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Entre a terra firme e a terra molhada : reprodução social das marisqueiras/catadoras de mangaba do povoado Pontal, SESuzart, Emanuele Maria Leite 26 May 2015 (has links)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / Traditional communities are responsible for the preservation of various ecosystems in which they operate, since they depend almost exclusively or, natural resources available to ensure their social reproduction. Such reproduction generally includes the development of various productive activities and different social actors involved in the community. When it comes to traditional fishing communities, for example, the look, a lot of the time, is directed to the main activity of fish fishing developed by the fisherman. From this, other activities that are related to fishing or not, carried out by women, and that are essential for the social reproduction of communities, become invisible. In otherwise look is that the objective of this study aims to understand the social reproduction of the village women Pontal in the state of Sergipe, from shellfish fishing work and extraction of mangaba. This study was based on ethnographic research, whose focus was, from the very local reality of a social group and its ways of seeing, interpreting and feeling the world, unraveling the complexity of their social practices and their ways of life. To make this possible, semi-structured interviews were carried out with women in the community. Thus, it was found as the practices are developed and shellfish fishing job knowledge and extraction by women of the village, where natural cycles dialogue with the ecological cycles (fishing seasons, mangaba collections seasons). It was noticed also the socio-cultural and economic reproduction built in the community from the development of these two activities that in some months of the year are combined. Finally, we discussed the difficulties and contradictions experienced by women of the town by closing areas to the extraction of mangaba, and the implementation of mariculture ponds nearby communities. / As comunidades tradicionais são responsáveis pela preservação de diversos ecossistemas em que estão inseridas, já que dependem, parcial ou exclusivamente, dos recursos naturais disponíveis para garantir sua reprodução social. Tal reprodução, geralmente, conta com o desenvolvimento de diversas atividades produtivas e diferentes atores sociais envolvidos na própria comunidade. Em se tratando de comunidades pesqueiras tradicionais, por exemplo, o olhar, muitas das vezes, se direciona para a atividade principal da pesca de peixe desenvolvida pelo pescador. A partir disso, atividades outras que possuem relação com a pesca ou não, desenvolvidas por mulheres, e que são essenciais para a reprodução social das comunidades, se tornam invisíveis. Na contracorrente deste olhar é que o objetivo do presente trabalho se propõe a compreender a reprodução social das mulheres do povoado Pontal, no estado de Sergipe, a partir do trabalho da pesca do marisco e da cata da mangaba. O presente trabalho teve como base a pesquisa etnográfica, cujo foco foi, a partir da própria realidade local de um grupo social e de seus modos de ver, interpretar e sentir o mundo, desvendar a complexidade de suas práticas sociais e seus modos de vida. Para que isso fosse possível, foram aplicadas entrevistas semiestruturadas junto às mulheres da comunidade. Sendo assim, constatou-se como são desenvolvidos as práticas e saberes do trabalho da pesca do marisco e da cata pelas mulheres do povoado, em que os ciclos naturais dialogam com os ciclos ecológicos (épocas de pesca, épocas de coletas de mangaba). Percebeu-se também a reprodução sociocultural e econômica construídas na comunidade a partir do desenvolvimento dessas duas atividades que, em alguns meses do ano, se combinam. Por fim, discutiu-se as dificuldades e contradições vivenciadas pelas mulheres do povoado através do fechamento das áreas para a cata da mangaba e da implementação de viveiros de maricultura nas proximidades das comunidades.
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Os conflitos que envolvem as comunidades tradicionais de Barra dos Coqueiros : a dinâmica das catadoras de MangabaBezerra, Marina Franca Lelis 26 June 2015 (has links)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / Não informado / O município de Barra Coqueiros situado no litoral norte do estado de Sergipe, vem
passando por processos de transformações significativas após a edificação da ponte
Construtor João Alves em 2006.O capital imobiliário e grandes empreendimentos
alimentam a especulação imobiliária que tem cada vez mais como área de interesse as
regiões de cultura, trabalho e vida das comunidades tradicionais da região, pescadores,
catadoras de mangaba e pequenos agricultores. As catadoras de mangaba possuem
particularidades que entrelaçam uma atividade hegemonizada por mulheres, com grande
significado econômico e simbólico para a população. A pesquisa avalia assim o cenário
de conflito e seus três atores centrais: as comunidades tradicionais, sobre a ótica das
catadoras de mangaba, o capital imobiliário e o estado. O método de pesquisa lançou
mão de princípios e ferramentas da pesquisa ação, como rodas de conversa, entrevista
com lideranças, oficina de teatro do oprimido, observação participante, pesquisa
documental e bibliográfica. Atividades que tiveram como alvo os três povoados de
maior concentração das comunidades tradicionais: Capoã, Olhos D´Água e Jatobá. Os
resultados obtidos apontam para a percepção e discussão clara da situação de crescente
restrição do meio de vida por parte das comunidades, que não levaram sua problemática
ao ponto de enfrentamento orgânico do conflito territorial, porém compreendem a
necessidade conservação e conquista de áreas para o extrativismo. De modo que o poder
estatal não apenas se omite das necessidades e demandas reivindicadas pelas catadoras
de mangaba e demais extrativistas, ainda que de forma incipiente e isolada, bem como
cria condições para ao avanço e estruturação predatória do capital imobiliário, através
de alterações da legislação municipal sem transparência e participação popular.
Concluímos assim que há uma necessidade de fortalecer as organizações das
comunidades tradicionais e promover a apropriação dos povos de seus direitos e seu
processo histórico de segregação do acesso à terra e ao território, para que assim haja
participação conscientes e ativa em defesa do modo de vida das catadoras de mangaba e
conservação das áreas nativas.
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Processos participativos na produção audiovisual: o caso do vídeo mulheres mangabeiras, de SergipeSilva, Ana Lúcia Assunção da 21 February 2014 (has links)
The research aims at investigate the production process of the video |Mulheres Mangabeiras| (mangaba pickers women) in order to verify whether and how there was use of participatory methods. This is a qualitative and descriptive research, based on methodological procedures such as literature review and data collection through open interviews. Data analysis layed upon extracts from women speeches, which contains indicators about their involvement in ex tractive production, as well as their perceptions about public visibility and empowerment offered by the video production. The results show that mangabeiras were protagonists in a kind of participatory communication, pointing to the potential of participatory processes in audiovisual production as a reaffirmation of individual and collective identities, which also brings out critical mind, dialogue promotion and a conflict management tool. / A pesquisa tem como objeto a investigação do processo produção do vídeo "Mulheres Mangabeiras", visando verificar se e como houve emprego de métodos participativos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, tendo como procedimentos metodológicos a revisão bibliográfica e a pesquisa de campo através de entrevistas abertas. A análise dos dados, realizada a partir de extratos de indicadores nas falas, buscou verificar o tipo de participação dessas extrativistas na produção, bem como suas percepções acerca da visibilidade pública e das ações de empoderamento proporcionadas pelo vídeo. Os resultados demonstram que as mangabeiras foram protagonistas de um tipo de comunicação participativa, apontando para as potencialidades dos processos participativos na produção audiovisual enquanto ferramenta de reafirmação de identidades individuais e coletivas, reflexão crítica, promoção de diálogo e administração de conflitos.
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Processos participativos na produção audiovisual: o caso do vídeo mulheres mangabeiras, de SergipeSilva, Ana Lúcia Assunção da 21 February 2014 (has links)
The research aims at investigate the production process of the video |Mulheres Mangabeiras| (mangaba pickers women) in order to verify whether and how there was use of participatory methods. This is a qualitative and descriptive research, based on methodological procedures such as literature review and data collection through open interviews. Data analysis layed upon extracts from women speeches, which contains indicators about their involvement in ex tractive production, as well as their perceptions about public visibility and empowerment offered by the video production. The results show that mangabeiras were protagonists in a kind of participatory communication, pointing to the potential of participatory processes in audiovisual production as a reaffirmation of individual and collective identities, which also brings out critical mind, dialogue promotion and a conflict management tool. / A pesquisa tem como objeto a investigação do processo produção do vídeo "Mulheres Mangabeiras", visando verificar se e como houve emprego de métodos participativos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, tendo como procedimentos metodológicos a revisão bibliográfica e a pesquisa de campo através de entrevistas abertas. A análise dos dados, realizada a partir de extratos de indicadores nas falas, buscou verificar o tipo de participação dessas extrativistas na produção, bem como suas percepções acerca da visibilidade pública e das ações de empoderamento proporcionadas pelo vídeo. Os resultados demonstram que as mangabeiras foram protagonistas de um tipo de comunicação participativa, apontando para as potencialidades dos processos participativos na produção audiovisual enquanto ferramenta de reafirmação de identidades individuais e coletivas, reflexão crítica, promoção de diálogo e administração de conflitos.
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