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O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-GaúchaSILVA, Maria Helena Nunes da 19 July 1999 (has links)
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Previous issue date: 1999-07-19 / O negro, mantido em posição inferior pela sociedade branca rio-grandense, conseguiu assegurar espaços de resistência e de manutenção de sua história e de sua cultura, que se manifestam especialmente nas suas representações religiosas. O objeto deste estudo é abordar a história de vida desse importante representante da cultura e religião afro-gaúcha conhecido como "Príncipe Custódio" - que mesmo pertencendo a grupos considerado excluídos da sociedade gaúcha, desempenhou, junto a ela um importante papel. Neste trabalho, enfocamos a História do Benin, na Nigéria, para apreendermos que dela - frente à novas condições sócio-políticas e econômicas - será trazido para o Brasil. Isso nos permitiu uma visão parcial, porém importante, sobre o imperialismo britânico na África Ocidental, Nigéria, e suas consequências mais diretas na vida e expulsão de um personagem que provavelmente foi para o reino de Benin, mas que o colonialismo fez desembarcar no Estado do Rio Grande do Sul, e lá construir uma outra história. Este trabalho apresenta uma descrição e análise de aspectos da cultura e da política no Rio Grande do Sul. Tal abordagem se constitui, especificamente, no que se refere à íntima vinculação existente entre a vida política rio-grandense e as expressões religiosas da etnia negra durante a época em que viveu Custódio. Nesta investigação procuramos tratar Custódio como uma figura emblemática, associada à emergência e à formação do campo religioso afro-gaúcho, e que hoje ocupa um importante espaço na memória e no imaginário de determinados grupos da sociedade rio-grandense. Investigando a trajetória de vida do "Príncipe" Custódio Joaquim Almeida, conhecedor dos mistérios e segredos do saber mágico-religioso, verificamos a sua influência para a conquista de um melhor espaço para o negro e a religião afro-gaúcha. Além disso, ver-se-á que, num momento preciso da história do Rio Grande do Sul, o "Príncipe" manteve importantes relações com a elite política rio-grandense do início do século. O papel desempenhado por Custódio junto à elite política rio-grandense foi importante para as religiões afro-gaúchas, na medida em que permitiu que estes grupos se afirmassem na sociedade gaúcha, passando a ocupar, pouco a pouco, um espaço junto às estruturas sociais representativas da sociedade. Assim, tratamos Custódio Joaquim Almeida, conhecido como o "Príncipe Africano", neste trabalho, enquanto personagem e enquanto mito, reatualizado nos dias atuais através da cultura e da memória; cristalizado num discurso africanista que se fundamenta num mito passado. O "Príncipe Custódio" é, até o momento, uma incógnita e uma figura polêmica na história das religiões afro-gaúchas. Por esta razão, estamos trazendo à tona fatos de sua história de vida e sua influência nos bastidores das política positivista do princípio do século XX, no Rio Grande do Sul.
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