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Discursos sobre a civilidade e produção de subjetividades em manuais portugueses dos séculos XVIII-XIX

Orientador: Maria do Rosário Gregolin

Banca: Nilton Milanez

Banca: Vanice Maria de Oliveira Sargentini

Banca: Kátia Menezes de Sousa

Banca: Luzmara Ferreira Curcino

Resumo: Tomando o ponto de vista da Análise de Discurso a partir da reflexão de Michel Foucault e considerando as subjetividades enquanto construções históricas intermediadas pela relação intrínseca das práticas discursivas e as técnicas de si, o objetivo desta pesquisa consiste em analisar o discurso de manuais de civilidade que circularam em Portugal e no Brasil nos séculos XVIII e XIX, a fim de entender seu papel na projeção do sujeito civilizado a partir do processo civilizatório decorrente da instauração da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro, em 1808. A existência e a circulação de uma literatura prescritiva de comportamentos coloca ao sujeito a função de aplicar sobre si um conjunto de técnicas de controle de modo a tornar-se civilizado. Aceitar que subjetividades são forjadas por práticas discursivas, requer analisar o discurso para além dos limites da significação e inseri-lo em uma rede de interconexões com outros dizeres e acontecimentos, na tentativa de compreender "o que faz do sujeito um civilizado". Sendo assim, abre-se a problemática para pensar uma análise do discurso que não esteja às voltas apenas com a constituição dos sentidos, mas que tenha interesse em compreender as subjetividades por meio de uma cartografia da existência. Portanto, com base na leitura de postulados teóricos foucaultianos, este trabalho propõe uma reflexão crítica sobre uma teoria da subjetividade na Análise do Discurso por meio da genealogia das práticas de existência desenvolvida por Michel Foucault. O sujeito ocupa o centro do pensamento da filosofia foucaultiana, e o exercício de compreensão implica olhar para as práticas discursivas, de modo a compreender de que maneira as subjetividades são construídas

Résumé: Considérant les réflexions de Foucault à propos de l'Analyse du Discours et les subjectivités comme des productions historiques médiées par la relation intrinsèque des pratiques discoursives et des techniques du soi, l'objectif de ce travail-là c'est d'analyser le discours de la bienséance et du bon comportement et son rôle dans la projection du sujet civilisé dès le procès de civilisation commencé par l'instauration de la Cour Portugaise au Rio de Janeiro, en 1808. L'existence et la circulation d'une littérature normative de comportements mettent sur le sujet la fonction d'appliquer sur soi-même un ensemble de techniques de contrôle pour devenir civilisé. Pour accepter que les subjectivités sont produites par des pratiques discoursives on doit analyser le discours au-dehors des limitations de la signification, et le placer dans un réseau d'interconnexions avec des autres dits et événements, pour essayer de comprendre « ce que fait du sujet un civilisé ». De cette façon, on crée une problématique autour d'une analyse du discours qui ne s'occupe que des sens, en posant le besoin de comprendre les subjectivités à travers une cartographie de l'existence. On propose ainsi penser une théorie de la subjectivité dans l'Analyse du Discours à travers une généalogie des pratiques d'existence avec la lecture de Michel Foucault. Le sujet occupe le centre de la pensée de la philosophie foucaldienne, et l'exercice de comprehénsion implique regarder les pratiques discoursives, pour comprendre de quelle façon les subjectivités sont-elles produites

Doutor

Identiferoai:union.ndltd.org:UNESP/oai:www.athena.biblioteca.unesp.br:UEP01-000855983
Date2015
CreatorsSantos, Gesiel Prado.
ContributorsUniversidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciências e Letras (Campus de Araraquara).
PublisherAraraquara
Source SetsSao Paulo State University, Sao Paulo - Brazil.
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typetext
Format218 f. :
RelationSistema requerido: Adobe Acrobat Reader

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