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Negros e africanos em Minas Gerais: construções e narrativas folclóricas

Orientador: Maria Suely Kofes / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas / Made available in DSpace on 2018-08-17T06:04:10Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2000 / Resumo: A pesquisa desenvolvida pretendeu dar conta de três questões: 1) Por que existem tão poucos trabalhos acadêmicos sobre os descendentes de afiicanos contemporâneos em Minas Gerais?; 2) Em que contexto se dá e qual a legitimidade intelectual e social da produção dos folcloristas mineiros sobre estas populações?; 3) Quais são as características e os sentidos do conhecimento produzido pelos folcloristas mineiros sobre estas populações? O caminho escolhido para tentar respondê-las foi o da realização de uma antropologia do conhecimento e das idéias fundamentada, principalmente, nas propostas de história das idéias de Adam Kuper e, para isso, os folcloristas mineiros foram encarados como os narradores e os textos por eles produzidos, sobre as populações de origem amcana, foram tratados como narrativas. Esse procedimento identificou um diálogo entre a produção folclórica brasileira em geral, e a produção folclórica mineira, em particular durante os processos de criação de espaços institucionais para cientistas e folcloristas, ou seja, até aproximadamente a década de cinqüenta. Do mesmo modo, os folcloristas mineiros dialogam até hoje com a universidade, em vários níveis, seja trabalhando nas universidades mineiras, seja apropriando-se e/ou transformando a produção acadêmica em favor da produção folclórica, seja, mais recentemente, ingressando nos programas de pós-graduação em centros universitários de referência. No âmbito da produção de conhecimento e idéias, particularmente sobre as populações mineiras de origem africana, o diálogo entre folcloristas mineiros e ciências sociais adquire uma peculiaridade que residiu na incorporação de dois parâmetros caros à intelectualidade brasileira, desde a abolição da escravidão, e que, em resumo, corresponderam, num primeiro momento, a tentativas de equacionar os grupos que compõem a cultura e a sociedade brasileira, a fim de descobrir a viabilidade ou não do Brasil enquanto nação e, num segundo momento, aos esforços de garantir o reconhecimento destas expressões folclóricas, bem como daqueles que produzem conhecimento sobre elas, os folcloristas. Estes parâmetros, ou seja, as noções de Kultur e de "civilization" serviram para definir os conteúdos do que se entende por "negro" e por "africano", no contexto da produção de narrativas sobre o folclore e as expressões de cultura popular produzidos pelas populações mineiras de origem amcana e servem, hoje, para definir identidades sociais, espaços sociais e razões para a existência das manifestações folclóricas produzidas por essas populações. / Abstract: This research intends to solve three questions: 1) Why are there so few academic works about African descendants who live in Minas Gerais today?; 2) In what context occurs and what is the intellectual and social value ofthe folklore production about this population? And 3) What are the characteristics and the senses ofknowledge made by the folklorists from Minas Gerais about these people? The way I found to try to answer these questions was the Anthropology of the Knowledge and Ideas substantiated, mostly, proposed by Adam Kuper and, to do that, the folklorists from Minas Gerais were classified as narrators, and their texts about the descendants of Africans that live in Minas Gerais as narratives. This procedure identifieda dialog between Brazilian folklore production, in general, and folklore production from Minas Gerais, particular by during the creation process of institutional spaces for scientists and folklorists, in other words, until the 50's. Besides, the folklorists from Minas Gerais are related to the university in many levels, such as, in universities at Minas Gerais, transforming academic production in favor of folklore production or enrolling in Ph.D. programs in acknowledged universities. In the interior of knowledge and ideas production, specially about the population descendant from Africans that live in Minas Gerais, the dialog between folklorists from Minas Gerais and the Social Sciences assume a peculiar way that concerns the incorporation of two important parameters to Brazilian intellectuals, since the end of slavery, and that corresponds, on the first way, to try to think about the cultural and social groups that forms Brazil to discover if those expressions are a social and cultural complex. On a second way, they are the tentative to recognize these folklore expressions and the folklorists as rightful knowledge producers. These parameters are the notions of Kultur and civilization and they can define the contents of what folklorists know about "black people" and "African people", in the context of narratives about folklore and popular culture produced by African descendants that live in Minas Gerais. They can, today, define social identities, social spaces and reasons to folk manifestations existing and reproducing. / Doutorado / Antropologia Social / Doutor em Antropologia Social

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:repositorio.unicamp.br:REPOSIP/280695
Date17 August 2018
CreatorsRapchan, Eliane Sebeika
ContributorsUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, Kofes, Suely, 1949-, Kofes, Maria Suely, 1949-, Brandão, Carlos Rodrigues, Lins, Elizabeth Travasso, Farage, Nadia, Simson, Olga Rodrigues de Moraes Von
Publisher[s.n.], Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
Format452 p., application/pdf
Sourcereponame:Repositório Institucional da Unicamp, instname:Universidade Estadual de Campinas, instacron:UNICAMP
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess

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