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Naufrágio e ressurreição da imagem : a fotografia de Aylan Kurdi inquieta o imaginário contemporâneoRodrigues, Anna Cristina de Araújo 22 February 2018 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Comunicação, Programa de Pós-Graduação em Comunicação, 2018. / Submitted by Robson Amaral (robsonamaral@bce.unb.br) on 2018-05-14T17:41:35Z
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Previous issue date: 2018-05-14 / A fotografia de Aylan Kurdi, menino sírio de 3 anos de idade morto numa praia da Turquia em 2 de setembro de 2015, chocou o mundo e tornou-se símbolo da atual crise migratória que tem gerado milhões de refugiados. Essa fotografia inspirou um movimento artístico nas redes sociais digitais que reproduziu, em forma de ilustrações, a imagem de Aylan morto na praia e transformou o tema “refugiados” em um dos assuntos mais discutidos na internet em 2015. Trouxe também mais uma vez a discussão sobre o poder transformador da imagem, sobretudo da fotografia icônica. Propõe-se discutir o suposto estatuto transformador da imagem e identificar os elementos presentes na fotografia de Aylan Kurdi responsáveis por inquietar o mundo em favor e contra os refugiados, bem como as características de uma sociedade em que as tecnologias digitais criam condições para que os indivíduos atuem ativamente na propagação de conteúdos, alterando irreversivelmente a forma como nos comunicamos.Por meio de leitura de imagem, do estudo do imaginário e da sociedade em rede, e com uso de metodologia qualitativa, procedeu-se à análise das reproduções artísticas da fotografia de Aylan, sustentada em teóricos dos campos estudados. A pesquisa recuperou a trajetória da imagem e do imaginário no Ocidente e localizou no tempo e no espaço o drama dos refugiados, com destaque para a guerra civil na Síria, bem como associou tais aspectos à emergência da sociedade em rede e das tecnologias digitais que põe em xeque as formas tradicionais de exercício do poder, uma vez que esse exercício depende do controle da comunicação. Constatou que a imagem em estudo inquietou indivíduos e grupos, gerou iniciativas empáticas transitórias em defesa dos refugiados, mas divide a opinião de estudiosos do tema sobre seu poder transformador. Concluiu que a sociedade digital nos obriga a rever o conhecimento construído ao longo dos últimos séculos, considerando que vivemos em contexto radicalmente diferente, o que exige mais que a histórica iconoclastia e a desconfiança quanto ao poder da imagem. / A fotografia de Aylan Kurdi, menino sírio de 3 anos de idade morto numa praia da Turquia em 2 de setembro de 2015, chocou o mundo e tornou-se símbolo da atual crise migratória que tem gerado milhões de refugiados. Essa fotografia inspirou um movimento artístico nas redes sociais digitais que reproduziu, em forma de ilustrações, a imagem de Aylan morto na praia e transformou o tema “refugiados” em um dos assuntos mais discutidos na internet em 2015. Trouxe também mais uma vez a discussão sobre o poder transformador da imagem, sobretudo da fotografia icônica. Propõe-se discutir o suposto estatuto transformador da imagem e identificar os elementos presentes na fotografia de Aylan Kurdi responsáveis por inquietar o mundo em favor e contra os refugiados, bem como as características de uma sociedade em que as tecnologias digitais criam condições para que os indivíduos atuem ativamente na propagação de conteúdos, alterando irreversivelmente a forma como nos comunicamos.Por meio de leitura de imagem, do estudo do imaginário e da sociedade em rede, e com uso de metodologia qualitativa, procedeu-se à análise das reproduções artísticas da fotografia de Aylan, sustentada em teóricos dos campos estudados. A pesquisa recuperou a trajetória da imagem e do imaginário no Ocidente e localizou no tempo e no espaço o drama dos refugiados, com destaque para a guerra civil na Síria, bem como associou tais aspectos à emergência da sociedade em rede e das tecnologias digitais que põe em xeque as formas tradicionais de exercício do poder, uma vez que esse exercício depende do controle da comunicação. Constatou que a imagem em estudo inquietou indivíduos e grupos, gerou iniciativas empáticas transitórias em defesa dos refugiados, mas divide a opinião de estudiosos do tema sobre seu poder transformador. Concluiu que a sociedade digital nos obriga a rever o conhecimento construído ao longo dos últimos séculos, considerando que vivemos em contexto radicalmente diferente, o que exige mais que a histórica iconoclastia e a desconfiança quanto ao poder da imagem.
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