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Reflexões sobre a (in)coerência na fala do esquizofrênico / Reflexion about (in)coherence schizophrenics speechBrito, Mariza Angélica Paiva January 2005 (has links)
BRITO, Mariza Angélica Paiva. Reflexões sobre a (in)coerência na fala do esquizofrênico. 2005. 112f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Departamento de Letras Vernáculas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Fortaleza-CE, 2005. / Submitted by Liliane oliveira (morena.liliane@hotmail.com) on 2012-08-21T13:44:57Z
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Previous issue date: 2004 / In this research we elaborate a critical review of language characteristics that has been pointed highlighted out in the areas of Text Linguistics and Psychoanalysis concerning the conceptuation of the schizophrenics speech. The critical review of the theoretical framework was also based on our own clinical experience with patients diagnosed as, which we assist in a psychiatric hospital, with the intent to characterize and understand the particularities of the psychotics language. The studies we carried out followed two lines. On one hand, they tried to reinforce the hypothesis that the psychotic discourse was incoherent. In order to do so that werelied on lingüistic formalism, especially the concepts of competence and performance found in Chomsky, and pragmatics, with Grice’s conversational principles. On the other hand, they tried to prove that the psychotic discourse was coherent, taking into consideration the maintenance of topic and the digression postulated by the Interational Sociolingüistic approach and its model of face to face interaction. This work brings almost essentially a theoretical contribution, but also presents some empirical confirmation given by the observation of the psychotics we kept up with and by the analysis of the referential processes constructed in the speech of each patient. We defend the thesis that, rather than evaluating the organization of the text of the psychotic, it is more important to provide a listening approach guided by the ethics of a desire, no matter if it concerns a psychotic or a neurotic person / Nesta pesquisa, elaboramos uma revisão crítica das características de linguagem que têm sido apontadas, nas áreas de Lingüística de Texto e da Psicanálise, para a conceituação da fala do esquizofrênico. A revisão crítica feita da base teórica foi também realizada a partir de nossa experiência clínica com os pacientes diagnosticados como esquizofrênicos, que atendemos em um hospital psiquiátrico, com o propósito de conseguir caracterizar e entender as especificidades da linguagem dos psicóticos. Os estudos realizados seguiram duas orientações. Por um lado, tentaram comprovar que o discurso do psicótico era incoerente. Para tanto se valeram do formalismo lingüístico, principalmente dos conceitos de competência e desempenho em Chomsky e da pragmática com as máximas conversacionais de Grice. Por outro lado, tentaram comprovar que o “discurso do psicótico” era coerente, a partir das considerações sobre manutenção do tópico e sobre digressão postuladas pela Sociolingüística Interacional e seu modelo de interação face-a-face. Este trabalho traz uma contribuição quase que essencialmente teórica, mas apresenta também alguma confirmação empírica pautada pelo acompanhamento que fizemos a psicóticos e pela análise dos processos referenciais construídos na fala de cada um. Defendemos a tese de que mais importante do que avaliar a tessitura do texto do louco é proporcionar uma escuta pautada pela ética de um desejo, não importa se advindo de um psicótico ou neurótico
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Louis Wolfson: as palavras de escritura finaMarini, Caroline Pessalácia 29 July 2010 (has links)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / In this paper, we propose to reflect about the functioning of the delirium in the
language, from Wolfson s production, considering two main aspects, his relation with several
languages and his refusal of the language taught by his mother. To make our discussion, we
will start from the articulation between language and psychoanalysis proposed by Jacques
Lacan, begining with the re-reading of Freud and his concepts brought from linguistic area
(based on Ferdinand Saussure).
Freud and Lacan worry about making a distinction between neurosis and psychosis to
define the structural mechanisms of each functioning. Lacan bases on some concepts
proposed by Ferdinand Saussure about the language functioning, principally the linguistic
sign to explain the inscription way of the subject in the language fields and the features of
each structure. Our focus will be destinate to a deepening in the area of the psychosis
structuration. In this way, it will be considered: the concepts concerning such strucuture, like
Verwerfung of the Father s Name, the peculiar organization of the meanings and the
predominance of the metonimic operation in the relation to the methaforic ones. Such
concepts are related to the constitution of the delirium and the logics of the functioning. The
delirium is presented in the phychoses like a possibility of the reconstruction of the reality and
a reorganization of the meaningful chain, wich is marked with a break due to the lack of the
father functioning. Maleval, in the book Le logique du délire, deepens in his conception about
the delirium both in the psychiatry and psychanalysis; the author bases on the psychanalysis
to detach the phases of the elaboration of the delirium, as well asw his way of systematization.
To understand the mechanisms that make the chain of the language funcioting of the
psychosis, as well as the elaboration and the work of the delirium, we base on the reports by
Louis Wolfson ( author of the book Le schizo et les Langues). With this discussion cocnerning
Wolfson s piece, we aim to detach the functioning of specific language and also the peculiar
relation with the meanings, caused by the lack of the father s function and ther relation of the
refusal of mother s wish and the language taught by her. Further more, we search to
investigate the systematization of the delirium from the author s reportrs, considering mainly
the aspects like the refusal of the language taught by his mother, the relation established by
Wolfson With his several other languages chosen to substitute the one that could be his
mother language. / Neste trabalho, propomo-nos a refletir sobre o funcionamento do delírio na linguagem,
a partir da produção de Louis Wolfson, considerando dois aspectos principais: sua relação
com as várias línguas e sua recusa dos sons da língua ensinada pela mãe. Para realizarmos a
nossa reflexão, partiremos da articulação entre linguagem e psicanálise proposta por Jacques
Lacan a partir da releitura de Freud e dos conceitos trazidos do âmbito linguístico, propostos
por Ferdinand Saussure.
Freud e Lacan preocupam-se em realizar uma distinção entre a neurose e a psicose
para definir os mecanismos estruturantes de cada funcionamento. Lacan se apoiará em alguns
conceitos propostos por Ferdinand Saussure acerca do funcionamento da língua,
principalmente o signo linguístico, para explicar o modo de inscrição do sujeito no campo da
linguagem e as especificidades de cada estrutura. Nosso foco será destinado a um
aprofundamento no campo de estruturação da psicose, e, sendo assim, serão abordados os
conceitos relacionados a tal estrutura, como a foraclusão do nome do pai, a organização
peculiar dos significantes e a prevalência das operações metonímicas em relação às
metafóricas. Tais conceitos se relacionam à constituição do delírio e à sua lógica de
funcionamento.
O delírio se apresentará na psicose como uma possibilidade de reconstrução da
realidade e uma reorganização da cadeia significante, que é marcada por uma ruptura devido à
carência da função paterna. Maleval, no livro Le logique du délire, aprofunda-se na
conceituação sobre o delírio tanto na psiquiatria como na psicanálise; o autor se apoia na
psicanálise para destacar as fases de elaboração do delírio, bem como seu modo de
sistematização.
Para compreender os mecanismos que encadeiam o funcionamento de linguagem da
psicose, bem como a elaboração e o trabalho do delírio, recorreremos aos relatos produzidos
por Louis Wolfson, autor do livro Le schizo et les langues. Com essa reflexão a partir da obra
de Wolfson, objetivamos destacar seu funcionamento de língua específico e, ainda, sua
relação peculiar com os significantes, movidos pela carência da função paterna e uma relação
de recusa ao desejo materno e, portanto, à língua ensinada por sua mãe. Além disso, buscamos
investigar a sistematização do delírio a partir dos relatos do autor, considerando
fundamentalmente aspectos como a recusa dos sons da língua ensinada por sua mãe e a
relação estabelecida por Wolfson com as várias outras línguas escolhidas por ele para
substituir aquela que poderia ter sido a sua língua materna. / Mestrado em Estudos Linguísticos
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