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Estudo da variabilidade da freqüência cardíaca em sujeitos normaisSouza, José Sérgio Tomaz de 13 May 2013 (has links)
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Previous issue date: 2013-05-13 / Introdução: Empreendeu-se a análise da função do sistema nervoso autônomo, de forma indireta,
através de medidas espectrais e não espectrais (plot de Poincaré) da variabilidade da frequência
cardíaca. Objetivo: Estudar o comportamento da variabilidade da frequência cardíaca em sujeitos
adultos normais. Métodos: A população estudada foi constituída de cinquenta e sete adultos
normais de ambos os sexos, divididos em faixas etárias. Utilizou-se um eletrocardiógrafo digital
com software apropriado (Poly-Spectrum, Neurosoft) para avaliar a variabilidade da frequência
cardíaca. Utilizamos um registro de 5 minutos (curto) do eletrocardiograma (segundo recomendação
da Task Force de 1996 da sociedade de cardiologia americana e europeia), seguido da bateria de
testes do reflexo cardiovascular de Ewing com estímulos padronizados. Foram obtidas as medidas
das bandas espectrais muito baixa frequência, baixa frequência e alta frequência e relação baixa e
alta frequência. As medidas do plot de Poincaré foram o comprimento e a largura da nuvem
formada, assim como a razão entre o comprimento e a largura. Os índices dos reflexos
cardiovasculares foram representados pelo índice cardiorrespiratório (respiração controlada), índice
de Valsalva (Manobra de Valsalva) e o índice 30:15 (ortostático), além da diferença da pressão
arterial sistólica na posição deitada e em pé. As medidas espectrais e não espectrais expressam a
variação oculta dos intervalos RR, que corresponde à ação moduladora do sistema nervoso
autônomo, através do simpático e parassimpático, sobre o nó sinoatrial. Resultados: A
variabilidade da frequência cardíaca decresceu significativamente com a idade. O limite inferior do
intervalo de confiança à 95% das estimativas (pontos de corte de referência de normalidade) para as
faixas etárias de 20 to 29, 30 to 59 e 60 to 80 anos foram respectivamente: bandas espectrais: muito
baixa frequência 130, 50 e 30; baixa frequência 175, 90 e 30; alta frequência 220, 130 e 100;
Poincaré plot: comprimento 100, 100, e 70; largura 40, 30 e 25; reflexos cardiovasculares: índice
cardiorrespiratório 1.1, 1.0 e 1.0; coeficiente de Valsalva 1.4, 1.1 e 1.1; 30:15 1.1, 1.0 e 1.0;
diferença de pressão arterial sistólica deitado e em pé 19, 16 e 10. Não houve diferença
estatisticamente significativa entre os sexos. A variabilidade inter-sujeito foi grande. Conclusões:
As estimativas da variabilidade de frequência cardíaca por análise espectral e plot de Poincaré
variam significativamente com a idade, mas não entre os sexos.
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O treinamento muscular inspiratório não altera a arritmia sinusal respiratória de pacientes com infarto agudo do miocárdioNeves, Victor Ribeiro 29 February 2008 (has links)
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Previous issue date: 2008-02-29 / Financiadora de Estudos e Projetos / Introduction: Respiratory sinus arrhythmia (RSA) has been used for assessment the cardiac modulation autonomic and measured by ratio expiration/inspiratory (E/I) and inspiration/expiration heart rate variation (∆IE). The RSA is lower in patients with acute myocardial infarction. Objective: To evaluate the effect of inspiratory muscle training (IMT) on the RSA magnitude and maximal inspiratory pressure (PImax) in patients with AMI after 6 days of physiotherapeutic intervention during hospitalized period. Methodology: Thirty three patients were divided in two groups: 19 patients of treatment group (TG) (14 males, 5 females, aged 50±9 years) who underwent the cardiovascular physiotherapy and 14 patients of control group (CG) (11 males, 3 females, aged 52±11 years) without physiotherapy. The intervals RR of electrocardiogram were obtained by Polar S810i during the RSA test on the 1st and 6th days. It was used to calculate the heart rate variability in the time (TD) and in the frequency domain and the RSA index. The PImax was obtained by manovacuometer on the 2nd and 6th days. The IMT (3x, 10 forced inspiration, 40% PImax, for 3 seconds each) was done from the 2nd to 6th days. Two-way ANOVA, Paired-t Test, Chi-square test and Pearson s correlation (p<0.05) were used. Results: In the TD, the TG showed higher values than the CG for the SDNN (1st day 58±37 and 33±23ms; 6th day 49±20 and 32±17ms, respectively) and for the RMSSD (1st day 40±32 e 21±18 ms; 6th day 33±18 and 22±14ms, respectively). The ∆IE decreased significantly for the TG (12,8±7,5 to 9,9±4,8 bpm) and for the CG (10,8±5,3 to7,5±3,4 bpm). For the TG, the PImax increased (p<0,05) from 78±25 to 101±25. Conclusion: The IMT increased the PImax, although it did not modify the ASR magnitude in patients with acute myocardial infarction. / Introdução: A arritmia sinusal respiratória (ASR) tem sido utilizada para estudar a modulação autonômica cardíaca sendo avaliada pelos índices expiração/inspiração (E/I) e variação da freqüência cardíaca inspiração-expiração (∆IE). A ASR encontra-se reduzida em pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM). Objetivo: Avaliar o efeito do treinamento muscular inspiratório (TMI) na magnitude da ASR e da pressão inspiratória máxima (PImax) de pacientes com IAM após 6 dias de intervenção fisioterapêutica no período intra-hospitalar. Metodologia: Trinta e três pacientes foram divididos em: grupo tratado (GT) com 19 pacientes (14 homens, 5 mulheres, idade 50±9 anos) que foram submetidos a fisioterapia cardiovascular associado com o TMI e o grupo controle (GC) com 14 pacientes (11 homens, 3 mulheres, idade 52±11 anos) sem fisioterapia. Os intervalos RR do eletrocardiograma coletados por meio de um polar S810i, durante uma manobra para acentuar a ASR, realizada na posição supina no 1° e 6° dias. Foram calculados a variabilidade da freqüência cardíaca no domínio do tempo (DT) por meio dos índices RMSM e RMSD dos intervalos R-R em ms e da freqüência (DF) e os índices da ASR. A PImax foi obtida por meio de um manuvacuômetro no 2° e 6° dia e o TMI (3x de 10 inspirações forçadas a 40% da PImax por 3 segundos cada) realizado do 2° ao 6° dia. Análise estatística: Foram usados ANOVA two way de medidas repetidas, teste t pareado, teste qui-quadrado e correlação de Pearson (p<0,05). Resultados: No DT, o GT apresentou comparativamente ao GC, valores superiores de RMSM (1º dia 58±37 e 33±23 ms; 6º dia 49±20 e 32±17ms) e de RMSSD (1º dia 40±32 e 21±18ms; 6º dia 33±18 e 22±14ms), respectivamente. O ∆IE diminuiu (p<0,05) do 1º para o 6º dia no GT (12,8±7,5 para 9,9±4,8 bpm) e no GC (10,8±5,3 para 7,5±3,4 bpm). No GT, a PImax aumentou (p<0,05) de 78±25 para 101±25. Conclusão: O TMI aumentou a PImax, porém, não modificou a magnitude da ASR no IAM.
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Efeitos do envelhecimento e da atividade física regular em índices da variabilidade da freqüência cardíaca e da arritmia sinusal respiratória de homens saudáveis. / Effects of aging and physical activity on indices of the heart rate variability and respiratory sinus arrhythmia in healthy men.Melo, Ruth Caldeira 22 December 2004 (has links)
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Previous issue date: 2004-12-22 / Universidade Federal de Minas Gerais / The purpose of the present study was to evaluate the effects of the aging and the
regular physical activity on the autonomic control of heart rate (HR) at rest and during
deep breath test (DBT) in healthy men. Nine young sedentary (mean = 22.67 ±2.45
years), sixteen young active (mean = 22.38 ±2.13 years), eight sedentary older
(mean = 63.5 ±2.39 years) and eight older active (mean = 61 ±1.6 years) men were
studied. Electrocardiogram was continuously recorded during 15 minutes (rest), 4
minutes (DBT, with breath rate at 5 to 6 cycles/minute) and 1 minute (recovery) in
supine position. The HR (bpm) and the R-R intervals (RRi) (ms) were analyzed by
time (RMSSD index) and frequency domain methods. The power spectral
components were expressed as absolute (a) and normalized units (nu) at low (LF)
and high (HF), and as the LF/HF. The HR and the RRi were analyzed by the
respiratory sinus arrhythmia (RSA) indices: expiration/inspiration ratio (E/I) and
inspiration-expiration difference (∆IE). The HR was lower in the activity groups than
to the matched-age sedentary groups. The older sedentary group had lower heart
rate variability (HRV), E/I and ∆IE than young ones. The older active group showed
higher RMSSD and HF component than matched-age sedentary group (45.04 and
28.78 ms, 58,167 and 12,218 ms2/Hz, P<0.05; respectively). No differences were
found between young and older active groups for RMSSD (61.71 and 45.04 ms,
respectively) and HRV (TP:130,816 and 125,710, LFa:33,295 and 32,611,
HFa:84,346 and 58,167, ms2/Hz, respectively) and DBT indices (E/I: 1.40 and 1.35,
∆IE: 23 and 18, respectively). The results show that aging associates with inactivity
reduces the HRV. However, the regular physical activity increases the HRV,
independent of age, suggesting attenuation the effects of the aging in the autonomic
control of the heart rate. / O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da idade e da
atividade física regular sobre o controle autonômico da freqüência cardíaca (FC)
durante o repouso e durante a manobra para acentuar a arritmia sinusal respiratória
(MASR) em homens saudáveis. Participaram do presente estudo, 9 jovens
sedentários (média= 22,67 ±2,45 anos), 16 jovens ativos (média= 22,38 ±2,13 anos),
8 idosos sedentários (média= 63,5 ±2,39 anos) e 8 idosos ativos (média= 61 ±1,6
anos). O traçado eletrocardiográfico foi registrado durante 15 minutos (repouso com
respiração espontânea), 4 minutos (MASR, com freqüência respiratória mantida
entre 5 a 6 ciclos/minuto) e 1 minuto de recuperação. A freqüência cardíaca (FC),
em bpm, e os intervalos RR (iR-R), em ms, foram analisados pelo domínio do tempo
(índice RMSSD) e pelo domínio da freqüência. Os componentes da potência
espectral foram expressos em valores absolutos (a) e em unidades normalizadas
(un) para a densidade total de potência (DTP), as bandas de baixa freqüência (BF),
alta freqüência (AF) e razão BF/AF. A FC obtida durante a manobra MASR foi
analisada a partir dos índices: razão expiração/inspiração dos iR-R (E/I) e de sua
variação durante a inspiração-expiração (∆IE). Os grupos ativos apresentaram
valores inferiores de FC de repouso em comparação aos controles sedentários de
mesma idade. O grupo idoso sedentário apresentou menor variabilidade da
variabilidade da freqüência cardíaca (VFC), E/I e ∆IE que o grupo jovem sedentário.
O grupo idoso ativo mostrou valores superiores de RMSSD e da banda de HF em
relação ao grupo sedentário idoso (45,04 e 28,78 ms, 58.167 e 12.218 ms2/Hz,
p<0,05; respectivamente). Diferenças estatísticas não foram encontradas entre o
grupo jovem ativo e idoso ativo para o RMSSD (61,71 e 45,04 ms, respectivamente)
e para a VFC (DTP: 130.816 e 125.710, LFa: 33.295 e 32.611, HFa: 84.346 e
58.167, ms2/Hz, respectivamente) e para os índices da ASR (E/I: 1,40 e 1,35, ∆IE:
23 e 18, respectivamente). Para os grupos sedentários foi observado correlação
negativa entre os índices DTP, AFa, E/I e ∆IE e a idade (p<0,05), sendo que o
mesmo não pode ser observado nos grupos ativos. Os resultados sugerem que o
envelhecimento associado ao sedentarismo provoca reduções na VFC,
representadas pela diminuição da atividade vagal sobre o coração, determinada
tanto pela análise no domínio da freqüência como pelos índices da arritmia sinusal
respiratória. Entretanto, a atividade física regular aumenta a VFC,
independentemente da idade, e atenua as alterações, decorrentes do processo de
envelhecimento, no controle autonômico da freqüência cardíaca.
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Efeitos do envelhecimento e do exercício físico sobre o sistema cardiovascular de indivíduos saudáveisMelo, Ruth Caldeira de 18 August 2008 (has links)
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Previous issue date: 2008-08-18 / Universidade Federal de Sao Carlos / The ageing process is known to affect different tissues and systems. It is well-established that age-associated changes in cardiovascular structure and function are related to the risk of cardiovascular diseases. Because of the vast amount of cardiovascular modifications observed with ageing, the present study focused on three important topics: heart rate variability (HRV), blood pressure variability (BPV) and endothelial dysfunction. Furthermore, we also investigated the effects of physical activity (endurance and strength) on the autonomic control of heart rate (HR), which might be used as non-pharmacological therapy. Thirty five young subject between 18 and 30 years old (14 sedentary men, 5 sedentary women and 16 active men) and thirty eight middleaged/older subjects between 55 and 70 years old (16 sedentary men, 14 sedentary women and 8 active men) were studied. In addition, the subjects are distributed among 3 different studies. In the first one, the effects of the ageing process and active life-style on the autonomic control of HR were investigated in young and middleaged/older subjects. Electrocardiogram was recorded during 15 minutes of rest and 4 minutes of controlled breathing (5 to 6 cycles/min) in the supine position. HR and RR intervals were analyzed by time and frequency domain methods. The active groups presented lower HR and higher HRV (time domain) than the sedentary
groups, whereas both middle-aged/older groups showed lower HRV (frequency domain). Additionally, interaction between ageing and life-style effects was observed for respiratory sinus arrhythmia (ASR) indexes (calculated during the controlled breathing test). The sedentary middle-aged/older group presented lower ASR magnitude than the other groups studied. The results suggest that ageing reduces HRV, however, regular physical activity improves vagal modulation on the heart and, consequently, attenuates the effects of ageing on the autonomic control of HR. In the second study, we aimed to investigate if strength training is able to improve cardiac autonomic control in healthy middle-aged/older men. HRV was evaluated before and after 12 weeks of isokinetic
eccentric strength training (2days/week, 2-4 sets of 8-12 repetitions at 75-80% peak torque), involving knee flexion and extension. Strength training decreased the systolic blood pressure and increased the torque. However, an autonomic imbalance towards sympathetic modulation predominance was induced by an unknown mechanism. In the third study, we evaluated the effect of ageing on the BPV and endothelial function. We also sought for correlations between increased BPV and impaired endothelium dependent-dilation (EDD) in the
middle-aged/older group. Intra-brachial artery BPV and conduit vessel EDD (brachial artery flow-mediated dilation, FMD) were determined in healthy young and middle-aged/older subjects. Moreover, endothelial function of resistance vessels was evaluated by venous occlusion plethysmoghaphy in the middle-aged/older group. The young group presented lower systemic oxidative stress, lower systolic BPV and higher FMD compared with the middle-aged/older group. After split this group according to the BPV, lower FMD was observed in the middleaged/older group with higher BPV. In addition, FMD was inversely correlated to BPV. The lower BPV group showed a great reduction (55%) in the forearm blood flow responses when NG-monometyl-L-arginine (nitric oxide inhibitor) was co-infused with acetylcholine (vs 14% in the higher BPV group). The results suggest that ageing
process increases BPV and reduces endothelial function. Additionally, middle-aged/older subjects with higher BPV also have impaired EDD compared with their peers with lower BPV. General Conclusions: the results from the studies described above suggest that ageing process causes decrease of HRV, increase of BPV and decrease of endothelial function. Moreover, aerobic exercise has a cardioprotector effect, since it was able to attenuate the ageing effects on the cardiac vagal modulation. This same benefit, however, was not observed after 12 weeks of eccentric strength training. On the other hand, the strength training program performed by healthy older subjects modified the sympato-vagal balance toward the sympathetic modulation. Finally, systolic BPV
oscillations seem to have a narrow relationship with vasodilation mediated by nitric oxide. Then, more studies are
needed to clarify the cause-effect relation between those important variables. / O envelhecimento é um processo complexo que causa alterações em vários sistemas do organismo. Em relação ao sistema cardiovascular, modificações na sua estrutura e função estão diretamente relacionadas com o risco aumentado de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em idosos. Dentre as diversas alterações cardiovasculares observadas com o envelhecimento, apenas as relacionadas à variabilidade da freqüência cardíaca (VFC), variabilidade da pressão arterial (VPA) e disfunção endotelial foram abordadas no presente estudo. Além disso, foram também investigados os efeitos de dois tipos distintos de exercício físico, ou seja, de resistência aeróbia e de força muscular, sobre o controle autonômico da freqüência cardíaca (FC) de sujeitos saudáveis, como uma forma alternativa de terapia não-farmacológica. Participaram do presente estudo: 35 sujeitos jovens na faixa etária de 18 a 30 anos (14 homens sedentários, 5 mulheres sedentárias e 16 homens ativos) e 38 sujeitos meia-idade/idosos na faixa etária de 55 a 70 anos (16 homens sedentários, 14 mulheres sedentárias e 8 idosos ativos), os quais estão distribuídos em 3 estudos distintos. No primeiro estudo, os efeitos do envelhecimento e do estilo de vida sobre o controle autonômico da FC foram investigados em jovens e meiaidade/idosos com padrão de vida sedentário ou ativo. O sinal eletrocardiográfico foi obtido durante 15 minutos de repouso e 4 minutos de respiração controlada (5-6 ciclos/min), ambos na posição supina. A FC e os intervalos RR foram analisados no domínio do tempo e da freqüência. Adicionalmente, os índices da arritmia sinusal respiratória (ASR) também foram calculados. Os grupos ativos apresentaram menor FC e maior VFC (domínio do tempo) em relação aos grupos sedentários, enquanto que ambos os grupos idosos apresentaram menor VFC (domínio da freqüência). Além disso, foi observado interação entre idade e estilo de vida, já que a magnitude da ASR foi menor no grupo meia-idade/idoso sedentário comparativamente aos demais grupos. Os resultados indicam que a VFC reduz com o aumento da idade. Entretanto, a atividade física regular produz efeitos positivos sobre a modulação vagal cardíaca e, conseqüentemente, atenua os efeitos do envelhecimento sobre o controle autonômico da FC. No segundo estudo, foi avaliado se o treinamento de força excêntrica é capaz de modificar o controle autonômico da FC de idosos saudáveis. A VFC foi avaliada, durante o repouso supino e sentado, após
12 semanas de treinamento de força isocinética excêntrica (extensão e flexão do joelho, 2 dias/semana, 2-4 séries de 8-12 repetições, 75-80% do pico de torque). O treinamento de força foi capaz de aumentar o torque muscular e reduzir a pressão arterial (PA) sistólica de idosos saudáveis. Entretanto, o mesmo causou um desbalanço simpato-vagal, em direção a predominância simpática, o qual foi produzido por mecanismos desconhecidos. No terceiro estudo, foi avaliado se a VPA está aumentada com o avançar da idade e, ainda, se a mesma tem alguma relação com reduções na vasodilatação endotélio-dependente (VED) em sujeitos meiaidade/idosos saudáveis. A VPA intra-arterial e a VED (dilatação mediada por fluxo, DMF) da artéria braquial (i.e.,
vaso de condutância) foram avaliadas em sujeitos jovens e meia-idade/idosos de ambos os sexos. Adicionalmente, o grupo meia-idade/idoso também foi submetido à pletismografia de oclusão venosa para avaliar a função endotelial dos vasos de resistência. Os jovens apresentaram menor estresse oxidativo sistêmico, menor VPA sistólica e maior DMF, comparativamente ao grupo meia-idade/idoso. Quando esse grupo foi dividido de acordo com a VPA, observou-se DMF reduzida no grupo com alta VPA. Adicionalmente, a DMF mostrou correlação inversa com a VPA. Em relação aos vasos de resistência, o grupo com baixa VPA mostrou redução de 55% na resposta do fluxo sangüíneo quando NG-monometil-L-arginina (inibidor da produção de óxido nítrico) foi co-infudido com acetilcolina (vs 14% no grupo com alta VPA). Os resultados indicam que o envelhecimento causa redução da função endotelial e aumento da VPA. Além disso, sujeitos meia-idade/idosos com alta VPA apresentam DMF reduzida quando comparados aos seus pares com baixa VPA. Conclusão geral: os resultados obtidos nos três estudos sugerem que o envelhecimento causa redução na VFC, aumento da VPA e redução da função endotelial. Além disso, a atividade física aeróbia possui um efeito cardioprotetor, já que essa foi capaz de atenuar os efeitos do envelhecimento sobre a modulação vagal cardíaca. Entretanto, esses efeitos benéficos não foram observados com o treinamento de força excêntrica, pois 12 semanas de treinamento alteraram o balanço simpato-vagal em direção a modulação simpática. Por fim, o aumento nas oscilações da PA sistólica mostrou uma estreita relação com a vasodilatação mediada pelo óxido nítrico, a qual necessita de maiores investigações no sentido de determinar a relação de causa e efeito entre essas duas importantes variáveis.
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Comportamento das variáveis ventilatórias, cardiocirculatórias e metabólicas de homens saudáveis e com disfunções cardiorrespiratórias crônicas em repouso e durante o exercício físico dinâmicoReis, Michel Silva 07 April 2010 (has links)
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Previous issue date: 2010-04-07 / Universidade Federal de Sao Carlos / Patients with chronic heart failure (CHF) and chronic obstructive pulmonary disease (COPD) present significant exertional dyspnea. The peripheral muscle dysfunction appears to be the greatest impact on the inability to perform physical exercise. Additionally, there is respiratory muscle weakness caused by a limited supply of O2 and alteration of mechanical ventilation. In this context, in order to better understand the manifestations of these disorders and to establish management strategies, we have proposed the development of three studies. The first study was entitled Deep breathing heart rate variability is associated with respiratory muscle weakness in patients with chronic obstructive pulmonary disease . The purpose of the present investigation was to evaluate the influence of respiratory muscle strength on autonomic control of heart rate variability (HRV) in these patients. Ten COPD patients (69±9 years; forced expiratory volume in the first second (FEV1)/forced vital capacity (FVC) 59±12% and FEV1 41±11% predicted) and nine age-matched healthy male volunteers (64±5 years) participated in this study. The maximal inspiratory pressure was obtained in the sitting position. Then, electrocardiography signal was obtained in three conditions: 1) lying position for 15 min; 2) lying position during the respiratory sinusal arrhythmia maneuver (RSA-M) for 4 min; and 3) sitting position for 15 min. Data was analyzed by the time (RMSSD and SDNN indexes) and the frequency domains, in total power, low frequency (LF), high frequency (HF) absolute (ab) and normalized (nu) units and LF/HF ratio. Regarding the RSA-M indexes, the expiratory/inspiratory ratio (E/I) and the inspiratory/expiratory difference (ΔIE) were calculated. The patients with COPD demonstrated significantly impaired cardiac autonomic modulation at rest and during RSA-M when compared with healthy subjects (ratio E/I: 1.1±0.06 vs. 1.2±0.1 e ΔIE: 7.0±3.5 vs 12.7±4.2, respectively). Moreover, significant and positive correlations between maximal inspiratory pressure (MIP) and the inspiratory-expiratory difference (ΔIE) (r = 0.60, p<0.01) were found. In conclusion, patients with COPD presented impaired sympathetic-vagal balance at rest and during RSA-M. In addition, cardiac autonomic control of heart rate was associated with inspiratory muscle weakness in chronic obstructive pulmonary disease. Based on this evidence, future research applications of respiratory muscle training may bring to light a potentially valuable target for rehabilitation. The second study was entitled to Deep breathing heart rate variability xviii is able to reflect the respiratory muscle weakness in chronic heart failure . The purpose of the present investigation was to evaluate the influence of respiratory muscle strength on autonomic control in these patients. Ten CHF (62 ± 7 years left ventricle eject fraction of 40 ± 5% and NYHA class I-III) and nine matched-age healthy volunteers (64±5 years) participated in this study. Heart rate variability (HRV) was obtained at rest and during RSA-M by electrocardiograph (as previously described). CHF patients demonstrated impaired cardiac autonomic modulation at rest and during RSA-M when compared with healthy subjects (p<0.05). Moreover, significant and positive correlations between MIP and IE-differences (r: 0.79), E/I ratio (r: 0.83), RMSSD (r: 0.77), SDNN (r: 0.77), LFab (r: 0.77), HFab (r: 0.70) were found during RSA-M. At rest, significant correlations were also found. Patients with CHF presented impaired sympathetic-vagal balance at rest. In addition, cardiac autonomic control of heart rate was associated with inspiratory muscle weakness in CHF. Based on this evidence, recommendations for future research applications of respiratory muscle training can bring to light a potentially valuable target for rehabilitation. Finally, the third study: "Behavior of heart rate on determination of anaerobic threshold in healthy men: comparison with cardiopulmonary exercise testing and near-infrared spectroscopy" aimed to identify the anaerobic threshold (AT) obtained from the V-slope method , visual method on oxihemoglobin (O2Hb) and deoxihemoglobin (HHb) and compare the method with heteroscedastic (HS) applied to VCO2, HR and HHb data. Secondly, to assess the degree of agreement between the methods for determination of AT. Fourteen healthy men were subjected to incremental cardiopulmonary test (CPT) in the electromagnetic cycle-ergometer until physical exhaustion. At the same time they obtained the following biological signals: (i) ventilatory and metabolic variables - a breath to breath - measured by the Cardio2 System (Medical Graphics Corporation, St. Paul, MO, USAI), (ii) spectroscopy, quasiinfrared rays - NIRS (NIRO 300 - Hamamatsu Photonics, Japan), and (iii) heart rate through cardiofrequencymeter (Polar S810i). We observed temporal equivalence and similar values of power (W), absolute O2 consumption (mL/min) and relative O2 consumption (mL/kg/min) and HR (bpm) on determination of AT by the methods performed. In addition, by the Bland-Altman plot, HR (bpm) confirmed the good agreement between the methods with biases between -1.3 and 3.5. In conclusion: (i) all methods were sensitive in identifying the AT1, including the HS applied to FC, and (ii) the methods showed a good correlation in the identification of AT1. Thus the xix results support the FC, a methodology that is simple and economically feasible, seems to be a valid parameter in determining the AT of the individuals in our study. Therefore it remains to be clarified if these results can be replicated in patients with chronic cardiopulmonary disorders, contributing in safe, individualized and adequate prescribing physical exercise in rehabilitation programs. / Pacientes com insuficiência cardíaca crônica (ICC) e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) apresentam significativa dispnéia exercional. A disfunção muscular periférica parece ser a causa de maior impacto na incapacidade de realização de exercício físico. Adicionalmente, pode coexistir a fraqueza muscular respiratória provocada pela limitada oferta de O2 e a alteração da mecânica ventilatória. Neste contexto, com intenção de compreender melhor as manifestações dessas disfunções e estabelecer estratégias de manejo, foi proposto o desenvolvimento de três estudos. O primeiro intitulado por Deep breathing heart rate variability is associated with respiratory muscle weakness in patients with chronic obstructive pulmonary disease teve como objetivo, avaliar a influência da fraqueza muscular inspiratória sobre a o controle autonômico da frequência cardíaca (FC) de homens com DPOC. Foram estudados 10 pacientes (69±9 anos; FEV1/FVC 59±12% and FEV1 41±11% do predito) e 9 homens saudáveis (64±5 anos). Na posição sentada, foi medida a pressão inspiratória máxima (PIMax) dos voluntários. Na sequência, em repouso, o sinal eletrocardiográfico foi obtido em três situações: 1) 15 min na posição supina; 2) quatro min durante a manobra de acentuação da arritmia sinusal respiratória (MASR) na posição supina; e 3) 15 min na posição sentada. Os dados foram analisados no domínio do tempo (índices RMSSD e SDNN) e da freqüência, pela densidade espectral total (DET), bandas de baixa (BF) e alta freqüências (AF) - absolutas (ab) e normalizadas (un), e a razão BF/AF. Durante M-ASR foram calculadas a razão expiração/inspiração (E/I) e a diferença inspiração/expiração (ΔIE). Os pacientes com DPOC apresentaram valores significativamente menores da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) quando comparados ao grupo controle em repouso e durante a M-ASR (razão E/I: 1,1±0,06 vs. 1,2±0,1 e ΔIE: 7,0±3,5 vs 12,7±4,2, respectivamente). Adicionalmente, foi observado correlação positiva entre PIMax e ΔIE (r = 0.60, p<0.01). Em conclusão: (i) pacientes com DPOC apresentam prejuízos da modulação autonômica da FC em repouso e durante a M-ASR; e (ii) a fraqueza muscular inspiratória parece influenciar no desbalanço simpato-vagal desses pacientes. Em similaridade, no segundo estudo, intitulado com Deep breathing heart rate variability is able to reflect the respiratory muscle weakness in chronic heart failure o objetivo foi avaliar a influência da PIMax no controle autonômico da FC de pacientes com ICC. Foram estudados 10 pacientes com ICC xv (62±7 anos Fração de Ejeção do ventrículo esquerdo de 40 ± 5% e classificação IIII da NYHA). Seguindo a metodologia descrita no estudo anterior, os resultados mostraram que os pacientes com ICC também apresentaram menores valores da VFC em repouso e durante a M-ASR e correlações positivas e significativas entre PIMax e diferença expiração-inspiração (r: 0,79), razão expiração/inspiração (r: 0,83), RMSSD (r: 0,77), SDNN (r: 0,77), BF (r: 0,77), AF (r: 0,70). Em conclusão: (i) pacientes com ICC apresentam prejuízos da modulação autonômica da FC em repouso e durante a M-ASR; e (ii) a fraqueza muscular inspiratória parece influenciar no desbalanço simpato-vagal desses pacientes. Por fim, o terceiro estudo: Comportamento da frequência cardíaca na determinação do limiar de anaerobiose em homens saudáveis: análise comparativa com o teste cardiopulmonar e a espectroscopia por raios quasi-infravermelhos objetivou identificar do limiar de anaerobiose (LA) obtido pelo método padrão-ouro, método visual pelo comportamento da oxihemoglobina (O2Hb) e deoxihemoglobina (HHb) e comparar com o método heteroscedástico (HS) aplicado aos dados de VCO2, HHb e da FC. Secundariamente, avaliar o grau de concordância entre os métodos de determinação do limiar de LA. Quatorze homens saudáveis foram submetidos ao teste cardiopulmonar (TCP) incremental em cicloergômetro de frenagem eletromagnética até a exaustão física. Concomitantemente foram obtidos os seguintes sinais biológicos: (i) variáveis ventilatórias e metabólicas respiração a respiração - medida pelo sistema CardiO2 System (Medical Graphics Corporation, St. Paul, MO, USAi); (ii) espectroscopia por raios quasi-infravermelhos - NIRS (NIRO 300 Hamamatsu Photonics, Japan); e (iii) frequência cardíaca por meio do cardiofreqüencímetro (Polar S810i). Foram observadas equivalências temporais e das variáveis potência (W), consumo de O2 absoluto (mL/min) e relativo (mL/kg/min) e FC (bpm) na determinação do LA pelos métodos empregados. Em adição, pela análise de Bland-Altman, a FC (bpm) confirmou a boa concordância entre os médotos com viéses entre -1,3 e 3,5. Em conclusão: (i) todos os métodos mostraram-se sensíveis na identificação do LA1, inclusive o HS aplicado a FC; e (ii) os médotos apresentaram boa correlação na identificação do LA1. Assim os resultados suportam que a FC, uma metodologia mais simples e economicamente viável, parece ser um parâmetro válido na determinação do LA dos indivíduos do nosso estudo. Agora, basta saber se estes resultados podem ser replicados em pacientes com disfunções cardiorrespiratórias crônicas, contribuíndo na prescrição xvi segura, individualizada e adequada de exercício físico em programas de reabilitação.
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