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Estudos biossistemáticos em espécies de Habenaria (Orchidaceae) nativas no Rio Grande do Sul

Pedron, Marcelo January 2012 (has links)
Habenaria é um dos maiores gêneros da família Orchidaceae, e estimativas atuais pressupoem a existência de aproximadamente 835 espécies. Habenaria seção Pentadactylae com 34 espécies é a maior entre as 14 seções do gênero existente no novo mundo e compreende um conjunto de espécies morfologicamente bastante heterogênea. A fim de investigar a monofilia da seção e sua relação com outras seções do gênero, foram executadas análise Bayesiana e de Máxima Parcimônia com o emprego de um marcador nuclear (ITS) e três marcadores plastidiais (matK, intron trnK, rps16-trnk). Os resultados demonstraram que a seção Pentadactylae é altamente polifilética. Baseado nas análises filogenéticas e reavaliação de caracteres morfológicos, a seção Pentadactylae foi recircunscrita neste trabalho e sete espécies são aceitas: H. dutraei, H. ekmaniana, H. exaltata, H. henscheniana, H. megapotamensis, H. montevidensis e H. pentadactyla, enquanto outras 32 espécies foram excluídas. Habenaria crassipes é reconhecida como um sinônimo de H. exaltata. Lectótipos são designados para H. crassipes e H. recta. Todas as espécies da seção habitam pântanos ou locais bastante úmidos; com área de distribuição passando pelo norte da Argentina, Uruguai, Paraguai, sul, sudeste e centro do Brasil. O estado do Rio Grande do Sul (sul do Brasil), possivelmente, constitui um centro de diversidade da seção onde todas as espécies podem ser encontradas. A biologia reprodutiva de duas espécies da seção Pentadactylae, H. megapotamensis e H. montevidensis; e duas espécies da seção Macroceratitae, H. johannensis e H. macronectar, foram estudas. Todas as espécies estudadas oferecem néctar como recompensa floral aos polinizadores, produzido no interior de um prolongamento do labelo denominado esporão. Habenaria montevidensis é polinizada por borboletas da família Hesperiidae, enquanto as demais espécies são polinizadas por mariposas da família Sphingidae. Todas as espécies estudadas são auto-compatíveis mas dependentes de agentes polinizadores para a produção de frutos. O sucesso reprodutivo é alto (69,48 - 93%). Na área de estudo, todas as quatro espécies estudadas são reprodutivamente isoladas devido a um conjunto de fatores tais como diferenças na morfologia floral e diferentes polinizadores. / Habenaria is one of the largest genus of Orchidaceae family and current stimates accounts to the existence of 835 species. Habenaria section Pentadactylae with 34 species is the largest among the 14 New World sections of the genus and comprises a morphologically heterogeneous group of species. To investigate the monophyly of the section and the relation with other sections of the genus, Bayesian and parsimony analyses using one nuclear marker (ITS) and three plastid markers (matK, trnK intron, rps16-trnK) were performed. The results demonstrated that sect. Pentadactylae is highly polyphyletic. Based on the phylogenetic analyses and re-evaluation of morphological characters, Habenaria sect. Pentadactylae is re-circumscribed and seven species are accepted for the section: H. dutraei, H. ekmaniana, H. exaltata, H. henscheniana, H. megapotamensis, H. montevidensis and H. pentadactyla, while other 32 species were excluded. Habenaria crassipes is included under the synonym of H. exaltata. Lectotypes are designated for H. crassipes and H. recta. All species in the section are from marshes or wet grasslands and range from Northern Argentina, Uruguai, Paraguai and south, southeast and center of Brazil. The Rio Grande do Sul state (south Brazil), possibly constitute a diversity center of the section where every species can be founded. Most are rare, known by few populations, and threatened due to loss of habitat and population decline. The reproductive biology of two species from the section Pentadactylae, H. megapotamensis and H. montevidensis; and two species from the section Macroceratitae, H. johannensis and H. macronectar, were studied. All studied species offer nectar as floral reward concealed in a labellar process termed spur. Habenaria montevidensis is pollinated by Hesperiidae butterflies, while the remaining species are pollinated by Sphingidae moths. All studied species are self-compatible, but pollinator-dependent. The reproductive success is high (69.48 - 93%). At the study site, every four studied species are reproductively isolated by a set of factors that includes differing floral morphologies and different pollinators.
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Rubiaceae-Rubioideae Verdc. do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil / Rubiaceae-Rubioideae Verdc. of the Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brazil

Silveira, Marcela Firens da, 1983- 16 August 2018 (has links)
Orientador: Luiza Sumiko Kinoshita / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia / Made available in DSpace on 2018-08-16T18:07:16Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Silveira_MarcelaFirensda_M.pdf: 58417496 bytes, checksum: 9d9e08bd5e554b32666b89c7260c0f51 (MD5) Previous issue date: 2010 / Resumo: Rubiaceae Juss. é uma das maiores famílias de angiospermas, e também uma das famílias mais importantes da flora brasileira. A atual circunscrição da família compreende três subfamílias, entre elas, Rubioideae Verdc. O Parque Nacional da Serra da Canastra (PNSC) é a segunda maior Unidade de Conservação de Minas Gerais, compreendendo ambientes como campo, cerrado s.s. e floresta. O objetivo deste trabalho foi realizar o levantamento das espécies de Rubiaceae subfamília Rubioideae no PNSC e entorno, a fim de documentar a riqueza do grupo nesta região e contribuir para a taxonomia da família. Para tanto, foram realizadas coletas bimestrais, entre setembro de 2008 e novembro de 2009, e estudadas coleções de plantas herborizadas da região. O levantamento florístico da subfamília Rubioideae no PNSC resultou em um total de 57 espécies, pertencentes a 17 gêneros, ao longo de todas as principais formações vegetacionais. Psychotria L. foi o gênero mais rico, compreendendo 15 espécies: P. anceps Kunth; P. capitata Ruiz & Pav.; P. carthagenensis Jacq.; P. deflexa DC.; P. gracilenta DC.; P. hastisepala Müll.Arg.; P. hoffmannseggiana (Willd. ex Roem. & Schult.) Müll. Arg.; P. leiocarpa Cham. & Schltdl.; P. myriantha Müll.Arg.; P. nemorosa Gardner; P. prunifolia (Kunth) Steyerm.; P. stachyoides Benth.; P. subtriflora Müll.Arg.; P. trichophora Mull.Arg.; e P. vellosiana Benth. Borreria G.F.W.Mey. e Coccocypselum P.Browne foram representados por 8 e 7 espécies, respectivamente: B. capitata (Ruiz & Pav.) DC.; B. flavovirens Bacigalupo & E.L.Cabral; B. latifolia (Aubl.) K.Schum.; B. multiflora (DC.) Bacigalupo & E.L.Cabral; B. poaya (A.St.-Hil.) DC.; B. tenera DC.; B. verticillata (L.) G.Mey.; B. warmingii K. Schum.; C. aureum (Spreng.) Cham. & Schltdl.; C. capitatum (Graham) C.B. Costa & Mamede; C. condalia Pers.; C. cordifolium Nees & Mart.; C. hasslerianum Chodat; C. lanceolatum (Ruiz & Pav.) Pers.; e C. lymansmithii Standl. Declieuxia Kunth apresentou cinco espécies no PNSC: D. cordigera Mart. & Zucc. Ex Schult. & Schult.f.; D. deltoidea Mull.Arg.; D. fruticosa (Will. ex Roem. & Schult.) Kuntze; e D. lysimachioides Zucc. ex Schult. & Schult.f.; e D. oenanthoides Mart. & Zucc. ex Schult. & Schult. Os 13 gêneros restantes foram representados por uma a quatro espécies: Coussarea hydrangeifolia (Benth.) Müll.Arg.; Diodella apiculata (Roem. & Schult.) Delprete; D. teres (Walt.) Small; Emmeorhiza umbellate (Spreng.) K. Schum.; Faramea montevidensis (Cham. & Schltdl.) DC.; F. multiflora A. Rich. ex DC.; Galianthe angustifolia (Cham. & Schltdl.) E.L.Cabral; G. brasiliensis (Spreng.) E.L.Cabral & Bacigalupo; G. grandifolia E.L.Cabral; G. liliifolia (Standl.) E.L.Cabral; Geophila repens (L.) I.M. Johnst.; Manettia cordifolia Mart.; M. luteorubra (Vell.) Benth.; Margaritopsis cephalantha (Müll. Arg.) C.M. Taylor; Mitracarpus villosus (Sw.) DC.; Palicourea macrobotrys (Ruiz & Pav.) DC.; P. marcgravii A.St.-Hil.; P. rigida Kunth; Richardia brasiliensis B.A.Gomes; Rudgea sessilis (Vell.) Mull.Arg.; R. viburnoides (Cham.) Benth.; e Staelia lanigera (DC.) K. Schum. São apresentadas chaves de identificação para gêneros e espécies, descrições, fotos, ilustrações, distribuição geográfica e comentários / Abstract: Rubiaceae Juss. is one of the largest family of angiosperms, and it is one of the most important families of the Brazilian flora. The current familial circumscription comprises three subfamilies, Rubioideae Verdcourt among them. The Serra da Canastra National Park (SCNP) is the second larger protected area of the Minas Gerais State, and it includes numerous environments, like fields, savannas and forests. The objective of this study was to survey the species of Rubiaceae subfamily Rubioideae from SCNP and neighborhoods, and therefore, contribute to the taxonomy of this group. For this aim, periodic expeditions to the SCNP were carried out, between September 2008 and November 2009, and important collections of dried plants were studied. The survey of Rubioideae from SCNP reached 17 genera and 57 species, from several environments. Psychotria L. was the richest genus, comprising 15 species: P. anceps Kunth; P. capitata Ruiz & Pav.; P. carthagenensis Jacq.; P. deflexa DC.; P. gracilenta DC.; P. hastisepala Müll.Arg.; P. hoffmannseggiana (Willd. ex Roem. & Schult.) Müll. Arg.; P. leiocarpa Cham. & Schltdl; P. myriantha Müll.Arg.; P. nemorosa Gardner; P. prunifolia (Kunth) Steyerm.; P. stachyoides Benth; P. subtriflora Müll.Arg.; P. trichophora Mull.Arg.; and P. vellosiana Benth. Borreria G.F.W.Mey. and Coccocypselum P.Browne were represented by 8 and 7 species, respectively: B. capitata (Ruiz & Pav.) DC.; B. flavovirens Bacigalupo & E.L.Cabral; B. latifolia (Aubl.) K.Schum.; B. multiflora (DC.) Bacigalupo & E.L.Cabral; B. poaya (A.St.-Hil.) DC.; B. tenera DC.; B. verticillata (L.) G.Mey.; B. warmingii K. Schum.; C. aureum (Spreng.) Cham. & Schltdl.; C. capitatum (Graham) C.B. Costa & Mamede; C. condalia Pers.; C. cordifolium Nees & Mart.; C. hasslerianum Chodat; C. lanceolatum (Ruiz & Pav.) Pers.; and C. lymansmithii Standl. Declieuxia Kunth comprised five species in the SCNP: D. cordigera Mart. & Zucc. Ex Schult. & Schult.f.; D. deltoidea Mull.Arg.; D. fruticosa (Will. ex Roem. & Schult.) Kuntze; and D. lysimachioides Zucc. ex Schult. & Schult.f.; and D. oenanthoides Mart. & Zucc. ex Schult. & Schult. The 13 remaining genera were represented by only one to four species: Coussarea hydrangeifolia (Benth.) Müll.Arg.; Diodella apiculata (Roem. & Schult.) Delprete; D. teres (Walt.) Small; Emmeorhiza umbellate (Spreng.) K. Schum.; Faramea montevidensis (Cham. & Schltdl.) DC.; F. multiflora A. Rich. ex DC.; Galianthe angustifolia (Cham. & Schltdl.) E.L.Cabral; G. brasiliensis (Spreng.) E.L.Cabral & Bacigalupo; G. grandifolia E.L.Cabral; G. liliifolia (Standl.) E.L.Cabral; Geophila repens (L.) I.M. Johnst.; Manettia cordifolia Mart.; M. luteorubra (Vell.) Benth.; Margaritopsis cephalantha (Müll. Arg.) C.M. Taylor; Mitracarpus villosus (Sw.) DC.; Palicourea macrobotrys (Ruiz & Pav.) DC.; P. marcgravii A.St.-Hil.; P. rigida Kunth; Richardia brasiliensis B.A.Gomes; Rudgea sessilis (Vell.) Müll.Arg.; R. viburnoides (Cham.) Benth.; and Staelia lanigera (DC.) K. Schum. Keys of the genera and species, descriptions, pictures, illustrations, and comments about species and distribution are also provided / Mestrado / Biologia Vegetal / Mestre em Biologia Vegetal
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Oxilipinas no estudo da biodiversidade de microalgas de água doce / Oxylipins in the study of the biodiversity of freshwater microalgae

Moreira, Ingritt Caroline 24 August 2018 (has links)
Submitted by Ingritt Moreira (ingritt@gmail.com) on 2019-01-21T20:58:31Z No. of bitstreams: 2 Tese INGRITT CAROLINE MOREIRA.pdf: 2137024 bytes, checksum: 63efdff4c7afd9eeb4db6d7a1a0af110 (MD5) Carta Comprovante Versão Final Tese Ingritt.jpg: 150492 bytes, checksum: 9562c1ad3497c4bc78d70963e45afa55 (MD5) / Approved for entry into archive by Eunice Nunes (eunicenunes6@gmail.com) on 2019-01-22T14:04:13Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Tese INGRITT CAROLINE MOREIRA.pdf: 2137024 bytes, checksum: 63efdff4c7afd9eeb4db6d7a1a0af110 (MD5) Carta Comprovante Versão Final Tese Ingritt.jpg: 150492 bytes, checksum: 9562c1ad3497c4bc78d70963e45afa55 (MD5) / Approved for entry into archive by Eunice Nunes (eunicenunes6@gmail.com) on 2019-01-22T14:17:14Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Tese INGRITT CAROLINE MOREIRA.pdf: 2137024 bytes, checksum: 63efdff4c7afd9eeb4db6d7a1a0af110 (MD5) Carta Comprovante Versão Final Tese Ingritt.jpg: 150492 bytes, checksum: 9562c1ad3497c4bc78d70963e45afa55 (MD5) / Made available in DSpace on 2019-01-22T14:17:28Z (GMT). No. of bitstreams: 2 Tese INGRITT CAROLINE MOREIRA.pdf: 2137024 bytes, checksum: 63efdff4c7afd9eeb4db6d7a1a0af110 (MD5) Carta Comprovante Versão Final Tese Ingritt.jpg: 150492 bytes, checksum: 9562c1ad3497c4bc78d70963e45afa55 (MD5) Previous issue date: 2018-08-24 / Outra / Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) / Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) / This research focuses on the oxylipins with eighteen carbons, compound derived of polyunsaturated fatty acids, produced by twenty-two species of freshwater algae, one cyanobacteria and three species of plants, with emphasis on green microalgae from the Chlorophyta and Charophyta phylum, and also species of the Selenastraceae family (Chlorophyta, Chlorophyceae, Sphaeropleales). The aim was detected, identified and quantified oxylipins derived from linoleic and linolenic acids produced by microorganisms using High-Performance Liquid Chromatography coupled tandem Mass Spectrometry technique. It was used microalgae from the Culture Collection of Freshwater Microalgae (CCMA-UFSCar), species already classified by classic and / or molecular taxonomy, as well as the species of plants for comparative purposes. For the experiments, the material came from the end of stationary phase. Once the compounds were identified by these techniques, it was tested the possibility of using profiles as diacritical characteristics in a chemotaxonomic approach for formation of hierarchical clusters. The pharmacological potential of these compounds was discussed since they present antibiotic and anti-inflammatory activities. Other possible commercial applications were approached since microalgae revealed their potential value as natural sources of hydroxy fatty acids. No oxylipin was exclusively observed to determinated organism that could represents as species indicator. This condition limits the use of oxylipins derived from C18 PUFAs in the taxonomy of the Selenastraceae family, but even so, these compounds provide complementary information for organisms that may be useful in their identification. There was universality regarding the presence of oxylipins analysed in all the taxonomic groups studied. The strains belonging to Chlorophyta division showed the highest total concentrations of oxylipins. Charophyta algae have a concentration of oxylipins dozens of times lower than Chlorophyta, and similar to concentrations found in plants, which may be related to the evolutionary proximity among plants and Charophyta. / Esta pesquisa tem como foco oxilipinas com dezoito carbonos, substâncias derivadas de ácidos graxos poli-insaturados, produzidas por vinte e duas cepas de algas de água doce, uma cianobactéria e três espécies de plantas, com ênfase em microalgas verdes das divisões Chlorophyta e Charophyta, e também em espécies da família Selenastraceae (Chlorophyta, Chlorophyceae, Sphaeropleales). O objetivo principal foi detectar, identificar e quantificar as oxilipinas derivadas de ácidos linoléico e linolênico produzidas por esses organismos utilizando-se de técnicas de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas. Utilizou-se cepas de microalgas da coleção de culturas do Laboratório de Ficologia da UFSCar, espécies já classificadas através da taxonomia clássica e/ou molecular, como também espécies de plantas para fins comparativos. Para os experimentos, a biomassa algal foi proveniente do final da fase estacionária. Uma vez identificados estes compostos pelas técnicas acima, testou-se a possibilidade de se utilizar estes perfis como características diacríticas em uma abordagem quimiotaxonômica para a formação de clusters hierárquicos. Também foi discutido o potencial farmacológico destes compostos por apresentarem atividades antibióticas e anti-inflamatórias. Outras possíveis aplicações comerciais também foram abordadas uma vez que as microalgas revelaram seu potencial valor como reservas naturais de hidroxi-ácidos. Não foi observada qualquer oxilipina exclusiva para determinado organismo que pudesse servir como um indicador de espécie. Esta condição limita a utilização de oxilipinas derivadas de PUFAs C18 na taxonomia da família Selenastraceae. Porém, mesmo assim, a quantidade e proporções das oxilipinas nos diversos perfis permitem que estes compostos forneçam informações complementares sobre os organismos que podem ser uteis na sua identificação. Houve universalidade quanto à presença das oxilipinas analisadas em todos os grupos taxonômicos estudados. As cepas pertencentes à divisão Chlorophyta apresentaram as maiores concentrações totais de oxilipinas. As algas Charophyta apresentaram concentrações de oxilipinas dezenas de vezes menor que Chlorophyta e semelhantes às concentrações encontradas em plantas, fato que pode estar relacionado à proximidade evolutiva entre plantas e Charophyta. / CNPQ: 141267/2014-3 / FAPESP: 2011/50054-4
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Fitoplâncton da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – AM

SOUZA, Luciane Rocha de 31 May 2012 (has links)
Submitted by Edisangela Bastos (edisangela@ufpa.br) on 2014-06-09T17:08:21Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 23898 bytes, checksum: e363e809996cf46ada20da1accfcd9c7 (MD5) Dissertacao_FitoplanctonReservaDesenvolvimento.pdf: 895475 bytes, checksum: ae4b9bf44ef2aac0f6ec53481182dd7c (MD5) / Approved for entry into archive by Ana Rosa Silva (arosa@ufpa.br) on 2014-07-22T15:41:16Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 23898 bytes, checksum: e363e809996cf46ada20da1accfcd9c7 (MD5) Dissertacao_FitoplanctonReservaDesenvolvimento.pdf: 895475 bytes, checksum: ae4b9bf44ef2aac0f6ec53481182dd7c (MD5) / Made available in DSpace on 2014-07-22T15:41:16Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 23898 bytes, checksum: e363e809996cf46ada20da1accfcd9c7 (MD5) Dissertacao_FitoplanctonReservaDesenvolvimento.pdf: 895475 bytes, checksum: ae4b9bf44ef2aac0f6ec53481182dd7c (MD5) Previous issue date: 2012 / FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas / O ambiente amazônico é caracterizado por uma grande sazonalidade no nível da água, o que provoca uma flutuação anual, regular e de grande amplitude, no nível do rio Amazonas e seus tributários. Essas variações decorrentes dos alagamentos típicos de várzea foram denominadas como pulsos de inundação. Dentro da diversidade encontrada na várzea está o fitoplâncton, sendo que o estudo taxonômico e da diversidade desses organismos pode ser utilizado para avaliar o ambiente e inferir sobre as prováveis causas de danos ecológicos, tornando-se imprescindível para uma adequada compreensão da estrutura e funcionamento dos ecossistemas aquáticos. Além disso, a flora planctônica do estado do Amazonas com seus inúmeros ambientes aquáticos é ainda pouco conhecida. Este estudo teve como objetivo descrever e comparar a estrutura da comunidade fitoplanctônica em canais de várzea da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM) e em trechos dos rios Japurá e Solimões, determinada pelos atributos: riqueza, composição e densidade, e verificar sua relação com as variáveis: temperatura, pH, oxigênio dissolvido, transparência e condutividade, nos períodos de seca (novembro/2008) e de cheia (julho/2009) do ciclo hidrológico. O estudo baseou-se em 14 amostras coletadas com rede de plâncton com malha de 20 μm, na subsuperfície da água. A comunidade fitoplanctônica esteve composta por 150 taxa, classificados em oito classes taxonômicas. A classe Chlorophyceae foi a mais representativa nos canais de várzea e a classe Bacillariophyceae nos rios, no período de seca, sendo que a classe Zygnemaphyceae predominou no período de cheia nos dois tipos de ambientes. A maior riqueza de espécies observada nas áreas de várzea está, provavelmente, associada à maior disponibilidade de nutrientes devido ao maior tempo de residência da água. O oxigênio dissolvido e a transparência foram os principais fatores determinantes da variação da riqueza e composição do fitoplâncton. Em relação à composição das espécies, através da Análise de Correspondência Destendenciada (DCA), verificou-se a separação das amostras, entre os dois períodos e entre ambientes. Esse resultado foi confirmado pela análise de similaridade (ANOSIM), mostrando que existe uma diferença significativa de composições de espécies entre os períodos e entre os tipos de ambientes. Já a composição de espécies, avaliada pelo teste de Mantel parcial, evidenciou similaridade entre amostras coletadas no período de cheia e, no de seca, a formação de um grupo de espécie para cada ambiente. Portanto, o pulso de inundação foi o principal estruturador dos parâmetros ambientais, da composição e da riqueza desta comunidade nos diferentes ambientes, determinando as variações encontradas no fitoplâncton das águas brancas desta região da Amazônia Central. / The Amazonian environment is characterized by a great seasonality in the water level, which causes a regular and broad annual fluctuation in the water level of the Amazon River and its tributaries. These variations resulting from typical floodplain flooding were termed as flood pulses. Phytoplankton among the diversity found in this floodplain and the study of taxonomic and the diversity of these organisms can be used to assess the environment and infer about the probable causes of ecological damage, which is essential for a proper understanding of the structure and functioning of aquatic ecosystems. In addition, the study of the phytoplankton community in the state of Amazonas, with its numerous aquatic ecosystems, is still little known. This study aimed to describe and compare structure of the phytoplankton community, correlating it with the abiotic variables. The collections were performed in 14 locations, using a plankton net (mesh size 20 μm) on subsurface of the water column in two stages of the hydrologic cycle: drought (November 2008) and flood (July 2009) in the Mamirauá Sustainable Development Reserve. Variables of conductivity, pH, dissolved oxygen and transparency were concomitantly measured. The phytoplankton community consisted of 150 taxa, being distributed in eight taxonomic classes. Class Chlorophyceae was the most representative in the floodplain channels and class Bacillariophyceae in rivers during the dry season; at the same time, class Zygnemaphycaea was predominant in the flood season in the two types of environments. The greatest species richness observed in the channels is probably associated with the increased availability of nutrients due to greater water residence time. Dissolved oxygen and transparency were the main determining factors of the richness variation and phytoplankton composition. Regarding the composition of species, the separation of the samples between the two periods and between environments was observed through the Detrented Correspondence Analysis. This result was confirmed by the Analysis of Similarity ANOSIM, showing a significant difference between species compositions between both seasons and types of environments. By the Mantel test, the composition of species showed similarity in the flood season and the formation of a group of species for each type of environment in the drought season. Therefore, the pulse of flooding was the main designer of environmental parameters, composition and richness of this community in different environments, determining the variations found in the phytoplankton of white water, in the Central Amazon region.
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Vegetação rupestre associada á floresta estacional no sul do Brasil

Rocha, Fernando Souza January 2009 (has links)
Formações rupestres representam centros de diversidade taxonômica e funcional associadas a condições ambientais extremas. São também sítios para colonização por espécies florestais, normalmente associada a mecanismos de facilitação. A distribuição das espécies, determinada por seu nicho e por mecanismos neutros, resulta na variação da composição entre comunidades (diversidade beta). Neste trabalho pretendemos avaliar se a vegetação rupestre apresenta-se, taxonômica e funcionalmente, distinta da matriz florestal regional, analisar possíveis interações positivas entre espécies associadas ao avanço da floresta sobre a vegetação rupestre e determinar como a composição de espécies arbóreas no gradiente floresta-afloramento rochoso é limitada por dinâmicas neutras, de nicho ou ambas ao longo da ontogenia. Estudamos a vegetação sobre afloramentos basálticos no Parque Estadual do Turvo, sul do Brasil. A flora das comunidades rupestres foi estudada a campo durante dois anos. As espécies foram classificadas em formas de vida com base na literatura e observação no campo. Para avaliarmos a ocorrência de facilitação e os padrões de diversidade beta arbórea amostramos comunidades de espécies arbóreas em três ecótonos de floresta/afloramento rochoso. Em cada sítio estabelecemos 60 parcelas de 1.5 x 1.5 m ao longo do gradiente. As parcelas foram descritas pela cobertura de Bromelia balansae Mez e pela composição de espécies, separadas em quatro classes de tamanho, representando as diferentes fases ontogenéticas dos indivíduos. Avaliamos diferenças taxonômicas e funcionais entre a vegetação rupestre e a flora regional através de testes de qui-quadrado e os efeitos dos diferentes fatores através de testes de aleatorização uni e multivariados. Registramos 111 espécies, das quais 43 de ocorrência restrita aos afloramentos, distribuídas em 54 famílias botânicas. O espectro de formas de vida teve grande frequência de caméfitos (29.7%), nanofanerófitos (17.1%) e geófitos (15.3%). Entre as espécies de ocorrência restrita, geófitos (32.6%), caméfitos (25.6%) e nanofanerófitos (20.9%) como foram as mais frequentes. Testes de 2 indicaram diferenças significativas nas frequências de famílias e de formas de vida entre os ambientes. Nossos resultados indicaram uma associação positiva entre a cobertura de bromélias e a riqueza e a abundância de plântulas de espécies arbóreas. Aparentemente, maiores coberturas por B. balansae fornecem proteção contra a herbivoria, indistintamente, e amenização das severas condições ambientais, favorecendo o estabelecimento de espécies pioneiras da floresta. Os testes multivariados indicaram efeito significativo do fator sítio sobre a diversidade beta, em todas as classes de tamanho, e do fator gradiente somente para duas classes de tamanho analisadas. A vegetação rupestre apresentou uma flora distinta, florística e funcionalmente, com uma grande similaridade a outras formações rupestres neotropicais, mas com expressivo número de espécies arbóreas. Plântulas destas espécies, aparentemente, beneficiam-se da presença de B. balansae, o que pode levar à redução gradual da vegetação rupestre neste mosaico floresta/afloramentos. Entender como as comunidades arbóreas têm sua distribuição determinada por limitações de dispersão e de nicho pode levar a uma melhor compreensão dos processos que geram e mantêm a diversidade. / Rocky outcrops are centers of taxonomic and functional diversity with extreme environmental conditions. They also are sites for colonization by forestry species, usually related to facilitation mechanisms. The species distribution set by niche and neutrals mechanisms results in the variation of composition among communities (beta diversity). The goals of this work are evaluate if rocky outcrops are taxonomically and functionally different from the surrounding forest, study the possible positive interactions among species related to the advance of the forest over the rupestrian vegetation and determine how the composition of arboreal species in the interface forest/rocky outcrop is limited by neutral, niche or both dynamics along the ontogeny. We studied the vegetation of basaltic rocky outcrops at the Turvo State Park, south Brazil. The flora from rupestrian communities was analyzed at field during two years. Species were classified into life forms based on literature and field observations. To evaluate the patterns of arboreal beta diversity and the occurrence of facilitation between plants we sampled arboreal species in three forest/rocky outcrop ecotones. In each rocky outcrop we established 60 plots of 1.5 x 1.5 m along the forest-rocky outcrop ecotone. We described each plot in terms of Bromelia balansae Mez cover and the composition of tree species, separated into four size classes, representing different ontogenetic stages of individuals. The taxonomic and functional differences between the rupestrian vegetation and regional flora were analyzed with the chi-square test and the effects of different factors were analyzed with randomization tests uni-and multivariate. We registered 111 species, 43 of which restricted to the rocky outcrops, distributed in 54 botanic families. The life form spectrum showed a high proportion of chamaephytes (29.7%), nanophanerophytes (17.1%) and geophytes (15.3%). The flora restricted to rocky outcrops showed more frequently geophytes (32.6%), chamaephytes (25.6%) and nanophanerophytes (20.9%). Chi-square tests indicated significant differences in frequencies among environments, for both families and life forms. Our results showed that the coverage of bromeliads is positively correlated to the richness and abundance of seedlings of arboreal species. It seems that higher cover by B. balansae gives protection against herbivory indistinctively, and also reduces the effects of severe environmental conditions, allowing the settlement of forest pioneers species. Multivariate tests showed significant effect of the site factor on the beta diversity in all classes of size and significant effect of the gradient factor only on two size classes evaluated. The rupestrian vegetation is distinct floristically and functionally, showing high floristic similarity with other neotropical rupestrian formations, but has high number of arboreal species. Seedlings of arboreal species seem to have benefit from the presence of B. balansae, which can cause a gradual reduction of the rupestrian vegetation in the forest and rocky outcrop mosaic. Understanding how the distribution of arboreal communities is determined by limitations of dispersal and niche can improve the comprehension of the dynamics that generate and maintain diversity.
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Vegetação rupestre associada á floresta estacional no sul do Brasil

Rocha, Fernando Souza January 2009 (has links)
Formações rupestres representam centros de diversidade taxonômica e funcional associadas a condições ambientais extremas. São também sítios para colonização por espécies florestais, normalmente associada a mecanismos de facilitação. A distribuição das espécies, determinada por seu nicho e por mecanismos neutros, resulta na variação da composição entre comunidades (diversidade beta). Neste trabalho pretendemos avaliar se a vegetação rupestre apresenta-se, taxonômica e funcionalmente, distinta da matriz florestal regional, analisar possíveis interações positivas entre espécies associadas ao avanço da floresta sobre a vegetação rupestre e determinar como a composição de espécies arbóreas no gradiente floresta-afloramento rochoso é limitada por dinâmicas neutras, de nicho ou ambas ao longo da ontogenia. Estudamos a vegetação sobre afloramentos basálticos no Parque Estadual do Turvo, sul do Brasil. A flora das comunidades rupestres foi estudada a campo durante dois anos. As espécies foram classificadas em formas de vida com base na literatura e observação no campo. Para avaliarmos a ocorrência de facilitação e os padrões de diversidade beta arbórea amostramos comunidades de espécies arbóreas em três ecótonos de floresta/afloramento rochoso. Em cada sítio estabelecemos 60 parcelas de 1.5 x 1.5 m ao longo do gradiente. As parcelas foram descritas pela cobertura de Bromelia balansae Mez e pela composição de espécies, separadas em quatro classes de tamanho, representando as diferentes fases ontogenéticas dos indivíduos. Avaliamos diferenças taxonômicas e funcionais entre a vegetação rupestre e a flora regional através de testes de qui-quadrado e os efeitos dos diferentes fatores através de testes de aleatorização uni e multivariados. Registramos 111 espécies, das quais 43 de ocorrência restrita aos afloramentos, distribuídas em 54 famílias botânicas. O espectro de formas de vida teve grande frequência de caméfitos (29.7%), nanofanerófitos (17.1%) e geófitos (15.3%). Entre as espécies de ocorrência restrita, geófitos (32.6%), caméfitos (25.6%) e nanofanerófitos (20.9%) como foram as mais frequentes. Testes de 2 indicaram diferenças significativas nas frequências de famílias e de formas de vida entre os ambientes. Nossos resultados indicaram uma associação positiva entre a cobertura de bromélias e a riqueza e a abundância de plântulas de espécies arbóreas. Aparentemente, maiores coberturas por B. balansae fornecem proteção contra a herbivoria, indistintamente, e amenização das severas condições ambientais, favorecendo o estabelecimento de espécies pioneiras da floresta. Os testes multivariados indicaram efeito significativo do fator sítio sobre a diversidade beta, em todas as classes de tamanho, e do fator gradiente somente para duas classes de tamanho analisadas. A vegetação rupestre apresentou uma flora distinta, florística e funcionalmente, com uma grande similaridade a outras formações rupestres neotropicais, mas com expressivo número de espécies arbóreas. Plântulas destas espécies, aparentemente, beneficiam-se da presença de B. balansae, o que pode levar à redução gradual da vegetação rupestre neste mosaico floresta/afloramentos. Entender como as comunidades arbóreas têm sua distribuição determinada por limitações de dispersão e de nicho pode levar a uma melhor compreensão dos processos que geram e mantêm a diversidade. / Rocky outcrops are centers of taxonomic and functional diversity with extreme environmental conditions. They also are sites for colonization by forestry species, usually related to facilitation mechanisms. The species distribution set by niche and neutrals mechanisms results in the variation of composition among communities (beta diversity). The goals of this work are evaluate if rocky outcrops are taxonomically and functionally different from the surrounding forest, study the possible positive interactions among species related to the advance of the forest over the rupestrian vegetation and determine how the composition of arboreal species in the interface forest/rocky outcrop is limited by neutral, niche or both dynamics along the ontogeny. We studied the vegetation of basaltic rocky outcrops at the Turvo State Park, south Brazil. The flora from rupestrian communities was analyzed at field during two years. Species were classified into life forms based on literature and field observations. To evaluate the patterns of arboreal beta diversity and the occurrence of facilitation between plants we sampled arboreal species in three forest/rocky outcrop ecotones. In each rocky outcrop we established 60 plots of 1.5 x 1.5 m along the forest-rocky outcrop ecotone. We described each plot in terms of Bromelia balansae Mez cover and the composition of tree species, separated into four size classes, representing different ontogenetic stages of individuals. The taxonomic and functional differences between the rupestrian vegetation and regional flora were analyzed with the chi-square test and the effects of different factors were analyzed with randomization tests uni-and multivariate. We registered 111 species, 43 of which restricted to the rocky outcrops, distributed in 54 botanic families. The life form spectrum showed a high proportion of chamaephytes (29.7%), nanophanerophytes (17.1%) and geophytes (15.3%). The flora restricted to rocky outcrops showed more frequently geophytes (32.6%), chamaephytes (25.6%) and nanophanerophytes (20.9%). Chi-square tests indicated significant differences in frequencies among environments, for both families and life forms. Our results showed that the coverage of bromeliads is positively correlated to the richness and abundance of seedlings of arboreal species. It seems that higher cover by B. balansae gives protection against herbivory indistinctively, and also reduces the effects of severe environmental conditions, allowing the settlement of forest pioneers species. Multivariate tests showed significant effect of the site factor on the beta diversity in all classes of size and significant effect of the gradient factor only on two size classes evaluated. The rupestrian vegetation is distinct floristically and functionally, showing high floristic similarity with other neotropical rupestrian formations, but has high number of arboreal species. Seedlings of arboreal species seem to have benefit from the presence of B. balansae, which can cause a gradual reduction of the rupestrian vegetation in the forest and rocky outcrop mosaic. Understanding how the distribution of arboreal communities is determined by limitations of dispersal and niche can improve the comprehension of the dynamics that generate and maintain diversity.
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Vegetação rupestre associada á floresta estacional no sul do Brasil

Rocha, Fernando Souza January 2009 (has links)
Formações rupestres representam centros de diversidade taxonômica e funcional associadas a condições ambientais extremas. São também sítios para colonização por espécies florestais, normalmente associada a mecanismos de facilitação. A distribuição das espécies, determinada por seu nicho e por mecanismos neutros, resulta na variação da composição entre comunidades (diversidade beta). Neste trabalho pretendemos avaliar se a vegetação rupestre apresenta-se, taxonômica e funcionalmente, distinta da matriz florestal regional, analisar possíveis interações positivas entre espécies associadas ao avanço da floresta sobre a vegetação rupestre e determinar como a composição de espécies arbóreas no gradiente floresta-afloramento rochoso é limitada por dinâmicas neutras, de nicho ou ambas ao longo da ontogenia. Estudamos a vegetação sobre afloramentos basálticos no Parque Estadual do Turvo, sul do Brasil. A flora das comunidades rupestres foi estudada a campo durante dois anos. As espécies foram classificadas em formas de vida com base na literatura e observação no campo. Para avaliarmos a ocorrência de facilitação e os padrões de diversidade beta arbórea amostramos comunidades de espécies arbóreas em três ecótonos de floresta/afloramento rochoso. Em cada sítio estabelecemos 60 parcelas de 1.5 x 1.5 m ao longo do gradiente. As parcelas foram descritas pela cobertura de Bromelia balansae Mez e pela composição de espécies, separadas em quatro classes de tamanho, representando as diferentes fases ontogenéticas dos indivíduos. Avaliamos diferenças taxonômicas e funcionais entre a vegetação rupestre e a flora regional através de testes de qui-quadrado e os efeitos dos diferentes fatores através de testes de aleatorização uni e multivariados. Registramos 111 espécies, das quais 43 de ocorrência restrita aos afloramentos, distribuídas em 54 famílias botânicas. O espectro de formas de vida teve grande frequência de caméfitos (29.7%), nanofanerófitos (17.1%) e geófitos (15.3%). Entre as espécies de ocorrência restrita, geófitos (32.6%), caméfitos (25.6%) e nanofanerófitos (20.9%) como foram as mais frequentes. Testes de 2 indicaram diferenças significativas nas frequências de famílias e de formas de vida entre os ambientes. Nossos resultados indicaram uma associação positiva entre a cobertura de bromélias e a riqueza e a abundância de plântulas de espécies arbóreas. Aparentemente, maiores coberturas por B. balansae fornecem proteção contra a herbivoria, indistintamente, e amenização das severas condições ambientais, favorecendo o estabelecimento de espécies pioneiras da floresta. Os testes multivariados indicaram efeito significativo do fator sítio sobre a diversidade beta, em todas as classes de tamanho, e do fator gradiente somente para duas classes de tamanho analisadas. A vegetação rupestre apresentou uma flora distinta, florística e funcionalmente, com uma grande similaridade a outras formações rupestres neotropicais, mas com expressivo número de espécies arbóreas. Plântulas destas espécies, aparentemente, beneficiam-se da presença de B. balansae, o que pode levar à redução gradual da vegetação rupestre neste mosaico floresta/afloramentos. Entender como as comunidades arbóreas têm sua distribuição determinada por limitações de dispersão e de nicho pode levar a uma melhor compreensão dos processos que geram e mantêm a diversidade. / Rocky outcrops are centers of taxonomic and functional diversity with extreme environmental conditions. They also are sites for colonization by forestry species, usually related to facilitation mechanisms. The species distribution set by niche and neutrals mechanisms results in the variation of composition among communities (beta diversity). The goals of this work are evaluate if rocky outcrops are taxonomically and functionally different from the surrounding forest, study the possible positive interactions among species related to the advance of the forest over the rupestrian vegetation and determine how the composition of arboreal species in the interface forest/rocky outcrop is limited by neutral, niche or both dynamics along the ontogeny. We studied the vegetation of basaltic rocky outcrops at the Turvo State Park, south Brazil. The flora from rupestrian communities was analyzed at field during two years. Species were classified into life forms based on literature and field observations. To evaluate the patterns of arboreal beta diversity and the occurrence of facilitation between plants we sampled arboreal species in three forest/rocky outcrop ecotones. In each rocky outcrop we established 60 plots of 1.5 x 1.5 m along the forest-rocky outcrop ecotone. We described each plot in terms of Bromelia balansae Mez cover and the composition of tree species, separated into four size classes, representing different ontogenetic stages of individuals. The taxonomic and functional differences between the rupestrian vegetation and regional flora were analyzed with the chi-square test and the effects of different factors were analyzed with randomization tests uni-and multivariate. We registered 111 species, 43 of which restricted to the rocky outcrops, distributed in 54 botanic families. The life form spectrum showed a high proportion of chamaephytes (29.7%), nanophanerophytes (17.1%) and geophytes (15.3%). The flora restricted to rocky outcrops showed more frequently geophytes (32.6%), chamaephytes (25.6%) and nanophanerophytes (20.9%). Chi-square tests indicated significant differences in frequencies among environments, for both families and life forms. Our results showed that the coverage of bromeliads is positively correlated to the richness and abundance of seedlings of arboreal species. It seems that higher cover by B. balansae gives protection against herbivory indistinctively, and also reduces the effects of severe environmental conditions, allowing the settlement of forest pioneers species. Multivariate tests showed significant effect of the site factor on the beta diversity in all classes of size and significant effect of the gradient factor only on two size classes evaluated. The rupestrian vegetation is distinct floristically and functionally, showing high floristic similarity with other neotropical rupestrian formations, but has high number of arboreal species. Seedlings of arboreal species seem to have benefit from the presence of B. balansae, which can cause a gradual reduction of the rupestrian vegetation in the forest and rocky outcrop mosaic. Understanding how the distribution of arboreal communities is determined by limitations of dispersal and niche can improve the comprehension of the dynamics that generate and maintain diversity.
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Variação da composição, distribuição espacial e influência dos fatores ambientais sobre a ocorrência de Characeae (Chlorophyta) em um reservatório subtropical / Variation of the Composition, Spatial Distribution and Influence of Environmental Factors on the occurrence of Characeae (Chlorophyta) in a subtropical reservoir

Meurer, Thamis 28 April 2011 (has links)
Made available in DSpace on 2017-07-10T18:13:28Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Thamis Meurer.pdf: 1244068 bytes, checksum: 7fedbdd5b53b39bf3ab6cb34f4fac17a (MD5) Previous issue date: 2011-04-28 / The family Characeae, represented in Brazil by the genera Chara and Nitella, is considered the closest living relatives of terrestrial plants and play several ecological roles, such as the increase of water transparency and habitat complexity. This research aimed to verify the composition and structure of Characeae community at Itaipu reservoir (24°05´S e 25°33´S; 54°00´W e 54°37´W), formed in Parana river, relating them to simple environmental variables, such as conductivity, water transparency and fetch. Samples were collected in eight arms of rivers that form the Brazilian side of the reservoir (Arroio Guaçu, São Francisco Verdadeiro, São Francisco Falso, São Vicente, São João, Ocoí, Pinto e Passo Cuê). A total of 17 taxa were identified, of which Chara hydropitys Reichenbach, C. rusbyana Howe, Nitella axillaris A. Braun, N. glaziovii G. Zeller, N. gracilis (Smith) C. Agardh, N. hyalina (DC) C. Agardh, N. inversa Imahori and N. microcarpa Braun, represent new citations in the Itaipu Reservoir and Paraná State. Chara guairensis, Nitella furcata and Nitella glaziovii showed the largest geographical ranges, while Chara hidropytis and Chara rusbyana showed more restricted distribution. Furthermore, it was found that among the environmental factors considered important for the establishing of charophytes at the tributaries of the reservoir, the underwater radiation positively affects the occurrence of the genera Chara and Nitella, while fetch values showed negative influence on the occurrence of genus Nitella during the period analyzed. / A família Characeae, representada no Brasil pelos gêneros Chara e Nitella, é considerada a ancestral mais próxima das plantas terrestres e possui uma série de papéis ecológicos, entre eles o aumento da transparência da água, aumento da complexidade de habitat. O presente trabalho objetivou verificar a composição e estrutura da comunidade de Characeae no reservatório de Itaipu (24°05´S e 25°33´S; 54°00´W e 54°37´W), formado no rio Paraná, relacionando-as com variáveis ambientais simples, tais como: condutividade, transparência da água e fetch. As coletas foram realizadas em oito braços de rios que formam a margem brasileira do reservatório (Arroio Guaçu, São Francisco Verdadeiro, São Francisco Falso, São Vicente, São João, Ocoí, Pinto e Passo Cuê). Foram identificados 17 táxons, dos quais Chara hydropitys Reichenbach, C. rusbyana Howe, Nitella axillaris A. Braun, N. glaziovii G. Zeller, N. gracilis (Smith) C. Agardh, N. hyalina (DC) C. Agardh, N. inversa Imahori e N. microcarpa Braun, todas novas citações no reservatório de Itaipu e Estado do Paraná. Chara guairensis, Nitella furcata e Nitella glaziovii apresentaram as maiores abrangências geográficas, enquanto Chara hidropytis e Chara rusbyana apresentaram distribuição mais restrita. Além disso, verificou-se que entre os fatores ambientais considerados importantes para o estabelecimento dos carófitos nos afluentes do reservatório, foi encontrado que a radiação subaquática afeta positivamente a ocorrência dos gêneros Chara e Nitella, enquanto valores de fetch demonstraram influência negativa sobre a ocorrência do gênero Nitella durante o período analisado.

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