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Estudo dos efeitos comportamentais e neuroquímicos do extrato padronizado de Justicia pectoralis (chambá) em camundongos Behavioral and neurochemical study of standardized extract of justicia pectoralis (CHAMBÁ) in mice

Venâncio, Edith Teles 2009 (has links)
VENÂNCIO, Edith Teles. Estudo dos efeitos comportamentais e neuroquímicos do extrato padronizado de Justicia pectoralis (Chambá) em camundongos. 2009. 132 f. Dissertação (Mestrado em Farmacologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2009. Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2012-03-22T13:02:14Z No. of bitstreams: 1 2009_dis_etvenâncio.pdf: 1329890 bytes, checksum: e245d79b09f869f02ae83ee169c416b2 (MD5) Approved for entry into archive by Eliene Nascimento(elienegvn@hotmail.com) on 2012-03-22T13:45:22Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2009_dis_etvenâncio.pdf: 1329890 bytes, checksum: e245d79b09f869f02ae83ee169c416b2 (MD5) Made available in DSpace on 2012-03-22T13:45:22Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2009_dis_etvenâncio.pdf: 1329890 bytes, checksum: e245d79b09f869f02ae83ee169c416b2 (MD5) Previous issue date: 2009 The standardized extract of chamba, prepared from the aerial parts of Justicia pectoralis Jacq. var stenophylla Leonard, was evaluated in classical animal models to the screening of drugs with activity in axiety, depression, sedation and convulsion, such as elevated plus maze (EPM), light/dark, open field, rota rod, forced swimming, tail suspension, pentobarbital-induced sleep time and pentilenotetrazole-induced seizures and a neurochemistry study, through the level of monoamines and its metabolites, such as dopamine (DA), 3,4-dihydroxyphenyl acetic acid (DOPAC), homovanilic acid (HVA), norepinephrine (NE), 5-hydroxytryptamine (5HT) and 5-hydroxyindoleacetic acis (5HIAA). Chambá was administered acutely in all tests, in the doses of 50, 100 and 200 mg/kg, through the oral via (p.o.). Results showed that the extract presented an anxiolytic effect in the models of EPM and light/dark, since increased all the parameters analyzed in the EPM, such as NEOA, PEOA, TPOA, PTOA, as well as the permanence time in the light compartment. This effect is probably related with the GABAergic system since Flumazenil, an antagonist of GABAA/benzodiazepinic, reversed the anxiolytic effect of chamba in the EPM. In the open field, it was not observed any alteration in the locomotor activity, as well as the number of grooming and rearing. Chamba presented depressor effect of Central Nervous System (CNS), since in the forced swimming and tail suspension, increased the immobility time of animals. The sedative/hypnotic evaluation of chamba, in pentobarbital-induced sleep time showed that it has no alteration in the duration of sleep of animals, discarding sedative effect. In the pentilenotetrazole-induced seizures, chamba did not change the convulsion latency, as well the death latency. This result suggests that chamba did not have anticonvulsivant effect. The neurochemistry evaluation comproved the depressor effect of the extract, since it was verified a reduction in the level of monoamine levels, involved in the depression. In conclusion, these effects showed that chamba presented anxiolytic effect, probably related with the GABAergic system and depressor effect disproved anticonvulsant and sedative effects. O extrato padronizado de chambá, preparado a partir das partes aéreas da Justicia pectoralis Jacq. var stenophylla Leonard, foi avaliado em modelos animais clássicos para screening de drogas com atividade em ansiedade, depressão, sedação e convulsão, tais como, labirinto em cruz elevado (LCE), claro/escuro, campo aberto, rota rod, nado forçado, suspensão da cauda, tempo de sono induzido por pentobarbital e convulsão induzida por pentilenotetrazol, e em estudo neuroquímico, através da concentração de monoaminas e seus metabólitos, tais como dopamina (DA), ácido diidrofenil acético (DOPAC), ácido homovalínico (HVA), noradrenalina (NE), 5-hidroxitriptamina (5-HT) e ácido 5-hidroxindolacético (5-HIAA). O chambá foi administrado de forma aguda em todos os testes, nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg, através da via oral (v.o.) Os resultados mostraram que o extrato apresentou efeito ansiolítico nos modelos LCE e claro/escuro, pois aumentou todos os parâmetros analisados no LCE, como NEBA, PEBA, TPBA e PTBA, assim como o tempo de permanência no box claro no claro/escuro. Este efeito está possivelmente relacionado com o sistema gabaérgico já que o flumazenil, antagonista dos receptores GABAA/Benzodiazepínico, reverteu o efeito ansiolítico do chambá no LCE. No teste do campo aberto, não foi observado nenhuma alteração na atividade locomotora, bem como no número de grooming e rearing. O chambá apresentou efeito depressor do Sistema Nervoso Central (SNC), pois nos testes nado forçado e suspensão da cauda, aumentou o tempo de imobilidade dos animais. A avaliação sedativa/hipnótica do chambá, no teste do tempo de sono induzido por pentobarbital, mostrou que não houve alteração na duração do sono dos animais, descartando efeito sedativo. No teste da convulsão induzida por pentilenotetrazol, o chambá não alterou a latência de convulsão, bem como a latência de morte. Esse resultado sugeriu que o chambá não possui efeito anticonvulsivante. A avaliação neuroquímica comprovou o efeito depressor do extrato, pois foi verificada uma redução da concentração das monoaminas. Em conclusão, esses efeitos mostraram que o chambá apresenta efeito ansiolítico, provavelmente relacionado com o sistema gabaérgico e efeito depressor, desprovido de atividade anticonvulsivante e sedativa.
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Estudo dos efeitos comportamentais e neuroquímicos da piplartina, alcamida isolada de Piper tuberculatum JACQ., em camundongos Study of behavioral and neurobiochemical effects of piplartine, alcamide isolated from piper tuberculatum JACQ., in mice

Felipe, Cícero Francisco Bezerra 2009 (has links)
FELIPE, Cícero Francisco Bezerra. Estudo dos efeitos comportamentais e neuroquímicos da piplartina, alcamida isolada de Piper tuberculatum JACQ., em camundongos. 2009. 189 f. Tese (Doutorado em Farmacologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2009. Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2012-05-25T12:55:25Z No. of bitstreams: 1 2009_tese_cfbfelipe.pdf: 977956 bytes, checksum: 4f82f562eaec1a2284c8657842e94836 (MD5) Approved for entry into archive by Eliene Nascimento(elienegvn@hotmail.com) on 2012-05-30T14:17:01Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2009_tese_cfbfelipe.pdf: 977956 bytes, checksum: 4f82f562eaec1a2284c8657842e94836 (MD5) Made available in DSpace on 2012-05-30T14:17:01Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2009_tese_cfbfelipe.pdf: 977956 bytes, checksum: 4f82f562eaec1a2284c8657842e94836 (MD5) Previous issue date: 2009 Piper tuberculatum Jacq. (pimenta de macaco) is a Piperaceae widely used in Northeast Brazil as a spicy or remedy. The few studies found in the literature on Piplartine (PIP), an alcamide isolated from the plant, lead us to evaluate its potential behavioral and neurobiochemical effects. The results showed that PIP (50 e 100 mg/Kg, i.p.) increased the number of grooming and rearing of mice in the open field and reversed the catalepsy induced by haloperidol. The compound also showed an anxyolitic effect, on the elevated plus maze, which was reversed by flumazenil. The hypnotic activity of PIP was registered only in the presence of ether, but not in the presence of tiopental. Despite of these effects, the drug did not induce motor coordination deficit on the animals subjected to the rota rod test. PIP (50 e 100 mg/Kg, i.p.) had an antidepressant effect, by reversing the akinesia of reserpine pre-treated animals and by decreasing the immobility time of mice subjected to the forced swimming test. In this task, the effect of PIP (20 mg/Kg, i.p.) was potentiated by imipramine (6 mg/Kg, i.p.), but not by paroxetine (1 mg/Kg, i.p.). Also, PIP (100 mg/Kg, i.p.) increased the level of NA and DA in striatum of pre-treated animals, suggesting that the drug has an antidepressant and pro-convulsant TCA-like effects. The pro-convulsant effect was noted by the decrease of the death time in PTZ-treated mice. Piplartine showed an antimuscarinic action only on the tremours induced by oxotremorine (0,5 mg/Kg, i.p.) and no other effects of the alcamide were registered on the cholinergic system of the animals treated with pilocarpine (350 mg/Kg, i.p.) or subjected to the passive-avoidance task or on the density of muscarinic (M1 + M2) receptors. PIP was devoided of antioxidant action against DPPH, but the drug decreased the concentration of TBARS and nitrite, generated on brain homogenates subjected to a thermic chock. At last, piplartine (1, 5 and 50 µg/mL) did not alter the viability of mesemcephalic rat cells and protected them from the action of 6-OHDA (10 µg/mL). The concentration of 100 µg/mL of PIP was toxic, when isolated or associated to 6-OHDA. All these findings indicate that piplartine has important effects on behavior, as the result of the interaction of the drug with some neurotransmitters systems and cellular biochemical events. Piper tuberculatum Jacq. (pimenta de macaco) é uma Piperaceae muito usada no Nordeste do Brasil como condimento ou remédio. A piplartina (PIP), uma alcamida isolada da planta, ainda é pouco estudada e isto incentivou a investigação do seu potencial efeito comportamental e neurobioquímico. Os resultados mostraram que a PIP (50 e 100 mg/Kg, i.p.) aumentou o número de grooming e rearing de camundongos no campo aberto e reverteu a catalepsia induzida por haloperidol. O composto também apresentou efeito ansiolítico, no labirinto em cruz elevado, que foi revertido pelo flumazenil. A atividade hipnótica da PIP foi observada apenas no teste de potencialização do tempo de sono com éter, mas não no tempo de sono barbitúrico. Apesar desses efeitos, a droga não induziu déficit motor nos animais no teste do rota rod. A PIP (50 e 100 mg/Kg, i.p.) apresentou efeito antidepressivo ao reverter a acinesia em animais pré-tratados com reserpina (10 mg/Kg, i.p.) e ao reduzir o tempo de imobilidade dos camundongos submetidos ao nado forçado. Neste teste, o efeito da PIP (20 mg/Kg, i.p.) foi potencializado com a imipramina (6 mg/Kg, i.p.), mas não com a paroxetina (1 mg/Kg, i.p.). Além desses efeitos a PIP (100 mg/Kg, i.p.) aumentou a concentração de NA e DA no corpo estriado dos animais, sugerindo que a droga tenha uma ação antidepressiva e pró-convulsivante semelhante aos ATC’s. Este último efeito foi observado com a redução do tempo de morte de camundongos tratados com PTZ (80 mg/Kg, i.p.). A piplartina apresentou ação antimuscarínica apenas sobre os tremores induzidos por oxotremorina (0,5 mg/Kg, i.p.), não sendo observados outros efeitos da alcamida sobre o sistema colinérgico de animais tratados com pilocarpina (350 mg/Kg, i.p.) ou submetidos ao teste da esquiva-passiva ou sobre a densidade de receptores muscarínicos (M1 + M2). A alcamida não apresentou ação anti-oxidante frente ao DPPH, mas reduziu as concentrações de TBARS e de nitrito, gerados em homogenatos de cérebro submetidos ao choque térmico. Por fim, a droga (1, 5 e 50 µg/mL) não alterou a viabilidade de células mesencefálicas de ratos e protegeu-as da ação da 6-OHDA (10 µg/mL). Na concentração de 100 µg/mL, a PIP mostrou-se tóxica, isoladamente ou associada a 6-OHDA. Estes resultados mostram que a piplartina possui importantes efeitos sobre o comportamento, que têm como base a interação da droga com alguns sistemas de neurotransmissão e eventos bioquímicos celulares.
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Adultos com depressão : prevalência no Brasil e em estudo de base populacional no Distrito Federal

Silva, Marcus Tolentino 21 May 2013 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, 2013. Submitted by Elna Araújo (elna@bce.unb.br) on 2013-07-26T22:14:50Z No. of bitstreams: 1 2013_MarcusTolentinoSilva.pdf: 1133392 bytes, checksum: 781a8d6e646a890542f6c70d1b8b93f9 (MD5) Approved for entry into archive by Luanna Maia(luanna@bce.unb.br) on 2013-07-29T14:58:57Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2013_MarcusTolentinoSilva.pdf: 1133392 bytes, checksum: 781a8d6e646a890542f6c70d1b8b93f9 (MD5) Made available in DSpace on 2013-07-29T14:58:57Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2013_MarcusTolentinoSilva.pdf: 1133392 bytes, checksum: 781a8d6e646a890542f6c70d1b8b93f9 (MD5) Introdução: A depressão é um problema de saúde pública associado à incapacidade funcional e à elevada morbimortalidade. Apesar de comum, suas estimativas de frequência estão fragmentadas em diversos estudos, e o Distrito Federal carece de estimativas recentes. Objetivo: Realizaram-se duas pesquisas, uma para avaliar a prevalência de depressão em adultos (18 a 65 anos) em estudos realizados no Brasil e outra para estimar a prevalência e os fatores associados à depressão autorreferida em adultos residentes no Distrito Federal. Métodos: Na primeira pesquisa, conduziu-se uma revisão sistemática. Foram elegíveis estudos transversais de base populacional, sem restrição quanto ao idioma, data ou tipo de publicação. Até abril de 2013, pesquisou-se no MEDLINE, Embase, Scopus, LILACS, SciELO e Domínio Público. Após seleção pareada e independente, a qualidade metodológica dos estudos incluídos foi avaliada seguindo instrumento padronizado. Realizaram-se meta-análises a partir do modelo de efeito randômico de Mantel-Haenszel para obter a estimativa global, e metarregressões para investigar a heterogeneidade. Na segunda pesquisa, realizou-se um estudo transversal de base populacional, com amostragem probabilística, por conglomerados, em dois estágios. Partiu-se dos setores censitários urbanos e com mais de 200 moradores. Recrutaram-se adultos entre 18 a 65 anos. Considerou-se a depressão autorreferida como desfecho primário. A partir de uma análise hierarquizada em blocos e uma regressão de Poisson com variância robusta, calculou-se as razões de prevalência (RP) dos seguintes fatores associados: renda, escolaridade, ocupação, sexo, idade, estado conjugal, doenças crônicas autorreferidas, utilização de serviços de saúde e avaliação subjetiva do estado de saúde. Resultados: A primeira pesquisa selecionou 23 estudos (n = 455.058, 65,7% mulheres). A prevalência de depressão foi 13,7% (IC 95%: 12,5-14,9%; I² = 99,4%) na população geral; 18,8% (IC 95%, 16,9-20,0%; I² = 99,3%) em mulheres; e 6,8% (IC 95%: 5,9-7,7%; I² = 97,9%) em homens. Constatou-se tendência de aumento da prevalência com a idade de recrutamento no sexo feminino (p < 0,01) e de declínio no masculino (p = 0,02). A segunda pesquisa incluiu 1.593 adultos, dos quais 58,3% eram mulheres. A depressão foi autorreferida por 11,2% (IC 95%: 9,8-12,9%) dos entrevistados. A frequência em mulheres foi 14,6% (IC 95%: 12,0-17,6%) e em homens 7,7% (IC 95%: 5,6-10,2). A análise multivariada apontou os seguintes fatores estatisticamente significantes à depressão autorreferida: sexo feminino (RP = 1,8; IC 95%: 1,4-2,5), 50 a 65 anos (RP = 1,6; IC 95%: 1,1-2,2), hipertensão (RP = 1,6; IC 95%: 1,1-2,4), problemas cardíacos (RP = 2,0; IC 95%: 1,3-3,0), problemas respiratórios (RP = 2,9; IC 95%: 2,1-4,1), hospitalização nos últimos 12 meses (RP = 1,76; IC 95%: 1,2-2,5), limitações na realização de atividades habituais (RP = 2,0; IC 95%: 1,2-3,2) e dor/desconforto (RP = 1,6; IC 95%: 1,1-2,2). Conclusão: Apesar de a elevada heterogeneidade sugerir inconsistência dos resultados das meta-análises, os dados apontam elevado impacto da depressão na população adulta brasileira, afetando principalmente as mulheres com idade mais avançada. A depressão é uma doença frequente na população adulta do Distrito Federal. As mulheres e as pessoas entre 50 a 65 anos foram os mais susceptíveis. Os demais fatores identificados podem nortear ações de prevenção. __________________________________________________________________________ ABSTRACT Introduction: Depression is a public health problem, associated to functional incapacity, morbidity and mortality. Despite being frequent, estimates of population prevalence are fragmented in several studies. Brasilia, the federal capital of Brazil, lacks recent estimates in the field. Objective: We performed two researches: the first assessed the prevalence of depression in adults (18 to 65 years old) in studies held in Brazil. The second estimated the prevalence of depression and associated factors in adults that live in Brasilia. Methods: In the first research we did a systematic review of cross-sectional, population-based studies. No restrictions of language, date, or publication type applied. We searched MEDLINE, Embase, Scopus, LILACS, SciELO, and Dominio Publico databases up to April 2013. After a duplicate selection of studies, their methodological quality was assessed following a previously standardized tool. We calculated meta-analyses using random effects model to obtain the overall estimate and metarregressions to investigate heterogeneity. In the second research, a cross- sectional, population-based study was held in Brasilia, following a probabilistic cluster sampling of two stages. Adults of 18 to 65 years old residents in census tracks higher than 200 inhabitants were eligible. The primary outcome was self-referred depression. Prevalence ratios (PR) were obtained through Poisson regression of robust variance following a hierarchical model to assess the association of the following factors: income, education, occupation, sex, age, marital status, self- reported chronic diseases, healthcare services utilization, and subjective health state assessment. Results: Twenty-three studies were included in the systematic review (n = 455,058; 65.7% women). The prevalence of depression was 13.7% (IC 95%: 12.5- 14.9%; I² = 99.4%) in the general population, 18.8% (IC 95%: 16.9-20.0%; I² = 99.3%) in women, and 6.8% (IC 95%: 5.9-7.7%; I² = 97.9%) in men. We observed a tendency of increase in the prevalence with higher recruitment ages in women (p < 0.01) and of decrease in men (p = 0.02). The cross-sectional study included 1,593 adults (women = 58.3%). Depression was self-reported by 11.2% (IC 95%: 9.8- 12.9%) of the participants. Prevalence in women was 14.6% (IC 95%: 12.0-17.6%) and in men it was 7.7% (IC 95%: 5.6-10.2). Multivariate analysis showed positive association of the following factors to self-reported depression: women (RP = 1.8; IC 95%: 1.4-2.5), age from 50 to 65 years old (RP = 1.6; IC 95%: 1.1-2.2), hypertension (RP = 1.6; IC 95%: 1.1-2.4), cardiac diseases (RP = 2.0; IC 95%: 1.3-3.0), respiratory illnesses (RP = 2.9; IC 95%: 2.1-4.1), hospital addition in the last 12 months (RP = 1.76; IC 95%: 1.2-2.5), limitation in usual activities (RP = 2.0; IC 95%: 1.2-3.2), and pain or discomfort (RP = 1.6; IC 95%: 1.1-2.2). Conclusion: In spite of the high heterogeneity that suggests inconsistency of the meta-analyses results, data shows a high impact of depression in Brazilian adults, mainly in older women. Depression is a frequent disease in adults that live in Brasilia, and women of older ages are more vulnerable. The other identified risk factors can be useful for planning prevention policies.
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Relação entre a concentração de hormônio liberador de corticotrofina no líquido cefalorraquidiano no final da gestação e a presença de sintomas depressivos antes e após o parto

Zaconeta, Alberto Carlos Moreno 15 March 2012 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, 2012. Submitted by Elna Araújo (elna@bce.unb.br) on 2012-07-11T20:43:10Z No. of bitstreams: 1 2012_AlbertoCarlosMorenoZaconeta.pdf: 1697341 bytes, checksum: 9e3bc9b51af85953d0a305c445e1f069 (MD5) Approved for entry into archive by Jaqueline Ferreira de Souza(jaquefs.braz@gmail.com) on 2012-07-18T12:30:41Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2012_AlbertoCarlosMorenoZaconeta.pdf: 1697341 bytes, checksum: 9e3bc9b51af85953d0a305c445e1f069 (MD5) Made available in DSpace on 2012-07-18T12:30:41Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2012_AlbertoCarlosMorenoZaconeta.pdf: 1697341 bytes, checksum: 9e3bc9b51af85953d0a305c445e1f069 (MD5) INTRODUÇÃO: Além da sua função como carro chefe do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, o hormônio liberador de corticotrofina (CRH) participa de circuitos neuronais envolvidos na fisiopatologia da depressão. Como na gestação há grande produção de CRH pela placenta, que cessa abruptamente após o parto, estudos recentes avaliaram a relação entre a concentração plasmática de CRH e a ocorrência de depressão antes e após o parto, com resultados conflitantes. A relação entre a concentração desse hormônio no líquido cefalorraquidiano durante a gestação e os transtornos do humor no periparto não foi estudada até o presente. OBJETIVOS: Determinar se há diferença na concentração de CRH no LCR de mulheres grávidas e não grávidas e se a concentração de CRH no LCR no final da gestação tem correlação com a presença de sintomas depressivos na gestação e após o parto. MÉTODOS: Estudo de coorte prospectivo. O CRH foi medido no LCR de 111 mulheres grávidas e 22 voluntárias não grávidas. Nas gestantes, os sintomas depressivos foram avaliados com a Escala de Depressão pós-natal de Edimburgo (EPDS) com ponto de corte ≥13, aplicada logo antes do parto e entre quatro a oito semanas após o nascimento da criança. A diferença de concentração de CRH no LCR foi avaliada pela comparação de médias, utilizando o teste t de Student (p <0,05). RESULTADOS: Amostra final composta por 107 gestantes e 22 mulheres não gestantes. A concentração de CRH no LCR foi significativamente maior no LCR das gestantes, com média de 28pg/ml a mais do que nas não gestantes (p=0,001). Foram encontrados sintomas depressivos em 11% das mulheres durante a gestação e em 12% no período pós-parto. A comparação da concentração de CRH no LCR de pacientes sem sintomas depressivos e com sintomas depressivos antes ou após o parto não mostrou diferença significativa. CONCLUSÃO: Na presente amostra foi encontrada maior concentração de CRH no LCR de pacientes grávidas quando comparadas com não grávidas, mas a concentração de CRH no LCR não foi diferente em pacientes com e sem sintomas depressivos. _________________________________________________________________________________ ABSTRACT INTRODUCTION: In addition to its key role as a regulator of the hypothalamic-pituitary-adrenal axis, corticotrophin-releasing hormone (CRH) is implicated in neuronal circuits involved in the pathophysiology of depression. During pregnancy the placenta secretes CRH into the systemic circulation and greatly increases its circulating levels, which reduce abruptly after delivery. Because of these changes in the circulating levels of CRH, recent studies have investigated the relationship between plasma CRH levels and the occurrence of depression before and after delivery, with conflicting results. The relationship between CRH levels in cerebrospinal fluid and peripartum mood disorders has not been studied to date. OBJECTIVES: To determine if there are differences in CRH levels in the CSF of pregnant and non-pregnant women, and if CRH levels in CSF at the end of pregnancy correlate with the presence of depressive symptoms during pregnancy and in the postpartum period. METHODS: This was a prospective cohort study in which CRH levels were measured in the CSF of 111 pregnant and 22 non-pregnant women. In pregnant women, depressive symptoms were assessed immediately before delivery and four to eight weeks after childbirth, using the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS), with a cutoff of at least 13. Differences between mean CRH levels in CSF were evaluated by using Student’s t test (p<0.05). RESULTS: 107 pregnant and 22 non-pregnant women composed the final sample. CRH levels in the CSF were significantly higher in pregnant women, on average 28 pg/mL higher in this group as compared to non-pregnant women (p=0.001). Depressive symptoms were found in 11% of women during pregnancy and in 12% of them in the post-partum period. There was no significant difference in CRH levels in the CSF of women with or without depressive symptoms before or after delivery. CONCLUSION: In this sample greater CRH levels in the CSF were found in pregnant women as compared to non-pregnant women, but there were no significant differences in these levels in women with or without depressive symptoms.
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Efeito tipo-antidepressivo de espécies do gênero Eugenia L. e envolvimento dos sistemas monoaminérgicos na ação de Eugenia brasiliensis Lamarck no teste de suspensão pela cauda em camundongos

Colla, André Roberto da Silva 2012 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Neurociências Made available in DSpace on 2012-10-26T10:09:11Z (GMT). No. of bitstreams: 1 302180.pdf: 1163549 bytes, checksum: d3a1cea4879388c37c77a5f6ce7abd3b (MD5) Eugenia é um gênero de plantas com flores pertencente a família Myrtaceae. Muitas espécies são usadas na medicina popular, como por exemplo, Eugenia uniflora, utilizada como tônico estimulante, sedativo e ansiolítico. No entanto, não existem estudos sobre o potencial antidepressivo de plantas deste gênero. Este trabalho investigou o efeito tipo-antidepressivo do extrato hidroalcoólico de E. beaurepaireana, E. brasiliensis, E. catharinae, E. umbelliflora e E. uniflora no teste de suspensão pela cauda (TSC). Camundongos foram administrados com os extratos por via oral (p.o.), e após 60 minutos submetidos ao TSC. Nesse teste, o tempo de imobilidade foi registrado por um período total de 6 minutos. Uma redução no tempo de imobilidade foi considerada como efeito tipo-antidepressivo. Para descartar um possível efeito dos extratos na atividade locomotora, os camundongos foram avaliados no teste do campo aberto (TCA). A administração aguda dos extratos de E. beaurepaireana (10 and 100 mg/kg), E. brasiliensis e E. catharinae (1, 10 e 100 mg/kg) produziu efeito tipo-antidepressivo, demonstrando uma significativa redução do tempo de imobilidade no TSC quando comparados ao grupo controle, sem apresentar alterações no parâmetros de locomoção no TCA. O pré-tratamento com cetanserina (5 mg/kg, i.p., antagonista de receptores 5 HT2A/2C), prazosina (1 mg/kg, i.p., antagonista de receptores ?1-adrenérgicos), ioimbina (1 mg/kg, i.p., antagonista de receptores ?2-adrenérgicos), haloperidol (0,2 mg/kg, i.p., antagonista não seletivo de receptores dopaminérgicos), SCH23390 (0,05 mg/kg, s.c., antagonista de receptores dopaminérgicos D1) ou sulpirida (50 mg/kg, i.p., antagonista de receptores dopaminérgicos D2), preveniram a redução do tempo de imobilidade dos camundongos tratados com uma dose ativa de E. brasiliensis (1 mg/kg). O tratamento com WAY100635 (0,1 mg/kg, s.c., antagonista seletivo de receptores 5-HT1A), fenilefrina (5 mg/kg, s.c, agonista de ?1-adrenoceptores), SKF38393 (0,1 mg/kg, s.c., agonista de receptores dopaminérgicos D1) ou apomorfina (0.5 µg/kg, i.p., agonista de receptores dopaminérgicos D2) em conjunto com uma dose sub-ativa de E. brasiliensis (0,1 mg/kg) foi efetivo em reduzir o tempo de imobilidade dos camundongos no TSC. A co-administração em doses sub-efetivas do extrato de E. brasiliensis com os antidepressivos fluoxetina (5 mg/kg), imipramina (1 mg/kg) e bupropiona (0,1 mg/kg) apresentou efeito tipo-antidepressivo no TST. Os resultados indicam que os extratos hidroalcoólicos de E. beaurepaireana, E. brasiliensis e E. catharinae possuem efeito tipo-antidepressivo, demonstrando pela primeira vez que espécies do gênero Eugenia possuem potencial tipo-antidepressivo no TSC. O efeito tipo-antidepressivo da espécie E. brasiliensis parece ser mediado pelos sistemas serotoninérgico, noradrenérgico e dopaminérgico. Eugenia is a genus of flowering plants belonging to the family Myrtaceae. Many species are used in folk medicine, for example, Eugenia uniflora is used as a tonic stimulant, sedative and anxiolytic. However, there are no studies about the antidepressant effect of plants of this genus. This study investigated the antidepressant-like effect of the hydroalcoholic extract of E. beaurepaireana, E. brasiliensis, E. catharinae, E. umbelliflora and E. uniflora in the tail suspension test (TST). Mice were administered with the extracts orally (p.o.), and after 60 minutes were submitted to TSC. In this test, the immobility time was recorded by a total of 6 minutes. A reduction in immobility time was considered as antidepressant-like effect. To rule out a possible effect of extracts on locomotor activity, mice were evaluated in open-field test. Acute administration of extracts of E. beaurepaireana (10 and 100 mg/kg), E. brasiliensis and E. catharinae (1, 10 and 100 mg/kg) produced antidepressant-like effect, showing a significant reduction in immobility time when compared to the control group, without causing changes in locomotion in the open-field test. The pre-treatment of mice with ketanserin (5 mg/kg, i.p., a preferential 5-HT2A receptor antagonist), prazosin (1 mg/kg, i.p., an á1-adrenoceptor antagonist), yohimbine (1 mg/kg, i.p., an á2-adrenoceptor antagonist), haloperidol (0.2 mg/kg, i.p., a nonselective dopaminergic receptor antagonist), SCH23390 (0.05 mg/kg, s.c., a dopamine D1 receptor antagonist) or sulpiride (50 mg/kg, i.p., a dopamine D2 receptor antagonist), prevented the reduction of immobility time of mice treated with an active dose of E. brasiliensis (1 mg/kg). The treatment with WAY100635 (0.1 mg/kg, s.c., a selective 5-HT1A receptor antagonist), phenylephrine (5 mg/kg, s.c. an á1-adrenoceptor agonist), SKF38393 (0.1 mg/kg, s.c. a dopamine D1 receptor agonist) or apomorphine (0.5 ìg/kg, i.p. a dopamine D2 receptor agonist) with a sub-active dose of E. brasiliensis (0.1 mg/kg) was effective in reducing the immobility time of mice in the TST. The combined administration of sub-effective doses of E. brasiliensis with fluoxetine (5 mg/kg), imipramine (0.1 mg/kg) and bupropion (1 mg/kg) decreased the immobility time time in the TST. The results indicate that hydroalcoholic extracts of E. beaurepaireana, E. brasiliensis and E. catharinae have antidepressant-like effect, demonstrating for the first time that species of Eugenia have antidepressant-like effect in TST. The antidepressant-like effect of E. brasiliensis is likely mediated by serotonergic, noradrenergic and dopaminergic systems.
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Envolvimento dos receptores NMDA e da via L-arginina-óxido nítrico-GMPc no efeito tipo-antidepressivo da guanosina

Bettio, Luis Eduardo Beltrão 2012 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Neurociências. Made available in DSpace on 2012-10-26T10:14:41Z (GMT). No. of bitstreams: 1 302703.pdf: 1404465 bytes, checksum: 107a15790d3a995e2b5c508c8561340f (MD5) A guanosina é um nucleosídeo endógeno que modula a captação de glutamato pelos astrócitos, controlando os níveis desse neurotransmissor na fenda sináptica. Além disso, exerce uma série de efeitos tróficos sobre os neurônios e estimula a proliferação dos astrócitos. O envolvimento do sistema glutamatérgico na patofisiologia da depressão tem sido alvo de diversos estudos nos últimos anos. Os dados encontrados na investigação desse sistema sugerem que o efeito tardio dos antidepressivos convencionais está relacionado com a ocorrência de uma série de alterações neuroquímicas e estruturais durante o período em que os fármacos ainda não apresentam efeito terapêutico. Entre essas alterações está a redução na atividade dos receptores NMDA e uma consequente ativação de vias de sinalização intracelular relacionadas à inibição desses receptores. A administração de certos antagonistas desses receptores exerce uma ação antidepressiva rápida e duradoura com dose única, confirmando o potencial desse sistema para uma nova abordagem no tratamento da depressão. Entretanto, apesar do papel da guanosina na modulação do sistema glutamatérgico e do envolvimento desse sistema na patofisiologia da depressão, ainda não existem estudos investigando o potencial antidepressivo desse nucleosídeo. Sendo assim, o presente trabalho investigou o potencial antidepressivo da guanosina em camundongos, utilizando os dois modelos preditivos mais utilizados para avaliação de atividade antidepressiva, o teste do nado forçado (TNF) e o teste de suspensão pela cauda (TSC). Os animais foram submetidos também ao teste do campo aberto (TCA) para descartar a possibilidade de o efeito encontrado estar relacionado a alterações na atividade locomotora. A administração aguda de guanosina produziu um efeito antidepressivo no TNF (0,5-5 mg/kg, p.o.) e no TSC (0,05-0,5 mg/kg, p.o.) sem alterar a atividade locomotora no TCA. Para avaliar o mecanismo de ação envolvido no efeito encontrado, foram investigadas a participação dos receptores NMDA, da via L-arginina-NO-GMPc e de vias de sinalização intracelular relacionadas à atividade dos receptores NMDA. O efeito antidepressivo da guanosina no TSC foi prevenido pelo tratamento dos animais com NMDA (0,1 pmol/sítio, i.c.v.), D-serina (30 µg/sítio, i.c.v.), L-arginina (750 mg/kg, i.p.), sildenafil (5 mg/kg, i.p.), LY294002 (10 µg/sítio, i.c.v.), wortmanina (0,1 µg/sítio, i.c.v.) e rapamicina (0,2 nmol/sítio, i.c.v.). Além disso, a administração de dose sub-ativa de guanosina (0,01 mg/kg, p.o.) produziu um efeito antidepressivo no TSC quando combinada com doses sub-ativas de cetamina (0,1 mg/kg, i.p.), MK-801 (0.001 mg/kg, p.o.), 7-nitroindazol (50 mg/kg, i.p.) ou ODQ (30 pmol/sítio i.c.v.). Nenhum dos tratamentos afetou significativamente a atividade locomotora dos animais. Os resultados sugerem que a administração aguda de guanosina produz um efeito antidepressivo em camundongos submetidos ao TNF e ao TSC que parece ser mediado por uma inibição dos receptores NMDA e da síntese de NO e GMPc. Também foi constatado o envolvimento das vias de sinalização da PI3K e da mTOR nesse efeito. Guanosine is an endogenous nucleoside that modulates glutamate uptake by astrocytes, controlling the levels of this neurotransmitter in the synaptic cleft. In addition, it also exerts trophic effects on neurons and stimulates the proliferation of astrocytes. The involvement of the glutamatergic system in the pathophysiology of depression has been extensively investigated in recent years. It has been reported that the late effect of conventional antidepressants is associated with the occurrence of neurochemical and structural changes during the period in which the drugs have not yet produced therapeutic effects. Among these changes a reduction in NMDA receptor activity with the consequent activation of intracellular signaling pathways related to the inhibition of these receptors are reported. The administration of single doses of certain NMDA receptor antagonists exerts a rapid and lasting antidepressant action, suggesting the potential of this approach for the treatment of depression. However, despite the role of guanosine in the modulation of glutamatergic system and the involvement of this system in the pathophysiology of depression, there are no studies investigating the antidepressant activity of this nucleoside. Therefore, this study investigated the antidepressant potential of guanosine in mice using two of the most widely used predictive animal models to evaluate antidepressant activity, the forced swimming test and the tail suspension test (TST). Animals were also submitted to the open-field test to rule out the possibility that the effect found in the TST is related to alterations in locomotor activity. Acute administration of guanosine produced an antidepressant-like effect in the FST (0.5-5 mg/kg, p.o.) and in the TST (0.05-0.5 mg/kg, p.o.), without changing locomotor activity in the open-field test. To evaluate the mechanism of action involved in the effect found, we investigated the involvement of NMDA receptors, the L-arginine-NO-cGMP pathway and intracellular signaling pathways related to the activity of NMDA receptors. The antidepressant-like effect of guanosine in the TST was prevented by the treatment of animals with NMDA (0.1 pmol/site, i.c.v.), D-serine (30 µg/sítio, i.c.v.), L-arginine (750 mg/kg, i.p.), sildenafil (5 mg/kg, i.p.), LY294002 (10 µg/site, i.c.v.), wortmannin (0.1 µg/site, i.c.v.) and rapamycin (0.2 nmol/site, i.c.v.). Moreover, the administration of sub-active dose of guanosine (0.01 mg/kg, p.o.) elicited an antidepressant-like effect in the TST when combined with sub-active doses of ketamine (0.1 mg/kg, i.p.), MK-801 (0.001 mg/kg, p.o.), 7-nitroindazol (50 mg/kg, i.p.) or ODQ (30 pmol/site, i.c.v.). None of the treatments significantly affected the locomotor activity of animals. The results suggest that acute administration of guanosine produces an antidepressant-like effect in mice submitted to the FST and the TST that seems to be mediated by an interaction with NMDA receptors and the inhibition of NO and cGMP synthesis. Our study also found an involvement of PI3K and mTOR signaling pathways in this effect.
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Eficácia do treinamento assertivo na depressão

Simões Junior, Volney Varzim 23 May 1986 (has links)
Submitted by Estagiário SPT BMHS (spt@fgv.br) on 2012-04-26T13:33:11Z No. of bitstreams: 1 000048059.pdf: 3240439 bytes, checksum: 22c3c7f1cfb7ad8b364aad4620f5e31d (MD5) Made available in DSpace on 2012-04-26T13:33:19Z (GMT). No. of bitstreams: 1 000048059.pdf: 3240439 bytes, checksum: 22c3c7f1cfb7ad8b364aad4620f5e31d (MD5) Previous issue date: 1986 Assertion training has become an increasingly popular treatment technique and has been used with a wide variety of interpersonal problems. However, 'little has been done to evaluate its effectiveness on depression. In this work an attempt was made to show the importance of the technique in alleviating neurotic depression. A non-analogue study of the effects of assertion training on depression, using single-case experimental design strategie, was tried. To a certain extent results supported the effectiveness of treatment. Some considerations were given to recent behavioral approaches concerning depression and a small, historical approach relate to the development of assertive training was presented as well. It was concluded that if the loss of response-contingent reinforcement is the basis for depressed behavior, itis possible to alleviate depression by restoring and increasing the incidence of positive reinforcement using assertive training, even if we subscribe to the idea that lack of control over environmental events is ultimately at the root of depressed behavior. O treinamento assertivo tem se tornando uma técnica de 'tratamento cada vez mais' popular e tem sido usado com uma ampla variedade de problemas interpessoais. Entretanto, pouco tem sido feito para avaliar-se sua eficácia na depressão. Neste trabalho foi feito uma tentativa para mostrar a importância da técnica em aliviar depressões neur6ticas. Tentou-se um estudo singular dos efeitos do treinamento assertivo na depressão', utilizando a estratégia do delineamento experimental para caso único. Em certa medida os resultados apoiaram a eficácia do tratamento. Algumas considerações foram tecidas com base em abordagens comportamentais recentes, concernentes à depressão, e uma pequena abordagem histórica relacionada ao desenvolvimento do treinamento assertivo, também, foi apresentada. Concluiu-se que se a perda de reforçamento de contingências de resposta é a base do comportamento depressivo, é possível aliviar a depressão restaurando e aumentando a incidência de reforçamentos positivos, utilizando o treinamento assertivo, mesmo se subscrevermos a ideia de que a falta de controle sobre os eventos ambientais esteja: na raiz de todo o comportamento depressivo.
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Exposição sistêmica de camundongos adultos a lipopolissacarídeo de Escherichia coli: influência do sexo nas alterações comportamentais e neuroquímicase efeito do tratamento com escitalopram e doxiciclina Systemic exposure of adult mice to Escherichia coli lipopolysaccharide: influence of sex on behavioral changes and neurochemical effect of treatment with escitalopram and doxycycline

Mello, Bruna Stefânia Ferreira 26 October 2017 (has links)
MELLO, B. S. F. Exposição sistêmica de camundongos adultos a lipopolissacarídeo de Escherichia coli: influência do sexo nas alterações comportamentais e neuroquímicase efeito do tratamento com escitalopram e doxiciclina. 2017. 178 f. Tese (Doutorado em Microbiologia Médica) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2017. Submitted by Carolinda Oliveira (ppgmm@ufc.br) on 2017-11-07T18:20:39Z No. of bitstreams: 1 2017_tese_bsfmello.pdf: 5236592 bytes, checksum: b8bfdb9aa1c62ea8fc3602609224fcb3 (MD5) Approved for entry into archive by Erika Fernandes (erikaleitefernandes@gmail.com) on 2017-11-08T13:01:35Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2017_tese_bsfmello.pdf: 5236592 bytes, checksum: b8bfdb9aa1c62ea8fc3602609224fcb3 (MD5) Made available in DSpace on 2017-11-08T13:01:35Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2017_tese_bsfmello.pdf: 5236592 bytes, checksum: b8bfdb9aa1c62ea8fc3602609224fcb3 (MD5) Previous issue date: 2017-10-26 Depression is one of the most prevalent psychiatric disorders, having the main clinical symptoms anorexia, reduced locomotor activity, anhedonia and lack of concentration. There is evidence that immunoinflammatory changes underlie depression. In addition, sex is a relevant factor for the manifestation of depression symptoms, although more recent evidence points to a similar severity of depression in both sexes. The treatment of depression is ineffective due to the fact that existing medications do not act on the different pathophysiological mechanisms of this disorder. In this context, the combination of antidepressants with different mechanisms of action is a common practice in non-responders or partial responders to antidepressants. It is worth mentioning that antidepressant and antimicrobial drugs have shown anti-inflammatory properties. The objectives of the present study were: i) to investigate the influence of sex on behavioral and neuroinflammatory/ oxidative changes in the animal model of depression-induced symptoms induced by single exposure to the lipopolysaccharide immune challenge (LPS) of Escherichia coli; and ii) to evaluate male animals under repeated exposure to LPS, the therapeutic effects of doxycycline and escitalopram alone and in combination. To reach the proposed objectives, the present study was divided into two protocols. In the first protocol, the depression model was induced by systemic and single exposure of male and female Swiss mice to E. coli lipopolysaccharide (LPS - 0.5 mg/kg) and evaluation after 24 hours. In the second protocol, only male animals were submitted to repeated exposure of LPS for 10 days and after 5 days of exposure to LPS the animals received doxycycline or escitalopram alone or in combination. Inflammatory/oxidative alterations were evaluated, as well as in protective signaling pathways. Protocol 1 showed that only male animals presented behavioral-type depressive changes, such as increased immobility of forced swimming and decrease in the preference for sucrose. The females presented anxiogenic behavior in the high cross labyrinth. Both males and females presented neuroinflammatory and oxidative alterations. In protocol 2, doxycycline (DOXI - 10 mg/kg) or escitalopram (ESCI - 4 mg/kg) alone or in combination reversed the increase in immobility induced by repeated exposure to LPS. Levels of IL-1β and TNF-α increased after LPS exposure, while DOXI and ESCI reversed these levels. DOXI and ESCI reversed the increase in nitrate levels induced by LPS. Protein expression levels of the nuclear factor kappa B (NF-B) and the marker of the ionized calcium binding adapter molecule-1 (IBA-1) expressed in the activated microglia were increased in the group exposed to LPS being reverted by DOXI and ESCI, whereas phosphorylated glycogen synthase kinase-3 (GSK3β) and phosphorylated extracellular regulated kinase (ERK 1/2) levels were decreased in the LPS group and reversed after the treatment protocol. DOXI also increased the protein levels of total ERK 1/2 and the transcriptional factor of the binding protein to the cAMP response element (CREB). Based on the results of the present study, DOXI when administered alone activated more neuroprotective mechanisms compared to ESCI, such as increased brain levels of GSH and phosphorylated CREB, in addition to the combination of the two drugs having reduced levels of NF-kB and increased GSK3β phosphorylated. Therefore, it is suggested that DOXI may act as an antidepressant, presenting higher effects than those observed with escitalopram. A depressão é um dos mais prevalentes transtornos psiquiátricos, tendo como principais sintomas clínicos a anorexia, a redução da atividade locomotora, a anedonia e a falta de concentração. Há evidências de que alterações imunoinflamatórias estão subjacentes à depressão. Além disso, o sexo é um fator relevante para a manifestação de sintomas da depressão, embora evidências mais recentes apontem para uma gravidade semelhante da depressão em ambos os sexos. O tratamento da depressão é pouco eficaz devido ao fato das medicações existentes não atuarem nos diversos mecanismos fisiopatológicos deste transtorno. Nesse contexto, a combinação de antidepressivos com diferentes mecanismos de ação é uma prática comum em não-respondedores ou respondedores parciais aos antidepressivos. Vale destacar que fármacos antidepressivos e antimicrobianos têm demonstrado propriedades anti-inflamatórias. Os objetivos do presente estudo foram: i) investigar a influência do sexo nas alterações comportamentais e neuroinflamatórias/oxidativas no modelo animal de sintomas tipo depressão induzido por exposição única ao desafio imune por lipopolissacarideo (LPS) de Escherichia coli e ii) avaliar em animais machos submetidos à exposição repetida ao LPS, os efeitos terapêuticos da doxiciclina e escitalopram sozinhos e em associação. Para atingir os objetivos propostos o presente estudo se dividiu em dois protocolos. No primeiro protocolo, o modelo de depressão foi induzido pela exposição sistêmica e única de camundongos Swiss machos e fêmeas ao lipopolissacarídeo de E. coli (LPS – 0,5 mg/kg) e avaliação após 24 horas. No segundo protocolo, apenas animais machos foram submetidos à exposição repetida de LPS por 10 dias sendo que após 5 dias de exposição ao LPS os animais receberam doxiciclina ou escitalopram sozinhos ou em associação. Foram avaliadas alterações inflamatórias/oxidativas, bem como em vias de sinalização protetoras. O protocolo 1 mostrou que apenas animais machos apresentaram alteraçōes comportamentais tipo-depressivo, como aumento de imobilidade do nado forçado e diminuição na preferência por sacarose. As fêmeas apresentaram comportamento ansiogênico no labirinto em cruz elevado. Tanto machos quanto fêmeas apresentaram alterações neuroinflamatórias e oxidativas. No protocolo 2, doxiciclina (DOXI - 10 mg/Kg) ou escitalopram (ESCI - 4 mg/kg) sozinhos ou em associação reverteram o aumento de imobilidade induzido pela exposição repetida ao LPS. Os níveis de IL-1β e TNF-α aumentaram após exposição LPS, enquanto DOXI e ESCI reverteram esses níveis. DOXI e o ESCI reverteram o aumento dos níveis de nitrito induzido por LPS. Os níveis de expressão proteica do fator nuclear kappa B (NF-B) e o marcador da molécula adaptadora de ligação de cálcio ionizada-1 (IBA-1) expresso na microglia ativada foram aumentados no grupo exposto ao LPS sendo revertidos pela DOXI e ESCI, enquanto que os níveis de glicogênio sintase quinase-3 (GSK3β) fosforilada e a proteína quinase regulada extracelular (ERK 1/2) fosforilada foram diminuídos no grupo do LPS e revertidos após o protocolo de tratamento. A DOXI também aumentou os níveis proteicos da ERK 1/2 total e do fator transcripcional da proteína de ligação ao elemento de resposta de AMPc (CREB). Com base nos resultados do presente estudo, a DOXI quando administrada sozinha ativou mais mecanismos neuroprotetores em comparação ao ESCI, como aumento dos níveis cerebrais de GSH e CREB fosforilado, além da combinação das duas drogas ter reduzido os níveis de NF-B e aumentado GSK3β fosforilado. Portanto, sugere-se que a DOXI pode atuar como um antidepressivo, apresentando efeitos superiores aos observados com o escitalopram.
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Padronização do nado forçado repetido em camundongos suíços machos

Suman, Patrick Remus 2016 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2016 Made available in DSpace on 2016-09-20T04:51:00Z (GMT). No. of bitstreams: 1 340469.pdf: 849677 bytes, checksum: 6cf8a207f8849b5f4a14a7b536084af6 (MD5) Previous issue date: 2016 Buscando diminuir o número de animais utilizados em pesquisa, surge a necessidade de novos testes para predição de efeitos farmacológicos bem como o refinamento e atualização dos testes já existentes. O teste do nado forçado proposto por Porsolt é um modelo animal utilizado para detecção de efeitos antidepressivos em roedores e tem sofrido mudanças no seu protocolo desde a sua criação. O teste do nado forçado repetido (TNF-r) em camundongos é uma das modificações do teste de Porsolt. O TNF-r consiste em submeter os camundongos a uma sessão de nado forçado de 6 minutos (teste) que é repetida aos 7 (reteste 1) e 14 (reteste 2) dias após o teste. Neste trabalho buscamos avaliar os comportamentos dos animais e como reagem as sessões do TNF-r. O Grupo controle mostrou que a repetição por si só aumenta o tempo de imobilidade e que logo no primeiro minuto do reteste 2 já chega quase no teto. Buscando então a menor dose efetiva usamos as doses de 1, 3, 10 e 30 mg/kg de Fluoxetina (FLX), Bupropiona (BUP), Desipramina (DESI) e Butirato de sódio (BS). Interessantemente nenhuma das drogas em nenhuma das doses foi efetiva para reduzir o tempo de imobilidade na sessão teste e nem a repetição com a administração crônica reverteu este quadro. Por fim buscaremos entender o comportamento animal e quais os possíveis motivos desta falta de efetividade para estes animais no teste.
Abstract : Reduction in the number of animals used in biomedical research is an ethical requirement for the current stage of this science. The updating of existing animal models may contribute to creation of new animal tests with more validity. The forced swimming test (FST) proposed by Porsolt is an animal model used to detect effects of acute treatment with antidepressants in rodents. FST has undergone changes in its protocol since it was proposed. The repeated FST (r-FST) in one Porsolt test modifications validated for rats. The aim in this work is to standardize r-FST for Swiss mice. The protocol of r-FST for Swiss mice consisted in subjecting the mice to a forced swim session of 6 minutes (test) that was repeated at 7 (retest 1) and 14 (retest 2) days after the test. As observed in male rats, untreated male Swiss mice respond with increased immobility to the repetition of forced swimming. To investigate the effects of antidepressants on immobility of Swiss mice in r-FST, mice received oral treatment with fluoxetine (FLX), bupropion (BUP), desipramine (DESI) and sodium butyrate (BS) in the doses of 1, 3, 10 and 30 mg/kg. Interestingly, none of the drugs in any dose reduced the immobility time in the test session as expected according to the literature. In addition, the chronic administration with antidepressants also failed to reduce immobility. When T-test was used to compare experimental group to the control group, BUP (10 mg/kg) reduced immobility significantly in the test and BS (10 mg/kg) did it in the retest 1. When mice were split into low immobility (LI) and high immobility (HI) categories, the anti-immobility effects of BUP (10 mg/kg) and BS (10 mg/kg) appeared in the test of LI groups. Discussion brings bibliography to understand why Swiss mice were more resistant to antidepressant treatment than anticipated by the current literature. Together data indicate that, in our conditions, Swiss mice may represent a new model to detect antidepressants with atypical mechanisms of action in the FST.
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Determinação dos efeitos da doxiciclina em um modelo de depressão induzido por lipopolissacarídeo em camundongos Effects of doxycycline on depressive-like behavior in mice after lipopolysaccharide (LPS) administration

Mello, Bruna Stefânia Ferreira 2012 (has links)
MELLO, Bruna Stefânia Ferreira. Determinação dos efeitos da doxiciclina em um modelo de depressão induzido por lipopolissacarídeo em camundongos. 2012. 67 f. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Médica) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2012. Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2014-07-02T14:02:42Z No. of bitstreams: 1 2012_dis_bsfmello.pdf: 2491184 bytes, checksum: 90d79702108a6751bb5aaa2880971b96 (MD5) Approved for entry into archive by denise santos(denise.santos@ufc.br) on 2014-07-02T14:03:22Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2012_dis_bsfmello.pdf: 2491184 bytes, checksum: 90d79702108a6751bb5aaa2880971b96 (MD5) Made available in DSpace on 2014-07-02T14:03:22Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2012_dis_bsfmello.pdf: 2491184 bytes, checksum: 90d79702108a6751bb5aaa2880971b96 (MD5) Previous issue date: 2012 Current evidences support inflammation, oxidative and nitrogen stress, as well as brain-derived neu-rotrophic factor (BDNF) signaling mechanisms as important in depression pathophysiology. Tetracycline antibiotics have anti-inflammatory and antioxidant properties. Preliminary evidence indicates that minocycline has antidepressant properties. Doxycycline (DOXY) has favorable pharmacokinetic and safety profiles when compared to other tetracycline congeners. The antidepressant activity of DOXY has not been adequately investigated. This study evaluated the effects of DOXY (25 and 50 mg/kg, i.p.) on LPS-induced (0.5 mg/kg, i.p.) depressive-like behavior. Doxycycline was administered 30 min before LPS (pre-LPS) or 1.5 and 23.5 h following LPS (post-LPS) administration in mice. LPS-treated animals pre-sented an increase in immobility time in the forced swimming test (FST) when compared to controls 24 h after endotoxin administration. Similarly to imipramine (IMI-10 mg/kg, i.p.), DOXY at both doses pre-vented and reversed LPS-induced alterations in the FST. IL-1b content was increased 24 h after LPS administration in striatum, hippocampus and prefrontal cortex. IMI and DOXY prevented and reversed LPS-induced increase in IL-1b. IMI and DOXY also prevented and reversed LPS-induced alterations in nitrite content and oxidative stress parameters (lipid peroxidation and reduced glutathione levels). Both DOXY and IMI prevented LPS-induced decrease in hippocampal BDNF levels. Taken together, our results demonstrate that DOXY is comparable to IMI in effectively ameliorate LPS-induced depressive-like behavior, providing a rationale for testing DOXY’s antidepressant efficacy in humans. A depressão é um dos mais prevalentes transtornos psiquiátricos. Os principais sintomas clínicos da depressão são humor deprimido, anorexia, anedonia, redução da atividade locomotora. Há evidências acumuladas de que a depressão pode se desenvolver em resposta à ativação do sistema imune inato, sendo caracterizada por uma resposta inflamatória com aumento da produção de interleucina IL-1β, IL-6, TNF-α e outras. Com base nas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes da doxiciclina e supondo que esta droga apresenta menos efeitos colaterais e um melhor perfil farmacocinético, em comparação com a minociclina, a hipótese de que esta droga pode apresentar efeitos antidepressivos, utilizando o modelo de depressão induzido por lipopolissacarídeo (LPS) foi estudada. Para determinar as alterações de comportamento, camundongos Swiss machos foram submetidos aos testes de campo aberto e nado forçado. Para avaliar a capacidade da doxiciclina em prevenir ou reverter o comportamento tipo-depressivo induzido pela administração sistêmica de LPS, esta foi administrada nas doses de 25 ou 50 mg/kg, i.p. 30 min antes de LPS (pré-LPS) ou 1,5 e 23,5 horas após a LPS (pós-LPS). A imipramina foi utilizada como antidepressivo padrão nas mesmas condições de tempo. Em ambas as situações, prevenção (pré-LPS) e tratamento (pós-LPS), o comportamento dos animais foi avaliado 24 horas após a administração de LPS, um período conhecido pela ocorrência de um comportamento tipo-depressivo. Os níveis de citocinas (IL-1β e TNF-α) e nitrito foram avaliados no sangue (plasma) e as áreas cerebrais: córtex pré-frontal (PFC), hipocampo (HC) e corpo estriado (ST). A administração de LPS, 0,5 mg/kg aumentou significativamente o tempo de imobilidade em comparação com os animais controle, enquanto que a doxiciclina, nas doses de 25 e 50 mg/kg e imipramina (10 mg/kg) foram capazes de prevenir e reverter a imobilidade induzida pelo LPS. A doxiciclina e imipramina, quando administrados pré e pós-LPS reduziram significativamente o tempo de imobilidade, mostrando um efeito antidepressivo. Em relação a citocina IL-1β, seus níveis foram diminuídos, enquanto os níveis de TNF-α não foram alterados significativamente. A doxiciclina e imipramina, preveniram e reverteram a diminuição dos níveis de nitrito induzido por LPS. Com base nos resultados do presente estudo, avaliando o uso da doxiciclina, sugere-se que este antimicrobiano possa atuar como um antidepressivo.

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