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Poética da oportunidade: tomada de decisão em estruturas coreográficas abertas a improvisação

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dissertacao%20seg.pdf: 5104266 bytes, checksum: b2aeb9a587f30b3f8ab6a021e743f2a8 (MD5) / Fapesb / Em que medida o termo improvisação é apropriado a estruturas coreográficas abertas para a criação no ato da cena? Esta questão torna-se mais complexa quando consideramos a diversidade de configurações de obras de dança cujas estruturas coreográficas podem ser incluídas neste recorte e, para respondê-la, eu proponho a hipótese de que haja uma relação direta com o que se espera e o que pode ser explicado sobre o fator da tomada de decisão pelo dançarino nestas circunstâncias. Três núcleos de criação e pesquisa, com os quais mantive vinculo direto e ativo nos últimos sete anos na cidade de Salvador, constituem o campo de observação para esta investigação: Grupo de Pesquisa Poética Tecnológica na Dança, Grupo X de Improvisação em Dança e Projeto EmComTato - Prática e Pesquisa em Contato Improvisação e Performance. São trabalhos em dança suficientemente estabelecidos e distintos, os quais lidam com propostas de criação em dança que se dão, ou se completam, através da solução de problemas, reações, interações, tomada de decisões do dançarino no ato da performance. Apoiado em um entendimento de racionalidade que é inseparável de sensações e emoções e em teorias que estudam emergências em sistemas proponho que o dançarino neste contexto específico de dança age como um agente ( entre outros) de um sistema que se auto-organiza, mas, ao mesmo tempo, atua com algum planejamento ao buscar organizações, coerências e composições.Ou seja, o foco de atenção e tomada de decisão do dançarino está em um eixo de organizações, no corpo e na cena, que se dão bottom-up(emergências e up-down(planejamento, o que lança luz sobre o equívoco que seria pensar a improvisação como um domínio onde o "espontâneo" e o "racional" se excluam mutuamente.Proponho que este eixo de organizações no qual atuam tanto emergências como planejamento ofereça o contexto no qual o dançarino age com o seu "imaginário", um espaço de negociação em que concorrem, também simultaneamente e em configurações diferenciadas, decisões que podem ser chamadas de "voluntárias" e outras que são entendidas como "inconscientes" ou "espontâneas". É a partir deste "imaginário do improvisador" que o dançarino procura tomar proveito das oportunidades de composição poética que encontra no ato da cena, permitindo que sejam observados parâmetros tais como previsibilidade e surpresa, repetição e inovação, controle e liberdade, configurando diferentes relações com a idéia de improvisação. / Programa de Pós Graduação em Dança- Escola de Dança

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:192.168.11:11:ri/8236
Date30 January 2013
CreatorsSilva, Hugo
ContributorsSantana, Ivani Lúcia Oliveira de
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/masterThesis
Sourcereponame:Repositório Institucional da UFBA, instname:Universidade Federal da Bahia, instacron:UFBA
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess

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