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Violência contra a mulher : expectativas de um acolhimento humanizado

Porto, Janice Regina Rangel January 2004 (has links)
O mergulho no mundo de vivências femininas propiciou o desafio de trabalhar com mulheres em situação de violência nas relações conjugais. Os objetivos do estudo foram: - conhecer as estratégias utilizadas por mulheres no enfrentamento de situações de agressão física, sexual e psicológica e - desvelar o acolhimento prestado pelos serviços básicos de saúde, na perspectiva das mulheres vítimas de violência. A abordagem qualitativa foi utilizada como referencial metodológico, tendo como campo de estudo uma das sedes de Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras. As participantes foram dez mulheres que vivem ou viveram pelo menos um ano, com maridos agressores. Para a coleta das informações utilizou-se a técnica de entrevista narrativa descrita por Jovchelovitch e Bauer (2002) seguida da Análise de Conteúdo descrita por Minayo (1993). Como resultados, emergiram quatro temas: - Matizes da violência contra a mulher - A conscientização da violência - Pedido de socorro: a visibilidade da violência doméstica e - A entrevista narrativa, como atividade terapêutica. Os aspectos éticos foram preservados no aceite de participação, na utilização do consentimento informado e pela aprovação do comitê de Ética em pesquisa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Neste estudo procurou-se dar voz às mulheres em situação de violência doméstica, evidenciando-se as estratégias utilizadas por elas no enfrentamento de situações de agressão, nos diferentes segmentos da sociedade: na família, nas relações interpessoais com amigos e vizinhos, nas delegacias de polícia e, por fim, nos Serviços de Saúde.
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Violência contra a mulher : expectativas de um acolhimento humanizado

Porto, Janice Regina Rangel January 2004 (has links)
O mergulho no mundo de vivências femininas propiciou o desafio de trabalhar com mulheres em situação de violência nas relações conjugais. Os objetivos do estudo foram: - conhecer as estratégias utilizadas por mulheres no enfrentamento de situações de agressão física, sexual e psicológica e - desvelar o acolhimento prestado pelos serviços básicos de saúde, na perspectiva das mulheres vítimas de violência. A abordagem qualitativa foi utilizada como referencial metodológico, tendo como campo de estudo uma das sedes de Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras. As participantes foram dez mulheres que vivem ou viveram pelo menos um ano, com maridos agressores. Para a coleta das informações utilizou-se a técnica de entrevista narrativa descrita por Jovchelovitch e Bauer (2002) seguida da Análise de Conteúdo descrita por Minayo (1993). Como resultados, emergiram quatro temas: - Matizes da violência contra a mulher - A conscientização da violência - Pedido de socorro: a visibilidade da violência doméstica e - A entrevista narrativa, como atividade terapêutica. Os aspectos éticos foram preservados no aceite de participação, na utilização do consentimento informado e pela aprovação do comitê de Ética em pesquisa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Neste estudo procurou-se dar voz às mulheres em situação de violência doméstica, evidenciando-se as estratégias utilizadas por elas no enfrentamento de situações de agressão, nos diferentes segmentos da sociedade: na família, nas relações interpessoais com amigos e vizinhos, nas delegacias de polícia e, por fim, nos Serviços de Saúde.
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Violência contra a mulher : expectativas de um acolhimento humanizado

Porto, Janice Regina Rangel January 2004 (has links)
O mergulho no mundo de vivências femininas propiciou o desafio de trabalhar com mulheres em situação de violência nas relações conjugais. Os objetivos do estudo foram: - conhecer as estratégias utilizadas por mulheres no enfrentamento de situações de agressão física, sexual e psicológica e - desvelar o acolhimento prestado pelos serviços básicos de saúde, na perspectiva das mulheres vítimas de violência. A abordagem qualitativa foi utilizada como referencial metodológico, tendo como campo de estudo uma das sedes de Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras. As participantes foram dez mulheres que vivem ou viveram pelo menos um ano, com maridos agressores. Para a coleta das informações utilizou-se a técnica de entrevista narrativa descrita por Jovchelovitch e Bauer (2002) seguida da Análise de Conteúdo descrita por Minayo (1993). Como resultados, emergiram quatro temas: - Matizes da violência contra a mulher - A conscientização da violência - Pedido de socorro: a visibilidade da violência doméstica e - A entrevista narrativa, como atividade terapêutica. Os aspectos éticos foram preservados no aceite de participação, na utilização do consentimento informado e pela aprovação do comitê de Ética em pesquisa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Neste estudo procurou-se dar voz às mulheres em situação de violência doméstica, evidenciando-se as estratégias utilizadas por elas no enfrentamento de situações de agressão, nos diferentes segmentos da sociedade: na família, nas relações interpessoais com amigos e vizinhos, nas delegacias de polícia e, por fim, nos Serviços de Saúde.
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Mulher e família no processo constituinte de 1988

Bruno, Denise Duarte January 1995 (has links)
Este trabalho pretende analisar como se configura a cidadania da mulher brasileira a partir do recente processo de elaboração de normas legais sobre a família. Para tal, são analisados os discursos referentes à mulher e à família, dos congressistas que elaboraram a Constituição Brasileira de 1988, utilizando-se os conceitos de direito, cidadania, e gênero, como categorias analíticas. Os dados encontrados indicam que a família monogâmica, nuclear e estruturada a partir das diferenças entre os sexos é identificada como uma organização natural. Essa organização é o sujeito de direito para os parlamentares, e não a mulher. Nesse sentido, as reivindicações de direitos femininos são incorporados à legislação no intuito de manutenção da estrutura familiar. Frente a isso, discute-se a cidadania feminina enquanto uma cidadania concedida, construída na contradição entre proteção- direito e entre centralidade- subordinação da mulher na família. Ao final do trabalho, junto às conclusões, indica-se possibilidades de continuidade do estudo. / This work intends to analyze how the Brazilian woman citizenship takes form from the recent process elaboration of legal norms about the family. To do this, are analyzed the speeches of the congressmen who elaborated the 1988 Brazilian Constitution, concerning the woman and family, using concepts of right, citizenship and gender, as analytical categories. The found data indicate that the monogamic, nuclear and gender structured family is identified as a natural organization . To the congressmen, this organization, and not the woman, is the subject of right. In this sense, the feminine right's revindications are incorporated to the legislation for the family structure maintenance purpose. Therefore, it is discussed the feminine citizenship as an allowed citizenship, built up on the contradiction between protection I right and centricity I subordination of the woman in the family. At the end of the work, attached to the conclusions, are suggested possibilities to this study continuity.
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Mulher e família no processo constituinte de 1988

Bruno, Denise Duarte January 1995 (has links)
Este trabalho pretende analisar como se configura a cidadania da mulher brasileira a partir do recente processo de elaboração de normas legais sobre a família. Para tal, são analisados os discursos referentes à mulher e à família, dos congressistas que elaboraram a Constituição Brasileira de 1988, utilizando-se os conceitos de direito, cidadania, e gênero, como categorias analíticas. Os dados encontrados indicam que a família monogâmica, nuclear e estruturada a partir das diferenças entre os sexos é identificada como uma organização natural. Essa organização é o sujeito de direito para os parlamentares, e não a mulher. Nesse sentido, as reivindicações de direitos femininos são incorporados à legislação no intuito de manutenção da estrutura familiar. Frente a isso, discute-se a cidadania feminina enquanto uma cidadania concedida, construída na contradição entre proteção- direito e entre centralidade- subordinação da mulher na família. Ao final do trabalho, junto às conclusões, indica-se possibilidades de continuidade do estudo. / This work intends to analyze how the Brazilian woman citizenship takes form from the recent process elaboration of legal norms about the family. To do this, are analyzed the speeches of the congressmen who elaborated the 1988 Brazilian Constitution, concerning the woman and family, using concepts of right, citizenship and gender, as analytical categories. The found data indicate that the monogamic, nuclear and gender structured family is identified as a natural organization . To the congressmen, this organization, and not the woman, is the subject of right. In this sense, the feminine right's revindications are incorporated to the legislation for the family structure maintenance purpose. Therefore, it is discussed the feminine citizenship as an allowed citizenship, built up on the contradiction between protection I right and centricity I subordination of the woman in the family. At the end of the work, attached to the conclusions, are suggested possibilities to this study continuity.
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Mulher e família no processo constituinte de 1988

Bruno, Denise Duarte January 1995 (has links)
Este trabalho pretende analisar como se configura a cidadania da mulher brasileira a partir do recente processo de elaboração de normas legais sobre a família. Para tal, são analisados os discursos referentes à mulher e à família, dos congressistas que elaboraram a Constituição Brasileira de 1988, utilizando-se os conceitos de direito, cidadania, e gênero, como categorias analíticas. Os dados encontrados indicam que a família monogâmica, nuclear e estruturada a partir das diferenças entre os sexos é identificada como uma organização natural. Essa organização é o sujeito de direito para os parlamentares, e não a mulher. Nesse sentido, as reivindicações de direitos femininos são incorporados à legislação no intuito de manutenção da estrutura familiar. Frente a isso, discute-se a cidadania feminina enquanto uma cidadania concedida, construída na contradição entre proteção- direito e entre centralidade- subordinação da mulher na família. Ao final do trabalho, junto às conclusões, indica-se possibilidades de continuidade do estudo. / This work intends to analyze how the Brazilian woman citizenship takes form from the recent process elaboration of legal norms about the family. To do this, are analyzed the speeches of the congressmen who elaborated the 1988 Brazilian Constitution, concerning the woman and family, using concepts of right, citizenship and gender, as analytical categories. The found data indicate that the monogamic, nuclear and gender structured family is identified as a natural organization . To the congressmen, this organization, and not the woman, is the subject of right. In this sense, the feminine right's revindications are incorporated to the legislation for the family structure maintenance purpose. Therefore, it is discussed the feminine citizenship as an allowed citizenship, built up on the contradiction between protection I right and centricity I subordination of the woman in the family. At the end of the work, attached to the conclusions, are suggested possibilities to this study continuity.
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Enfrentamento da violência doméstica por um grupo de mulheres após a denúncia

Parente, Eriza de Oliveira 12 December 2007 (has links)
Made available in DSpace on 2019-03-29T23:17:05Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2007-12-12 / Among the several violence modalities, the domestic is a reality in the homes and doesn t depend on social class, sex, faiths and religious precepts. The violence against the woman can be considered the most practice and the less recognized, is a public health s problem that can be as serious as the suicide or the homicide; it carries out suffering and physical damages, besides building a right s violation. The banality of violence s situation for women during the history appear contribute to seems almost common this phenomenon. This study had as purposes (i) to analyze the coping forms founds by women victims of the domestic violence, in elapsing of the accusation; (ii) to investigate the perception on those women s domestic violence welcomed in a unit of protection to the violence, as well as (iii) the difficulties founds during the accusation in Fortaleza, Ceará, Brazil. With qualitative approach and being characterized as participant research, nine women that were called victims of domestic violence and broken up with the silence, making the accusation, the participated in the study, from August to October of 2007, in the State Center of reference and Support to the Woman (CERAM). The focal group, annotations in the field dairy and observations went the techniques of data s collection and these were submitted to the analysis categories and discussed starting from the Health Belief Model. The results show difficulties for changing the situations and many are the coping forms found by women in picks of helping . The fear, the support lack, the financial dependence, the shame, the maternity, the culture emerged of the study as perception of the susceptibility and identified barriers; the death risk was noticed as severity; the support of the family and friends, the law, the protection sections and God were the told benefits, being configured as coping forms. For them, the violence crossed the limits of the physical nature, because it involved suffering psychological, emotional, economical and social. In the direction, the study shows one serius picture of behavior changes, whose situation is delicate and difficult solution, one time, that the coverage areas to pass through the field of health, culture and politc. This way, those women broke the present silence in the violent relationships, they sought strategies capable to minimize their effects; the support family, affectionate and legal and actions. / Dentre as diversas modalidades de violência, a doméstica é uma realidade nos lares e independe de classe social, sexo, crenças e preceitos religiosos. A violência contra a mulher pode ser considerada a mais praticada e a menos reconhecida, sendo um problema de saúde pública tão sério quanto o suicídio ou o homicídio, acarretando sofrimento e danos físicos, além de construir uma violação de direitos. A banalização de situações violentas vivenciadas por algumas mulheres ao longo da história parece ter contribuído para a naturalização desse fenômeno, pois apesar dos discursos oficiais e das políticas públicas preconizarem a noção de que as mulheres rompam o silêncio da dominação e da submissão aos atos violentos, a realidade na consecução desse processo é contraditória. Desse modo, este estudo teve como propósitos (i) analisar as formas de enfrentamento encontradas por mulheres vítimas da violência doméstica, no decorrer da denúncia; (ii) investigar a percepção sobre a violência doméstica dessas mulheres acolhidas em uma unidade de proteção à violência, bem como (iii) as dificuldades encontradas durante a denúncia em Fortaleza, Ceará, Brasil. Com abordagem qualitativa e caracterizando-se como pesquisa participante, nove mulheres que se denominaram vítimas de violência doméstica e romperam com o silêncio, fazendo a denúncia, participaram do estudo, de agosto a outubro de 2007, no Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (CERAM). O grupo focal, anotações no diário de campo e observações foram às técnicas de coleta de dados e estes foram submetidos à análise categorial e discutidos a partir do Modelo de Crença em Saúde. Os resultados evidenciaram que as dificuldades para mudar as situações são muitas, mas também são variadas as formas como as mulheres falaram sobre os seus problemas, procuraram ajuda e por vezes conseguiram transformar a situação. O medo, a falta de apoio, a dependência financeira, a vergonha, a maternidade e a cultura emergiram como percepção da suscetibilidade e barreiras identificadas pelas mulheres; o risco de morte foi percebido como severidade; o apoio da família e de amigos, a lei, os setores de proteção e Deus foram os benefícios relatados, configurando-se como formas de enfrentamento. Para elas, a violência ultrapassou os limites da natureza física, pois envolveu sofrimento psicológico, emocional, econômico e social. Nesse sentido, a pesquisa evidenciou um quadro de mudança de comportamento muito sério, cuja situação é delicada e de solução difícil, uma vez que a área de abrangência perpassa os campos da saúde, da política e da cultura. Desse modo, essas mulheres romperam o silêncio presente nas relações violentas, procuraram estratégias capazes de minimizar seus efeitos; o suporte familiar, afetivo e legal e ações intersetoriais foram decisivas para a tomada de decisão dessas mulheres vítimas da violência doméstica no decorrer da denúncia.
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Protocolos na atenção a saúde de mulheres em situação de violência sexual na perspectiva dos profissionais de saúde

Silva, Ana Cristina Feijo da 03 October 2014 (has links)
Made available in DSpace on 2019-03-30T00:00:21Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2014-10-03 / This study integrates research Multicentric called "Analysis of health care services for women in situations of sexual violence: a comparative study in two Brazilian cities." Assume the understanding that sexual violence is one of the manifestations of violence more cruel and persistent gender through history and survives in the dimension of a pandemic, reaching women, adolescents and children in all social spaces, especially in the domestic. Requires attention to the health sector, not only in your organization but also the serious repercussions that lead to those involved, with your face a global challenge. In this perspective, the objective was to understand the perception of professionals about the protocols used in the care of women experiencing sexual violence, in municipal health services, in Fortaleza, Ceará. Predominantly qualitative approach, participated in 68 health professionals (physicians, nurses, social workers and psychologists) from nine public hospitals and providing direct care to this woman. Data collection was carried out in 2013, with semistructured interviews and guided by the guidelines of the Technical Standard. The analysis took place in the thematic with seizure of core meanings attributed by professionals on the investigated object, resulting in categories: access of women experiencing sexual violence at the health facility, host to women in situations of sexual violence unit health, adoption of protocols and flow of pre-established service, referrals made in cases of pregnancy resulting from sexual violence and intra and inter network and services offered to women in situations of sexual violence in the health unit. The results showed that the implementation of the principles and guidelines of the Technical Standard procedure is still slow and invisibility. Professionals are approaching timidly public policies that guide this confrontation and the respective axes that lead to improved quality of care. Few know about the procedures proposed by the Technical Standard for the Prevention and Treatment of Injuries Resulting from Sexual Violence Against Women and Teens. Regarding health facilities, mostly, are not organized and clinical care, as well as the care provided by occupational categories are not standardized. Identified a fragmented care, priority for the signs and symptoms presented by these women, rather than qualified, sensitive and based on policy listening. It is considered that the results of this research may support managers in adopting strategies that promote the implementation of attention to women in combat sexual violence policy, promoting a restructuring of the network and in particular health services, to comprehensive care to this clientele. It is added that the gaps portrayed require training for professionals, not just health care, but those who respond by the teams of the intersectoral network services, in achieving comprehensive health care to women in situations of sexual violence perceive them as people rights, and ethical citizens. / Este estudo integra pesquisa Multicêntrica denominada Análise dos serviços de saúde na atenção às mulheres em situação de violência sexual: estudo comparativo em duas capitais brasileiras . Assume-se a compreensão de que a violência sexual é uma das manifestações da violência de gênero mais cruel e persistente, atravessa a história e sobrevive na dimensão de uma pandemia, atingindo mulheres, adolescentes e crianças, em todos os espaços sociais, sobretudo no doméstico. Requer atenção do setor saúde devido as graves repercussões que acarretam aos envolvidos, sendo o seu enfrentamento um desafio global. Nessa perspectiva, objetivou-se compreender a percepção de profissionais sobre protocolos utilizados na atenção à saúde de mulheres em situação de violência sexual, nos serviços municipais de saúde, em Fortaleza, Ceará. Predominando a abordagem qualitativa, participaram 68 profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos) de nove hospitais públicos e que prestam cuidados diretos a essa mulher. A coleta de dados foi realizada em 2013, com entrevistas semiestruturadas e norteadas pelas diretrizes da Norma Técnica. A análise deu-se na modalidade temática com apreensão dos núcleos de sentido atribuídos pelos profissionais sobre o objeto investigado, resultando nas categorias: acesso das mulheres em situação de violência sexual a unidade de saúde, acolhimento às mulheres em situação de violência sexual na unidade de saúde, adoção de protocolos e fluxo de atendimento pré-estabelecido, encaminhamentos realizados nos casos de gravidez decorrente da violência sexual e para a rede intra e intersetorial, e serviços oferecidos às mulheres em situação de violência sexual na unidade de saúde. Os resultados evidenciaram que a implantação dos princípios e diretrizes da Norma Técnica é processual, ainda vagarosa e na invisibilidade. Os profissionais estão se aproximando, timidamente, das políticas públicas que norteiam esse enfrentamento e os respectivos eixos que conduzem a melhoria da qualidade da atenção. Poucos conhecem a respeito dos procedimentos propostos pela Norma Técnica para Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual Contra Mulheres e Adolescentes. Quanto às unidades de saúde, em sua maioria, não estão organizadas e os atendimentos clínicos, assim como os cuidados realizados pelas categorias profissionais, não estão normatizados. Identificou-se uma assistência fragmentada, com prioridade para os sinais e os sintomas apresentados por essas mulheres, em detrimento de escuta qualificada, sensível e fundamentada nas diretrizes políticas. Considera-se que os resultados desta pesquisa poderão subsidiar gestores na adoção de estratégias que favoreçam a implementação da política de atenção às mulheres, no enfrentamento da violência sexual, promovendo uma reestruturação da rede e em especial dos serviços de saúde, visando atendimento integral a esta clientela. Acrescenta-se que as lacunas retratadas demandam capacitações para os profissionais, não só da área da saúde, mas os que respondem pelas equipes dos serviços da rede intersetorial, no alcance de uma assistência integral às mulheres em situação de violência sexual as percebendo como pessoas de direitos, éticas e cidadãs.
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Violência interpessoal sofrida e perpetrada por mulheres em metrópole brasileira

Freitas, Ana Luiza E Vasconcelos 31 January 2018 (has links)
Made available in DSpace on 2019-03-30T00:24:13Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2018-01-31 / Interpersonal violence is a global phenomenon that has serious consequences on life, thus constituting a public health problem. Regarding this type of violence among women, the complexity of the phenomenon challenges governments given the repercussions on individual, family and public health. Despite advances in public policies to combat this type of violence, it is necessary to investigate the possibility of breaking the cycle of interpersonal violence and identifying contexts in which women experience and/or perpetrate violence. Thus, this study analyzes the profile of women who reported having experienced and/or perpetrated interpersonal violence in Fortaleza, Ceará. This is a quantitative cross-sectional study carried out in Fortaleza, Ceará, Brazil, with a sample of 499 women over 20 years old between July and December 2016. Data were collected using a questionnaire divided into five sections: sociodemographic characteristics, participation in acts of interpersonal violence in the past year (experienced/perpetrated) and characterization of the acts experienced and/or perpetrated. Data were collected in households which were randomly selected from five territorial districts. Data were analyzed using descriptive statistics, measures of central tendency and dispersion and bivariate analysis. Regarding sociodemographic characteristics, the women were mostly aged ¿ 53 years old, single, housewives, catholic and born in Fortaleza and had ¿ 8 years of study, children, and a family income of <5 minimum wages. Experienced violence was mostly psychological (164/85.8%), occurred more than 3 times (114/57.3%) in the past year, took place outside the household (101/49.8%), was perpetrated by non-relatives (113/60.1%), and women did not respond to violence (123/66.8%). The acts of violence were mostly psychological (87.8%), the victim did not respond to violence (153/79.7%), and the victim was a family member (154/75.9%). As for perpetrated violence, this was mostly physical (85/41.2%), involved people with family ties (56/59.6%), and the victim did not respond to violence (62/71.3%). Women who are exposed to violence live in such a situation because they depend financially or emotionally on the perpetrator. These women tend to experience and/or perpetrate psychological violence because it is an act that does not leave visible marks on the body and, therefore, is the most perpetrated. In addition, the perpetrator¿s and victim¿s lack of knowledge leads them to believe that there is no punishment. This study demonstrates the continuity of interpersonal violence among women, which demands the redefinition of dialogical social practices and actions to strengthen the mediation of conflicts involving women who have experienced and/or perpetrated violent acts in the family and social life. / A violência interpessoal é um fenômeno global, com graves consequências na vida, apresentando-se como problema de saúde pública. Reportando-se essa modalidade de violência no âmbito da mulher, a complexidade do fenômeno desafia governos ante as repercussões na saúde individual, familiar e coletiva. Apesar dos avanços nas políticas públicas no seu enfrentamento, são necessárias investigações que possibilitem romper o ciclo da violência interpessoal e identifiquem contextos em que a mulher sofre e/ou perpetra a violência. Nesse contexto, este estudo analisa o perfil das mulheres que declararam ter sofrido e/ou perpetrado atos de violência interpessoal no município de Fortaleza, Ceará. Trata-se de estudo quantitativo, transversal, realizado no município de Fortaleza, Ceará, com uma amostra de 499 mulheres acima de 20 anos, entre julho e dezembro de 2016. Utilizou-se como instrumento de coleta questionário contendo cinco blocos: características sociodemográficas, participação em atos de violência interpessoal no último ano (sofrida/perpetrada) e caracterização dos atos sofridos e/ou perpetrados. A coleta foi realizada em domicílios, selecionados aleatoriamente, englobando cinco distritos territoriais. A análise de dados considerou a estatística descritiva, medidas de tendência central e de dispersão, bem como análise bivariada. Entre as características sociodemográficas, destacam-se mulheres com idade ¿ 53 anos, solteira, escolaridade ¿ 8 anos, donas de casa, católicas, com filhos, naturais do município de Fortaleza, com renda familiar < 5 salários mínimos. Quanto aos atos violentos sofridos, predominou a violência psicológica (164/85,8%), ocorrida mais de 3 vezes (114/57,3%) no último ano, no ambiente externo (101/49,8%), entre não familiares (113/60,1%) e as mulheres não reagiram (123/66,8%). Quanto aos atos praticados, a maioria foi violência psicológica (87,8%), a vítima não reagiu (153/79,7%) e esta possuía vínculo familiar (154/75,9%). Quanto à violência perpetrada, destacou-se a física (85/41,2%), em pessoas com vínculo familiar (56/59,6%) e não havendo reação da pessoa (62/71,3%). As mulheres que são expostas à violência vivem nessa situação por depender financeiramente ou emocionalmente do agressor. Essas mulheres têm a tendência de sofrer e\ou praticar a violência psicológica por ser um ato que não deixa marcas visíveis no corpo. É a mais praticada e que, por falta de conhecimento da agressora e da vítima, acreditam que não existe punição. O estudo retrata a continuidade da violência interpessoal em mulheres, o que demanda a ressignificação de práticas sociais dialógicas e ações que fortaleçam a mediação de conflitos, envolvendo mulheres que sofreram e/ou praticaram atos violentos no convívio familiar e social.
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Associações entre dieta, composição corporal e densidade mineral óssea em mulheres na pós-menopausa

Silva, Thais Regina Silva da January 2016 (has links)
A menopausa é definida como a ausência permanente das menstruações, em decorrência da diminuição da função folicular ovariana ou remoção cirúrgica dos ovários. O declínio da produção endógena de estrogênio durante a transição menopáusica tem sido associado à perda de densidade mineral óssea (DMO) e de massa muscular esquelética. Além disso, não só o status menopáusico, mas também o envelhecimento promove outras modificações na composição corporal, como o aumento e redistribuição da massa de gordura, resultando em um padrão de acumulação de gordura central ou de distribuição androide. Essas alterações de composição corporal levam a efeitos deletérios na saúde dessas mulheres, como aumento do risco de doenças cardiovasculares, fraturas e mortalidade. Estudos de intervenção na população em geral tem demonstrado que dietas hiperproteicas em comparação com dietas de baixo teor de proteínas levam a maior perda de circunferência de cintura e gordura abdominal durante o seu seguimento. Ainda não foram publicadas revisões sobre o efeito de dietas hiperproteicas sobre gordura abdominal ou adiposidade central em mulheres de meia-idade. Portanto, o objetivo da introdução, sendo o capítulo 1 desta tese, foi conduzir uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados para identificar os efeitos de dietas hiperproteicas comparadas a dietas controles sobre gordura abdominal em mulheres de meia-idade. Devido ao número limitado de evidências identificadas, não foi possível a realização de metanálise. Não foram encontradas diferenças na redução da circunferência da cintura e da massa de gordura abdominal entre as dietas para a maioria dos estudos. No entanto, dietas com objetivo de redução de peso corporal, independentemente da composição nutricional podem diminuir a massa de gordura abdominal em mulheres de meia-idade. As recomendações de ingestão (DRI) de proteína para idosos, homens e mulheres, continuam sendo as mesmas de adultos jovens saudáveis. A estimativa média de requerimento (EAR) e a recomendação diária de ingestão (RDA) são de 0,66 e 0,8 g/kg de peso corporal, respectivamente, sendo que a RDA teoricamente satisfaz as necessidades de 97,5 % da população. No entanto, em dois estudos recentes que avaliaram as recomendações de proteína para mulheres com mais de 65 e 80 anos de idade, encontraram uma EAR de 0,85 e 0,96 e uma RDA de 1,15 g e 1,29 g/kg de peso corporal, respectivamente. Dessa forma, o objetivo do segundo estudo foi investigar a associação entre massa muscular esquelética e ingestão de proteína, atividade física habitual, composição corporal e variáveis metabólicas em mulheres na pós-menopausa, encaminhadas através de chamamento na mídia e atendidas pelo grupo de endocrinologia ginecológica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A prevalência de baixa massa muscular foi de apenas 7%, visto que nossas mulheres eram jovens e sem doenças clínicas evidentes. O índice de massa muscular foi positivamente associado com ingestão de proteína e negativamente associado com % gordura corporal. As participantes com ingestão proteica no tercil superior apresentaram melhor perfil metabólico e padrão alimentar mais saudável. Este grupo também apresentou menor IMC, circunferência da cintura e massa de gordura do tronco. O declínio nos níveis de 17-β-estradiol está associado com o aumento na perda de DMO. Esse declínio de DMO também pode ser atribuído a diversos outros fatores, incluindo: idade, carga genética, nutrição, estilo de vida e uso prolongado de algumas medicações. Portanto, o objetivo do terceiro trabalho foi investigar como a composição corporal, padrão alimentar e atividade física habitual são associados com DMO de acordo com o tempo de menopausa em mulheres do sul do Brasil, sem doença clínica evidente. Nesse estudo transversal, o tempo de menopausa, menor massa magra e de gordura, além de ingestão de vitamina A < 700 μg/dia foram associados com baixa massa óssea. Ingestão calórica e de macronutrientes, bem como atividade física habitual, não interferiram na DMO, no entanto a maior parte das participantes eram sedentárias. / Menopause is defined as the permanent absence of periods, due to the decline in ovarian follicular function or ovaries surgical removal. The decline in endogenous estrogen production during the menopausal transition has been associated with loss of bone mineral density (BMD) and skeletal muscle mass. Furthermore, not only the menopausal status, but also aging promotes other changes in body composition, resulting in increases visceral fat mass. These body composition changes have potential impact on health status in women, increasing the risk of cardiovascular disease, fracture and mortality. Intervention studies in the general population have provided evidence that high protein (HP) compared with low protein diets improve loss of waist circumference and abdominal fat during follow-up. The Nurses' Health Study observed a 26% reduction in the risk of cardiovascular disease in the group of women with higher protein intake compared to the lowest intake group. Specifically in women, there are no reviews on the effect of HP diets on abdominal obesity. Therefore, the aim of introduction and Chapter 1 of this thesis was to conduct a systematic review of randomized clinical trials to identify the effects of HP diets compared to control diets on abdominal obesity in middle-aged women. The limited evidence identified in this systematic review does not show a HP diet conferring benefit over control diet in middle-aged women. In conclusion, a diet aimed at reducing weight improved abdominal fat in middle-aged women regardless of the diet composition. The dietary recommend intake (DRI) of protein for the elderly, men and women, are still the same for healthy young adults. The estimated average requirement (EAR) and the recommended daily intake (RDA) are 0.66 and 0.8 g/ kg of body weight, respectively, and the RDA theoretically meets the needs of 97.5% of the population. However, two recent studies evaluating the protein recommendations for women aged 65 to 80, found a RDA of 0.85 and 0.96 and a EAR of 1.15 and 1.29 g / kg of body weight, respectively. Thus, the purpose of the second study was to investigate the associations between skeletal muscle mass and protein intake, habitual physical activity, body composition and metabolic variables in postmenopausal women, attended by gynecological endocrinology group from a Porto Alegre University Hospital. Probably because of high mean protein intake, along with the mean age (55.2 ± 4.9 years) of our postmenopausal women, the prevalence of low muscle mass in our sample was only 7%. The body mass index was positively associated with protein intake and negatively associated with percentage body fat. Participants with protein intake in the highest tertile had a better metabolic profile and healthier eating pattern. This group also had lower BMI, waist and trunk fat mass. Falling levels of 17-β-estradiol are thought to accelerate the decline in BMD, which remains the single best predictor of primary osteoporotic fracture. This decline can also be attributed to a number of factors: age, genetics, nutrition, lifestyle factors, or the prolonged use of certain medication. Therefore, the aim of the third study was to investigate whether body composition, dietary pattern and habitual physical activity are associated with BMD according to time since menopause in women from Southern Brazil with no clinical evidence of disease. In this cross-sectional study with postmenopausal women with no clinical evidence of disease, time since menopause, low lean and fat mass were associated with low bone mass. Calories and macronutrients intake as well as habitual physical activity did not interfere with BMD, but participants were mostly sedentary.

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