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Equinóides expostos a diferentes salinidades e sua caracterização histológica

Resumo: Os celomócitos são células livres presentes nos espaços celômicos, que vagam pelos tecidos e órgãos nos equinodermos. Em equinóides essas células são encontradas entre as células epiteliais dos pés ambulacrais, dos pés branquiais, do reto e da glândula axial. Quando estão dispersas no fluido celômico são coloridas havendo as células vermelhas, verde oliva, marrons, células ciliadas (e que vibram). Essas células podem ser classificadas de acordo com sua forma, tamanho e conteúdo citoplasmático. Há sete tipos de celomócitos descritos: 1) amebócitos fagocíticos, 2) célula esférica branca (célula mórula branca), 3) célula esférica vermelha com grânulos vermelhos (célula mórula vermelha), 4) célula vibrátil, 5) célula cristal, 6) célula progenitora e 7) hemócito. No entanto, ainda ocorrem divergências na literatura no que diz respeito à nomenclatura e funções de cada tipo. Elas são responsáveis pela mediação das respostas imunes através da fagocitose, pela limpeza de materiais estranhos como microorganismos, pelas trocas asosas, pela estocagem de nutrientes, pela produção de componentes do tecido conjuntivo, e também participam do processo de cicatrização por remoção de tecidos mortos, produzem moléculas antimicrobiana, e estão envolvidas na regulação osmótica. Sabe-se que ocorre migração de celomócitos amebócitos do celoma perivisceral para o tecido conjuntivo peristomial e que essa migração é por quimiotaxia. Há poucas referências bibliográficas descrevendo células livres migrando por tecidos. As pesquisas concentram-se na capacidade fagocítica dos celomócitos em experimentos in vitro. Em Echinometra lucunter ficou emonstrado que os pésambulacrais, pés branquiais, reto e glândula axial não são potenciais locais para o descarte de celomócitos carregados com levedura. Isso foi comprovado no presente estudo pela ausência de celomócitos com leveduras assim como a não alteração no número de celomócitos nos tecidos. Os pés ambulacrais, os pés branquiais, o reto e a glândula axial mostraram, nesse estudo, que são tecidos que possuem atividade lisossômica. Essa atividade é maior na glândula axial quando comparada ao pé ambulacral. Essa inédita caracterização mostrou que dentre os tecidos verificados a glândula axial se sobrepõe na atividade de digestão intracelular.

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:dspace.c3sl.ufpr.br:1884/24156
Date18 August 2010
CreatorsSantos-Gouvea, Ivonete Aparecida dos
ContributorsFreire, Carolina Arruda de Oliveira, 1966-, Grotzner, Sonia Regina, Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciencias Biológicas. Programa de Pós-Graduaçao em Biologia Celular e Molecular
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
Formatapplication/pdf
Sourcereponame:Repositório Institucional da UFPR, instname:Universidade Federal do Paraná, instacron:UFPR
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess

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