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O presentismo como resposta ao paradoxo de McTaggart

Um dos marcos mais importantes da filosofia do tempo contemporânea é o artigo de McTaggart (1908) denominado “The Unreality of Time”, no qual o autor defende que a suposição da existência do tempo é contraditória. O texto em questão demorou algumas décadas para ter sua importância filosófica devidamente reconhecida, devido à dificuldade proposta pela segunda parte de sua argumentação, chamada posteriormente de “Paradoxo de McTaggart” , pois não consiste em mostrar a coerência de suposição da que o tempo é irreal, mas que a ideia da existência disso que comumente se entende por tempo é inconsistente devido a uma contradição na aplicação dos predicados ser presente, ser passado e ser futuro. Há alguns autores que consideram o argumento de McTaggart muito plausível e que desenvolveram respostas a este, a fim de assegurar a realidade do tempo abandonando alguma (ou algumas) das suposições fundamentais que se tem a respeito da natureza do tempo. Uma destas respostas é denominada presentismo e consiste em defender que tudo e apenas o que existe é presente e tudo e apenas o que é presente existe. Essa resposta enfrenta algumas dificuldades, dentre as quais ressalta-se a dificuldade da veridação de proposições a respeito do passado e do futuro, e a dificuldade de conciliar o presentismo com a teoria da relatividade. A proposta desta dissertação é analisar a argumentação de McTaggart levando em consideração os requisitos necessários para interpretá-la a fim de que fique claro o que está sendo pretendido em cada premissa. O próximo passo será analisar o presentismo enquanto teoria coerente para, por fim, verificar a possibilidade de utilizar o presentismo como uma alternativa concreta de interpretação da realidade na qual o tempo seja real, resolvendo o paradoxo de McTaggart. / One of the most important milestones of contemporary philosophy of time is the paper by McTaggart (1908) "The Unreality of Time", in which he argues that the existence of time is contradictory. The work in question took a few decades to have its philosophical importance duly acknowledged, mainly due to the difficulty of the second part of McTaggart’s argument, which came to be called “McTaggart’s Paradox”, since it does not show the consistency of the assumption that time is unreal, but that the idea of the existence of what is commonly understood by time is inconsistent due to a contradiction in applying the predicates of being past, present or future. There are some authors who consider the McTaggart's argument very plausible, and have developed responses to it in order to ensure the reality of time, abandoning some of the fundamental notions that are usually attributed to time. One of these responses is called presentism, and consists in the assumption that all and only what exists is present and all and only what is present exists. That response faces some difficulties, like the difficulty of the truthmakers, the makers of the truth-value of assumptions about the past and the future, since only the present exists, or the difficulty reconciling presentism and Relativity Theory. The purpose of this dissertation, then, is to examine McTaggart's Paradox, analyzing the requirements needed to interpret it in a way that is consistent. If the argument shows itself sound, the next step will be to analyze presentism as a coherent theory in order to finally verify the possibility of using presentism as a concrete alternative for interpreting reality in which time is real, solving the McTaggart’s Paradox.

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:www.lume.ufrgs.br:10183/170403
Date January 2017
CreatorsOliveira, Fernando Esteves de
ContributorsFaria, Paulo Francisco Estrella
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/masterThesis
Formatapplication/pdf
Sourcereponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS, instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul, instacron:UFRGS
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess

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