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Avaliação da atividade esteroidogênica testicular de derivados tiazolidinônicos potencialmente hipoglicemiantesde Albuquerque Couto, Janaína 31 January 2011 (has links)
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Previous issue date: 2011 / Os efeitos do tratamento crônico com tiazolidinonas sobre a esteroidogênese testicular foram avaliados, em virtude dos efeitos relacionados à deficiência androgênica. A fim de contribuir com a concepção de fármacos mais seguros, avaliamos o efeito do tratamento crônico com tiazolidinonas sobre os níveis plasmáticos de testosterona e sobre a produção testicular desse hormônio (modelo ex-vivo), em ratos machos normais. Foram utilizados ratos Wistar (Rattus norvegicus) adultos, machos, pesando entre 250-300g, divididos em grupos de 06 animais, tratados por 15 dias consecutivos por gavagem. O grupo controle positivo utilizou a rosiglitazona, o controle utilizou o veículo e os grupos tratados utilizaram os derivados 5-(2,4-dimetoxi-benzilideno)-3-(4-metil-benzil)-tiazolidina-2,4-diona (LPSF/GQ-06) ou 5-(4-cloro-benzilideno)-3-(4-fenil-benzil)-tiazolidina-2,4-diona(LPSF/GQ-24), ambos potencialmente hipoglicemiantes. Após o tratamento, os animais foram eutanasiados e em seguida, foi feita a coleta de sangue para análise por radioimunoensaio (RIE). Para o modelo ex vivo, dois animais de cada grupo tiveram os seus testículos removidos para obtenção e purificação das células de Leydig através do gradiente de Percoll. As células foram incubadas durante três horas com meio 199 (testosterona basal), com os ativadores da PKA hCG (1 mUIl/mL) e dbcAMP (1mM), e com precursores esteroidogênicos 22-OH-colesterol (10 μM) e pregnenolona (1 μM). A testosterona foi determina no meio de incubação por RIE. Estudos de microscopia eletrônica e de imunocitoquímica foram realizados para a melhor interpretação dos resultados. De acordo com os resultados, o tratamento com rosiglitazona não resultaram em redução significante na testosterona plasmática; já no estudo ex vivo constatamos uma redução da testosterona. O tratamento com LPSF/GQ-06 resultou em aumento dos níveis de testosterona, tanto no plasma quanto nos meios de incubação realizados no estudo ex vivo. O tratamento com o LPSF/GQ-24 resultou em redução significante na testosterona plasmática, contudo aumentou a secreção de testosterona nos meios de incubação. Nos estudos morfológicos por ME, tanto a rosiglitazona quanto o LPSF/GQ-24 resultaram em danos mitocondriais, já o LPSF/GQ-06 não ocasionou alterações celulares significantes. Na imunocitoquímica, os tratamentos com rosiglitazona e com LPSF/GQ-24, observamos aumento da expressão da StAR e da P450scc; já nos animais tratados com o LPSF/GQ-06, não foram observadas alterações nestas proteínas-chave da esteroidogênese. A partir destes resultados, concluímos que o tratamento crônico com tiazolidinonas implica em alterações na via esteroidogênica testicular, no que diz respeito à síntese e secreção da testosterona. Contudo, podemos observar que estes efeitos variam de acordo com a molécula estudada, sugerindo que moléculas atuam sobre diversos mecanismos. Dentre os compostos testados, o LPSF/GQ-06 se apresentou como mais seguro, visto que não ocasionou deficiência androgênica
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Memória em cinética de canais para potáasio ativados por cálcio em células de LeydigOLIVEIRA, Regina Acacia Campos January 2003 (has links)
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Previous issue date: 2003 / Canais iônicos são proteínas que se encontram nas membranas biológicas. Essas estruturas protéicas podem assumir diferentes estados conformacionais, abertos e fechados, fenômeno este denominado de cinética de canais iônicos. A cinética das transições de um estado para o outro depende da barreira de energia potencial que separa os estados e pode ser controlada por campo elétrico, íons, substâncias químicas e outros agentes. Os tempos de permanências da proteína em cada um desses estados conformacionais têm sido modelados assumindo-se que este processo é Markoviano. Um modelo fractal também foi proposto para modelar a cinética de canal iônico (LIEBOVITCH et al., 1987).
Neste trabalho utilizamos a análise R/S de Hurst para testar a correlação de longo alcance na cinética de um canal para potássio ativado por cálcio em células de Leydig. O coeficiente de Hurst H, um parâmetro que mostra a memória existente em um processo cinético (NOGUEIRA et al., 1995), foi calculado para um registro de um canal para potássio ativado por cálcio e encontrou-se um valor de H = 0,64 ± 0,064 (n=5), estatisticamente diferente daquele calculado para um processo sem memória.
Neste trabalho, quando a análise R/S foi aplicada à seqüência temporal de aberturas e fechamentos obtida de um canal iônico simulado, usando-se os modelos Markoviano e fractal, mostrou-se que esses modelos não puderam descrever a correlação de longo alcance encontrada nos dados experimentais. Como conclusão, este trabalho mostra que: (i) tempos de permanência para aberturas e fechamentos do canal para potássio ativado por cálcio de células de Leydig apresentam correlação de longo alcance; (ii) os modelos Markoviano e fractal, que descrevem adequadamente as distribuições dos tempos de permanências do canal nos estados aberto e fechado, não são adequados para descrever a memória encontrada na cinética desse canal
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Tumor de Leydig simulando una neoplasia germinalGamboa Acuña, Brenda Adriana, Guillén Zambranoa, Rayza, Lizzetti Mendozaa, Grecia 22 June 2016 (has links)
Main findings
A case is presented of a Leydig cell neoplasm in a 25 year-old male patient with no classic risk factors with an atypical outcome. The tumour mass was histologically analysed and was found to have features compatible with a germ cell neoplasm. A right orchiectomy was performed, followed by chemotherapy. After treatment, pulmonary metastasis, lymph nodes, and peri-hepatic hydronephrosis were found. The patient died two months after his last hospital admission.
Case hypothesis
Leydig cell tumours account for 1% to 3% of all testicular tumours. They occur at any age, especially in children, and between the third and sixth decade of life. Around 90% are benign, and 10% are malignant; these latter usually occurring between 50 and 60 years old, and are associated with sizes larger than 5 cm and gynecomastia. Finally, it is difficult to predict the development of the disease based on histopathological observations.
Promising future implications
Although non-germ cell tumours are rare, it is important to consider them in the differential diagnosis of testicular tumours, particularly in those of non-seminoma origin. Immunohistochemistry is useful for the differentiation of testicular tumours in those cases when conventional histology shows no conclusive findings. / Hallazgos principales
Reportamos un caso de neoplasia de células de Leydig en un paciente varón de 25 años, sin factores de riesgo clásicos con evolución tórpida. Se analizó la histopatología de la masa tumoral y se encontró malignidad por lo que se decide realizar orquiectomía derecha, seguida de quimioterapia. Luego del tratamiento se halla metástasis pulmonar, adenopatías perihepáticas e hidronefrosis, falleciendo 2 meses después de su último ingreso hospitalario.
Hipótesis del caso
El tumor de células de Leydig representa entre el 1-3% de todos los tumores testiculares. Se presentan a cualquier edad; sobre todo en la infancia y en la 3.a-6.a década de la vida. Aproximadamente el 90% son de curso benigno y el 10% son malignos, presentándose sobre todo entre la 5.a y la 6.a década de la vida, y están asociados con un tamaño > 5 cm y ginecomastia. Finalmente, es difícil predecir el comportamiento en términos histológicos.
Repercusiones a futuro
A pesar que los tumores de células no germinales son poco frecuentes, es importante considerarlos como diagnóstico para brindar el tratamiento óptimo y evitar resultados desafortunados.
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Análise morfofuncional e imuno-histoquímica das células de Leydig e dos macrófagos testiculares em ratos, após a exposição à nicotina durante as fases pré-natal e de lactação / Morphofunctional and immunohistochemical analysis of the Leydig cells and testicular macrophages in rats, after nicotine exposure during the prenatal phase and lactationPaccola, Camila Cicconi [UNIFESP] 29 September 2010 (has links) (PDF)
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Previous issue date: 2010-09-29 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) / Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) / A nicotina e altamente consumida, por ser um componente do cigarro. Em gestantes, atravessa a membrana placentaria e esta presente no leite materno. A nicotina induz apoptose em celulas de diferentes orgaos, interfere nas funcoes endocrinas e pode causar atrofia testicular, disfuncoes de erecao e das gonadas, bem como infertilidade masculina. Ela tambem suprime a secrecao de testosterona em ratos tratados na fase adulta. Como a testosterona e produzida por celulas de Leydig a partir do colesterol e este mecanismo envolve a participacao de macrofagos testiculares (importantes para o desenvolvimento pos-natal da celula de Leydig), gerou-se a hipotese de que a nicotina poderia provocar toxicidade testicular via alteracoes morfofuncionais em celulas de Leydig, com possivel envolvimento dos macrofagos. Desta forma, o objetivo desta pesquisa foi investigar se a nicotina administrada a ratas prenhes e lactantes, em dose equivalente a um maco diario de cigarros, consumida por gestantes fumantes, provoca na prole: a) alteracoes dos niveis plasmaticos e intratesticulares de colesterol e dos hormonios sexuais; b) alteracao morfologica e das densidades numericas de celulas de Leydig e macrofagos testiculares; Para tanto, 22 ratas foram tratadas com nicotina durante a gravidez e a lactacao. A nicotina foi administrada atraves de uma minibomba osmotica, calibrada de forma a liberar 2 mg/kg/dia de nicotina (equivalente ao consumo de 20 cigarros/dia). A minibomba foi implantada subcutaneamente, no dorso da rata, no primeiro dia de prenhez e substituida no 1 ‹ dia apos o nascimento (periodo de lactacao), garantindo a exposicao ate o desmame (22dpp). Minibombas sem nicotina foram implantados em outras 22 ratas prenhes e lactantes (grupo controle gSham h) com o objetivo de verificar a inocuidade deste procedimento. Mais 22 ratas prenhes e lactantes nao receberam qualquer tratamento ou manipulacao (grupo controle absoluto). Os filhotes machos provenientes de cada rata foram distribuidos em 4 subgrupos de acordo com a idade de eutanasia (1, 30, 60 e 90dpp). Apos a analise biometrica (peso e volume), os testiculos foram processados para analise histopatologica (historresina e parafina; metodo do PAS+H) e para analises imuno-histoquimicas (inclusoes em parafina) para marcacao de celulas de Leydig adultas (anticorpo anti-enzima esteroidogenica 11ƒÀ-HSD II) e de macrofagos residentes (anticorpo anti-ED2). As densidades numericas das celulas de Leydig e dos macrofagos foram computadas atraves do sistema de analise de Imagem Leica Q-Win. Foram realizadas dosagens plasmáticas de colesterol e testosterona (em todas as idades) e estradiol (30, 60 e 90 dias), além das dosagens intratesticulares de colesterol e testosterona (60 e 90 dias). Para comprovação da presença de nicotina no leite e de sua transferência para os filhotes, a nicotina e seu metabólito, a cotinina, além de seus subprodutos, foram detectados no leite materno, na urina e no plasma dos filhotes em fase de amamentação, por cromatografia. Os resultados da cromatografia confirmaram a passagem destas substâncias para a circulação sanguínea dos neonatos. Animais do subgrupo tratado apresentaram, ao nascimento, redução de peso corpóreo (p<0,05) e do colesterol plasmático (p<0,05), além de uma sugestiva redução da quantidade de gotículas de lipídeo no citoplasma das células de Leydig fetais. Aos 30 dias de idade, os testículos da prole exposta à nicotina apresentaram redução do peso (p<0,05) e do volume testicular (p<0,05) em relação ao controle absoluto. Aos 60 e 90 dias, os animais dos subgrupos tratados apresentaram peso corpóreo levemente maior (p<0,05) que o subgrupo controle absoluto e, aos 90 dias, tanto a dosagem de colesterol (p<0,05) quanto a dosagem de testosterona plasmática foram maiores no subgrupo tratado (p<0,05) em relação a ambos os controles. Embora não tenham ocorrido diferenças nas densidades numéricas de células de Leydig e macrófagos, a análise histopatológica mostrou, aos 60 e 90 dias, uma incidência maior de células de Leydig em degeneração, além de intensa descamação e desorganização do epitélio seminífero. Aos 90 dias, acompanhando o aumento de colesterol e testosterona, observou-se também uma sugestiva hipertrofia das células de Leydig e maior incidência de anáfases e metáfase meióticas, além de núcleos de célula de Sertoli soltos no lúmen. Como os níveis de estradiol se mostraram sutilmente reduzidos nas três idades analisadas (30, 60 e 90 dias), é possível que a ação da nicotina sobre o testículo possa ter provocado também alterações das células de Sertoli. Concluiu-se que a nicotina afeta o metabolismo de colesterol e testosterona, causa alterações morfofuncionais nas células de Leydig e alterações da espermatogênese e provoca redução do número de neonatos oriundos de ratas tratadas durante toda a prenhez, induzindo nestes a ocorrência de baixo peso corpóreo e de baixo índice de colesterol plasmático. Contudo, alterações quantitativas das populações de células de Leydig e de macrófagos testiculares das proles não foram observadas nas diferentes fases do desenvolvimento sexual. / Nicotine is largely consumed by worldwide people since it is a component of cigarettes. It reaches the maternal milk and is able to cross the placental membrane. Nicotine induces apoptosis in different cell types and interferes with endocrine functions. Reproductive side effects of this drug, such as testicular atrophy, erectile dysfunction and male infertility were also described. Nicotine suppresses testosterone secretion in adult male rats. Testosterone is produced from cholesterol and is synthesized by Leydig cells, with participation of the testicular resident macrophages, which are important for post-natal Leydig cell development. These data raised the hypothesis that the testicular damage induced by nicotine could be mediated by alterations or even apoptosis of Leydig cells. Because macrophages are also involved in testosterone synthesis and Leydig cell development, it is reasonable to consider the role of these cells in the nicotine-induced testicular damage. Given the complex testicular paracrine regulation, it is probable that such alterations induce germ cell damage in the post-natal phase. Thus, the aim of this study was to investigate whether the administration of nicotine to pregnant and lactating rats, in a dose equivalent to the consumption of one packet of cigarettes per day, provokes: a) alterations of cholesterol and sexual hormone levels in the plasma and in the testis; b) morphological and numerical alterations of Leydig cells and testicular macrophages. For this, 22 rats were treated with nicotine during pregnancy and lactation. Nicotine was administrated using an osmotic minipump calibrated in way to release 2mg/Kg/day of nicotine (equivalent to the consumption of 20 cigarettes/day). The minipump was implanted subcutaneously at the first day of pregnancy and replaced just after birth (lactation period). The second minipump was removed at the weaning day (22dpp). Minipumps without nicotine were implanted in other 22 pregnant and lactating rats (Sham group) with the aim to check the innocuousness of this procedure. More 22 pregnant and lactating rats did not receive any treatment or manipulation (Control group). The male pups of each offspring were distributed in 4 subgroups according to the age of euthanasia (1, 30, 60 and 90dpp). The testes were submitted to biometric analysis (weight and volume) after what they were processed for histopathological study (historesin and paraffin sections/PAS+H) and immuno-detection of adult Leydig cell (anti-11â-HSD type 2) and resident macrophages (anti-ED2). The numerical densities of Leydig cells and ED2+ macrophages were obtained using the Leica Q-Win image analysis system. Plasma levels of cholesterol and testosterone (all ages) and estrogen (30, 60 and 90 dpp) as well as intratesticular cholesterol and testosterone (60 and 90 dpp) were investigated. Plasma, urine and milk cotinine and nicotine levels were obtained at 22ddp by chromatography. The results showed that nicotine provoked decrease of body weight (p<0.05) and cholesterol plasma level (p<0.05) at (1dpp), besides the suggesting reduced lipids in the fetal Leydig cells cytoplasm. Decrease of testicular weight and volume occurred at 30dpp (p.0.05) but not at 60dpp and 90dpp. At 60 and 90dpp, the nicotine-treated rats showed increase of body weight and at 90dpp the nicotine-treated rats show increased in plasma cholesterol and testosterone levels (p<0.05). Although no alterations of the numerical densities of macrophages and Leydig cells were observed, the histopathological analysis showed that, at 60 and 90dpp, there was an increase of the frequency of degenerating Leydig cells and a pronounced disorganization and sloughing of the seminiferous epithelium. At 90dpp a suggestive hypertrophy of Leydig cells was also observed, what parallels the increase of cholesterol and testosterone levels. At this age a suggestive increase of the frequency of meiotic anaphase and metaphase figures and Sertoli cell nuclei in the tubular lumen were also observed. Since a subtle reduction of the estradiol levels was observed at the three ages studied (30, 60 and 90dpp), it is possible to suggest that the action of nicotine in the testis caused Sertoli cell alterations. Finally, it was concluded that nicotine provokes a reduction of the offspring number, body weight and cholesterol plasma level when administered to females during the whole pregnancy period. It was also concluded that nicotine administration in rats during the whole pregnancy period and during lactation affects the metabolism of cholesterol and testosterone and leads to morphofunctional alterations of Leydig cells and of spermatogenesis in the adult offspring. On the other hand, this treatment does not cause quantitative alterations of Leydig cell and macrophage populations. / TEDE / BV UNIFESP: Teses e dissertações
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Efeito do extrato aquoso do chá verde e suas catecinas puras sobre a produção de testosterona pelas células de Leydig de rato in vitrode Souza Figueiroa, Marina 31 January 2008 (has links)
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Previous issue date: 2008 / Faculdade Intergrada do Recife / Este estudo investigou os efeitos agudos do extrato aquoso do chá verde (GTE) e dos
seus constituintes polifenóis (-)-epigalocatecina-3-galato (EGCG) e (-)-epicatecina (EC)
sobre a produção de testosterona basal e estimulada, em células de Leydig de ratos in
vitro. Células de Leydig purificadas foram incubadas por 3 horas com GTE, EGCG ou
EC e com o precursor da testosterona androstenediona, na presença ou ausência de
ativadores da proteína quinase A (PKA) e da proteína quinase C (PKC). O GTE e a
EGCG, mas não a EC, inibiram ambas as produções de testosterona, basal e quinaseestimuladas.
Células pré-tratadas por 15 minutos com GTE ou EGCG e recuperadas por 1
hora foram submetidas a tratamento com gonadotrofina coriônica humana (hCG),
hormônio liberador de gonadotrofinas (LHRH), 22OHColesterol ou androstenediona.
Nestas condições o efeito inibitório do GTE/EGCG em suas maiores concentrações
utilizadas (69,2 e 100 μg/mL, respectivamente) sob a produção de testosterona estimulada
por hCG/LHRH ou 22OHColesterol se manteve, enquanto que a produção de testosterona
estimulada pela androstenediona retornou para os níveis do controle, indicando que o
efeito inibitório sob a função da enzima 17β-hidroxidesidrogenase (17β-HSD) foi
reversível. Nestas mesmas condições de pré-tratamento, porém utilizando menores
concentrações de GTE/EGCG (13,8 e 20 μg/mL, respectivamente) observou-se que o
efeito inibitório destes polifenóis sobre a produção de testosterona estimulada pelo
22OHColesterol foi revertida e até excedeu os níveis do controle, indicando que o efeito
inibitório dos polifenóis sob a função da enzima de clivagem da cadeia lateral (P450scc)
em mitocôndrias foi reversível. Conclui-se que os efeitos inibitórios do GTE podem ser
explicados, pelo menos em parte, pela ação da EGCG, seu principal componente, e que a
presença do grupo galato em sua estrutura parece ser importante para sua alta eficácia na
inibição da síntese de testosterona. Os mecanismos envolvidos nos efeitos do GTE e da
EGCG são provavelmente diversos e envolvem a inibição das cascatas de sinalização da
PKA/PKC, assim como a inibição da função das enzimas P450scc e 17β-HSD
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Avaliação morfofuncional e histomorfometria testicular do roedor silvestre Kannabateomys amblyonyx (Wagner, 1845) (Rodentia; Echimyidae) / Histological and morphometric testicular evaluation on wild rodent Kannabateomys amblyonyx (Wagner, 1845) (Rodentia; Echimyidae)Siman, Veronica Andrade 19 July 2016 (has links)
Submitted by Reginaldo Soares de Freitas (reginaldo.freitas@ufv.br) on 2017-08-29T17:19:00Z
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Previous issue date: 2016-07-19 / Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais / Os roedores constituem a maior ordem de mamíferos do mundo, representando no Brasil, 36% da mastofauna. São animais encontrados em todos os habitat, apresentando grande importância na manutenção e dinâmica das florestas que habitam. Nosso conhecimento sobre a biologia e fisiologia da reprodução desses mamíferos silvestres é ainda muito limitado. A descrição de parâmetros espermatogênicos é de grande importância para a elaboração de políticas de conservação que previnam a extinção ou melhore o manejo das mesmas. Assim, objetivou-se descrever histomorfometricamente o compartimento tubular e intertubular dos testículos de Kannabateomys amblyonyx, enfatizando também a dinâmica da espermatogênese. Este é o primeiro estudo que avaliou a morfometria testicular deste representante da família Echimyidae, sendo esta a única espécie representante do gênero encontrada no Brasil. Foram utilizado sete animais capturados em regiões de Mata Atlântica, na Zona da Mata, em Minas Gerais, através de esforço ativo de captura por arma de pressão, sendo as capturas autorizadas previamente pelo IBAMA (Licença 37986-2). Um dos testículos foi incluído rotineiramente em historesina, seccionado e corado sendo obtidas imagens em microscopia de luz para realização de análises morfométricas. O outro testículo teve sua túnica albugínea retirada e pesada para obtenção do peso do parênquima testicular. O peso corporal foi de 418,43g, dos quais 0,41% estão alocados em gônada (IGS) e destes 0,38% em túbulo seminífero (ITS). Em torno de 93% do parênquima testicular são ocupados por túbulo seminífero, sendo 84% de epitélio, 2,5% de túnica própria, e 6,5% de lúmen. Os túbulos seminíferos apresentaram diâmetro de 214,23μm, e 72,68μm de altura de epitélio. Esses roedores possuem 21,62m de túbulo seminífero por testículo, e 12,92m por grama de testículo. Foram identificados 8 estádios do ciclo do epitélio seminífero, com associações celulares bem definidas, sendo o estádio Ι o mais frequente ao contrário do estádio IV. Foram contabilizadas, 0,47 espermatogônias A, 11,78 espermatócitos em preleptóteno, 3,81 em zigóteno, e 14,31 em paquíteno, além de 32,19 espermátides arredondadas, e 6,23 células de Sertoli. Os índices mitóticos e meióticos mostraram perdas de 60% e 43%, respectivamente, e o rendimento geral da espermatogênese foi de 69,73 células germinativas. A capacidade total suporte das células de Sertoli foi de 10,03 células sendo de 5,17 para espermátides arredondadas. O número de célula de Sertoli, por testículo e por grama de testículo, foi de 44,98x10 6 e 53,32x10 6 , respectivamente. A reserva espermática testicular foi de 274,40. O intertúbulo, que constitui em torno de 7% do parênquima, é ocupado em sua maior parte por células de Leydig, possibilitando um índice Leydigossomático de 0,02%. O intertúbulo foi ocupado por 79,88% células de Leydig, 3,28% de espaço linfático, 6,26% de vasos sanguíneos, 1,56% de macrófagos, 0,53% de mastócitos e 8,48% de tecido conjuntivo. Esses percentuais equivalem a 5,10; 0,22; 0,43; 0,10; 0,005 e 0,54% do parênquima testicular, respectivamente. Existem em média 33,46x10 6 células de Leydig por testículo e 40,32x10 6 por grama de testículo. Essas células possuem um volume de 1.280,99μm3, sendo 213,19μm3 nucleares e 1.067,80μm3 citoplasmáticos. A organização dos componentes do compartimento intertubular, corresponde ao padrão tipo III descrito por Fawcett. / Rodents are the largest order of world's mammals, representing in Brazil, 36% of mammalian fauna. They are found in all habitats, with great importance in the maintenance and dynamics of the forests they inhabit. Our knowledge of the biology and physiology of reproduction of these wild mammals is still very limited. The description of spermatogenic parameters is of great importance for the development of conservation policies to prevent the extinction or improve the management of the species. This study aimed to describe histomorphometrically the tubular and intertubular compartments of the testes of Kannabateomys amblyonyx, also emphasizing the dynamics of spermatogenesis. This is the first study to evaluate the testicular morphometry this representative Echimyidae family, being the only species found in Brazil. Seven animals were caught in Atlantic Forest in the state of Minas Gerais, through active effort capture. One testis was included in historesin routinely, sectioned and stained to yield light microscopy images to carry out morphometric analysis. The other testis had its albuginea removed and weighed to obtain the weight of the testicular parenchyma. Body weight was 418.43g, of which 0.41% is allocated in gonad (IGS) and 0.38% in seminiferous tubule (ITS). Approximately 93% of testicular parenchyma is occupied by seminiferous tubule, being 84% of epithelium, 2.5% tunica propria, and 6.5% lumen. The seminiferous tubules have a diameter of 214.23μm and 72.68μm of epithelium height. These rodents have 21.62m of seminiferous tubule per testis, and 12.92m per gram of testis. Eight stages of the epithelium seminiferous cycle were identified with well-defined cell associations, being the most frequent stage Ι unlike the less frequent stage IV. They were recorded, 0.47 spermatogonia A, 11.78 spermatocytes in preleptotene, 3.81 in zygotene, 14.31 in pachytene, 32.19 round spermatids, and 6.23 Sertoli cells. The meiotic and mitotic indexes showed losses of 60% and 43%, respectively, and the spermatogenesis yield was 69.73 cells. The total support capacity of Sertoli cells was 10.03 cells being 5.17 to round spermatids. The number of Sertoli cell per testis and per gram of testis was 44.98x106 and 53.32x10 6 , respectively. Testicular sperm reserve was 274.40. The intertubule, which is around 7% of the parenchyma, is occupied mostly by Leydig cells, enabling Leydigsomatic index of 0.02%. Thus, we observe in intertubule 79.88% of Leydig cells, 3.28% of lymphatic space, 6.26% of blood vessels, 1.56% of macrophages, 0.53% of mast cells and 8.48% connective tissue. These percentages are equivalent to 5.10, 0.22, 0.43, 0.10, 0.005 and 0.54% of the testicular parenchyma, respectively. There are on average of 33.46x10 6 Leydig cells per testis and 40.32x10 6 per gram of testis. These cells have a volume 1.280.99μm3 being 213.19μm3 and 1.067.80μm3 to the nucleus and cytoplasm, respectively. The organization of the components the intertubular compartment corresponds to type III described by Fawcett.
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Efeito do campo eletromagnético de baixa frequência e do choque térmico nas células gonadais de ratosTENÓRIO, Bruno Mendes 12 December 2011 (has links)
Submitted by (lucia.rodrigues@ufrpe.br) on 2016-05-31T15:10:49Z
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Previous issue date: 2011-12-12 / In recent decades, humans have been exposed to various exogenous physical agents, such as high temperatures emitted by industrial devices and electromagnetic fields emitted by the electricity distribution networks and electronic devices. Researches demonstrated that these agents can cause reproductive disorders. The chapter 1 of this study aimed to investigate the possible effects of low frequency EMF exposure of 60 Hz and 1 mT from day 13 of gestation up to puberty at 21 postnatal days. The results showed that exposure to EMF reduced parameters related to the lumen, epithelium and seminiferous tubules. It was also observed an increase in the volume of blood vessels and connective tissue cells in animals exposed to EMF. The plasma testosterone did not change due to EMF exposure. The exposure to EMF of 60 Hz and 1 mT from gestation to puberty can induce a delay in testicular development. In chapter 2, the aim was to evaluate the effects of exposure to low frequency EMF (60 Hz and 1 mT) from the 13th day of gestation up to 90 postnatal days (adult). The plasma testosterone concentration was not changed by EMF exposure. However, the histopathological and histomorphometrical analysis showed testicular degeneration in a subset of animals exposed to EMF. The degenerative process severity varied among affected animals, indicating an individual sensitivity to EMF. The electron microscopy analysis also showed testicular degeneration, the main change was high electrodense mitochondria with loss of normal organization and cristae. The exposure to EMF of 60 Hz and 1 mT seems to alter spermatogenesis and reduce the fertility. Chapter 3 aimed to analyze the effects of heat shock (43 °C / 15 min.) and Hsp90 inhibition on CaV3 T-type calcium channels and calciumactivated potassium channels (BKCa) in Leydig cells. The results showed that exposure to heat shock induced a reduction in BKCa channels steady-state current (49.8%), maximum conductance (68.9%) and activation time constant (31.9%). Heat shock slowed the BKCa channels activation and reduced its voltage dependence. Hsp90 inhibition did not change BKCa channels. The CaV3 channels current was not affected by heat shock or Hsp90 inhibition. The heat shock can inhibit BKCa channels, the Hsp90 does not seem to be involved in this process. / Nas últimas décadas, os seres humanos vêm sendo expostos a vários agentes físicos exógenos, como temperaturas elevadas induzidas por equipamentos industriais e a exposição aos campos eletromagnéticos (CEM) emitidos por aparelhos eletrônicos. Pesquisas vêm demonstrando que estes agentes podem gerar distúrbios reprodutivos. O objetivo do capítulo 1 do presente trabalho foi investigar o possível efeito da exposição ao CEM de baixa frequência de 60 Hz e 1 mT desde o 13º dia de gestação até a puberdade aos 21 dias pós-natal. Os resultados demonstraram que a exposição ao CEM reduziu os parâmetros relacionados ao lúmen, epitélio e túbulos seminíferos. Também foi observado o aumento no volume dos vasos sanguíneos e das células do tecido conjuntivo nos animais expostos ao CEM. A testosterona plasmática não se alterou devido à exposição ao CEM. A exposição ao CEM de 60 Hz e 1 mT desde a gestação até a puberdade pode induzir o retardo no desenvolvimento testicular. No capítulo 2, o objetivo foi avaliar o efeito da exposição ao CEM de baixa frequência (60 Hz e 1 mT) desde o 13º dia de gestação até os 90 dias pós-natal (adulto). A concentração da testosterona plasmática não foi alterada devido à exposição ao CEM. Entretanto, as análises histopatológicas e histomorfométricas demonstraram degeneração testicular em um sub-grupo dos animais expostos ao CEM. A gravidade do processo degenerativo variou entre os indivíduos afetados, indicando uma sensibilidade individual ao CEM. A análise de microscopia eletrônica também demonstrou degeneração testicular, sendo a principal alteração observada a presença de mitocôndrias eletrodensas e com perda da sua organização e cristas. A exposição ao CEM de 60 Hz e 1 mT parece alterar a espermatogênese e reduzir a fertilidade. No capítulo 3, o presente trabalho objetivou analisar os efeitos do choque térmico (43ºC / 15 min.) e da inibição da Hsp90 nos canais de cálcio CaV3 tipo-T e potássio ativado por cálcio (BKCa) em células de Leydig. Os resultados obtidos revelaram que nos canais BKCa o choque térmico reduziu a corrente do estado estacionário em 49,8%, a condutância máxima em 68,9% e a constante de tempo de ativação em 31,9%. O choque térmico tornou mais lenta a ativação dos canais BKCa e reduziu sua dependência de voltagem. A inibição da Hsp90 não alterou os canais BKCa. A corrente dos canais CaV3 tipo-T não foi afetada pelo estresse térmico ou pela inibição da Hsp90. A exposição das células de Leydig à temperatura elevada pode inibir os canais BKCa, a Hsp90 parece não estar envolvida neste processo.
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Contribuição das características clínicas, hormonais e radiológicas para o diagnóstico diferencial dos tumores de ovário produtores de andrógenos e hipertecose do estroma ovariano em mulheres na pós-menopausa / Contribution of clinical features, hormonal profile and radiological studies in the differential diagnosis of the virilizing ovary tumor and ovarian stromal hyperthecosis of postmenopausal womenYance, Viviane dos Reis Vieira 02 August 2016 (has links)
Introdução: Hiperandrogenemia associada a sinais clínicos de virilização na mulher após a menopausa é uma condição rara e pouco estudada. Os tumores ovarianos secretores de andrógenos (TOSA) e a hipertecose do estroma ovariano (HPT) são as etiologias mais frequentes de hiperandrogenismo nesta faixa etária. A diferenciação entre estas duas condições é difícil, pois as manifestações clínicas são semelhantes e caracterizadas por hirsutismo, alopecia androgênica, clitoromegalia, hipertrofia muscular e agravamento da voz. O perfil hormonal das mulheres pós-menopausadas com TOSA e HPT pode não ser um parâmetro ideal para discriminar estas duas condições. Além disso, os estudos de imagem podem não caracterizar com precisão estas lesões ovarianas. Devido às dificuldades, em estabelecer o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT, a ooforectomia bilateral é a terapêutica indicada para as mulheres menopausadas com diagnóstico de hiperandrogenismo de origem ovariana; embora na HPT o tratamento clínico com análogo do hormônio liberador de gonadotrofinas (aGnRH) possa ser uma opção terapêutica eficaz. Objetivos: O nosso objetivo foi avaliar a contribuição das características clínicas, do perfil hormonal e dos exames radiológicos para o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT em mulheres na pós-menopausa. Métodos: Trinta e quatro mulheres pós-menopausadas, na faixa etária de 52 a 80 anos de idade, que foram encaminhadas à Unidade de Endocrinologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre 1999 e 2013 por hiperandrogenismo clínico e com diagnóstico histológico de TOSA (13 mulheres) e HPT (21 mulheres) foram avaliadas retrospectivamente. Os diagnósticos histológicos foram revisados e confirmados por um único patologista com experiência em patologia ginecológica. Os dados clínicos de hiperandrogenismo, o perfil hormonal (T, E2, LH, FSH) e as imagens radiológicas pélvicas (Ultrassom transvaginal e Ressonância Magnética, RM) foram obtidos a partir da revisão de prontuários médicos. Resultados: Em relação aos dados da história clínica, não houve diferença significativa entre os dois grupos de pacientes para nenhuma das variáveis clínicas analisadas, exceto para o número de gestações, que foi significantemente maior no grupo com TOSA. Os sinais clínicos de hiperandrogenismo, especialmente agravamento da voz (p < 0,001) e hipertrofia muscular (p = 0,01), foram mais prevalentes no grupo de pacientes com TOSA do que o grupo de HPT. Embora na análise dos parâmetros hormonais, os pacientes do grupo com TOSA tenham apresentado níveis mais elevados de T e E2 e níveis mais baixos de gonadotrofinas (p < 0,01 e p <0,01, respectivamente) do que o grupo de pacientes com HPT, uma grande sobreposição nos níveis hormonais foi observada entre os pacientes dos dois grupos. A RM de pelve apresentou uma boa acurácia para diferenciar os TOSAs da HPT em mulheres pós-menopausadas com hiperandrogenismo. Conclusão: Neste grupo de pacientes, as características que mais contribuíram para o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT foram o agravamento da voz e a hipertrofia muscular, os níveis séricos de testosterona e gonadotrofinas e a presença de nódulo ovariano na RM de pelve. Embora a associação das características clínicas, hormonais e radiológicas contribua para a elaboração de uma hipótese diagnóstica fundamentada, a análise histopatológica continua a ser o padrão ouro para o diagnóstico diferencial de hiperandrogenismo de origem ovariana em mulheres na pós-menopausa / Introduction: The presence of virilizing signs associated to high serum of androgen levels in postmenopausal women is a rare and poorly understood condition. Virilizing ovarian tumors (VOT) and ovarian stromal hyperthecosis (OH) are the most common hyperandrogenism etiologies in the postmenopausal women. The differential diagnosis between the two conditions is often difficult, because they present similar clinical features such as hirsutism, androgenic alopecia, clitoromegaly, muscle hypertrophy and deepening of the voice. The hormonal profile of postmenopausal women with VOT and OH may not be the optimal discriminating factor between these two conditions. Moreover, imaging may not accurately characterize these ovarian lesions. Due to the difficulties in establishing the differential diagnosis between VOT and OH, bilateral oophorectomy is the treatment of choice in postmenopausal women with hyperandrogenism of ovarian origin. However, the treatment with gonadotropin-releasing hormone analogue (GnRHa) might be an effective therapy in women with OH. Objectives: Our aim was to evaluate the contribution of clinical features, hormonal profile and radiological studies in the differential diagnosis between VOT and OH in postmenopausal women. Methods: Thirty-four postmenopausal women ranging from 52 to 80 years of age with clinical hyperandrogenism referred to the Endocrinology Unity of Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, between 1999 and 2013, with diagnosis of VOT (13 women) and OH (21 women) were evaluated retrospectively. Histological diagnoses were reviewed and confirmed by a single pathologist with expertise in gynecologic pathology. Clinical hyperandrogenism data, hormonal status (T, E2, LH, FSH) and the pelvic images (Transvaginal sonography and Magnetic Resonance Image- MRI) findings were obtained from medical records. Results: No clinical data evaluated in the study was significantly different between the two groups of patients. A higher number of pregnancies in the VOT group was observed, which was statistically different from the OH group. The clinical signs of hyperandrogenism, especially deepening of the voice (p < 0.001) and muscle hypertrophy (p = 0.01), were more prevalent in the VOT\'s than OH\'s group. Although, the VOT\'s group showed higher T and E2 levels and lower gonadotropins levels than the OH\'s group (p < 0.01 and p < 0.01, respectively), a great overlap in the hormone levels occur between VOT and OH patients. Pelvic MRI presented a good accuracy to differentiate these two conditions in hyperandrogenic postmenopausal women. Conclusion: In this group of patients, the main features to the differential diagnosis between VOT and OH were deepening of the voice and muscle hypertrophy, serum levels of testosterone and gonadotropins and presence of ovarian nodule in the pelvic MRI. Although the association of clinical, hormonal and radiological features contributes to the differential diagnosis between these two conditions, histopathological analysis remains the gold standard for the differential diagnosis of ovarian hyperandrogenism in post menopausal women
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Contribuição das características clínicas, hormonais e radiológicas para o diagnóstico diferencial dos tumores de ovário produtores de andrógenos e hipertecose do estroma ovariano em mulheres na pós-menopausa / Contribution of clinical features, hormonal profile and radiological studies in the differential diagnosis of the virilizing ovary tumor and ovarian stromal hyperthecosis of postmenopausal womenViviane dos Reis Vieira Yance 02 August 2016 (has links)
Introdução: Hiperandrogenemia associada a sinais clínicos de virilização na mulher após a menopausa é uma condição rara e pouco estudada. Os tumores ovarianos secretores de andrógenos (TOSA) e a hipertecose do estroma ovariano (HPT) são as etiologias mais frequentes de hiperandrogenismo nesta faixa etária. A diferenciação entre estas duas condições é difícil, pois as manifestações clínicas são semelhantes e caracterizadas por hirsutismo, alopecia androgênica, clitoromegalia, hipertrofia muscular e agravamento da voz. O perfil hormonal das mulheres pós-menopausadas com TOSA e HPT pode não ser um parâmetro ideal para discriminar estas duas condições. Além disso, os estudos de imagem podem não caracterizar com precisão estas lesões ovarianas. Devido às dificuldades, em estabelecer o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT, a ooforectomia bilateral é a terapêutica indicada para as mulheres menopausadas com diagnóstico de hiperandrogenismo de origem ovariana; embora na HPT o tratamento clínico com análogo do hormônio liberador de gonadotrofinas (aGnRH) possa ser uma opção terapêutica eficaz. Objetivos: O nosso objetivo foi avaliar a contribuição das características clínicas, do perfil hormonal e dos exames radiológicos para o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT em mulheres na pós-menopausa. Métodos: Trinta e quatro mulheres pós-menopausadas, na faixa etária de 52 a 80 anos de idade, que foram encaminhadas à Unidade de Endocrinologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre 1999 e 2013 por hiperandrogenismo clínico e com diagnóstico histológico de TOSA (13 mulheres) e HPT (21 mulheres) foram avaliadas retrospectivamente. Os diagnósticos histológicos foram revisados e confirmados por um único patologista com experiência em patologia ginecológica. Os dados clínicos de hiperandrogenismo, o perfil hormonal (T, E2, LH, FSH) e as imagens radiológicas pélvicas (Ultrassom transvaginal e Ressonância Magnética, RM) foram obtidos a partir da revisão de prontuários médicos. Resultados: Em relação aos dados da história clínica, não houve diferença significativa entre os dois grupos de pacientes para nenhuma das variáveis clínicas analisadas, exceto para o número de gestações, que foi significantemente maior no grupo com TOSA. Os sinais clínicos de hiperandrogenismo, especialmente agravamento da voz (p < 0,001) e hipertrofia muscular (p = 0,01), foram mais prevalentes no grupo de pacientes com TOSA do que o grupo de HPT. Embora na análise dos parâmetros hormonais, os pacientes do grupo com TOSA tenham apresentado níveis mais elevados de T e E2 e níveis mais baixos de gonadotrofinas (p < 0,01 e p <0,01, respectivamente) do que o grupo de pacientes com HPT, uma grande sobreposição nos níveis hormonais foi observada entre os pacientes dos dois grupos. A RM de pelve apresentou uma boa acurácia para diferenciar os TOSAs da HPT em mulheres pós-menopausadas com hiperandrogenismo. Conclusão: Neste grupo de pacientes, as características que mais contribuíram para o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT foram o agravamento da voz e a hipertrofia muscular, os níveis séricos de testosterona e gonadotrofinas e a presença de nódulo ovariano na RM de pelve. Embora a associação das características clínicas, hormonais e radiológicas contribua para a elaboração de uma hipótese diagnóstica fundamentada, a análise histopatológica continua a ser o padrão ouro para o diagnóstico diferencial de hiperandrogenismo de origem ovariana em mulheres na pós-menopausa / Introduction: The presence of virilizing signs associated to high serum of androgen levels in postmenopausal women is a rare and poorly understood condition. Virilizing ovarian tumors (VOT) and ovarian stromal hyperthecosis (OH) are the most common hyperandrogenism etiologies in the postmenopausal women. The differential diagnosis between the two conditions is often difficult, because they present similar clinical features such as hirsutism, androgenic alopecia, clitoromegaly, muscle hypertrophy and deepening of the voice. The hormonal profile of postmenopausal women with VOT and OH may not be the optimal discriminating factor between these two conditions. Moreover, imaging may not accurately characterize these ovarian lesions. Due to the difficulties in establishing the differential diagnosis between VOT and OH, bilateral oophorectomy is the treatment of choice in postmenopausal women with hyperandrogenism of ovarian origin. However, the treatment with gonadotropin-releasing hormone analogue (GnRHa) might be an effective therapy in women with OH. Objectives: Our aim was to evaluate the contribution of clinical features, hormonal profile and radiological studies in the differential diagnosis between VOT and OH in postmenopausal women. Methods: Thirty-four postmenopausal women ranging from 52 to 80 years of age with clinical hyperandrogenism referred to the Endocrinology Unity of Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, between 1999 and 2013, with diagnosis of VOT (13 women) and OH (21 women) were evaluated retrospectively. Histological diagnoses were reviewed and confirmed by a single pathologist with expertise in gynecologic pathology. Clinical hyperandrogenism data, hormonal status (T, E2, LH, FSH) and the pelvic images (Transvaginal sonography and Magnetic Resonance Image- MRI) findings were obtained from medical records. Results: No clinical data evaluated in the study was significantly different between the two groups of patients. A higher number of pregnancies in the VOT group was observed, which was statistically different from the OH group. The clinical signs of hyperandrogenism, especially deepening of the voice (p < 0.001) and muscle hypertrophy (p = 0.01), were more prevalent in the VOT\'s than OH\'s group. Although, the VOT\'s group showed higher T and E2 levels and lower gonadotropins levels than the OH\'s group (p < 0.01 and p < 0.01, respectively), a great overlap in the hormone levels occur between VOT and OH patients. Pelvic MRI presented a good accuracy to differentiate these two conditions in hyperandrogenic postmenopausal women. Conclusion: In this group of patients, the main features to the differential diagnosis between VOT and OH were deepening of the voice and muscle hypertrophy, serum levels of testosterone and gonadotropins and presence of ovarian nodule in the pelvic MRI. Although the association of clinical, hormonal and radiological features contributes to the differential diagnosis between these two conditions, histopathological analysis remains the gold standard for the differential diagnosis of ovarian hyperandrogenism in post menopausal women
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