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Caracterização petrográfica, química e tecnológica dos quartzitos do centro produtor de São Thomé das Letras no sudoeste do Estado de Minas GeraisFernandes, Tânia Maria Gomes [UNESP] 05 September 2002 (has links) (PDF)
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fernandes_tmg_dr_rcla.pdf: 1258667 bytes, checksum: 905dec8e71c20be9a1c77c2bed3758c3 (MD5) / O Centro Produtor de São Thomé das Letras abrange duas áreas testes, denominadas respectivamente de área I (São Thomé das Letras) e área II (Luminárias). Nas respectivas áreas foram selecionadas para estudo seis variedades de quartzitos (Branco, Amarelo, Róseo, Carrancas, Carranquinha e Luminárias). Com os propósitos de otimizar e valorizar o uso dessas rochas em revestimento externo e interno nas obras civis se fez necessário, um estudo de caracterização geológica e tecnológica. Os estudos petrográficos revelaram diferenças significativas em suas composições mineralógicas e texturais, principalmente com relação às quantidades de quartzo, muscovita e minerais opacos. As análises do MEV, químicas de rocha total e mineral, confirmaram que as variações nas cores dos quartzitos estudados são determinadas pelas alterações dos minerais opacos e pela variação da quantidade de ferro e titânio nas moscovitas. O levantamento estrutural realizado na Área I, em São Thomé das Letras, e Área II, região de Luminárias, definiram respectivamente quatro e cinco famílias principais de fraturas cortando os corpos rochosos, gerando áreas com espaçamentos variáveis e heterogêneos entre as famílias. No local onde o fraturamento é mais intenso, ocorre uma taxa de recuperação muito baixa na lavra, em torno de 10 a 15%, gerando uma maior quantidade de rejeito. A qualificação tecnológica dos quartzitos estudados incluiu uma série de ensaios físicos, mecânicos e químicos. Os resultados dos índices físicos, quando comparados aos valores de limites especificados pela norma ASTM C 616 - 89 (> 95 % de SiO2 e Ab < 01 %), apresentaram desempenho satisfatório. Os valores obtidos para resistência à flexão atestam a qualidade dessas rochas na ornamentação. A resistência ao ataque químico nas variedades testadas, mostrou bons resultados para os ácidos utilizados... / The productive center of São Thomé das Letras there are two tests areas, called area I (São Thomé das Letras) and area II (Luminárias). In these areas were selected six different types of quartzites (White, Yellow, Pink, Carrancas, Carranquinha and Luminárias). With the purpose of a better and value way to use these rocks in exterior and interior construction work, it was necessary a nice study of geological and technological caracterization. The petrographic studies found out significant diferences in their mineral and texture composition, specially related in their quartzites quantity, muscovite and dull minerals. The MEV analyses, total chemical and mineral of the rock, they confirm that the variety of colors from the quartzites researched, are determined from dull minerals alterations and variation of quantity of the iron and titanium in the muscovite. The structural research made in area I, in São Thomé das Letras, and area II, Luminárias region, define respectively four and five main families of cutting fracture rocky structure, giving spacious areas differently and heterogeneous between families. In the areas where fracture is very intense, occur a low recuperation tax in the grub, around 10 to 15%, resulting a high quantity of reject components. The technological quality of the quartzites studied, inclue many physic analisys, mechanics and chemicals. The results of physics degree when compared with specifics limits from ASTM C 616 - 89 norms (> 95% de SiO2 and Ab < 1,0%), shows satisfactory results. The flexibility resistence results agree about the quality of ornamental rocks for revestments. The chemical attack resistence of the variety tested, showed good results to the acids used. The results of stain resistence were very satisfactory, observing from the most analisys some stain presence.
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Contexto deposicional da sequência Balbuena III (Maastrichtiano/ Daniano) da formação Yacoraite na sub-bacia metán-alemania, na região de Salta, ArgentinaOliveira, Eduardo Roemers de [UNESP] 12 December 2014 (has links) (PDF)
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000845833_20160201.pdf: 579802 bytes, checksum: b4b0b821d812207297366b9672ad34d2 (MD5) Bitstreams deleted on 2016-02-01T10:15:51Z: 000845833_20160201.pdf,. Added 1 bitstream(s) on 2016-02-01T10:16:43Z : No. of bitstreams: 1
000845833.pdf: 19604263 bytes, checksum: da5bf60d26d8d411729f62858518c5fb (MD5) / A Bacia de Salta localiza-se no noroeste argentino e sua origem está relacionada a um rifte intracontinental, formado durante o Cretáceo e início do Paleógeno. Subdivide-se em quatro sub-bacias (Lomas de Olmedo a leste; Sey a oeste; Tres Cruces a norte; e Metán-Alemania a sul) que foram preenchidas por sedimentos das supersequências Pirgua (fase sin-rifte) e Balbuena (fase sag). A seção sedimentar que compõe a fase sag é dividida em quatro sequências: Balbuena I, II, III e IV, da base para o topo. O presente estudo aborda a caracterização faciológica e estratigráfica com base em afloramentos da Sequência Balbuena III (Maastrichtiano/Daniano) da Fm. Yacoraite, na Sub-bacia Metán-Alemania, região do dique Cabra Corral, distrito de Coronel Moldes, Argentina. Os dados foram obtidos no levantamento de 14 seções estratigráficas verticais na escala 1:40, nas quais foram adquiridos perfis de raios gama espectral e realizada coleta de amostras para análises sedimentológicas. A análise faciológica revelou que a Sequência Balbuena III é composta por fácies carbonáticas, siliciclásticas e mistas, depositadas em ambiente lacustre. As fácies carbonáticas são constituídas por grainstones oolíticos e/ou bioclásticos, packstones oolíticos e/ou bioclásticos, rudstones e floastones bioclásticos, mudstones, laminitos e estromatólitos. As fácies siliciclásticas correspondem a arenitos muito finos ondulados, siltitos e lamitos. As litofácies de deposição mista (com componentes siliciclásticos e carbonáticos) são constituídas por arenitos híbridos e margas. As litofácies identificadas foram agrupadas em quatro associações de fácies, que a partir das observações de campo, resultaram em duas sucessões verticais ideais de fácies (sequências elementares). Tais sucessões foram hierarquizadas em sequências de média e alta frequências e puderam ser rastreadas por dezenas de quilômetros na bacia. A partir do... / The Salta Basin is located in the northwest of Argentina and its origin is related to an intracontinental rift which was formed during the Cretaceous and early Paleogene. It is subdivided into four sub-basins (Lomas de Olmedo - east; Sey - west; Tres Cruces - north; and Metán-Alemania - south) that were filled by sediments from the Pirgua (synrift phase) and Balbuena (sag phase) supersequences. The sedimentary section that forms the sag phase is divided into four sequences: Balbuena I, II, III and IV, from bottom to top. This research covers the sedimentological and stratigraphical outcrops characterization of the Balbuena III Sequence (Maastrichtian/Danian) from Yacoraite Fm., in the Metán-Alemania sub-basin, Cabra Corral dam region, district of Coronel Moldes, Argentina. The data have been collected from the survey of 14 vertical stratigraphic sections measured in these outcrops at a 1:40 scale, where spectral gamma-ray logs have been acquired and samples for sedimentological analysis have been collected. Data analysis has shown that Balbuena III Sequence consists of carbonate, siliciclastic and mixed facies which have been deposited in a lacustrine environment. The carbonate facies are formed by oolitic/bioclastic grainstones, oolitic/bioclastic packstones, bioclastic rudstones and floatstones, carbonate mudstones, laminites and stromatolites.The siliciclastic facies correspond to very fine wavy sandstones, siltstones and mudstones.The lithofacies of mixed deposition (with carbonate and siliciclastic components) consist of hybrid sandstones and marls.The identified lithofacies have been grouped into four facies associations, which from field observations, could be grouped into two ideal vertical successions of facies (elementary sequences). The observed cycles have been ranked in sequences of medium and high frequencies and could be traced for tens of kilometers in the basin. From the understanding of the distribution of...
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Petrologia, geoquímica isotópica e metalogenia dos depósitos de ouro El Silencio e La Gran Côlombia, distrito mineiro Segovia-Remedios, ColômbiaAlvarez Galindez, Milton Jaiber 26 April 2013 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Curso de Pós-Graduação em Geologia, 2013. / Submitted by Elna Araújo (elna@bce.unb.br) on 2013-07-27T00:42:46Z
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2013_MiltonJaiberAlvarezGalindez.pdf: 9272695 bytes, checksum: 9e4bcb9b941da6f94de3ab1bddac19d3 (MD5) / As minas El Silencio e La Gran Colômbia localizam-se ao nordeste do departamento de Antioquia, Colômbia, no distrito mineiro Segovia-Remedios, em atividade desde a metade do século XIX, com produção anual de 85.000 oz e teores de 7 a 25 g/ton. Nas minas estudadas, a mineralização está encaixada no batólito de Segovia, que é cortado por diques de andesito. O batólito é constituído por granodiorito, quartzo diorito e tonalito. Em geral, as rochas são constituídas de plagioclásio An 25-40 , quartzo, K-feldspato intersticial, hornblenda, biotita e magnetita. A biotita possui razões IVMg/Mg+Fe = 0,43-0,56 e Al = 2,27-2,68 e composições compatíveis com biotita de suítes orogênicas cálcio-alcalinas. As condições de cristalização estiman-se entre 4,6 e 9,4 km para temperaturas entre 690 e 760°C. O batólito apresenta tendência cálcio-alcalina, metaluminosa a ligeiramente peraluminosa, ISA = 0,85-1,04; SiO 2 = 57-68%; razões MgO/TiO 2 = 3,4-4,9; K 2 O/Na 2 O < 1; Al 2 O 3 = 14,5-17% e elementos traços coerentes com granitos do tipo I, de arco- vulcânico. A idade de cristalização do batólito pelo método U-Pb em zircão é de 154,83 ± 0,79 Ma para o quartzo diorito e de 154,4 ± 1,3 Ma para o granodiorito. Os isótopos de Sm-Nd, com valores de ε Nd (T) entre +2,5 e +7,2, sugerem derivação mantélica. Os andesitos pertencem às series cálcio-alcalinas, com teores de SiO 2 entre 51 e 60% e MgO entre 3,05 e 9,2%. Os diques da mina Providência possuem características afins a rochas adakíticas. O parâmetro ε Nd (T) para os diques, considerando idade de cristalização de 86Ma, variam entre +4,86 e +8,1, coerente com derivação mantélica. A mineralização hospeda-se em veios de quartzo que cortam as rochas do batólito de Segovia e são bordejados frequentemente pelos diques de andesito, de maneira concordante. A alteração hidrotermal é restrita a poucos centímetros a metros antes e depois do veio e consiste de clorita, carbonato e/ou sericita. A temperatura da alteração hidrotermal, estimada com base no geotermômetro da clorita, situa-se entre 310 e 369°C. A paragênese do minério pode ser dividida em três estágios. O primeiro estágio é composto por quartzo leitoso com texturas do tipo comb, calcita e scheelita, contendo pirita em bolsões, esfalerita e traços de arsenopirita. No fim desse estágio houve precipitação restrita de ouro. No segundo estágio, houve recristalização de quartzo, brechamento da pirita do primeiro estágio e precipitação de grande quantidade de esfalerita e galena e da maior parte do ouro. No terceiro estágio, foi depositada calcita e, em pequena quantidade, pirita. O ouro, classificado como electrum, possui tamanho médio entre 1-20 µm. Apresenta estreita relação com a prata, sendo que a relação Au/Ag é ligeiramente superior ou igual a 1. Não há boa correlação entre Au e Te ou Bi. Há enriquecimento em W em rochas hidrotermalizadas, com aparente correlação positiva entre Au e W. Estudos de inclusões fluidas em quartzo do primeiro e segundo estágios demonstraram a existência do sistema H 2 O-NaCl-KCl, provavelmente contendo quantidades menores de outros íons, exceto cálcio. Os fluidos aprisionados no quartzo do primeiro estágio possuem temperatura de fusão do gelo entre -6,6 e -1,6◦C, representando salinidade de 2,73 a 9,82% em peso de NaCl eq. e temperatura de homogeneização total entre 201 e 357°C, com maior concentração dos dados na faixa de 240 a 320°C. Inclusões fluidas em esfalerita e quartzo do segundo estágio, interpretadas como estando em equilíbrio, possuem temperatura de fusão do gelo entre - 7,7 e -2,5°C, correspondentes a salinidades de 4,2 a 11,1% em peso de NaCl eq., e temperaturas de homogeneização total entre 180 e 271°C, sendo que a maior quantidade de dados localiza-se no intervalo 185 a 255°C. Isótopos estáveis em calcita pertencentes ao primeiro estágio possuem valores de 13 18 C em relação ao V-PDB entre -5,5 e -10,77‰ e O em relação ao V-SMOW entre 10,91 e 12,29‰, cujos valores para os fluidos associados variam entre -3,45 e -8,47‰ 13 18para C e entre 6,6 e 8,0‰ para O. Estes valores são coerentes com diversas fontes, mas descartam origem meteórica para os fluidos mineralizantes. Com base nos dados disponíveis e comparações com outros depósitos de características similares, as minas estudadas podem ser classificadas na categoria de depósitos de ouro em veios em ambientes de arco continental. O modelo metalogenético proposto envolve a geração de fluidos hidrotermais profundos em um ambiente de subducção oblíqua, provavelmente no manto litosférico, juntamente com os diques de andesito que bordejam os veios de quartzo, Os diques são fontes possíveis dos metais e fluidos. O transporte dos ligantes e metais (Au, Ag, Pb e -Zn) se deu provavelmente por meio de tiocomplexos, tais como Au(HS) 2 , e a precipitação, provavelmente por mistura de fluidos quentes e frios. ________________________________________________________________________________________ ABSTRACT / The El Silencio and Gran Colombia Mines are located at northeast of Antioquia State, Colombia, in the Segovia-Remedios mining district, whose activity dates from the XIX century, with anual production of 85,000 oz and grades from 7 to 25 g/ton. In the studied mines, the mineralization is hosted in the Segovia Batolith, which is crossed by andesite dykes. The batolith is composed of granodiorites, quartz diorites and tonalites. Generally, these rocks comprise plagioclase An 25-40 , quartz, intersticial K- feldspar, hornblende, biotite and magnetite. The biotite has Mg/Mg+Fe ratios varying IVbetween 0.43 and 0.56 and Al between 2.27 and 2.68 and compositions compatible with calc-alkaline orogenic suites. The crystallization of the batolith is estimated to have ocurred between 4.6 and 9.4km of depth and at temperatures between 690 and 760°C The batolith is calc-alkaline, metaluminous to sligthly peraluminous, with ISA = 0.85-1.04; SiO 2 = 57-68%. The MgO/TiO 2 (3.4-4.9) and K 2 O/Na 2 O( < 1) ratios, Al 2 O 3 (14.5-17) and trace elements concentrations are consistent with I-type granites from volcanic arcs. The crystallization ages of the quartzdiorite and granodiorite from the batolith are, respectively, 154.83 ± 0.79 Ma and 154.4 ± 1.3 Ma. Sm-Nd isotopic data, with ε Nd (T) values between +2.5 and +7.2, suggest a mantle derivation. The andesite dykes belongs to calc-alkaline series, with SiO 2 contents between 51 and 60% and MgO values between 3.0 and 9.2%. The dykes of the Providencia mine display characteristics typical of adakitic rocks. The calculated ε Nd (T) value for the dykes, considering a crystallization age of 86Ma, are between +4.86 and +8.1, which suggests mantle derivation. The mineralization consists in quartz veins cutting the Segovia Batolith. Andesite dykes commonly border the veins. Hydrothermal alteration is constrained to few centimeters to meters around the veins and consists of chlorite, carbonate and/or sericite. The temperature of the hydrothermal alteration, estimated using the chlorite geothermometer is in the range of 310-369°C. The paragenetic sequence of the ore can be divided in three stages. The first one is composed by milky quartz with comb textures, calcite and scheelite, pyrite pockets, sphalerite and minor arsenopyrite. Small amounts of gold precipitated during late episode associated with this stage. In the second one, the quartz of the first stage recristallized, the pyrite of the first stage was brecciated and abundant sphalerite and galena precipitated comtemporaneously with gold and minor quartz. In the third stage, only seen in the Silencio mine, calcite and minor amounts of pyrite have precipitated. Gold, classified as electrum, has medium size between 1 and 20 µm. The Au/Ag ratio is slightly higher than 1. There is not a good correlation between Au and Te or Bi. Hydrothermalized rocks are enriched in W, with apparent positive correlation with Au. Fluid inclusion studies in quartz of the first and second stages indicate fluids containing H 2 O-NaCl-KCl, probably with minor quantities of other ions, except calcium. The trapped fluids in the quartz of the first stage have ice melting temperatures between -6.6 and -1.6°C, representing salinities of 2.73 to 9.82% wt. NaCl eq., and homogenization temperatures in the interval 201 to 357°C, most of them being between 240 to 320°C. Fluid inclusions in sphalerite and quartz of the second stage, interpreted to be in equilibrium, have ice melting temperatures between -7.7 e -2.5°C, which correspond to salinities from 4.2 to 11.1% wt. NaCl eq., and homogenization temperatures between 180 e 271°C, with the vast majority of data in the interval 185 to 255°C. 13 Stable isotopes in calcite belonging to the first stage yielded C values with 18respect to V-PDB between -5.5 and -10.77‰, and O with respect to V-SMOW between 10.91 and 12.29‰. The calculated values for the associated fluids vary 13 18between -3.45 and -8.47‰ for C and between 6.6 and 8.0‰ for O. These values are consistent with several reservoirs, however they rule out a meteoric origin for the mineralizing fluids. Based on the available data and comparisons with deposits of similar characteristics, the studied deposits can be classified as gold vein deposits in magmatic arcs. The proposed metalogenetic model involves the generation of deep hydrothermal fluids in a oblique subduction, probably in the lithosferic mantle, together with the andesitic dykes that surround the quartz veins. The dykes are possible sources of metals and fluids. The transport of ligants and metals (Au, Ag, Pb e Zn) probably occurred by-tiocomplexes such as Au(HS) 2 and their precipitation, due to mixture of hot and cold fluids.
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Petrologia do macico mafico-ultramafico passo do ivo, sao gabriel, Rio Grande do SulOliveira, Marisa Terezinha Garcia de January 1981 (has links)
o Maciço Máfico-ultramáfico Passo do Ivo, localizado ao sul de São Gabriel (RS), é um corpo de forma alongada,encaixado nos metamorfitos do Grupo Vacacaí e o conjunto está encravado tectonicamente, em litologias graníticas. Foram distinguidas zonas de concentração preferencial de minerais dentro do maciço, constituindo as seguintes litologias: olivina acumulados, clinopiroxênio-olivina acumulados, clinopiroxênio, ottopiroxênio-olivina acumulados e gabros. Na parte central do corpo, a mineralogia e as texturas ígneas estão preservadas. Nas partes externas, predomina a mineralogia metamórfica: actinolita, clorita, tremolita e cumingtonita. Os estudos petrográficos revelaram texturas acumuladas, características dos complexos estratiformes. As análises químicas mostram que MgO, Fe203 apresentam correlação negativa com Si02; FeO, Ti02, Na20, CaO e A1203 apresentam correlação positiva com Si02; Cr, Ni e Co apresentam valores médios de, respectivamente, 4288 ppm, 656 ppm e 175 ppm nos ultramafitos. Infere-se que o corpo tenha-se formado a partir da cristalização fracionada de minerais máficos de um magma toleítico magnesiano que se diferenciou,segundo um "trend" komatiitico. Após o emplaçamento do corpo máfico-ultramáfico nos metamorfitos, os granitos circundantes, provavelmente intrusivos, provocaram um metamorfismo de contato nas rochas do maciço que atingiram o facies xistos-verdes e localmente anfibolito. A formação de xistos magnesianos em algumas partes do corpo, sugere metamorfismo dinâmico associado aos extensos falhamentos NE que cortam a região.
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Geoquímica e petrologia dos metagranitos porfiríticos e equigranulares do complexo encantadas, Santana da Boa Vista, RSLusa, Marcelo January 2009 (has links)
O Complexo Encantadas é uma unidade Paleoproterozóica constituída por gnaisses tonalíticos, trondhjemíticos e dioríticos com presença subordinada de anfibolitos e rochas metaultramáficas ricas em hornblenda. Este complexo é cortado por corpos tabulares de metagranitos porfiríticos e equigranulares que se encontram posicionados ao longo de uma zona de cisalhamento dúctil de disposição suborizontal. Esta estrutura define o contato entre os Complexos Encantadas e Porongos, respectivamente, infra e supra-estrutura do Domo de Santana da Boa Vista. Os metagranitos têm afinidade cálcico-alcalina médio a alto-K e caráter levemente peraluminoso. A evolução como termos independentes indica que os metagranitos representam unidades petrológicas distintas, sendo afetados por processos de fracionamento de plagioclásio, biotita, zircão e apatita. Os metagranitos apresentam enriquecimento em ETRL e empobrecimento em ETRP, com valores elevados de Ba, Rb, Sr, U e Th, anomalias negativas de Nb e Ti, dispondo-se no campo das rochas geradas em ambientes de arco magmático. Os dados estruturais indicam que os metagranitos tiveram uma evolução complexa, e sua colocação é contemporânea a D1 e, portanto, de acordo com os dados geocronológicos disponíveis, sua idade situa-se próxima de 2 Ga, que é a idade presumível do metamorfismo de facies anfibolito, interpretado aqui como um evento orogênico, provavelmente colisional. Os metagranitos porfiríticos e equigranulares juntamente com os gnaisses dioriticos, tonaliticos e trondhjemiticos do Complexo Encantadas constituem uma associação magmática de ambiente de margem continental ativa, cujo magmatismo está associado a fontes mantélicas metassomatisadas por fluídos derivados de subducção litosférica durante o Paleoproterozóico. / The Encantadas Complex is a Paleoproterozoic unit constituted by tonalitic, trondhjemitic and dioritic gneisses with rare presence of amphibolites and hornblende-rich metaultramafic rocks. This complex is cut by tabular bodies of porphyritic and equigranular metagranites which are emplaced along a ductile shear zone with suborizontal disposition. This structure defines the contact between the Encantadas and Porongos complexes, respectively, infrastructure and suprastructure of Santana da Boa Vista Dome. The metagranites have medium to high-K calc-alkaline affinity and slightly peraluminous character. The evolution as independent terms indicates The metagranites represent distinct petrologic units with independent evolution, that are affected by fractionating of plagioclase, biotite, zircon and apatite. The metagranites show enrichment in LRRE and depletion of HREE, with high values of Ba, Rb, Sr, U and Th and negative anomalies of Nb and Ti, like granites of magmatic arc. Structural data indicate that metagranites have had a complex evolution, and their emplacement was simultaneous with D1 event which, according to the available geochronological data, has age close to 2 Ga. This event is interpreted as a metamorphic one associated with a collisional orogeny. Porphyritic and equigranular metagranites together with gneisses of Encantadas Complex constitute an active continental margin arc association, whose magmatism is related to metasomatised-mantle sources affected by fluids derived from the subducted lithophere during the Paleoproterozoic times.
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Gênese do depósito de ouro Tocantinzinho, província aurífera Tapajós (PA) : evidências a partir de dados de geologia, petrologia e inclusões fluidasCastro, Adriana Araújo 09 October 2015 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação, 2015. / Submitted by Fernanda Percia França (fernandafranca@bce.unb.br) on 2016-01-21T16:40:27Z
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2015_AdrianaAraujoCastro.pdf: 8117521 bytes, checksum: 835136a0be9523679a2d15a3de71801b (MD5) / O depósito de ouro Tocantinzinho está situado na Província Mineral do Tapajós a aproximadamente 200 km ao sul de Itaituba (PA). Trata-se de depósito de ouro em vênulas e disseminado, sem orientação preferencial, em estilo stockwork, hospedado em monzogranito de ~1982 ±8 Ma, atribuído à suíte intrusiva Creporizão. O ouro associa-se a disseminações de sulfetos, em especial pirita. Diques máficos de composição de basalto cálcio-alcalino, muito alterados, cortam o granito. Diques de composição riolítica cortam as rochas graníticas e o dique máfico, constituindo as manifestações ígneas mais jovens da área. Petrograficamente, o granito apresenta granulação média a grossa e textura alotriomórfica, sendo essencialmente constituído de quartzo, microclínio, plagioclásio (Ab0,88 An0,12) e biotita. É uma rocha rica em SiO2 (72%), Al2O3 (14%), K2O (5,3%) e Na2O (3,9%) e pobre em Fe2O3t (1,7%), MgO (0,3%) e CaO (0,9%). Em diagramas de discriminação geotectônica se situa, predominantemente, entre granitos de ambientes de arcos vulcânicos. O monzogranito foi submetido a 4 estágios de alteração hidrotermal. O estágio inicial, aqui designado de fase pós-magmática precoce, teve início com metassomatismo que provocou alteração do oligoclásio para albita e do ortoclásio para microclínio. A fase seguinte é caracterizada por forte microclinização, representando o estágio de microclinização, e forte cloritização e mineralização, representada por rochas atribuídas ao grupo MAT-I. O terceiro estágio, designado MAT-II, compreende alteração fílica. Nesta fase há maior expressão de sericitização e silicificação, constituindo o principal estágio da mineralização. O estágio final da alteração hidrotermal condiz com o estágio de alteração tardia, na qual houve significativa carbonatação e cloritização tardia. Quimicamente, as variedades alteradas e mineralizadas são muito similares, embora as rochas do grupo MAT-II possuam teores mais elevados de Fe2O3, MgO e CaO e menores conteúdos de Al2O3 e K2O. Da mesma forma, os teores médios de Au (7090,2 ppb), Cu (145 ppm), Pb (145 ppm), Zn (163 ppm), Bi (0,6 ppm) e Cd (1,88 ppm) são superiores nas rochas resultantes de alteração fílica (MAT-II) que nas microclinizadas (MAT-I). Registra-se relação simpatética entre os teores de Au e os de As, Zn e Pb. Os sulfetos associados à mineralização são pirita, calcopirita, esfalerita, galena e altaíta, nessa ordem de abundância. A clorita substitui minerais primários ou está presente em vênulas monominerálicas e poliminerálicas associadas, ou não, à mineralização. Análises químicas permitem distinguir as variedades chamosita (XFe = 0,60) e clinocloro (XFe = 0,45), que ocorrem em vênulas (Chl2 e Chl3) ou como resultado da alteração da biotita (Chl1). Estudos de inclusões fluidas revelaram que as inclusões fluidas presentes, em especial em amostras do granito mineralizado do Depósito Tocantinzinho (MAT-I e MAT-II), são aquosas e não saturadas. Ocorrem cinco tipos diferentes de inclusões e a maior parte apresenta caráter aquoso bifásico, indicando fluidos de salinidade moderada, com máxima de 20,14 wt.% de NaCl eq. e mínima de 0,17 wt.% de NaCl eq. Microtermometricamente, as inclusões com maiores valores de Tf(gelo) mostram intervalos de -16 °C a -2,5 °C para inclusões do tipo I, enquanto as do tipo IV apresentam valores de -0,1 °C a -3,9 °C. Th (t) alcançam 432,6 °C em inclusões do tipo I, e as do tipo IV apresentam Th (t) mínima de 98,6 °C. O sistema fluido do Depósito Tocantinzinho é interpretado como H2O-NaCl. Dados de fluidos hidrotermais e do geotermômetro da clorita mostram que a temperatura de aprisionamento de fluidos mineralizantes é estimada entre 289 °C a 382 °C, condizente com temperaturas resultantes de mistura de fluidos magmáticos e hidrotermais. A associação do ouro com sulfetos permite inferir que os fluidos continham espécies dissolvidas de enxofre e, sob aquelas condições de temperatura e pressão, o ouro deve ter sido dominantemente transportado como complexos bissulfetados. A deposição do ouro no Depósito Tocantinzinho pode ter ocorrido devido à mistura de fluido salino precoce e quente com água meteórica resultando em boiling. O transporte do ouro se deu por meio de AuCl2- ou Au(HS)2-, este último fluido sendo responsável pela principal associação de minério reconhecida no Depósito (sericita + quartzo + pirita + ouro). As características petrográficas, químicas e mineralógicas, no que diz respeito ao controle da mineralização e ao estilo de alteração hidrotermal, além de semelhanças com tipos de depósitos relacionados a magmatismo félsico, permitem sugerir que o Depósito Tocantinzinho é semelhante a depósitos do tipo Au Pórfiro. Deve-se, no entanto, aprofundar os estudos para a melhor caracterização das condições físico-químicas da mineralização e entendimento do papel do monzogranito e do dique de composição basáltica como fonte de metais e ligantes. Os dados obtidos, além de contribuir para o melhor entendimento do depósito Tocantinzinho e de depósitos semelhantes na Província Mineral do Tapajós, podem ser usados para elaborar e orientar modelos prospectivos na região e em terrenos proterozóicos semelhantes. / The Tocantinzinho gold Deposit is located in the Tapajós Mineral Province about 200 km south of Itaituba (PA). It is a gold deposit in veins/ veinlets and disseminated, without considerable orientation, comprising stockwork style, hosted in monzogranite of ~1982 ±8 Ma. of the Creporizão Intrusive Suite. Gold is associated with sulphide disseminations, particularly pyrite. Mafic calc-alkaline dykes with basaltic composition, very altered, cut the monzogranite. Dykes of riolitic composition cut the granitic and basaltic rocks, representing the youngest igneous manifestations in the area. Petrographically, the granite has medium to coarse grained, being essentially composed of quartz, microcline, plagioclase (Ab0,88 An0,12) and biotite. It is rich in SiO2 (72%), Al2O3 (14%), K2O (5.3%) and Na2O (3.9%) and has low contents of Fe2O3t (1.7%), MgO (0.3%) and CaO (0.9%). In tectonic discrimination diagrams, it lies predominantly in the volcanic arc granite fields. The monzogranite underwent four hydrothermal alteration stages. The initial stage, refered as Early Post-magmatic Stage, began with incipient metasomatism, which caused alteration of oligoclase to albite and of orthoclase to microcline. The next phase is characterized by strong microclinization, chloritization and Au mineralization, representing the Microclinization Stage, represented by MAT-I rock group. The third stage comprises Phyllic Alteration Stage. At this stage, there is greater expression of sericitization, silicification and gold. It is the main mineralization stage. After that, a significant carbonatization and late chloritization occurred, comprising the Late Alteration Stage. Chemically, altered and mineralized varieties are very similar, although the MAT-II rocks group has higher contents of Fe2O3, MgO and CaO and lower contents of Al2O3 and K2O. Likewise, the average content of Au (7090.2 ppb) Cu (145 ppm), Pb (145 ppm), zinc (163 ppm), Bi (0.6 ppm) and Cd (1.88 ppm) is higher than in the MAT-I facies. It is observed sympathetic relationship between Au and As, Zn and Pb contents. The sulphides related to mineralization are pyrite, chalcopyrite, sphalerite, galena and altaite, in that order of abundance. Chlorite replaces primary minerals or is in veinlets associated or not to mineralization. Chemical analysis allow distinguishing chamosite (XFe = 0.60) and clinochlore (XFe = 0.45) varieties, which occur in veinlets (Chl2 and Chl3) or as a result of biotite alteration (CHL1). Fluid inclusion studies revealed that the flluids present in mineralized granite samples of Tocantinzinho deposit (MAT-I and MAT-II) are not saturated. Five different types of fluid inclusions are described. They are two-phase aqueous fluid inclusions, indicating moderate salinity fluid with a maximum of 20.14 wt% NaCl and a minimum of 0.17 wt% NaCl. Inclusions with higher Tm (ice) values show ranges from -16 °C to -2.5 °C for type I, while type IV inclusions have Tm (ice) of -0.1 °C to -3.9 °C. Th (t) reaches 432.6 °C in inclusions of type I, while type IV have the minimum Th (t) of 98.6 °C. The whole system was interpreted as H2O-NaCl. Based on chlorite geothermometer, the temperature mineralizing fluids are estimated to lie near between 289 °C to 382 °C, consistent with temperatures resulting from mixing of magmatic and hydrothermal fluids. The association between sulfides and gold can help suggest that the fluids contained dissolved sulfur species. Under such temperature and pressure conditions, the gold should have been transported predominantly as disulfide complexes. The gold deposition in the Tocantinzinho deposit may have resulted from hot early saline fluid mixture with meteoric water and/or boiling. Gold transport took place through AuCl2- or Au (HS)2-, the latter fluid being probably responsible for the main ore association recognized in the deposit (quartz + sericite + pyrite + gold). Petrographic, chemical and mineralogical characteristics, with regard to the control of mineralization and hydrothermal alteration style, in addition to the similarities with different types of deposits related to felsic magmatic, allow suggest that the Tocantinzinho Deposit is similar to porphyry gold deposit types. However, further studies are needed to better characterize the physical and chemical conditions of the mineralization and to understand the role of the monzogranite and the basalt dykes as source of metals and ligands. The obtained data, besides contributing to a better understanding of the Tocantinzinho deposit and of similar deposits in the Tapajós Mineral Province, can be used to elaborate and guide prospective models in the region and in similar Proterozoic terrains.
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Evolução magmática e metamórfica da intrusão máfica ultramáfica mineralizada a Ni-Cu-PGE de Mangabal, Brasil CentralAugustin, Cláudia Tharis 23 February 2018 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2018. / Submitted by Fabiana Santos (fabianacamargo@bce.unb.br) on 2018-08-21T18:49:57Z
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Previous issue date: 2018-08-21 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). / Inserido no contexto do Arco Magmático de Goiás, o Complexo máfico-ultramáfico Mangabal está associado a um conjunto de diversas intrusões neoproterozóicas formadas durante o a orogenia brasiliana, no centro do Brasil. Este trabalho tem como objetivo apresentar a evolução magmática e o metamorfismo do Complexo máfico-ultramáfico Mangabal. Para tanto foram realizados trabalhos de campo, descrição e amostragem de testemunhos de sondagem, descrições petrográficas em seções delgadas e polidas, química mineral, imageamento em microscópio eletrônico de varredura (MEV) e análises químicas isotópicas de isótopos de Sm e Nd. O Complexo Mangabal está inserido na Zona de Cisalhamento São Luís dos Montes Belos e é composto por dois corpos máfico-ultramáficos acamadados metamorfizados. O membro norte apresenta aproximadamente 6 km²; já o membro sul, distante aproximadamente 2 km do anterior, possui aproximadamente 29 km² de área em superfície. Ambos os corpos exibem a mesma mineralogia, sequência de cristalização ígnea e composição química mineral. A estratigrafia do Complexo de Mangabal pode ser dividida em três zonas principais: i. Zona Máfica Inferior, localizada na porção basal da intrusão, composta por norito adcumulático; ii. Zona Ultramáfica, caracterizada por dunito e harzburgito e iii. Zona Máfica Superior, predominantemente de composição norito, com porções isoladas de dunito feldspático. O complexo apresenta sequência de cristalização composta por: Olivina + Cromo-Espinélio > Olivina + Ortopiroxênio > Ortopiroxênio + Plagioclásio > Clinopiroxênio. A mineralogia primária das rochas é frequentemente substituída por mineralogia metamórfica, devido ao metamorfismo heterogêneo sobreposto ao Complexo. Apesar da recristalização mineralógica, tal transformação metamórfica muitas vezes preserva as texturas magmáticas. O metamorfismo sobreposto ao complexo atingiu fácies metamórfica anfibolito de alta pressão, marcada pela presença da paragênese cianita-ortoanfibólio-hornblenda-plagioclásio, atingindo pressões de aproximadamente 8.5 kbar e temperaturas de até aproximadamente 750 °C. A mineralização primária de Ni-Cu-EGP sulfetado ocorre em rochas máficas e ultramáficas do complexo, porém a deformação superimposta no complexo pode localmente remobiliza-la. A mineralização é predominantemente do tipo disseminada, tanto nas rochas máficas quanto ultramáficas, porem localmente ocorrem em textura maciça. / Inserted in the context of the Goiás Magmatic Arc, the mafic-ultramafic complex of Mangabal is associated with several neoproterozoic mafic-ultramafic intrusions formed during the Brasiliano Orogeny in the center of Brazil. This study included fieldwork data, systematic drill-core sampling, mineral chemistry and Sm-Nd isotopic geochemistry in order to better understand the petrology of the mafic-ultramafic complex of Mangabal and associated Ni-Cu-PGE mineralization. The Mangabal Complex is inserted in the São Luís dos Montes Belos Shear Zone and is composed of two metamorphosed mafic-ultramafic bodies. The northern limb is approximately 6 km² and is stretched towards E-W; already the south member, distant approximately 2 km of the previous one, is approximately 10km wide by 5.5km long. Both bodies exhibit the same mineralogy, igneous crystallization sequence and mineral chemistry. The stratigraphy of the Mangabal Complex can be divided into three main zones: i. Lower Mafic Zone, located in the basal portion of the intrusion, composed by addcumulatic norite; ii. Ultramafic Zone, characterized by dunite and harzburgite and iii. Upper Mafic Zone, consisting predominantly of norite composition, with isolated portions of feldspathic dunite. The complex has the following crystallization: Olivine + Chromium-Spinel> Olivine + Orthopyroxene> Orthopyroxene + Plagioclase > Clinopyroxene. The primary mineralogy is often replaced due to an overlapping heterogeneous metamorphic transformation. Despite the mineralogical recrystallization, metamorphic transformation often preserves the magmatic textures. The metamorphism superimposed on the complex reached high-pressure amphibolite facies, marked by the presence of kyanite-ortoamphibole-hornblende, reaching pressures of approximately 8.5 kbar and temperatures up to 780 ° C. The primary Ni-Cu-EGP sulfide mineralization occurs in mafic and ultramafic rocks of the complex, but the deformation in the complex can locally remobilize the sulfides and, particularly, nickel and palladium. The mineralization is predominantly disseminated, occurring in both mafic and ultramafic rocks, but massive sulfide levels occur locally, mainly in metamorphic portions.
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Modelagem metamórfica e geotermobarometria de elementos traço em metapelitos e quartzitos : exemplo de Nappe de Luminárias-MG /Fumes, Regiane Andrade. January 2017 (has links)
Acompanha 2 mapas anexos / Orientador: George Luiz Luvizotto / Banca: Monica da Costa Lavalle Heilbron / Banca: Ticiano José Saraiva dos Santos / Resumo: A Nappe Luminárias corresponde a uma estrutura alongada de orientação NNE-SSW com cerca de 40 km de extensão, situada na porção sul do Orógeno Brasília (idade neoproterozoica), bordejando o Cráton do São Francisco. Tal estrutura é composta majoritariamente por metapelitos e quartzitos do Grupo Carrancas. O presente trabalho foca na caracterização metamórfica de metapelitos e quartzitos do Grupo Carrancas na Nappe Luminárias. Para tal, utiliza-se modelagem metamórfica através de pseudosseções (THERMOCALC), química mineral e os geotermômetros Zr em rutilo e Ti em quartzo. Com base na mineralogia e nas relações texturais e estruturais observadas em lâmina, foram identificadas paragêneses distintas nas porções norte, centro-norte e sul da Nappe Luminárias. Na porção norte, a paragênese é Cld+Chl+Ky+Rt+Qtz+Ms. Na porção centro-norte, ocorre a paragênese St+Grt+Rt+Qtz+Ms, com biotita, clorita e ilmenita retrometamórfica. A assembleia de pico metamórfico registrada nas rochas da porção sul é Grt+Ky+St+Rt+Qtz+Ms com biotita, clorita e ilmenita retrometamórfica. Os resultados indicam a presença de um gradiente metamórfico com condições variando de fácies xisto-verde na porção norte (560˚C e 10kbar) e centro-norte (610˚C e 12,5kbar) a fácies anfibolito / eclogito na porção sul (630˚C e 15kbar). As rochas metapelíticas da Nappe de Luminárias evoluíram através de trajetórias P-T-t horárias, que indicam aquecimento seguido de uma forte descompressão. Análises de elementos traço em grãos d... (Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo) / Abstract: The Luminárias Nappe is a 40 km long, NNE-SSW elongated structure, located in the southern portion of the Neoproterozoic Brasília Orogen, which borders the São Francisco Craton (Minas Gerais, Brazil). It is composed of high aluminium metapelites and quartzites from the Carrancas Group. The present work focuses on the metamorphic characterization of the metapelites and the quartzites of the Luminárias Nappe by means of pseudosection modelling, mineral chemistry and the Zr-in-rutile thermometer. In the northern portion, the paragenesis is Cld + Chl + Ky + Rt + Qtz + Ms. In the center-north portion, the paragenesis is St + Grt + Rt + Qtz + Ms, with retro-metamorphic biotite, chlorite and ilmenite. The metamorphic peak assembly recorded in rocks from the southern portion is Grt + Ky + St + Rt + Qtz + Ms with retro-metamorphic biotite, chlorite and ilmenite. Results indicate the presence of a metamorphic gradient with conditions increasing from green-schist facies in the northern portion (560˚C and 10kbar) and center-north (610˚C and 12,5kbar) to amphibolite / eclogite facies in the southern portion (630˚C and 15kbar). Metapelitic rocks of the Luminárias Nappe followed a clockwise P-T-t path, characterised by an initial heating stage that is followed by strong decompression. Analyses of trace elements in rutile grains derived from quartzite indicate that they can be used for temperature calculation using the geothermometer Zr in rutile. However, the data shows that the homogenis... (Complete abstract click electronic access below) / Mestre
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Evolução petrogenética das rochas máficas / ultramáficas na área ao sul do craton São Francisco, entre as cidades de Fortaleza de Minas e Jacuí - MG /Lima, Filipe Goulart. January 2014 (has links)
Orientador: Antenor Zanardo / Coorientador: Guillermo Rafael Beltran Navarro / Banca: Marcos Aurélio Farias de Oliveira / Banca: Gergely Andres Julio Szabó / Resumo: Na região sul sudoeste do Cráton São Francisco, entre as cidades de Jacuí e Itaú de Minas (MG), ocorrem rochas máficas e ultramáficas. Essas rochas formam faixas descontínuas ou lentes de espessura decamétricas a quilométrica, estruturadas por zonas de cisalhamento dúctil a dúctil/rúptil de direção WNW-ESE a E-W, embutidas e/ou intercaladas em gnaisses, migmatitos, xistos aluminosos e quartzitos. Na porção norte as rochas pertencem ao Greenstone Belt Morro do Ferro, de idade arqueana, encaixadas tectonicamente em gnaisses TTG do Complexo Barbacena, com ocorrência localizadas de rochas atribuíveis a sequência ofiolítica. Na porção sul, região de Jacuí-Bom Jesus da Penha, as rochas ultramáficas são atribuídas a sequência ofiolítica neoproterozoica e as mesmas ocorrem intercaladas com gnaisses, xistos e quartzitos atribuídos ao Grupo Araxá. Os litotipos do Greenstone Belt Morro do Ferro são representados por: serpentinitos; actinolita/ferroactinolita xistos; clorita-antofilita xistos; clorita xistos. Os padrões de distribuição normalizados pelo condrito e pelo manto primitivo formam três grupos distintos: o primeiro é marcado por leve enriquecimento de ETRL e teores de até 10 vezes enriquecidos de Elementos Terra Raras Pesadas (ETRP) e elementos de alto campo (HSFE); o segundo com anomalias negativas de Ce, Hf, Ti, Zr e Nb; o terceiro com valores normalizados próximo ou abaixo de 1. Os litotipos da sequência ofiolítica são representados por: anfibolitos; antofilita-tremolita xistos; clinopiroxenitos, rochas calciossilicáticas, clorita-talco-antigorita xistos; metaperidotitos. Os padrões de ETR normalizados dessas rochas definem dois grupos: o primeiro grupo é constituído por anfibolitos e actinolita xistos e apresenta padrões sub-horizontais com valores de até 100 vezes enriquecidos de ETRP e HSFE; o segundo é constituído por tremolita-antofilita xistos, é marcados por fortes anomalias negativas... / Abstract: In the South-southwestern region of the São Francisco Craton, between Jacuí and Itaú de Minas (MG), several occurences of mafic and ultramafic rocks are registered. These rocks constitute discontinuous belts or lenses with decametric to kilometric thicknesses, structured by ductile to ductile/brittle shear zones with WNW-ESE to E-W direction, within or layered in gneisses, migmatites, aluminous schists and quartzites. In the northern portion of the area, the rocks are associated with the Morro do Ferro Greenstone Belt, from Archean period, tectonically embedded in TTG gneisses from Barbacena Complex, with local occurrence of rocks attributed to the ophiolitic sequence. In the southern portion of the area, in the outskirts of Jacuí-Bom Jesus da Penha, the ultramafic rocks are attributed to the neoproterozoic ophiolitic sequence, and these are also intercalated with gneisses, schists and quartzites from the Araxá Group. The Morro do Ferro Greenstone Belt rock types are represented by serpentinites, actinolita/feroactinolite schists, chlorite-anthophylite schists and chlorite schists. The REE distribution pattern of these rocks, when compared with chondrite and with the primitive mantle, indicates tree groups. The rock types from the ophiolitic sequence are represented by amphibolites, anthophylite-tremolite schists, clinopyroxenites, calciossilicatic rocks, chlorite-talc-antigorite schists and metaperidotites. The REE distribution pattern of these rocks, when compared with the chondrite and with the primitive mantle, indicates two groups. Taking in account the petrographic aspects of the greenstone belt sequence and of the ophiolitic sequence, it can be stated that these two groups possess similarities in the lithologic content, although the serpentinites are the predominant rock type in the greenstone, while the ophiolitic sequence possess predominance of amphibole schists. Also, parageneses indicates that the ophiolitic belt was... / Mestre
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Rochas basálticas da formação serra geral no município de Araçatuba, estado de São Paulo /Torres, Marli. January 2004 (has links)
Orientador: Marcos Aurélio Farias de Oliveira / Banca: José Paulo Peccinini Pinese / Banca: Antonio José Ranalli Nardy / Resumo: A área de ocorrência de rochas basálticas, objeto do estudo da presente dissertação, está localizada no noroeste do Estado de São Paulo, no Município de Araçatuba. Os estudos das rochas basáticas da Formação Serra Geral, da área em questão, abrangeram trabalhos de campo e de laboratório. Os trabalhos de campo compreenderam levantamentos de superfície e de subsuperfície, através da perfuração do poço profundo - PMA. As amostragens de superfície ocorreram em cavas de antigas pedreiras desativadas e em afloramentos do leito do Ribeirão Baguaçu. Em subsuperfície, foram coletadas 490 amostras de calha de rochas basálticas da Formação Serra Geral, em intervalos regulares de 2 metros, até a profundidade de 980 metros. Os estudos desenvolvidos, a partir das amostras de calha, permitiram a identificação de uma sucessão de 27 derrames, com espessuras que variam entre 10 e 84 metros, que edificaram o pacote vulcânico, atravessado pela perfuração do poço PMA. A classificação e nomenclatura, baseada em critérios químicos, revelaram, não somente, a natureza toleítica das rochas estudadas mas, também, que a maioria dessas rochas são representadas predominantemente por basaltos e andesi-basaltos. A partir das concentrações de elementos maiores, menores, dos teores de TiO2 e de elementos traços incompatíveis, bem como dos padrões de abundância de elementos terras raras, essas rochas vulcânicas foram divididas em dois grupos a saber: Paranapanema e Pitanga (Peate et al, 1992). / Abstract: The area of occurrence of basaltic rocks, object of these studies, is located in the northwest of the State of São Paulo, in the Araçatuba City. The studies of the basaltic rocks of the Serra Geral Formation, of the area in question, has enclosed laboratory and field works. The field works had understood surveys surface and of subsurface, through the boreholes samplings, cutting through 980 m of basaltic rocks (deep well PMA). The samplings of surface had occurred on disabled stone pits of old quarries and outcrops of the of the Baguaçus streams bed . In subsurface, 490 samples of basaltic rocks of the Serra Geral Formation had been collected, in regular intervals of 2 meters, until the depth of 980 meters. The developed studies had allowed the identification of a succession of 27 basaltic flows, with thicknesses that vary between 10 and 84 meters, that had built the volcanic sequence, crossed for the drillings deep well PMA. The classification and nomenclature, based on chemical criteria, had revelead, not only, the tholeiitic nature of the studied rocks but, also, that the majority of these rocks is predominantly represented by basalts and andesi-basalts. From the concentrations of larger and minors elements, of tenors of TiO2 and incompatible trace elements, as well as of the standards of abundance of REE, these volcanic rocks had been divided in two groups: Paranapanema and Pitanga. / Mestre
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