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Trombones, tambores, repiques e ganzás: a festa das agremiações carnavalescas nas ruas do Recife (1930-1945)

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Previous issue date: 2010-03-01 / Esta dissertação tem como objetivo o debate em torno do Carnaval vivenciado nas ruas do centro do Recife, em especial as agremiações carnavalescas, partindo do pressuposto que esses grupos incluem o Carnaval em suas práticas cotidianas, o que nos permite pensar numa configuração dos espaços da cidade pelos foliões. Discute ainda a atuação do Estado e demais autoridades na organização da festa, sobretudo no período de 1930 -1945, quando a documentação é observada. Uma época marcada por medidas normativas de prevenção da moral e dos bons costumes, e, em contraponto, pela imposição do ideário da modernidade. O estudo, portanto, percorre caminhos que nos levam a analisar um momento específico no contexto político, social e ideológico do país, caracterizado pelo discurso autoritário do Estado e pela mudança na perspectiva do olhar das elites, que passa a perceber a organização e a força política da classe pobre trabalhadora. Nesse sentido, identificamos uma valorização da cultura mestiça e de suas práticas lúdicas pelas autoridades. Essa mudança de pensamento, de atitude e de aproximação em relação aos populares, vincula-se aodiscurso estado-novista de que “toda política nasce do povo.” O trabalho está divido em três capítulos: o primeiro dedica-se a percorrer os diferentes trajetos do circuito da folia no Recife, especialmente, os bairros centrais, analisando o cotidiano da cidade e seus conflitos, os bastidores de preparação da festa e as posturas de ordem que circulam entre os foliões; o carnaval organizado pelos moradores nas ruas, nos clubes, o corso, entre outras experiências. No segundo capítulo, destacamos dois pontos: em primeiro lugar, uma caracterização do carnaval do Recife que o torna original, criado na sua paisagem urbana, isto é, o FREVO, síntese das várias tradições étnicoculturais. A segunda questão diz respeito à discussão de como aparece a presença da cultura afro-brasileira, sobretudo, a religiosidade, nas agremiações ligadas ao frevo (clubes, troças e blocos). Por fim, no terceiro capítulo, questionamos como o frevo, considerado até o início do século XX, como sinônimo de atraso, por uma elite obcecada por valores europeus, transforma-se em elemento genuinamente pernambucano, exemplificando o orgulho de uma identidade mestiça propagada pelo Estado em praticamente todos os acontecimentossociais, sobretudo, no Carnaval. / Esta dissertação tem como objetivo o debate em torno do Carnaval vivenciado nas ruas do centro do Recife, em especial as agremiações carnavalescas, partindo do pressuposto que esses grupos incluem o Carnaval em suas práticas cotidianas, o que nos permite pensar numa configuração dos espaços da cidade pelos foliões. Discute ainda a atuação do Estado e demais autoridades na organização da festa, sobretudo no período de 1930 -1945, quando a documentação é observada. Uma época marcada por medidas normativas de prevenção da moral e dos bons costumes, e, em contraponto, pela imposição do ideário da modernidade. O estudo, portanto, percorre caminhos que nos levam a analisar um momento específico no contexto político, social e ideológico do país, caracterizado pelo discurso autoritário do Estado e pela mudança na perspectiva do olhar das elites, que passa a perceber a organização e a força política da classe pobre trabalhadora. Nesse sentido, identificamos uma valorização da cultura mestiça e de suas práticas lúdicas pelas autoridades. Essa mudança de pensamento, de atitude e de aproximação em relação aos populares, vincula-se aodiscurso estado-novista de que “toda política nasce do povo.” O trabalho está divido em três capítulos: o primeiro dedica-se a percorrer os diferentes trajetos do circuito da folia no Recife, especialmente, os bairros centrais, analisando o cotidiano da cidade e seus conflitos, os bastidores de preparação da festa e as posturas de ordem que circulam entre os foliões; o carnaval organizado pelos moradores nas ruas, nos clubes, o corso, entre outras experiências. No segundo capítulo, destacamos dois pontos: em primeiro lugar, uma caracterização do carnaval do Recife que o torna original, criado na sua paisagem urbana, isto é, o FREVO, síntese das várias tradições étnicoculturais. A segunda questão diz respeito à discussão de como aparece a presença da cultura afro-brasileira, sobretudo, a religiosidade, nas agremiações ligadas ao frevo (clubes, troças e blocos). Por fim, no terceiro capítulo, questionamos como o frevo, considerado até o início do século XX, como sinônimo de atraso, por uma elite obcecada por valores europeus, transforma-se em elemento genuinamente pernambucano, exemplificando o orgulho de uma identidade mestiça propagada pelo Estado em praticamente todos os acontecimentossociais, sobretudo, no Carnaval.

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:tede2:tede2/4815
Date01 March 2010
CreatorsSANTOS, Mário Ribeiro dos
ContributorsSilva, Fabiana de Fátima Bruce da, Almeida, Maria das Graças Ataíde de, Araújo, Rita de Cássia Barbosa de
PublisherUniversidade Federal Rural de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura Regional, UFRPE, Brasil, Departamento de História
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/masterThesis
Formatapplication/pdf
Sourcereponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE, instname:Universidade Federal Rural de Pernambuco, instacron:UFRPE
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
Relation2842174349731852959, 600, 600, 600, 1686574110831741672, -3840921936332040591

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