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[en] OBSTETRIC RACISM AND MOTHERHOOD AMONG BLACK WOMEN: QUESTIONS FOR PSYCHOLOGY / [pt] RACISMO OBSTÉTRICO E MATERNIDADE DE MULHERES NEGRAS: QUESTÕES PARA A PSICOLOGIACINTIA ALEIXO DOS SANTOS GOMES 24 June 2024 (has links)
[pt] A dissertação enfoca o racismo obstétrico e suas dimensões históricas e
sociais no contexto brasileiro, especialmente seu impacto na maternidade das
mulheres negras, abordando os efeitos psicológicos persistentes desde a gestação
até o pós-parto. A pesquisa busca compreender como as experiências de racismo
obstétrico influenciam a construção da maternidade das mulheres negras bem como
analisa a relação entre a mãe e o filho após possíveis traumas obstétricos,
explorando os aspectos psicológicos envolvidos. A abordagem metodológica foi
fundamentada nos princípios da Psicologia Narrativa, que destaca a relevância das
histórias na construção da identidade e da experiência humana. A psicologia
contribui para uma compreensão mais completa e contextualizada do racismo
obstétrico no Brasil. Este fenômeno, que se manifesta por meio de práticas
discriminatórias e racismo obstétrico direcionadas a mulheres negras, tem sido
pouco abordado nos âmbitos acadêmico e literário. A ausência de conhecimento e
discussões sobre o racismo obstétrico contribui para a perpetuação de desigualdades
raciais e para a invisibilidade das experiências das mulheres negras no contexto da
assistência ao parto. Portanto, há uma urgente necessidade de mais pesquisas e
estudos abrangentes sobre o tema, a fim de ampliar a conscientização e valorização
destas mulheres, garantindo uma assistência obstétrica justa e igualitária para todas. / [en] The thesis focuses on obstetric racism and its historical and social dimensions in the Brazilian context, especially its impact on black women s motherhood, addressing lingering psychological effects from pregnancy to postpartum. The research seeks to understand how experiences of obstetric racism influence the construction of motherhood for black women, as well as analyzing the relationship between mother and child after possible obstetric traumas, exploring the psychological aspects involved. The methodological approach was grounded in the principles of Narrative Psychology, which emphasizes the relevance of stories in the construction of identity and human experience. Psychology contributes to a more complete and contextualized understanding of obstetric racism in Brazil. This phenomenon, which manifests itself through discriminatory practices and obstetric violence directed at black women, has been little addressed in academic and literary fields. The absence of knowledge and discussions about obstetric racism contributes to the perpetuation of racial inequalities and invisibility of black women s experiences in the context of childbirth care. Therefore, there is an urgent need for more comprehensive research and studies on the topic, in order to increase awareness and appreciation of these women, ensuring fair and equal assistance.
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[en] BECOMING A MOTHER BETWEEN CULTURES: THE EXPERIENCE OF THE MOTHERHOOD IN MIGRATION / [pt] TORNAR-SE MÃE ENTRE CULTURAS: A VIVÊNCIA DA MATERNIDADE NA MIGRAÇÃOMARINA VASCONCELLOS ROCHA 23 May 2023 (has links)
[pt] A maternidade não atinge da mesma forma pessoas de diferentes países e
culturas. A vivência da maternidade, assim como a da migração, é atravessada por
questões sociais, econômicas e raciais. Este estudo tem como objetivo compreender
a vivência da maternidade de mulheres brasileiras que tiveram filhos fora do país
de origem. De modo a alcançar o objetivo proposto, foi realizada uma pesquisa
qualitativa na qual foram entrevistadas, em 2022, sete mulheres brasileiras que
vivenciaram gestação, parto e primeiro ano de vida do filho (a) em Portugal, Reino
Unido, Itália, Espanha e França. Foi utilizado o método de análise de conteúdo para
analisar os dados (Bardin, 2016). Da análise das falas das participantes emergiram
cinco categorias: gestando no meio sociocultural; rede de apoio na perinatalidade
em tempos pandêmicos; parir em outra língua; pertencimento à cultura de origem
da família e transmissão cultural da maternidade. Os resultados apontam a
fragilidade das redes de apoio, além da relevância da inclusão da cultura de origem
e do país de acolhimento na maternidade. Conclui-se que a vivência de maternidade
fora do país de origem é envolta em lutos e revisitações às referências culturais da
mãe. O distanciamento da rede familiar, de amigos e de referenciais da cultura de
origem da mulher migrante gerou o aumento das sobrecargas psíquica e física
inerentes à maternidade. No entanto, os grandes conflitos vividos por essas
mulheres não excluem a percepção das potencialidades dessa experiência. / [en] Motherhood does not affect people from different countries and cultures inthe same way. The experience of motherhood, as well as the migration, is crossedby social, emotional and racial issues. This study aims to understand the experienceof motherhood of Brazilian women who had children outside their country of origin.In order to reach the proposed objective, a qualitative research was carried out inwhich seven Brazilian women were interviewed in 2022 who experiencedpregnancy, childbirth and the first year of life of their child in Portugal, UnitedKingdom, Italy, Spain and France. The content analysis method was used to analyzethe data (Bardin, 2016). From the analysis of the participants statements, fivecategories emerged: pregnant in the sociocultural environment; perinatal supportnetwork in pandemic times; give birth in another language; belonging to the cultureof origin of the family and cultural transmission of motherhood. The results pointto the capture of support networks, in addition to the protection of the inclusion ofthe culture of origin and the host country in maternity. It is concluded that theexperience of motherhood outside the country of origin is shrouded in mourningand revisiting the mother s cultural references. The distance from the familynetwork, friends and references of the culture of origin of the migrant womangenerated an increase in the psychic and physical overloads inherent to motherhood.However, the major conflicts experienced by these women do not exclude theperception of the potential of this experience.
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