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Os bóias-frias no ParanáBroietti, Marcos Henrique January 2004 (has links)
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências da Humanas. Programa de Pós-Graduação em Geografia. / Made available in DSpace on 2012-10-21T10:48:55Z (GMT). No. of bitstreams: 0 / Os assalariados rurais temporários, denominados de bóias-frias, constituem-se em trabalhadores desprovidos dos meios de produção, residentes, geralmente, nas periferias das cidades, mas prestam serviço na agricultura. A presente pesquisa teve como objetivo geral analisar, dentro de um contexto econômico, histórico-social e geográfico, como vem se dando a dinâmica dos bóias-frias no Paraná. Para realização da pesquisa foram utilizadas fontes primárias e secundárias. Privilegiou-se trabalhadores de três cultivos agrícolas: algodão, cana-de-açúcar e café. O algodão trata-se de uma cultura temporária, o café um cultivo permanente e a cana semiperene. Tais culturas foram escolhidas, haja vista que, historicamente, vêm sendo nestas que os bóias-frias encontram maiores possibilidades de vender sua força de trabalho. Cumpre ressaltar que a problemática dos bóias-frias se relaciona, tanto com a questão camponesa, como com a questão proletária. A duplicidade de referências está ligada ao processo de proletarização do homem do campo, no qual o trabalhador deixa de ser pequeno proprietário, arrendatário e parceiro, vindo a transformar-se em trabalhador assalariado, sem a posse de qualquer meio de produção. Os bóias-frias dos anos 60 e 70 do século passado eram trabalhadores oriundos da zona rural. Já os bóias-frias da primeira década do atual século, muitas vezes, nunca moraram no campo. São trabalhadores com hábitos urbanos, sonhos urbanos, no entanto, por falta de opção, são forçados a vender sua força de trabalho no espaço agrário . Para entender o processo no qual os trabalhadores estão inseridos foram realizadas reflexões acerca da dinâmica populacional, modernização da agricultura, uso da terra, estrutura fundiária e relações de trabalho. Outro aspecto abordado foi como vem se dando a relação do bóia-fria com o intermediário ("gato") e as estratégias utilizadas pelas empresas rurais para aumentar o seu lucro. Além disso, procurou-se estudar algumas particularidades relacionadas às entidades mediadoras com atuação junto ao bóia-fria, dentre elas a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário (APEART), os Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs) e os Sindicatos de Assalariados Rurais (SARs). Discutiu-se, ainda, a atuação governamental efetivada através do projeto Vilas Rurais. Por fim, buscou-se apontar as tendências em curso relacionadas à questão dos trabalhadores bóias-frias e, dentre as quais destacam-se, o crescente processo de modernização da agricultura e a diminuição da oferta de empregos para os assalariados rurais temporários.
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O bóia-fria e a (de)formação do espaço agrário de Florestópolis-PR /Broietti, Marcos Henrique January 1999 (has links)
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. / Made available in DSpace on 2012-10-18T21:48:41Z (GMT). No. of bitstreams: 0Bitstream added on 2016-01-09T01:47:06Z : No. of bitstreams: 1
169881.pdf: 60810376 bytes, checksum: 15cf8b44788ddc3907f4a53b272f1e76 (MD5) / O presente trabalho discute o assalariado rural temporário, o bóia-fria, no processo de (de)formação do espaço agrário do Município de Florestópolis, que se localiza no norte do Paraná. As análises referentes ao Município em apreço foram realizadas através de reflexões sobre a estrutura fundiária, o uso da terra e a modernização da agricultura. Além disso, discutimos as relações de trabalho no campo, privilegiando a problemática dos bóias-frias. Enfatiza-se que os bóias-frias são trabalhadores desprovidos dos meios de produção e encontram oferta de serviços em períodos sazonais, sendo obrigados a vender sua força de trabalho para garantir sua sobrevivência. Em Florestópolis, a cultura agrícola que mais absorve mão-de-obra destes trabalhadores é a cana-de-açúcar. A colheita de cana-de-açúcar acontece, normalmente, no período de junho a dezembro. No decorrer do trabalho, buscamos diagnosticar algumas potencialidades do grupo em discussão, tais como questões relacionadas à reforma agrária e suas aspirações para o futuro. Assim, de maneira geral, procuramos entender a dinâmica desses trabalhadores no processo de transformação do espaço agrário do Município de Florestópolis.
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