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Da estrutura de expressões nominais quantificadas em posição de tópico

Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Classicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2007. / Submitted by Luis Felipe Souza (luis_felas@globo.com) on 2008-11-12T18:40:43Z
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Dissertacao_2007_AnaCarolinaNunes.pdf: 1533430 bytes, checksum: 6bd0ea1a211f880383aa667cf0991c3e (MD5) / Como se sabe, DPs topicalizados são sujeitos a uma restrição de definitude, assim, um elemento indefinido não pode aparecer na posição de tópico
(Cf. Hankamer, 1971; Kuno, 1972; Pontes, 1987; Raposo, 1996; Kato, 1998, entre outros). Assim, sintagmas determinantes quantificados (SDQs) não podem ser topicalizados nem em Inglês nem no Português do Brasil. No entanto, nossa análise de dados do Português do Brasil sugere que SDQs podem aparecer em posição de tópico em situações discursivas com retomada de contexto (cf.contexto pergunta-resposta) e, mesmo em situações sem retomada de contexto (out of the
blue contexts), se apresentarem um modificador restritivo interno. Temos, portanto, as seguintes generalizações: (I) SDQs nus podem ocorrer em posição de tópico quando a situação discursiva imediata lhes fornece um antecedente; (II) SDQs com modificadores restritivos podem ser topicalizados mesmo nas chamadas situações discursivas de sopetão (out of the blue contexts).
Generalização I: Em nossa análise, SDQs nus possuem uma estrutura subjacente envolvendo elisão de um NP partitivo. Apresentaremos os seguintes argumentos em favor dessa análise: Primeiro, esses SDQs podem ser pronunciados (spelt-out) sem o processo de elisão. Segundo, eles também obedecem à restrição de partitividade (cf. Jackendoff (1977), de Hoop (1998)), segundo a qual o SN que segue a preposição partitiva tem de ser definido. É possível, portanto, concluir que
a generalização (I) é apenas um subcaso da Generalização (II). Generalização II: Pressupondo, assim, a restrição de definitude para a posição de
tópico e que definitude é um traço do determinante, então, ao considerar a generalização II, nos confrontamos com a seguinte questão: Dentro da teoria do DP (Szabolcsi (1983), Abney (1987)), como explicar que um modificador do nome pode influenciar na definitude do determinante de maneira composicional? Nossa
resposta fundamenta-se numa visão relacional à la Larson (1991, 2004) de determinantes. Nessa visão, o determinante é, primeiramente, concatenado (merged) com o modificador da expressão nominal e depois se move para uma
posição mais alta dentro do DP Shell. Seguindo Keenan and Stavi (1984), sugerimos que na concatenação do quantificador com o modificador restritivo, o DP torna-se [+ definido], podendo, portanto, ser topicalizado. Como se sabe, a presença de um argumento indireto dentro do VP Shell pode modificar a telicidade de verbos. (Cf. Verkuyl 1972; Tenny 1994). Neste trabalho, apresentamos uma comparação entre DPs e VPs, observando que o traço definido do quantificador também é modificado quando o DP Shell contém um modificador restritivo. Apresentamos as seguintes evidências para esta análise: a) a presença de orações relativas ou sintagmas preposicionados que são complementos do nome não licencia um DP quantificado em posição de tópico; b) algumas expressões idiomáticas nominais são formadas pelo determinante e pelo
modificador restritivo, excluindo o nome.
__________________________________________________________________________________ ABSTRACT / A well-known restriction on topicalized DPs is that they are subject to a definiteness requirement, as an indefinite element cannot appear in a topic
position. (Cf. Hankamer, 1971; Kuno, 1972; Pontes, 1987; Raposo, 1996; Kato, 1998, amoung others). More generally, quantified DPs (QDPs) cannot be
topicalized neither in English nor in Brazilian Portuguese. However, how our analysis of Brazilian Portuguese data shows QDPs can be topicalized if they contain an restrictive modifier phrase or occur in a discourse situation that provides them with an antecedent (cf. the question answer). Hence, we have the following
observations: (I) bare QDPs are allowed in topic position if the immediate discourse situation provides them with an antecedent. (II) In out-of-the-blue contexts, QDPs are topicalizable if they contain a restrictive modifier. Generalization I: We argue that topicalized bare QDPs have an underlying structure involving elision of a partitive NP. That is, these are QDPs containing an elided restrictive modifier. We present the following arguments for this analysis: First, these DPs can be spelt-out without ellipsis. Second, they obey the so-called partitive constraint (cf. Jackendoff (1977) & de Hoop (1998)), according to which the NP that follows the partitive preposition (of) must be definite. If this is correct, then generalization (I) is a subtype of observation (II): The underling structure of topicalized QDPs always contains a restrictive modifier phrase. Generalization II: Assuming thus that topicalized DPs are definite DPs and that definiteness is a feature of the determiner, then when analyzing observation (II) we need to answer the following question: Under the DP hypothesis (Szabolsci 19983, Abney 1987), how can we explain that the presence of a restrictive modifier within the DP structure can determine the definiteness of the determiner in a
compositional way? Our answer is based on a Larsonian view of DPs (cf. Larson 1991 and 2004), according to which the determiner is first merged with the modifier of the nominal expression, then it moves to a higher projection within the DP shell. Hence, the so called NP restrictive modifiers are lexically inserted as the
complement of the determiner. Therefore, following Keenan and Stavi (1984) we argue that by merging a quantifier with a restrictive modifier, the determiner becomes [+definite], being thus topicalizable. It has been shown that the presence of an indirect argument within a VP shell can modify the telicity of the verb (Cf. Verkuyl 1972; Tenny 1994). In this dissertation we present a comparision between DPs and VPs, observing that the definite feature of a quantifier is also changed when the DP shell contains a restrictive modifier, which is a complement of the determiner. We offer the following evidence in favor of this analysis: (a) the presence of relative clauses or
prepositional phrases that are argumental complements of the noun does not license a QDP in a topic position; (b) certain nominal idiomatic expressions are formed by the determiner and the restrictive modifier to the exclusion of the noun.

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:repositorio.unb.br:10482/1107
Date11 1900
CreatorsAguiar, Ana Carolina Nunes de
ContributorsRodrigues, Cilene Aparecida Nunes
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguageEnglish
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/masterThesis
Sourcereponame:Repositório Institucional da UnB, instname:Universidade de Brasília, instacron:UNB
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess

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