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Retirada da terapia de manutenção para retinite por citomegalovirus em pacientes com Aids e resposta imunologica a terapia anti-retroviral altamente eficaz (HAART)

Waib, Luis Fernando 22 May 2003 (has links)
Orientador: Sandra Cecilia Botelho Costa / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas / Made available in DSpace on 2018-08-04T19:12:11Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Waib_LuisFernando_M.pdf: 8669077 bytes, checksum: 73f501d02c8e6997923cee3069283d5f (MD5) Previous issue date: 2003 / Resumo: A fim de determinar a segurança da retirada da terapia de manutenção para retinite por CMV em pacientes com AIDS com resposta imunológica decorrente da terapia antiretroviral altamente eficaz (HAART), 35 pacientes com retinite por CMV tratada, em terapia supressiva, com CD4+ maior ou igual a 100 células/mm3 por ao menos três meses e carga viral menor que 30.000 cópias/mm3, foram estudados prospectivamente quanto à recorrência da doença pelo CMV. A terapia de manutenção foi retirada à inclusão, e os pacientes foram monitorizados por ao menos 48 semanas, através de exames clínicos e oftalmológicos, e pela determinação de marcadores de viremia para CMV (antigenemia - pp65), contagem de células CD4+/CD8+ e determinação de carga viral plasmática do IDV. Estudos de resposta linfoproliferativa foram realizados em 26 dos 35 pacientes. Dos pacientes incluídos no estudo, apenas um teve reativação da retinite pelo CMV (retinite) no dia 120 do seguimento. Nenhum paciente apresentou antigenemias positivas, mesmo na presença de doença pelo CMV. Não foi observada correlação entre os resultados de estudos linfoproliferativos e a contagem de CD4+. A partir destes resultados e, de acordo com a literatura, pode-se concluir que a retirada da terapia supressiva é segura nos pacientes com resposta imunológica quantitativa após HAART / Abstract: To determine the safety of CMV maintenance therapy withdrawal in patients with immune recovery after HAART, 35 patients with treated CMV retinitis, on maintenance therapy, with CD4+ cell count greater than 100 cells/mm3 for at least three months and viral load<30000 copies, were prospectively evaluated for the recurrence of CMV disease. Maintenance therapy was withdrawn at inclusion, and patients were monitored for at least 48 weeks by clinical and ophtalmological evaluations, and by determination of CMV viremia markers (antigenemia-pp65), CD4+/CD8+ counts and plasma mv RNA levels. Lymphoproliferative assays were performed on 26/35 patients. From 35 patients included, only one had confirmed reactivation of CMV retinitis, at day 120 of follow-up. No patient returned positive antigenemia tests, even in presence of CMV disease. No correlation between lymphoproliferative assays and CD4+ counts was observed. CMV maintenance therapy discontinuation is safe for those patients with quantitative immune recovery after HAART / Mestrado / Clinica Medica / Mestre em Clinica Medica
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Avaliação da ativação da via UPR (Unfolded Protein Response) em células de indivíduos HIV positivos sob diferentes esquemas terapêuticos

Borsa, Mariana January 2012 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia / Made available in DSpace on 2012-10-26T10:40:25Z (GMT). No. of bitstreams: 1 302478.pdf: 1631379 bytes, checksum: a3c3cfd874fb540789246fcf12ef6437 (MD5) / A via UPR (do inglês Unfolded Protein Response) é uma resposta celular ao acúmulo de proteínas desenoveladas no lúmen do retículo endoplasmático, possuindo três braços (PERK, IRE1 e ATF6) que atuam sinergicamente em controles traducionais e transcricionais com o objetivo de restabelecer a homeostase celular. Os vírus, ao induzirem a célula a produzir proteínas virais, aumentam a carga de proteínas que devem ser dobradas no retículo endoplasmático, frequentemente causando a ativação da via UPR. O presente trabalho teve como objetivo estudar o impacto da infecção do HIV sobre a via UPR em células de indivíduos HIV positivos submetidos a diferentes esquemas terapêuticos. Lisados proteicos provenientes de linfócitos B, linfócitos T CD4+ e monócitos de indivíduos sadios e de pacientes HIV positivos virgens de tratamento, sob tratamento antirretroviral sem inibidor de protease ou com inibidor de protease foram avaliados quanto à presença de proteínas relacionadas à via UPR através de Western Blot. BiP teve expressão significantemente maior em linfócitos B de indivíduos HIV positivos. O fator eIF2., relacionado ao braço PERK, foi detectado em pacientes HIV positivos sob terapia antirretroviral; na sua forma não-fosforilada foi encontrado em monócitos enquanto na sua forma fosforilada e inativada, em linfócitos B e linfócitos T CD4+. P-IRE1 foi expresso em linfócitos B e linfócitos T CD4+ de indivíduos HIV negativos e pacientes HIV positivos, porém esta expressão mostrou-se significantemente maior em células de indivíduos sob tratamento antirretroviral. Células de indivíduos HIV positivos apresentaram ainda níveis de clivagem e ativação de ATF6 significantemente maiores quando comparados a indivíduos sadios. O perfil de ativação da via UPR mostrou-se diferente para indivíduos HIV negativos e HIV positivos e dentre os últimos, indivíduos virgens de tratamento ativaram apenas o braço ATF6 da via UPR, enquanto pacientes sob terapia antirretroviral ativaram os três braços. Os diferentes perfis fenotípicos de expressão de proteínas relacionadas à via UPR parecem estar relacionados à infecção pelo HIV e às cargas virais apresentadas pelos indivíduos HIV positivos, estando estas últimas vinculadas à presença ou não de terapia antirretroviral. / The Unfolded Protein Response (UPR) is a mechanism initiated whenever protein folding in the endoplasmic reticulum (ER) is compromised. The UPR pathway has three sensors of ER stress (PERK, IRE1, and ATF6), which promotes the cell metabolism back to homeostasis through transcriptional and translational controls. Virus leads infected cells to produce a great amount of new proteins, which increases the number of unfolded proteins in the ER lumen and activates the UPR signal pathways. The aim of this study was to analyze the HIV infection impact in the UPR activation in cells from HIV-positive individuals under different antiretroviral therapy. Protein lysates from B lymphocytes, T CD4+ lymphocytes and monocytes from healthy individuals, treatment-naive HIV-positive patients, and HIV-positive patients under antiretroviral therapy with or without protease inhibitors were evaluated about their expression of UPR related proteins. Amounts of BiP were significantly higher in B lymphocytes from HIV-positive individuals when compared to healthy individuals. The eIF2. factor, related to the ER stress PERK sensor, was detected in cells from HIV-positive individuals under antiretroviral therapy; non-phosphorylated eIF2. was found in monocytes whereas its phosphorylated form was expressed in B lymphocytes and T CD4+ lymphocytes. P-IRE1 was expressed in B lymphocytes and T CD4+ lymphocytes from HIV-negative and HIV-positive individuals, however this expression was significantly higher in cells from treated HIV-positive individuals. Cells from HIV-positive patients also showed higher levels of ATF6 cleavage and activation in relation to healthy individuals. The expression profile of UPR related proteins showed to be different in HIV-negative and HIV-positive individuals. Differences were also detected between the expression protein profiles from treatment-naive and treated HIV-positive individuals. In treatment-naive patients only the ATF6 pathway was activated while in HIV-positive patients under antiretroviral treatment all the three ER stress sensors were activated. These non-equal phenotypes of UPR activation seem to be related to the HIV infection and the viral loads presented by the HIV-positive patients, being the number of infective particles in their plasmas connected to the presence of antiretroviral therapy.
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Estudo de fatores solúveis e comportamentais envolvidos na resistência ao HIV em parceiros soronegativos de casais HIV sorodiscordantes

Rosa, Elis Amaral January 2012 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências / Made available in DSpace on 2013-06-25T21:03:01Z (GMT). No. of bitstreams: 1 308833.pdf: 1251787 bytes, checksum: 6c274d33ed40787afced961b4f2c06ac (MD5) / Existem indivíduos que mesmo expostos sexualmente ao HIV não são infectados, como no caso de casais sorodiscordantes. A despeito do contato com o vírus, o parceiro saudável permanece soronegativo e os mecanismos envolvidos nessa possível resistência seguem pouco esclarecidos. Fatores genéticos, imunológicos, virológicos e comportamentais podem estar envolvidos nesta proteção. Assim, o presente trabalho buscou avaliar e comparar hábitos de vida e moléculas relacionadas ao sistema imune de 9 casais sorodiscordantes e 12 indivíduos saudáveis, os quais foram divididos em três grupos: parceiros soropositivos, parceiros soronegativos e controle. Os voluntários responderam a um questionário sócio-comportamental e cederam amostras de sangue periférico e saliva. No plasma e saliva foram quantificadas as ?-defensinas HBD2 e HBD3 através de ensaios de ELISA e as ?-quimiocinas RANTES, MIP1-?, eotaxina-1 e MCP-1 através de ensaios de CBA. Entre os grupos não houve diferença significativa na média de idade, tempo de relacionamento, gênero, índice de massa corporal, prática de atividade física e ingestão de álcool. O consumo de carne vermelha foi maior e o de cereais menor entre os indivíduos soronegativos. Somente entre os casais sorodiscordantes houve transfusões sanguíneas, tabagismo e uso de drogas recreativas. Não foram observadas diferenças significativas nas concentrações de HBD2 e MIP1-? entre os grupos avaliados. Os soropositivos apresentaram menores concentrações de HBD3 na saliva e maiores concentrações de RANTES no plasma. Não se observou expressão aumentada de HBD2, HBD3, RANTES ou MIP1-? entre os expostos e não soroconvertidos embora tais moléculas tenham sido descritas como capazes de inibir a replicação viral. Em contrapartida, MCP-1 e eotaxina-1 foram observadas em maiores concentrações no plasma dos indivíduos soronegativos, indicando que estas moléculas podem estar relacionadas à proteção contra o HIV. Por conseguinte, a resistência ao HIV é potencialmente conferida por uma gama de fatores e estudos que demonstrem a contribuição de diferentes moléculas aos mecanismos de resistência são muito importantes na compreensão da dinâmica da infecção viral. / Some individuals are exposed to HIV but not become infected, as in serodiscordant couples. Despite the contact with the virus, the healthy partner remains seronegative and the mechanisms involved in this resistance are poorly understood. Genetic, immunological, virological, and behavioral factors may be involved in this protection. Thus, this study aimed to evaluate and compare lifestyles and immunological molecules of 9 serodiscordant couples and 12 healthy individuals, which were divided into three groups: seropositive partners, seronegative partners and controls. The volunteers answered a social and behavioral questionnaire and donated peripheral blood and saliva samples. â-defensins HBD2 and HBD3 were quantified in plasma and saliva by ELISA assays and â-chemokines RANTES, MIP1-â, eotaxin-1 and MCP-1 by CBA. There was no significant difference among the groups related to averages of age, time of relationship, gender, alcohol consumption, body mass index and physical activity. The consumption of red meat was higher within seronegative group, while they consumed cereals less frequently. Only serodiscordant couples had received blood transfusion and consumed drugs or cigarettes. There were no significant differences in HBD2 and MIP1-â concentrations among the groups. The seropositives partners had lower concentrations of HBD3 in saliva and higher concentrations of RANTES in plasma. Although described in the literature as able to inhibit viral replication, an increased expression of HBD2, HBD3, RANTES or MIP1-â between the exposed seronegative individuals was not observed. However, eotaxin-1 and MCP-1 were observed in higher concentrations in plasma of seronegative partners. Therefore, the resistance to HIV is likely due to a range of factors, and studies that demonstrate the contribution of different molecules to the virus resistance mechanisms are considerably important to understand the dynamic of viral infection.
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Influência do tratamento com inibidores da protease do Vírus da Imunodeficiência Humana sobre funções dos macrófagos peritoneais murinos incubados in vitro com Leishmania (L.) amazonensis

Alves, Érica Alessandra Rocha 19 December 2013 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Patologia Molecular, 2013. / Submitted by Diego Araújo Campos (diegoa@bce.unb.br) on 2014-05-29T16:09:51Z No. of bitstreams: 1 2013_ÉricaAlessandraRochaAlves.pdf: 2385299 bytes, checksum: 03bdd9a5cec34798dfe49b99c553f60e (MD5) / Approved for entry into archive by Guimaraes Jacqueline(jacqueline.guimaraes@bce.unb.br) on 2014-05-29T16:19:46Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2013_ÉricaAlessandraRochaAlves.pdf: 2385299 bytes, checksum: 03bdd9a5cec34798dfe49b99c553f60e (MD5) / Made available in DSpace on 2014-05-29T16:19:46Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2013_ÉricaAlessandraRochaAlves.pdf: 2385299 bytes, checksum: 03bdd9a5cec34798dfe49b99c553f60e (MD5) / Alguns estudos têm demonstrado que os inibidores da protease do VIH modulam várias funções do sistema imunitário, porém não se sabe ainda se estes medicamentos podem modificar a resposta de defesa contra as leishmânias. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do tratamento com os inibidores da protease do VIH lopinavir/ritonavir e atazanavir sobre funções dos macrófagos durante as primeiras horas de interação com as leishmânias. Utilizamos macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c, tratados por 10 dias, por via oral, com lopinavir/ritonavir (200/50 mg/Kg) e atazanavir (90 mg/Kg), que foram infectados ou não in vitro com um menor (proporção 2:1) e um maior número (proporção 10:1) de promastigotas de L. (L.) amazonensis e que denominamos condições subótimas e ótimas, respectivamente. Analisamos o efeito desses medicamentos sobre o índice de infecção, a capacidade de aderência, a viabilidade dos macrófagos, a viabilidade das leishmânias, a produção de moléculas microbicidas, a produção de citocinas, a expressão de corpúsculos lipídicos, e parte das vias de sinalização intracelular do NF-B e PPAR-. O índice de infecção e o número de macrófagos aderentes foram avaliados por microscopia ótica, após coloração com Giemsa 10%. O percentual de macrófagos viáveis foi analisado por microscopia de fluorescência, após coloração com laranja de acridina (5 mg/mL). A viabilidade dos parasitos foi estimada contando-se, em câmara de Neubauer, o número de parasitos que proliferaram a partir das amastigotas recuperadas dos macrófagos infectados. A produção de óxido nítrico (NO) e peróxido de hidrogênio (H2O2) foi determinada pelos métodos de Griess e Pick, respectivamente. A produção das citocinas IL-1, IL-6, IL-12p70, TNF-α e IL-10 foi analisada pela técnica de ELISA. A influência dos medicamentos sobre a expressão dos corpúsculos lipídicos foi analisada tanto por microscopia ótica, após coloração com Oil Red O, quanto por microscopia confocal, após coloração com Bodipy e as vias do NF-B e PPAR- foram investigadas por microscopia confocal e quantificadas utilizando o software ImageJ. O número de células recuperadas da cavidade peritoneal dos camundongos BALB/c tratados com LPV/RTV (p=0,003) e ATV (p=0,003) foi menor do que o número recuperado dos animais que foram tratados com salina. O índice de infecção dos macrófagos dos camundongos tratados com LPV/RTV foi maior do que o dos macrófagos dos animais tratados com salina, tanto quando as células foram incubadas com um menor número de parasitos (p=0,0005) como quando foram incubadas com um maior número de leishmânias (p=0,004). Em ambos os casos, esse aumento foi ocasionado por uma elevação do percentual de macrófagos infectados por L. (L.) amazonensis (p<0,05), porém quando a infecção foi feita com um menor número de parasitos, também deveu-se a uma elevação do número médio de L.(L.) amazonensis interiorizada por macrófago (p=0,004). Diferentemente, o índice de infecção dos macrófagos dos camundongos tratados com ATV somente foi maior do que o dos macrófagos dos animais tratados com salina quando as células foram incubadas com um menor número de leishmânias (p=0,04) e esse aumento foi ocasionado por uma elevação do percentual de células infectadas por L. (L.) amazonensis (p=0,02). Quando as células foram incubadas com um maior número de parasitos, ambos os medicamentos não influenciaram a viabilidade dos macrófagos, bem como sua capacidade de aderência ao vidro, entretanto tanto o LPV/RTV quanto o ATV aumentaram a capacidade de aderência dos macrófagos que foram incubados com um menor número de leishmânias (p=0,02). Um maior número de parasitos proliferaram a partir dos macrófagos dos animais tratados com LPV/RTV e ATV em todos os dias analisados, sendo que no terceiro dia de cultivo, foram recuperadas 45,1% (p=0,001) e 56,4% (p=0,001) mais promastigotas/mL a partir dos macrófagos dos animais tratados com antiretrovirais do que daqueles provenientes dos animais tratados com salina. Os antiretrovirais não influenciaram a produção de H2O2 pelos macrófagos. Quando os macrófagos foram incubados com um menor número de parasitos, a infecção com pelas leishmânias deprimiu a produção do NO (p=0,054), entretanto o tratamento com LPV/RTV (p=0,03) aumentou a produção desse reativo de nitrogênio pelos macrófagos incubados com leishmânias em relação aos macrófagos dos animais que foram tratados com salina. Ambos os medicamentos não interferiram na produção de IL-23, IL-6 e na expressão dos corpúsculos lipídicos pelos macrófagos incubados ou não com as leishmânias. A infecção dos macrófagos pela incubação com um maior número de parasitos deprimiu a produção de IL-12p70 pelos macrófagos dos camundongos tratados com ATV (p=0,058). A incubação dos macrófagos com um maior número de parasitos acarretou uma diminuição da produção do TNF-α pelos macrófagos dos camundongos tratados com salina (p=0,047). O tratamento com ATV deprimiu a produção de TNF-α pelos macrófagos (p<0,0001), entretanto houve um aumento da produção do TNF-α após incubação in vitro com as leishmânias (p=0,025), porém, sem ultrapassar os níveis máximos observados nos animais não tratados. Ambos os tratamentos reduziram a produção de IL-10 pelas células que foram incubadas apenas com o meio de cultura (p=0,01), e essa produção se manteve baixa mesmo quando os macrófagos foram incubados com um maior número de leishmânias. O tratamento com o ATV estimulou a translocação do NF-B p65 do citoplasma para os núcleos dos macrófagos incubados apenas com o meio de cultura e favoreceu a translocação mais precoce desse fator de transcrição para os núcleos dos macrófagos incubados com um menor número de parasitos. A infecção com um maior número de leishmânias diminuiu a translocação do NF-B RelB do citoplasma para os núcleos dos macrófagos nos animais tratados com o LPV/RTV (p=0,0001) e ainda a expressão citoplasmática do NF-B RelB nos animais tratados com o atazanavir (p=0,0003). A infecção dos macrófagos com uma maior número de leishmânias aumentou a expressão citoplasmática do PPAR- nos animais tratados com ATV (p=0,02), sem modificar a translocação do PPAR- do citoplasma para os núcleos dos macrófagos. Os nossos resultados mostraram que os inibidores da protease do VIH influenciaram diversos mecanismos de defesa inato que são importantes para a imunidade e imunopatogenia das leishmanioses. Embora esses medicamentos sejam altamente efetivos para controlar a replicação do Vírus da Imunodeficiência Humana, é possível que essas drogas possam influenciar o curso clínico das leishmanioses nos indivíduos coinfectados pelo VIH e Leishmania. ___________________________________________________________________________________ ABSTRACT / Some studies have shown that HIV protease inhibitors modulate many functions of the immune system, but it is unknown whether these drugs may influence the defense response against Leishmania. Therefore, the aim of this research was to evaluate the influence of the treatment with the HIV protease inhibitors lopinavir/ritonavir and atazanavir on macrophage functions during its first interaction with Leishmania. We used peritoneal macrophages from BALB/c mice treated orally, for 10 days, with lopinavir/ritonavir (200/50 mg / kg) and atazanavir (90 mg/kg ), which were infected or not in vitro with a low (2:1) or high (10:1) amount of promastigotes of L. ( L. ) amazonensis. We analyzed the effect of these drugs on infection index, viability of macrophages, adhesion capacity, viability of Leishmania, production of microbicidal molecules and cytokines production, expression of lipid bodies and NFB and PPAR- intracellular signaling pathways. The infection index and the number of adherent macrophages were evaluated by light microscopy after staining with 10% Giemsa solution. The percentage of viable macrophages were assessed by fluorescence microscopy after staining with acridine orange (5 mg/mL). The viability of the parasites was determined by counting the number of parasites that proliferated in culture after recovered from infected macrophages using a Neubauer chamber. The production of nitric oxide (NO) and hydrogen peroxide (H2O2) was determined by Griess and Pick methods, respectively. The production of IL-1 , IL-6 , IL-12p70, TNF-α and IL-10 was assessed by ELISA. The influence of the drugs on the NF-B and PPAR- signaling pathways was investigated by confocal microscopy, whereas the expression of lipid bodies was studied by optical microscopy, after staining with Oil Red, and by confocal microscopy, after staining with Bodipy. The number of cells recovered from peritoneal cavity of LPV/RTV treated-BALB/c mice (p=0.003) and ATV-treated-BALB/c mice (p=0.003) was lower than the number recovered from animals treated with saline. The infection index of macrophages from LPV/RTV-treated animals was higher than that of macrophages from saline-treated animals, both when cells were incubated with a low amount of parasites (p=0.0005) as when they were incubated with a high amount of Leishmania (p=0.004). In both cases, this elevation was due to an increase in the percentage of macrophages infected by L. (L.) amazonensis (p<0.05), but when infection was performed with a low amount of parasites, was also due to the increase in the average number of L. (L.) amazonensis by macrophage (p=0.004). Differently, the infection index of macrophages from ATV-treated mice was only higher than that of macrophages from animals treated with saline when cells were incubated with a high amount of Leishmania (p=0.04), and this elevation was due to the increase of the percentage of macrophages infected by L. (L.) amazonensis (p=0.02). When cells were incubated with a high amount of parasites, no treatment influenced the viability of macrophages as well as their abilities to adhere to glass slides, however LPV/RTV and ATV increased adhesion capacity of macrophages when they were incubated with a low amount of parasites (p=0.02). An increased number of Leishmania proliferated after recovered from macrophages of mice treated with antiretrovirals, and on third day in culture, 45.1% (p=0.001) and 56.4% (p=0.001) more promastigotes/mL were recovered from macrophages of LPV/RTV- and ATV- treated mice than from saline-treated mice. Both drugs did not influence H2O2 production by macrophages. Leishmania infection decreased NO production by macrophages treated with saline (p=0.054), however, when macrophages were incubated with a low amount of parasites, the NO production by macrophages from LPV/RTV-treated mice (p=0.03) was higher than the NO production by macrophages from saline-treated mice. Both drugs did not influence the production of IL-23, IL-6 and the expression of lipid bodies by macrophages incubated with or without Leishmania. The infection of macrophages with a high amount of parasites decreased the IL- 12p70 production by macrophages from ATV-treated mice (P=0.058). The infection of macrophages with a high amount of parasites decreased TNF-α production by macrophages from saline-treated mice (P=0.047). The ATV treatment decreased the production of TNF-α by macrophages (p<0.0001), however, there was an increased production of TNF-α after incubation in vitro with a high amount of Leishmania (p=0.025), however, without exceeding the TNF-α levels observed in macrophages from untreated animals. Both treatments reduced the production of IL-10 when cells were incubated only with culture medium (p=0.01) that remained low even when macrophages were incubated with a high amount of Leishmania. The treatment with ATV stimulated NF-B p65 nuclear translocation when macrophages were incubated in medium and favored an earlier nuclear translocation of this transcription factor when macrophages were incubated with a low amount of parasites. Infection with a high amount of parasites decreased the nuclear translocation of NF- RelB B in macrophages recovered from LPV/RTV-treated animals (p=0.0001) and also the cytoplasmic expression of NF-B RelB when macrophages were recovered from atazanavir-treated animals (p=0.0003). Infection of macrophages with a high amount of Leishmania increased cytoplasmic expression of PPAR- when macrophages were derived from ATV treated-mice (p=0.02), without changing the cytoplasm-to-nucleus PPAR- translocation in macrophages. Our results showed that HIV protease inhibitors were able to influence the innate defense mechanisms, which are important for immunity and immunopathogenesis of leishmaniasis. Although these drugs are highly effective in controlling the HIV replication, it is possible that they may influence the clinical course of leishmaniasis in individuals HIV and Leishmania coinfected.
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Rifapentina no tratamento da infecção latente de tuberculose na população geral e em pessoas vivendo com HIV/AIDS : síntese das evidências

Vidal, Júlia Souza 17 July 2014 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, 2014. / Submitted by Ana Cristina Barbosa da Silva (annabds@hotmail.com) on 2014-10-14T18:50:40Z No. of bitstreams: 1 2014_JuliaSouzaVidal.pdf: 914586 bytes, checksum: cdd529fce2b521a476fb170770dbcc2e (MD5) / Approved for entry into archive by Guimaraes Jacqueline(jacqueline.guimaraes@bce.unb.br) on 2014-10-15T15:02:02Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2014_JuliaSouzaVidal.pdf: 914586 bytes, checksum: cdd529fce2b521a476fb170770dbcc2e (MD5) / Made available in DSpace on 2014-10-15T15:02:02Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2014_JuliaSouzaVidal.pdf: 914586 bytes, checksum: cdd529fce2b521a476fb170770dbcc2e (MD5) / A infecção latente da tuberculose (ILTB) e a coinfecção com HIV são desafios para o controle da tuberculose. O objetivo do presente estudo foi avaliar e sintetizar as informações disponíveis na literatura sobre o tratamento da ILTB na população geral e em pessoas que vivem com HIV/AIDS para subsidiar a decisão do Programa Nacional de Controle da Tuberculose quanto à quimioprofilaxia secundária da ILTB. Foram pesquisadas as bases MEDLINE, Cochrane Library, Centre for Reviews and Dissemination, EMBASE, LILACS, SCIELO, Tripdatabase, National Guideline Clearinghouse e Portal de Teses e Dissertações para identificar revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e diretrizes clínicas que avaliassem o tratamento da ILTB. A qualidade das evidências de ensaios clínicos randomizados foi avaliada por meio da escala de Jadad, e a qualidade das recomendações de outras fontes de evidências por meio da abordagem do GRADE – Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation. As evidências disponíveis sugerem que não há diferença entre o tratamento de curta duração com rifapentina e a terapia preconizada, de 6 meses de isoniazida, na redução da incidência de tuberculose ativa ou mortalidade. A adesão foi melhor com a administração de rifapentina diretamente observada em comparação à isoniazida autoadministrada. A qualidade da evidência é moderada ou baixa. Rifapentina é recomendada por uma diretriz com base nessa qualidade da evidência. Os dados disponíveis são escassos e de qualidade moderada ou baixa, e os estudos em andamento também são abertos. As evidências disponíveis podem parecer insuficientes para apoiar a incorporação de rifapentina para ILTB na população geral e em pessoas que vivem com HIV/AIDS, mas aspectos como taxa de adesão, viabilidade da implementação, custos e peculiaridades locais devem ser considerados no momento da decisão. __________________________________________________________________________ ABSTRACT / Latent tuberculosis infection (LTBI) and HIV-coinfection are challenges to tuberculosis transmission control. We aimed to assess and synthesize the information available in the literature regarding the treatment LTBI in both general and HIV-positive population to support the Brazilian Tuberculosis Control Program decision-making for LTBI secondary chemoprophylaxis. We searched MEDLINE, Cochrane Library, Centre for Reviews and Dissemination, EMBASE, LILACS, SCIELO, Tripdatabase, National Guideline Clearinghouse and Brazilian Thesis Repository to identify systematic reviews, randomized clinical trials and clinical guidelines that assessed the LTBI pharmacological treatment. Quality of evidence from randomized clinical trials was assessed by using Jadad Scale and recommendations from other evidence sources by the Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE) approach. The available evidences suggest that there are no differences between rifapentine short course treatment and the standard 6-month therapy with isoniazid in reducing active tuberculosis incidence or death. Adherence was better with directly observed therapy rifapentine compared to self-administered isoniazid. The quality of evidence is moderate or low. Rifapentine is recommended by one guideline based on this quality of evidence. Evidence available is scarce and of moderate or low quality, and ongoing trials are design as open label. Available evidences may seem insufficient to support rifapentine incorporation for LTBI in general and HIV-positive populations, but aspects such as adherence rates, implementation feasibility, costs and local particularities should be considered in the decision-making process.
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Efeito da N-acetil cisteína em pacientes com AIDS que fazem uso da terapia anti-retroviral

Ávila Júnior, Silvio January 2001 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Farmácia / Made available in DSpace on 2012-10-18T12:42:01Z (GMT). No. of bitstreams: 0Bitstream added on 2014-09-25T21:52:40Z : No. of bitstreams: 1 181633.pdf: 898157 bytes, checksum: d0fa69a76dfde3ffef642b9afbf2a099 (MD5)
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Estudo da frequencia do alelo mutante delta 32 do gene CCR5 em uma produção de individuos infectados pelo virus da imunodeficiencia humana (HIV) atendidos no HC/UNICAMP

Fissore, Andrea Carla 26 July 2018 (has links)
Orientador: Marcelo de Carvalho Ramos / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas / Made available in DSpace on 2018-07-26T21:28:27Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Fissore_AndreaCarla_M.pdf: 2517669 bytes, checksum: f5d656b5d5b9dead6673ba7e34c73aed (MD5) Previous issue date: 2000 / Resumo: Objetivo: Deternllnar a freqüência do alelo recessivo ccr-5 em população de indivíduos infectados pelo HIV -1. Material e Métodos: Foram estudados 187 pacientes, que freqüentam os ambulatórios da Disciplina de Moléstias Infecciosas do Hospital das Clínicas da UNICAMP. Foram selecionados pacientes de ambos os sexos com testes positivos para o anti-HIVl por ELISA e Westem-Blot, em qualquer fase clínica da doença. Para amplificação foram utilizados os seguintes primers: 5'-CCTGGCTGTCGTCCATGCTG-3' e 5'CTGATCTAGAGCCATGTGCACAACTCT-3'. Após a desnaturação a 94°C por 5min, seguiram-se 34 ciclos de: 94°C por lmin; 57°C por lmin; 72°C por lmin e extensão final a 72°C por 7min. A seguir, foi realizada a digestão enzimática com 1 J.lg de cada amostra, incubadas por 60min à 37°C com 10U de EcoRI. Foram também deternllnadas a carga viral pela técnica do NASBA e deternllnação de subpopulações linfocitárias por citometria de fluxo (Ortho Diagn.). Resultados e Conclusões: Do total de 187 indivíduos analisados, 15 apresentaram padrões de restrição do produto de PCR compatíveis com heterozigose para a deleção delta 32 (freqüência=8,02%). Essa freqüência é semelhante à encontrada em populações caucasianas européias. Com respeito à carga viral e quantidade de células CD4 e CD8, os dados foram prejudicados pela administração de medicação antiretroviral na maioria desses indivíduos. Todos os pacientes que apresentavam a mutação e que pud~ram ser classificados clinicamente possuíam estadiamento B2 ou maior / Abstract: Previous studies have shown a relationship between a 32-base-pair deletion within the J3-chemokine receptor 5 (ccr5) gene and the acquisition and progression of the Acquired Human Immunodeficiency Syndrome (AIDS). Several. populations have been tested concerning this deletion, and it was found that Caucasians have a higher probability of bearing this defect, whereas in black and japanese populations it is virtually absent. In Brazil, no studies have been done to estimate this frequency in HIV infected populations, so faro In an urban brazilian population 93% of individuaIs tested showed normal CCR-5 anele and 7% were heterozygous CCRS/ ~ccr5. In this study 187 HIV-infected persons were tested to determine the prevalence of this mutation. Genomic DNA samples were amplified using primers producing a 735bp fragment, which was submmited to c1eavage with EcoRl. Normal homozygous aneles showed two fragments of 332 and 403 bp, and in heterozygous aneles an additional371 bp fragment was found. No homozygous individuaIs were found in this population, and the frequency ofheterozygous CCR5/~ccr5 was found to be 8,02% / Mestrado / Ciencias Basicas / Mestre em Clinica Medica
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Avaliação da ativação de mecanismos apoptóticos mediados pela via UPR (unfolded protein response) em células Jurkat estimulados com a proteína Tat do HIV-1

Campestrini, Jéssica January 2017 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências, Florianópolis, 2017. / Made available in DSpace on 2017-07-25T04:09:50Z (GMT). No. of bitstreams: 1 347088.pdf: 3940415 bytes, checksum: 28dbecb4b7a705a97c97b2cb3135050b (MD5) Previous issue date: 2017 / Indivíduos HIV-positivos geralmente apresentam uma elevada depleção de linfócitos T CD4. A morte de células infectadas ou não por HIV-1 é resultado, entre diversos outros fatores, da apoptose mediada por proteínas virais. Está apoptose pode ser ativada por mecanismos extrínsecos ou intrínsecos, respectivamente através de receptores celulares ou ativação de moléculas sinalizadoras de morte. Uma das vias celulares que regula a sobrevivência ou morte da célula é a via UPR (Unfolded Protein Response), que regula o estresse reticular causado pelo acúmulo de proteínas mal dobradas através do bloqueio da tradução proteica, aumento da expressão de chaperonas que auxiliam no dobramento e direcionam as proteínas mal dobradas para a via de degradação de proteínas associada ao retículo (ERAD). Quando o estresse reticular é prolongado, como no caso de infecções virais, a via UPR induz apoptose através da expressão da molécula pró-apoptótica CHOP. Neste trabalho, observou-se que após 72 horas de estímulo com 200 nM da proteína Tat houve um aumento significativo na taxa de apoptose das células Jurkat (12,05%, P<0.0001), indicando que provavelmente a proteína Tat exerce um efeito biológico que desencadeia o processo de apoptose. Células estimuladas também apresentam significativas alterações no perfil de transcritos dos genes que codificam as proteínas da via UPR: PERK, ATF6, IRE1, BIP, eIF2a, XBP1-u, XBP1-s, CHOP; e genes relacionado a apoptose mediada pelo estresse de RE: ATF4, CHOP, GADD34, BIM e BCL-2. Esses resultados indicam que a proteína Tat induz alterações celulares que geram estresse no RE levando a ativação da via UPR. O aumento na transcrição de CHOP pode indicar que o estresse no RE está envolvido no mecanismo de apoptose dessas células. Foi observado ainda, que células estimuladas sofrem parada nas fases S e G2 do ciclo celular e perdem o potencial de membrana de mitocôndria, sendo esses outros possíveis mecanismos de apoptose induzido por Tat. A identificação do papel de Tat no estresse no RE com posterior indução apoptótica podem reforçar a sugestão da via UPR como um possível alvo terapêutico.<br> / Abstract : HIV-positive individuals usually have a high depletion of of CD4 lymphocytes. The death of cells infected or not by the HIV is a result, among many other factors, the apoptosis mediated by viral proteins. Extrinsic or intrinsic pathways, respectively through cell surface receptors or activation of death signaling molecules, can trigger apoptosis cell death. The Unfolded Protein Response (UPR) is one of the cellular pathways that regulate cell survival or cell death. UPR also regulates the Endoplasmic Reticulum (ER) stress caused by the accumulation of misfolded or unfolded protein, by blocking the cell protein translation, increased expression of chaperones that assist in protein folding and lead misfolded proteins for the degradation pathway associated with the ER. When the ER stress is prolonged, as in the case of viral infections, the UPR induces apoptosis through the expression of pro-apoptotic molecule CHOP. In the present work, it was observed that after 72 hours of stimulation with 200nM of Tat protein there was a significant increase in apoptosis rate in Jurkat cells (12,05%, p<0.0001), indicating that Tat protein most likely exerts a biologic effect which triggers the apoptosis pathway. Cells stimulated also showed significant changes in transcription profile of genes encoding proteins of the UPR pathway: PERK, ATF6, IRE1, BIP, eIF2a, XBP1-u, XBP1-s, CHOP; and the genes related to ER stress-mediated apoptosis: ATF4, CHOP, GADD34, BIM e BCL-2. The increase in CHOP transcription may indicate that the ER stress is involved in the mechanisms that induces apoptosis in Jurkat cells. Furthermore, Tat stimulation induces cell cycle arrest and loss of mitochondrial membrane potencial in Jurkat cells. Identification the role of Tat in ER stress-induced apoptosis may reinforce the suggestion of the UPR pathway as a possible therapeutic target.
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Estratégias de cristalização e caracterização de cocristais e cristais modificados da nevirapina

Siedler, Sana January 2015 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Florianópolis, 2015. / Made available in DSpace on 2016-10-19T13:12:55Z (GMT). No. of bitstreams: 1 336844.pdf: 3161632 bytes, checksum: aab4ccd37e8e15413531d8ca9d8ded26 (MD5) Previous issue date: 2015 / A nevirapina (NVP) é um fármaco antirretroviral pertencente à classe dos inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa, usado para o tratamento da infecção pelo vírus HIV. Pertence à classe II do Sistema de Classificação Biofarmacêutica (SCB), ou seja, é pouco hidrossolúvel com alta permeabilidade. A sua solubilidade intrínseca em água é baixa, o que dá origem a dificuldades na formulação e leva a taxas de dissolução variáveis, com uma resultante diminuição na biodisponibilidade. Portanto, estratégias para melhorar as propriedades de dissolução são relevantes. Algumas delas podem apresentar modificações na química do composto (por ex: cocristal), na estrutura cristalina (por ex: polimorfo) e/ou na morfologia (por ex: cristal oco). Este trabalho tem como objetivo desenvolver metodologias de cristalização para a preparação de cristais modificados de NVP (cocristais e cristais ocos), visando aplicações para a indústria farmacêutica. Os cristais modificados morfologicamente, denominados cristais ocos foram obtidos a partir da cristalização antissolvente e a nova morfologia do cristal proporcionou um aumento no perfil de dissolução do fármaco. A partir da classificação dos cristais ocos no SCB, verificou-se correspondência à classe II, com um aumento da eficiência de dissolução em pH 1,2 de 9% quando comparado a matéria-prima. A mecanossíntese foi utilizada como metodologia para preparar cocristais de NVP em forma pura com possibilidade de aplicação para a indústria farmacêutica. Foram estudados os coformadores: ácido salicílico (AS), cafeína (CAF), sacarina (SAC), ureia (URE) e teofilina (TEO). No processo de mecanossíntese usou-se, como variáveis: diferentes equipamentos de moagem, assistido por solventes ou a seco; modificações na proporção molar e no tempo de moagem. Foram obtidos cocristais já reportados com os coformadores SAC e AS e também houve a formação de um possível novo polimorfo do cocristal com o coformador AS ou nova forma cristalina.<br> / Abstract : Nevirapine (NVP) is an antiretroviral drug classified as a non-nucleoside reverse transcriptase inhibitor, and it is used in treatment of HIV infection. It belongs to Class II of the Biopharmaceutics Classification System (BCS), meaning it has high permeability but low solubility. Its low water solubility leads to formulation difficulties and variable dissolution rates, resulting in lower bioavailability. As such, strategies are needed to improve its dissolution properties. Some employ changes to the compound s chemical structure (e.g., cocrystals), to the crystalline structure (e.g., polymorphs), or its morphology (e.g., hollow crystals). This work aims at crystallization methods for creating modified NVP crystals (cocrystals and hollow crystals), with potential uses in the pharmaceutical industry. Morphologically modified crystals, denominated hollow crystals, were obtained through antisolvent crystallization, and the new morphology afforded an increase in the drug s dissolution profile. They conformed with Class II of the classification of hollow crystals on BCS, and the dissolution efficiency increased by 9% at pH 1.2 compared with the unprocessed compound. Mechanosynthesis was used as method for producing NVP cocrystals with potential industry applications. Studies were carried with the following coformers: salicylic acid (AS), saccharin (SAC), urea (URE), and theophylline (TEO). During mechanosynthesis the subsequent variables were analysed: different grinding machines; solvent-assisted or dry; modifications in molar proportions and grinding times. We obtained the previously reported cocrystals with coformers SAC and AS, and achieved a potential new cocrystal polymorph with coformer AS, or a new crystalline form.
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Impacto das intervenções na redução da transmissão vertical do HIV : experiencia em uma maternidade brasileira de 1990 a 2000

Gomes, Francisco de Assis Silva 28 July 2018 (has links)
Orientador : Eliana Amaral / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas / Made available in DSpace on 2018-07-28T19:30:50Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Gomes_FranciscodeAssisSilva_M.pdf: 200129 bytes, checksum: 891e41bb2ff27438da30457c0ed2a0e7 (MD5) Previous issue date: 2001 / Resumo: Desde 1988, o CAISM/UNICAMP realiza acompanhamento de gestantes infectadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). A instituição vivenciou diversas fases de intervenções para prevenção da transmissão materno-infantil (TMI): até 1994, apenas amamentação contra-indicada, sem uso de antiretrovirais (ARV); de 1995 a 1996, com uso do protocolo ACTG 076 incompleto, sem o componente intraparto; em 1997 e 1998, utilizando o protocolo ACTG 076 completo; e em 1999-2000 com terapia antiretroviral múltipla e cesárea eletiva. Este estudo de coorte retrospectiva objetivou descrever o efeito das diversas intervenções implementadas por protocolos assistenciais, sobre a TMI e prematuridade, em gestantes com infecção pelo HIV que tiveram parto na instituição entre 1990 e 2000. A confirmação de infecção congênita foi através dos resultados de exames clínicos e laboratoriais (ELISA, PCR, carga viral) das crianças acompanhadas no Ambulatório de Imunodeficiência Pediátrica do Hospital das Clínicas. Aquelas que abandonaram o seguimento foram convidadas a retornar, após contato com seus responsáveis. Foram calculadas as taxas de transmissão materno-infantil do HIV nas 4 fases do estudo e para cada variável sociodemográfica, clínica e intervenção profilática (amamentação, tipo de terapia antiretroviral, tipo de parto). As diferenças na distribuição das categorias das variáveis epidemiológicas e clínicas nas 4 fases foram testadas através do Teste de Qui Quadrado, ANOVA e Teste de Fisher. Calculou-se a razão de risco de transmissão congênita para condições clínicas, características epidemiológicas e cada intervenção de forma isolada. Em 197 casos, observou-se, no decorrer das fases, um considerável aumento no uso de terapia ARV combinada. Houve uma acentuada redução na TMI da 1a para a 4a fase terapêutica, de 32,3% para 2,9%. A maior queda foi observada após disponibilização do esquema completo do ACTG 076 (3a fase). Nenhum caso de TMI ocorreu entre gestantes tratadas com terapia ARV múltipla na gestação. Concluiu-se que a adoção das intervenções propostas na literatura foi possível e trouxe um benefício superior àquele descrito na literatura / Abstract: Since 1988, CAISM/UNICAMP provides prenatal care to HIV infected women, going through several intervention phases to prevent maternal-infant transmission (MIT): until 1994, only avoiding breastfeeding was recommended; from 1995-96, incomplete ACTG 076 (pregnancy and neonatal components); 1997-98, complete ACTG 076 use; 1999-2000, multiple therapy and elective Csection. This retrospective cohort intends to describe the effect of these interventions phases implemented according to clinical guidelines, on the MIT and preterm delivery, among women delivering at CAISM from 1990-2000. Congenital infection was confirmed getting information from clinical records for children followed at the Immunodeficiency Paediatric Clinic, based on ELISA, PCR and/or viral load. Lost of follow up children were invited to return, through their parents or legal representatives. Sample size calculations, based on the ACTG 076 protocol, suggested 312 mother-infant pairs. Data analysis was performed using the software SAS, version 8.0. MIT-HIV rates were calculated to each of four intervention phases, as well as to each epidemiological, clinical variable, and particular interventions (avoidance of breastfeeding, ACTG 076, multiple therapy, mode of delivery). The difference among categorical variables were tested using chi2 test. Prevalence rates for transmission were calculated to epidemiological, clinical, phases and intervention variables. In 197 valid cases, ageing of the cohort, knowledge on partner¿s serologic status and risk behavior and improvement in using multiple therapy were noted. A sharp reduction on MIT, from 32,3% to 2,9% was observed from the 1st to the 4th intervention phase. The greatest reduction was found after complete ACTG 076 became available. No transmission occurred among women treated with multiple therapy. Adoption of updated clinical guidelines permitted to achieve higher benefits than expected / Mestrado / Tocoginecologia / Mestre em Tocoginecologia

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