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“Kalunga” identidades territoriais de um gênero de vida em transição nas terras do nordeste goiano

Amorim, Wilma Melhorim 14 March 2014 (has links)
Submitted by Cássia Santos (cassia.bcufg@gmail.com) on 2015-12-03T08:42:23Z No. of bitstreams: 2 Tese - Wilma Melhorim Amorim - 2014.pdf: 9346569 bytes, checksum: efad73a96cea963c71e062d1589ade25 (MD5) license_rdf: 23148 bytes, checksum: 9da0b6dfac957114c6a7714714b86306 (MD5) / Approved for entry into archive by Luciana Ferreira (lucgeral@gmail.com) on 2015-12-03T08:51:19Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Tese - Wilma Melhorim Amorim - 2014.pdf: 9346569 bytes, checksum: efad73a96cea963c71e062d1589ade25 (MD5) license_rdf: 23148 bytes, checksum: 9da0b6dfac957114c6a7714714b86306 (MD5) / Made available in DSpace on 2015-12-03T08:51:19Z (GMT). No. of bitstreams: 2 Tese - Wilma Melhorim Amorim - 2014.pdf: 9346569 bytes, checksum: efad73a96cea963c71e062d1589ade25 (MD5) license_rdf: 23148 bytes, checksum: 9da0b6dfac957114c6a7714714b86306 (MD5) Previous issue date: 2014-03-14 / The thesis analyzes the time-space of the Kalunga‟s manner of life. The Kalungas live in the Cerrado regions of the valleys of Serra Geral, in the northeast of the state of Goias. This research sought to understand what makes them a traditional community and which, from the regions that they live, can be denominated sertão. In addition, it sought to analyzes their inclusion in the category of remaining Quilombolas communities based on self-recognition. This identification is part of an identity reframing, which got stronger since the 1988 Brazilian Constitution. It also approaches the issue of land tenure, which is an element of conflict and dispute because of land usurpations and invasions and due to the difficulty of compliance with the legal procedures that guarantee, to the remaining Quilombolas communities, collective rights over the territory that they inhabit. This territory is now recognized as 'Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga'. The thesis, through the concept of manner of life analysis, seeks to reinterpret life in traditional communities presently. Therefore, we resorted to the methodological tradition of ethnographic research. The method of apprehension is the phenomenological, which has gained strength in humanistic geography, through the use of cultural geography approaches. Fieldwork took a prominent position to the understanding of culture, identity and territory. It was concluded that the main issues that have complicated the Kalungas' lives over the years have not yet been resolved. This fact demonstrates the need to broaden the debate and, at the same time, to discuss the obstacles for the recognition of the remaining Quilombolas communities' rights. It is necessary to seek, in particular, the warranty of ownership and use of the lands traditionally occupied by them, embracing their ethnic and cultural elements, considered fundamental for the maintenance of their traditions and manner of life. The context points to the need for mobilization by the actors connected with the Quilombolas' movement, emphasizing that it is necessary to organize and to reclaim. / A tese analisa o espaço temporal do gênero de vida Kalunga. Os Kalunga ocupam as regiões de Cerrado nos vales da Serra Geral no Nordeste do Estado de Goiás. Buscou-se o entendimento do que faz deles uma comunidade tradicional e quais, entre as regiões que habitam, podem ser denominadas de sertão, além de sua inserção na categoria de remanescentes quilombolas com base no autorreconhecimento. Tal identificação faz parte de uma ressignificação identitária que ganhou força a partir da Constituição de 1988. Trata também da posse do território, que é um elemento de conflitos e disputas configuradas pelo processo de invasões e grilagens de terras e pela dificuldade do cumprimento dos trâmites legais que garantem aos remanescentes quilombolas o direito sobre o território que habitam. Tal território é hoje reconhecido como „Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga‟. A tese, através do conceito da análise do gênero de vida, busca efetuar uma releitura dos modos de vida em comunidades tradicionais da atualidade. Para tanto, recorreu-se à tradição metodológica de pesquisa etnográfica. O método de apreensão é o fenomenológico, que ganhou forças na geografia humanística por meio do uso das abordagens da geografia cultural. O trabalho de campo assumiu posição de destaque para o entendimento da cultura, identidade e território. Concluiu-se que as principais questões que através dos anos dificultam a vida dos Kalunga ainda não foram resolvidas. O fato mostra a necessidade de ampliar os debates e, ao mesmo tempo, discutir os entraves para a efetivação dos direitos dos remanescentes quilombolas. É preciso buscar, em especial, a garantia da posse e uso das terras tradicionalmente ocupadas, que são configuradas como um direito que transcende a propriedade, abarcando elementos étnicos e culturais, sendo tida como base para a manutenção das tradições e do gênero de vida das comunidades. O contexto aponta para a necessidade de mobilização por parte dos atores ligados aos movimentos de remanescentes quilombolas assinalando que se organizar e reivindicar é preciso.

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