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AVALIAÇÃO do Potencial Leishmanicida de Bacteriocinas

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Previous issue date: 2018-03-21 / As leishmanioses são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, com 12 milhões de pessoas infectadas. Os tratamentos disponíveis embora eficientes, apresentam problemas como toxicidade, alto custo ou resistência pelo parasito. As bacteriocinas são peptídeos antimicrobianos produzidos no ribossomo por diversas bactérias. Sua ação de inibição in vitro já foi testada contra fungos, bactérias e protozoários, sendo por isso consideradas como uma substância de grande potencial biotecnológico. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a capacidade anti-leishmania das bacteriocinas A53; C55 e Nisina e da (substância inibitória do tipo bacteriocina) BLIS P16, contra as espécies de Leishmania infantum e Leishmania amazonensis. Os resultados de IC50 para L. amazonensis foram de: A53-24,78 μg/mL; C55-75,49 μg/mL e Nisina-3191 μg/mL. Já para o tratamento contra promastigotas de L. infantum foi observado IC50 de: A53-12,57 μg/mL; C55-44,31 μg/mL. Nisina-317,2 μg/mL e P16- 2,9 μg/mL. O tratamento contra amastigotas de L. infantum se mostrou mais eficiente que contra as formas promastigotas, apresentando um IC50 de 2,17 μg/mL para A53 e de 1,76 μg/mL para P16. Também foi avaliado a ação citotóxica de A53 e P16 sobre macrófagos da linhagem J774A.1, apresentando respectivamente IC50 de 9,75 μg/mL e de 6,6 μg/mL. Para se avaliar a interação entre a A53 e a P16 com a membrana externa de promastigotas de L. infantum foi realizada microscopia eletrônica de varredura, a qual demostrou que as substâncias testadas possuem a capacidade de alterar a morfologia externa do parasita. Foram realizados experimentos para se avaliar a capacidade do tratamento com P16 sobe a indução do estresse oxidativo em promastigotas de L. infantum. Foi verificado a capacidade de estimular apoptose nas formas promastigotas, bem como um estimulo a superprodução de espécies reativas de oxigênio (ROS) e uma interferência na progressão do ciclo celular. Os dados do presente trabalho demonstram que as bacteriocinas são promissoras para testes que visem o desenvolvimento de novas drogas contra as leishamanioses.

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:dspace2.ufes.br:10/10082
Date21 March 2018
CreatorsBARCELOS, D. H. F.
ContributorsHABIB, E. M. S. C. B., FERNANDES, P. M. B., GOMES, D. C. O.
PublisherUniversidade Federal do Espírito Santo, Mestrado em Biotecnologia, Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, UFES, BR
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/masterThesis
Formatapplication/pdf
Sourcereponame:Repositório Institucional da UFES, instname:Universidade Federal do Espírito Santo, instacron:UFES
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess

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