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Conhecimento, atitude e pratica sobre metodos anticoncepcionais, prevenção de DST/AIDS em adolescentes de escolas publicas e privadas do municipio de São Paulo

Orientador: Lucia Helena Simões da Costa Paiva / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas / Made available in DSpace on 2018-08-04T02:45:47Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2005 / Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar e comparar o conhecimento, atitude e prática sobre métodos anticoncepcionais e prevenção de DST/AIDS em adolescentes de escolas públicas e privadas do Município de São Paulo. Sujeitos e métodos: Realizou-se um estudo de corte transversal, do tipo conhecimento, atitude e prática, com seleção aleatória da amostra, que incluiu 13 escolas públicas e cinco privadas de Ensino Fundamental e Médio do Município de São Paulo. Foram selecionados 1594 adolescentes entre 12 e 19 anos, que responderam um questionário autopreenchido anonimamente contendo cinco seções que contemplavam aspectos sociodemográficos e reprodutivos, conhecimento e uso de métodos anticoncepcionais, adequação do conhecimento sobre métodos anticoncepcionais, conhecimento e adequação do conhecimento sobre métodos de prevenção de DST/AIDS e uso consistente de preservativo masculino. Os questionários foram aplicados em sala de aula sob supervisão da pesquisadora. A análise estatística foi realizada utilizando-se a técnica de conglomerados para avaliar o nível socioeconômico categorizado em alto e baixo. Os testes estatísticos utilizados para comparação das escolas públicas e privadas foram o teste qui-quadrado de Pearson, teste qui-quadrado de Yates ou o qui-quadrado de Fisher, e Wilcoxon-Gehan. A análise por tabela de vida foi utilizada para avaliar as taxas acumuladas de idade de início da atividade sexual. Calcularam-se as razões de prevalência para as variáveis uso de métodos anticoncepcionais, uso consistente de preservativo masculino, conhecimento e adequação do conhecimento sobre métodos anticoncepcionais, conhecimento e adequação do conhecimento sobre métodos de prevenção de DST/AIDS, com a variável tipo de escola. Para verificar os fatores associados ao uso de métodos anticoncepcionais, uso consistente de preservativo masculino, conhecimento adequado sobre métodos anticoncepcionais e conhecimento adequado sobre prevenção de DST/AIDS, utilizou-se a análise de regressão múltipla de Poisson. Resultados: Foram incluídos 1325 adolescentes de escolas públicas e 269 de escolas privadas. A média de idade foi de 15,1 anos nas escolas públicas e 14,7 nas escolas privadas (p<0,002). Cerca de 61% dos adolescentes das escolas privadas e 61,2% das escolas públicas eram do sexo feminino (p>0,05). Houve predomínio de adolescentes do nível socioeconômico alto nas escolas privadas e baixo nas escolas públicas (p<0,001). Cerca de 18,6% dos adolescentes nas escolas privadas e 28,6 % dos adolescentes das escolas públicas tinham atividade sexual (p< 0,002). A mediana de idade à primeira relação sexual foi de 17,5 anos em ambos os tipos de escolas. A prevalência de uso de método anticoncepcional foi de 84% nas escolas privadas e 78,8% nas escolas públicas RP=1,07 IC (0,93-1,22). As principais razões para o não uso de métodos anticoncepcionais foram imprevisibilidade das relações e objeção pessoal ou do parceiro em ambos os tipos de escolas. A religião católica foi o único fator associado ao uso de métodos anticoncepcionais. Os adolescentes das escolas privadas relataram conhecer mais métodos anticoncepcionais que os das escolas públicas. Apenas 25,7% dos adolescentes das escolas públicas e 40,8% das escolas privadas apresentaram escore superior ou igual a cinco RP=1,59 [1,34-1,88], considerado satisfatório. Os fatores associados ao maior nível de conhecimento sobre métodos anticoncepcionais foram sexo feminino, pertencer à escola privada, estar no ensino médio, nível socioeconômico alto, ter relação sexual e maior idade. O uso consistente de preservativo masculino foi de 60% nas escolas privadas e 57,1% nas escolas públicas (p>0,05) e associou-se negativamente ao sexo feminino e ao nível socioeconômico alto. As variáveis associadas ao conhecimento adequado sobre prevenção de DST/AIDS foram sexo feminino, maior escolaridade, escola privada, cor branca e estado marital solteiro. Conclusão: A prevalência de uso de métodos anticoncepcionais foi alta em ambos os tipos de escolas e concentrada basicamente no preservativo masculino e na pílula. O conhecimento foi inadequado em ambas as escolas e associado a variáveis socioeconômicas, questões de gênero, maior idade e início da atividade sexual. O conhecimento sobre prevenção de DST foi adequado, entretanto esse conhecimento não determinou o uso consistente de preservativo masculino. Os resultados encontrados apontam a necessidade de programas nas áreas da saúde, educação e comunicação visando minimizar a vulnerabilidade dos adolescentes tanto de escolas públicas quanto de escolas privadas / Abstract: The aim of this study was to assess and compare knowledge, attitudes and practices relating to contraceptive methods and STD/AIDS prevention among adolescents from public and private schools in São Paulo City, Brazil. Subjects and Methods: A cross-sectional study of knowledge, attitudes and practices was conducted using a randomly selected sample. Thirteen public and 5 private elementary, junior high and high schools in São Paulo City were included. One thousand five hundred and ninety-four adolescents aged between 12 and 19 years were selected to complete an anonymous self-administered questionnaire containing 5 sections. Questions concerned sociodemographic and reproductive characteristics, knowledge and use of contraceptive methods, adequacy of contraceptive knowledge, knowledge/suitability of knowledge about STD/AIDS prevention, and consistent condom use. Questionnaires were distributed in a classroom supervised by the researcher. Cluster analysis was the statistical technique used to evaluate the socioeconomic status of respondents, categorized as high and low. For comparison of public and private schools, the statistical tests performed were Pearson¿s chi-square test, Yates chi-square test or Fisher¿s chi-square test and Wilcoxon-Gehan test. Life table analysis was used to assess the cumulative rates of age at first sexual intercourse. Prevalence ratios were calculated for the following variables: contraceptive use, consistent use of a male condom, knowledge and adequacy of knowledge about contraceptive methods, knowledge and adequacy of knowledge about STD/AIDS prevention, and school system. To confirm factors associated with contraceptive use, consistent use of a male condom, adequate contraceptive knowledge and adequate knowledge about STD/AIDS prevention, Poisson¿s multiple regression analysis was employed. Results: One thousand three hundred and twenty-five adolescents of public schools and 269 adolescents from private schools were included. The mean age was 15.1 years in public schools and 14.7 years in private schools (p<0.002). About 61% of adolescents in private schools and 61.2% of adolescents in public schools were females (p> 0.05). Adolescents of high socioeconomic status predominated in private schools, whereas adolescents of low socioeconomic status predominated in public schools (p< 0.001). About 18.6% of adolescents in private schools and 28.6% of adolescents in public schools were sexually active (p< 0.002). The median age at first sexual intercourse was 17.5 years in both school systems. The prevalence of contraceptive use was 84% in private schools and 78.8% in public schools (PR=1.07 CI [0.93-1.22]). In both school systems, the main reasons for not using contraceptives were unexpected intercourse and refusal of the respondent or the partner. The Catholic religion was the sole factor associated with contraceptive use. Adolescents in private schools reported having more contraceptive knowledge than their counterparts in public schools. Only 25.7% of public school adolescents and 40.8% of private school adolescents scored 5 or more, PR=1.59 [1.34-1.88], which was considered a satisfactory score. Factors associated with greater contraceptive knowledge were: being female, attending a private school, being in junior high and high school, having a high socioeconomic status, being sexually active and being older. Consistent use of a male condom was reported to be 60% in private schools, 57.1% in public schools (p>0.05), and was negatively associated with the female sex and high socioeconomic status. Variables associated with greater STD/AIDS knowledge were female sex, higher education, private school, white race and unmarried status. Conclusion: The prevalence of contraceptive use was high in both school systems and focused primarily on the condom and the pill. Contraceptive knowledge was inadequate in both school systems and was associated with socioeconomic status, gender issues, older age and onset of sexual activity. Knowledge of STD/AIDS prevention was adequate, however it did not determine consistent condom use. Our findings indicate the need to implement health, educational and communications programs to minimize the vulnerability of adolescents in both public and private school systems / Mestrado / Tocoginecologia / Mestre em Tocoginecologia

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:repositorio.unicamp.br:REPOSIP/313021
Date28 February 2005
CreatorsMartins, Laura Bernardi Motta
ContributorsUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, Costa-Paiva, Lucia, Paiva, Lucia Helena Simões da Costa
Publisher[s.n.], Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/masterThesis
Format141p. : il., application/pdf
Sourcereponame:Repositório Institucional da Unicamp, instname:Universidade Estadual de Campinas, instacron:UNICAMP
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess

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