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Marcadores circulantes de morte celular por apoptose em dengue

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Previous issue date: 2012 / Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil / Dengue é a doença viral transmitida por mosquitos de maior importância mundial e é, causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus (DENV-1,-2,-3,-4). É uma virose frequente em áreas tropicais e subtropicais e atualmente o Brasil notifica um número crescente de casos. Durante mais de 30 anos a dengue foi classificada em febre da dengue e febre hemorrágica da dengue. Porém, a OMS no ano 2009 propôs uma nova classificação: dengue com e sem sinais de alarme (DSSA e DCSA) e dengue grave (DG) no intuito de facilitar tanto o diagnóstico como o manejo do tratamento. A patogenia da dengue é multifatorial na qual se aceitam contribuições de fatores virais e do hospedeiro. Estudos sobre mecanismos da imunopatologia da dengue descreveram associações entre fenômenos descritos como “tempestade” de citocinas, hiperativação de células imunes, anticorpos e células T de reação cruzada entre diferentes sorotipos virais. Além disso, estudos vêm demonstrando a contribuição da apoptose na imunopatologia da dengue. Neste contexto, o objetivo do trabalho da tese foi avaliar o envolvimento de proteínas circulantes relacionadas a apoptose na patogênese da infecção pelos DENV. Para isso, 106 amostras foram obtidas de pacientes com suspeita clínica de infecção por DENV durante a epidemia de 2010 nos estados brasileiros de Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Para confirmação dos casos, cinco diferentes técnicas foram utilizadas: ELISA de captura de IgM, IgG anti-dengue, detecção da proteína viral NS1, isolamento viral e RT-PCR. Nesta casuística, 72 casos de dengue foram confirmados. A detecção de IgM anti-dengue confirmou um maior número de casos suspeitos. Os sorotipos encontrados foram DENV-1 e DENV-2. Baseado na nova classificação da OMS, tivemos 35 indivíduos com DSSA, 17 pacientes com DCSA e 15 indivíduos com DG. Contudo, a classificação tradicional da dengue diagnosticou apenas 5 casos com febre hemorrágica da dengue. Nos 67 pacientes da dengue foram dosados níveis plasmáticos de moléculas pró-apoptóticas (TNF-α, TRAIL, FasL) e anti-apoptótica (Survivina). Níveis aumentados de TNF-α, FasL e TRAIL foram encontrados nos pacientes com a forma DSSA quando comparados aos controles e pacientes graves (DG). Nossos resultados não indicaram correlações importantes entre os níveis de TNF-α e parâmetros associados à gravidade, mas, observamos correlações diretas entre FasL ou TRAIL com plaquetas e TRAIL com hematócrito. Todavia, o único caso fatal apresentou o maior nível plasmático de FasL. De forma interessante, TRAIL se correlacionou inversamente com a contagem dos linfócitos. Em relação à Survivina, os resultados indicaram que o grupo DCSA apresentou níveis diminuídos em comparação aos controles e pacientes graves e de forma interessante, Survivina se correlacionou diretamente com a contagem de leucócitos. Assim, o TRAIL seria indicador de bom prognóstico da doença, e TRAIL poderia estar envolvido com a maior susceptibilidade dos linfócitos à morte. Por outro lado, Survivina poderia estar participando da proliferação e/ou migração dos leucócitos. Até o presente, este é o primeiro trabalho abordando mediadores circulantes de apoptose segundo a nova classificação clínica da dengue. Mais pesquisas precisam ser realizadas para discernir a complexa interação entre moléculas pró e anti-apoptóticas e suas implicações na gravidade da dengue. / Dengue é a doença viral transmitida por mosquitos de maior importância mundial e é, causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus (DENV-1,-2,-3,-4). É uma virose frequente em áreas tropicais e subtropicais e atualmente o Brasil notifica um número crescente de casos. Durante mais de 30 anos a dengue foi classificada em febre da dengue e febre hemorrágica da dengue. Porém, a OMS no ano 2009 propôs uma nova classificação: dengue com e sem sinais de alarme (DSSA e DCSA) e dengue grave (DG) no intuito de facilitar tanto o diagnóstico como o manejo do tratamento. A patogenia da dengue é multifatorial na qual se aceitam contribuições de fatores virais e do hospedeiro. Estudos sobre mecanismos da imunopatologia da dengue descreveram associações entre fenômenos descritos como “tempestade” de citocinas, hiperativação de células imunes, anticorpos e células T de reação cruzada entre diferentes sorotipos virais. Além disso, estudos vêm demonstrando a contribuição da apoptose na imunopatologia da dengue. Neste contexto, o objetivo do trabalho da tese foi avaliar o envolvimento de proteínas circulantes relacionadas a apoptose na patogênese da infecção pelos DENV. Para isso, 106 amostras foram obtidas de pacientes com suspeita clínica de infecção por DENV durante a epidemia de 2010 nos estados brasileiros de Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Para confirmação dos casos, cinco diferentes técnicas foram utilizadas: ELISA de captura de IgM, IgG anti-dengue, detecção da proteína viral NS1, isolamento viral e RT-PCR. Nesta casuística, 72 casos de dengue foram confirmados. A detecção de IgM anti-dengue confirmou um maior número de casos suspeitos. Os sorotipos encontrados foram DENV-1 e DENV-2. Baseado na nova classificação da OMS, tivemos 35 indivíduos com DSSA, 17 pacientes com DCSA e 15 indivíduos com DG. Contudo, a classificação tradicional da dengue diagnosticou apenas 5 casos com febre hemorrágica da dengue. Nos 67 pacientes da dengue foram dosados níveis plasmáticos de moléculas pró-apoptóticas (TNF-α, TRAIL, FasL) e anti-apoptótica (Survivina). Níveis aumentados de TNF-α, FasL e TRAIL foram encontrados nos pacientes com a forma DSSA quando comparados aos controles e pacientes graves (DG). Nossos resultados não indicaram correlações importantes entre os níveis de TNF-α e parâmetros associados à gravidade, mas, observamos correlações diretas entre FasL ou TRAIL com plaquetas e TRAIL com hematócrito. Todavia, o único caso fatal apresentou o maior nível plasmático de FasL. De forma interessante, TRAIL se correlacionou inversamente com a contagem dos linfócitos. Em relação à Survivina, os resultados indicaram que o grupo DCSA apresentou níveis diminuídos em comparação aos controles e pacientes graves e de forma interessante, Survivina se correlacionou diretamente com a contagem de leucócitos. Assim, o TRAIL seria indicador de bom prognóstico da doença, e TRAIL poderia estar envolvido com a maior susceptibilidade dos linfócitos à morte. Por outro lado, Survivina poderia estar participando da proliferação e/ou migração dos leucócitos. Até o presente, este é o primeiro trabalho abordando mediadores circulantes de apoptose segundo a nova classificação clínica da dengue. Mais pesquisas precisam ser realizadas para discernir a complexa interação entre moléculas pró e anti-apoptóticas e suas implicações na gravidade da dengue.

Identiferoai:union.ndltd.org:IBICT/oai:www.arca.fiocruz.br:icict/7030
Date January 2012
CreatorsLimonta Velazquez, Daniel de Jesús
ContributorsPinto, Luzia Maria de Oliveira, Moraes, Milton Ozório, Lima, Leila Mendonça, Pinheiro, Roberta Olmo, Brasil, Patrícia, Filippis, Ana Maria Bispo de, Lemos, Elba Regina Sampaio de, Pinto, Marcelo Alves, Nogueira, Rita Maria Ribeiro
PublisherInstituto Oswaldo Cruz
Source SetsIBICT Brazilian ETDs
LanguagePortuguese
Detected LanguagePortuguese
Typeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion, info:eu-repo/semantics/masterThesis
Sourcereponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ, instname:Fundação Oswaldo Cruz, instacron:FIOCRUZ
Rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess

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