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Sujeitos nulos indeterminados no português brasileiro : uma investigação diacrônica em GoiásBorges, Humberto 28 February 2014 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Programa de Pós-Graduação em Linguística. / Submitted by Fabiane Nogueira Freitas (fabifreitasn@gmail.com) on 2014-05-09T14:41:20Z
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2014_HumbertoBorges.pdf: 2068783 bytes, checksum: 8f433960f111283e1d7697e1f521f4ed (MD5) / Nesta dissertação, investigamos um aspecto considerado inovador da gramática do português brasileiro em relação à gramática do português europeu: a sintaxe do sujeito, especificamente a sintaxe de construções com sujeito nulo indeterminado e verbo na terceira pessoa do singular. Essas construções têm sido associadas na literatura gerativista à reestruturação dos paradigmas verbal e pronominal do português brasileiro (cf. GALVES, 1987, 2001; DUARTE, 1993, 1995; entre outros) e à mudança do português brasileiro de uma língua de sujeito nulo consistente, como o português europeu, para uma língua de sujeito nulo parcial (cf. ROBERTS E HOLMBERG, 2010; HOLMBERG E SHEEHAN, 2010; entre outros). A motivação de nossa investigação é a hipótese de que aspectos inovadores na expressão do sujeito no português brasileiro teriam sido gerados a partir da aquisição do português europeu por ameríndios e africanos e, especialmente, por seus descendentes na América portuguesa. Destarte, a partir da exposição de aspectos sócio-históricos da formação do português brasileiro na América portuguesa e em Goiás, buscamos em manuscritos goianos datados dos séculos XVIII e XIX dados que pudessem atestar nossa hipótese. Constituímos um corpus com dois manuscritos do gênero diário escritos, respectivamente, por um homem de origem portuguesa, no século XVIII, e por uma mulher brasileira de possível origem mestiça, no século XIX. A análise dos dados mostrou que construções com sujeito nulo indeterminado e verbo na terceira pessoa do singular eram licenciadas no manuscrito do século XIX. A partir desses indícios, supomos que a aquisição da língua portuguesa por ameríndios e africanos e, posteriormente, por seus descendentes foram responsáveis pela emergência da gramática do português brasileiro em Goiás. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT / In this dissertation, we have investigated an aspect considered innovative in Brazilian Portuguese grammar in relation to European Portuguese grammar: The syntax of the subject, more specifically, the syntax of indeterminate null subject constructions with verb on third person singular. These constructions have been associated in the generative literature to the reconstruction of verbal and pronominal paradigms of Brazilian Portuguese (GALVES, 1987, 2001; DUARTE, 1993, 1995; and others), and to the change of this language from a consistent null subject language, like European Portuguese, to a partial null subject language (ROBERTS E HOLMBERG, 2010; HOLMBERG E SHEEHAN, 2010; and others). The motivation for our investigation is the hypothesis of which innovative aspects in the expression of subject in Brazilian Portuguese had been generated from the acquisition of European Portuguese by Amerindians and Africans, and especially, by their descendants in Portuguese America. Taking as a start point the exposition of social-historic aspects in the formation of Brazilian Portuguese in Portuguese America and in Goiás, we have searched in manuscripts from the state of Goiás dated back to the XVIII and XIX centuries which could support our hypothesis. We have constituted a corpus from two manuscripts of the genre of diaries written, respectively, by a male of Portuguese origin, from the XVIII century, and by a Brazilian woman of possible Mestizo descent, from the XIX century. The analysis of the data showed that indeterminate null subject constructions with verb on third person singular were licensed in the manuscript of XIX century. This way, we have supposed that the acquisition of Portuguese language by Amerindians and Africans, and especially, by their descendants was responsible for the emergence of grammar of Brazilian Portuguese.
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Aspectos sintáticos e semânticos de sentenças imperativas no português brasileiro / Syntactical and semantic aspects of imperative clauses in brazilian portugueseFerreira Junior, Moacir Natercio 02 December 2016 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2016. / Submitted by Fernanda Percia França (fernandafranca@bce.unb.br) on 2017-04-04T18:17:32Z
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2016_MoacirNatercioFerreiraJunior.pdf: 1880820 bytes, checksum: b141ef4a269b75fff445cd46d1950308 (MD5) / Este trabalho investiga aspectos da estrutura sintática das sentenças imperativas no português brasileiro (PB), na comparação com o português europeu (PE). A tradição gramatical classifica o PE como língua de imperativo verdadeiro, por possuir morfologia verbal específica ao modo imperativo. Além da morfologia própria (1), entre as particularidades das formas verbais do imperativo verdadeiro, constam (i) a impossibilidade de realização de sujeito pré-verbal (2), (ii) a impossibilidade de negar a formas do imperativo verdadeiro, sendo utilizada, nesse caso, a forma 'supletiva', advinda do subjuntivo ((1) Entra! (2p)/ Entre! (3p.gramatical); (2) *Tu entra/ *Você entra!/ (3) *Não entra!/ Não entres (2p)/ Não entre! (3p.gramatical)) – características também encontradas em línguas próximas, como o espanhol (MATEUS et alii. 2003; RIVERO, 1994). Já o PB apresenta duas formas verbais em variação (associadas, por hipótese, ao indicativo e ao subjuntivo), cuja distribuição não apresenta restrições ao uso da negação, a qual pode ocorrer em três configurações – em posição pré-verbal, em posição pré- e pós-verbal, em posição pós-verbal –, além de manifestar uma forma reduzida na posição pré-verbal (Não/Num faz/faça isso; Não/Num faz/faça isso não; Faz/Faça isso não). Outra característica do imperativo no PB é a possibilidade de realização do sujeito em posição pré-verbal e pós-verbal ((4) Você entra/entre aqui!; Entra/Entre você aqui!). Seguindo primordialmente Cardoso (2004; 2009); Scherre (2007) e Scherre et al. (2007), assumimos que o modo imperativo no PB, sendo realizado por formas variantes sem restrição de distribuição no que se refere à presença da negação, não manifesta o chamado imperativo verdadeiro, fazendo uso de um paradigma supletivo para expressar o modo imperativo – tanto em relação às formas do indicativo, quanto em relação às formas do subjuntivo. Assumindo-se que o desenvolvimento do paradigma supletivo associado ao indicativo (em variação com as formas associadas ao subjuntivo) relaciona-se à reanálise do sistema pronominal e ao sincretismo morfológico decorrente dessa reanálise, propomos que as sentenças imperativas no PB são enunciados optativos, que ocorrem em uma configuração em que o traço optativo, licenciado por um operador expressivo (EX), é realizado no domínio de CP (nos termos de Grosz 2011). Esse operador é responsável por avaliar o conteúdo da elocução imperativa denotada na na estrutura de CP, em relação ao desejo do emissor (1ª pessoa do discurso). A expectativa do emissor é matizada por efeitos de polidez, que se manifestam na relação com o sistema pronominal e com a sintaxe do sujeito – em que a realização nula alterna com a realização lexical, em posição pré-verbal (não marcada), em contraste com a posição pós-verbal (marcada). Enquanto o operador optativo representa em C a expressão do emissor, o traço de segunda pessoa, referente ao destinatário da elocução imperativa, é representado no núcleo da categoria ModP (ModalityPhrase) por meio do traço de segunda pessoa (nos termos da proposta original de ZANUTTINI 2008, reformulada em ISAC 2015). Seguindo o pressuposto de que o ato de elocução é realizado em duas instâncias (ISAC 2015), propomos que, nas sentenças imperativas no PB, o primeiro evento de causa está diretamente associado à presença do operador optativo em C, e representa a expectativa que o emissor tem ao realizar a proposição inicial do ato de elocução e o segundo evento de causa está associado ao traço de segunda pessoa hospedado na categoria Mod. / This work investigates aspects related to the syntactic structure of the imperative clauses in Brazilian Portuguese (BP), compared to European Portuguese (EP). The grammatical tradition classifies EP as a language of the true imperative type, because it employs a specific morphology for the expression of the imperative mood, showing syntactic particularities in the presence of this verbal form. Besides presenting specific morphology (1), the true imperative verbal form (i) does not allow perform pre-verbal subject (2), (ii) neither deny imperative true forms, being used, in this case, a suppletive form, which arises from subjunctive paradigm ((1) Entre! (2P) / Entra! (3P.gramatical) (2) * Você entre! / * Você entra! / (3) * Não entre! / Não entres! (2P) / Não entra! (3P.gramatical)) - characteristics also found in similar languages, such as Spanish (MATEUS et al. 2003; RIVERO, 1994). On the other hand, imperative clauses in BP has two verbal forms in variation, whose distribution has no restrictions on the presence of negative markers, which can occur in three configurations - pre-verbal position, in pre and post-verbal position in postverbal position – besides presenting a reduced form in pre-verbal position (Não/Num faz/faça isso; Não/Num faz/faça isso não; Faz/Faça isso não). Another essential characteristic of BP imperative clauses is the possibility of hosting the subject in a pre-verbal and postverbal positions. According to Scherre (2007) and Scherre et al. (2007), we assume that imperative paradigm in BP do not manifest the true imperative form, but only suppletive forms by the use of indicative and subjunctive morphology. Assuming that the BP have only a suppletive paradigm, we propose that the illocutionary force, in this sentences, occurs in a configuration where the head of CP have an optative feature, which is characteristic of subordination (cf. Rivero, 1994). This feature is represented by an operator EX (according Grosz, 2011) which denotes the first person expression in the speech act of optative utterances. This operator is responsible for evaluating the expressive content of the imperative utterance, expressed by the proposition introduced in the structure of the CP projection, marking the speaker’s desire (1st person of the speech act). The speaker’s expectation is nuanced by politeness effects, which are manifested in the relation with the pronominal system and with the subject imperative syntax - in which the null realization alternates with the lexical realization, in a pre-verbal (unmarked) position, in contrast with the post-verbal (marked) position. Thus, while the optative operator represents the speaker's expression in C, the second person's feature, referring to the Addressee of the imperative utterance, is represented in the core of the ModP category (ModalityPhrase). Following Isac (2015), we propose that the imperative utterance occurs in two differents causal events. The first cause event is directly associated with the presence of the optative operator in C and represents the speaker’s expectation of performing the initial proposition of the utterance act. The second cause event is associated with the second person feature hosted in the head of Mod category.
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Considerações sobre a sintaxe das construções de predicação secundária depictiva no português brasileiroFerreira, Elisabete Luciana Morais 26 June 2017 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2017. / Submitted by Raquel Almeida (raquel.df13@gmail.com) on 2017-08-09T21:00:49Z
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Previous issue date: 2017-09-11 / Esta dissertação investiga um tipo específico de sentença, classificada como uma construção de predicação secundária depictiva (e.g., A Maria dirigiu o carro bêbada, O Pedro comeu a carne crua) (cf. Rothstein, 1983; Himmelmann & Schultze-Berndt, 2005), com foco no português brasileiro (PB). O interesse nesse tipo de sentença reside no fato de haver um intenso debate na literatura a respeito de sua correta representação sintática. Frequentemente, a discussão sobre esse tópico é reduzida à questão de haver ou não a formação um constituinte small clause (SC) pelo depictivo e por seu sujeito (cf. Stowell, 1983; Chomsky, 1981; Williams, 1980; Rothstein, 1983, entre outros). Outras questões relativas a essas sentenças são as seguintes: como explicar a concordância verificada entre o depictivo e o DP ao qual ele se orienta? Como explicar, do ponto de vista derivacional, a dupla atribuição de papel temático a um argumento? Essas questões ganham especial relevância dentro de uma ótica minimalista (cf. Chomsky, 2000, 2001), principalmente para uma proposta que dispense PRO (categoria utilizada em trabalhos como o de Stowell (1983), por exemplo) e que deseje analisar de maneira uniforme a concordância que se estabelece no nível da oração sentencial e no âmbito da predicação depictiva. Além disso, pesa o fato de que a questão da concordância permanece em aberto em trabalhos sobre o PB, como Carreira (2015) e Foltran (1999). Diante disso, os principais objetivos desta pesquisa são os seguintes: (i) caracterizar as construções depictivas, realizando uma comparação entre essas estruturas e outras semelhantes; (ii) definir a representação sintática dessas construções, de modo a determinar se elas apresentam um constituinte SC; e (iii) propor um esboço de análise para essas sentenças, apresentando uma derivação que esteja no caminho de explicar os fatos de concordância observados e a dupla atribuição de papel temático ao argumento partilhado. Quanto a (i), fornecemos uma ampla caracterização das sentenças depictivas, apresentando suas propriedades sintáticas e semânticas gerais. Além disso, realizamos uma reflexão sobre a noção de predicação e uma exposição detalhada de outras estruturas relacionadas à discussão. Quanto a (ii), oferecemos argumentos a favor de uma análise que propõe a formação de uma SC pelo depictivo e o seu sujeito (uma categoria vazia), estando essa SC em posição de adjunção. Quanto a (iii), apresentamos uma proposta de derivação para as sentenças em questão, assumindo o quadro minimalista, com algumas modificações essenciais: assumimos que o sistema permite instâncias de movimento lateral (cf. Nunes, 1995; Hornstein, 1999; Boeckx, Hornstein & Nunes, 2010), não submetido à condição de c-comando (Hornstein, 1999), e que o movimento para posições-θ é lícito (cf. Hornstein, 1999, entre outros). Vamos propor que o sujeito do depictivo (o DP) se move da SC para uma posição-θ na oração matriz e que a SC é de categoria Asp. O DP nessas construções entra em relação de concordância via Agree com Asp (valorando os traços-φ dessa sonda) e com outra sonda na oração matriz. Sendo Asp φ-incompleta, esse núcleo é incapaz de valorar o traço de Caso do DP, o que permite que ele se mova para a oração matriz. No que diz respeito às relações temáticas, o DP recebe um papel-θ no âmbito da SC e outro, de um predicado na oração principal. Assim, esse esboço de análise possui a vantagem de dispensar PRO, unificar o tratamento de concordância e explicar a dupla atribuição de papel-θ ao DP. / This thesis investigates depictive secondary predication constructions (cf. Rothstein, 1983; Himmelmann & Schultze-Berndt, 2005) in Brazilian Portuguese (BP), e.g., A Maria dirigiu o carro bêbada (‘Maria drove the car drunk’), O Pedro comeu a carne crua (‘Pedro ate the meat raw’). The syntactic representation of depictive constructions has been a matter of debate in the literature, and the main issue regarding these constructions concerns whether or not the depictive predicate is a constituent of a small clause (SC) (cf. Stowell, 1983; Chomsky, 1981; Williams, 1980; Rothstein, 1983). However, other questions concerning these sentences arise, such as: how can we explain the agreement pattern between the depictive predicate and its subject? And how can we explain the fact that a singular DP bears more than one θ-role in depictive constructions? These issues become particularly relevant within a minimalism setting (cf. Chomsky, 2000, 2001), especially if one wants to put forward an analysis that dispenses with PRO (contra Stowell, 1983) and provide a unified analysis for the agreement relations that occur in the main clause and the agreement relation that holds between the depictive and its subject. Furthermore, it is worth noting that previous proposals focused on BP (Carreira, 2015; Foltran, 1999) do not provide an analysis for the agreement relation between the depictive and the DP. Given this scenario, the goal of this study is threefold: (i) to describe the main properties of depictive secondary predication constructions, by making a comparison between these constructions and other similar sentences; (ii) to define the syntactic structure of depictive constructions, in order to determine whether they present a small clause constituent or not; and (iii) to put forward an analysis for (subject-oriented and object-oriented) depictive constructions that enables us to further explain the thematic relations and the agreement facts in these sentences. As for the first goal, (i), this thesis provides a broad picture of depictive constructions in BP (and other languages). Moreover, we provide a detailed description of other related phenomena. As for the second goal, (ii), we argue against the anti-SC analysis of depictive secondary predication, providing evidence for a SC constituent (with an empty category as its subject). We take the depictive SC to be an adjunct. As for the third goal, (iii), this thesis presents an analysis for depictive sentences within the minimalist framework proposed by Chomsky, with some modification: we assume that sideward movement is licit (cf. Nunes, 1995; Hornstein, 1999; Boeckx, Hornstein & Nunes, 2010), that movement does not require c-command (Hornstein, 1999) and that movement to a thematic position is permitted (cf. Hornstein, 1999). That being so, we propose that the DP moves from the SC to the matrix clause. We also take the small clause to be a projection of a functional head Asp, which has an incomplete set of φ-features. The operation Agree, which establishes a relation between the DP and Asp, deletes the φ-set of Asp. However, the DP that moves to the specifier position of Asp cannot have its Case feature valued, given that Asp is defective: this explains why the DP is free to undergo further movement. A DP in these constructions receives two θ-roles (one within the SC, and other within the main clause). The proposal presented here (which still needs to be developed) dispenses with PRO, unifies the agreement phenomena and explains how a DP can receive two θ-roles.
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O foco no português brasileiro : um estudo experimental acerca de suas manifestações prosódicas e sua interface com a sintaxeAlmeida, Larissa Timo 02 March 2018 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2018. / Submitted by Raquel Viana (raquelviana@bce.unb.br) on 2018-08-08T21:50:37Z
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Previous issue date: 2018-08-08 / Essa dissertação analisa as manifestações prosódicas do foco no português brasileiro – PB e se enquadra na linha de estudos integrados entre fonética e fonologia, mais especificamente no campo denominado Fonologia Experimental, que se define como uma área de estudos experimentais que busca validar hipóteses fonológicas via experimentação (OHALA & JAEGER, 1986). Buscamos realizar um experimento que permitisse aprofundar a compreensão dos aspectos acústicos da prosódia bem como de suas interfaces com outros domínios linguísticos e, para isso, optamos pela análise de alguns aspectos do foco enquanto categoria linguística. Dessa forma, nossos objetivos para essa pesquisa foram: i) realizar um experimento que permitisse investigar e descrever a prosódia do foco via análise dos correlatos acústicos referentes ao constituinte focado, considerando não só as medidas de frequência fundamental - f0, mas também as medidas de intensidade e duração, ii) comparar os valores dos correlatos acústicos do constituinte focado entre as sentenças que possuem e as que não possuem marcadores sintáticos para o foco e iii) contribuir para a descrição do fenômeno do foco no PB, buscando encontrar possíveis padrões para os diferentes tipos de sentenças analisadas. As sentenças analisadas possuíam foco informacional ou contrastivo no objeto e no sujeito. A focalização poderia ser prosódica (e.g., A RENATA comprou um tapete no shopping x A Renata comprou um TAPETE no shopping) ou sintática (sentenças clivadas e pseudoclivadas). Após as gravações dos áudios, segmentamos a vogal pretônica e a vogal tônica do constituinte focado. Dessas vogais, extraímos os valores dos correlatos acústicos, quais sejam: f0, intensidade e duração. Para analisar os valores de f0, procedemos a uma transformação dos valores originais em uma escala de semitons, como proposto em Nooteboom (1997) e replicado em outros trabalhos recentes (ZENDRON DA CUNHA, 2016). Os resultados obtidos apontam que a prosódia se mantém relevante para assinalar o foco, mesmo em presença de focalização sintática, conforme nossa hipótese inicial sugeria. Na primeira parte da análise, utilizamos a ANOVA como técnica para analisar o comportamento da prosódia na presença ou ausência de foco e percebemos que o correlato acústico que apresentou evidência mais forte de diferença entre os grupos comparados (neutro x foco contrastivo x foco informativo) para as sentenças prosódicas foi o semitom na vogal da sílaba pretônica e para as sentenças com focalização sintática (clivadas e pseudoclivadas), foi a duração na sílaba tônica, tanto para o foco no sujeito quanto para o foco no objeto, embora os resultados do foco no objeto tenham sido mais expressivos. Uma segunda ANOVA foi realizada para avaliar a manifestação do foco nos diferentes tipos de sentenças. Os resultados apontaram para a maior relevância do correlato intensidade na diferenciação dos tipos de sentenças utilizadas para focalização, além de influências do correlato duração, distinguindo as sentenças com focalização sintática das sentenças com focalização prosódica. Também observamos um padrão diferenciado das sentenças pseudoclivadas em relação às demais, sugerindo que a posição do constituinte focado na sentença, à margem esquerda ou direita, apresenta influência consistente sobre a prosódia. Orientados pelos resultados dos dados descritivos e das ANOVA’s, passamos à segunda parte da análise, em que pretendíamos ter uma visão global acerca do foco. Realizamos uma regressão logística com todas as variáveis quantitativas em um só modelo, cuja variável resposta foi a presença ou a ausência de foco. Na análise de regressão, o semitom da vogal pretônica emergiu como variável determinante na marcação do foco, independentemente da posição do constituinte focado ou da presença de focalização por clivagem, evidenciando assim a constância da prosódia nos diversos contextos de marcação de foco. / This dissertation analyzes the prosodic manifestations of focus in Brazilian Portuguese - PB, following an integrated framework between phonetics and phonology, more specifically in the field called Experimental Phonology, which is defined as an area of experimental studies that seeks to validate phonological hypotheses through experimentation (OHALA & JAEGER, 1986). We conducted an experiment that allowed deepening the understanding of the acoustic aspects of prosody as well as its interfaces with other linguistic domains, and for this purpose we selected some aspects of focus as a linguistic category. Thus, our objectives for this research were: i) to carry out an experiment that allowed to investigate and describe the prosody of focus through the analysis of the acoustic correlates of the focused constituent, considering not only the fundamental frequency - f0, but also intensity and duration, ii) to compare the values of acoustic correlates of the focused constituent between the sentences that were syntactically marked versus those that were unmarked and iii) to contribute to the description of the PB focus phenomenon, seeking to find possible patterns for the different types of sentences. The sentences that were analyzed had an informational or contrastive focus on the subject or the object constituent. The targeting could be prosodic (e.g., RENATA bought a carpet at the mall) or syntactic (cleft and pseudocleft sentences). From the recordings of each sentence, we segmented the pre-tonic and the tonic vowel of the focused constituent. From these vowels, we extracted the values of the acoustic correlates, which are: f0, intensity and duration. To analyze the values of f0, we proceed to a transformation of the original values into a semitone scale, as proposed in Nooteboom (1997) and replicated in other recent works (ZENDRON DA CUNHA, 2016). The results obtained indicate that prosody remains relevant to signal focus, even in the case of syntactically marked sentences, as our initial hypothesis suggested. In the first part of the analysis, we used ANOVA as a technique to analyze the behavior of prosody in the presence or absence of focus and we noticed that the acoustic correlates that presented stronger evidence for the difference between the compared groups of sentences (neutral x contrastive focus x informative focus) were the semitone in the vowel of the pre-tonic syllable and sentences with syntactic focus (cleft and pseudocleft), the duration in the tonic syllable, both on the subject and the object, although the results of the focus on the latter have been more expressive. A second ANOVA was performed to evaluate the manifestation of focus on the different types of focused constituents. The results pointed out to the greater relevance of intensity in the differentiation of the types of constructions used for focusing, in addition to duration, which was important to distinguish sentences with syntactic focus from sentences with prosodic focus. We also observed a differentiated pattern of pseudocleft sentences in relation to the others, suggesting that the position of the sentence-focused constituent, on the left or right margin, has a consistent influence on prosody. Guided by the results of the descriptive data and the ANOVAs, we moved on to the second part of the analysis, in which we wanted to have a global view about focus. We performed a logistic regression with all the quantitative variables in a single model, whose variable response was the presence or absence of focus. In the regression analysis, the semitone of the pre-tonic vowel emerged as a determinant variable in the focus marking regardless of the position of the focused constituent or the presence of focalization by cleft constructions, thus evidencing the pertinacity of prosody in the various contexts of focus marking.
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Aspectos sintáticos e semânticos dos adjetivos modaisMoreira, Bruna Elisa da Costa 16 October 2015 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2015. / Submitted by Leandro Henrique Silva Pinheiro (pinheiroleandro2@gmail.com) on 2015-11-26T19:05:14Z
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2015_BrunaElisadaCostaMoreira.pdf: 1608321 bytes, checksum: 0b07a484a222ab24b5c3a2e18b26a44d (MD5) / Esta tese examina as propriedades sintáticas e semânticas de uma classe de adjetivos de caráter modal no português brasileiro (PB) formada com o sufixo -vel (e.g., quebrável, amável). A tese foca na relação entre esses adjetivos e as passivas, as médias e as sentenças genéricas, bem como no domínio de modalidade que o sufixo expressa (i.e., possibilidade ou subjetividade). O Capítulo 2 isola as principias propriedades que os adjetivos modais em -vel compartilham com as estruturas supracitadas, provê uma descrição dos dados, discute a preferência do sufixo por bases verbais e introduz exemplos de adjetivos recentemente cunhados no PB. O Capítulo 3 apresenta a comparação entre teorias prévias sobre os adjetivos modais e as passivas adjetivas, tanto de uma perspectiva lexicalista (em termos de regras lexicais) quanto sintática (em termos de altura de concatenação), e avalia as suas previsões e desafios. Esse capítulo também introduz o modelo teórico de Ramchand (2008a) para a decomposição do significado verbal (iniciação, processo, resultado) e explora as suas implicações para a análise da formação de adjetivos deverbais em -vel. O Capítulo 4 é destinado ao estudo da modalidade. Com base em trabalhos prévios sobre a modalidade dinâmica (Von Wright, 1951; Brennan, 1993), que diz respeito ao estudo dos predicados de habilidade e disposição, o sufixo -vel é analizado como um modal disposicional relativizado a certas propriedades. A leitura de possibilidade (e.g., quebrável) é correlacionada a dinamicidade e envolve as propriedades de um argumento do tipo resultado. A leitura subjetiva (e.g., amável) é correlacionada a estatividade e envolve as propriedades de um complemento remático. O Capítulo 5 desenvolve a proposta de que os adjetivos modais são uniformemente derivados de uma operação passiva, como definida por Bruening (2013, 2014). As consequências dessa proposta são exploradas também no âmbito das passivas adjetivas no PB. Diversos testes sintáticos são reavaliados para ambas as classes de adjetivos e mostram que estas permitem a realização by-phrases e modificação adverbial, contra análises prévias. Essencialmente, esta tese defende a ideia de que adjetivos modais em -vel envolvem o processo de modalização de diferentes estruturas de natureza verbal, que consistem em estruturas mais ricas, que codificam [init, proc, res] ou [init, proc] (i.e., eventualidades dinâmicas) ou estruturas mais simples, que codificam simplesmente [init] (i.e., eventualidades estativas). Em última instância, esta tese provê evidências para uma visão sintática da estrutura argumental, no espírito de Hale & Keyser (1993) e Ramchand (2008a). / This dissertation examines the syntactic and semantic properties of a class of modal adjectives in Brazilian Portuguese (BP) ending in -vel (e.g., quebrável ‘breakable’, amável ‘lovable’). I focus on the relationship between these adjectives and passives, middles, and generic sentences, and also on the range of modality that -vel expresses (i.e., possibility or subjectivity). In Chapter 2, I isolate the main properties that modal adjectives in -vel share with the aforementioned constructions, provide a description of the data, discuss the preference for verbal bases and present examples of newly coined adjectives in BP. In Chapter 3, I compare existing theories of modal adjectives and adjectival passives, both from a lexicalist perspective (in terms of lexical rules) and a syntactic perspective (in terms of height of attachment), and evaluate their predictions and challenges. In this chapter, I also present Ramchand’s (2008a) framework for verb decomposition (initiation, process, result) and discuss its implications for the formation of deverbal adjectives ending in -vel. In Chapter 4, I focus on modality. Based on previous work on dynamic modality (Von Wright, 1951; Brennan, 1993), which is concerned with abilities and dispositions, the suffix -vel is analyzed as a dispositional modal relativized to bundles of property expressions. The possibility reading is correlated with dinamicity and involves the properties of a resultee argument. The subjective reading (“worthy of”) is correlated with stativity and involves properties of a rhematic complement, which co-describes a state. In Chapter 5, I propose that modal adjectives are uniformly derived from a passive operation, as defined by Bruening (2013, 2014). I also explore the consequences of this analysis for adjectival passives in BP. I reevaluate syntactic tests with modal adjectives in -vel and adjectival passives and show that both constructions allow by-phrases and adverbial modification in BP, contra previous analyses. Essentially, I propose that modal adjectives ending in -vel involve the modalization of different verbal structures, which consist of richer structures that encode [init, proc, res] or [init, proc] (i.e., dynamic eventualities) or simpler structures that encode [init] (i.e., stative eventualities). Ultimately, this dissertation provides evidence for a syntactic view of argument structure, in the spirit of Hale & Keyser (1993) and Ramchand (2008a).
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