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Lá onde há poder, há resistência : a resistência no pensamento de Michel Foucault no período de 1975-1976 / There where there is power, there is resistance : the resistance in the thought of Michel Foucault during the period of 1975-1976

Branco, Rosele Maria 13 May 2013 (has links)
Made available in DSpace on 2016-04-27T17:27:04Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Rosele Maria Branco.pdf: 598972 bytes, checksum: 5dc50656a7720ccf990bb04f4ec52ce6 (MD5) Previous issue date: 2013-05-13 / The objective of this dissertation is to comprehend the meaning of the resistance through a reading of Surveiller et punir and La volonté de savoir: Histoire de la sexualité 1, by Michel Foucault. Based on the historic studies about the powers and the knowledges, submitted in those two books and in other texts by the author, during the period of 1975-1976, considered the questions how is it possible to resist? which perspectives of resistance Foucault proposed? This started from the dynamic aspect of the conception of power sustained by him, understood as relations of forces, and the critical stance they take their genealogical analysis, to try to build models of resistance. It defends the rapprochement between the two books, through the link of modalities of power they exhibit the disciplinary power and the biopolitics. The term resistance means pointing out the openings in the power relations that could carry out the transformative struggles. This work contributed to the reconstruction of various forms of resistant attitudes, perceived at two levels. A most exemplary level of perception, in Surveiller et punir, gathers forms of possible reactions to the attributes of disciplinary power. In another more general, in La volonté de savoir, the types of resistance are constituted as key to intelligibility situations in opposition to power, as an instrument for interpreting the strategic positioning of the discourses and also as inspiration for renovating attitudes. The elements of the art of living, inserted in the reflections on biopolitics, refer to later developments in the thought of Michel Foucault, concerning the theme of the resistances / O objetivo desta dissertação é compreender o significado da resistência a partir de uma leitura de Surveiller et punir e de La volonté de savoir: Histoire de la sexualité 1, de Michel Foucault. Com base nos estudos históricos sobre os poderes e os saberes, apresentados nestes dois livros e em outros textos do autor, no período de 1975-1976, considerou-se as perguntas como é possível resistir? quais perspectivas resistentes Foucault propôs? Partiu-se do aspecto dinâmico da concepção de poder sustentada por ele, compreendida como relações de forças, e do posicionamento crítico que tomam suas análises genealógicas, para tentar construir modelos de resistência. Defende-se a aproximação entre os dois livros, através da articulação das modalidades de poder que apresentam o poder disciplinar e a biopolítica. O termo resistência designa a assinalação das aberturas nas relações de poder que poderiam levar adiante as lutas transformadoras. O presente trabalho contribui para a reconstituição de várias formas de atitudes resistentes, percebidas em dois níveis. Um nível de percepção mais exemplar, em Surveiller et punir, reúne formas de reações possíveis aos atributos do poder disciplinar. Noutro mais geral, em La volonté de savoir, os tipos de resistência são constituídos como chave de inteligibilidade para as situações de oposição ao poder, como instrumento de interpretação do posicionamento estratégico dos discursos e, ainda, como inspiração para atitudes renovadoras. Os elementos da arte de viver, inseridos nas reflexões sobre a biopolítica, encaminham aos desdobramentos posteriores no pensamento de Michel Foucault, concernente ao tema das resistências
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Natureza e verdade: a pedagogizaÃÃo ambiental da sociedade contemporÃnea / Nature and truth: pedagogization environment of contemporary society

Paulo Rodrigues dos Santos 06 February 2013 (has links)
Conselho Nacional de Desenvolvimento CientÃfico e TecnolÃgico / A questÃo ambiental tornou-se, na contemporaneidade, um fenÃmeno cultural planetÃrio que afeta atà mesmo nossa condiÃÃo de sujeito. InstituÃda como governamentalidade ambiental, tem como suporte um complexo saber-poder - o dispositivo da natureza - que se impÃe como mecanismo de controle das relaÃÃes com a natureza, cuja emergÃncia, formaÃÃo e funcionalidade sÃo analisadas nessa investigaÃÃo, com base na ―arqueogenealÃgica‖ formulada por Michel Foucault. A verdade ambiental à a luz comum de governantes e governados e requer, de um e de todos, o dever de salvar o planeta,de cuidar da natureza, de fazÃ-la viver. Uma natureza frÃgil, adoecida, em perigo, sob o signo da finitude surge, nos dias de hoje, como passivo de uma humanidade subjetivada como poluidora. Uma complexa estrutura educacional, constituÃda por mÃquinas imagÃticas discursivas e tÃcnicas polÃticaspedagogiza a sociedade, formando e controlando modos de pensar e agir, desejar e imaginar, consumir e produzir, de lucrar segundo a racionalidade ambiental, que se efetiva como verdade cientÃfica e norma Ãtica, valor e padrÃesde condutas para se habitar o Planeta. O capitalismo, sob a Ãtica ambiental, à a fonte nÃo da desestabilizaÃÃo das relaÃÃes com a natureza, mas de recursos para a reversÃo da crise ambiental, com base na ―hiper-industrializaÃÃo‖, ―ecologizaÃÃo‖ da economia e na ―economizaÃÃo‖ da ecologia. Apoiada em tÃcnicas polÃticas como a agroecologia, agricultura orgÃnica, permacultura, agricultura natural, entre outras, a racionalidade ambiental subjetiva segmentos populacionais rurais como ―produtores verdes‖ e forma novas ruralidades. Ao mesmo tempo, incita novas condutas e estilos de vida,no meio urbano, com base em mecanismos polÃticos como ―consumo consciente‖, ―troca justa‖, ―lucro verde‖, ―produÃÃo limpa‖ etc. Um mecanismo de poder de gestÃo da temporalidade faz projeÃÃes de prognÃsticos ambientais que preveem acontecimentos de escassez de recursos naturais, como Ãgua e alimentos; a ocorrÃncia de catÃstrofes como degelo, aumento do nÃvel do mar, ondas de frio e de calor, enchentes, inundaÃÃes, desertificaÃÃes, avanÃando em um crescente cuja culminÃncia à o fim da vida, o fim do mundo, a morte da Terra e da natureza que a sustenta. Assim, a governamentalidade ambiental controla o presente, governa populaÃÃes e indivÃduos, empresas e naÃÃes, fazendo prevalecer os interesses da ordem mundial na gestÃo da ordem ambiental. A base dessa racionalidade à o princÃpio de degradaÃÃo, que dispÃe que a destruiÃÃo da natureza à obra de cada um e de todos. Esse princÃpio à a base do saber ambiental; teorias como a da Sociedade de Risco, da ModernizaÃÃo EcolÃgica e do Desenvolvimento SustentÃvel sÃo tributÃrias e disseminamesse princÃpio do discurso ambiental, nas reflexÃes morais, anÃlises polÃticas e no pensamento cientÃfico. A verdade ambiental governa o mundo contemporÃneo, sem ser visibilizada ou contestada. Esse estudo à um contributo para modificar essa situaÃÃo. / The environmental issue became, nowadays, a cultural planetary phenomenon that affects even our subjectivity. Created as environmental governmentality, has as its support a knowledege-power complex â the nature device â that imposes itself as a controlling mechanism of relationships with nature whose emergence, forming and aplication are analyzed in this research based on Michel Foucaultâs âarcheo-genealogyâ. The environmental truth is the common light of rulers and ruled and requires, from each and everyone, the duty to save the planet, to care for nature, to make it live. A weak, sick, endangered nature, under the sign of finiteness emerges, in our times, as a passive of a polluting agent humanity. A complex educational structure composed of visual and discursive apparatuses and technical polictics âpedagogizesâ society, forming and controlling the ways of thinking and acting, desiring and imagining, consuming and producing, of profiting in accordance with a environmental rationality, which becomes effective as a scientific truth and ethical norm, values and conduct standards to inhabit the planet. The capitalism, under the environmental perspective, is not the source of nature relationship destabilisation, but of resources allocated to revert the environmental crisis, based on âhyper-industrializationâ, economy âecologizationâ and ecology âeconomizationâ. Backed by technical polictics as agroecology, organic agriculture, permaculture and natural agriculture, among others, the environmental rationality classifiesrural area population groups as âgreen producersâ and form new rural ways. At the same time, it stimulates new conducts and ways of life in the urban area, based on political mechanisms as âconsumer awarenessâ, âfair exchangeâ, âgreen profitâ, âclean productionâ, etc. A management temporality mechanism makes projections of future perspectives, which predicts events of shortage of natural resources, as water and food; the occurrence of catastrophes like thawing, sea level rising, heat and cold waves, floods disasters, desertification, making an increasing progress whose peak is the end of life, end of world, death of earth and of the nature which nurtures it. In that way, environmental governmentality controls the present, rules populations and individuals, corporations and nations, prevailing the global order interests in managing environmental order. The basis for this rationality is the principle of degradation, which provides that naturedestruction is work of each and everyone. This principle is the basis of the environmental knowledge; Risk Society, Ecological Modernization and Sustainable Development theories contribute to and spread this environmental discourse principle in moral considerations, political analysis and in scientific thought. The environmental truth governs the contemporary world without being visible or challenged. This study is a contribution to change this situation.

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