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\"Quem não pega, não se apega\" : o acolhimento institucional de bebês e as (im)possibilidades de construção de vínculos afetivos / Who does not catch, does not attach: the institutional care of babies and the (im) possibilities of building emotional bonds

Moura, Gabriella Garcia 16 October 2012 (has links)
As práticas de assistência às crianças e aos adolescentes alijados do convívio familiar de origem, resultantes de diferentes processos históricos e sociais, culminaram nos atuais programas sociais de proteção integral, dentre eles, os serviços de acolhimento institucional (abrigos). Partindo de perspectiva que entende o desenvolvimento humano como se dando nas inerentes relações estabelecidas com o outro e ambiente, aquelas sendo mediadas pela linguagem e engendradas num determinado contexto histórico-cultural, questionamos: como o bebê se relaciona com e nesse ambiente? Há especificidades no acolhimento e na construção de relações dessa faixa etária? Assim, a presente pesquisa propôs-se investigar como se dão as relações entre bebês, adultos e outras crianças. A meta é apreender a existência (ou não) do (re)conhecimento de pessoas e parceiros preferenciais; e, se ocorrem interações que envolvam trocas afetivas, com indícios de vínculos afetivos. O estudo foi realizado em cidade de médio porte do interior de São Paulo. Foram realizadas videogravações, por três meses, tendo como foco dois bebês, cujos nomes (fictícios) são Lucas (3 meses) e Luis/Guilherme (10 meses). Para apreensão das relações, foram utilizados dois métodos: uma observação sistemática, de caráter quantitativo, buscando avaliar, por meio do uso de recursos comunicativos e emocionais específicos, a ocorrência de \"orientação da atenção\", \"busca/manutenção de proximidade\" e \"trocas sociais\" com os diferentes interlocutores deste contexto; e, utilizando método de cunho qualitativo, também foram realizadas seleções e descrições de oito episódios interativos envolvendo trocas afetivas. A Rede de Significações, enquanto perspectiva teóricometodólogico, amparou o olhar para a complexidade e apreensão dos entrelaçados e múltiplos sentidos que se apresentam nas situações. A análise das relações bebê-adulto e bebê-bebê evidenciaram trocas afetivas, com carícias, brincadeiras, vocalizações e um padrão diferencial de interação. Os indícios de preferência (seletividade) e de compartilhamento sugeriram a manifestação de vínculos afetivos nesse contexto. Por outro lado, os dados também mostraram que são diversos os modos de relações estabelecidos no contexto de acolhimento institucional, dependendo tanto do perfil dos funcionários quanto das características de cada criança. Ainda que os bebês tenham demonstrado preferências e busca de proximidade, predominantemente, com funcionários, na maioria das vezes, esses não eram muito responsivos. Além dos funcionários, os próprios bebês/crianças foram outros importantes parceiros de interação e de trocas sociais, sendo, inclusive, mais responsivos aos comportamentos direcionados a eles. No entanto, no geral, devido à organização do ambiente e às conceções/normas, tais relações eram dificultadas, fragmentadas ou com ausência de objetos que mediassem suas atividades. Concluindo, os dados revelaram a ocorrência das relações envolvendo trocas afetivas, com indícios de vínculo, apesar dessas interações não serem freqüentes. Novos estudos devem aprofundar a questão, de modo a se considerar intervenções junto a essas instituições, que potencializem a qualidade das interações e a construção de vínculos, mesmo que a criança ali permaneça de forma temporária. / The assistance practices aimed to children and adolescents jettisoned from their biological family, resulted from different historical and social processes and culminated in the current diverse social programs of custody, one of which is the institutional care service. Based on a perspective that understands human development as unfolding from the inherent relationships established both with the other and the environment, the process being mediated by language and engendered in a particular historical and cultural context, we argued: how does the baby relates him/herself to and in that environment? Are there specificities of greeting, care and relationships construction regarding this age group? Considering this questions, this research aimed to investigate the forms of relationship construction between babies, adults and other children, seeking to apprehend the presence (or the absence) of the babies\' recognition of people around as well as presence (or the absence) of preferred partners, in the institutional care context. Specifically, the goal is to investigate if affective bonds are established in that context; and, in an affirmative case, investigate how they are established. The study has been carried out in a city of São Paulo. Video records were made during three months, focusing on two babies with the following ages and fictional names: Lucas (3 months); Luis/Guilherme (10 months). To grasp the relationships, we used two methods: a systematic observation (quantitative) seeking to evaluate, through the infant\'s use of specific emotional and communicative means, the occurrence of \"orientation of attention\", \"search/maintenance of proximity\" and \"social exchanges\" with different interlocutors in this context; and, by using a qualitative method, it was also performed selections and descriptions of eight interactive episodes involving emotional exchanges. The Network of meanings was the theoreticalmethodological support, which helped at analyzing the interwoven multiple meanings and at their complexity on the situation. Analysis of the infant-adult and infant-infant/children relations revealed the presence of emotional exchanges, constituted by caresses, games, vocalizations and a differential pattern of interaction. Evidence of preference (selectivity) and of sharing activities made unmistakable the manifestations of affective ties in this context. Moreover, data also showed that there are several modes of relationships established within the institutional care context, depending on the profile of both employees and the characteristics of each child. Although babies have shown preferences and proximity search, predominantly with employees, in most cases, adults were not highly responsive. In addition to employees, the other babies / toddlers were other important partners of interaction and social exchange, even being the most responsive to behaviors directed at them. However, in general, due to the organization\'s environment and conceptions, such relationships were hindered, fragmented or unfolding with the absence of objects that could mediate their activities. Finally, the data revealed the occurrence of relations involving emotional exchanges with evidence of linkage, although these interactions did not happen frequently. Further studies should examine the issue in order to consider interventions with these institutions to leverage the quality of interactions and bond constructions, even if the child stays there temporarily.
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\"Quem não pega, não se apega\" : o acolhimento institucional de bebês e as (im)possibilidades de construção de vínculos afetivos / Who does not catch, does not attach: the institutional care of babies and the (im) possibilities of building emotional bonds

Gabriella Garcia Moura 16 October 2012 (has links)
As práticas de assistência às crianças e aos adolescentes alijados do convívio familiar de origem, resultantes de diferentes processos históricos e sociais, culminaram nos atuais programas sociais de proteção integral, dentre eles, os serviços de acolhimento institucional (abrigos). Partindo de perspectiva que entende o desenvolvimento humano como se dando nas inerentes relações estabelecidas com o outro e ambiente, aquelas sendo mediadas pela linguagem e engendradas num determinado contexto histórico-cultural, questionamos: como o bebê se relaciona com e nesse ambiente? Há especificidades no acolhimento e na construção de relações dessa faixa etária? Assim, a presente pesquisa propôs-se investigar como se dão as relações entre bebês, adultos e outras crianças. A meta é apreender a existência (ou não) do (re)conhecimento de pessoas e parceiros preferenciais; e, se ocorrem interações que envolvam trocas afetivas, com indícios de vínculos afetivos. O estudo foi realizado em cidade de médio porte do interior de São Paulo. Foram realizadas videogravações, por três meses, tendo como foco dois bebês, cujos nomes (fictícios) são Lucas (3 meses) e Luis/Guilherme (10 meses). Para apreensão das relações, foram utilizados dois métodos: uma observação sistemática, de caráter quantitativo, buscando avaliar, por meio do uso de recursos comunicativos e emocionais específicos, a ocorrência de \"orientação da atenção\", \"busca/manutenção de proximidade\" e \"trocas sociais\" com os diferentes interlocutores deste contexto; e, utilizando método de cunho qualitativo, também foram realizadas seleções e descrições de oito episódios interativos envolvendo trocas afetivas. A Rede de Significações, enquanto perspectiva teóricometodólogico, amparou o olhar para a complexidade e apreensão dos entrelaçados e múltiplos sentidos que se apresentam nas situações. A análise das relações bebê-adulto e bebê-bebê evidenciaram trocas afetivas, com carícias, brincadeiras, vocalizações e um padrão diferencial de interação. Os indícios de preferência (seletividade) e de compartilhamento sugeriram a manifestação de vínculos afetivos nesse contexto. Por outro lado, os dados também mostraram que são diversos os modos de relações estabelecidos no contexto de acolhimento institucional, dependendo tanto do perfil dos funcionários quanto das características de cada criança. Ainda que os bebês tenham demonstrado preferências e busca de proximidade, predominantemente, com funcionários, na maioria das vezes, esses não eram muito responsivos. Além dos funcionários, os próprios bebês/crianças foram outros importantes parceiros de interação e de trocas sociais, sendo, inclusive, mais responsivos aos comportamentos direcionados a eles. No entanto, no geral, devido à organização do ambiente e às conceções/normas, tais relações eram dificultadas, fragmentadas ou com ausência de objetos que mediassem suas atividades. Concluindo, os dados revelaram a ocorrência das relações envolvendo trocas afetivas, com indícios de vínculo, apesar dessas interações não serem freqüentes. Novos estudos devem aprofundar a questão, de modo a se considerar intervenções junto a essas instituições, que potencializem a qualidade das interações e a construção de vínculos, mesmo que a criança ali permaneça de forma temporária. / The assistance practices aimed to children and adolescents jettisoned from their biological family, resulted from different historical and social processes and culminated in the current diverse social programs of custody, one of which is the institutional care service. Based on a perspective that understands human development as unfolding from the inherent relationships established both with the other and the environment, the process being mediated by language and engendered in a particular historical and cultural context, we argued: how does the baby relates him/herself to and in that environment? Are there specificities of greeting, care and relationships construction regarding this age group? Considering this questions, this research aimed to investigate the forms of relationship construction between babies, adults and other children, seeking to apprehend the presence (or the absence) of the babies\' recognition of people around as well as presence (or the absence) of preferred partners, in the institutional care context. Specifically, the goal is to investigate if affective bonds are established in that context; and, in an affirmative case, investigate how they are established. The study has been carried out in a city of São Paulo. Video records were made during three months, focusing on two babies with the following ages and fictional names: Lucas (3 months); Luis/Guilherme (10 months). To grasp the relationships, we used two methods: a systematic observation (quantitative) seeking to evaluate, through the infant\'s use of specific emotional and communicative means, the occurrence of \"orientation of attention\", \"search/maintenance of proximity\" and \"social exchanges\" with different interlocutors in this context; and, by using a qualitative method, it was also performed selections and descriptions of eight interactive episodes involving emotional exchanges. The Network of meanings was the theoreticalmethodological support, which helped at analyzing the interwoven multiple meanings and at their complexity on the situation. Analysis of the infant-adult and infant-infant/children relations revealed the presence of emotional exchanges, constituted by caresses, games, vocalizations and a differential pattern of interaction. Evidence of preference (selectivity) and of sharing activities made unmistakable the manifestations of affective ties in this context. Moreover, data also showed that there are several modes of relationships established within the institutional care context, depending on the profile of both employees and the characteristics of each child. Although babies have shown preferences and proximity search, predominantly with employees, in most cases, adults were not highly responsive. In addition to employees, the other babies / toddlers were other important partners of interaction and social exchange, even being the most responsive to behaviors directed at them. However, in general, due to the organization\'s environment and conceptions, such relationships were hindered, fragmented or unfolding with the absence of objects that could mediate their activities. Finally, the data revealed the occurrence of relations involving emotional exchanges with evidence of linkage, although these interactions did not happen frequently. Further studies should examine the issue in order to consider interventions with these institutions to leverage the quality of interactions and bond constructions, even if the child stays there temporarily.
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Recursos comunicativos utilizados por bebês em interação com diferentes interlocutores, durante processo de adaptação à creche: um estudo de caso / Communicative resources used by babies in the Interaction with different interlocutors during the process of adapting to the day-care center: a case study.

Elmôr, Larissa de Negreiros Ribeiro 16 March 2009 (has links)
Estudos têm analisado, apreendido e explicitado o modo como ocorrem as interações nas diferentes idades, particularmente nos primeiros anos de vida, considerando-as com distintos interlocutores e relacionando-as ao desenvolvimento global do indivíduo. Dentro dos estudos sobre interação, a linguagem tem sido vista como de fundamental importância nas relações entre os parceiros e ao processo de desenvolvimento da criança. Porém, as pesquisas diferem em pressupostos quando abordam diferentes interlocutores (mãe, babá, irmã, educadoras, coetâneos e o câmera). São também, fragmentados, investigando a criança com um interlocutor específico, sem considerar o conjunto das relações. Ainda, a noção de linguagem varia, a maioria das pesquisas restringindo-a ao aspecto verbal, enquanto que algumas poucas contemplam também diferentes formas de expressão e apreensão de significações (incluindo-se aí a linguagem não-verbal). Frente a esse panorama, definiu-se por investigar, a partir de um estudo de caso, quais recursos comunicativos e lingüísticos (verbais e não-verbais) são utilizados por um bebê no primeiro ano de vida, na interação com distintos interlocutores (mãe, babá, irmã, educadoras, coetâneos e o câmera).O material empírico utilizado foi obtido do Banco de Dados do Projeto Integrado Processos de adaptação de bebês à creche, que acompanhou a adaptação de 21 bebês (4-14 meses) em creche universitária. Após aprovação do CEP, um bebê foi selecionado (Iraídes - 09 meses ao ingresso), sendo realizada a transcrição microgenética de todos seus episódios interativos no primeiro mês de freqüência à creche. A análise foi guiada pela perspectiva teórico-metodológica da Rede de Significações e pela noção de campo interativo. Através da seleção dos episódios interativos com diferentes parceiros, foram construídos quadros verificando quais os recursos comunicativos utilizados e se existiriam semelhanças ou diferenças na interação do bebê com os distintos interlocutores. Os resultados apontaram vinte (20) diferentes tipos de recursos comunicativos do bebê com os distintos interlocutores, aqueles ocorrendo de forma diferente entre os diferentes parceiros de interação. Os recursos integrados foram os de maior freqüência na interação de Iraídes com todos os interlocutores, participando desta categoria 39 diferentes recursos comunicativos. A educadora Mirtes obteve o maior número de diferentes tipos de recursos comunicativos (12), enquanto que a educadora Branca obteve 05 recursos. A mãe obteve segundo lugar no número de recursos comunicativos (10). O bebê Isa foi o interlocutor que obteve a menor ocorrência nos diferentes recursos comunicativos (03), enquanto que o bebê Linda obteve um número maior (06) de distintos recursos. A babá obteve 08, a irmã Dalila 06 e o câmera José 05 diferentes recursos. Os resultados demonstram a multiplicidade e a riqueza dos tipos e das características de recursos comunicativos que o bebê pode fazer uso na relação com diferentes interlocutores. Os bebês podem iniciar um episódio interativo e existe a possibilidade dos bebês terem parceiros preferenciais nas suas interações, tanto nos de mesma idade como com os adultos. Entende-se a importância da creche nas relações e coloca-se a necessidade de novos estudos que destaquem os recursos comunicativos. / Studies have analyzed, understood and explained the way interactions happen at different ages, particularly in the first years of life, considering them with different partners and relating them to the global development of the child. Within the studies on interaction, language has been seen as extremely important in relationships between partners and to childrens development process. Nevertheless, the researches differ in assumptions when approaching different interlocutors (mother, nanny, sister, educators, coetaneous and cameraman). They are fragmented as well, investigating the child with a specific interlocutor, without considering the set of relationships. Moreover, the notion of language varies, with most researches restricting it to the oral aspect, whilst very few also contemplate different forms of expression and meaning apprehension (including non-oral language). Considering this aspects, it was decided to investigate, through a case study, which communicative and linguistic resources (oral and non-oral) are used by a baby in the first year of life, in interaction with different interlocutors (mother, father, caregivers, and other babies). The empirical data used was obtained from the Database of the Integrated Project Adaptation process of babies to the day-care center, which followed up the adaptation of 21 babies (4-14 months), at a university day-care center. After the approval by CEP, one baby was selected (Iraídes - 09 months) and the microgenetic transcription of all her interactive episodes in the first month in the day-care center was carried-out. Analysis was guided by the Network of Meanings theoretic-methodological perspective, besides the notion of interactive field. Through the selection of the interactive episodes with different partners, frames were built checking which communicative resources were used and if there were similarities or differences in the babys interaction with the different interlocutors. The results indicated twenty (20) different types of communicative resources of the baby with the different interlocutors. These resources happened differently between the different interaction partners. Integrated communicative means had a greater frequency in Iraídes interaction with all interlocutors, having been found 39 different communicative means in this category. The caregiver Mirtes obtained the largest number of different types of communicative means (12), whilst caregiver Branca obtained 05. The mother came in second place in the number of communicative means (10). Baby Isa was the interlocutor that had the smallest occurrence in the different communicative resources (03), whilst baby Linda had a larger number (06) of them. The babysitter had 08, the sister Dalila 06 and the cameraman José 05 different communicative means. The results show the multiplicity and abundant of types and characteristics of communicative means the baby can use in the relationship with different partners. Babies can begin an interactive episode and it is possible that babies have preferred partners in their interactions, both with the same age and adults. The importance of the day-care center is understood in the relationships and there is the need for new studies that highlight the communicative resources.
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Recursos comunicativos utilizados por bebês em interação com diferentes interlocutores, durante processo de adaptação à creche: um estudo de caso / Communicative resources used by babies in the Interaction with different interlocutors during the process of adapting to the day-care center: a case study.

Larissa de Negreiros Ribeiro Elmôr 16 March 2009 (has links)
Estudos têm analisado, apreendido e explicitado o modo como ocorrem as interações nas diferentes idades, particularmente nos primeiros anos de vida, considerando-as com distintos interlocutores e relacionando-as ao desenvolvimento global do indivíduo. Dentro dos estudos sobre interação, a linguagem tem sido vista como de fundamental importância nas relações entre os parceiros e ao processo de desenvolvimento da criança. Porém, as pesquisas diferem em pressupostos quando abordam diferentes interlocutores (mãe, babá, irmã, educadoras, coetâneos e o câmera). São também, fragmentados, investigando a criança com um interlocutor específico, sem considerar o conjunto das relações. Ainda, a noção de linguagem varia, a maioria das pesquisas restringindo-a ao aspecto verbal, enquanto que algumas poucas contemplam também diferentes formas de expressão e apreensão de significações (incluindo-se aí a linguagem não-verbal). Frente a esse panorama, definiu-se por investigar, a partir de um estudo de caso, quais recursos comunicativos e lingüísticos (verbais e não-verbais) são utilizados por um bebê no primeiro ano de vida, na interação com distintos interlocutores (mãe, babá, irmã, educadoras, coetâneos e o câmera).O material empírico utilizado foi obtido do Banco de Dados do Projeto Integrado Processos de adaptação de bebês à creche, que acompanhou a adaptação de 21 bebês (4-14 meses) em creche universitária. Após aprovação do CEP, um bebê foi selecionado (Iraídes - 09 meses ao ingresso), sendo realizada a transcrição microgenética de todos seus episódios interativos no primeiro mês de freqüência à creche. A análise foi guiada pela perspectiva teórico-metodológica da Rede de Significações e pela noção de campo interativo. Através da seleção dos episódios interativos com diferentes parceiros, foram construídos quadros verificando quais os recursos comunicativos utilizados e se existiriam semelhanças ou diferenças na interação do bebê com os distintos interlocutores. Os resultados apontaram vinte (20) diferentes tipos de recursos comunicativos do bebê com os distintos interlocutores, aqueles ocorrendo de forma diferente entre os diferentes parceiros de interação. Os recursos integrados foram os de maior freqüência na interação de Iraídes com todos os interlocutores, participando desta categoria 39 diferentes recursos comunicativos. A educadora Mirtes obteve o maior número de diferentes tipos de recursos comunicativos (12), enquanto que a educadora Branca obteve 05 recursos. A mãe obteve segundo lugar no número de recursos comunicativos (10). O bebê Isa foi o interlocutor que obteve a menor ocorrência nos diferentes recursos comunicativos (03), enquanto que o bebê Linda obteve um número maior (06) de distintos recursos. A babá obteve 08, a irmã Dalila 06 e o câmera José 05 diferentes recursos. Os resultados demonstram a multiplicidade e a riqueza dos tipos e das características de recursos comunicativos que o bebê pode fazer uso na relação com diferentes interlocutores. Os bebês podem iniciar um episódio interativo e existe a possibilidade dos bebês terem parceiros preferenciais nas suas interações, tanto nos de mesma idade como com os adultos. Entende-se a importância da creche nas relações e coloca-se a necessidade de novos estudos que destaquem os recursos comunicativos. / Studies have analyzed, understood and explained the way interactions happen at different ages, particularly in the first years of life, considering them with different partners and relating them to the global development of the child. Within the studies on interaction, language has been seen as extremely important in relationships between partners and to childrens development process. Nevertheless, the researches differ in assumptions when approaching different interlocutors (mother, nanny, sister, educators, coetaneous and cameraman). They are fragmented as well, investigating the child with a specific interlocutor, without considering the set of relationships. Moreover, the notion of language varies, with most researches restricting it to the oral aspect, whilst very few also contemplate different forms of expression and meaning apprehension (including non-oral language). Considering this aspects, it was decided to investigate, through a case study, which communicative and linguistic resources (oral and non-oral) are used by a baby in the first year of life, in interaction with different interlocutors (mother, father, caregivers, and other babies). The empirical data used was obtained from the Database of the Integrated Project Adaptation process of babies to the day-care center, which followed up the adaptation of 21 babies (4-14 months), at a university day-care center. After the approval by CEP, one baby was selected (Iraídes - 09 months) and the microgenetic transcription of all her interactive episodes in the first month in the day-care center was carried-out. Analysis was guided by the Network of Meanings theoretic-methodological perspective, besides the notion of interactive field. Through the selection of the interactive episodes with different partners, frames were built checking which communicative resources were used and if there were similarities or differences in the babys interaction with the different interlocutors. The results indicated twenty (20) different types of communicative resources of the baby with the different interlocutors. These resources happened differently between the different interaction partners. Integrated communicative means had a greater frequency in Iraídes interaction with all interlocutors, having been found 39 different communicative means in this category. The caregiver Mirtes obtained the largest number of different types of communicative means (12), whilst caregiver Branca obtained 05. The mother came in second place in the number of communicative means (10). Baby Isa was the interlocutor that had the smallest occurrence in the different communicative resources (03), whilst baby Linda had a larger number (06) of them. The babysitter had 08, the sister Dalila 06 and the cameraman José 05 different communicative means. The results show the multiplicity and abundant of types and characteristics of communicative means the baby can use in the relationship with different partners. Babies can begin an interactive episode and it is possible that babies have preferred partners in their interactions, both with the same age and adults. The importance of the day-care center is understood in the relationships and there is the need for new studies that highlight the communicative resources.

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