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Subjetividade e identidade na poesia topofílica de Zeca Preto

Cleo Amorim Nascimento 24 January 2014 (has links)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / A grande diversidade cultural e a exuberância da natureza fazem de Roraima uma fonte de inspiração para os artistas locais, despertando neles a necessidade de cantar o seu lugar, a partir dos elementos que, na sua concepção, singularizam Roraima. Na década de 1980, a partir do Roraimeira, o uso dos elementos considerados caracterizadores da paisagem local nas artes tornou-se quase um estatuto, preocupado em reafirmar uma identidade: o ser de Roraima. Como dizem os versos da canção Boca da Mata, do compositor Neuber Uchôa, é Buriti com farinha na veia. Este ser de Roraima pode ser compreendido a partir do conceito de topofilia, utilizado por Yi-Fu Tuan (1980) para caracterizar os sentimentos de um grupo social ou cultural em relação ao lugar. Estes sentimentos topofílicos balizam, de certa forma, a poesia de Roraima, pois nela o lugar se apresenta como tecido da experiência humana, e não apenas como uma simples localização geográfica. Para as discussões acerca da constituição de uma identidade a partir das experiências com o lugar destacamos a poesia do Movimento Roraimeira, associada ao estabelecimento de uma identidade cultural roraimense, e ao qual se vincula Zeca Preto, cuja obra se constitui em nosso objeto de pesquisa. Esse cantor, compositor e poeta paraense vive em Roraima há mais de 30 anos e é um dos grandes nomes da poesia roraimense. Embora não seja nascido em Roraima, sua poesia demonstra fortes sentimentos topofílicos em relação a este lugar que ele reivindica como seu. Na produção de Zeca Preto, observa-se uma vinculação exacerbada dos textos aos elementos do cotidiano e da paisagem local, o que aponta para uma discussão acerca da busca da constituição e/ou afirmação de uma identidade cultural através da apresentação desta paisagem pelo(s) sujeito(s) poético(s). Diante disso, questionamo-nos como a expressão subjetiva se relaciona com a constituição de uma identidade roraimense na poesia topofílica de Zeca Preto, questão da qual trataremos no decorrer desta dissertação. / La gran diversidad cultural y la exuberancia de la naturaleza hacen de Roraima una fuente de inspiración para los artistas locales, despertando en ellos la necesidad de "cantar su lugar", a partir de los elementos que, en su concepción, singularizan Roraima. En la década de 1980, desde Roraimeira, el uso de los elementos considerados caracterizadores del paisaje local en las artes se ha convertido en casi un estatuto, en que se trate de reafirmar una identidad: "ser de Roraima". Como dicen los versos de la canción Boca da Mata, del compositor Neuber Uchôa es "Buriti con harina en la vena". Este "ser Roraima" puede entenderse desde el concepto de "topofilia" utilizado por Yi -Fu Tuan (1980) para caracterizar los sentimientos de un grupo social o cultural en relación al lugar. Estos "sentimientos topofílicos" marcan, en cierto modo, la poesía de Roraima, ya que se presenta en la poesía el lugar como tela de la experiencia humana, y no sólo como una mera localización geográfica. Para discusiones sobre el establecimiento de una identidad a partir de experiencias con el sitio destacamos la poesía del movimiento Roraimeira, asociada con el establecimiento de una identidad cultural roraimense, y al cuál se une Zeca Preto, cuya obra constituye el objeto de nuestra búsqueda. Este cantante, compositor y poeta paraense vive en Roraima por más de 30 años y es uno de los grandes nombres de la poesía roraimense. Aunque no nació en Roraima, su poesía demuestra fuertes sentimientos topofílicos acerca de este lugar que él reclama como suyo. En la producción de Zeca Preto, se observa una exagerada vinculación de los textos a los elementos del cotidiano y del paisaje local, lo que apunta a una discusión sobre la búsqueda de la incorporación y / o afirmación de la identidad cultural a través de la presentación de este paisaje por el (los) sujeto (s) poético (s). Por lo tanto, nos preguntamos cómo la expresión subjetiva se refiere a la creación de una "identidad roraimense " en la poesía topofílica de Zeca Preto, cuestión de qué nosotros nos ocuparemos en el curso de esta disertación.

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