial, glomerular e vascular. Testes estatísticos foram aplicados conforme os pressupostos definidos no objetivo da pesquisa. RESULTADOS: No compartimento intersticial, células CD56+ (P = 0,004) e CD57+ (P < 0,001) foram expressas em maior quantidade em biópsias negativas para dosagem sérica de anticorpos específicos anti-doador (DSA) com diagnóstico de rejeição aguda mediada por células T. CD56 intersticial foi associado estatisticamente com presença de glomerulite (g >= 1) (P = 0,02) e ausência / leve capilarite peritubular (ptc <= 1) (P = 0,003). Células intersticiais positivas para o marcador CD56 com média superior a 0,56 céls/mm2 tiveram uma pior sobrevida do enxerto renal (P = 0,028). Biópsias com contagem inferior ou igual a 0,56 cél/mm2 tiveram associação estatisticamente significante para ausência ou leve capilarite peritubular (P = 0,012) e com contagem superior a 0,56 céls/mm2, foram associadas à presença de glomerulite (P = 0,002). Foi observado maior número de células positivas para o marcador CD16 no compartimento glomerular em biópsias positivas para dosagem sérica de DSA com diagnóstico de rejeição aguda mediada por anticorpos (P = 0,03) e em biópsias com presença de glomerulite (P = 0,009). Presença de maior número de células CD16+ no compartimento intersticial associou-se com capilarite peritubular (P = 0,0001). CONCLUSÕES: Maior expressão de células CD56 positivas no compartimento intersticial das biópsias foi significantemente associada com escores relacionados à lesão na microcirculação, especialmente glomerulite, com rejeição aguda mediada por células T e pior sobrevida do enxerto renal. Células CD16 positivas, no compartimento glomerular foram associadas com rejeição aguda mediada por anticorpos e glomerulite. As variações na expressão dos marcadores de células NK nos diferentes compartimentos da biópsia renal podem sugerir presença de envolvimento das células NK em diferentes vias do sistema imune nas rejeições agudas de aloenxertos renais / INTRODUCTION: The aim of this study was to investigate the immunohistochemical profile of markers related to NK cells from renal allograft biopsies with morphological diagnosis of acute rejection (T-cells or antibodies mediated rejection) and to study associations of those markers with types of rejection, microcirculation injury morphological parameters and graft survival. METHODOLOGY: Historical retrospective study that reviewed 74 biopsies performed between January 2009 and December 2012 in patients with acute T-cell-mediated rejection (n=36) and acute antibody-mediated rejection with (n=19) or without evident C4d deposition (n=19). The study was performed with relevant clinical and laboratory data. Immunohistochemical reactions were performed for CD56, CD57, CD16, CD68, CD3, CD8 and CD4 markers with highlights for CD56 and CD16. Counting of positive cells throughout cortical biopsy was performed in glomerular, interstitial and vascular compartments. Statistical tests were applied according to assumptions set out the goal of the study.RESULTS: DSA-negative biopsies-from patients with acute T-cell mediated rejection (aTCMR) had an increased expression of CD56+ and CD57+ cells (P = 0.004 and P < 0.001) in the interstitial compartment in comparison with donor-specific antibodies ( DSA)-positive biopsies from patients acute antibody-mediated rejection with and without C4d deposition. Interstitial CD56+ cells had an increased expression for presence of glomerulitis (g >= 1) (P = 0.02) and peritubular capillaritis (ptc >= 2) (P = 0.003). Interstitial CD56 + cells with mean superior to 0.56cells/mm2 had worse allograft survival (P = 0.028). CD56+ cells in the interstitial compartment with mean inferior or equal to 0.56cells/mm2 associated with absence or mild peritubular capillaritis (P = 0.012) and mean superior to 0.56cells/mm2 was associated with presence of glomerulitis (P = 0.002). CD16+ cells was increased in the glomerular compartment in DSA-positive biopsies (P = 0.03) and in the presence of glomerulitis (P = 0.009). Interstitial CD16+ cells associated with peritubular capillaritis (P = 0.0001).CONCLUSION: CD56+ cell infiltrates in the interstitial compartment were significantly associated with microcirculation injury scores, especially glomerulitis, acute T-cell mediated rejection and clinical outcomes. CD16+ cell infiltrates in glomerular compartment was associated with acute antibody-mediated rejection and glomerulitis. Our findings showed variations in expression of NK cells markers in renal biopsy different compartments which might suggest the involvement of NK cells in different immune system pathways in acute renal allograft rejection
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Atividade imunomoduladora da alga Chlorella vulgaris em camundongos portadores de tumos ascitico de Ehrlich / Immunolmodulatory activity of the alga Chlorella vulgaris in Ehrlich ascites tumor bearing miceRamos, Aline Lisie 12 December 2008 (has links)
Orientador: Mary Luci de Souza Queiroz / Tese ( doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas / Made available in DSpace on 2018-08-12T11:14:50Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2008 / Resumo: A Chlorella vulgaris (CV) é uma alga microscópica bastante rica em nutrientes. Além de alto valor nutritivo, a Chlorella tem demonstrado possuir importantes atividades terapêuticas. Vários trabalhos do nosso laboratório e outros demonstram os efeitos protetores desta alga contra infecções virais e bacterianas, tumores, entre outros. No presente trabalho avaliamos os efeitos do tratamento profilático/terapêutico com a dose de 50mg/Kg/dia de CV sobre a resposta imunohematopoética de animais normais e portadores de tumor ascítico de Ehrlich (TAE). O estudo dos mecanismos envolvidos na proteção produzida pela alga frente às alterações induzidas pelo TAE no sistema imuno-hematopoético, demonstrou aumentos significativos na
atividade de células NK, na produção de citocinas com padrão Th1 (IL-2 e INF-g) e na liberação de TNF-a por células esplênicas, paralelamente a uma diminuição na produção de IL-10 (padrão Th2). Além disso, o tratamento com CV protegeu o hospedeiro da mielossupressão provocada pelo desenvolvimento tumoral, seja agindo diretamente na formação e manutenção do estroma medular, estimulando a atividade das células estromais, ou ainda estimulando a produção de citocinas reguladoras da hematopoese como a IL-6 e a IL-1a. Constatamos ainda que o tratamento com CV aumenta a atividade estimuladora de colônias (CSA) no soro de animais portadores de tumor e a capacidade proliferativa de células esplênicas. Outros resultados que merecem destaque são aqueles relacionados à ativação macrofágica. Nossos resultados demonstram que, em animais normais, o tratamento com CV promove aumento significativo nos níveis de TNF-a nos sobrenadantes das culturas de macrófagos peritoneais e esplênicos sem alterar a produção de IFN-g e IL-10. Além disso, o restabelecimento da produção normal de TNF-a, IFN-g e IL-10 por macrófagos peritoneais de animais portadores de TAE e reversão parcial dos efeitos produzidos pela presença do tumor na atividade dos macrófagos esplênicos, também foram observados. Outro efeito do CV sobre macrófagos peritoneais de animais portadores de TAE foi o estímulo da produção de H2O2 e NO2 -. Analisando nossos resultados podemos dizer que a CV além de possuir alto valor nutritivo, capacidade antioxidante e atividade anti-viral e antibacteriana, apresenta importante atividade imunomoduladora frente ao desenvolvimento tumoral, já que na presença do tumor o hospedeiro que vem recebendo Chlorella é capaz de reagir mais prontamente e com maior vigor na indução de mecanismos essenciais de defesa imunológica. Neste sentido, sugerimos que a alga Chlorella vulgaris pode ser um candidato a agente preventivo e complementar no tratamento do câncer. / Abstract: Chlorella vulgaris (CV) is a microscopic alga rich in nutrients. Besides the high nutritive value, this alga has shown important therapeutic properties. Many studies from our laboratory and others have shown the protective effects of CV against viral and bacterial infections, tumors, among others. In this work we evaluated the effects of the prophylactic/therapeutic treatment with a dose of 50 mg/Kg/day in normal and Ehrlich ascites tumor (EAT)-bearing mice. The study of the mechanisms involved in the protection produced by the CV against the EAT, induced alterations in the immune-hematopoietic system; demonstrating significant improvements in the NK cells activity, Th1 (IL-2 and INF-g) and TNF-a cytokines production by mononuclear spleen cells, concomitantly with the decrease of IL-10 (Th2) production. Moreover, treatment with CV protected the host of myelosuppression caused by tumor development, it is acting directly in the formation and maintenance of bone marrow stroma, by stimulating the activity of stromal cells, or stimulating the production of important hematopoiese regulatory cytokines like IL-6 and IL-1a. We are also certain that the treatment with CV increases the colony-stimulating activity (CSA) in the
serum of tumor bearing mice and the proliferative capacity of spleen cells. Other results that deserve attention are those related to macrophage activation. Our results show that in normal mice, treatment
with CV, promotes significant increase in the TNF-a levels in upernatants of the cultures of peritoneal and spleen macrophages without altering the production of IFN-g and IL-10. Moreover, restoration of the normal production of TNF-a, IFN-g and IL-10 by peritoneal macrophages from animal carriers of EAT and partial reversal of the effects produced by the presence of tumor in the splenic macrophages activity were also observed. Another effect of CV on peritoneal macrophages of tumor bearing mice was the stimulation in the production of NO2 - and H2O2. Looking at our results we can say that the alga Chorella vulgaris in addition to its high nutritional value, antioxidant capacity and antiviral and antibacterial activities, it also presents important immunomodulatory activity against tumor development, since that in the presence of the tumor, the host that has received Chlorella is able to react more promptly and with greater force in the induction of essential mechanisms of immune defense. Accordingly, we suggest that the alga Chlorella vulgaris can be a candidate for the preventive and complementary treatment of cancer by strengthening the immune system. / Doutorado / Farmacologia
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Importância dos genes KIR e dos genes de citocinas no Linfoma difuso de grandes células B / Importance of KIR genes and cytokine genes in diffuse large B cell lymphomaMarangon, Amanda Vansan, 1985- 24 August 2018 (has links)
Orientadores: Carmino Antonio de Souza, Jeane Eliete Laguila Visentainer / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas / Made available in DSpace on 2018-08-24T20:55:46Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2014 / Resumo: O Linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) representa o subtipo mais prevalente de linfoma maligno não-Hodgkin, sendo responsável por 30-40% de todos os casos de LNH. O LDGCB não tem etiologia e patogênese bem definidas, porém o seu desenvolvimento parece estar relacionado a respostas imunes ineficazes, devido a frequente associação desse linfoma com estados de imunossupressão. Os fatores genéticos envolvidos no desenvolvimento e evolução da doença não são bem entendidos. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi avaliar a influência dos genes KIR, dos ligantes HLA e do polimorfismo em genes de citocinas na susceptibilidade ou resistência ao desenvolvimento de LDGCB, bem como na evolução clínica e resposta ao tratamento. Para tanto, foram selecionados 112 pacientes com diagnóstico de LDGCB e 292 doadores de sangue e medula óssea como grupo controle. As tipificações dos genes KIR e dos ligantes HLA foram realizadas com a técnica de PCR-SSOP e a tipificação de citocinas foi realizada com a técnica PCR-SSP. As análises estatísticas foram realizadas pelo pacote estatístico "R" versão 3.0.2 para o programa Windows e os valores de P<0,05 foram considerados significativos. A distribuição dos genes KIR nos grupos estudados mostrou uma menor frequência do gene KIR2DL2 nos pacientes quando comparados aos controles (45,5% vs 58,1%; P=0,036), essa associação mostrou-se significativa também na combinação de KIR2DL2 com C1 (33,0%vs 45,9%; P=0,026) sugerindo um papel de proteção desse gene ao desenvolvimento de LDGCB. Em relação à evolução clínica da doença, os ligantes HLA-Bw4 e HLA-Bw4 80I foram mais frequentes nos pacientes com estádios mais avançados da doença (64,7% vs 40,9%; P=0,020 e 44,1% vs 25,0%; P=0,046, respectivamente) sugerindo que a presença desses ligantes pode ser fator de prognóstico ruim ao LDGCB. Em relação à resposta terapêutica, o gene KIR2DL3 foi associado positivamente ao tratamento do LDGCB, pois esse gene foi mais frequente nos indivíduos com resposta completa que nos indivíduos não respondedores (88,3% vs 71,0%; P=0,044). A respeito dos genes reguladores de citocinas, o genótipo IFN-gama-874/A:A foi associado positivamente ao LDGCB, sendo encontrado mais frequente nos pacientes que nos controles (50,9% vs 27,9%; P=0,001). Contrariamente os genótipos: IFN-gama-874/T:A, IL10-819/C:C e IL10-592/C:C foram menos frequentes nos pacientes que nos controles (P=0,001; P=0,025; P=0,025). Ademais, o genótipo IL10-1082/G:G foi relacionado a maior sobrevida livre de progressão. Os resultados encontrados sugerem que os genes KIR, os ligantes HLA e os genes de citocinas parecem ter envolvimento na proteção, susceptibilidade, evolução clínica e resposta ao tratamento do LDGCB / Abstract: Diffuse large B-cell lymphoma (DLBCL) is the most prevalent subtype of malignant non-Hodgkin lymphoma and affects approximately 30-40 % of all cases. The DLBCL has no clearly defined etiology and pathogenesis, but its development seems to be related to ineffective immune responses due to frequent association of lymphoma with immunosuppression. Genetic factors involved in the development and progression of the disease are not well understood. The aim of this study was to evaluate the influence of KIR genes, HLA ligands and cytokine polymorphisms in the susceptibility or resistance to the development of DLBCL, as well as influence in the clinical course and response to treatment. To this end, we selected 112 patients with DLBCL and 292 bone marrow donors as control group. The typing of KIR genes and HLA ligands were performed by PCR-SSOP and typing of cytokine genes was performed by PCR-SSP technique. Statistical analyzes were performed by the statistical package " R " version 3.0.2 for Windows program. P values < 0.05 were considered significant. The distribution of KIR genes in both groups showed a lower frequency of the KIR2DL2 gene in patients compared to controls (45.5% vs 58.1% P=0.036), this association was significant also in combination KIR2DL2 with C1 (33.0% vs 45.9%, P=0.026) suggesting a protective role of this gene to the development of DLBCL. Regarding the clinical course of the disease, HLA-Bw4 and HLA-Bw4 80I ligands were more frequent in patients with more advanced stages of the disease (64.7% vs 40.9%, P=0.020 and 44.1% vs 25 0%, P=0.046, respectively) suggesting that the presence of these ligands may be poor prognostic factor to DLBCL. In regard to treatment response, the KIR2DL3 gene was positively associated with the treatment of DLBCL, because this gene was more frequent in individuals with complete response than in nonresponders individuals (88.3% vs 71.0%, P=0.044 ). Regarding the cytokine genes , IFN -gamma-874/A genotype:A/A was positively associated with DLBCL, it was more frequently in patients than in controls (50.9% vs 27.9%, P=0.001). On other hand genotypes: IFNG -874 /T:A, IL10-819/C:C and IL10 -592 /C:C were less frequent in patients than in controls (P=0.001, P=0.025, P=0.025 respectively). Moreover, the genotype IL-1082/G:G was related to increased progression-free survival. The results suggest that the KIR genes, HLA ligands and cytokine genes seem to be involved in the protection, susceptibility, clinical course and response to treatment of DLBCL / Doutorado / Clinica Medica / Doutora em Clínica Médica
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Análise do perfil imunofenotípico das células NK e sua correlação com a expressão de PD-1 e PD-L1 em indivíduos infectados pelo HIV / Analysis of immunophenotypic profile of NK cells and correlation to PD-1 and PD-L1 expression in HIV-infected individualsPatah, Poliana Alves 25 November 2016 (has links)
A evolução do conhecimento sobre o HIV e seus efeitos sobre as diferentes células do sistema imune possibilitaram a criação e o aperfeiçoamento de um grande arsenal terapêutico. Atualmente, a sobrevida de casos recém- diagnosticados é medida em décadas; entretanto, alguns pacientes não apresentam recuperação do sistema imune após a agressão inicial sofrida pelo vírus, a despeito de tratamento adequado. As células NK são identificadas como componentes da imunidade inata, responsáveis pelo combate a infecções virais e tumores. Elas são divididas em CD56dim e CD56hi, com diferentes capacidades citotóxicas e de produção de citocinas; uma terceira subpopulação composta por células CD56neg está presente em proporções mínimas em adultos saudáveis, porém tem maior importância em neonatos e está expandida em indivíduos cronicamente infectados pelo HIV, podendo ser identificada pelos marcadores CD7 e CD16. Dentre diversos outros, as células NK expressam receptores ativadores e inibitórios chamados KIR, que interagem com moléculas HLA, identificando células próprias e aquelas que reduzem sua expressão como mecanismo de escape imunológico; a interação entre KIR e HLA tem papel na evolução clínica da infecção por HIV/AIDS, particularmente envolvendo o receptor KIR3DL1. PD- 1 é um checkpoint do sistema imunológico que pode ter sua expressão aumentada em tumores e infecções virais crônicas. A expressão de PD-1 em células T correlaciona-se a marcadores prognósticos na infecção por HIV/AIDS; sua expressão em células NK já foi documentada, porém temos poucas informações a respeito. Este trabalho buscou detalhar a expressão de PD-1 e seu ligante PD-L1 em células NK e monócitos em participantes infectados pelo HIV e controles. Foram recrutados participantes diagnosticados e acompanhados desde a infecção aguda, participantes diagnosticados após um intervalo de tempo desconhecido desde a soroconversão e controles não infectados sob alto risco por exposição sexual. As amostras foram processadas a fresco no LIM-60; PD-1 e outros marcadores foram analisados por citometria de fluxo multicor. A expressão de PD-1 em células NK correlacionou-se a contagens de células T CD4+ e expressão de PD-1 em células T nos participantes infectados; dentre estes, os participantes seguidos desde a infecção aguda tiveram menor expressão de PD-1. Os participantes seguidos desde a infecção aguda tiveram ainda menor expressão de PD-L1 em monócitos quando comparados aos participantes diagnosticados em fase desconhecida da doença, e também quando comparados aos controles não infectados. Houve aumento expressivo da proporção de células KIR3DL1+ entre as células CD56neg nos participantes infectados em comparação ao grupo não infectado. Concluímos que a expressão de PD-1 em células NK está aumentada em pessoas infectadas pelo HIV e correlaciona-se a outros parâmetros imunológicos, como contagem de células T CD4+ e expressão de PD-1 em células T. A exaustão das células NK pode, portanto, contribuir para o dano imunológico causado pelo HIV e pode ser explorada como um alvo para novas modalidades terapêuticas / The expansion of our knowledge about the HIV and its effects on the entire immune system has led the development of a vast therapeutic arsenal. Survival for newly diagnosed cases is now measured in decades;? some patients, however, never recover full immune function following the initial aggression inflicted by HIV, despite adequate treatment. NK cells are identified as innate immunity components, responsible for fighting viral infections and tumors. They are separated in CD56dim and CD56hi cells, which present different cytotoxicity and cytokine production capacity. A third distinct subpopulation constituted by CD56neg cells can be found in minimal counts in healthy adults, but is present in newborns and is expanded in chronically HIV- infected subjects;? these cells can be identified as CD7+CD16+. Among others, NK cells express activating and inhibitory receptors called KIR, which interact with HLA molecules and identify \"self\" cells and cells that have downregulated its expression as an immunologic evasion strategy. Studies have documented the importance of KIR and HLA interaction in HIV/AIDS infection clinical course, particularly involving the receptor KIR3DL1. PD-1 is an immune checkpoint that can be upregulated by tumors and chronic viral infections. PD- 1 expression on T cells is correlated to prognostic factors in HIV/AIDS infection; NK cells have been shown to express it, but further information is necessary. This study aimed at investigating PD-1 and its ligand PD-L1 expression on NK and monocytes in HIV-infected participants and controls. We recruited a group of participants who were diagnosed during acute phase of HIV infection and have been followed ever since, a group of participants who were diagnosed after unknown interval since seroconversion, and a group of uninfected controls who have a high risk due to sexual exposure. Samples were freshly processed at LIM-60; PD-1 and other markers were analyzed by multicolor flow cytometry. We found PD-1 expression on NK cells was correlated to T CD4+ cell counts and PD-1 expression on T cells, in infected participants; among them, participants followed since acute infection expressed less PD-1. They also expressed less PD-L1 in monocytes, as compared to participants diagnosed after unknown interval since seroconversion, as well as compared to the uninfected group. We found significant increase in proportion of KIR3DL1-expressing cells among CD56neg cells in infected participants compared to the uninfected group. We concluded that PD-1 expression on NK cells is increased in people infected by HIV and correlated to other immunologic parameters such as T CD4+ counts and PD-1 expression on T cells. NK cell exhaustion may, therefore, contribute to the immune damage induced by HIV-1 infection and can be also explored as a target to find new ways to restore antiviral immunity
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Análise do perfil fenotípico e funcional das células natural Killer e linfócitos TCD8+ no Líquen plano / Analysis of phenotypic and functional profile of Natural Killer cells and CD8 + T lymphocytes in Lichen planusCarvalho, Gabriel Costa de 24 May 2016 (has links)
INTRODUÇÃO: Líquen plano (LP) é uma doença mucocutânea de natureza inflamatória crônica de etiologia ainda desconhecida. Alterações na resposta imune inata, como aos padrões moleculares associados à patógenos (PAMPs) e padrões moleculares associados ao dano (DAMPs) podem levar à inflamação crônica e contribuir com a patogênese do LP. OBJETIVO: Avaliar o efeito da ativação via o DAMP S100A8 e o receptor Toll-like 4 (TLR-4) em células Natural killer (NK) e TCD8 citotóxicas e suas subpopulações de memória/efetoras em pacientes com LP. MÉTODOS: Foram selecionados 25 pacientes com LP (22 mulheres, 3 homens) com idade média de 43,46 anos ± 8,46 e um grupo controle com 25 indivíduos (22 mulheres, 3 homens) com idade média de 42 anos ± 5,5. A determinação transcricional e da expressão por imunohistoquimica dos DAMPs S100A8, HMGB-1 e de TLR-4 e RAGE foi realizada em biópsias de lesões cutâneas de indivíduos com LP, e os níveis séricos de S100A8, HMGB-1, MICA e MICB foram determinados por ELISA. As células mononucleares (CMNs) de sangue periférico foram avaliadas por citometria de fluxo quanto a frequência de TNF, IL-1beta e o marcador de desgranulação CD107a em células TCD8+ e células NK CD56+ e suas subpopulações. A avaliação da via de sinalização de TLR em células TCD8+ purificadas e ativadas com S100A8 foi analisada por PCR array e a determinação da expressão de mRNA dos componentes do inflamassoma em células TCD8+ ativadas com S100A8 por PCR em tempo real. RESULTADOS: Foi evidenciado nos indivíduos com LP elevada expressão da proteína S100A8 nas lesões cutâneas e de HMGB-1, TLR-4 e RAGE na derme, em paralelo ao aumento da expressão de mRNAs para S100A8 e S100A9 e diminuição de RAGE. Além disto, uma elevação dos níveis séricos do dímero S100A8/A9 foi detectada nos pacientes comparados aos controles, ao contrário do DAMP HMGB-1 que mostrou níveis similares em ambos os grupos. A influência do S100A8 em células TCD8+ e células NK, foi analisada em CMNs pela ativação com o lipopolissacáride e a proteína recombinante S100A8, ambos ligantes de TLR-4. Nos indivíduos com LP foi detectado aumento da resposta citotóxica de linfócitos TCD8+ e células NK CD56bright pela expressão do marcador de desgranulação CD107a por citometria de fluxo. A proteína S100A8 foi capaz de induzir a expressão de genes pró-inflamatórios como IL-1beta, TNF e IL-6 em células TCD8+ de pacientes com LP em contraste com os indivíduos saudáveis que mostraram expressão IL-10 e IFN tipo I. As células TCD8+ de indivíduos com LP ativadas ou não com S100A8 expressam transcritos de NLRP1, NLRP3 e AIM-2 e produzem IL-1beta em níveis similares a controles saudáveis. Além disso, células TCD8+ ativadas com S100A8 mostraram aumento de expressão TLR3, TLR5, TLR7 e TLR8 na doença comparada às biopsias de controles. O aumento da resposta TCD8+ citotóxica foi principalmente mediado pelo subtipo de memória efetora (TEM, CCR7- CD45RA-). Elevação basal da expressão do receptor ativador NKG2D e inibidor NKG2A foi observado em células NK CD56dim nos indivíduos com LP e um nível similar do ligante solúvel MICB em ambos os grupos. CONCLUSÃO: Estes resultados evidenciam que componentes da imunidade inata, como a proteína S100A8 pode contribuir na manutenção do perfil inflamatório do LP / BACKGROUND: Lichen planus (LP) is a mucocutaneous inflammatory chronic disease of unknown etiology. Alterations in the innate immune response such as the pathogen-associated molecular pattern (PAMPs) and damage-associated molecular pattern (DAMPs) can lead to chronic inflammation and contribute to the pathogenesis of LP. OBJECTIVE: Evaluate the effect of the activation trough the DAMP S100A8 and the Toll-like receptor 4 (TLR-4) on the Natural killer cells (NK) and cytotoxic TCD8 cells and their memory / effector subsets in LP disease. METHODS: We selected 25 patients with LP (22 women, 3 men) with a mean age of 43.46 years ± 8.46 and a control group of 25 subjects (22 women, 3 men) with a mean age of 42 ± 5, 5. The transcriptional determination and protein expression by immunohistochemistry of DAMPs, S100A8 and HMGB-1 as well as TLR-4 and RAGE was performed on biopsies of skin lesions from patients with LP, and serum levels of S100A8, HMGB-1, MICA and MICB were determined by ELISA. Peripheral blood mononuclear cells (PBMCs) were assessed by flow cytometry to evaluate the frequency of TNF, IL-1beta and the degranulation marker CD107a in CD8+ T cells and CD56 + NK cells and their subsets. The evaluation of the TLR signaling pathway in purified CD8 + T cells activated with S100A8 were analyzed by PCR array and the determination of mRNA expression of inflammasome components on CD8 + T cells activated by S100A8 was measured by real time PCR. RESULTS: It was shown in the LP individuals an increased expression of the S100A8 protein in the cutaneous lesions and HMGB-1, TLR-4 and RAGE in the dermis, in parallel to increased level of mRNAs for S100A8 and S100A9 and decreased expression of RAGE. Moerover, increased serum levels of the dimer S100A8 / A9 was detected in patients compared to controls, in contrast to DAMP HMGB1 that revealed similar levels in both groups. The influence of S100A8 in CD8 + T cells and NK cells, was analyzed in PBMC activating with lipopolysaccharide and recombinant protein S100A8, both ligands of TLR-4. It was detected in LP individuals, an increased cytotoxic response of CD8+ T lymphocytes and CD56bright NK cells trough CD107a degranulation marker expression. The S100A8 protein was able to induce the pro-inflammatory genes expressions such as IL-1beta, TNF and IL-6 in CD8 + T cells of LP patients in contrast to healthy subjects who promoted IL-10 expression and type I IFN. CD8 + T cells of LP individuals activated or not with S100A8 are able to express NLRP1, NLRP3 and AIM-2 and IL-1beta production at similar levels to healthy controls. Moreover, CD8 + T cells activated with S100A8 showed increased expression of TLR3, TLR5, TLR7 and TLR8 in LP compared to biopsies from healthy controls. The increased CD8 + T cells cytotoxic response was mediated by the subtype of effector memory (TEM CD45RA- CCR7). The increased baseline expression of activating receptor NKG2D and the inhibitory NKG2A in the NK CD56dim cells in LP individulas, and the similar level of MICB soluble in both groups. CONCLUSION: These results shows that innate immunity components, such as S100A8 protein may contribute to the maintenance of LP inflammatory profile
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Análise do perfil fenotípico e funcional das células natural Killer e linfócitos TCD8+ no Líquen plano / Analysis of phenotypic and functional profile of Natural Killer cells and CD8 + T lymphocytes in Lichen planusGabriel Costa de Carvalho 24 May 2016 (has links)
INTRODUÇÃO: Líquen plano (LP) é uma doença mucocutânea de natureza inflamatória crônica de etiologia ainda desconhecida. Alterações na resposta imune inata, como aos padrões moleculares associados à patógenos (PAMPs) e padrões moleculares associados ao dano (DAMPs) podem levar à inflamação crônica e contribuir com a patogênese do LP. OBJETIVO: Avaliar o efeito da ativação via o DAMP S100A8 e o receptor Toll-like 4 (TLR-4) em células Natural killer (NK) e TCD8 citotóxicas e suas subpopulações de memória/efetoras em pacientes com LP. MÉTODOS: Foram selecionados 25 pacientes com LP (22 mulheres, 3 homens) com idade média de 43,46 anos ± 8,46 e um grupo controle com 25 indivíduos (22 mulheres, 3 homens) com idade média de 42 anos ± 5,5. A determinação transcricional e da expressão por imunohistoquimica dos DAMPs S100A8, HMGB-1 e de TLR-4 e RAGE foi realizada em biópsias de lesões cutâneas de indivíduos com LP, e os níveis séricos de S100A8, HMGB-1, MICA e MICB foram determinados por ELISA. As células mononucleares (CMNs) de sangue periférico foram avaliadas por citometria de fluxo quanto a frequência de TNF, IL-1beta e o marcador de desgranulação CD107a em células TCD8+ e células NK CD56+ e suas subpopulações. A avaliação da via de sinalização de TLR em células TCD8+ purificadas e ativadas com S100A8 foi analisada por PCR array e a determinação da expressão de mRNA dos componentes do inflamassoma em células TCD8+ ativadas com S100A8 por PCR em tempo real. RESULTADOS: Foi evidenciado nos indivíduos com LP elevada expressão da proteína S100A8 nas lesões cutâneas e de HMGB-1, TLR-4 e RAGE na derme, em paralelo ao aumento da expressão de mRNAs para S100A8 e S100A9 e diminuição de RAGE. Além disto, uma elevação dos níveis séricos do dímero S100A8/A9 foi detectada nos pacientes comparados aos controles, ao contrário do DAMP HMGB-1 que mostrou níveis similares em ambos os grupos. A influência do S100A8 em células TCD8+ e células NK, foi analisada em CMNs pela ativação com o lipopolissacáride e a proteína recombinante S100A8, ambos ligantes de TLR-4. Nos indivíduos com LP foi detectado aumento da resposta citotóxica de linfócitos TCD8+ e células NK CD56bright pela expressão do marcador de desgranulação CD107a por citometria de fluxo. A proteína S100A8 foi capaz de induzir a expressão de genes pró-inflamatórios como IL-1beta, TNF e IL-6 em células TCD8+ de pacientes com LP em contraste com os indivíduos saudáveis que mostraram expressão IL-10 e IFN tipo I. As células TCD8+ de indivíduos com LP ativadas ou não com S100A8 expressam transcritos de NLRP1, NLRP3 e AIM-2 e produzem IL-1beta em níveis similares a controles saudáveis. Além disso, células TCD8+ ativadas com S100A8 mostraram aumento de expressão TLR3, TLR5, TLR7 e TLR8 na doença comparada às biopsias de controles. O aumento da resposta TCD8+ citotóxica foi principalmente mediado pelo subtipo de memória efetora (TEM, CCR7- CD45RA-). Elevação basal da expressão do receptor ativador NKG2D e inibidor NKG2A foi observado em células NK CD56dim nos indivíduos com LP e um nível similar do ligante solúvel MICB em ambos os grupos. CONCLUSÃO: Estes resultados evidenciam que componentes da imunidade inata, como a proteína S100A8 pode contribuir na manutenção do perfil inflamatório do LP / BACKGROUND: Lichen planus (LP) is a mucocutaneous inflammatory chronic disease of unknown etiology. Alterations in the innate immune response such as the pathogen-associated molecular pattern (PAMPs) and damage-associated molecular pattern (DAMPs) can lead to chronic inflammation and contribute to the pathogenesis of LP. OBJECTIVE: Evaluate the effect of the activation trough the DAMP S100A8 and the Toll-like receptor 4 (TLR-4) on the Natural killer cells (NK) and cytotoxic TCD8 cells and their memory / effector subsets in LP disease. METHODS: We selected 25 patients with LP (22 women, 3 men) with a mean age of 43.46 years ± 8.46 and a control group of 25 subjects (22 women, 3 men) with a mean age of 42 ± 5, 5. The transcriptional determination and protein expression by immunohistochemistry of DAMPs, S100A8 and HMGB-1 as well as TLR-4 and RAGE was performed on biopsies of skin lesions from patients with LP, and serum levels of S100A8, HMGB-1, MICA and MICB were determined by ELISA. Peripheral blood mononuclear cells (PBMCs) were assessed by flow cytometry to evaluate the frequency of TNF, IL-1beta and the degranulation marker CD107a in CD8+ T cells and CD56 + NK cells and their subsets. The evaluation of the TLR signaling pathway in purified CD8 + T cells activated with S100A8 were analyzed by PCR array and the determination of mRNA expression of inflammasome components on CD8 + T cells activated by S100A8 was measured by real time PCR. RESULTS: It was shown in the LP individuals an increased expression of the S100A8 protein in the cutaneous lesions and HMGB-1, TLR-4 and RAGE in the dermis, in parallel to increased level of mRNAs for S100A8 and S100A9 and decreased expression of RAGE. Moerover, increased serum levels of the dimer S100A8 / A9 was detected in patients compared to controls, in contrast to DAMP HMGB1 that revealed similar levels in both groups. The influence of S100A8 in CD8 + T cells and NK cells, was analyzed in PBMC activating with lipopolysaccharide and recombinant protein S100A8, both ligands of TLR-4. It was detected in LP individuals, an increased cytotoxic response of CD8+ T lymphocytes and CD56bright NK cells trough CD107a degranulation marker expression. The S100A8 protein was able to induce the pro-inflammatory genes expressions such as IL-1beta, TNF and IL-6 in CD8 + T cells of LP patients in contrast to healthy subjects who promoted IL-10 expression and type I IFN. CD8 + T cells of LP individuals activated or not with S100A8 are able to express NLRP1, NLRP3 and AIM-2 and IL-1beta production at similar levels to healthy controls. Moreover, CD8 + T cells activated with S100A8 showed increased expression of TLR3, TLR5, TLR7 and TLR8 in LP compared to biopsies from healthy controls. The increased CD8 + T cells cytotoxic response was mediated by the subtype of effector memory (TEM CD45RA- CCR7). The increased baseline expression of activating receptor NKG2D and the inhibitory NKG2A in the NK CD56dim cells in LP individulas, and the similar level of MICB soluble in both groups. CONCLUSION: These results shows that innate immunity components, such as S100A8 protein may contribute to the maintenance of LP inflammatory profile
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Análise do perfil imunofenotípico das células NK e sua correlação com a expressão de PD-1 e PD-L1 em indivíduos infectados pelo HIV / Analysis of immunophenotypic profile of NK cells and correlation to PD-1 and PD-L1 expression in HIV-infected individualsPoliana Alves Patah 25 November 2016 (has links)
A evolução do conhecimento sobre o HIV e seus efeitos sobre as diferentes células do sistema imune possibilitaram a criação e o aperfeiçoamento de um grande arsenal terapêutico. Atualmente, a sobrevida de casos recém- diagnosticados é medida em décadas; entretanto, alguns pacientes não apresentam recuperação do sistema imune após a agressão inicial sofrida pelo vírus, a despeito de tratamento adequado. As células NK são identificadas como componentes da imunidade inata, responsáveis pelo combate a infecções virais e tumores. Elas são divididas em CD56dim e CD56hi, com diferentes capacidades citotóxicas e de produção de citocinas; uma terceira subpopulação composta por células CD56neg está presente em proporções mínimas em adultos saudáveis, porém tem maior importância em neonatos e está expandida em indivíduos cronicamente infectados pelo HIV, podendo ser identificada pelos marcadores CD7 e CD16. Dentre diversos outros, as células NK expressam receptores ativadores e inibitórios chamados KIR, que interagem com moléculas HLA, identificando células próprias e aquelas que reduzem sua expressão como mecanismo de escape imunológico; a interação entre KIR e HLA tem papel na evolução clínica da infecção por HIV/AIDS, particularmente envolvendo o receptor KIR3DL1. PD- 1 é um checkpoint do sistema imunológico que pode ter sua expressão aumentada em tumores e infecções virais crônicas. A expressão de PD-1 em células T correlaciona-se a marcadores prognósticos na infecção por HIV/AIDS; sua expressão em células NK já foi documentada, porém temos poucas informações a respeito. Este trabalho buscou detalhar a expressão de PD-1 e seu ligante PD-L1 em células NK e monócitos em participantes infectados pelo HIV e controles. Foram recrutados participantes diagnosticados e acompanhados desde a infecção aguda, participantes diagnosticados após um intervalo de tempo desconhecido desde a soroconversão e controles não infectados sob alto risco por exposição sexual. As amostras foram processadas a fresco no LIM-60; PD-1 e outros marcadores foram analisados por citometria de fluxo multicor. A expressão de PD-1 em células NK correlacionou-se a contagens de células T CD4+ e expressão de PD-1 em células T nos participantes infectados; dentre estes, os participantes seguidos desde a infecção aguda tiveram menor expressão de PD-1. Os participantes seguidos desde a infecção aguda tiveram ainda menor expressão de PD-L1 em monócitos quando comparados aos participantes diagnosticados em fase desconhecida da doença, e também quando comparados aos controles não infectados. Houve aumento expressivo da proporção de células KIR3DL1+ entre as células CD56neg nos participantes infectados em comparação ao grupo não infectado. Concluímos que a expressão de PD-1 em células NK está aumentada em pessoas infectadas pelo HIV e correlaciona-se a outros parâmetros imunológicos, como contagem de células T CD4+ e expressão de PD-1 em células T. A exaustão das células NK pode, portanto, contribuir para o dano imunológico causado pelo HIV e pode ser explorada como um alvo para novas modalidades terapêuticas / The expansion of our knowledge about the HIV and its effects on the entire immune system has led the development of a vast therapeutic arsenal. Survival for newly diagnosed cases is now measured in decades;? some patients, however, never recover full immune function following the initial aggression inflicted by HIV, despite adequate treatment. NK cells are identified as innate immunity components, responsible for fighting viral infections and tumors. They are separated in CD56dim and CD56hi cells, which present different cytotoxicity and cytokine production capacity. A third distinct subpopulation constituted by CD56neg cells can be found in minimal counts in healthy adults, but is present in newborns and is expanded in chronically HIV- infected subjects;? these cells can be identified as CD7+CD16+. Among others, NK cells express activating and inhibitory receptors called KIR, which interact with HLA molecules and identify \"self\" cells and cells that have downregulated its expression as an immunologic evasion strategy. Studies have documented the importance of KIR and HLA interaction in HIV/AIDS infection clinical course, particularly involving the receptor KIR3DL1. PD-1 is an immune checkpoint that can be upregulated by tumors and chronic viral infections. PD- 1 expression on T cells is correlated to prognostic factors in HIV/AIDS infection; NK cells have been shown to express it, but further information is necessary. This study aimed at investigating PD-1 and its ligand PD-L1 expression on NK and monocytes in HIV-infected participants and controls. We recruited a group of participants who were diagnosed during acute phase of HIV infection and have been followed ever since, a group of participants who were diagnosed after unknown interval since seroconversion, and a group of uninfected controls who have a high risk due to sexual exposure. Samples were freshly processed at LIM-60; PD-1 and other markers were analyzed by multicolor flow cytometry. We found PD-1 expression on NK cells was correlated to T CD4+ cell counts and PD-1 expression on T cells, in infected participants; among them, participants followed since acute infection expressed less PD-1. They also expressed less PD-L1 in monocytes, as compared to participants diagnosed after unknown interval since seroconversion, as well as compared to the uninfected group. We found significant increase in proportion of KIR3DL1-expressing cells among CD56neg cells in infected participants compared to the uninfected group. We concluded that PD-1 expression on NK cells is increased in people infected by HIV and correlated to other immunologic parameters such as T CD4+ counts and PD-1 expression on T cells. NK cell exhaustion may, therefore, contribute to the immune damage induced by HIV-1 infection and can be also explored as a target to find new ways to restore antiviral immunity
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Importância das disparidades genéticas nos genes HLA e KIR na resposta de pacientes submetidos ao transplante alogênico de células progenitoras hematopoiéticas para o tratamento de doenças onco-hematologicas = Importance of genetic differences in HLA and KIR genes in the response of patients undergoing allogeneic hematopoietic stem cell transplantation for treatment of onco-hematological diseases / Importance of genetic differences in HLA and KIR genes in the response of patients undergoing allogeneic hematopoietic stem cell transplantation for treatment of onco-hematological diseasesCardozo, Daniela Maira, 1984- 22 August 2018 (has links)
Orientadores: Cármino Antonio de Souza, Jeane Eliete Laguila Visentainer / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas / Made available in DSpace on 2018-08-22T17:20:39Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2013 / Resumo: No organismo humano, as moléculas HLA (Human Leukocyte Antigens) são proteínas expressas na superfície da maioria das células nucleadas e são codificadas por genes localizados no braço curto do cromossomo 6 na região do Complexo Principal de Histocompatibilidade (CPH). Essas proteínas são caracterizadas pelo alto grau de polimorfismo, e também faz a ligação com receptores KIR (Immunoglobulin-like Receptors), expressos nas células Natural Killer. Os receptores KIR, que reconhecem moléculas do complexo HLA de classe I, estão entre os principais receptores inibidores dos linfócitos NK. Células infectadas por vírus e células tumorais perdem ou têm diminuída a expressão de moléculas HLA de classe I e, por isso, são eliminadas pela ausência de ligação entre moléculas HLA e receptores KIR inibitórios. Atualmente, muitos estudos têm destacado a importância dos genes KIR e HLA no Transplante de Células Progenitoras Hematopoiéticas (TCPH). O TCPH é o tratamento de escolha para muitas doenças hematológicas e dependem de vários fatores incluindo o estágio da doença, o regime de condicionamento, a fonte de células, o grau de identidade HLA entre doador e receptor e o desenvolvimento da doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH). Estudos recentes indicam que a presença de células NK alorreativas no enxerto representa um fator favorável à recuperação de pacientes, uma vez que essas células têm a capacidade de eliminar células tumorais residuais pela ausência ou diminuição da expressão de moléculas HLA e sem a indução da DECH. Também outros fatores podem estar envolvidos na resposta pós-transplante, como a presença e ausência de determinados alelos HLA e genes KIR, os quais podem estar ligados à melhor ou pior resposta pós-transplante. O primeiro ensaio investigou a associação entre HLA e a ocorrência da DECH aguda e crônica em pacientes que receberam transplante de células progenitoras hematopoiéticas HLA-idêntico, aparentados. No total, foram 176 pacientes que receberam o primeiro transplante entre 1997 e 2009. DECH aguda foi positivamente associada ao HLA-A10 (P = 0.0007), HLA-A26 (P = 0.002), B55 (P = 0.001), DRB1*15 (P = 0.0211) e DQB1*05 (P = 0.038), enquanto que HLA-B16 (P = 0.0333) foi mais frequente em pacientes sem DECH aguda. DECH crônica foi positivamente associada com HLA-A9 (P = 0.01) e A23 (P = 0.0292) e negativamente associada com HLA-A2 (P = 0.0031) e B53 (P = 0.0116). HLA-B35 (P = 0.0373), B49 (P = 0.0155) e B55 (P = 0.0024) foi alta em pacientes com DECH aguda grau 3 ou mais, do que os outros pacientes. Nos pacientes com DECH crônica extensa, HLA-A9 (P = 0.0004), A24 (P = 0.0059) e A26 (P = 0.0411) foi maior do que nos outros pacientes, enquanto HLA-A2 foi baixo (P = 0.0097). O objetivo do segundo ensaio foi avaliar as possíveis interações dos genes KIR e HLA com o curso clínico do transplante HLA compatível, aparentado e não depletado de linfócitos T, particularmente na doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) aguda e crônica, recaída, sobrevida global e sobrevida livre de evento. A maioria dos doadores (78%) apresentaram o haplótipo B do KIR enquanto que 22% apresentaram o haplótipo A. Dos pacientes que receberam o haplótipo A do doador, 90% tiveram DECH, aguda ou crônica, comparados com os que receberam o haplótipo B (58%) (dados não estatisticamente significantes). Não houve diferença significativa para recaída entre pacientes que receberam os haplótipo A ou B (27% vs 23%). Não houve diferença no desenvolvimento da DECH e recaída para os pacientes homozigotos (C1C1 ou C2C2) e heterozigotos (C1C2) e nem para aqueles com HLA-Bw4 presente e ausente. Também, a sobrevida global não foi diferente para os grupos de pacientes analisados. No entanto, houve forte correlação entre o grupo de pacientes heterozigotos para HLA-C (C1C2) e a incidência de DECH aguda e recaída. A SLE foi maior nos pacientes heterozigotos que não desenvolveram DECHa (p<0,0001). Resultados mostraram que as variantes de HLA podem influenciar na ocorrência de DECH em transplante alogênico, com doadores relacionados, HLA-idênticos, tanto como fatores de proteção, quanto como fatores de susceptibilidade. Ainda, a interação KIR/HLA tem impacto significante no resultado dos transplantes relacionados, HLA compatível, sem depleção de linfócitos T, influenciando na incidência de recaída e na ocorrência da DECH. Resultados mostraram que para o grupo heterozigoto (C1C2) a maioria dos pacientes não desenvolveu DECH aguda e apresentou maior SLE, sugerindo um possível efeito protetor para esse grupo / Abstract: In the human organism, the HLA (human leukocyte antigens) are proteins expressed on the surface of most nucleated cells and are encoded by genes located on the short arm of chromosome 6 in the region of the Major Histocompatibility Complex (MHC). These proteins are characterized by a high degree of polymorphism, and also make the connection with KIR (Immunoglobulin-like Receptors), expressed in Natural Killer cells. KIR receptors that recognize HLA molecules of class I are among the major inhibitory receptors of NK-cells. Virus infected cells and tumor cells have lost or diminished expression of HLA class I molecules and therefore are eliminated by the absence of binding between HLA molecules and inhibitory KIR receptors. Currently, many studies have highlighted the importance of KIR and HLA genes in Hematopoietic Stem Cell Transplantation (HSCT). HPCT is the treatment of choice for many hematological malignancies and depends on various factors including stage of disease, the conditioning regimen, the source of cells, the degree of identity between donor and recipient HLA and development of chronic graft-versus-host (GVHD). Recent studies indicate that the presence of alloreactive NK cells in the graft is a factor aiding the recovery of patients, since these cells have the ability to eliminate residual tumor cells by the absence or diminution of expression of HLA molecules and without inducing GVHD. Also other factors may be involved in response post-transplant, as the presence or absence of certain HLA genes and KIR, which can be connected to a better or worse response after transplantation. The first trial investigated the association between HLA and the occurrence of acute and chronic GVHD in patients receiving hematopoietic stem cell transplant HLA-identical related. In total, 176 patients who received a first transplant between 1997 and 2009. GVHD was positively associated with HLA-A10 (P = 0.0007), HLA-A26 (P = 0.002), B55 (P = 0.001), DRB1 * 15 (P = 0.0211) and DQB1 * 05 (P = 0.038), while that HLA-B16 (P = 0.0333) was more frequent in patients without acute GVHD. Chronic GVHD was positively associated with HLA-A9 (P = 0.01) and A23 (P = 0.0292) and negatively associated with HLA-A2 (P = 0.0031) and B53 (P = 0.0116). HLA-B35 (P = 0.0373), B49 (P = 0.0155) and B55 (P = 0.0024) was high in patients with acute GVHD grade 3 or more, than the other patients. In patients with extensive chronic GvHD, HLA-A9 (P = 0.0004), A24 (P = 0.0059) and A26 (P = 0.0411) was greater than in the other patients, whereas HLA-A2 was low (P = 0.0097). The objective of the second test was to evaluate the possible interactions of KIR and HLA genes with the clinical course of the transplant HLA compatible related and not depleted of T lymphocytes, particularly in chronic graft versus host disease (GVHD) acute and chronic relapse, survival overall and event-free survival. Most donors (78%) presented the KIR B haplotype while 22% were haplotype A. Of the patients who received the donor haplotype A, 90% had GvHD, acute or chronic, compared with those who received the haplotype B (58%) (data not statistically significant). There was no significant difference in relapse between patients who received the haplotype A or B (27% vs 23%). There was no difference in the development of GVHD and relapse for patients homozygous (C1C1 or C2C2) and heterozygous (C1C2) and not for those with HLA-Bw4 present and absent. Also, the overall survival was not different for the groups of patients studied. However, there was strong correlation between the group of patients heterozygous for HLA-C (C1C2) and the incidence of acute GVHD and relapse. The SLE was higher in patients who did not develop GVHD heterozygotes (p <0.0001). Results showed that the HLA variants may influence the occurrence of GVHD in allogeneic transplantation with related donors, HLA-identical, both as protective factors, such as susceptibility factors. Furthermore, the interaction KIR / HLA has a significant impact on the outcome of transplantation related HLA-compatible, without depletion of T cells, influencing the incidence of relapse and the occurrence of GVHD. Results showed that for the heterozygous group (C1C2) most patients did not develop acute GVHD and showed higher SLE, suggesting a possible protective effect for this group / Doutorado / Clinica Medica / Doutora em Clínica Médica
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