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Construções de significados acerca do adoecimento e da morte nas narrativas de crianças com câncerMaria de Aquino Silva, Ana 31 January 2010 (has links)
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Previous issue date: 2010 / Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / As narrativas surgem para ordenar a experiência alterada por uma ruptura no seu
estado normal ou canônico. Uma vez que o câncer pode ser considerado uma
experiência excepcional e que remete à possibilidade de morte, partimos do
princípio de que crianças que se encontram frente a esta realidade constroem
narrativas para tentar explicar o que acontece com elas. A partir disso surgiu o
interesse de estudar a seguinte faceta da criança doente e sua relação com a
morte: as construções de significados. Para tanto optamos por fazer uso da
narrativa a fim de adentrarmos no processo de construção de significados. A
questão norteadora de nosso estudo foi: crianças com um maior tempo de
tratamento e, consequentemente, um maior tempo com uma vida alterada pela
doença, apresentariam em suas narrativas característica(s) que as distinguiriam
das narrativas das crianças com menos tempo de tratamento? Desta forma, o
objetivo deste estudo foi investigar como ocorrem as construções de significados
acerca do adoecimento e da morte nas narrativas de crianças com câncer em
etapas distintas do tratamento oncológico. Para atingir esse objetivo sessões de
brincadeira foram realizadas com seis crianças em tratamento oncológico, 3
crianças em início de tratamento (0-6 meses de tratamento), e 3 crianças com 1-2
anos de tratamento. As sessões de brincadeira foram filmadas e posteriormente
transcritas. O material transcrito das sessões foi inicialmente analisado de acordo
com seu tema. Em um segundo momento, categorizamos esse material como
sendo narrativa ou não. Em seguida, das narrativas identificadas, selecionamos
aquelas que remetiam ao foco de nosso estudo: adoecimento e morte, e
realizamos a análise da enunciação destas. A análise dos dados demonstrou que
as crianças com um maior tempo de tratamento apresentam a tendência de
finalizar suas narrativas com a morte de seus personagens e que as crianças com
menos tempo de tratamento tendem a apresentar narrativas que relacionam a
quimioterapia ao mal-estar que ela ocasiona, assim como narrativas que
relacionam a sua doença a uma constante monitoração com as taxas relativas à
imunidade. Esses resultados apontam para a necessidade de uma maior atenção à
forma como as crianças falam do seu adoecimento e da subsequente possibilidade
de morte no decorrer do tratamento oncológico, a fim de que possamos atentar
para a diversidade dos momentos de tratamento, compreendendo que esses
configuram diferentes relações da criança para com sua doença e a morte
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As múltiplas faces do voluntariado: a profissionalização e a humanização do tratamento do câncer infantilSoares de Lima Barbosa, Vilma 31 January 2010 (has links)
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Previous issue date: 2010 / Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / Nesse estudo objetivamos explicar a complexidade do voluntariado à luz do sistema da
dádiva. Isso nos levará a aprofundar como a crescente racionalização e
instrumentalização do voluntariado vem influenciando duas organizações voluntárias
NACC e o GACC -, que direcionam suas atividades para pacientes com câncer.
Centrando a nossa discussão nos mecanismos institucionais e nas relações interpessoais
entre os sujeitos voluntários, profissionais, público-alvo e gestores pretendemos
explicitar como as organizações resolvem o dilema de se institucionalizarem, sem
marginalizarem sua missão. Partimos da hipótese de que embora, o processo de
profissionalização imponha suas lógicas neste setor, existe uma demanda por criação de
vínculos e valorização da pessoa, tão necessária quanto à sustentabilidade financeira das
organizações. A nossa pesquisa caracteriza-se como analítica e de aporte qualitativo,
tendo como técnicas centrais a entrevista e a observação participante realizada nas
instituições pesquisadas. Como ancore teórico-analítico associamos as discussões sobre
a ação social e racionalidade elaboradas por Max Weber (2000); Habermas (1987) e
Boaventura Santos (2009) ao circuito da dádiva na modernidade (Mauss, 1970; Caillé,
2002; Godbout, 1999; Martins, 2002). Nesta perspectiva, identificamos que as relações
de dádiva estabelecidas no cotidiano entre os agentes impedem que as organizações
priorizem a eficiência dos serviços e a burocratização das atividades em detrimento das
relações de proximidade. Ao ultrapassarmos explicações reducionistas, identificamos a
coexistência de lógicas distintas que caracteriza essas organizações como um espaço
híbrido. Espaço, complexo e heterogêneo, em que a instrumentalização das ações e a
formalização das relações, convivem com o caráter espontâneo e a informalidade dos
vínculos, que marcam a origem das instituições pesquisadas. Os dados da pesquisa nos
permitiram inferir que as instituições ao vislumbrar o paciente como um ser total ,
resgatando as relações de proximidade, e acolhendo as demandas simbólicas dos
usuários, relevam a complexidade do adoecer. Isso significa que se exige doar-se ao
outro não apenas em função dos resultados da ação, mas pelo compromisso e pela
obrigação que assumiu com este, ainda que o paciente caminhe inexoravelmente para a
morte. Com base nas constatações, concluímos que, o tratamento do câncer infantil
humanizado exige formas associativas híbridas, nas quais a busca de procedimentos
instrumentais administrativos e a contratação de profissionais especializados precisa se
adequar a necessidade da qualidade humana dos vínculos
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