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Influencia da adubaçao nitrogenada na incidencia de Gyropsylla spegazziniana (Hemiptera:Psyllidae) praga da erva-mate cultivadaRibeiro, Marcia Marzagão 27 May 2013 (has links)
A erva-mate é cultivada na região sul do Brasil e consumida na Argentina, Paraguai,
Uruguai e Brasil. Sua composição foliar a torna uma interessante bebida com potencial
nutricional e medicinal. A erva-mate beneficiada deve estar livre de impurezas,
fragmentos de insetos e resíduos de inseticidas; deve conter em suas folhas, os
minerais que a tornam nutricional e medicinalmente importante. O objetivo deste
trabalho foi estudar as relações da nutrição mineral da erva-mate com o inseto
Gyropsylla spegazziniana, praga específica de hábito alimentar succívoro. A
resistência da planta quanto a pragas pode ser melhorada através da indução de um
equilíbrio nutricional. Os nutrientes absorvidos pela planta, são interceptados pelo
inseto, que os redireciona para sua cadeia alimentar. Um dos nutrientes é o nitrogênio
em forma de aminoácido livre na seiva elaborada do floema, que participa na formação
das proteínas e por conseqüência, da composição do exoesqueleto de insetos. O
experimento foi conduzido em três áreas, em plantas com idades distintas. Efetuou-se
a adubação com sulfato de amônio em três doses crescentes como tratamento mais a
testemunha sem adubação e a adubação de manutenção com super-triplo e cloreto de
potássio. O dano do inseto foi contado nas plantas, durante o período de primavera-
verão. Como método de diagnose da relação nitrogênio-praga efetuou-se a análise
foliar. Como resultado observou-se a influência do adubo nitrogenado que influenciou
na intensidade do ataque da praga e também na produção de biomassa. Concluiu-se
que as doses de 200 kg e 300 kg de sulfato de amônio por hectare, para uma população
de 1667 plantas, com idade de 2,5 e 3,5 anos foram as mais promissoras para produção
de biomassa e sofreu maior dano provocado pelo inseto. Quanto a incidência da
ampola nos morfotipos (plantas com características morfológicas diferentes), que
correspondeu a terceira área sem adubação, não houve diferença significativa (p<
0,10) entre os morfotipos, porém em porcentagem, o morfotipo denominado
amarelinha sofreu menor dano, com diferença de 21,8% a menos que o morfotipo
cinza e 15,8% a menos que o morfotipo sassafrás
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Patogenicidade de Beauveria bassiana (Bals.) Vuill., em Hedypathes betulinus (Klug, 1825) (Coleoptera: Cerambycidae), em condiçoes de laboratorio e de campoRibeiro, Marcia Marzagão 13 June 2013 (has links)
A broca da erva-mate, Hedypathes betulinus (Klug,1825) (Coleoptera, Cerambycidae), constitui-se na principal praga da cultura, devido aos danos causados a ela. A larva constrói galerias no interior dos galhos, troncos e raízes, prejudicando a circulação normal da seiva e ocasionando o depauperamento da planta. A Norma Técnica Higiênico Sanitária para a erva-mate, proíbe a utilização de produtos químicos durante a manipulação e armazenagem. O mercado externo é rigoroso, não permitindo a entrada de produto que contenha resíduos químicos, restando como alternativa o controle biológico da praga. Por essa razão, foi estudada a patogenicidade de cinco linhagens de Beauveria bassiana (Sals.) Vuill., em H betulinus. Os experimentos de patogenicidade do fungo B. bassiana em laboratório foram executados em insetos adultos e larvas, coletados no campo. Os resultados de mortalidade corrigida destes, em laboratório, foram de 69,62; 66,82; 60,00; 56,61 e 37,28 %, para as linhagens 152,2629, 447, 785 e 212, respectivamente e TL50 de 9,39; 10,57; 9,00; 8,68 e 7,65 dias. Em larvas, foi testada a linhagem 152 a qual se mostrou mais promissora para adultos em laboratório, obtendo-se uma eficiência de 93,02 % de mortalidade corrigida das larvas e TL50 de 9,3-9 dias. Também realizaram-se experimentos no campo, em adultos do inseto, com as linhagens que apresentaram melhores resultados em laboratório. A linhagem 152, em campo, provocou mortalidade de 14% e TL50 de 27,15 dias, na concentração 5 X 10^6 conídios/ml, e de 22,00%, na concentração 5 X 10^7 conídios/ml e TL50 de 25,21 dias. Estatisticamente, não houve diferença significativa entre as concentrações. As linhagens 152, 447 e a testemunha, no experimento de campo apresentaram mortalidade de 2,00, 34,00 e 4,00%, na concentração de 2,76 x 10^7 conídios/ml respectivamente. A linhagem 447 apresentou TL50 de 17,14 dias. No campo a linhagem 447 se mostrou mais promissora. Foi detectado um parasitóide de larva de H. betulinus, da ordem Hymenoptera, do gênero Labena sp.
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Seleção de antagonistas para o controle de Cylindrocladium spathulatum, agente causal da pinta-preta em erva-mateGomes, Nei Sebastiao Braga 12 June 2013 (has links)
A erva-mate, IIex paraguariensis St. Hil., como qualquer espécie vegetal está sujeita á doenças, que podem provocar prejuízos ou até mesmo inviabilizar seu cultivo. Entre estas, encontra-se a pinta-preta causada por Cylindrocladium spathulatum El GholI, Kimbrough, Barnard, Alfieri & Schoulties, principal doença foliar desta cultura. Ela pode causar perdas significativas, tanto em viveiro, quanto em plantios e, até o momento, tem sido controlada com fungicida mesmo sem existir produtos registrados. O principal objetivo deste trabalho foi selecionar e avaliar antagonistas visando o controle biológico da pinta-preta. Em uma primeira fase, foi feito o isolamento de antagonistas, em seguida foram feitos testes em laboratório, in vitro, e, após a seleção inicial, fez-se a avaliação do potencial antagônico dos melhores isolados em testes com folhas destacadas e em mudas, na casa-de-vegetação. Os experimentos foram conduzidos na Embrapa Florestas, Colombo/PR. Os microrganismos antagônicos residentes utilizados foram isolados de (1) solo infectado com o patógeno, proveniente de plantio comercial em São Mateus do Sul/PR; (2) lavagem de folhas de erva-mate nativa em Colombo/PR e (3) purificação de colônias de microrganismos surgidas em isolamento de lesões de pinta-preta. Os outros microrganismos foram procedentes de Jaguariúna/SP (isolados de Baclilus subtilis) e Bento Gonçalves/RS (isolados de Trichoderma). O experimento inicial foi executado em placas de Petri, acondicionadas em câmara de germinação "BOD" à temperatura de 22 ± 0,5°C e luz fria alternada (12/12 h), utilizando-se 30 isolados de fungos e bactérias, residentes ou não em erva-mate. Posteriormente, foram selecionados 3 isolados de bactérias e 3 de Trichoderma, que apresentaram maior percentual de inibição, em teste de produção de antibióticos e no teste de hiperparasitismo, respectivamente. Esses 6 isolados foram empregados nos testes subseqüentes com papel celofane, placas sobrepostas e inibição de germinação de esporos e, ainda, em folhas destacadas (laboratório) e em mudas (casa-de-vegetação). Concluiu-se que os métodos in vivo foram considerados mais adequados para a seleção de antagonistas que os métodos in vitro. Os isolados de bactérias, de um modo geral, foram mais eficientes que de Trichoderma. Os melhores resultados foram obtidos com o isolado AP-49 (B. subtilis) com 10% de incidência da doença, contra 90% de incidência na testemunha, em mudas. Estes resultados indicam a possibilidade do uso de antagonistas no controle da pinta-preta da erva-mate.
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