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Primatas do cerrado: conservação, biogeografia e mudanças climáticas

Oliveira, Danilo Gustavo Rodrigues de 27 August 2015 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, 2015. / Submitted by Fernanda Percia França (fernandafranca@bce.unb.br) on 2015-11-25T16:33:54Z No. of bitstreams: 1 2015_DaniloGustavoRodriguesdeOliveira.pdf: 9745568 bytes, checksum: 11bcf91091c2284fdb09966021e0521f (MD5) / Approved for entry into archive by Guimaraes Jacqueline(jacqueline.guimaraes@bce.unb.br) on 2016-02-04T12:57:14Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2015_DaniloGustavoRodriguesdeOliveira.pdf: 9745568 bytes, checksum: 11bcf91091c2284fdb09966021e0521f (MD5) / Made available in DSpace on 2016-02-04T12:57:14Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2015_DaniloGustavoRodriguesdeOliveira.pdf: 9745568 bytes, checksum: 11bcf91091c2284fdb09966021e0521f (MD5) / Os primatas neotropicais dependem de ambientes com estrato arbóreo para viver. Essa dependência os deixa particularmente vulneráveis às mudanças no uso da terra para fins antrópicos. O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e tem apresentado uma alta taxa de desmatamento nos últimos anos, devido ao avanço da agricultura e pecuária na região. Além disso, o clima tem passado por fortes mudanças que alteraram os seus limites e devem alterar a distribuição de várias espécies nos próximos anos. O objetivo desta tese foi analisar os padrões biogeográficos históricos, atuais e futuros dos primatas do Cerrado e as implicações para a conservação do grupo. Objetivos específicos incluem: analisar a eficiência do atual sistema de áreas protegidas do Cerrado para a proteção de primatas; apontar áreas prioritárias para conservação que complementam as já existentes; apontar áreas de endemismo; apontar zonas de estabilidade climática; compreender a contribuição de biomas vizinhos para a primatofauna da região; verificar o efeito das mudanças climáticas e do uso da terra na distribuição de primatas; comparar a magnitude do efeito das mudanças no futuro; e projetar mudanças futuras para o grau de ameaça. As ocorrências de 16 taxóns de primatas foram coletadas a partir de coleções em museus e literatura científica. Foram utilizados modelos de nicho ecológico no pacote biomod2 do software R em uma abordagem de consenso de algoritmos para estimar os requisitos de nicho das espécies. Foram utilizadas as variáveis bioclimáticas como variáveis ambientais e também foram utilizadas três variáveis obtidas de imagens de satélite para descrever a vegetação no período presente. Os modelos de nicho foram projetados para os períodos: 130 mil aap. (anos antes do presente), 21 mil aap., 6 mil aap., presente, ano de 2050 e ano de 2080. As projeções para o futuro foram realizadas com o cenário mais otimista e o mais pessimista, RCP2.6 e RCP8.5 respectivamente. Foi feita a priorização de áreas para conservação com o programa Marxan e a análise de lacunas de conservação com o ArcMap 10.2. As áreas de endemismo foram identificadas com o programa NDM usando pontos e pontos mais modelos. O agrupamento da distribuição das espécies foi testada usando o teste T do pacote prabclus. As zonas de estabilidade climática foram determinadas como áreas que se mantiveram adequadas para a permanência da espécie no passado por mais tempo. A mudança no uso da terra foi estimada para o ano de 2050 XVI com a ferramenta LCM do programa IDRISI. Foram utilizados os critérios A e B da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para estimar o grau de ameaça projetado para primatas. De acordo com a estimativa realizada, as principais características do meio que afetam a distribuição de primatas do Cerrado são a precipitação média anual e a sazonalidade da temperatura. Um terço dos taxóns analisados constituem lacunas reais de conservação e apenas um táxon é uma lacuna potencial (estimada por modelos). As áreas prioritárias apontadas foram, em geral, maiores e mais contínuas no norte do Cerrado e mais fragmentadas e isoladas no sul, devido ao maior grau de antropização do sul do domínio. A distribuição dos primatas não é randômica, o que indica existência de uma força que possivelmente moldou a distribuição do grupo no passado. O consenso das áreas de endemismo apontou agrupamento de espécies na transição leste, oeste e norte do domínio e também nas serras do centro-leste do Brasil. As zonas de estabilidade climática médias se distribuem em uma faixa no sul do Cerrado que atravessa do Chaco à Mata Atlântica e são mais concentradas em áreas de alta altitude em espécies das áreas de endemismo do leste do domínio e em baixas altitudes para espécies das áreas oeste e norte. No futuro, a área de ocorrência das espécies deve reduzir, em média, de 9,3% a 59,2% dependendo da sua capacidade de migração. Dentro do Cerrado, a perda de área média das espécies fica em torno de 84,4% quando consideramos a expectativa de remanescentes nativos para 2050. Seis táxons irão aumentar o grau de ameaça e quatro correm risco de serem extintos do Cerrado. Comparando as projeções para o passado, presente e futuro emerge a importância da conservação de espécies que habitam áreas marginais no leste e oeste do domínio.

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