1 |
Ácido elágico em alimentos regionais brasileiros / Ellagic acid in Brazilian regional foodsAbe-Matsumoto, Lucile Tiemi 21 January 2008 (has links)
O ácido elágico é um composto fenólico responsável por diversas atividades biológicas tais como antioxidante e/ou anticarcinogênica e está presente algumas frutas e nas nozes. As bagas, mais conhecidas como berries e a romã são as fontes mais conhecidas de ácido elágico, porém, não são alimentos usualmente consumidos na dieta brasileira. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi realizar um screening em frutas e sementes em relação aos seus teores de ácido elágico e a partir do screening, selecionar uma fruta para estudo dos teores de ácido elágico durante sua maturação. Um total de 35 variedades de frutas (21 famílias botânicas) e 11 tipos de sementes (9 famílias botânicas) foram avaliadas por CLAE quanto ao teor de ácido elágico livre e total. O ácido elágico total foi quantificado após hidrólise dos elagitaninos utilizando TFA 2N a 120ºC por 90 minutos. O ácido elágico foi encontrado em 10 das 35 variedades de frutas e em 3 das 11 variedades de sementes avaliadas. Em frutas, seus teores variaram entre 0,28 e 8,5 mg/100 g b.u. de ácido elágico livre e entre 21,5 e 311 mg/100 g b.u. de ácido elágico total, sendo a jabuticaba, a grumixama e o cambuci (família Myrtaceae) as frutas que apresentaram os maiores teores. Entre as sementes, 3 amostras apresentaram entre 0,37 e 41 mg/100 g e entre 149 e 823 mg/100 g respectivamente de ácido elágico livre e total, sendo as nozes e a pecan (família Juglandaceae), as principais fontes. Em frutas que apresentaram ácido elágico, realizou-se ainda uma caracterização quanto aos teores de fenólicos totais, vitamina C e capacidade antioxidante. A partir destes resultados, a jabuticaba foi a fruta selecionada para estudo dos teores de ácido elágico em função dos estágios de maturação, onde se observou em todas as porções casca, polpa e semente, decréscimo nos seus teores com a maturação. / Ellagic acid is a phenolic compound present in fruis and nuts which acts as potent anti-oxidant and anti-carcinogenic. Berries and pomegranate are the main sources of ellagic acid, however, these fruits are not commonly consummed in the Brazilian diet. Thus, the objective of this work was screened fruits and nuts for content of ellagic acid and according to this, one fruit was selected for studing the ellagic acid content during maturation. Thirty five varieties of fruits (21 bothanical families) and eleven nut samples (9 bothanical families) were evaluated for content of ellagic acid by HPLC. Total ellagic acid content was quantified after ellagitannins hydrolysis using 2N TFA 120ºC for 90 min. Ellagic acid was detected in 10 of 35 fruits and in 3 of 11 nuts. The content of free ellagic acid in fruits varied from 0.28 to 8.5 mg/100 g (FW) and the total ellagic acid varied from 21.5 to 311 mg/100g (FW), whereas jabuticaba, grumixama and cambuci (Myrtaceae family) showed higher ellagic acid content. Among nuts, three samples showed free and total ellagic acid content ranging from 0.37 to 41 and from 149 to 823 mg/100 g (FW) respectively. Among them, walnut and pecan (Juglandaceae family) were the main sources. Total phenolic content, antioxidant capacity and ascorbic acid content were also evaluated in fruits which contained ellagic acid. According these results, jabuticaba was selected for determine the content of ellagic acid during maturation and it was observed decreasing in all parts - skin, pulp and seed - during maturation.
|
2 |
Ácido elágico em alimentos regionais brasileiros / Ellagic acid in Brazilian regional foodsLucile Tiemi Abe-Matsumoto 21 January 2008 (has links)
O ácido elágico é um composto fenólico responsável por diversas atividades biológicas tais como antioxidante e/ou anticarcinogênica e está presente algumas frutas e nas nozes. As bagas, mais conhecidas como berries e a romã são as fontes mais conhecidas de ácido elágico, porém, não são alimentos usualmente consumidos na dieta brasileira. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi realizar um screening em frutas e sementes em relação aos seus teores de ácido elágico e a partir do screening, selecionar uma fruta para estudo dos teores de ácido elágico durante sua maturação. Um total de 35 variedades de frutas (21 famílias botânicas) e 11 tipos de sementes (9 famílias botânicas) foram avaliadas por CLAE quanto ao teor de ácido elágico livre e total. O ácido elágico total foi quantificado após hidrólise dos elagitaninos utilizando TFA 2N a 120ºC por 90 minutos. O ácido elágico foi encontrado em 10 das 35 variedades de frutas e em 3 das 11 variedades de sementes avaliadas. Em frutas, seus teores variaram entre 0,28 e 8,5 mg/100 g b.u. de ácido elágico livre e entre 21,5 e 311 mg/100 g b.u. de ácido elágico total, sendo a jabuticaba, a grumixama e o cambuci (família Myrtaceae) as frutas que apresentaram os maiores teores. Entre as sementes, 3 amostras apresentaram entre 0,37 e 41 mg/100 g e entre 149 e 823 mg/100 g respectivamente de ácido elágico livre e total, sendo as nozes e a pecan (família Juglandaceae), as principais fontes. Em frutas que apresentaram ácido elágico, realizou-se ainda uma caracterização quanto aos teores de fenólicos totais, vitamina C e capacidade antioxidante. A partir destes resultados, a jabuticaba foi a fruta selecionada para estudo dos teores de ácido elágico em função dos estágios de maturação, onde se observou em todas as porções casca, polpa e semente, decréscimo nos seus teores com a maturação. / Ellagic acid is a phenolic compound present in fruis and nuts which acts as potent anti-oxidant and anti-carcinogenic. Berries and pomegranate are the main sources of ellagic acid, however, these fruits are not commonly consummed in the Brazilian diet. Thus, the objective of this work was screened fruits and nuts for content of ellagic acid and according to this, one fruit was selected for studing the ellagic acid content during maturation. Thirty five varieties of fruits (21 bothanical families) and eleven nut samples (9 bothanical families) were evaluated for content of ellagic acid by HPLC. Total ellagic acid content was quantified after ellagitannins hydrolysis using 2N TFA 120ºC for 90 min. Ellagic acid was detected in 10 of 35 fruits and in 3 of 11 nuts. The content of free ellagic acid in fruits varied from 0.28 to 8.5 mg/100 g (FW) and the total ellagic acid varied from 21.5 to 311 mg/100g (FW), whereas jabuticaba, grumixama and cambuci (Myrtaceae family) showed higher ellagic acid content. Among nuts, three samples showed free and total ellagic acid content ranging from 0.37 to 41 and from 149 to 823 mg/100 g (FW) respectively. Among them, walnut and pecan (Juglandaceae family) were the main sources. Total phenolic content, antioxidant capacity and ascorbic acid content were also evaluated in fruits which contained ellagic acid. According these results, jabuticaba was selected for determine the content of ellagic acid during maturation and it was observed decreasing in all parts - skin, pulp and seed - during maturation.
|
3 |
Consumo alimentar de crianças de 2 a 6 anos de idade, com relação ao flúor, no município de Bauru - São Paulo / Food consumption by children from 2 to 6 years old relating to fluoride, in the district of Bauru - São PauloMiziara, Ana Paula Borges 18 October 2006 (has links)
Introdução - A quantidade de flúor ingerida, proveniente de todas as fontes, durante o período crítico de formação dos dentes, é o principal fator de risco para a fluorose dentária. Dentre estas fontes estão a água fluoretada, o dentifrício fluoretado e os alimentos, bebidas, fórmulas e suplementos infantis. Considerando-se que a fluorose dentária tem aumentado em todas as regiões é importante avaliar, além da água e do dentifrício, também a contribuição diária do consumo alimentar das crianças e a concentração de flúor nesses itens alimentares para a ingestão de flúor. Objetivo - Descrever o consumo alimentar de crianças de 2 a 6 anos, com relação ao flúor. Métodos - Foram avaliadas 379 crianças, de 2 a 6 anos, faixa etária de risco para fluorose, residentes em Bauru - São Paulo, município com fluoretação artificial da água de abastecimento público. A amostragem foi estratificada por setor, baseando-se no Plano Diretor do Município. O consumo alimentar foi avaliado pelo Questionário de Freqüência Alimentar Semiquantitativo, aplicado aos pais ou responsáveis, e a concentração de flúor nos itens alimentares a partir de análises laboratoriais. As crianças foram classificadas quanto à ingestão diária de f1úor de acordo com a Dietary Reference Intakes. Resultados - Dentre os 70 itens alimentares, o arroz, a água de abastecimento público e o leite foram os mais consumidos; o chá preto, o leite em pó de soja diluído com água de abastecimento público e o biscoito Danyt\'s® apresentaram maior concentração de flúor; a água de abastecimento público, o refrigerante Coca-Cola® e a batata frita representaram maior contribuição diária para ingestão de flúor. Os itens alimentares mais consumidos apresentaram, em média (±DP), concentração de flúor (0,015 ± 0,028 mgF/porção) significantemente menor (p = 0,03) que os menos consumidos (0,107 ± 0,162 mgF/porção). Os itens alimentares com maior concentração de flúor contribuíram significantemente (p < 0,001) para a ingestão do halogênio (0,018 ± 0,037 mgF/dia). A média da ingestão de flúor por meio dos alimentos sólidos e líquidos, da água e da escovação foi de 0,017 ± 0,016; 0,011 ± 0,004 e 0,036 ± 0,028 mgF/kg peso/dia, respectivamente, totalizando 0,064 ± 0,035 mgF/kg peso/dia. Das 379 crianças, 31,2% apresentaram risco de fluorose. O dentifrício e os itens alimentares (sólidos, água e outros líquidos) contribuíram com 57% e 43%, respectivamente, para a ingestão de flúor. Conclusão - O dentifrício foi a principal fonte para a ingestão de f1úor pelas crianças, porém, a concentração desse halogênio nos itens alimentares contribuiu significantemente para a ingestão, representando risco para f1uorose dentária. / The quantity of fluoride ingested, deriving from all sources, during the critical period of formation of the teeth, is the main factor of risk for the dental fluorosis. Among this sources, we have the fluoridated water, the fluoridated dentifrice and the food, drinks, chemical formula and the infant supplements. Taking into consideration that the dental fluorosis has increased in all regions, it is important to evaluate it, besides the water and the dentifrice, the daily contribution of children\'s food consumption and the concentration of fluoride in these food items for the ingestion of fluoride. Objective - Describe the food consumption of children from 2 to 6 years old, relationg to fluoride. Methods - 379 children were evaluated at risking ages for fluorosis, residents in Bauru - São Paulo, district with artificial f1uoridation. The sampling was stratified by sector, based on the Director\'s Plan of the District. The food intake was evaluated by the Food Frequency Semiquantitative Questionnaire, applied on parents or responsable one, and the concentration of fluoride on the food items from analyses in laboraties. The children were classified based on theis daily ingestion of fluoride according to the Dietary Reference Intakes. Results - Among the 70 food items, rice, public water supply and the milk were the most consumed ones; the black tea, the soybean powdered milk diluted in public water and the biscuit Danyt\'s® presented the gratest daily contribution for the ingestion of fluoride. The most consumed food items present, in average (± DP), concentration of fluoride (0,015 ± 0,028 mg F / portion), significantly lower (p = 0,03) that the less consumed (0,107 ± 0,162 mgF/portion). The food items with the greatest concentration of fluoride contributed significantly (p < 0,001) for the ingestion of the mineral (0,018 ± 0,037 mgF/day). The average amount of fluoride ingestion taken from the solid food and the liquid ones (except water) coming from the water and the teeth brushing was 0,017 ± 0,016; 0,011 ± 0,004 and 0,036 ± 0,028 mgF/kg weight/day, respectively, totalizing 0,064 ± 0,035 mgF/kg weight/dia. 31,2% of the 379 children presented risk of fluorosis. The dentifrice and the food items (solid, water and other liquids) contributed with 57% and 43%, respectively, for the ingestion of fluoride. Conclusion - The dentifrice was the main source for the ingestion of fluoride, by the children, however, the concentration of this mineral in food items contributed significantly for the ingestion by the children, representing risk for dental fluorosis.
|
4 |
Consumo alimentar de crianças de 2 a 6 anos de idade, com relação ao flúor, no município de Bauru - São Paulo / Food consumption by children from 2 to 6 years old relating to fluoride, in the district of Bauru - São PauloAna Paula Borges Miziara 18 October 2006 (has links)
Introdução - A quantidade de flúor ingerida, proveniente de todas as fontes, durante o período crítico de formação dos dentes, é o principal fator de risco para a fluorose dentária. Dentre estas fontes estão a água fluoretada, o dentifrício fluoretado e os alimentos, bebidas, fórmulas e suplementos infantis. Considerando-se que a fluorose dentária tem aumentado em todas as regiões é importante avaliar, além da água e do dentifrício, também a contribuição diária do consumo alimentar das crianças e a concentração de flúor nesses itens alimentares para a ingestão de flúor. Objetivo - Descrever o consumo alimentar de crianças de 2 a 6 anos, com relação ao flúor. Métodos - Foram avaliadas 379 crianças, de 2 a 6 anos, faixa etária de risco para fluorose, residentes em Bauru - São Paulo, município com fluoretação artificial da água de abastecimento público. A amostragem foi estratificada por setor, baseando-se no Plano Diretor do Município. O consumo alimentar foi avaliado pelo Questionário de Freqüência Alimentar Semiquantitativo, aplicado aos pais ou responsáveis, e a concentração de flúor nos itens alimentares a partir de análises laboratoriais. As crianças foram classificadas quanto à ingestão diária de f1úor de acordo com a Dietary Reference Intakes. Resultados - Dentre os 70 itens alimentares, o arroz, a água de abastecimento público e o leite foram os mais consumidos; o chá preto, o leite em pó de soja diluído com água de abastecimento público e o biscoito Danyt\'s® apresentaram maior concentração de flúor; a água de abastecimento público, o refrigerante Coca-Cola® e a batata frita representaram maior contribuição diária para ingestão de flúor. Os itens alimentares mais consumidos apresentaram, em média (±DP), concentração de flúor (0,015 ± 0,028 mgF/porção) significantemente menor (p = 0,03) que os menos consumidos (0,107 ± 0,162 mgF/porção). Os itens alimentares com maior concentração de flúor contribuíram significantemente (p < 0,001) para a ingestão do halogênio (0,018 ± 0,037 mgF/dia). A média da ingestão de flúor por meio dos alimentos sólidos e líquidos, da água e da escovação foi de 0,017 ± 0,016; 0,011 ± 0,004 e 0,036 ± 0,028 mgF/kg peso/dia, respectivamente, totalizando 0,064 ± 0,035 mgF/kg peso/dia. Das 379 crianças, 31,2% apresentaram risco de fluorose. O dentifrício e os itens alimentares (sólidos, água e outros líquidos) contribuíram com 57% e 43%, respectivamente, para a ingestão de flúor. Conclusão - O dentifrício foi a principal fonte para a ingestão de f1úor pelas crianças, porém, a concentração desse halogênio nos itens alimentares contribuiu significantemente para a ingestão, representando risco para f1uorose dentária. / The quantity of fluoride ingested, deriving from all sources, during the critical period of formation of the teeth, is the main factor of risk for the dental fluorosis. Among this sources, we have the fluoridated water, the fluoridated dentifrice and the food, drinks, chemical formula and the infant supplements. Taking into consideration that the dental fluorosis has increased in all regions, it is important to evaluate it, besides the water and the dentifrice, the daily contribution of children\'s food consumption and the concentration of fluoride in these food items for the ingestion of fluoride. Objective - Describe the food consumption of children from 2 to 6 years old, relationg to fluoride. Methods - 379 children were evaluated at risking ages for fluorosis, residents in Bauru - São Paulo, district with artificial f1uoridation. The sampling was stratified by sector, based on the Director\'s Plan of the District. The food intake was evaluated by the Food Frequency Semiquantitative Questionnaire, applied on parents or responsable one, and the concentration of fluoride on the food items from analyses in laboraties. The children were classified based on theis daily ingestion of fluoride according to the Dietary Reference Intakes. Results - Among the 70 food items, rice, public water supply and the milk were the most consumed ones; the black tea, the soybean powdered milk diluted in public water and the biscuit Danyt\'s® presented the gratest daily contribution for the ingestion of fluoride. The most consumed food items present, in average (± DP), concentration of fluoride (0,015 ± 0,028 mg F / portion), significantly lower (p = 0,03) that the less consumed (0,107 ± 0,162 mgF/portion). The food items with the greatest concentration of fluoride contributed significantly (p < 0,001) for the ingestion of the mineral (0,018 ± 0,037 mgF/day). The average amount of fluoride ingestion taken from the solid food and the liquid ones (except water) coming from the water and the teeth brushing was 0,017 ± 0,016; 0,011 ± 0,004 and 0,036 ± 0,028 mgF/kg weight/day, respectively, totalizing 0,064 ± 0,035 mgF/kg weight/dia. 31,2% of the 379 children presented risk of fluorosis. The dentifrice and the food items (solid, water and other liquids) contributed with 57% and 43%, respectively, for the ingestion of fluoride. Conclusion - The dentifrice was the main source for the ingestion of fluoride, by the children, however, the concentration of this mineral in food items contributed significantly for the ingestion by the children, representing risk for dental fluorosis.
|
Page generated in 0.2609 seconds