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[en] WALTER BENJAMIN AND THE INTENSITY OF HISTORY / [pt] WALTER BENJAMIN E A INTENSIDADE DA HISTÓRIAJULIA RIPOLL EIZIRIK 17 February 2006 (has links)
[pt] O objetivo desta dissertação é compreender o trabalho do
historiador,
segundo Walter Benjamin, como a construção de uma
interpretação. Apesar de
construída, a interpretação não é arbitrária - ela deve
ser capaz de apresentar a
verdade histórica. Para tanto, ela é aproximada da
contemplação filosófica. O
objeto da contemplação é a idéia, que não deve ser
entendida como algo restrito
ao âmbito do pensamento, mas sim como Ser. A idéia é Ser
porque arrasta
consigo elementos materiais. Isso não significa, todavia,
que ela possa então ser
encontrada no mundo empírico. Pelo contrário, os elementos
materiais só se
apresentam para a faculdade mimética. Ela é capaz de
perceber semelhanças entre
elementos aparentemente heterogêneos, colocando-os em um
estado de tensão. A
idéia é a imagem formada por essa configuração, na qual
encontramos a verdade
histórica. / [en] The objective of this dissertation is to understand the
task of the historian,
according to Walter Benjamin, as the construction of an
interpretation. Although
constructed, interpretation is not arbitrary - it must be
capable to present historical
truth. To accomplish such task, the interpretation should
get closer to
philosophical contemplation. The object of contemplation
is the idea, that should
not be understood as something restricted to the scope of
thought, but as Being.
The idea is Being because it carries material elements
inside. This does not mean,
however, that it could be found in empirical world. On the
contrary, material
elements appears only for the mimetic faculty. This
faculty is capable to perceive
similarities between elements apparently heterogeneous,
placing them in a tension
state. The idea is the image formed by this configuration,
in which it is found
historical truth.
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[pt] UMA INVESTIGAÇÃO NA INTIMIDADE DO PORTRAIT FOTOGRÁFICO / [fr] UNE ENQUÊTE DANS L´INTIMITÉ DU PORTRAIT PHOTOGRAPHIQUE02 October 2007 (has links)
[pt] Esta tese dirige seu foco para o portrait fotográfico,
examinando-o
enquanto um gênero de reprodução da imagem e enquanto
duplo processo
interativo que envolve o retratado, o fotógrafo e o
observador da foto nos
momentos que precedem o ato fotográfico e se sucedem a
este. Interessa à
reflexão aqui desenvolvida, considerar o portrait como
campo de forças, capaz de
materializar uma imagem convencionalmente tomada pela
identidade de um
indivíduo, mas também questionada pelo olhar que distancia
a foto de qualquer
referente e destaca sua composição e sua força enquanto
imagem. Sem perder de
vista o panorama histórico da representação humana,
escolheu-se para formar o
corpus da pesquisa a produção de portraits dos fotógrafos
franceses do século
XIX, Félix Nadar (1820-1910) e Eugène Disdéri (1819-1889).
Os dois são
considerados cânones da fotografia oitocentista,
trabalharam durante o chamado
período de ouro do gênero na França; e seus estilos
influenciaram a fotografia
no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Esses fotógrafos
dedicaram-se também às
escritas autobiográfica e ensaística, objetos paralelos de
trabalho interpretativo. O
olhar com que o século XIX se dirigia ao portrait oscilava
entre o reconhecimento
da semelhança identificadora e a revelação da intimidade
secreta. A perspectiva
escolhida foi a de situar a intimidade e a semelhança na
contraposição entre uma
noção de profundidade proveniente da visão romântica e
arraigada no senso
comum e uma noção de superfície, a partir da ótica
contemporânea que destitui
o sujeito desse espaço profundo e o constrói na
exterioridade, no fora. / [fr] Le but de cette thèse est le portrait photographique,
examiné comme un
genre de reproduction de l´image mais aussi comme un
double processus interactif
capable de réunir le portraituré, le photographe et le
spectateur de la photo dans le
moment qui précède et succède l´acte photographique. La
réflexion développée ici
s´intéresse à considérer le portrait comme un champ de
forces capable de
matérialiser une image conventionnellement prise par
l´identité d´un individu,
mais aussi questionnée par le regard qui éloigne la photo
de tout référent et en
détache sa composition et sa force, comme image. Sans
perdre de vue le panorama
historique de la représentation humaine par la
photographie, on a choisi de faire
des recherches à partir des ouvres de deux photographes
français du XIX siècle:
Félix Nadar (1820-1910) et Eugène Disdéri (1819-1889). Ils
ont fourni une grande
production d´images. Ils ont travaillé pendant l´âge d´or
du genre en France. Leurs
styles ont beaucoup influencé la photographie dans le
monde entier. Ces
photographes se sont dédié également aux écritures
autobiographiques et d´essais,
objets parallèles de travail interprétatif. Le regard du
XIX siècle sur le portrait
photographique oscillait entre la reconnaissance de la
ressemblance identificatrice
et la révélation de l´intimité secrète. La perspective
choisie a été de travailler
l´intimité dans la contreposition entre une notion de la
profondeur du sujet,
provenant de la vision romantique et enracinée dans le
sens commun et une notion
en surface, à partir de la position post-moderne qui
destitue le sujet de l´espace
profond et le construit en externe, en dehors.
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