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Velocidade e tédio : o paradoxo da adolescência no mundo contemporâneo /

Orientador: José Sterza Justo / Banca: José Artur Molina / Banca: Cristina Amélia Luzio. / Banca: Lauro Cesar Ibanhes / Banca: Antônio Carlos Barbosa da Silva / Resumo: O mundo hipercinético da atualidade toca profundamente a subjetividade, fazendo emergir na superfície da conduta formas de ser e agir típicas, resultantes de elaborações cognitivas, emocionais e afetivas, que processam a experiência de tal aceleração da vida e ampliação do espaço. Dentre as subjetivações da velocidade, no mundo contemporâneo, destacamos o tédio como uma das principais, ainda que ele esteja sendo confundido com a depressão, por manter com ela uma sintomatologia semelhante, embora seja bem distinto quanto à sua gênese e dinâmica psicológica. Neste trabalho, além das considerações acerca do tédio, na adolescência, há também reflexões a respeito da noção de trauma. O conceito de trauma, que foi tão útil e iluminador em tempos outros, já não possui o mesmo valor heurístico, porque os processos de subjetivação, na atualidade, não carregam, como outrora, as marcas de embates, contradições, conflitos ou choques brutais. O mundo atual não se funda mais na lógica do conflito e do confronto, como ocorreu com a modernidade do século XVIII até o final do século XX, e, apesar de ser um mundo supermovimentado e acelerado, por isso mesmo, potencialmente capaz de produzir colisões, desenvolve mecanismos de ordenação e controle das mobilidades extremamente sofisticados, evitando "acidentes de trânsito", especialmente no plano do trânsito psicológico (emocional, afetivo, dos vínculos e relacionamentos). O mundo que admitia ou até cultuava o sacrifício e o sofrimento cedeu lugar para um mundo que cultua o prazer, a felicidade e a frivolidade da vida. Há uma tendência ao esmaecimento do trauma, para seu deslocamento como experiência fundante do sujeito e do mundo... (Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo) / Abstract: The hyperkinetic world of today deeply touches the subjectivity, bringing out to the surface of the behavior typical forms of acting and being, resulting from cognitive, emotional and affective elaborations, which process the experience of such life and accelerating expansion of the space. Among the subjectivations of speed, in the contemporary world, we point out the boredom as one of the major. Although boredom is being confused with depression, for keeping with it similar symptoms, they are quite different as to their genesis and psychological dynamics. In this work, in addition to considerations about the boredom in adolescence, there are also considerations about the notion of trauma. The concept of trauma, so helpful and enlightening in other times, no longer has the same heuristic value, because the processes of subjectification, at present time, do not carry, as then, marks of struggle, contradictions, conflicts and brutal shock. The world today is no longer on the logic of conflict and confrontation, as it happened with the modernity of the eighteenth century until the late twentieth century. Moreover, despite being a super busy and fast-paced world, therefore, potentially able to produce collisions, develops mechanisms for ordering and control of highly sophisticated mobility, preventing "traffic accidents", especially in terms of psychological traffic (emotional, affective bonds and relationships). The world that worshiped or even admitted sacrifice and suffering has given way to a world that worships... (Complete abstract click electronic access below) / Doutor

Identiferoai:union.ndltd.org:UNESP/oai:www.athena.biblioteca.unesp.br:UEP01-000686886
Date January 2012
CreatorsBuchianeri, Luís Guilherme Coelho.
ContributorsUniversidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciências e Letras (Campus de Assis).
PublisherAssis : [s.n.],
Source SetsUniversidade Estadual Paulista
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typetext
Format119 f.
RelationSistema requerido: Adobe Acrobat Reader

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