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A perenização dos registros criminais dos inocentados pela justiça: uma abordagem à luz dos direitos fundamentaisGomes, José Geraldo 17 November 2011 (has links)
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Previous issue date: 2011-11-17 / Busca-se conhecer a hermenêutica constitucional, especificamente no que tange às
normas relacionadas aos direitos fundamentais, com o escopo de identificar possível
violação de direitos da personalidade, sobretudo a dignidade humana, diante da
perenização dos registros criminais do indivíduo que, embora tenha sido indiciado
em inquérito policial ou submetido a processo-crime, comprova sua inocência
perante a justiça. Necessário interpretar e investigar o alcance das normas contidas
nos artigos 1º, III e IV; 5º, III, X e XIII da CF; 93 do CP; 20 e 748 do CPP, bem
assim, o artigo 202 da LEP para finalmente entender a (des) necessidade da
perpetuação dos antecedentes criminais em face da comprovada inocência.
Vislumbra-se, a priori, ofensa a direitos fundamentais inerentes à dignidade humana,
no tocante ao art. 5º, III, CF, posto que ninguém será submetido a [...] “tratamento
degradante”. O inciso X tutela a imagem, a intimidade e a vida privada do indivíduo.
O art. 1º, III declara como fundamentos da República Federativa do Brasil, dentre
outros, “a dignidade da pessoa humana”, e inciso IV, “os valores sociais do
trabalho”. Na hipótese de identificar lesão a direitos fundamentais, investigar a
posição dos tribunais pátrios a respeito da matéria, objetivando encontrar
juridicamente, a possibilidade de exclusão dos dados cadastrais do inocente, como
forma de reparação de dano por parte do poder público em detrimento do cidadão.
Argumenta-se da existência e validade do Direito Fundamental ao Esquecimento,
como legitimação para afastar os inocentados do elenco criminal dos órgãos de
controle social do Estado. Utiliza-se o método dialético, ancorado em pesquisa
bibliográfica, levantamento de publicações avulsas, artigos jurídicos, livros,
monografias e dissertações sobre temas correlatos, pesquisas jurisprudenciais e
votos do STF e STJ. O Estudo está estruturado em quatro capítulos. O primeiro,
sobre os direitos fundamentais. O segundo, sobre o direito de investigar e punir do
Estado, com suas limitações legais. O terceiro sobre o direito fundamental ao
esquecimento, e o quarto, sobre a perenização dos registros criminais de pessoa
não condenada pela justiça. / We seek to meet the constitutional hermeneutics, specifically regarding the rules
relating to fundamental rights, with the aim of identifying possible violation of
personal rights, especially human dignity, on the perpetuation of the criminal records
of individuals who despite being indicted in the police investigation or subject to
criminal proceedings, prove your innocence before the courts. Necessary to interpret
and investigate the scope of the rules contained in Articles 1, III and IV, 5, III, X and
XIII of the Constitution, 93 CP, 20 and 748 of the CPP, as well as Article 202 of the
LEP to finally understand the (un) necessary to the perpetuation of the criminal in the
face of proven innocence. Sees itself, a priori, an offense against the fundamental
rights of human dignity, with respect to art. 5, III, CF, since no one [...] “shall be
subjected to degrading treatment”. The protection item X image, intimacy and privacy
of the individual. Art. 1, III states as the foundations of the Federative Republic of
Brazil, among others, “the dignity of the human person” and section IV, “the social
values of work”. In the event of injury to identify fundamental rights, investigate the
position of the courts of their ancestors on the matter, trying to find legally, the
possibility of exclusion from registration data of the innocent, as a way to repair the
damage by the government at the expense of citizens. We argue the existence and
validity of the fundamental Right to oblivion, as legitimacy to rule out the cast
acquitted of criminal social control bodies of the state. We use the dialectical method,
grounded in research literature, loose collection of publications, legal articles, books,
monographs and dissertations on related topics, polls and votes of the Supreme
Court case Law and Supreme Court. The study is structured in four chapters. The
first, on fundamental rights. The second, on the right to investigate and punish the
state, with its legal limitations. The third, on the fundamental right to oblivion. The
fourth on the perpetuation of criminal records of unconvicted justice.
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Reincidência criminal e sua atuação como circunstância agravanteChiquezi, Adler 09 June 2009 (has links)
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Previous issue date: 2009-06-09 / This work analyses criminal recidivism and its role in aggravating penalty, in order
to study the way Brazilian Legislation deals with it according to the evolution of
the Penal Law. With this purpose the recidivism has been collated rationally from a
general to private matter. It looks into the recidivism, its classification and related
subjects, and evaluate its evolution in the Brazilian Penal Law it also analyses
theories that justifies its application, furthermore it lists its penal and procedural
effects coming from the recognition of recidivism. The main goal of this paper is to
question the recidivism in the current Brazilian Law (Mainly through the Brazilian
Federal Constitution/ 1988) due to the failure of the prison penalty to reintegrate
the criminal in the society. After verifying how other countries use the recidivism,
we suggest changes for it in Brazil according to compared law and the evolution in
penal law, making sure the penal law will truly be applied .The crisis of the prison
system is highlighted, giving emphasis to the overpopulation of our prisons, no
existence of reintegration programs and lack of support to the ex convicts, all
these factors leads to high rates of recidivism / Este trabalho analisa a reincidência criminal e seu emprego como circunstância
agravante da pena, visando apurar se a atual legislação pátria a trata de forma
adequada conforme a evolução do Direito Penal. Para a realização desta
dissertação, a reincidência é cotejada por meio de um procedimento racional que
transita do geral para o particular. Verifica a origem da recidiva, suas
classificações e os institutos afins; examina a evolução da reincidência no direito
penal brasileiro e as teorias que justificam sua aplicação, bem como arrola os
demais efeitos penais e processuais decorrentes do reconhecimento da
reincidência. O objetivo central deste trabalho é questionar a atual disciplina da
reincidência na legislação brasileira, principalmente com base na Constituição
Federal de 1988 e em razão do fracasso ressocializador da pena privativa de
liberdade. Após verificar a utilização da reincidência em outros países, são
sugeridas alterações desse instituto, no Brasil, consoante o direito comparado e a
evolução do direito penal de garantias, para que seja aplicado o direito penal do
fato. É destacada, ainda, a crise do sistema carcerário, com ênfase à
superpopulação prisional, à ausência da função ressocializadora da pena de
prisão e ao diminuto apoio aos egressos, fatores que contribuem para os
elevados índices de reincidência criminal
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