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Prevalência de sintomas de estresse e de depressão nos estudantes de medicina e de odontologia

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Previous issue date: 2007-12-28 / The mental health of health professionals is a concern since the beginning of the century. There is evidence that Medical students have greater risk of developing mental disorders than the general population. Depression is recognized as a public health problem and the nature of the work done by health professionals is a factor that contributes for the development of emotional disorders. However, there is little information on the prevalence of stress and depressive symptoms in health, especially in the northeast Brazil. It is necessary to study the magnitude of the problem among Brazilian Medical and Dental students. To study the social-demographic profile of Medical and Dental students, to assess the prevalence of stress and depression symptoms in these students. The Inventory of Symptoms of Stress for Adults of Lipp (ISSL) was used to evaluate the symptoms of stress, the Beck Depression Inventory (BDI) was used to evaluate the symptoms of depression and a questionnaire was applied to identify the participants socialdemographic characteristics. 200 Medical and 53 Dental students registered at the Federal University of Ceará (UFC), taking Basic or Clinical courses, were interviewed. Medical students were predominantly male (54.5%), single (100%), born in Fortaleza (87%), mean age 21 years (SD=2.3). Dental students were 58,5% male, 96,2% (n=51) single, mean age 21 years (SD=2.4). Among Medical students, symptoms of stress prevalence was 49.7% and those attending clinical course showed the highest levels (p=0002). Female students showed higher levels of stress symptoms than male, 30.1% and 19.6% respectively, (p#0001). The prevalence of depressive symptoms among Medical and Dental students was 23.7% and 28.3%, respectively. There was no difference between the prevalence of these symptoms among Medical and Dental students (p=0,738). Difference was not found among basic and clinical course Dental students (p=0,889), however, there was a difference among Medical students (p=0,013). Bivariate analysis showed that, individually, the variables stress, gender, family income, family history of psychiatric illnesses and psychiatric diseases in 1st degree relatives, influenced the prevalence of depressive symptoms in Medical students, while for Dental students, the variables stress and physical activity increased the chances for depressive symptoms occurrence. Logistic regression shows that stress and physical activity affect depressive symptoms among Dental students. Medical students at UFC have levels of stress similar to those reported in international studies. Moreover the symptoms of depression in Dental and Medical students is high and for the latest, the prevalence of depressive symptoms increases as they enter the Clinical courses. Stress and physical activity influence the prevalence of depressive symptoms in Dental students. / A saúde mental dos profissionais de saúde constitui motivo de preocupação desde o início do século. Há evidências que os estudantes de Medicina e de Odontologia têm risco maior que a população em geral de apresentarem sofrimento psíquico e/ou transtornos mentais. A Depressão é reconhecida como um problema de saúde pública e a natureza do exercício profissional na área de saúde é um fator que concorre para o desenvolvimento de distúrbios emocionais. Porém, há pouca informação sobre a prevalência de sintomas de estresse e de depressão nos acadêmicos da área da saúde, especialmente, no nordeste brasileiro. O estudo de amostras brasileiras de estudantes de Medicina e Odontologia é necessário para verificar a sua magnitude. O escopo desse estudo foi descrever o perfil sociodemográfico dos acadêmicos de Medicina e de Odontologia dos Ciclos Básico e Clínico, identificar sintomas de estresse nos estudantes de Medicina do Ciclo Básico ou Clínico e analisar os sintomas de depressão nos acadêmicos de Medicina e Odontologia. A população estudada respondeu ao Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), para identificação de sintomas de estresse, ao Inventário de Depressão de Beck, para identificação de sintomas depressivos e a um questionário sociodemográfico. Duzentos estudantes de Medicina e 53 estudantes de Odontologia, matriculados nos Ciclos Básico ou Clínico da Universidade Federal do Ceará (UFC) foram estudados. Nos acadêmicos de Medicina, houve predominância do sexo masculino (54,5%), solteiros (100%), naturais de Fortaleza (87%), com idade média de 21 anos (DP=2,3). No curso de Odontologia, 58,5% eram do sexo masculino, 96,2% (n = 51) solteiros e com idade média de 21 anos (DP=2,4). A prevalência de sintomas de estresse nos acadêmicos de Medicina foi de 49,7%, possuindo os estudantes do início do Ciclo Clínico os níveis mais altos desses sintomas (p=0,002). As alunas de Medicina apresentaram níveis de sintomas de estresse maiores do que os estudantes do sexo masculino, representando 30,1% e 19,6%, respectivamente (p#0,001). A prevalência de sintomas depressivos entre os estudantes de Medicina e de Odontologia foi de 23,7% e 28,3%, respectivamente. Não houve diferença entre a prevalência desses sintomas entre os acadêmicos de Medicina e Odontologia (p=0,738). Não houve também diferença entre o Ciclo Básico e Clínico no curso de Odontologia (p=0,889), porém, houve diferença no curso de Medicina (p=0,013). Quando foi realizada a análise bivariada, os resultados demonstraram que, individualmente, as variáveis estresse, sexo, renda familiar, história familiar de doença psiquiátrica e existência de doença psiquiátrica em parentes de 1º grau influenciaram a prevalência de sintomas depressivos nos acadêmicos de Medicina. Enquanto que nos alunos de Odontologia, as variáveis estresse e atividade física aumentaram as chances da ocorrência de sintomas depressivos. Na regressão logística, estresse e atividade física influenciam sintomas depressivos no curso de Odontologia. Conclui-se que estudantes de Medicina da UFC têm níveis de estresse similares àqueles relatados para amostras internacionais. Além disso, a sintomatologia depressiva nos acadêmicos de Odontologia e Medicina é alta e nesses últimos a prevalência de sintomas depressivos aumenta ao ingressarem no Ciclo Clínico. Estresse e atividade física influenciam a prevalência de sintomas depressivos no curso de Odontologia.

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:dspace.unifor.br:tede/77181
Date28 December 2007
CreatorsAguiar, Sâmia Mustafa
ContributorsMeyer, Anya Pimentel Gomes Fernandes Vieira, Montenegro Júnior, Renan Magalhães, Meyer, Anya Pimentel Gomes Fernandes Vieira, Carvalho, André Férrer, Lima, Mônica Colares Oliveira
PublisherUniversidade de Fortaleza, Mestrado Em Saúde Coletiva, UNIFOR, Brasil, Centro de Ciências da Saúde
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/masterThesis
Sourcereponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR, instname:Universidade de Fortaleza, instacron:UNIFOR
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
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