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A utopia maquinista no urbanismo e no cinema : a construção de um discurso

Ribeiro, Luciano de Topin January 2013 (has links)
Aprofundar-se no estudo das propostas urbanas elaboradas pelas vanguardas do movimento moderno é, também, desenvolver um raciocínio sobre a relevância da arquitetura enquanto parâmetro de reflexão acerca da sociedade. O período de estudo deste trabalho — os vinte e cinco anos que separam as duas grandes guerras do século XX — representaram para a disciplina da arquitetura — e para os arquitetos — assumir um papel protagonista na forma de pensar (e propor) as cidades. Se o urbanismo, conforme definido por Françoise Choay, é uma matéria elaborada como tal para solucionar o problema específico da cidade maquinista, o urbanismo moderno agrega a este objetivo responsabilidades para com a transformação da sociedade como um todo. As vanguardas intelectuais do início do século XX, entusiasmadas com as possibilidades abertas pela nova realidade de um mundo em rápida transformação, enxergaram na mecanização o catalisador das mudanças sociais que trariam um novo equilíbrio nas relações entre o homem e seu meio. A possibilidade de interpretar todos os aspectos da vida a partir de um processo abstrato e racional parecia apontar o caminho seguro a ser seguido na busca de soluções às condições de vida degradantes nas metrópoles emergentes na nova ordem do capitalismo industrial. Seria através das leis da razão, aplicadas a todas as instâncias da vida, que seria reestabelecida a harmonia abalada pela incompatibilidade entre o novo mundo industrial mecanizado e as estruturas — físicas, culturais e sociais — das cidades existentes. A própria utopia maquinista é, portanto, metropolitana; é na metrópole que as mudanças devem ocorrer e é sobre seus porvires que serão elaborados os argumentos do discurso moderno. O objetivo deste estudo é refletir sobre a estrutura do discurso retórico da Utopia Maquinista no urbanismo e fazê-lo através de um paralelo com o cinema. Em ambos os casos, identifica-se um caráter de urgência e de catástrofe iminente que irá se impor, tanto como consequência dos avanços de um mundo mecanizado, quanto como resultado da incapacidade de se adaptar a ele. O medo — uma falácia retórica — é o argumento no sentido do qual são aplicadas as ferramentas de retórica — pathos, ethos e logos —, que estruturam este trabalho. O capítulo “Pathos — a manipulação das partes” trata da forma como o cinema e urbanismo manipulam os fragmentos no ímpeto de representar, de forma dramática, o todo. Foi através de associações patéticas à imagem da máquina que as vanguardas atribuíram valores e significados que deixassem bem claro a sua posição ideológica. Em “Ethos — tábula rasa e ressurreição” são identificadas as condições para que a utopia maquinista fosse posta em marcha. Se, por um lado, a realidade das metrópoles tornava a vida insuportável, fazendo com que a ideia de transformação radical fosse algo plausível e até desejável, por outro lado, vivia-se, desde meados do século XIX, um ambiente de ruptura da ordem socioeconômica vigente com desdobramentos, em muitos casos, traumáticos. “Logos — racionalismo e a metrópole do futuro” tenta dar conta dos planos de intervenção urbana que forjaram a ideia de cidade eficiente, nos termos de Taylor e Ford. É nos Estados Unidos que as vanguardas europeias vão buscar a terra prometida da era da máquina, com seus centros urbanos verticalizados e seus processos de produção em série. A metrópole maquinista propunha-se como cura definitiva para uma sociedade enferma. Um remédio que combinava doses de higiene e integridade estética no combate aos males da insalubridade e do subterfúgio academicista e que contaminava, de forma letal, a cidade-paciente. “Pathos, Ethos e Logos: por uma nova metrópole” apresenta uma nova cidade para um novo homem na forma de uma síntese infalível entre racionalismo e o “espírito da época”, causa e consequência da elevação do espírito humano e a única alternativa possível ao extermínio. O último capítulo do trabalho trata do herói — a figura-síntese que personifica todos os valores morais e éticos tidos como desejáveis — a serviço de quem a retórica que defende o argumento proposto pela trama é posta em marcha. O “Epílogo” busca identificar traços da personalidade do arquiteto-herói — o autor por trás do discurso — sem, no entanto, pretender uma análise psicológica completa nem tampouco mergulhar na psique de nenhum dos grandes nomes do Movimento Moderno. As características aqui descritas procuram, sim, aproximar autor e discurso, compreendê-lo como agente de transformação social que tinha como principal ferramenta de ação a disciplina da arquitetura. / To develop a study into the urban proposals developed by the modern movement avant-garde is, at the same time, also to develop the thought about the relevance of architecture as a means of reflection about society. This work´s timeframe — the twenty-five years between the two great wars of the twentieth-century – meant to architecture — and for the architects — to take a lead role in thinking and proposing the cities. If urbanism, as stated by Françoise Choay, is a discipline assembled as such with the goal of dealing with the specific problem of the machinist city, the urbanism of the modern movement attaches to this goal the responsibility of changing society as a whole. The intelectual avant-garde of the beginning of the twentieth-century, thrilled by the possibilities opened by the new reality in a fast-changing world, saw the mechanization as the catalyzer of the social changes that would bring a new balance to the relation between man and environment. The possibility of understanding each and every aspect of life as a rational and abstract process seemed to point the safe way towards solving the degenerating conditions of the newly-arising industrial metropolis. Through the laws of reason, applied to all instances of life, the harmony — disturbed by the incompatibility between the new mechanic world and the existing structures of the cities — would be restored. The Machinist Utopia itself is, therefore, metropolitan; it is within the metropolis that the changes should take place and it is about this metropolis’ future that the modern movement will propose the arguments of its speech. The goal of this study is to reflect upon the structure of the Machinist Utopia rhetoric speech in urbanism and perform it through a parallel with cinema. In both cases converge when structuring their speeches based on urgency and an imminent catastrophe that would take place, depending on which side of the debate one is, either as a consequence of technological advances in a mechanized world, or as a result of one’s inability to adapt to it. Fear – as a rhetoric fallacy — seems to be the argument towards which the rhetoric tools that structure this study — pathos, ethos and logos — are applied. The first chapter: “Pathos — the manipulation of parts” deals with the way urbanism and cinema manipulate fragments in order to represent, with dramatic gain, the whole. It was through pathetic associations that the avant-garde attached values and meanings to the image of “machine” in order to state its ideological standing-point. “Ethos — tabula rasa and resurrection” tries to identify the conditions for the Machinist Utopia to be put into practice. If, on the one side life in the metropolis was made unbearable, turning the idea of radical transformation into something reasonable and even desirable, on the other side society had gone since mid-nineteen-century through, sometimes traumatic, changes in its social and economic order. “Logos — rationalism and the metropolis of the future” tries to cover the urban plans that forged the “efficient city” in the terms of Taylor and Ford. It is the United States, with its vertical urban centers and production systems, that the avant-garde would take as the machine-age promised-land. The machinist metropolis proposed itself as the ultimate cure for an ill society. A remedy that combined doses of hygiene and aesthetic integrity to fight the maladies of academicist subterfuge and insalubrity. “Pathos, Ethos and Logos: towards a new metropolis” presented a new city for a new man as an infallible synthesis between rationalism and “spirit of the time”, the cause and the consequence of the uplifting of human spirit and the only possible alternative to extermination. The last chapter of this study deals with the hero, the synthesis of all desirable ethic and moral values, at service of whom the rhetoric that defends the proposed argument is put to work. The “Epilogue” tries to identify the personality traces of the architect-hero — the author behind the speech — with no intention, however, to perform a comprehensive psychological analysis nor to penetrate into any of the masters’ psyché. The characteristics described here try to bring together the author and the speech and understand this author as an agent of social transformation who had, as his or hers main tool, the discipline of architecture.
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A utopia maquinista no urbanismo e no cinema : a construção de um discurso

Ribeiro, Luciano de Topin January 2013 (has links)
Aprofundar-se no estudo das propostas urbanas elaboradas pelas vanguardas do movimento moderno é, também, desenvolver um raciocínio sobre a relevância da arquitetura enquanto parâmetro de reflexão acerca da sociedade. O período de estudo deste trabalho — os vinte e cinco anos que separam as duas grandes guerras do século XX — representaram para a disciplina da arquitetura — e para os arquitetos — assumir um papel protagonista na forma de pensar (e propor) as cidades. Se o urbanismo, conforme definido por Françoise Choay, é uma matéria elaborada como tal para solucionar o problema específico da cidade maquinista, o urbanismo moderno agrega a este objetivo responsabilidades para com a transformação da sociedade como um todo. As vanguardas intelectuais do início do século XX, entusiasmadas com as possibilidades abertas pela nova realidade de um mundo em rápida transformação, enxergaram na mecanização o catalisador das mudanças sociais que trariam um novo equilíbrio nas relações entre o homem e seu meio. A possibilidade de interpretar todos os aspectos da vida a partir de um processo abstrato e racional parecia apontar o caminho seguro a ser seguido na busca de soluções às condições de vida degradantes nas metrópoles emergentes na nova ordem do capitalismo industrial. Seria através das leis da razão, aplicadas a todas as instâncias da vida, que seria reestabelecida a harmonia abalada pela incompatibilidade entre o novo mundo industrial mecanizado e as estruturas — físicas, culturais e sociais — das cidades existentes. A própria utopia maquinista é, portanto, metropolitana; é na metrópole que as mudanças devem ocorrer e é sobre seus porvires que serão elaborados os argumentos do discurso moderno. O objetivo deste estudo é refletir sobre a estrutura do discurso retórico da Utopia Maquinista no urbanismo e fazê-lo através de um paralelo com o cinema. Em ambos os casos, identifica-se um caráter de urgência e de catástrofe iminente que irá se impor, tanto como consequência dos avanços de um mundo mecanizado, quanto como resultado da incapacidade de se adaptar a ele. O medo — uma falácia retórica — é o argumento no sentido do qual são aplicadas as ferramentas de retórica — pathos, ethos e logos —, que estruturam este trabalho. O capítulo “Pathos — a manipulação das partes” trata da forma como o cinema e urbanismo manipulam os fragmentos no ímpeto de representar, de forma dramática, o todo. Foi através de associações patéticas à imagem da máquina que as vanguardas atribuíram valores e significados que deixassem bem claro a sua posição ideológica. Em “Ethos — tábula rasa e ressurreição” são identificadas as condições para que a utopia maquinista fosse posta em marcha. Se, por um lado, a realidade das metrópoles tornava a vida insuportável, fazendo com que a ideia de transformação radical fosse algo plausível e até desejável, por outro lado, vivia-se, desde meados do século XIX, um ambiente de ruptura da ordem socioeconômica vigente com desdobramentos, em muitos casos, traumáticos. “Logos — racionalismo e a metrópole do futuro” tenta dar conta dos planos de intervenção urbana que forjaram a ideia de cidade eficiente, nos termos de Taylor e Ford. É nos Estados Unidos que as vanguardas europeias vão buscar a terra prometida da era da máquina, com seus centros urbanos verticalizados e seus processos de produção em série. A metrópole maquinista propunha-se como cura definitiva para uma sociedade enferma. Um remédio que combinava doses de higiene e integridade estética no combate aos males da insalubridade e do subterfúgio academicista e que contaminava, de forma letal, a cidade-paciente. “Pathos, Ethos e Logos: por uma nova metrópole” apresenta uma nova cidade para um novo homem na forma de uma síntese infalível entre racionalismo e o “espírito da época”, causa e consequência da elevação do espírito humano e a única alternativa possível ao extermínio. O último capítulo do trabalho trata do herói — a figura-síntese que personifica todos os valores morais e éticos tidos como desejáveis — a serviço de quem a retórica que defende o argumento proposto pela trama é posta em marcha. O “Epílogo” busca identificar traços da personalidade do arquiteto-herói — o autor por trás do discurso — sem, no entanto, pretender uma análise psicológica completa nem tampouco mergulhar na psique de nenhum dos grandes nomes do Movimento Moderno. As características aqui descritas procuram, sim, aproximar autor e discurso, compreendê-lo como agente de transformação social que tinha como principal ferramenta de ação a disciplina da arquitetura. / To develop a study into the urban proposals developed by the modern movement avant-garde is, at the same time, also to develop the thought about the relevance of architecture as a means of reflection about society. This work´s timeframe — the twenty-five years between the two great wars of the twentieth-century – meant to architecture — and for the architects — to take a lead role in thinking and proposing the cities. If urbanism, as stated by Françoise Choay, is a discipline assembled as such with the goal of dealing with the specific problem of the machinist city, the urbanism of the modern movement attaches to this goal the responsibility of changing society as a whole. The intelectual avant-garde of the beginning of the twentieth-century, thrilled by the possibilities opened by the new reality in a fast-changing world, saw the mechanization as the catalyzer of the social changes that would bring a new balance to the relation between man and environment. The possibility of understanding each and every aspect of life as a rational and abstract process seemed to point the safe way towards solving the degenerating conditions of the newly-arising industrial metropolis. Through the laws of reason, applied to all instances of life, the harmony — disturbed by the incompatibility between the new mechanic world and the existing structures of the cities — would be restored. The Machinist Utopia itself is, therefore, metropolitan; it is within the metropolis that the changes should take place and it is about this metropolis’ future that the modern movement will propose the arguments of its speech. The goal of this study is to reflect upon the structure of the Machinist Utopia rhetoric speech in urbanism and perform it through a parallel with cinema. In both cases converge when structuring their speeches based on urgency and an imminent catastrophe that would take place, depending on which side of the debate one is, either as a consequence of technological advances in a mechanized world, or as a result of one’s inability to adapt to it. Fear – as a rhetoric fallacy — seems to be the argument towards which the rhetoric tools that structure this study — pathos, ethos and logos — are applied. The first chapter: “Pathos — the manipulation of parts” deals with the way urbanism and cinema manipulate fragments in order to represent, with dramatic gain, the whole. It was through pathetic associations that the avant-garde attached values and meanings to the image of “machine” in order to state its ideological standing-point. “Ethos — tabula rasa and resurrection” tries to identify the conditions for the Machinist Utopia to be put into practice. If, on the one side life in the metropolis was made unbearable, turning the idea of radical transformation into something reasonable and even desirable, on the other side society had gone since mid-nineteen-century through, sometimes traumatic, changes in its social and economic order. “Logos — rationalism and the metropolis of the future” tries to cover the urban plans that forged the “efficient city” in the terms of Taylor and Ford. It is the United States, with its vertical urban centers and production systems, that the avant-garde would take as the machine-age promised-land. The machinist metropolis proposed itself as the ultimate cure for an ill society. A remedy that combined doses of hygiene and aesthetic integrity to fight the maladies of academicist subterfuge and insalubrity. “Pathos, Ethos and Logos: towards a new metropolis” presented a new city for a new man as an infallible synthesis between rationalism and “spirit of the time”, the cause and the consequence of the uplifting of human spirit and the only possible alternative to extermination. The last chapter of this study deals with the hero, the synthesis of all desirable ethic and moral values, at service of whom the rhetoric that defends the proposed argument is put to work. The “Epilogue” tries to identify the personality traces of the architect-hero — the author behind the speech — with no intention, however, to perform a comprehensive psychological analysis nor to penetrate into any of the masters’ psyché. The characteristics described here try to bring together the author and the speech and understand this author as an agent of social transformation who had, as his or hers main tool, the discipline of architecture.
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A utopia maquinista no urbanismo e no cinema : a construção de um discurso

Ribeiro, Luciano de Topin January 2013 (has links)
Aprofundar-se no estudo das propostas urbanas elaboradas pelas vanguardas do movimento moderno é, também, desenvolver um raciocínio sobre a relevância da arquitetura enquanto parâmetro de reflexão acerca da sociedade. O período de estudo deste trabalho — os vinte e cinco anos que separam as duas grandes guerras do século XX — representaram para a disciplina da arquitetura — e para os arquitetos — assumir um papel protagonista na forma de pensar (e propor) as cidades. Se o urbanismo, conforme definido por Françoise Choay, é uma matéria elaborada como tal para solucionar o problema específico da cidade maquinista, o urbanismo moderno agrega a este objetivo responsabilidades para com a transformação da sociedade como um todo. As vanguardas intelectuais do início do século XX, entusiasmadas com as possibilidades abertas pela nova realidade de um mundo em rápida transformação, enxergaram na mecanização o catalisador das mudanças sociais que trariam um novo equilíbrio nas relações entre o homem e seu meio. A possibilidade de interpretar todos os aspectos da vida a partir de um processo abstrato e racional parecia apontar o caminho seguro a ser seguido na busca de soluções às condições de vida degradantes nas metrópoles emergentes na nova ordem do capitalismo industrial. Seria através das leis da razão, aplicadas a todas as instâncias da vida, que seria reestabelecida a harmonia abalada pela incompatibilidade entre o novo mundo industrial mecanizado e as estruturas — físicas, culturais e sociais — das cidades existentes. A própria utopia maquinista é, portanto, metropolitana; é na metrópole que as mudanças devem ocorrer e é sobre seus porvires que serão elaborados os argumentos do discurso moderno. O objetivo deste estudo é refletir sobre a estrutura do discurso retórico da Utopia Maquinista no urbanismo e fazê-lo através de um paralelo com o cinema. Em ambos os casos, identifica-se um caráter de urgência e de catástrofe iminente que irá se impor, tanto como consequência dos avanços de um mundo mecanizado, quanto como resultado da incapacidade de se adaptar a ele. O medo — uma falácia retórica — é o argumento no sentido do qual são aplicadas as ferramentas de retórica — pathos, ethos e logos —, que estruturam este trabalho. O capítulo “Pathos — a manipulação das partes” trata da forma como o cinema e urbanismo manipulam os fragmentos no ímpeto de representar, de forma dramática, o todo. Foi através de associações patéticas à imagem da máquina que as vanguardas atribuíram valores e significados que deixassem bem claro a sua posição ideológica. Em “Ethos — tábula rasa e ressurreição” são identificadas as condições para que a utopia maquinista fosse posta em marcha. Se, por um lado, a realidade das metrópoles tornava a vida insuportável, fazendo com que a ideia de transformação radical fosse algo plausível e até desejável, por outro lado, vivia-se, desde meados do século XIX, um ambiente de ruptura da ordem socioeconômica vigente com desdobramentos, em muitos casos, traumáticos. “Logos — racionalismo e a metrópole do futuro” tenta dar conta dos planos de intervenção urbana que forjaram a ideia de cidade eficiente, nos termos de Taylor e Ford. É nos Estados Unidos que as vanguardas europeias vão buscar a terra prometida da era da máquina, com seus centros urbanos verticalizados e seus processos de produção em série. A metrópole maquinista propunha-se como cura definitiva para uma sociedade enferma. Um remédio que combinava doses de higiene e integridade estética no combate aos males da insalubridade e do subterfúgio academicista e que contaminava, de forma letal, a cidade-paciente. “Pathos, Ethos e Logos: por uma nova metrópole” apresenta uma nova cidade para um novo homem na forma de uma síntese infalível entre racionalismo e o “espírito da época”, causa e consequência da elevação do espírito humano e a única alternativa possível ao extermínio. O último capítulo do trabalho trata do herói — a figura-síntese que personifica todos os valores morais e éticos tidos como desejáveis — a serviço de quem a retórica que defende o argumento proposto pela trama é posta em marcha. O “Epílogo” busca identificar traços da personalidade do arquiteto-herói — o autor por trás do discurso — sem, no entanto, pretender uma análise psicológica completa nem tampouco mergulhar na psique de nenhum dos grandes nomes do Movimento Moderno. As características aqui descritas procuram, sim, aproximar autor e discurso, compreendê-lo como agente de transformação social que tinha como principal ferramenta de ação a disciplina da arquitetura. / To develop a study into the urban proposals developed by the modern movement avant-garde is, at the same time, also to develop the thought about the relevance of architecture as a means of reflection about society. This work´s timeframe — the twenty-five years between the two great wars of the twentieth-century – meant to architecture — and for the architects — to take a lead role in thinking and proposing the cities. If urbanism, as stated by Françoise Choay, is a discipline assembled as such with the goal of dealing with the specific problem of the machinist city, the urbanism of the modern movement attaches to this goal the responsibility of changing society as a whole. The intelectual avant-garde of the beginning of the twentieth-century, thrilled by the possibilities opened by the new reality in a fast-changing world, saw the mechanization as the catalyzer of the social changes that would bring a new balance to the relation between man and environment. The possibility of understanding each and every aspect of life as a rational and abstract process seemed to point the safe way towards solving the degenerating conditions of the newly-arising industrial metropolis. Through the laws of reason, applied to all instances of life, the harmony — disturbed by the incompatibility between the new mechanic world and the existing structures of the cities — would be restored. The Machinist Utopia itself is, therefore, metropolitan; it is within the metropolis that the changes should take place and it is about this metropolis’ future that the modern movement will propose the arguments of its speech. The goal of this study is to reflect upon the structure of the Machinist Utopia rhetoric speech in urbanism and perform it through a parallel with cinema. In both cases converge when structuring their speeches based on urgency and an imminent catastrophe that would take place, depending on which side of the debate one is, either as a consequence of technological advances in a mechanized world, or as a result of one’s inability to adapt to it. Fear – as a rhetoric fallacy — seems to be the argument towards which the rhetoric tools that structure this study — pathos, ethos and logos — are applied. The first chapter: “Pathos — the manipulation of parts” deals with the way urbanism and cinema manipulate fragments in order to represent, with dramatic gain, the whole. It was through pathetic associations that the avant-garde attached values and meanings to the image of “machine” in order to state its ideological standing-point. “Ethos — tabula rasa and resurrection” tries to identify the conditions for the Machinist Utopia to be put into practice. If, on the one side life in the metropolis was made unbearable, turning the idea of radical transformation into something reasonable and even desirable, on the other side society had gone since mid-nineteen-century through, sometimes traumatic, changes in its social and economic order. “Logos — rationalism and the metropolis of the future” tries to cover the urban plans that forged the “efficient city” in the terms of Taylor and Ford. It is the United States, with its vertical urban centers and production systems, that the avant-garde would take as the machine-age promised-land. The machinist metropolis proposed itself as the ultimate cure for an ill society. A remedy that combined doses of hygiene and aesthetic integrity to fight the maladies of academicist subterfuge and insalubrity. “Pathos, Ethos and Logos: towards a new metropolis” presented a new city for a new man as an infallible synthesis between rationalism and “spirit of the time”, the cause and the consequence of the uplifting of human spirit and the only possible alternative to extermination. The last chapter of this study deals with the hero, the synthesis of all desirable ethic and moral values, at service of whom the rhetoric that defends the proposed argument is put to work. The “Epilogue” tries to identify the personality traces of the architect-hero — the author behind the speech — with no intention, however, to perform a comprehensive psychological analysis nor to penetrate into any of the masters’ psyché. The characteristics described here try to bring together the author and the speech and understand this author as an agent of social transformation who had, as his or hers main tool, the discipline of architecture.
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Ruas da cidadania : um instrumento do processo de descentralização urbana em Curitiba

Barbosa, Mariana January 2005 (has links)
A ascensão da sociedade industrial ocasionou a explosão demográfica das cidades, instaurando na urbe problemas de moradia, circulação, de segurança entre outros. O movimento modernista em arquitetura procurou responder às novas demandas com a concepção de uma cidade racionalizada, tal qual o novo modo de produção. Esta cidade seria setorizada por funções, a fim de evitar a segregação eminente. Porém, a aplicação deste modelo não respondeu de maneira efetiva os problemas cada vez maiores, e, a partir da metade do Século XX surgem em diversos países teorias que buscavam na cidade pré-industrial a viabilidade para a nova era. Teorias desenvolvidas na Europa defendiam a criação de uma cidade plurifuncional, onde os espaços se direcionariam a diversas funções e público a fim de garantir a vitalidade urbana. Na América do Norte estas premissas também são defendidas, porém sempre utilizando o espaço polivalente como mecanismo de promoção urbana. Logo, na contemporaneidade verifica-se o surgimento de duas forças opostas que interferem no espaço urbano: a primeira, a grande força do capital privado que busca intensificar seus lucros mesmo utilizando-se de “discursos sociais”, e a outra é definida pela força da sociedade como um todo, que busca no desenvolvimento sustentável, um meio de garantir a qualidade de vida não só para os dias atuais, mas também para as gerações futuras. Curitiba passa por todas estas interferências ao longo de sua urbanização, desde a racionalização modernista na concepção para o primeiro plano global para a cidade - o Plano Agache, passando por influências historicistas onde é aplicada a requalificação dos espaços urbanos no centro da cidade, e culminando na última década com políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável, buscado em parte pela descentralização urbana. Esta, já se encontrava em processo de implantação com a criação dos eixos estruturais na segunda metade do Século XX, sendo consolidada com a criação de centros de bairro chamados Ruas da Cidadania na periferia da cidade. Na realidade, na década de 90, Curitiba sofreu a ação de uma intensa industrialização que ocasionou o rápido adensamento do meio construído e com a multiplicação de funções por ela abrigada. Decorrentes disso os fluxos urbanos se tornaram mais confusos, insuficientes para atender às novas necessidades da população. Face todas estas circunstâncias, originárias a partir do processo de industrialização, a urbanização em Curitiba foi sendo guiada por meio de um processo que visava a descentralização tanto política como de serviços. Os novos centros de bairro foram criados dentro de uma política pautada nos novos modelos de gestão urbana, que defendem valores como direito à cidadania e a democratização dos espaços públicos, tendo como principal função a descentralização políticoadministrativa da cidade. As Ruas da Cidadania, objeto deste estudo, são o resultado de uma seqüência de ações do Poder Público Municipal para tentar, na medida do possível, abrandar os efeitos negativos do inchaço populacional nas periferias de Curitiba, procurando ainda proporcionar a melhor integração da comunidade, uma vez que também se caracterizam por ser um espaço de reivindicações e de debates sobre o território.
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Saneamento e urbanização no Rio Grande do Sul durante os anos de 1916 a 1931 : o papel da SOP - Secretaria de Obras Públicas. A cidade de Iraí como referência

Vargas, Luis Francisco da Silva January 2011 (has links)
Nos anos 20 do século XX, o Estado do Rio Grande do Sul passava por grandes obras. A construção e abertura de estradas, ferrovias e canais fluviais estavam aliadas ao plano de colonização das terras situadas ao norte do estado e ao aumento populacional que, conjuntamente, com as obras de saneamento fizeram com que o poder público estadual se confrontasse com uma nova realidade - a da organização urbana. Tudo isto estava dentro de uma conjuntura nacional e mundial em que se constituíram no imaginário social as ideias modernizantes e de vanguarda, que também se refletem nas grandes obras de infraestrutura da época. Dentro deste contexto, o Governo do Estado através da Secretaria das Obras Públicas (SOP), desenvolveu e fiscalizou projetos e obras municipais de saneamento e organização urbanas, projetos estes que abrangiam a captação e abastecimento de água, rede hidráulica, rede de esgotos e expansão da cidade, desencadeando uma campanha de higienização que passa a ser, na época, sinônimo de urbanização, além do projeto para a nova “cidade das águas” de Iraí. Este estudo trata do surgimento do urbanismo moderno gaúcho, no século XX. / During the twenties of the 20th century, the state of Rio Grande do Sul was undergoing great changes regarding its infrastructure. The construction and the opening of roads, railways and river canals were aligned to the plan for landing colonization in the north of the state and to the population increasement. Those two factors combined with sanitation workmanships made the local government face a brand new reality: that of urban organization. All of that was soaked in a world and country scenario that would influence the social imaginary with its modernizing and avant-garde ideas – reflected in the major infrastructure works of that time. Therefore, it was in this context that the public power, through the Department of Public Craftmanships (Secretaria de Obras Públicas, SOP), developed and audited projects and works on sanitation and urban organization. Projects enclosing water´s catchment and suply, hydraulic systens, sanitary sewers and the expansion of the city, wich resulted in a broad sanitation campaign – in that time a definition for urbanization – and in a project for the city of Iraí so-called “cidade das águas” (literally city of waters). This dissertation discusses the sprouting of the gaucho (i.e. a person from Rio grande do Sul) modern urbanism in the 20th century.
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Nem Paris nem Nova Iorque : a trajetória da legislação na prática urbanística de Porto Alegre

Hickel, Humberto January 2003 (has links)
Este trabalho tem origem em uma compilação de documentos, contidos em um tempo que remonta à última década do século XIX e vai até os anos 50. Dentro desse espaço de tempo, foram catalogados os instrumentos de controle urbanístico, formulados a partir do Poder Municipal e que agora nos servem de base para a elaboração deste trabalho. Pretendo aqui seguir a trajetória deste conjunto de leis, investigando suas origens e expressão de desejos no ambiente urbano. Enfim, investigando as conseqüências dessa legislação na vida da cidade. / This paper derives from a gathering of documents related to the urbanization process of Porto Alegre from the last decade of the XIX Century to the fifties. Such instruments, elaborated by the Municipality, ruled the city during that time and were used here as the data to support this paper. My purpose is to follow the trajectory of this system of rules, investigating its origins and its expression in the urban space. In other words, this paper aims at investigating the consequences of this legislation in the life of the city.
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Nem Paris nem Nova Iorque : a trajetória da legislação na prática urbanística de Porto Alegre

Hickel, Humberto January 2003 (has links)
Este trabalho tem origem em uma compilação de documentos, contidos em um tempo que remonta à última década do século XIX e vai até os anos 50. Dentro desse espaço de tempo, foram catalogados os instrumentos de controle urbanístico, formulados a partir do Poder Municipal e que agora nos servem de base para a elaboração deste trabalho. Pretendo aqui seguir a trajetória deste conjunto de leis, investigando suas origens e expressão de desejos no ambiente urbano. Enfim, investigando as conseqüências dessa legislação na vida da cidade. / This paper derives from a gathering of documents related to the urbanization process of Porto Alegre from the last decade of the XIX Century to the fifties. Such instruments, elaborated by the Municipality, ruled the city during that time and were used here as the data to support this paper. My purpose is to follow the trajectory of this system of rules, investigating its origins and its expression in the urban space. In other words, this paper aims at investigating the consequences of this legislation in the life of the city.
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Ruas da cidadania : um instrumento do processo de descentralização urbana em Curitiba

Barbosa, Mariana January 2005 (has links)
A ascensão da sociedade industrial ocasionou a explosão demográfica das cidades, instaurando na urbe problemas de moradia, circulação, de segurança entre outros. O movimento modernista em arquitetura procurou responder às novas demandas com a concepção de uma cidade racionalizada, tal qual o novo modo de produção. Esta cidade seria setorizada por funções, a fim de evitar a segregação eminente. Porém, a aplicação deste modelo não respondeu de maneira efetiva os problemas cada vez maiores, e, a partir da metade do Século XX surgem em diversos países teorias que buscavam na cidade pré-industrial a viabilidade para a nova era. Teorias desenvolvidas na Europa defendiam a criação de uma cidade plurifuncional, onde os espaços se direcionariam a diversas funções e público a fim de garantir a vitalidade urbana. Na América do Norte estas premissas também são defendidas, porém sempre utilizando o espaço polivalente como mecanismo de promoção urbana. Logo, na contemporaneidade verifica-se o surgimento de duas forças opostas que interferem no espaço urbano: a primeira, a grande força do capital privado que busca intensificar seus lucros mesmo utilizando-se de “discursos sociais”, e a outra é definida pela força da sociedade como um todo, que busca no desenvolvimento sustentável, um meio de garantir a qualidade de vida não só para os dias atuais, mas também para as gerações futuras. Curitiba passa por todas estas interferências ao longo de sua urbanização, desde a racionalização modernista na concepção para o primeiro plano global para a cidade - o Plano Agache, passando por influências historicistas onde é aplicada a requalificação dos espaços urbanos no centro da cidade, e culminando na última década com políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável, buscado em parte pela descentralização urbana. Esta, já se encontrava em processo de implantação com a criação dos eixos estruturais na segunda metade do Século XX, sendo consolidada com a criação de centros de bairro chamados Ruas da Cidadania na periferia da cidade. Na realidade, na década de 90, Curitiba sofreu a ação de uma intensa industrialização que ocasionou o rápido adensamento do meio construído e com a multiplicação de funções por ela abrigada. Decorrentes disso os fluxos urbanos se tornaram mais confusos, insuficientes para atender às novas necessidades da população. Face todas estas circunstâncias, originárias a partir do processo de industrialização, a urbanização em Curitiba foi sendo guiada por meio de um processo que visava a descentralização tanto política como de serviços. Os novos centros de bairro foram criados dentro de uma política pautada nos novos modelos de gestão urbana, que defendem valores como direito à cidadania e a democratização dos espaços públicos, tendo como principal função a descentralização políticoadministrativa da cidade. As Ruas da Cidadania, objeto deste estudo, são o resultado de uma seqüência de ações do Poder Público Municipal para tentar, na medida do possível, abrandar os efeitos negativos do inchaço populacional nas periferias de Curitiba, procurando ainda proporcionar a melhor integração da comunidade, uma vez que também se caracterizam por ser um espaço de reivindicações e de debates sobre o território.
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Saneamento e urbanização no Rio Grande do Sul durante os anos de 1916 a 1931 : o papel da SOP - Secretaria de Obras Públicas. A cidade de Iraí como referência

Vargas, Luis Francisco da Silva January 2011 (has links)
Nos anos 20 do século XX, o Estado do Rio Grande do Sul passava por grandes obras. A construção e abertura de estradas, ferrovias e canais fluviais estavam aliadas ao plano de colonização das terras situadas ao norte do estado e ao aumento populacional que, conjuntamente, com as obras de saneamento fizeram com que o poder público estadual se confrontasse com uma nova realidade - a da organização urbana. Tudo isto estava dentro de uma conjuntura nacional e mundial em que se constituíram no imaginário social as ideias modernizantes e de vanguarda, que também se refletem nas grandes obras de infraestrutura da época. Dentro deste contexto, o Governo do Estado através da Secretaria das Obras Públicas (SOP), desenvolveu e fiscalizou projetos e obras municipais de saneamento e organização urbanas, projetos estes que abrangiam a captação e abastecimento de água, rede hidráulica, rede de esgotos e expansão da cidade, desencadeando uma campanha de higienização que passa a ser, na época, sinônimo de urbanização, além do projeto para a nova “cidade das águas” de Iraí. Este estudo trata do surgimento do urbanismo moderno gaúcho, no século XX. / During the twenties of the 20th century, the state of Rio Grande do Sul was undergoing great changes regarding its infrastructure. The construction and the opening of roads, railways and river canals were aligned to the plan for landing colonization in the north of the state and to the population increasement. Those two factors combined with sanitation workmanships made the local government face a brand new reality: that of urban organization. All of that was soaked in a world and country scenario that would influence the social imaginary with its modernizing and avant-garde ideas – reflected in the major infrastructure works of that time. Therefore, it was in this context that the public power, through the Department of Public Craftmanships (Secretaria de Obras Públicas, SOP), developed and audited projects and works on sanitation and urban organization. Projects enclosing water´s catchment and suply, hydraulic systens, sanitary sewers and the expansion of the city, wich resulted in a broad sanitation campaign – in that time a definition for urbanization – and in a project for the city of Iraí so-called “cidade das águas” (literally city of waters). This dissertation discusses the sprouting of the gaucho (i.e. a person from Rio grande do Sul) modern urbanism in the 20th century.
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Ruas da cidadania : um instrumento do processo de descentralização urbana em Curitiba

Barbosa, Mariana January 2005 (has links)
A ascensão da sociedade industrial ocasionou a explosão demográfica das cidades, instaurando na urbe problemas de moradia, circulação, de segurança entre outros. O movimento modernista em arquitetura procurou responder às novas demandas com a concepção de uma cidade racionalizada, tal qual o novo modo de produção. Esta cidade seria setorizada por funções, a fim de evitar a segregação eminente. Porém, a aplicação deste modelo não respondeu de maneira efetiva os problemas cada vez maiores, e, a partir da metade do Século XX surgem em diversos países teorias que buscavam na cidade pré-industrial a viabilidade para a nova era. Teorias desenvolvidas na Europa defendiam a criação de uma cidade plurifuncional, onde os espaços se direcionariam a diversas funções e público a fim de garantir a vitalidade urbana. Na América do Norte estas premissas também são defendidas, porém sempre utilizando o espaço polivalente como mecanismo de promoção urbana. Logo, na contemporaneidade verifica-se o surgimento de duas forças opostas que interferem no espaço urbano: a primeira, a grande força do capital privado que busca intensificar seus lucros mesmo utilizando-se de “discursos sociais”, e a outra é definida pela força da sociedade como um todo, que busca no desenvolvimento sustentável, um meio de garantir a qualidade de vida não só para os dias atuais, mas também para as gerações futuras. Curitiba passa por todas estas interferências ao longo de sua urbanização, desde a racionalização modernista na concepção para o primeiro plano global para a cidade - o Plano Agache, passando por influências historicistas onde é aplicada a requalificação dos espaços urbanos no centro da cidade, e culminando na última década com políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável, buscado em parte pela descentralização urbana. Esta, já se encontrava em processo de implantação com a criação dos eixos estruturais na segunda metade do Século XX, sendo consolidada com a criação de centros de bairro chamados Ruas da Cidadania na periferia da cidade. Na realidade, na década de 90, Curitiba sofreu a ação de uma intensa industrialização que ocasionou o rápido adensamento do meio construído e com a multiplicação de funções por ela abrigada. Decorrentes disso os fluxos urbanos se tornaram mais confusos, insuficientes para atender às novas necessidades da população. Face todas estas circunstâncias, originárias a partir do processo de industrialização, a urbanização em Curitiba foi sendo guiada por meio de um processo que visava a descentralização tanto política como de serviços. Os novos centros de bairro foram criados dentro de uma política pautada nos novos modelos de gestão urbana, que defendem valores como direito à cidadania e a democratização dos espaços públicos, tendo como principal função a descentralização políticoadministrativa da cidade. As Ruas da Cidadania, objeto deste estudo, são o resultado de uma seqüência de ações do Poder Público Municipal para tentar, na medida do possível, abrandar os efeitos negativos do inchaço populacional nas periferias de Curitiba, procurando ainda proporcionar a melhor integração da comunidade, uma vez que também se caracterizam por ser um espaço de reivindicações e de debates sobre o território.

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