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Sentidos sobre cuidado na atenção à saúde mental no contexto da enfermagem. / Senses about care in attention to mental health in the Nursing context.

Alves, Sirlei 15 December 2015 (has links)
Submitted by admin tede (tede@pucgoias.edu.br) on 2016-09-22T12:13:27Z No. of bitstreams: 1 Sirlei Alves.pdf: 1473806 bytes, checksum: 8caacd0bf58e851e6c5c99e7e3cf0552 (MD5) / Made available in DSpace on 2016-09-22T12:13:28Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Sirlei Alves.pdf: 1473806 bytes, checksum: 8caacd0bf58e851e6c5c99e7e3cf0552 (MD5) Previous issue date: 2015-12-15 / Although Nursing adopts the notion of care in accordance with contemporary debates on mental health and although care is naturally associated to the feminine, instrumental practices which impact how Nursing performs this care are still prevailing. In this context, this dissertation intends to explore the senses which are attributed to care and the nexus with a gender perspective in the Nursing context from public domain documents. The dissertation is a qualitative research in Social Psychology anchored on socio-constructivist perspective with focus on real events socio-historically built as well as on language effects on social practices. Discursive practices and creation of meaning in daily life have been used as analysis methodology. The analyzed documents convey different meanings regarding care and indicate it is polissemic. Among the different conceptions, two positions from different origins of thoughts have excelled: a more holistic perspective, which accesses a comprehension of relational, integral, and human care, in which repertoires, meanings and notions associated to the language of Human Rights paradigm coexist. The other matrix, a more biological perspective, accesses a technicistic, hospitalocentric, and pathological care, which is influenced by biological sciences paradigm, demonstrating that this discursive field is marked by controversies. In relation to the intersection between care, Nursing, and gender, in one hand, Nursing has gained visibility as the profession of care in the health field; on the other hand, this care is often underestimated when it is historically associated to the feminine. Those discussions are also pertinent in an attempt to break off stigmas, bias, and prejudices which involve the insertion of the man in the Nursing profession. The care, intertwined to the historically built social relations established between men and women, positions the woman, the nurse, in a place of inferiority and subordination in relation to the man, the doctor. / Embora a enfermagem adote a noção de cuidado em consonância com os debates mais contemporâneos em saúde mental, e apesar de o cuidado ser naturalmente associado ao feminino, ainda prevalecem práticas instrumentais que impactam a forma como a enfermagem performa esse cuidado. Nesse contexto, pretende-se, nesta dissertação, explorar os sentidos atribuídos ao cuidado e aos nexos com a perspectiva de gênero no contexto da enfermagem a partir de documentos de domínio público. Trata-se de uma pesquisa qualitativa em Psicologia Social, ancorada na perspectiva socioconstrucionista com foco nos acontecimentos/realidade construídos sócio-historicamente, tal como nos efeitos da linguagem nas práticas sociais. Tem como metodologia de análise as práticas discursivas e a produção de sentidos no cotidiano. Os documentos analisados veiculam diferentes sentidos acerca do cuidado, indicando que ele é polissêmico. Dentre as distintas concepções sobressaíram duas posições, que vêm de matrizes distintas de pensamentos: uma perspectiva mais holística, que dá acesso a um entendimento do cuidado relacional/integral/humanizado, no qual coexistem repertórios, sentidos e noções associados à linguagem do paradigma dos Direitos Humanos. A outra matriz, mais biológica, dá acesso ao cuidado tecnicista/hospitalocêntrico/patológico, que recebe influência do paradigma das ciências biológicas, demonstrando que esse campo discursivo está sob disputa. Em relação à intersecção entre cuidado, enfermagem e gênero, se, por um lado, no campo da saúde, a enfermagem ganhou visibilidade como a profissão do cuidado, por outro esse cuidado é por vezes desvalorizado quando se associa, historicamente, ao feminino. Essas discussões são pertinentes, ainda, na tentativa de romper com os estigmas e preconceitos que envolvem a inserção do homem na profissão de enfermagem. O cuidado, entrelaçado às relações sociais historicamente construídas que se estabelecem entre homens e mulheres posiciona, a enfermagem, em um lugar de inferioridade e subalternidade.
802

A inclusão social de pacientes psicóticos: um enfoque educativo em psiquiatria por meio de um grupo terapêutico

Amaral, Antonio Carlos Gonçalves do 16 July 2014 (has links)
Esta é uma pesquisa de avaliação, de natureza qualitativa do tipo descritivo exploratório, acrescida da análise de conteúdo nos resultados encontrados. Com esta pesquisa viso avaliar a experiência psiquiátrica em inclusão social dos pacientes psicóticos em tratamento no CAPS II de Ijuí/RS, operacionalizada por meio de uma prática de ensino e aprendizagem em grupo terapêutico de atividade multidisciplinar e sua real competência como alternativa terapêutica. Ressalto que o grupo não pode ser visto só como um instrumento de pesquisa, mas como o próprio meio de socialização. A população foi constituída de doentes mentais com esquizofrenia, que frequentam regularmente os grupos terapêuticos no CAPS II, de Ijuí/RS. Para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com perguntas fechadas (objetivas) e abertas (subjetivas) nos três segmentos pesquisados: pacientes, cuidadores/familiares e profissionais da saúde mental atuantes no grupo terapêutico. Essas entrevistas foram aplicadas por um entrevistador, que não participa do grupo, assegurando o tão importante caráter de neutralidade. Utilizei para análise qualitativa o método de Minayo (2001) e para a análise de conteúdo, o método de Bardin (2011). Constatei nas respostas quantitativas o atual estágio de evolução do paciente em seu tratamento; e nas respostas qualitativas, a competência ou não do grupo terapêutico nesse processo evolutivo, que busca a inclusão social desses pacientes. As respostas dos pacientes permitem perceber seu desempenho cognitivo revelando capacidade para uma discussão reflexiva sobre as temáticas escolhidas, o que lhes propicia a apropriação de suas emoções, do seu corpo, de sua história - elementos indispensáveis para a constituição do indivíduo no social. Aos cuidadores/familiares, uma vivência reflexiva sobre as referidas questões, o que podemos considerar uma experiência (aprendizagem) que permite aproximarem-se mais de seu paciente, criando um meio mais acolhedor e mais real para o mesmo. Aos profissionais da saúde mental, a percepção do quanto esses pacientes têm sua capacidade cognitiva presente, embora, inicialmente, mais limitada pela distorção da realidade. Esta capacidade permite aos pacientes fazerem o adequado aprendizado reflexivo sobre sua doença mental e compreender que esta não o impede de participar no social. Concluí que a terapia de grupo foi eficiente para encontrar alternativas junto à educação que permitam a inclusão social, oportunizando ao paciente, aos cuidadores/familiares e profissionais da saúde mental pudessem vivenciar suas práticas de forma reflexiva, transformando-as em experiências (aprendizagem). / 144 f.
803

A tendencia antissocial em meninas: aspectos do funcionamento psíquico e do tratamento em instituição de saúde mental / Anti-social tendency in girls: aspects of psychic functioning and treatment in a mental health service

Luci Mara Garcez Marin 29 April 2011 (has links)
A literatura especializada privilegiou os estudos sobre a tendencia antissocial em meninos, em razão da maior incidencia e consequente visibilidade. A presente pesquisa segue uma tendencia atual de considerar as manifestações da tendencia antissocial no sexo feminino, em especial a mentira, o roubo e a fuga, tendo como objetivos compreender as diferenças de gênero e verificar a pertinência do atendimento multidisciplinar em instituição de saúde mental voltada para a infancia e adolescencia, o Caps infantil. O método empregado foi o clínico-qualitativo, desenvolvido por Turato (2010) e a fundamentação teórica psicanalítica, ressaltando-se as contribuições de Donald Winnicott (1956), o qual considera a tendencia antissocial como um sintoma voltado ao ambiente como expressão de esperança em recuperar uma situação positiva outrora experimentada e perdida. Foram descritos os atendimentos de duas adolescentes que apresentavam a tendencia antissocial e a partir deste material estabeleceram-se duas vertentes principais para a analise dos resultados: o funcionamento psíquico e o tratamento. Com relação ao funcionamento psíquico destacaram-se os sentimentos de rejeição e abandono em relação à figura materna, os quais teriam dificultado o processo de identificação com o feminino, levando-se em conta a reedição edípica e as vivencias psíquicas características da adolescencia. Foram observadas experiencias de negligência e violencia intrafamiliar, fatores desencadeantes da tendencia antissocial, de modo similar aos achados de pesquisas referentes ao gênero masculino. No que se refere ao tratamento da tendencia antissocial na instituição, destacaram-se as técnicas de manejo e placement, consideradas fundamentais para a obtenção de resultados favoráveis para os casos estudados. Às manifestações da tendencia antissocial foram atribuídos sentidos diversos, a partir dos pontos de vista das adolescentes somados aos das contribuições psicanalíticas, as quais também proporcionaram uma compreensão dos aspectos transferenciais e contratransferenciais. / Specialized literature has favored studies on anti-social tendency in boys, due to its higher frequency and consequent visibility. This research was carried out as per present trends that analyze anti-social manifestations in females, specially lie, steal and escape, with the purpose of understanding sex differences and verifying the adequacy of multidisciplinary therapies in a mental health service Caps Infantil - specialized in child and adolescent issues. The study was performed according to the clinical-qualitative method, developed by Turato (2010) and psychoanalytic theoretical formulations, specially Donald Winnicotts contributions (1956), who considers the anti-social tendency as a process of searching the holding environment and a sign of hope of rediscovering good experiences that have been lost. Therapy sessions of two adolescents that presented anti-social tendency were described and this material provided two different approaches for the analysis of the results: psychic functioning and treatment. Regarding psychic functioning, marked feelings of rejection and maternal abandonment might probably have impaired the female self-identification process, tanking into consideration the revival of the Oedipus complex and typical psychic experiences in adolescents. Observed negligence and domestic violence are factors linked to anti-social tendency, similarly to the research findings in males. The treatment of anti-social tendency in the mental health service consisted of using mainly management and placement techniques, which were considered essential for the favourable results achieved in these cases. Manifestations of anti-social tendency were interpreted as having different meanings, be it from the adolescents point of views or from the psychoanalytical contributions. They also allowed the understanding aspects of transference and countertransference.
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O sentido de ser internado em hospital psiquiátrico à luz da fenomenologia de Heidegger / Meaning of being hospitalized in psychiatric hospital by the Light of Heideggers phenomenology

Furlan, Marcela Martins 24 October 2008 (has links)
O campo da Saúde Mental no Brasil tem se voltado para a construção de serviços comunitários de atenção psiquiátrica, pautados nos preceitos da Reforma Psiquiátrica, como possibilidade de substituir a lógica asilar pelo resgate das habilidades sóciorelacionais do doente mental, a partir da reabilitação psicossocial, sob a abordagem interdisciplinar. Entretanto, a experiência em psiquiatria mostra que o doente mental mantém-se transitando entre o serviço comunitário e o hospital psiquiátrico, sendo alvo, ainda hoje, da disciplinarização, violência e privação impostas pela instituição hospitalar. Neste sentido, constituiu objetivo deste estudo apreender o sentido de ser internado em hospital psiquiátrico, a partir do sujeito que vivenciou a experiência da internação. Para alcançar o objetivo proposto, o estudo recorreu ao referencial teóricofilosófico da ontologia fundamental de Martin Heidegger. Participaram da pesquisa quatro sujeitos portadores de transtornos mentais regularmente matriculados em um centro de atenção psicossocial no interior do estado de São Paulo, que aceitaram discorrer sobre a vivência da internação psiquiátrica, como se mostrou a eles, por meio de entrevista semi-dirigida gravada. Para tal, os sujeitos foram convidados a rememorar a experiência de ser internado em hospital psiquiátrico e tecer significações a respeito. A partir da apropriação de elementos do referencial heideggeriano, foi empreendida a Analítica Existencial, que gerou a construção dos Núcleos do Sentido: (a) A mostração do ser-aí no ser-doente-mental; (b) O modo de ser-no-mundo do ser-doente-mental e (c) Ser-no-mundo-cuidado na impessoalidade. Estes núcleos permitiram que a verdade do ser-doente-mental fosse desvelada a partir dele próprio, mediante o entendimento da estrutura do ser-aí (Dasein) proposta por Heidegger, mostrada pelo modo de ocupar-se da internação psiquiátrica. Ao emergir o ser-cuidado-no-mundo-com-o-outro, foi possível delinear o sentido de ser internado em hospital psiquiátrico, cerne da compreensão ontológica da vivência da internação psiquiátrica. / Brazilian Mental Health field has being conducted to building community psychiatric attention services, as possibility to substitute manicomial thinking for rescue of mental patients social-relational abilities, through psicossocial rehabilitee, by interdisciplinary approach. However, psychiatric experience show us that mental patient has kept himself passing through community services and psychiatric hospital, being marked, until today, by disciplinarization, violence and privation forced by hospitable institution. By this meaning, the studys objective was apprehending the meaning of being hospitalized at psychiatric hospital, passing through person that has lived the hospitalizations experience. To reach the objective proposed, the study made use of fundamental ontology of Martin Heidegger theory-philosophic referential. Took part in the search four people that have mental disease, regularly registered in a psicossocial attention service in interior of São Paulo, that accepted talk about psychiatric hospitalization live, like it showed to them, through a semi directed interview that was registered by recorder. For that, people were invited to remember the experience of being hospitalized at psychiatric hospital and weave meanings about that. Through elements by heideggerian referential appropriating, it was applied Existential Analytics, that generated the construction of Meanings Nucleus: (a) Being there showing through mental-patient-being; (b) being-in-world way of mental-patient-being, and (c) Beingcare- in-world by impersonality. These nucleuses revealed the truth of mental-patientbeing by himself, passing by the thinking about Being There structure proposed by Heidegger, that was showed in the way of devote oneself to psychiatric hospitalization. To emerge being-care-in-world-with-other, it was possible to define the meaning of being hospitalized at psychiatric hospital, focal point of ontological comprehension about psychiatric hospitalization live.
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Grupo de psicoeducação e suas implicações no cotidiano de portadores de transtorno afetivo bipolar / Psychoeducation Group and its implications in the daily lives of people with Bipolar Affective Disorder.

Menezes, Sarita Lopes 01 December 2009 (has links)
O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), conhecido por sua cronicidade, complexidade e altos índices de morbidade e mortalidade, é uma das principais causas de incapacitação no mundo, gerando um impacto significativo na qualidade de vida dos portadores, bem como uma grande carga para a família e a sociedade em geral. Há evidências crescentes de que o curso desse transtorno pode ser modificado por abordagens psicoterápicas, tais como a psicoeducação, que promove o aumento do funcionamento social e ocupacional, bem como da capacidade de manejarem situações estressantes. Assim, o objetivo deste trabalho foi identificar as implicações do grupo de psicoeducação no cotidiano dos portadores de Transtorno Afetivo Bipolar. Para tanto, optamos pelo estudo de natureza qualitativa, do tipo Estudo de Caso. Foram incluídos neste estudo doze sujeitos portadores de TAB que tiveram pelo menos seis participações no Grupo de Psicoeducação desenvolvido na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Para coleta de dados foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, gravadas, transcritas na íntegra pela própria pesquisadora e, posteriormente trabalhadas por meio da Análise Temática. Os resultados apontaram para as conseqüências do TAB na vida das pessoas no que se refere às modificações da rotina, ao desejo de encontrar a causa de todo o sofrimento, ao preconceito sofrido dentro e fora da família, ao sentimento de culpa vivenciado pelo portador, bem como à influência nos relacionamentos interpessoais, nos estudos e no trabalho. Além disso, ao vivenciar o tratamento, é o notório o histórico de não adesão, as experiências negativas em relação a algumas formas de tratamento, a supervalorização do tratamento medicamentoso, o forte desejo de cura e a busca de outras formas de ajuda. Quanto às implicações do grupo de psicoeducação no cotidiano de portadores de TAB, este estudo demonstrou que tal experiência grupal favoreceu a aquisição de conhecimento sobre o TAB; a conscientização da doença e adesão ao tratamento; a realização de mudanças positivas na vida; a possibilidade de ajudarem outros portadores a se beneficiarem do aprendizado construído no grupo; a descoberta de outras realidades e estratégias de enfrentamento, obtidas por meio da troca de experiências entre os participantes; o desejo de ampliarem as possibilidades de acesso à informação pela comunidade.Compreender a percepção desses indivíduos sobre a influência do grupo no dia a dia deles favorecerá o enriquecimento deste programa de extensão à comunidade e, assim, contribuir para a prática em saúde mental neste momento de transformações e construção do paradigma psicossocial. / The Bipolar Affective Disorder (BD), known for its chronicity, complexity and high levels of morbidity and mortality, is one of the main causes of incapability in the world, generating a significant impact in the sick people\'s lives, as well as a great burden to the family and to the society in general. There are increasingly evidences that this disorder course can be changed by psychoterapic approaches, such as the psychoeducation, that promotes the increase of the occupational and social functioning, as well as the capacity to deal with stressful situations. Therefore, this study aim was to indentisy the implications of the psychoeducation group in the daily lives of the people with Bipolar Affective Disorder. For this, we opted for a qualitative nature study, like Case Study. Twelve people with Bipolar Affective Disorder, who attended the Psychoeducation Group developed in the Medicine University at São José do Rio Preto (FAMERP), were included in this study. In order to collect the data, some semi-structered, recorded interviews, whole transcripted by the researcher, were made and later on they were considered by means Subject Matter Analysis. The results pointed to the consequences of the BD in people\'s lives related to the routine change, the hope to find the cause of all the suffering, the prejudice suffered inside and outside the family, the guilt feeling the sick ones have, as well as the influence in the interpersonal relationships, in the study and in the job. Besides it, as they live the treatment, it is notorious the not adherence historic, the negative experiences related to some ways of help, the overestimation of the medicine treatment, the strong hope of cure and the search for other kinds of help. Related to the implications of the psychoeducation group in the daily life of people with BD, this study showed that such group experience favored the acquisition of knowledge about BD; the sickness awareness and adherence to the treatment; the fulfillment of positive changes in life, the possibility to help other sick people and benefit from the learning built in the group; the discovery of other realities and facing strtategies, obtained by means of experience exchanges among the participants; the hope to extend the possibilities to access information by means of the community. Comprehending these subjects perceptions on the group influence in their daily lives will favor the enrichment of this program focused on the community and then contribute to the mental health practice at this moment of transformations and building of a psychosocial paradigm.
806

Critérios utilizados por trabalhadores para a inclusão de adolescentes em serviços públicos de saúde mental / Criterions used by workers for the inclusion of adolescents in public mental health

Gomes, Natalia Areias 22 September 2009 (has links)
O objetivo do presente trabalho foi o de compreender a natureza dos critérios que norteiam a inclusão de adolescentes em serviços de atenção à saúde mental do sistema público de saúde. Para tanto o conceito de saúde mental foi contextualizado assim como suas perspectivas no campo da saúde pública enquanto modelo de atenção disponível à população e as principais mudanças em processo a partir da década de 70 com a reforma psiquiátrica. Em seguida foi apresentado um exame das particularidades da saúde mental do adolescente e as características das políticas e dos modelos de atenção previstos para atender a suas necessidades. A idéia que orientou a investigação quanto ao acesso de adolescentes aos serviços de saúde mental se pauta principalmente no papel do trabalhador incumbido de decidir sobre seu destino na instituição e na prática do acolhimento enquanto forma singular de receber, compreender e relacionar-se com a clientela. Foram realizadas entrevistas semi-dirigidas com 28 trabalhadores que atuam na inclusão de novos usuários nos serviços de atenção à saúde mental para adolescentes no município de São Paulo (especificamente na região oeste, que compreende os distritos de saúde Butantã, Lapa e Pinheiros), sendo posteriormente submetidas à análise de discurso. Percebe-se pelo discurso dos trabalhadores que os critérios de inclusão no serviço são complexos e na maior parte das vezes causam dúvida quanto a sua indicação precisa. Em meio ao processo de decisão destacam-se os meios técnicos que o trabalhador possui para a eficácia de sua prática e para a estruturação subjetiva frente ao seu trabalho, tendo em vista que tais aspectos permitem maior ou menor abertura às inúmeras possibilidades de queixas que possam surgir como demanda ao serviço em que trabalha. Também se observam dificuldades no emprego da estratégia do acolhimento como prática de recepção por sua característica de imprevisibilidade que propõe atender à demanda no momento em que ela é sentida como urgente pelo usuário, fugindo à lógica da triagem agendada e das filas de espera. Quanto às questões referidas como principais critérios de inclusão destacam-se as urgências (e seus maiores representantes são os casos de tentativa de suicídio), a relação com as instituições que fazem o encaminhamento, as características e condições do serviço, a gravidade do caso e a organização da rede de atenção. Uma vez evidenciados os principais aspectos envolvidos na decisão do trabalhador sobre a inclusão do adolescente no serviço, discutiu-se, finalmente, um possível desencontro entre a lógica do adolescente e a lógica de funcionamento das instituições de saúde, o que muitas vezes impossibilita o reconhecimento dos serviços de saúde mental por parte dos adolescentes como recursos possíveis aos quais possam recorrer em caso de necessidade, gerando inclusive a escassez da procura / The aim of this involved study was to understand the nature of the criterions governing the inclusion of adolescents in care services to mental health of the public health system. Thus the concept of mental health was contextualized and its prospects in the field of public health as a model of available care to the population and the main changes in process from the 70s with the psychiatric reform. Afterwards was reported a special screening of mental health of adolescents and the characteristics of politics and models of predict care to attend their needs. The idea that guided the research on the access of adolescents to mental health services is based mainly on the role of the worker responsible for deciding on their fate in the institution and practice of the reception as a singular way to receive, understand and relate to the costumer. It was performed semi-directed interviews with 28 employees that work in the inclusion of the new service users in mental health care for adolescents in São Paulo municipality (specifically in the western region , which comprises the districts of health Butantã, Lapa and Pinheiros), and then subsequently subjected to analysis of speech. It is perceived by the speech of employees that the criterions for inclusion in service are complex and most often cause doubt as to its precise indication. Amid the process of decision there are technical means that the employee has to the effectiveness of their practice and the subjective structuring front of your work, in order to allow bigger or smaller opening to endless possibilities of complaints that may appear as demand to the service that they work. Also observed difficulties in the employment strategy of the reception as a practice for approval by its characteristic unpredictability which proposes to attend the demand at the moment it is perceived as urgent by the user, running the logic of the scheduled screening and the waiting lines. The questions referred to as main criterions for inclusion in the emergency stand out (and their representatives are more cases of suicide attempt), the relationship with institutions that do the routing, the characteristics, and conditions of service, the severity of the case and organization of the network of care. Once highlighted the main aspects of the worker involved in the decision of the inclusion of the adolescents in the service, is discussed, finally, a possible mismatch between the logic of the adolescents and the logic of the functioning of health institutions which often impossibilities the recognition of mental health service by the adolescents as possible resources to which to use in case of need, including creating a shortage of demand
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Familiares cuidadores de usuários de serviço de saúde mental: sobrecarga e satisfação com serviço / Family caregivers of mental health service users: burned and satisfaction towards the service.

Santos, Ana Flávia de Oliveira 10 December 2010 (has links)
Familiares cuidadores de usuários de serviço de saúde mental têm sido chamados a participar cada vez mais ativamente como provedores de suporte e cuidados às pessoas em situação de sofrimento mental. Neste contexto, a avaliação do serviço mostra-se central em se considerando a mudança de paradigma na assistência em saúde mental. O presente estudo objetivou avaliar a sobrecarga e a satisfação com o serviço de familiares cuidadores de pessoa em sofrimento mental, verificando sua relação com estresse, estressores do cuidado, qualidade de vida e enfrentamento. Participaram 54 familiares de usuários que frequentavam um serviço substitutivo de saúde mental em cuidado intensivo e semi-intensivo de uma cidade de médio porte do interior paulista. Os instrumentos utilizados foram: Escala de Sobrecarga dos Familiares de Pacientes Psiquiátricos (FBIS-Br); Escala de Avaliação da Satisfação dos Familiares em Serviços de Saúde Mental (SATIS-Br); Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL); Inventário de Estratégias de Coping de Folkman e Lazarus; Escala de Qualidade de Vida versão abreviada (WHOQOL-Bref) e Roteiro Complementar. Os dados foram tratados por meio de estatística não-paramétrica e se adotou valor p<=0,05. Verificaram-se moderada sobrecarga objetiva e de moderada a elevada sobrecarga subjetiva. Entre participantes com estresse, foi maior a sobrecarga objetiva (p=0,000) e subjetiva (p=0,04). As mulheres apresentaram maior sobrecarga objetiva devido à supervisão aos comportamentos problemáticos comparativamente aos homens (p=0,04). Foi encontrada maior sobrecarga objetiva entre participantes cujos usuários possuíam o diagnóstico de esquizofrenia (p=0,01). Verificou-se correlação positiva entre sobrecarga objetiva devido à assistência na vida cotidiana e tempo de diagnóstico (p=0,01) e tempo de tratamento (p=0,03). Observou-se correlação negativa entre sobrecarga objetiva e os domínios físico (p=0,04) e social (p=0,03) da qualidade de vida. Foi encontrada correlação positiva entre sobrecarga subjetiva e uso da estratégia de resolução de problemas (p=0,05). Em sua maioria, os cuidadores encontraram-se satisfeitos com o serviço frequentado pelo usuário. Verificou-se correlação negativa entre satisfação com resultado do tratamento e idade do usuário (p=0,006). Observou-se correlação negativa entre sobrecarga objetiva e satisfação com serviço (p=0,05). Dados descritivos apontaram para baixa participação do familiar cuidador no serviço e no tratamento do usuário. Concluiu-se que os familiares cuidadores apresentaram dificuldades no cuidado ao usuário. A sobrecarga apresentou impacto negativo na qualidade de vida dos participantes. O serviço de saúde mental não foi avaliado como possuindo recursos de alívio à sobrecarga do cuidador. Os dados apontam para a necessidade de maior articulação entre serviço substitutivo em saúde mental e rede básica, bem como elaboração e desenvolvimento de programas de intervenção que possam ajudar esses cuidadores no que diz respeito ao cuidado ao usuário e ao manejo de situações estressantes. (FAPESP). / Family caregivers of mental health service users have been called on to participate more actively in providing support and care to people with mental suffering. In this setting, service evaluation becomes central, considering the paradigm change that is taking place in mental health care. The goal of the present study was to evaluate family caregivers of individuals with mental suffering in terms of their overload and satisfaction towards the service, analyzing the relationship with stress, care stressors, quality of life, and coping. Participants were 54 relatives of individuals who attended a substitutive mental health service for intensive and semi-intensive care in a medium sized city in the state of Sao Paulo. The following instruments were used: Family Burden Interview Scale for Relatives of Psychiatric Patients (FBIS-Br); Satisfaction Assessment Scale for Relatives of Psychiatric Patients (SATIS-Br); Lipp\'s Inventory of Stress Symptoms for Adults (ISSL); Coping Strategy Inventory by Folkman and Lazarus; Quality of Life Scale, shorter version (WHOQOL-Bref) and a Complementary Script. Data were treated using non-parametric statistics and considering p<=0.05. It was found that objective burden was moderate and subjective burden was moderate to high. Participants with stress had higher objective (p=0.000) and subjective (p=0.04) burdens. Objective burden was greater among women, because of the supervision of problematic behaviors, compared to men (p=0.04). Participants who were caregivers of users diagnosed with schizophrenia showed greater objective burden (p=0.01). A positive correlation was found between objective burden due to everyday life care and time of diagnosis (p=0.01) and time of treatment (p=0.03). A negative correlation was observed between objective burden and the physical (p=004) and social (p=0.03) domains of quality of life. A positive correlation was found between subjective burden and using the problem solving strategy (p=0.05). Most caregivers were satisfied with the service attended by the user. A negative correlation was observed between satisfaction towards the treatment outcome and user\'s age (p=0.006). There was also a negative correlation between objective burden and satisfaction towards the service (p=0.05). Descriptive data pointed at the poor participation of family caregivers in the service and in the treatment of the user. In conclusion, family caregivers face difficulties in providing care to the user. The burden had a negative impact on the participants\' quality of life. The mental health service did not have resources to relieve caregiver burden. The data show that there is a need to improve the articulation between substitutive mental health services and the primary care level, as well as to design and develop intervention programs that could help those caregivers in terms of providing care to users and managing stressful situations. (FAPESP).
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O perfil das crianças e adolescentes usuários de álcool e/ou outras drogas atendidas em um pronto socorro e a percepção da equipe de enfermagem sobre o processo de trabalho nesta unidade / The profile of children and adolescents use alcohol and/or drug treated at an emergency department and the perception of the nursing staff on the process of working on this unit

Macedo, Maraiza Mitie de 17 September 2014 (has links)
A principal causa dos atendimentos psiquiátricos de emergência às crianças e adolescentes é o comportamento agressivo, presente inclusive no abuso/ intoxicação por drogas. As unidades de emergência que atendem esta clientela lidam com o imediatismo das situações de saúde, somados às dificuldades inerentes ao manejo das questões relacionadas ao uso de substâncias e a complexidade do processo de trabalho para esta demanda neste setor. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar os atendimentos de emergência psiquiátrica às crianças e adolescentes com transtornos pelo uso de substâncias, analisando os aspectos operacionais e emocionais relacionados ao trabalho da equipe de enfermagem no cuidado a esta clientela, no Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas de Marília no período de 2000 a 2011. Trata-se de um estudo na combinação das abordagens quantitativa e qualitativa, dividido em duas fases, cuja primeira foi quantitativa, com um estudo transversal, descritivo exploratório a partir de dados secundários referentes aos atendimentos de emergência psiquiátrica relacionados ao uso de substâncias para menores de 18 anos. A segunda fase foi qualitativa, também transversal, descritiva e exploratória na qual foi utilizada a técnica de entrevista semiestruturada para a coleta de dados. Foram realizados 4.198 atendimentos de emergência psiquiátrica para crianças e adolescentes, 1.010 foram por problemas relacionados ao uso de álcool e/ou outras drogas, sendo o ano de 2011 o que mais registrou atendimentos. A idade prevalente foi dos 10 aos 17 anos, com predomínio dos 16 anos de idade, da cor branca, cursando o Ensino Fundamental, religião católica e predomínio do consumo de múltiplas drogas. Dentre os profissionais de enfermagem que lidam com esta demanda, participaram das entrevistas 6 enfermeiros e 25 auxiliares de enfermagem. Para a maioria dos participantes, não há diferença entre o atendimento de crianças e adolescentes com adultos, quando há, justificam pelas emoções e sentimentos que esta clientela desperta. O acolhimento se dá com contenção física e química e consulta médica. Os saberes especificados foram o conhecimento teórico/prático, ética profissional e habilidade de comunicação. Foram citadas tecnologias leve-duras, como agilidade, postura firme, observação e atenção. Já as tecnologias leves foram citadas a abertura para diálogo, paciência, discernimento, afetividade, discrição e humanização. Identificaram-se também desafios para a realização destes atendimentos, como a carência de melhorias nos aspectos físico-estruturais e da própria organização do processo de trabalho, a falta de privacidade para o atendimento, o número reduzido de profissionais de enfermagem e a falta de treinamento/capacitação. Foi citada uma sala específica da psiquiatria e também o próprio corredor, como locais de atendimento. Conclui-se que os resultados do presente estudo contribuem com o contexto das políticas e práticas em saúde relacionadas ao uso de substâncias, pois fornece um panorama sobre a emergência desta problemática entre os adolescentes. Considerando o papel central da enfermagem nestes setores, os resultados possibilitarão uma reflexão crítica sobre a sua responsabilização em relação às possíveis atividades preventivas, a adequação do cuidado de enfermagem a essa clientela e, sobretudo sua responsabilidade em relação ao desfecho destes atendimentos / The main cause of psychiatric emergency care to children and adolescents is aggressive behavior, even in this abuse/drug intoxication. Emergency department that serve these clients deal with the immediacy of health situation, added to the difficulties inherent in the management of related to substance use issues and the complexity of the work process for this demand in this sector. The present study aimed to characterize the psychiatric emergency room visits for children and adolescents with substance use disorders by analyzing the operational and emotional aspects related to the work of the nursing staff in caring for these clients in the Emergency Room of the Hospital das Clinicas Marília in the period 2000-2011. This is a study on the combination of quantitative and qualitative approaches, divided into two phases, the first was quantitative, with a cross-sectional study, exploratory descriptive from secondary data relating to emergency treatment psychiatric related to substance use for children under 18 years. The second phase was qualitative, also cross sectional, descriptive and exploratory technique in which semi-structured interviews for data collection was used. 4,198 psychiatric emergency calls were made for children and teenagers, 1,010 were for problems related to alcohol and/or other drugs, and the year 2011 which recorded more visits. The prevalent age was 10 to 17 years, with predominance of the 16-year-old, white color, attending elementary school, Catholic religion and prevalence of polydrug use. Among the nurses who deal with this demand, participated in the interviews 6 nurses and 25 nursing assistants. For most participants, there is no difference between caring for children and adolescents with adults, when there justify the emotions and feelings this arouses clientele. The host is with physical restraint and chemical and medical consultation. The knowledge specified were the theoretical/practical knowledge, professional ethics and communication skills. Soft-hard technologies, such as agility, firm stance, observation and attention were mentioned. Have light technologies were cited openness to dialogue, patience, understanding, affection, discretion and humanization. We identified also challenges to achieving these cases, as the lack of improvements in physical and structural aspects of the organization of the work process, the lack of privacy for the service, the small number of nurses and lack of training/training. A specific room of psychiatry and the hall itself was also cited as areas of care. We conclude that the results of this study contribute to the context of policies and health practices related to substance use it provides an overview of the emergence of this problem among teenagers. Given the central role of nursing in these sectors, the results allow for a critical reflection on its accountability to possible preventive activities, the adequacy of nursing care to these clients and especially their responsibility in relation to the outcome of these consultations
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Agravos à saúde mental dos homens envolvidos em situações de violência / Mental suffering among men involved in violence situations

Albuquerque, Fernando Pessoa de 27 June 2012 (has links)
Há poucos estudos sobre saúde mental masculina, em especial quando a temática é a violência. Os trabalhos sobre homens e violência sofrida destacam eventos fatais, oferecendo pouca visibilidade à violência não fatal. No presente estudo, analisou-se a associação entre esses dois eventos, cuja relação é pouco explorada. Metodologicamente, realizou-se um estudo transversal, com 477 usuários masculinos de serviços de atenção primária, de 18 a 60 anos. A seleção amostral foi do tipo consecutivo, por ordem de chegada em dois serviços de atenção primária na cidade de São Paulo. Foram coletadas características sócio-demográficas, de saúde e relatos de experiência de violência sofrida ao longo da vida (adulta, na adolescência e/ou na infância) e de violência testemunhada na infância. Também foram coletadas informações sobre uso do serviço de saúde mental e/ou queixas/diagnósticos psicológicos em consulta da clínica médica, por meio de leitura de prontuários médicos, para categorização da variável dependente sofrimento mental. As variáveis foram descritas por frequências e proporções, apresentando 29,4% (140) de homens com sofrimento mental. Dentre esses homens, 45,7% sofreram violência física e/ou sexual mais de uma vez na vida. Em relação à violência sofrida na infância e/ou adolescência, metade dos homens com sofrimento mental havia tido algum episódio de violência psicológica, física e/ou sexual antes dos 18 anos. E 61,4% dos homens haviam perpetrado algum tipo de violência além de sofrê-la durante a vida. Por meio de análise multivariada desenvolveram-se três modelos de Poisson com variância robusta do tipo confirmatório, ajustados pelas variáveis sócio-demográficas, testemunho de violência na infância e uso de substância psicoativa. No modelo I, sofrimento mental foi significativamente associado apenas com sofrer violência física e/ou sexual recorrente. (RP:1,75; IC95%:1,13-2,72), já que a violência em episódio único perdeu a significância após a inclusão da variável de uso de substância psicoativa. No modelo II, o mesmo desfecho esteve associado a sofrer violência antes dos 18 anos, sendo que sofrer violência na infância e/ou adolescência aumenta o risco de sofrimento mental na vida adulta em 1,93 vezes (IC95% 1,25-3,00), e sofrer qualquer tipo de violência apenas na vida adulta não se mostrou associado a sofrimento mental. No modelo III, a exposição a sofrer e perpetrar violência foi associado a sofrimento mental, enquanto apenas sofrer ou apenas perpetrar não mostraram significância estatística. Em todos os modelos, o uso de substância psicoativa representou uma importante variável de ajuste. Conclui-se que há importante relação entre sofrimento mental e sofrer violência, e a ocorrência desses episódios nos primeiros anos de vida podem provocar agravos à saúde mental na vida adulta, chegando a ter associação com 61,4% desses agravos. Tal relação, já salientada nos estudos com mulheres, é relevante também para a saúde dos homens, chamando a atenção para a igual necessidade da identificação nos serviços de saúde de situações de violência experimentadas pela população masculina, bem como maior atenção aos agravos em saúde mental nessa população / There are few studies about mens mental health, particularly when the theme is violence. The studies on men and suffered violence highlight fatal events, providing poor visibility to non-fatal violence. In this study, it was analyzed the association between these two events, which relation is little explored. It was performed methodologically a cross sectional study, with 477 men using primary care services, aged from 18 to 60 years. The screening was consecutive, in order of arrival in two primary care services in the city of São Paulo. Social-demographic, health characteristics and reports of experience of violence suffered over lifetime (adult life, adolescence and/or childhood) and of violence witnessed during childhood were collected. It was also collected information on the usage of mental health service and/or psychological complaints/diagnoses during consultation at medical clinics by reading medical records, for categorization of the dependent variable mental suffering. The variables were described per frequency and proportions, showing 29.4% (140) of men with mental suffering. Among these men, 45.7% have suffered physical and/or sexual violence more than once in life. Regarding the violence suffered during childhood and/or adolescence, half of the men showing mental suffering had suffered some episode of psychological, physical and/or sexual violence before the 18 years of age. And 61.4% of them had perpetrated some type of violence besides suffering it during lifetime. Using multivariate analysis, three confirmatory Poisson models with robust variance of were developed, adjusted by variables of social-demographic, witness of violence during childhood and usage of psychoactive substance. In the Model I, mental suffering was significantly associated only to suffering recurrent physical and/or sexual violence. (PR:1.75;95%CI:1.13-2.72), since violence in only episode lost significance after inclusion of the variable of psychoactive substance usage. In the Model II, the same outcome had been associated to suffering violence before the 18 years of age, considering that suffering violence during childhood and/or adolescence increases the risk of mental suffering in adult life by 1.93 times, (95%CI:1.25-3.00), and suffering any type of violence only in the adult life was not observed to be associated to mental suffering. In the Model III, suffering and perpetrating violence was associated to mental suffering, while suffering only or perpetrating only did not show statistical significance. In all the models, psychoactive substance usage represented an important adjustment variable. This study came to the conclusion that there is an important relation between mental suffering and suffering violence, and the occurrence of these episodes during the early years of life can cause adverse effects to mental health in adult life, being associated to up to 61,4% of these aggravations. Such relation, already highlighted in studies with women, is also relevant for mens health, drawing attention to the similar need of identification in the health services for situations of violence experimented by the male population, as well as greater attention to the aggravations on mental health in such population
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Sentidos construídos acerca do relacionamento de filhos com mães diagnosticadas com um transtorno mental: entre recursos e déficits / Meanings made about relationship of children and mothers diagnosed with a mental illness: in between resources and deficits.

Palacio, Marilia Belfiore 29 August 2014 (has links)
O cuidado em saúde mental no Brasil tem passado por muitas transformações, sobretudo a partir dos movimentos que deram início à reforma psiquiátrica brasileira. Entre estas transformações, destaca-se a crescente valorização dada pelas políticas e práticas de saúde à necessidade de maior participação da família no tratamento do doente mental. No entanto, paradoxalmente, acerca da relação mãe-filho, a compreensão de que a convivência com a mãe diagnosticada com doença mental pode ser prejudicial para a vida dos filhos tem tido maior destaque na literatura da área. Este estudo qualitativo teve como objetivo compreender o complexo campo da produção de sentidos sobre relacionamento entre filhos e mães diagnosticadas com um transtorno mental, considerando tanto o discurso científico sobre o tema, como a negociação de sentidos nas práticas discursivas, no cotidiano. De maneira mais específica, buscou-se investigar como filhos de mães diagnosticadas com um transtorno mental significam seu relacionamento e convivência familiar. Foram realizadas oito entrevistas individuais, semi-estruturadas, com filhos(as) maiores de 18 anos de mulheres que fazem tratamento em um serviço de saúde mental em um município de médio porte do interior do estado de São Paulo, diagnosticadas com um transtorno mental, e que já passaram por uma internação psiquiátrica. As entrevistas foram gravadas em áudio e transcritas literalmente e na íntegra. Além disso, durante todo o processo de inserção no campo, foram feitas notas de campo com as descrições e impressões da pesquisadora. Dessa forma, o corpus da pesquisa foi constituído por esses registros e pelas transcrições das entrevistas. A pesquisa foi elaborada com base nas contribuições do movimento construcionista social em Psicologia, sobretudo considerando a pesquisa como processo dialógico, em que a participação do pesquisador e sua reflexividade perante o campo e o corpus é ressaltada na construção da pesquisa. Assim, a partir desse envolvimento e da produção de sentidos conjunta, discutimos aspectos importantes que nortearam a realização da pesquisa e damos visibilidade para reflexões principais do processo. Além disso, também analisamos a produção de sentidos nas entrevistas em dois eixos de discussão: Sentidos de Doença Mental como Déficit e Sentidos de Recurso da convivência. No primeiro eixo, destacamos momentos em que o Discurso do Déficit atravessou as conversas sobre o relacionamento familiar, isto é, momentos em que a doença mental é compreendida como dificuldade ou falha contida no indivíduo (no caso, na mãe-doente mental). No segundo eixo, destacamos os momentos de convivência nos quais houve a possibilidade de ampliar os sentidos sobre a doença mental, dando visibilidade aos recursos construídos na relação mãe-filho. A discussão aponta para a convivência de ambos nas práticas discursivas. Concluímos que apesar da forte influência do Discurso do Déficit no relacionamento familiar com o doente mental, outras narrativas sobre essa convivência são possíveis, evidenciando os recursos que podem ser produzidos conjuntamente nessa relação. Espera-se que esse trabalho possa contribuir com a construção de práticas no campo da saúde mental, ampliando a reflexão sobre a construção do cuidado, especialmente visando uma maior valorização, apoio e fortalecimento das famílias. / In Brazil, the mental health care has undergone many changes, especially as result of social movements, which started the Brazilian Psychiatric Reform. Among these changes, stand out the increasing importance given the health policies and practices to the need for a greater family involvement in the treatment of the mentally ill. However, paradoxically about the mother-children relation, the understanding that to live together with a mother diagnosed with mentally illness can be harmful to the lives of children has been highlighted. This qualitative study aimed understand the complex field of meanings made on relationship between children and mothers diagnosed with a mental illness, considering both the scientific discourse on the theme, such as the negotiation of meanings in the discursive practices, in everyday life. More specifically, we aimed to investigate how children of mothers diagnosed with a mental illness mean your relationship and family living. For this research, eight individuals and semi- structured interviews were done. The participants were adults (with age 18 or more), who their mothers, diagnosed with a mentally illness, are in treatment in a mental health service. In addition, all of mothers have already had psychiatric hospitalization. The interviews were recorded and they were transcribed literally and in full. Moreover, during all process inside the field, field notes with the researcher descriptions and impressions were written. In this way, the field notes and the interviews transcriptions formed the research corpus. The research was draft based on social constructionist movement in Psychology, especially considering the research as a dialogical process. In this process the participation of researcher and her reflexivity about the field and the corpus had emphasis during all research construction. Thus, with the involvement and joint meaning make, important aspects that guided the research and give visibility to reflections leading the process are discussed. Furthermore, we also divided the meanings constructed in the interviews in two pillars: Meanings of Mental Illness as Deficit and Meanings of Resource. In the first one, the centerpiece was when the DD appeared in the conversations about familiar relationship, in the other words, moments when the illness is understood as a difficulty or a fail inside the person (in the case, the mother with mental illness). In the second one, the focus is in moments of living together, in which there was a possibility to amplify the meanings about mental illness, and in this way, giving visibility to resources constructed in the mother-children relationship. Despite the strong influence of DD in the family relationship with the mentally ill, other narratives about this relation was possible, highlighting the resources produced jointly with adult children of the mother in psychiatric treatment, seeking to strengthen the Family as a care unit. It is expected that this study can contribute to the mental health field, amplifying the reflection about the construction of care in this field, especially towards greater appreciation, support and strengthening of families.

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